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domingo, 13 de março de 2016

Análise FC Porto 3-2 União da Madeira - Surrealista!


Vamos despachar os clichés de uma vez. O que importa são os três pontos, para a história fica o resultado e não a exibição e a Ópera é no S. João. É pena que é tudo mentira.

O que importava ontem era o boost de confiança depois de uma derrota róbada (Silva®), ter um jogo que agregasse adeptos, uma goleada tranquila que ensinasse a quem tivesse a veleidade de dizer que vinha "ao Dragão para ganhar", que pensasse duas vezes.

Nada disso aconteceu. A nossa defesa é miserável e parece que estamos a perder aquilo que vimos quando chegou Peseiro. Já se foram os processos simples, a pressão na área, o tiro rápido - foi Sol de pouca dura.

Houve muita gente na área, sim - a passar a bola uns aos outros, com medo daquele espaço em frente chamado baliza. E, defensivamente, é constrangedor ver a forma como somos comidos, como o União ganhou metros com bola aos nossos defesas, no contra-ataque, como tudo isto está tão, tão, tão mau. Em seis minutos, uma equipazinha como o União foi capaz de nos meter enfiar golos lá dentro, sempre da mesma maneira, pelo lado esquerdo, onde mora um defesa (?) esquerdo que não é capaz de tirar uma bola. 

Ainda há quem ache que merecíamos ser campeões? Pois. Vamos ver se este pesadelo acaba. Oito jogos de sofrimento a caminho. Vamos a notas.


Hector Miguel - Voltou o Super-Herrera, felizmente cada vez mais presente desde que pôs o seu talismã no braço. Rápido, intenso, batalhador e consciente, é pena que seja quando está perto da porta da saída que esteja a ficar no ponto. Que continue assim até ao fim.

Aqueles que tentaram - Sérgio Oliveira fez quase tudo bem, tentou o remate exterior, abriu espaço entre linhas, foi esclarecido no ataque. Não foi por ele que deixamos de ser aquilo que deveríamos. Brahimi também tentou e tentou e tentou. Não posso concordar com quem diz que se agarrou demais à bola, não tinha era a quem passar a bola. Se há alguém ansioso por fazer tabelas é Brahimi. Mas, principalmente, Maxi foi alguém que batalhou até ao fim, até ao limite das forças e ainda fez uma superior assistência para golo. Ele sabe o que tem de fazer. É fundamental que todos percebam também.


O passador - Não tenho memória de uma defesa do FC Porto tão má. E não estou a falar de centrais, estou a falar da defesa. O meus parabéns ao Rúben pelos seus 19 anos, mas não se pode ser tão macio para não fazer faltas e pressão a meio campo. Não se pode permitir que  se galguem metros na lateral ou que se esteja sem marcação na nossa área. Casillas não pode fazer nada sem linha defensiva a cobri-lo. E o que é preciso para alguém pôr o pé?

Não chega, gente! - Nem só de golos vive um homem, e o que Corona e Aboubakar foram uma sombra daquilo que já os vimos fazer. O primeiro ainda entrou com vontade, mas perdeu-se sempre no 1x1, não foi capaz de segurar uma bala, receber um passe, fazer um passe de rotura. Já Aboubakar parecia que estava a jogar no tempo da transmissão televisiva, sempre com um delay de 4 ou 5 segundos em relação ao tempo da acção. Muito fraquinho. Assim, não vamos lá.

Peseiro - Sempre soubemos que o estilo de jogo de Peseiro é balanceado para o ataque e, como tal, permeável a golos. Mas o que se está a passar é muito mau. Nem contundência atacante, nem domínio com posse de bola, nada. Estamos no pior de dois mundos. Com uma defesa cheia de buracos - por favor não me venham com a treta de que teve de mudar peças, teve uma semana inteira para os trabalhar - e um ataque trapalhão e medroso, a continuar neste passo não estou a ver caminho para ele no próximo ano.

Já agora, para terminar, noutros tempos a imagem aqui em baixo forraria o balneário Portista, para se lembrarem do estado das coisas neste Portugal, e o quanto somos amados por todos. Este discurso, de quem lhes tinha espetado 2 batatas, cheio de peito e moral - apesar de errado, na prática, os golos não foram sequer desse lado - seria um combustível para ganhar vegonha na cara. Penoso, muito penoso. E muito triste.


sábado, 12 de março de 2016

Antevisão FC Porto - CF União Da Madeira (26ª Jornada)


Curto e grosso - uma equipa que quer ser campeã, ou lutar por um acesso directo à Champions, no mínimo, não pode perder pontos com o União da Madeira, mesmo que esteja toda rota, mutilada e que o mundo esteja contra ela.

Ás vezes estamos tão perto de uma realidade que precisamos de um "abanão" externo para a ver correctamente. Confesso, esta crónica de Pedro Marques Lopes, via Tomo III, foi o meu despertar. Sempre combatemos adversidades arbitrais, pelo menos desde 2005, sempre tivemos tudo e todos contra nós, e nunca foi por isso que deixamos de ganhar títulos. E, quando foi, unimos-nos em volta disso, galvanizamos-nos, foi esse o nosso combustível para a luta.

No FC Porto não pode haver "frasquinhos de vidro", frágeis personalidades que se sintam melindradas porque têm de honrar o Brasão Abençoado. Também não há lugar no FC Porto para adeptos condicionais. No entanto, em ultima análise, terão de ser os primeiros a merecer o apoio dos segundos, ou pelo menos a demonstrar o seu erro.

Mais do que vencer, rebentar aqueles que ousam pensar que vêm ao Dragão para ganhar. Uma liçãozinha de humildade, um degustar de humble pie, não fará nenhum mal aos senhores do União, tão fofos e cobardes com uns, tão de peito feito com outros. Vamos mostrar que escolheram mal a acção e o discurso.

Já agora, Bueno está com falta de ritmo competitivo, normal derivado da lesão que teve. Espero contar com ele em breve. Saúda-se na convocatória o orgulho da minha terra, "Xicão" Ramos, Victor Garcia, Diogo Verdasca e o médio mais "moutinhesco" que temos, João Graça. Tudo jogadores nos quais confio a 100%.

Helton e Casillas (guarda-redes); Maxi Pereira, Rúben Neves, Brahimi, Aboubakar, Marega, Sérgio Oliveira, José Ángel, Herrera, Corona, Miguel Layún, Suk, Víctor García, Francisco Ramos, Graça, Chidozie e Verdasca.

(4x2x3x1): Casillas; Maxi, Chidozie, Layun, Ángel; Rúben, Sérgio; Marega, Herrera, Brahimi; Suk;

P.S.: Chamo, se me for possível, a atenção de quem nos dirige para os, cada vez mais sistematicamente, absurdos horários dos jogos, para fazer o jeito a uma empresa televisiva que nos humilha com comentários facciosos. Este é só mais um problema a juntar a outros. Mas talvez o FC Porto não esteja preocupado em ter casa cheia.... jogos às 16, 17 ou 18h são muito diferentes de jogos às 20:45!  

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Análise CF União da Madeira 0-4 FC Porto (12ª Jornada)


E é assim que se mata o borrego! Uma entrada muito positiva, com mais velocidade e acerto que o costume, com um sentido de procura de baliza e com a responsabilidade de fazer pela vida. Essa positividade foi brindada por dois momentos individuais dos nossos génios criativos em bom plano e, apesar da injustiça de mais um roubo - ver FALTAS - um golo de bola parada ao cair do pano, brilhante cabeçada de Danilo!

Naturalmente, a segunda parte foi mais gerida, menos interessante, com algum ascendente da União, que merecia ter tido um tampão defensivo um pouco mais cedo. Em suma, vitória (mais ou menos) tranquila para serenar ânimos e premiar a abnegação com que os jogadores encararam um calendário tão apertado. Vamos a notas.


André André - O "Capitão não oficial" está em todo o lado, é a força motriz da equipa, é o propulsor da atitude. Mesmo quando os seus colegas baixam o ritmo, a pilha nunca para e ele não baixa de rotação. MVP? Sempre!

Corona - Interventivo, inconformado, positivo e orientado à baliza, Jesus Corona foi uma grande mais valia neste jogo. Marcou um grande golo que vai certamente figurar no seu Highlights Reel como prémio da sua exibição.

Resolver cedo - É assim que o FC Porto deve ser sempre. Orientado e sem descansar ao primeiro golo - se possível com um pouco mais de intensidade, até. Este é o futebol positivo que tenho pedido e fico feliz por ter existido. Há que melhorar o futebol ao primeiro toque, mas já há boas indicações. 

Casillas - Sem grandes ocasiões de golo em contrário, foi bom ver Iker Casillas sair bem dos postes e matar jogadas que poderiam ser mais complicadas com coragem. Aos madridistas: a única coisa que faltava a Iker era.. conhecer o Helton!


Intranquilidade defensiva - Até à entrada de Maicon, viu-se muita intranquilidade defensiva e muita atitude macia. Contra uma equipa mais forte, poderia ter sido complicado. Mais dureza e mais pressão defensiva impõe-se!

Bruno Paixão - Não desilude, de todo. Tinha de assinar a folha de serviço. No meu entender, Osvaldo não toca sequer no jogador do União. Nem amarelo, quanto mais vermelho. Enfim, é um artista português. Mas, lá está, é a vantagem de resolver o jogo cedo. E o Danilo deu-lhe a resposta pouco tempo depois.

Algumas notas extra: 

Parabéns ao FC Porto B por uma vitória na raça depois de estarem a perder 2-0, sem nunca desistir chegaram ao 4-3. Uma vitória da superação, plena de Chama do Dragão.

Parabéns também ao Andebol, pela vitória tangencial por 27-26. Deixo a análise para o meu colega Z.

Antevisão CF União da Madeira - FC Porto (12ª Jornada)


...e eis que aqui estamos, com uma sensação de dejá vú forte, à espera de restabelecer a ordem natural das pontuações e seguir em frente na demanda de sermos campeões. Devo dizer que gostei do discurso de Lopetegui, da forma frontal e aberta com que endereçou os jornalistas e a forma clara com que respondeu.

Desta vez, não houve conversa de que é tudo muito difícil e complicado. Houve vontade e a mensagem - verdadeira, diga-se - de que a vitória depende muito mais do que o FC Porto for capaz de apresentar em oposição aos argumentos do União. Matemos, então, o borrego!

Com pena minha, Bueno não está nos eleitos, mas atenção: o calendário é apertado e tenho poucas dúvidas de que estejam a ser planeados o encontro contra o Paços de Ferreira no sábado e a dificílima "final" em Stanford Bridge na quarta.

 Helton, Casillas e Raul Gudiño (g.r.); Maxi, Martins Indi, Maicon, Marcano, Rúben Neves, Varela, Brahimi, Aboubakar, Dani Osvaldo, Tello, José Àngel, Evandro, Herrera, Corona, André André, Danilo e Miguel Layún.

(4x3x3) Casillas; Maxi, Marcano,  Indi, Layún; Danilo, Rúben, André André; Brahimi, Aboubakar, Tello;

NOTA: Como é possível levar a sério o discurso regionalista do Presidente contra a capital, se ele convida para os Dragões de Ouro o senhor Vítor Serpa? Isso só não me desmotiva porque estou aqui em defesa do FC Porto, não desta ou daquela direcção, deste ou daquele treinador. Mas que Pedroto deve estar às voltas no seu túmulo, deve! Estamos a ser comidos. E de sorriso na cara! Como pode a equipa ser à Porto se a direcção convida para junto de si aqueles que, durante décadas, não fizeram outra coisa senão difamar e denegrir a instituição Futebol Clube do Porto?!