Como sempre, há que fazer dois sublinhados antes de começar a crónica: estes não são onzes do FC Porto e esta não é a velocidade da equipa. Mas uma coisa parece certa: há jogadores que estão claramente a perder o comboio, e há jogadores que já se estão a destacar para um onze futuro. pela sua consistência e qualidade no jogo da equipa.
João Teixeira, Otávio, André Silva, Alex Telles, Maxi Pereira e Corona - que grande evolução que teve este pequeno mexicano, em velocidade e principalmente em intensidade defensiva - estão já numa posição de destaque em relação aos seus concorrentes para as posições. Bueno - que chegou agora - foi uma agradabilíssima surpresa, dinamizando a frente do ataque e criando os tais desequilíbrios que nos faltaram em toda a primeira parte.
Mas a verdade é que Chidozie está mesmo muito verde, Hernâni tem velocidade mas muito pouco critério, Layún parece tenso e desconcentrado e o trio de meio campo da primeira parte (Rúben, André e, principalmente, Josué) não funcionou de forma nenhuma. Aboubakar continua, para mim, um mistério, capaz do melhor e do pior, e Varela, apesar de cumprir defensivamente, não me parece ter a acutilância de Maxi Pereira.
Não incluo Brahimi e Herrera neste lote porque estou convencido que serão as próximas vendas Portistas. Mas ambos foram preponderantes nas suas posições enquanto jogaram.
O próximo jogo é contra o Bayern Leverkusen e Nuno Espírito Santo já avisou que será um jogo onde quer que os jogadores joguem 90', ou seja, próximo de um onze inicial Portista. Estou convencido que muitas contratações e dispensas serão feitas antes dessa data. Indi e Quintero já parecem não contar.
