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segunda-feira, 20 de março de 2017

Análise FC Porto 1-1 Vitória de Setúbal - Meninices

Não tenho pachorra, sinceramente. Não tenho pachorra para ver os mesmos erros e as mesmas boçalidades repetidas semana, após semana, após semana. Vamos aos factos.

Em primeiro lugar, o anti-jogo. Esse é, em primeiro lugar, um problema da Federação e da Liga. Dizia há dias Pedro Proença, e eu ri-me à gargalhada, que ele queria fazer parte do Big 5. Meus amigos, esta semana Gareth Bale criou polémica por esta Europa fora ao declarar que "na Premier League não dá para fazer gestão, ao contrário de muitos jogos da La Liga" - o que é absolutamente verdade - e que o desgaste é muito maior. Quer então, o Dr. Proença fazer parte das grandes ligas europeias? Como? Sem jogar futebol? Com presidentes de clubes a fazer declarações destas? Nós temos uma liga corrupta, submissa a um interesse político de tornar Portugal apenas a área metropolitana alfacinha e o resto paisagem. São umas putas vendidas de Norte a sul do País, que vão ao beija-mão todos contentes. Ainda assim, não são desculpas! Sabem como se vence o anti-jogo? Com golos! Tivéssemos caído em cima deles desde o primeiro minuto - como deveríamos ter feito - e não haveria cá anti-jogo nenhum. Para equipas dominadoras o anti-jogo não influi minimamente. Agora, para ligas destas... só o gozo e o desprezo que se sente por esta Europa fora.

Em segundo lugar, a ansiedade. Ó meus amigos, mas que é isto?! Ansiedade de quê, senhores? Ai, ai, ai, que posso ficar em primeiro?! Meus caros, o Bicho deixou-o bem claro: em equipas campeãs do FC Porto, não haveria cá destas mariquices - sabiam que iam ser campeões, iam para dentro do campo com fome e confiança em que tudo iria pelo melhor. Só alguém muito lunático não percebeu ainda o que quer dizer "Contra tudo e contra todos"! É que está uma grande parte da tugalândia a festejar e cheia de sorrisos, hoje! Não há consciência, entre os jogadores, da enorme diferença entre ir para o galinheiro para arrumar com o ficaben ou correr o risco de ser arrumado? Este era um jogo para ir até ao fim! Aquela segunda parte não se admite! É preciso muito mais para se ser Campeão pelo FC Porto! E, ou é agora, ou esqueçam! 

Para terminar, a táctica! Depois de tanta tentativa e erro, de finalmente encaixar as peças na engrenagem que nos deu goleadas sucessivas, porque raio vai o treinador e volta para trás?! Para acomodar André Silva? Agora temos primadonnas no FC Porto?! Está visto, e revisto, e mais que re-revisto, que o 4x3x3, híbrido que possa ser a espaços, dá uma solidez a meio campo completamente diferente! Lá voltou Óliver onde rende menos, Danilo perdido em campo a tentar ser ele o distribuidor de jogo - não é - encosta-se o Soares à esquerda em vez de estar no seu lugar natural... enfim, uma salgalhada! E com isto lá vai o xeque-mate à vida! Como nas histórias de Samurais, se um vai vencendo, mas não desfere o golpe final, o outro pega na espada, levanta-se e corta-lhe a cabeça! E pronto! É assim!

Não me falem de penalties, por favor. Como disse Iker Casillas na entrevista a Júlio Magalhães, contra Tondelas e Setubals desta vida, pra cima deles e mais nada!

Aconselho vivemente este vídeo. Muito bem Rui Cerqueira no pós-match. Subscrevo cada palavra.

Tudo como dantes no quartel d'Abrantes, É ir para cima da mouraria. Que agora estão inchados e confiantes. O que acontecer depois... é problema deles!

terça-feira, 14 de março de 2017

Orgulho.

Orgulho. Esta é, sem dúvida alguma, a palavra que melhor define o que sinto. Orgulho de uma equipa que nunca desiste. Orgulho numa equipa que não se dá por vencida. Orgulho numa equipa que sabe ter Honra e Dignidade. Que vende caras as derrotas - a Juve só marcou de penalti. Orgulho de uma equipa solidária, unida, em que o todo vale definitivamente mais do que as partes. Orgulho na raça, na entrega, na paixão.

Não me vou estender muito na análise, até porque a equipa valeu como um todo. E conseguimos ser equilibrados numa eliminatória onde jogamos 112 minutos com 10 contra uma das melhores equipas do mundo, possivelmente a vencedora da próxima Champions League. Não tivemos mijo, nem vaca, nem coisa nenhuma. Tivemos Força e Solidez.

E digo-o sem rodeios: se continuarmos a jogar assim, seremos certamente Campeões. Porque essa é a nossa batalha, de ora em diante. Mas tentamos, por tudo, que não fosse. E é por isso que me mete nojo que estes media centralistas nos comparem aos coisinhos. Batemos-nos bem, contra circunstâncias muito adversas. E mostramos que somos muito bons. Provaremos isso dentro de campo.

Nota ainda para a vontade expressa por Casillas de continuar connosco. Para mim, é muito bom saber. Sempre quis que ficasse. Vamos para cima do Vitória de Setúbal. Domingo lá estarei.

PS; Uma nota muito especial aos adeptos que estiveram em Turim - foram enormes! Não duvido que a maioria da força da equipa tenha vindo do vosso apoio. Obrigado! Foram a nossa voz!

sexta-feira, 10 de março de 2017

Análise Arouca 0-4 FC Porto - A Goleada Tranquila

Eis que, aos 10 de Março de 2017, retomo aquela sensação que tive no tempo de Villas-Boas da última vez: a sensação de jogos tranquilos, onde o domínio é grande, o controle do jogo total e o sentido único insofismável. Há uma suavidade inegável que se saúda. Estamos em primeiro. Outra vez. E vê-se o crescimento desde que chegou Soares. Em todas as áreas. Estamos no bom caminho. A luta é até ao fim. Vamos a notas.

Brahimi - Inegavelmente, o nosso génio argelino está num formidável momento. Por ele passa o ataque e defensivamente não há nada a apontar. Mais ainda, serve os companheiros, deixou de tentar levar a bola para casa e, por isso, mereceu que 90% do jogo ofensivo fosse seu. Obrigado Brahimi. Continua assim, pá!

Soares - Nove golos em seis jogos. Nove. Não é preciso dizer muito mais, mas vamos insistir: a atacar, a pressionar, a ganhar espaços, divididas, a jogar com os companheiros, a finalizar à ponta de lança, foi uma pérola que foi desencantada e a peça do puzzle que faltava para tornar o FC Porto um candidato sério ao título. Parabéns aos responsáveis! 

Meio campo de luxo  - Danilão a marcar e a dirigir. Ontem o Bicho falava que os Capitães não precisam de braçadeira para liderar. Danilo é um líder. E defende como poucos. Óliver, no seu lugar... é Óliver. Não é preciso dizer mais, pois não? E o seu companheiro André André está muito bem, com ele ao lado. Temos um caso sério de meio campo,  Assim, dá gosto ver jogar o FC Porto.

Iker Casillas - Jogar, ser sério e competente, ter a cabeça no lugar e estar focado na hora da morte de um ente querido, é sinal de carácter e personalidade. A minha solidariedade com El Santo nesta hora difícil. Além disso, e muito menos importante, é a melhor série de sempre sem sofrer para um campeonato de Casillas. Bravo.

Adeptos - Estádio cheio e mais os que entraram depois, Apoio do primeiro ao último minuto. Não foram o 12º jogador, foram os primeiros. Bravo!

O lobinho e o patola - Risível, ridículo, idiótico e sem vergonha, é assim que posso classificar os comentários da SportTV. Tentar dar a entender que Danilo faz penalti quando é agarrado, tentar arranjar um fora de jogo (?!) de Danilo no lance do golo é patético. Tentar arranjar justificações para a não marcação do penalti sobre Soares é só ofensivo. Luís Freitas Lobo e o coisinho que o acompanha: tenham vergonha! Eu sei que, se calhar, estão só a obedecer ao patrão, mas escusavam de ser mais papistas que o Papa. Fica mal. E é triste.

Triste, também, é ter de se retratar por mandar bocas de ressabiado. Mais vale informar-se primeiro do que ter de engolir sapos, professor Manuel Machado! E, também, uma nota especial para o Arouca: bem sei que o presidente é bem mouro, mas obrigar adeptos pagantes a esperar mais de meia hora após o início do jogo, deveria dar direito a devolução do valor. É um país pequeno, que fazer...

domingo, 5 de março de 2017

Análise FC Porto 7-0 Nacional - A Vitória da Família

Ontem foi uma tarde linda. Linda pelos golos, linda pela comunhão entre os adeptos, linda pela adaptação da equipa, linda porque sentimos o regresso do FC Porto ao que ele É. E esta, vou dizê-lo sem rodeios, é inequivocamente uma vitória de Nuno Espírito Santo. Aliás, toda esta recuperação do espírito e união à Porto se deve a ele. É inegável que, com maior ou menor acerto, a jogar melhor ou pior, o FC Porto de NES não desiste, não desarma e nunca pára. E eu, que fui céptico e impaciente, reconheço o meu erro e dou, alegremente, a mão à palmatória. Porque esta constatação não depende de sermos ou não campeões. É algo que se vê e se sente, nos jogadores e adeptos. E é sua obra e responsabilidade. A vontade, o ímpeto e o querer são inquestionáveis. Portanto, o seu a seu dono.

Apesar de um começo algo periclitante do FC Porto, uma vez destapado o ketchup, tivemos direito a uma noite de sonho, onde fica bem patente o quanto esta equipa é - de facto - uma família. E, por falar em família, que lindo foi ver o Dragão cheio de crianças e o brilho no olhar de todas elas no fim do jogo, e em especial a minha filhota, a cantar "Eu quero Porto campeão" e nervosa à espera do oitavo. Um Azul e Branco forte vai crescendo. Que assim seja até aos Aliados. Com a fome que vejo e a união que sinto, sem dúvida que é possível! Vamos a notas.

Óliver - A par de Brahimi, foi, para mim, e para a GoalPoint também, o homem do jogo. Começou nervoso e complicativo, como a equipa, fez um passe "à lá Shaktar" para um jogador do Nacional, mas quando, após os 20 minutos, voltou a si, arrancou uma exibição fantástica. Os números não mentem. Além de destapar o ketchup, esteve presente na maioria dos lances de golo, fez passes fantásticos para ocasião, recuperou bolas... Enfim, como antes havia dito, a jogar no sítio dele, é o Maestro que dá o compasso da música.

Brahimi - Yacine Brahimi está outro. O que Brahimi lutou ontem é de guardar para sempre. O argelino já merece ser campeão por toda a magia que tem espalhado por estes campos fora. Até na fase menos acertada do FC Porto, foi ele que tentou furar por entre o muro e o golaço que marcou, a "matar" a decisão, foi um prémio mais do que justo para toda a raça e entrega que tem demonstrado mata definitivamente todas as dúvidas que alguma vez possam ter pairado sobre o compromisso do argelino com esta equipa. A atacar, a defender, a abrir buracos, Yacine esteve brilhante!

A família - Não se infira com isto que o resto da equipa tenha estado abaixo do muito bom, também. André Silva prova a sua polivalência e o quanto o trabalho de campo não o incomoda minimamente, estando tão bem a marcar como a ajudar os companheiros, há indubitavelmente um antes e um depois de Soares no FC Porto e a defesa continua de absoluto betão. André André está a recuperar a forma e tem um entendimento quase simbiótico com Óliver, e de repente tem-se um bom meio campo  e o 4x3x3 assenta como uma luva. Não é preciso mudar o que está bem. Esta é a identidade do FC Porto. Em Alma e no campo.

Nuno Espírito Santo - Para lá do mea culpa que já fiz em cima, quero só dizer mais que só um treinador com ambição de moralizar e de fazer crescer os seus jogadores resiste à tentação de controlar em vez de esmagar, como ontem NES fez. Tirar a parte mais defensiva para reforçar o ataque, com o jogo mais que ganho, é de alguém corajoso. Bravo, mister! Chapeau!

Tapar o Sol com a peneira - 



Esta era a "versão" da realidade que os jornais da capital nos quiseram mostrar. Eu sei que este é um tempo de pós-verdade, onde algo pode ser apresentado como verdadeiro, mesmo não tendo qualquer ligação com o que de facto se passou. Irei falar mais sobre isso amanhã, mas o benfas fez uma exibição miserável, cheia de casos e com o resumo no quadro abaixo. Tentar equiparar uma à outra não é só wishful thinking, é mesmo uma insuportável mentira! No entanto, ainda bem que acontece. Enquanto vão empurrando com a barriga o momento terrível em que estão, o FC Porto vai crescendo e solidificando o seu modelo, a sua atitude, os seus posicionamentos. Continuem assim, depois queixem-se.


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Raiva Contra O Polvo

O que poderia ter sido um bom jogo de futebol, não o foi. Não poderia ter sido, dado o facto de se estar a jogar, como sempre no Bessa, contra o FC Porto, uma espécie de rugby misturado com MMA, com o beneplácito arbitral correspondente. A forma como Fábio Veríssimo consegue a proeza de não expulsar ninguém do Boavista e também ter a fantástica capacidade de pós-verdade de interpretar penalties como faltas ofensivas e penalties como simulações é, essa sim, bem surreal! Enfim.

Para mim, no entanto, há um lance capital que define o senhor Veríssimo e ao que vinha: o da lesão de Corona. Entrada de Talocha absolutamente assassina, que o senhor Veríssimo resolve apenas amarelar, com a absoluta cereja no topo do bolo que foi parar a jogada de contra-ataque em que André André seguia isolado e o FC Porto estava em superioridade numérica, portanto uma jogada de golo eminente! 

Depois, na fantochada que se seguiu ao apito de intervalo, conseguiu o senhor Veríssimo equiparar a atitude do senhor Alfredo do Boavista à de Nuno Espírito Santo que, ao contrário do primeiro, não empurra nenhum jogador, não insulta ninguém e não parte à procura de porrada sobre quem quer que seja! Estava pois o Polvo interessado em equiparar os treinadores e dizer que todos já tinham sido expulsos. Mas o que eu acho curioso é que estes iluminados ainda não perceberam que isto só nos une ainda mais! Hoje foram mais de dez mil nas bancadas, amanhã serão ainda mais! O Dragão é cada vez mais temível e mesmo a malapata fora parece começar a ser coisa do passado! Por isso, continuem! Nós não nos borramos! Nós não precisamos de muletas! Isso para nós é gasolina! Por isso, VENHA! Até os comemos, carago!

Para terminar, sobre o jogo: Fiquei muito feliz de ver o 4x3x3 de volta, enquanto se jogou futebol foi uma alegria de ver. Casillas fez uma defesa genial, Maxi deu tudo de si e foi expulso injustamente, Boly fez um senhor jogo, especialmente para quem tem tão pouco ritmo,  Marcano é o nosso Capitão e merece-o, Alex Telles redimiu-se muito bem. Danilo não esteve tão bem como em jogos anteriores e creio que acusou algum desgaste, para lá de estar um bocado aos papeis com a dinâmica com os médios, mas André André e Óliver estiveram fantásticos, quer no entendimento entre eles, quer nos pormenores deliciosos que, cada um à sua maneira, conseguiram imprimir. Para ser perfeito, faltou apenas, no caso de AA, o acerto no remate e mais cuidado nas entradas - André, o teu pai acertava PRIMEIRO NA BOLA... - e, no caso de Óliver, aquela mancha da perda de bola que quase dava golo do Boavista. Mas, bem-vindo de volta, Mestrinho! O teu passe para o Corona e subsequente golo é delicioso! Brahimi foi... espectacular, a entrega de Yacine é à prova de tudo o que mudou no argelino, Corona enquanto jogou foi muito bom e altruísta, quer na defesa quer no ataque e Soares... é um ponta de lança à séria! Hoje aprendeu a lição de jogar simples e ela é importante. Jota entrou mal, mas também não estava na sua posição, Layún e Otávio cumpriram o que se pedia.

Contra tudo e contra todos, seguimos na luta. Cada vez mais fortes. E mais vacinados contra esta coisinha! Vai ser difícil segurar-nos! Joguem mas é à bola!

ADENDA: Fiz um post na página do Facebook do Porto Universal acerca da avaliação do senhor Carlos Gouveia, cujo link está aqui, para quem quiser ver. Já chega de tanto preconceito!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

O David Não Ganhou Ao Golias


Pronto, já está. Está o que seria mais espectável, quando se tem do outro lado uma equipa com a experiência e o orçamento que a Juventus tem. Se juntarmos a isso o "icing on the cake" do evidente poder da vecchia signora... 

Até entramos bem, pressionantes e intensos, a procurar surpreender.. e quase conseguimos. Mas a verdade é que, já antes da expulsão de Telles, a Juve se tinha "adaptado" à nossa ideia e adormecido o jogo, embalando o adversário, como quase sempre faz, dando a entender que não tem soluções, mas na verdade pacientemente procurando o buraco na agulha do autocarro que tinha em frente.

Sim, tínhamos uma equipa de tracção atrás - mais ainda - à procura do contra-ataque e da bola colocada a André Silva e a um Soares que, coitado, teve a fava de ter a Juve como baptismo europeu. Concordo que, se se quer jogar... desta forma..., o melhor parceiro para Danilo é mesmo Rúben Neves. À frente deles, um pouco para a direita e contra a Juve, se se vai optar por um médio encostado à direita, entre Herrera e André André, talvez fosse mais lógico, de facto, o primeiro do que o segundo. 

Mas pronto, nada - rigorosamente nada - a apontar a uma equipa que deu tudo de si, principalmente depois da absurda expulsão de Telles - que já jogou no campeonato italiano e sabia muito bem quem tinha pela frente - onde o difícil se tornou impossível, até porque a Leitaria Garrett é mais para sul.

Aguentamos bem, muito bem até, deu-me a sensação de que a Juve estaria até, por volta dos 50 minutos, já a ficar nervosa e a procurar um remate exterior. Mas Allegri mexeu bem - ao contrário de NES - e trouxe do banco a morte do artista, apoveitando o nosso evidente elo mais fraco, a ala esquerda coxa. Layún, que até nem tinha entrado mal, teve o azar dos azares de dar o golpe de misericórdia involuntário às nossas tímidas ambições.


E depois NES resolveu ajudar. Em vez de fazer a troca por troca evidente pelo inevitável André André, até porque Herrera tinha o pé neste estado aqui em cima, resolveu ir pela táctica Kamikaze, como se a Juve fosse o Chaves ou assim. Corona para o lugar de Rúben, e a estabilidade duplo-pivotiana pró galheiro, deixando um coxo Herrera no campo. E, para combater a entrada do nosso "carrasco" Dani Alves... Diogo Jota, para tornar a nossa ala esquerda numa verdadeira passadeira. E Herrera em campo, a sofrer e com a capacidade de decisão de um homem a arder. 

Foi o esperado, foi o possível. Alex Telles reconheceu a falha, foi homenzinho, e as lições podem vir de forma dura. É o que temos. No entanto, no tempo do futebol de porcaria, a anos-luz desta qualidade, onde em vez de apoio havia assobios, jogamos em casa contra o Bayern e vencemos com coragem, jogamos em casa com o Basileia e goleamos com coragem e jogamos em casa com o Chelsea e vencemos com coragem.

E não me venham falar de Brych. Esperavam o quê? Isenção? Contra a Juventus? Já se sabia que o campo estaria inclinado! E é evidente, o primeiro amarelo foi.. piquinhas... o segundo foi justo. E do outro lado, um homem pode assassinar o pé de outro sem que nada lhe aconteça. Mas quem é que disse que o futebol é justo?

Voltamos então para o nosso campeonato, onde tudo faremos para ser campeões. A nossa raça e atitude - quem viu Brahimi e quem o vê! - não estão em discussão. Temos um bom ataque, uma defesa extraordinária - dois centrais de classe absolutamente estratosférica e um guarda-redes que merecia bem mais do que teve - e um lateral que, quando não lhe dá os cinco minutos, é uma grande contratação. Temos um senhor Danilão e, acredito, o Fernandinho para o seu Fernando, Rúben ao lado dele para criar jogo.

Sim, porque aqui está o problema - mas que é só meu. No sábado, jogaremos exactamente assim, num 4x2x4, onde Herrera será substituído por Corona ou André André. Se calhar, com 30% de posse de bola, ou pouco mais. Em contra-ataque e aqui vai alho. Porque poderíamos ter aprendido como se joga futebol ontem. Mas não vamos aprender. Este é o jogo de NES. Aceite-se. Que seja campeão. E que tudo corra bem. 

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Um Festival De Oportunidades E Umas Notas De Surrealismo [EDITADO e ACTUALIZADO]


Vou escrever este post nuns moldes um pouco diferentes dos normais, desculpem. Há muito que falar e nem tudo sobre o jogo. Mas vamos lá.

Sobre o jogo. Vitória natural de um FC Porto com muitas mexidas no meio campo, com as quais não concordei. Se Rúben Neves precisa de minutos e foi em crescendo durante o jogo - assinou um belíssimo golo - já Otávio estava nervoso e ansioso. Tem, obviamente, muita qualidade nos pés mas, assim como a equipa, precisa de afinar a finalização e não perder oportunidades cantadas. Ainda assim, mais uma assistência e um sorriso ao vê-lo de volta. Contrariamente à opinião que vou lendo, não acho mesmo nada que André André saiba entregar bem e possa ser construtor de jogo. Não gostei de o ver na primeira parte e só na segunda é que, voltando à posição de 8 mais recuado onde está confortável, é que rendeu bastante bem. Tivemos ocasiões mais do que suficientes na primeira parte e na segunda para dar uma goleada histórica, mas a perdularidade, especialmente de um desinspirado mas muito solidário André Silva, levou a que o resultado previsto por esse Merlin da bola que dá pelo nome de Xebeu se viesse a realizar. Vinte ocasiões de golo deram conta do desnível que se criou, e o único esboço de jogo do Tondela veio com o avançar da primeira parte e da perdualidade do FC Porto, que lhes deu alguma confiança. No entanto, não será sério quem disser que o Tondela alguma vez esteve por cima. Mas, antes de avançar para aí, queria só fazer referência ao extraordinário golo de Soares. Cada dia que passa, justifica mais a sua contratação. Mudou o FC Porto para muito, muito melhor.


Mas vamos à vaca fria. [EDIÇÃO] Tem toda a razão o Victor F. Depois de ver as imagens - não tinha visto - parece-me bastante claro que Osório agarra Soares e que este o sacode! (ADENDA: vídeo embaixo!) Quem é que não pode agarrar e desequilibrar quem na área?! E não falei da expulsão, mas falo: pela gravata feita a Otávio aos 45, era vermelho directo ao senhor Osório! Que choca ou não com o Soares, que ia direito à baliza? Santa paciência! Acho é lindo - surrealista, mesmo - que equipas a quem são dados penaltis por empurrões de X-Files e saltos para a piscina variados, estejam agora a dar uma de santinhos e a rasgar as vestes. Mais! Meus caros, isto tem sido assim, entendem? Enquanto o FC Porto sofreu dezanove penaltis por assinalar, estava tudo bem, a arbitragem era espectacular, uma maravilha e o que nos diziam era #joguemàbola. Pois que, de facto, jogamos. Não temos, claramente, a leitaria nem o permanente golden shower de alguns, por isso vai ao esforço e sacrifício, só para variar. E, se aqui e ali somos beneficiados, temos também muita da contabilidade de prejuízos para apresentar. E até parece que não tem nada em favor, como o penalti remontante contra o Boavista, que se pode ver aqui, só para dar um exemplo!


Estão revoltados com as "situações anómalas que estão a acontecer". Realmente, como vos compreendo! É realmente "anómalo" que o FC Porto não coma e cale, é realmente "anómalo" que não vos estenda a passadeira dessa vossa cor rumo a um objectivo que perseguem há décadas, e que começou a ser construído com a nossa anuência e passividade permissiva, no ano do #colinho, onde jogar dez vezes consecutivas contra dez, onde jogadores adversários vos faziam assistências primordiais e onde golos em fora de jogo, penaltis manhosos e condicionamentos vários eram o prato do dia! Temos pena, caros amigos! Esse FC Porto está morto e enterrado, e a brincadeira acabou! O tempo em que as equipas, grandes e pequenas, vinham ao Dragão com a certeza que poderiam fazer o que lhes desse na telha, dar porrada velha e fazer penaltis vários, passou! Agora digo eu: joguem à bola! Serão beneficiados, serão prejudicados, como todas as equipas. Sejam intelectualmente sérios e que ganhe o melhor! Mas jogar contra cones, isso nunca mais! O Dragões Diário deu a melhor resposta, que subscrevo em absoluto!

Por fim, ao senhor Pepa: Estavas cheio de moral, não estavas? Eras "grande", vinhas para "ganhar", não vinhas? Pois, pois é! Não te vi indignado assim no galinheiro, pá! Não te vi indignado assim quando a tua equipa foi varrida a amarelos e sofreste um penalti risível, pá! Pois, pois não, estavas a jogar contra o coração, verdade? Até estavas todo contente depois de levar 4, pá! Pois! A resposta para ti não sou eu que ta vou dar, vai ser o grande Rui Cerqueira, no pós-match do Porto Canal, e olhos nos olhos, aqui. É isto que resume um lacaio: submisso para com os mestres, de peito feito para os inimigos do mestre, mas, no fim, sempre irrelevante, sempre pequeno.

Somos líderes. Esperamos o desfecho do jogo deles contra os Bs. Curiosamente, nem assim estão confiantes. Estão, assim, a modos que mais para o borradinho. Como sempre. Porque a História aleija e traumatiza, e tende a repetir-se. Cá vos esperamos!

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Análise Vitória de Guimarães 0-2 FC Porto - Na Marra!!!

Fato de macaco, vitória daquilo que esta equipa tem como mais nenhuma - uma união que já não se via no Dragão há demasiado tempo! Mais de 6000 adeptos Portistas em Guimarães, a apoiar uma equipa que luta, se sacrifica e se esfalfa em cada bola, solidária e em que todos jogam para todos. Esse mérito, é de Nuno Espírito Santo. Mas ganhar desta forma, por muito que vá resultando, pode um dia não resultar. Esperemos que resulte sempre. Vamos a notas.


A grande muralha do Dragão - Sim, eu sei que não estavam no Dragão. Mas já não há palavras para Felipe e a sua capacidade de luta e potência física, mas, principalmente, estou absolutamente embasbacado com Marcano. Marcano vai a todas com uma excepcional qualidade e chega ao cúmulo de, nas poucas vezes que falha, ir ele próprio corrigir o seu erro! De uma segurança e uma qualidade absolutamente fascinantes! Se juntarmos a isto um Maxi que, apesar de não ter velocidade tem manha para dar e vender e um Alex Telles tão bom na defesa como no ataque... há muito pouco a dizer. E que dizer de um Iker que faz defesas impossíveis até quando os lances são inválidos? Ponha-se à frente o "ponta de lança" defensivo Danilão e tudo aquilo que ele é, e pronto... não falta nada. Mais! O resto da equipa participa, sem hesitar, na defesa, sacrificando o seu estilo de jogo e objectivos pessoais pelo bem da equipa! Este gesto de Brahimi fala por si. E isto, meus amigos, é ouro!

Soares - Luta, trabalho, entrega, determinação e classe. Quase roubar duas bolas a Douglas, aparecer em todo o lado no ataque, querer tanto marcar como oferecer... a mim já me conquistou! Num jogo que, emocionalmente, deve ter sido bem complicado, Soares foi um bicho imparável. E suspeito que será assim todo o resto do tempo. E vem aí dores de cabeça para os adversários. Passamos de um ataque de pólvora seca para um ataque de múltiplas soluções. E isso vai ser difícil de travar.

As substituições -  NES ainda foi a tempo de corrigir o problema criado por si mesmo - ver Faltas - porque, ao trocar um perdulário André Silva por Corona, restituiu o FC Porto à sua matriz mais confortável - o 4x3x3 - e deu os equilíbrios que foram importantes para que o FC Porto tivesse, finalmente, uma dinâmica consistente de ataque. Depois foi a gestão. Diogo Jota por Brahimi deu o descanso merecido a um Yacine combativo como nunca e muito, muito, fora do seu lugar natural, onde rende mais. Soube aproveitar os contra-ataques e, depois de ter ameaçado, soube concluir com classe um lance vertical de Alex Telles como mandam os livros e fechou com chave de ouro uma segunda parte onde finalmente se viu o FC Porto. Por fim, Óliver por André André deu uma qualidade maior ao centro do terreno, embora 7 minutos não tenham chegado para se ver nada de especial, a não ser que NES continua a pôr o Óli atrás de Herrera....


A confusão táctica - Ao melhor estilo Estoril, lá se foi uma primeira parte onde tudo era confuso e desligado, que se traduziu em não ter bola apesar de ter sido marcado o primeiro golo assim, neste confuso e imprivisado estilo de jogo. Herrera e André André atropelavam-se - outra vez! - nas mesmas missões e Brahimi a jogar pelo meio, naturalmente não rende tanto. Ter a humildade de saber reconhecer e mudar não significa que não se deva aprender com os erros. Esperemos que NES tenha aprendido a lição... É que tantas vezes o cântaro vai à fonte... que pode um dia quebrar. Esperemos que não.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Pragmatismo Karmico


Somos líderes, à condição. Temos um avançado-ponta de lança-coiso novo muito jeitoso. Iker Casillas é muito caro, o caraças! Mas, há que admitir, não foi o melhor jogo do Futebol Clube do Porto este ano. Nem lá perto. Só que, lá está, assim de repente, lembro-me de um FC Porto-verifique, treinado por um treinador cheio de azia, ontem, onde houve duas subidas à área, dois golos do mais maluquinho que poderia haver, e onde todos falaram de pragmatismo. Lá está, o Karma é fodido. Há mar e mar, há ir e voltar. E nós, ontem, cobramos o retorno. Com juros. Vamos a notas.


Soares - Soares é fixe, Soares é fixe, Soares é fixe e já venceu! Sim, era um catraio quando o meu pai - sportenguista, temos pena, pai! - foi para a varanda numa célebre noite eleitoral, como um tolinho, cantar esta música. Mas Soares é mesmo muito bom. Tem técnica (o segundo golo é à matador, para AS ver e tirar notas), tem um elevado sentido posicional e uma força e uma entrega como poucos. Uma excelente contratação com uma estreia de sonho, que só por si já valeu o seu preço! Mas o que achei mais extraordinário foi ter ouvido logo a seguir Tiquinho a dizer que "vai lutar mais". Homem, se isto é o teu meio... vamos lá a isso!

San Iker - Não escondi, não escondo nem esconderei que sinto um orgulho imenso por ter uma lenda deste calibre com o Brasão Abençoado no seu peito. E ontem, como com o benfas no ano passado ou contra a Roma e Chelsea, Iker fez aquele estilo de defesas só ao alcance de predestinados. Está longe de ser barato, mas isso não é, nem pode ser, tudo. Enquanto estiver nesta forma física, com estes reflexos, enquanto for o líder que é e sentir esta camisola como se viu que a sente, Iker Casillas deve ser o dono da baliza, o Capitão sem (ou com, foda-se!) braçadeira, a referência e o farol. Arrumamos com um concorrente directo, praticamente - salvo hecatombe - asseguramos a Champions, estamos na luta para o Campeonato. E muito foi por isto, que correu mundo inteiro. Como só lendas podem fazer. "San" Iker Casillas. Guarda-redes do Futebol Clube do Porto.

As substituições, ainda que tardias - Tarde que foi, a entrada de André André e de João Carlos Teixeira deram um pouco de equilíbrio ao meio campo quando este estava claramente a perder a batalha. E não pelos intervenientes, mas pelo número. André André foi agressivo e lutador, João Teixeira ajudou a esticar o jogo ao seu mínimo razoável. Nenhum dos dois foi extraordinário, mas foram mudanças importantes. Jota entrou bem, com tudo, e com a velocidade que se impunha. Mesmo assim, há muito a fazer e a rever, em jogos deste estilo. Já a seguir falaremos disso.


A anti-posse - Durante muito tempo, Vítor Pereira teve o estigma dos jogos sensaborões, das secas que dava nos jogos sem intensidade, muito feitos na base da troca de bola entre defesa e meio campo, na procura da largura e profundidade apoiada. Assim como Lopetegui era acusado de ter jogos que enervavam um santo por serem tão obsessivamente assentes na posse de bola que tiravam o sumo a tudo o resto, tinham poucas ocasiões de golo e eram assentes no rugby, para Lopetegui, a bola tinha que entrar baliza dentro, no pé do jogador. Ontem tivemos o inverso absoluto de tudo isso, em especial na segunda parte. A bola parecia queimar, o jogo era feito na base do pontapé para a frente, sem passar pelo meio, sem ter a calma e a paciência de percorrer colegas ou procurar espaços. Evidentemente, tivemos uns paupérrimos 39% de posse de bola, um número absolutamente indecoroso para uma equipa que se quer campeã. Uma equipa a vencer por 2-0 tem de saber segurar a bola, irritar osadversários, deixá-los pouco confiantes, apostar no erro para, incisivamente, matar o jogo. Não se percebe os nervos da segunda parte. E, se era óbvia a assimetria a meio campo, entre o nosso efectivo 4x2x4 e o 4x3x3 contrário, se o sportem estava a dominar, aí sim, um estilo "Estoril-primeiraparte" tinha feito sentido. E não só depois de um (indefensável) e moralizador golo de resposta. Acabar jogos com o credo na boca, com muita crença e vontade mas sem nenhum discernimento, resulta uma vez. Não resultará, de certeza, duas.

O Macron-man - Bem sei que o Tribunal d'O Jogo não acha isso, mas foi óbvia, para mim, a inclinação de campo verdinha, nas faltas, faltinhas e faltecas permitidas ao sportem e não permitidas ao FC Porto. Pareceu-me que houve, igualmente, penalti sobre Soares e que Marvin Zigelaar não deveria ter acabo aquele jogo. Se qualquer toque é marcado a uma equipa e não é a outra, se o amarelo voa para um lado e sai com muita inércia para outro, e o lado beneficiado é o que é patrocinado pela empresa para a qual se trabalha....não se pode falar de outra coisa senão inclinação.

O menino da lágrima reprise

sábado, 28 de janeiro de 2017

Análise Estoril 1-2 FC Porto - Seguinte....


Confesso que tive de me acalmar um pouco antes de escrever estas linhas. Ganhamos, justamente, pela margem mínima, num jogo que poderia e deveria ter sido o que foram os últimos vinte minutos. Mas é assim, NES gosta de ter os adeptos o jogo todo a reagir como Casillas e Marcano no golo sofrido - assim é que é, carago! Venha o próximo! Vamos a notas.

Acordar - Jogamos os últimos vinte minutos como deveríamos ter jogado todo o jogo. com profundidade e intensidade, a variar entre as extremidades e o jogo entre linhas, soltando o génio de Brahimi, a classe de Corona, a intensidade de André Silva e a irreverência forte de um Rui Pedro cada vez mais entrosado. Faz pensar o que poderia ter sido se, sei lá, tivesse começado com, pelo menos, três destes quatro?...

Defesa de betão - Não é por terem sofrido um golo indefensável que Marcano , Felipe e Danilo deixam de levar os meus mais rasgados elogios. Tirando o golo, nascido de uma carambola difícil de explicar, Casillas nada teve a fazer todo o jogo, praticamente. Estivesse a frente como está a retaguarda - se calhar está, não podemos saber com o inventor - e o FC Porto seria uma indomável potência. Bravo.

Nuno Espírito Santo - Só um grande iluminado se lembraria de tirar as extremidades contra o antepenúltimo classificado da liga, pondo quatro médios de meio campo puro e jogo interior. Resultado, Óliver, Herrera e André André  afunilaram o jogo a meio e não conseguiram ajudar a criar uma só ocasião clara de golo. Mas o mais fascinante é que, segundo o nosso treinador, "foram opções. Os jogos têm 90 minutos". Ah é? Isto foi estratégico, foi? Quer NES tentar-nos convencer de que isto foi planeado? É que, se foi, estamos muito mal! A conversa pareceu, de facto, ser essa! Onde já se viu, jogar sem criatividade atacante? Sem profundidade? Nuno Espírito Santo confia muito - demasiado! - na sorte! Ah, e já agora, sugiro que comece a pôr o Óliver a lateral, uma vez que vai recuando tanto, mas tanto, mas tanto, que qualquer dia desaparece! Haja paciência! Inventar menos para o Clássico, ok? Mau Maria!...

sábado, 21 de janeiro de 2017

Análise FC Porto 4-2 Rio Ave - Ilusionismo Sem Ilusion

Resultado enganador para um jogo que tinha todos os condimentos para ser um grande jogo de futebol, mas acabou por ser um sério aviso para qualquer um que queira ver o FC Porto campeão. Vale a reacção mas pouco mais. E temos de ser muito mais. Porque equipas a jogar bem, como jogaram hoje os caxineirinhos, irão haver mais. E, para essas, é preciso jogar bem. O que não aconteceu hoje.  Vamos a notas.


Alex Telles - A assistir, a criar, a compensar defesas, a fechar o lado esquerdo, a assistir, Alex Telles continua a justificar o acerto da sua contratação. Tal como Felipe. Afinal é possível ter-se Portismo e jogar à Porto em pouquíssimos meses. Se ao menos o resto da equipa pudesse seguir-lhe as pisadas sempre.

Marcano - Apesar desta mostra de parco futebol, Marcano fez tudo o que podia para evitar males maiores. Um proto-Capitão à Porto. Cada vez mais. E vão quatro golos na liga. Um central. Nada mau.

A reacção - Onde faltou saber e organização aconteceu - a partir do 1-2! - nervo e crença, aquela que pode, talvez, dar fibra e ADN de campeão. Tem de ser constante, o que não está, de forma alguma, a ser. Não consigo perceber como uma equipa capaz de ter a atitude da remontada pode passar jogos inteiros a dormir!


Layún - Veio de lesão prolongada, estava sem ritmo, pode ter tido...outras... motivações a ofuscar-lhe a mente, mas uma equipa a jogar mal conseguiu a proeza de quase deitar tudo a perder. Um verdadeiro tiro na perna.

Tão pouco, tão pouquinho - Ele foram golos de frente para a baliza ridiculamente falhados. Ele foram passes interceptados. Lentidão na defesa. Uma ausência gritante de ocasiões de golo. E, para além disto, tudo o que o Silva descreveu. Tivemos vontade e uma ponta de sorte. Pode não chegar. Não deverá chegar, com certeza. Há que fazer muito mais. Mais do que o frango, o que temos de não consentir é uma equipa a jogar melhor do que nós. Isso não é admissível. A reflectir.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Análise FC Porto 3-0 Moreirense (17ª Jornada) - Jogos Que Fazem Campeonatos [ACTUALIZADO]


Jogo importante, vitória natural mas sensaborona cuja memória o tempo se encarregará de apagar. No entanto são estes jogos que fazem campeonatos, num jogo onde todos os destaques que vou dar são, apenas e só, mais ou menos. Evidentemente, o Rio Ave vai exigir deste Futebol Clube do Porto bem mais, mas o caminho faz-se caminhando, e o alento moral de uma vitória tranquila pode ser o click necessário para, de uma vez por todas, sair deste carrossel. Vamos a notas.


Óliver - Depois dos primeiros minutos em que, tal como o resto da equipa, esteve num estado de ansiedade sôfrega absolutamente incompreensível, quando afinou fez aquilo que é o seu apanágio e merece o natural destaque: ser o eixo da roda. Pelos seus pés passa, literalmente, todo o jogo Portista. Teve, também, o mérito de voltar a destapar o ketchup, num remate muito bem colocado e que espero que restitua a confiança de Óliver na sua capacidade de fazer golos. Nunca será um goleador, certamente, mas é bom saber que está no caminho certo.

Marcano - Cada vez mais forte, cada vez mais Capitão (ainda que agora não tenha a braçadeira, outra vez) e já com 4 golos marcados (3 na liga),  está cada vez mais completo e patrão. Curiosamente, está a assumir esse papel quando se esperava que fosse o seu companheiro a fazê-lo. Mas acho que é mais uma parceria do que uma relação de patronato. Que assim continue.

O copo meio cheio -  É sempre bom voltar às vitórias tranquilas, feitas com tempo e sem nenhum tipo de possibilidade de se perder num mau momento, como também é sempre excelente mais uma clean sheet, ou seja, a baliza inviolada novamente. Corona e Diogo Jota jogaram bem com os companheiros e ajudaram num esboço de ataque rápido que só precisa de ser mais afinado mas que vai lá e é justo dizer que Herrera fez um jogo bastantes furos acima dos que tem feito. Nota digna de registo a arbitragem, que o Tribunal d'O Jogo demonstra ter sido muito boa. Está visto que Fábio Veríssimo parece ser, até ao momento, o valor mais seguro da arbitragem-proveta. 


O copo meio vazio - Estranhamente, ambos os nossos normais esteios defensivos estiveram anormalmente aluados. Apesar de terem a raça habitual, quer Felipe quer Danilo não tiveram uma tarde-noite por aí além. Será que a Cila tem razão e os jogos às 18 deixam os jogadores meios taralhoucos? Tenho, no entanto, a certeza de que um Rio Ave os fará estar mais focados e atentos. 

O depois de Óliver é sempre uma confusão pegada. A implicância que NES tem com Óliver, não a entendo. Óliver é sempre o primeiro a sair, e sempre com o mesmo resultado. Por muito bom, assim-assim ou mau que o jogo esteja a ser, a saída do Maestrinho piora-o sempre, porque lá se vai o eixo da roda, e a sua alternativa tende a não conseguir produzir o mesmo. André André bem se esforçou, mas não tem a capacidade de ler o jogo como Óliver tem. Aliás, aproveito para explicar ao senhor Carlos Gouveira, que atribui as pontuações n'O Jogo, e que tem uma embirração parecida com a de NES com o nosso Maestrinho, que as "rotundas" de Óliver  servem para que este possa ler o jogo e enviar a bola para o sítio certo, sem ter que correr com ela. Como Óliver não é nenhum Aubemeyang, esta tende a chegar ao seu destino melhor e mais rapidamente do que se ele correr com bola para a entregar. Percebe? Além disso, às vezes, também serve para dar a volta à marcação de um adversário. Implicâncias!

Por fim, a questão Depoitre. Não consigo, juro que não, perceber a lógica de tudo isto. NES, supostamente, pede um avançado caro e sem provas dadas, porque conta com ele. Dito avançado é ultrapassado por um miúdo de 18 anos, voluntarioso e esforçado, mas cuja etapa natural de formação é jogar nos sub-19 dando umas perninhas na B. Evidentemente, ninguém lhe pede mais do que isto. O que está a fazer Rui Pedro na equipa principal? E que exemplo se dá a um ponta de lança ser ultrapassado por um miúdo dez anos seu júnior? Uma trapalhada com uma explicação certamente esotérica e de muito difícil compreensão. Depois dizem que Depoitre joga mal! Deve ter, a esta altura, a confiança de uma pulga!

ACTUALIZAÇÃO

Para que entendam o gesto de André Silva no festejo do golo. Achei absolutamente delicioso. E o facto dele não ter publicitado ainda o torna mais nobre. E o meu coração de Pai mais quente. Parabéns André. Essa humildade só te fica bem. E vai levar-te longe.


sábado, 7 de janeiro de 2017

E É Isto...

E é isto, meus amigos. Com a saída do agitador, sem nenhum agitador a entrar, com a juventude imberbe da parte da frente do onze... temos os nervos, a ansiedade e aquilo que, a bem da verdade, não têm os nossos rivais... a ineficácia.

As taças já voaram, a Champions é o que se vê, o campeonato está como está... e pronto, estamos com as dores de crescimento. Mais do que destacar um ou outro jogador, temos, como está neste momento a dizer, e bem, Cândido Costa, um jogo quadrado. Nomeadamente quando não há quem agite, e os que agitam até vão sendo substituídos. 

Enquanto tivemos extremos projectados, tivemos criação. O agitador foi embora, acabou. Isso é falta de plantel. E essa não é culpa de treinador. Mas é culpa do treinador tanto canto não ser aproveitado, por exemplo, e não haver uma alternativa de jogo. 

Mas que importa isto, agora? Importa, sim, que não se cumpriu o objectivo do futebol : marcar golos. Outra vez. E aqui não há #colinho. Nem polvo. Nem lampreia. Há o Futebol Clube do Porto. Curto, em todo o seu esplendor.

Este fim de ano, outro camião de jogadores vai sair. E é isto que temos. Há que pensar em simplificar e resolver. Podemos (talvez) ir a tempo. Mas tem de haver um plano a médio, longo prazo. E o caminho não é este.

Como nota final, deixem-me endereçar o elefante no meio da sala: depois de uma reacção à Porto para fazer valer os nossos interesses, depois da pressão que fizemos, depois de até termos, muito provavelmente, sido beneficiados num possível penalti... o jogo desautorizou o nosso discurso. Sem jogarmos à Porto no campo não teremos moral para nada mais.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Análise FC Porto 1-1 Feirense (Taça da Carica) - Displicência

Mas, afinal, em que ficamos? Conta ou não conta a Taça da Carica? Fico bastante confuso com esta atitude. Mudamos, de um jogo para o outro, guarda redes, um jogador na defesa - aceitável - todo o meio campo e ponta de lança! Seis jogadores. E o sistema de jogo. E a nevralgia do dito jogo. É esse o sinal de uma competição importante?

E se o é, será minimamente admissível a falta de atitude de praticamente todos? Como pode ser que o FC Porto que vence o Leicester categoricamente não consegue vencer o Feirense? Querem ou não este título? Se o querem, têm de rebentar o Moreirense. Se não querem... avisem de antemão.

Ter 41 mil pessoas no Dragão e apresentar esta pobreza franciscana, não é só displicência: É um insulto! Ainda não me saiu da cabeça a falta de velocidade e de Alma que a equipa passou durante todo o jogo, pese embora as oportunidades que foi criando - mal seria que não as criasse! - mas que, mesmo assim, não deram golo.

Mas o que aconteceu na segunda parte, após o golo de Marcano, é de pasmar: defender o 1-0 contra o Feirense é de indignar até o mais calmo dos Portistas! A forma como se deu a iniciativa de jogo ao Feirense e se achou que "já está" roça o patético. Antes do golo contrário, já tal se adivinharia e não há que enganar: a culpa é toda  do FC Porto! Contra equipas da dimensão do Feirense não pode haver arbitragem ou bola parada que nos roube a vitória! 

De uma vez por todas, seja qual for o 11 do FC Porto - são ou não todos "importantes" e "válidos"? - controles de jogo não podem ser feitos na margem mínima! E em nenhum caso pode haver a displicência com que, por exemplo, Corona encarou o jogo de ontem! 

Salvou-se no meio de tanto disparate a boa prestação de Herrera e de João Carlos Teixeira, este último bom no remate exterior que nos falta, a confirmação de que José Sá  é o mesmo do Europeu - formidáveis defesas - e pouco mais. Uns fogachos não podem ser o FC Porto num jogo com 41 mil no Dragão.

No meio disto, claro, um "árbitro" com uma dualidade de critérios que nos faz pensar se ele é mau por ser mau ou se é de propósito. Mas, convenhamos, se vamos ser a equipa que, contra o Feirense, diz que perdeu pela arbitragem... dizia Lucho na fantástica entrevista ao Porto Canal... " Como dentro de campo a jogar de igual para igual eles sabem que não conseguem vencer o FC Porto, arranjam estratagemas extra futebol para acabar com a nossa motivação e confiança." Mas, como dizia também Casillas na sua recente entrevista... Não nos podemos queixar de arbitragens ao jogar contra Tondela e Feirense. Temos de ser capazes de muito mais. Temos de ser categóricos. E não fomos. Culpa nossa. Não pode haver tanta assimetria entre exibições.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Análise FC Porto 2-1 GD Chaves - Na Raça!


Mais um jogo que constroi uma equipa, que a funde com os adeptos e que demonstra a PALHAÇADA que tem sido - e que, aposto, vai continuar a ser - este campeonato. Ao melhor estilo calaboteano, tudo foi tentando e feito para que o campeonato ficasse entregue às papoilas já antes do Natal. Só que do outro lado está o Futebol Clube do Porto. E isso quer dizer que nunca viramos a cara à luta, que somos e seremos alimentados pelas injustiças que cometem contra nós, e que, qual boomerang, com quanta mais intensidade nos tentarem atirar para fora, com quanta mais força que lhes atingiremos com a reacção! Vamos a notas.


"San" Iker Casillas - Não tenho palavras para descrever o que vi. A segunda parte foi mesmo à minha frente, por isso sei o que vou escrever. Não me interessa quanto custa Iker Casillas, se ganhamos o jogo e se ainda temos hipóteses de lutar pelo título, devemo-lo a ele. E não, não estou a falar das defesas de campeão do mundo que ele fez ontem! Estou a falar de que Casillas é o verdadeiro líder desta equipa, a referência para a juventude desta equipa e que ele não pode sair! As defesas do outro mundo, toda a gente viu, a Sport TV mostrou-as. Mas não mostrou o papel fundamental no ponto de ordem que Casillas fez a Felipe, quando este parecia perdido após nova escorregadela ter dado outro golo impossível - sim, nem mesmo San Iker poderia ter defendido aquilo - não mostrou a organização que deu, as palavras que disse e a forma como incentivou e orientou toda a equipa da baliza e a forma absolutamente deliciosa como a sua mão despachou o verme após este lhe ter dado um amarelo absurdo por ter demorado a repor a bola em jogo, enquanto Casillas protestava, pela segunda vez, pelos jogadores do Chaves quererem jogar andebol na nossa área. E aposto o meu pescocinho que houve uma daquelas palestras antes da subida às segunda parte por parte de Iker. Se isto não vale o seu peso em ouro...


Danilão - Não é só pelo golaço que marcou. Em campo, é também ele o Capitão e uma demonstração de imponência, verticalidade e raça a toda a prova. Bem sei que estas exibições  podem acabar por levá-lo para longe do Dragão, mas Danilo Pereira é nuclear nesta equipa. Na defesa já o sabíamos extraordinário, no discurso já o sabíamos o verdadeiro jogador à Porto, mas se começar a subir como ontem, a marcar golos como o de ontem.... Ninguém o vai segurar. Sim, eu sei que Marcano ontem foi um verdadeiro João Pinto a pedir o amarelo a Perdigão e a levar ele um amarelo por isso. Mas a braçadeira também não destoava em Danilão.

Depoitre - Eu sei que Depoitre não jogou mais do que a equipa - já lá vou - mas foi aquilo que tem faltado no FC Porto -.força bruta. Com Depoitre temos presença inabalável na área, temos um ponta de lança posicional que ontem fez 3 excelentes temporizações, marcou um golaço - estas a ver, André, é assim que se cabeceia - e foi a muralha de que precisávamos... quando precisávamos dela. Uma excelente substituição. E uma indicaçãozinha de que, afinal, talvez não esteja tudo tolo.


Na raça, carailhe! - Quando nos querem derrubar, é na raça que reagimos. Quando nos querem pisar, é assim que reagimos. Absolutamente irrepreensível a segunda parte do FC Porto, em que não houve uma gota de suor por sair a ninguém, Temos uma equipa unida, forte e solidária, e que sirva então de exemplo para qualquer equipa que é assim que reagimos ao antijogo primário, à barbárie da agressividade e da luta que se vê sempre mais um bocadinho contra nós e ao proteccionismo calaboteano. Andaram em simulações e atrasos ridículos? Pois ficaram a correr atrás da bola feitos tolos depois do 2-1! O Karma é fodido, amiguinhos! São estes jogos que fazem campeões e só há uma equipa em Portugal que o merece - nós! Assim se constrói a imponência do Dragão! Na raça, carailhe!

Público - Este é o Dragão que andava a pedir há dois anos! Este! E fica bem visível o quanto é fundamental que o público esteja com a equipa e a empurre para a frente! Contra 14, também o Dragão soube ter 14 jogadores, com todo o suplemento que nós também lhe demos. Assim, seremos sempre um osso duro. Assim, todos juntos, poderemos ser campeões!


Corona e Jota - Mais o segundo do que o primeiro, é certo, mas ambos passaram totalmente ao lado do jogo, um a atrapalhar mais do que a construir , o outro perdido numa tentativa repetidamente frustrada de tentar ser um Messi. A rever urgentemente. Que esta pausa de Natal faça bem à cabeça dos dois.

A primeira parte mázinha - Sim, entramos perdulários e desorganizados - ao contrário do Chaves, que joga bem e que sabe ocupar bem os espaços e jogar ao primeiro toque - sem intensidade e amorfos, e nem com o golo soubemos reagir na medida do exigível. Felipe a.bC (antes da bronca de Casillas) estava entre o perdido e o aluado, também. Enfim, eu sei que há jogos assim, mas ainda bem que a segunda parte nada teve a ver com a primeira!

Calabotes - Sim, nem mais nem menos. Não tenho medo das palavras. Este assalto que fomos vítimas ontem tem de ter consequências! O Presidente falou, e falou muito bem, ontem, acerca disso, e o FC Porto vai tomar medidas. Antes que, como bem o Presidente disse também, alguém perca a paciência. O homenzinho do assobio  estava em modo tempo de compensação por ter ousado permitir a derrota das papoilas no Funchal - sim, foi este - o assistente é um mouro incorrigível. Resultado? Um golo absurdamente anulado e um penalti que se via de Júpiter por assinalar. Isto, para lá de que Brahimi teve sempre uma inclinação de mais 30º, porque estava sempre a ser puxado em qualquer movimento. Isto, apesar do tempo de comensação ridículo dado na primeira parte. Isto, apesar do amarelo sair muito mais rápido para o nosso lado do que o outro. Amiguinhos, continuem a mandar postais! SÓ NOS FAZEM MAIS FORTES!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Análise FC Porto 2-1 Marítimo - A Força Esteve Connosco. Quer Dizer, Mais ou Menos...

Os campeonatos estão cheios de jogos destes. Quantas e quantas vezes, nos temos de Vítor Pereira, Mourinho ou Villas-Boas, não os vimos? Jogo de domínio absoluto até às substituições (ver FALTAS), aberto a saca-rolhas argelino, com uma absoluta desinspiração da frente de ataque, aquilo que poderia - e deveria - ter sido outra copiosa goleada, redundou numa vitória justíssima, mas com uma ansiedade que não deveria ter passado pelo Dragão. Vamos a notas.

Óliver - Cada vez mais o fiel da balança do FC Porto, o nosso Maestrinho fez mais um jogo como só ele sabe: pressionante e aguerrido na defesa, esclarecido e com super-visão no ataque. Às vezes até demais, como no caso do brilhante passe para a desmarcação de Maxi à direita, que este pura e simplesmente não teve pernas para acompanhar. É uma felicidade tê-lo nesta equipa do FC Porto e quando sai... nota-se bem a sua falta.

As extremidades do ataque - Soberbos jogos de Brahimi e de Corona, cada um deles com excelentes ataques, e com Brahimi premiado com um fabuloso golo de ângulo "impossível" só ao alcance daqueles que acreditam sempre, mas principalmente pelo apoio defensivo que conseguiu transformar o 4x2x4 num efectivo 4x4x2 de pressão imediata e de reacção à perda de bola. Ver Brahimi a fazer cortes junto à linha é uma alegria esfuziante! Como dizia ontem o meu amigo João "Golden Dragon" Santos, "quem é aquele, o número 8? É novo?" Que maravilha! Assim há equilíbrio. Pena não ter havido pontas de lança, mas já lá vamos.

Os laterais com as pilhas todas - Já todos sabemos como Maxi é alguém que deixa tudo em campo mas, além disso, no ataque não pára de criar situações, boas subidas e chegadas à linha, excelentes tabelas... enfim. A não ser pelo cansaço que demonstra de quando em vez, pode muito bem ser que venhamos a ter o "sacrilégio" de deixar o fenomenal Layún no banco mais tempo. Mas a época é longa e haverá muito espaço para ele. Já Alex Telles, em dia de aniversário com direito a parabéns cantados no Dragão - e que ele agradeceu profusamente - parece ominpresente. Intenso e pressionante na defesa, com óptimas subidas à linha, tem justificado exponencialmente a sua contratação. É uma alegria tê-lo, com toda a sua paixão, por cá.

Danilão - É preciso dizer mais alguma coisa? Corta tudo, pára tudo, sai para o ataque, impulsiona a subida dos seus colegas, é um verdadeiro Capitão dentro de campo.... falta talvez sentir-se seguro para o remate. Ficaríamos muito bem servidos com um tiro exterior potente. Creio que lá chegará.

Os pontas de lança que querem uma mantinha e um cházinho - Uma absoluta nulidade André Silva e Diogo Jota, ontem. Especialmente este último, uma vez que o primeiro estava no sítio certo para receber o passe de Brahimi para golo (embora o mérito tivesse sido do argelino e de Óliver), estavam lá nitidamente sem chama e praticamente na Lua. Então Jota... a forma como ele falha um golo feito, em frente à baliza, com um remate frouxo, à figura... merecia um apertão do Danilão e um "puxão de orelhas" do Casillas. Está a precisar de terapia de banco.

Baralhar sem necessidade - Estava ganho o jogo, sim, estava. Era altura de dar espaço a jogadores que precisam e merecem minutos. Sim, era. Mas como explicar as trocas? Porque tirar Brahimi e Corona, quando ambos estavam com vontade de contribuir? Então Jota não estava bem pior? Não era hora de dar mais segurança defensiva, passando para um 4x3x3 com cabeça? O que aconteceu de seguida é culpa disto. Baralhadas que estavam as pedras em campo (em especial depois da saída de Óliver, embora aí a troca fosse directa), veio a desorganização, o golo maritismista, sem que estes tivessem feito o que quer que fosse que o justificasse, e os nervos, que tão bem Casillas descreveu. As substituições devem ser equilibradas, embora João Carlos Teixeira fizesse por merecer os minutos há muito devidos.

Arbitragem - Mais um habilidoso, mais dois penaltis, mais critérios diferentes para coisas iguais. Enfim, sempre o mesmo. Não são os jogadores que têm de fazer algo acerca desta pouca vergonha. A responsabilidade mora mais acima.

Público - Tanta gente exige, tanta gente vocifera, tanta gente fala do alto da burra e critica mas... e estar lá? Pois! O Portismo novo! Curiosamente, contra Bayerns e papoilas não falta, independentemente das condições climatéricas! Mas é contra Marítimos que se ganha ou perde os campeonatos que os "exigentes"... exigem! Ou então, como estamos numa fase em que as coisas parecem correr bem... não dá pica, verdade? É como as caixas de comentários nos blogues... para dizer mal entopem elas! Uma tristeza!

Segunda feira há mais, contra uma equipa de maior valia e intensidade. Temos contas a saldar com esses meninos. Vamos a eles, carago!

domingo, 11 de dezembro de 2016

Análise Feirense 0-4 FC Porto (13ª Jornada) - Estamos Na Luta

Jogo de resultado enganador, contra uma equipa numa posição da tabela também enganadora. Apesar dos momentos oscilantes e de um 7º clean sheet seguido que poderia não ter sido - parece que a sorte voltou a querer algo connosco, já não era sem tempo - houve muita descompressão, aquela que eu temia, neste jogo. 

Ainda assim o que importa é que levamos os três pontos e estamos na luta. Não será um daqueles jogos que vamos querer rever, mas marcar muito e bem ajuda sempre. Agora temos dois jogos em uma semana intensa onde perder pontos é proibido. Enquanto escrevo acabou o jogo entre os coisinhos, com o resultado menos apelativo dos três. Mesmo assim, temos o segundo lugar isolado e um sportem que, afinal, não tem a arbitragem assim tão na mão.... é continuar na luta, sempre. Fazer a nossa parte e o resto.. que seja o que for. Vamos a notas.


Óliver - O Maestrinho é, cada vez mais, o cérebro desta equipa. Por ele passa, praticamente, todo o jogo. A visão de jogo de Óliver Torres é absolutamente genial. Sejam eles passes em profundidade, mudanças de flanco ou passes a rasgar, o nosso Tsubasa é, sem dúvida, a peça chave do FC Porto. Falta-lhe golo, mas tudo o resto, e também a parte defensiva, com muitas e boas recuperações, é de uma qualidade absolutamente gourmet.

Defesa de betão - Serão Marcano e Felipe irmãos? Eu sei que nasceram em dois países e dois continentes diferentes, mas a dupla imperial da defesa não permitiu a reacção de um Feirense esforçado e, dentro do possível, O lance do golo de Felipe/Marcano é, aliás, uma demonstração clara de duas coisas: a primeira, que Marcano é, cada vez mais, um Capitão a sério. A segunda é que são uma equipa, compensando-se, tendo uma simbiose mais que perfeita. Sete jogos seguidos sem sofrer golos. A melhor defesa da Europa. É isso o que temos. Ah, e nos poucos lances de perigo, está lá um guarda-redes, Casillas de seu nome, de classe mundial para fazer o que falta.

Danilo - Não esquecer a primeira linha do ataque e da defesa, o tanque Danilão. Não passa nada pelo nosso tanque! Pura potência e sabedoria defensiva, quando agora até se aventura no ataque... a continuar assim estará muito pouco tempo de Azul e Branco. Infelizmente.

A criatividade - Faltava uma peça no ataque. Chamava-se Yacine Brahimi. Com Brahimi no jogo, o saca-rolhas passa para o argelino e Corona ganha mais tempo, e espaço, para a sua própria magia, cada vez mais e melhor. Assim sendo, vê-se um FC Porto bem aberto e projectado, com múltiplas soluções de ataque e maior versatilidade. Se calhar, já poderia ter sido antes. Mas ainda vamos a tempo.


Lento, parado, descomprimido, na boa - Bem sei que era tudo menos inesperado. Mas não deixou de me criar ansiedade. Especialmente depois do golo e da expulsão, o FC Porto baixou a velocidade, chegando ao ponto de quase inerte pouco tempo depois do golo de Brahimi. Felizmente veio a segunda parte e outra atitude... mas isto não pode acontecer muitas vezes.

Os monges Portistas -  Ah, e tal, se calhar não é penalti. Ah, e tal, esta coisa da "tripla penalização" e tal. Espera aí! Mas está tudo doido?! É de não estarem habituados a arbitragens justas?! A tripla penalização justifica-se sempre que o jogador não procure jogar a bola! Viram José Mota reclamar?! Então.... deixem-se de tretas! É para ser do contra? Depois queixem-se da sorte!

Rui Vitória recusou-se a responder à pergunta sobre a arbitragem de Nuno Luz da SIC. Calou-se tudo. Nem um ai. É isto que temos. Quando se lixam, queixam-se. Quando são levadinhos... mandam calar jornalistas. Como diz Bernardino Barros, "tudo normal".