segunda-feira, 8 de agosto de 2016

O Pinheiro Saca-Rolhas E A Faca De Mato

Bem-vindo Laurent Depoitre!
Não há muito a dizer sobre Laurent Depoitre. Forte, possante, bom posicionalmente, dizem que rápido com e sem bola para o seu 1.91m e 91kg de peso. Não é, claramente, titular indiscutível, mas antes o saca-rolhas de jogos complicados e uma solução alternativa em hipotéticos tempos de seca de André Silva.

André Silva é a grande aposta do FC Porto este ano. Tem marcado sempre, mas todos sabemos que é uma média a roçar o impossível e não pode, muito menos, ser exigível a um miúdo que chegou agora, praticamente, à primeira liga e à titularidade constante. 

Laurent Depoitre é uma escolha inteligente que não antagoniza o sentimento de realização Portista de ter o nosso menino a liderar a lança do ataque, não o melindra nem desmotiva, mas também não o deixa à sombra da bananeira a achar que é tudo dele.

Estou bastante pasmo com o que vou lendo por aí. Propositado ou não, o desinvestimento claro que fizemos este ano era bem necessário. Nota-se na cara de Depoitre que raça não lhe falta, e o seu discurso já o traduz. 

Está na hora de voltar a ter um FC Porto de faca nos dentes, lutador, agressivo e solidário - algo que já se viu no sábado - com uma identidade forte e uma comunhão intensa entre os seus. Esse é o traço do FC Porto. O colectivo sobre o individual. Chega de estrelinhas que se querem valorizar para se pôr a andar! Ou de egos larger than life. Esta contratação não tem, seguramente, nada disso.

Feios, porcos e maus. este é o meu FC Porto. Bamos a eles, carago!

Ah, e já agora: FM é na segunda circular. Não gostam, vão assobiar o falo.

domingo, 7 de agosto de 2016

Análise FC Porto 1-0 Villareal (Jogo De Apresentação) - Construindo De Trás Para A Frente

Estes são os nossos, este ano. Sempre com eles, até ao fim!
Noite muito, muito quente no Dragão, casa cheia para ver a apresentação do plantel - não houve Chippos - e um ambiente festivo nas bancadas, deu o mote para um jogo que começou tardíssimo e acabou tardíssimo.

O FC Porto entrou bem, de linhas compactas e bem definidas, num claro 4x2x3x1 com um desinspirado André André na posição mais avançada do meio campo, ladeado por Otávio à esquerda e Corona - também ele abaixo do nível que tinha demonstrado na pré-época - à direita. 

Antes de continuar, gostaria de dizer aos senhores que começaram já a assobiar no primeiro jogo que do outro lado estava o Villareal, que não o Vila Real ou o Vila Real de Sto António, equipa que venceu uma mão ao Liverpool e que se manteve praticamente inalterada, reforçando até o ataque e melhorando a defesa, de nível Champions e que, pese embora fosse exactamente o que precisávamos nesta altura para fazer testes, evidentemente não daria campo aberto.

Fico sempre estupefacto quando vejo assobios em jogos de apresentação - e já é o terceiro ano consecutivo! Ópera não é aqui. Aliás, nos jogos em que vi ópera, também ouvi assobios! Faço minhas as palavras de Hugo Mota, da página +FCPorto, quando diz, e cito, 

"Como suspeitava, muitos dos que criticaram a equipa severamente aquando do jogo do PSV e bateram palmas dizendo que jogamos muito bem aquando do jogo do Vitória, hoje já estão novamente a dizer que o NES não percebe nada disto.
Coerência e honestidade intelectual é o que peço, pessoal.
Ah, só mais uma coisa. Ouvir assobios num jogo de apresentação só porque se falhou um passe é ridículo, vergonhoso e triste. Muito triste.
Talvez um dos nossos grandes problemas dos últimos tempos também tenha sido os pseudo-adeptos que temos!"

Vamos lá ter noção do ridículo, pessoal! Se este é o ambiente que proporcionam, fiquem em casa! Eu sei que a nostalgia faz-nos pensar que nos anos 90 é que era, mas havia muito jogo de caca lá pelo meio! Eu sei que faltou entrosamento no meio campo e saída de jogo com critério - já lá vou - mas qualquer semelhança entre este FC Porto e o de anos anteriores é pura coincidência!

Lindíssimo momento no Dragão!
Contra o vaticínio de muitos, que se esquecem que ele está a fazer a segunda pré-época e sem férias, Felipe foi mandão e imperial no centro da defesa, Marcano fez bem o seu trabalho e teve algumas saídas para jogo muito boas, e o jogo defensivo de Alex Telles, especialmente de cabeça, é bastante bom. Maxi Pereira, com e sem faixa na cabeça, teve a entrega que todos lhe conhecemos. Até Diego Reyes, que muitos consideram excedentário, esteve bem, entrando, a frio, para o lugar de Felipe quando este acusou um toque e decidiu sair.

Assim sendo, aqui fica um importante traço de Nuno Espírito Santo: quando vê algo a falhar corrige de imediato. E em pouco tempo. Bom. Talvez, no sector defensivo, falte apenas que NES dê um apertão bem dado a Casillas sobre os enterranços com as saídas de bola com os pés. Talvez dar-lhe a conhecer o velho ditado tuga "Quem não sabe, não inventa!" Iker! Buela para el pinhialio!

Se uma equipa é construída de trás para a frente e no sector defensivo temos solidez, o mesmo já não se pode dizer do meio-campo. Danilo esteve muito desconcentrado, Herrera perdulário e André André sem aquela presença de fazer jogo. Se o meio-campo emperra, lá se vai o jogo para as urtigas! Se é certo que Danilo chegou há pouquíssimo tempo e o acerto do pivot defensivo é uma questão de afinação, já o voluntarismo de André André não chega. 

No entanto, estou convencido que, com a chegada de um extremo, o lugar agora ocupado por André André passará a ser, naturalmente, do nosso Deco-em-potência Otávio, que fez um brilhante, brilhante, jogo - mais um! - ofensiva e defensivamente (ficou-me na retina um pique defensivo para dobrar Alex Telles), rápido, intenso, provocador, criterioso. O nosso playmaker está encontrado e a excelente relação pessoal e profissional com o nosso menino André Silva é uma garantia de muitos e bons golos no futuro. Que combinações matadoras fazem os dois! Além disso, quero sublinhar que Bueno, quando entrou, em 3 toques na bola fez três passes para outras tantas jogadas de perigo....

André Silva celebra o seu belo golo
André Silva fez um bom jogo, marcou o golo da praxe, mas quero deixar aqui um aviso: entenda-se que É UM MIÚDO, precisa de TEMPO para crescer e não pode ser sobre os seus ombros que pese a responsabilidade isolada dos jogos! No entanto, o facto de ser o 10 e não o 9 - que permanece por atribuir - poderá querer dizer alguma coisa...

Falta falar de Corona que não esteve com o fulgor de outros jogos. Evidentemente, a marcação cerrada de Jaume Costa - grande lateral! - não ajudou minimamente, mas faltou a magia que se viu noutras alturas. Não sei se será de estar por casa, mas espero que o Corona não tenha ido buscar o sombrero e tirado o pé. Precisamos do génio que vimos antes. Qualidade não lhe falta!

Nota-se evolução, a equipa jogou compacta na primeira parte - na segunda não, seria o calor ou qualquer outro factor, mas a consistência tem de lá estar independentemente das condicionantes - linhas bem definidas e com boa reacção à perda. Mas há trabalho pela frente. Esperemos que dez dias cheguem. O Villareal é bom, mas creio que a Roma está um pouco mais acima.

NOTAS:

- O número 4 e o referido 9 não estão atribuídos. Sinal do que por aí vem, sem dúvida. Ainda bem. Aliás, a numeração tem factores curiosos, como alguma falta de sequencialidade. O 30, por exemplo, também ainda não foi atribuído...

- Aboubakar foi apresentado com um número muito alto, Brahimi também, no entanto não entraram nunca no jogo. Um claro sinal de que não contam para NES. Tenho pena, mas não há lugar para displicentes no FC Porto. A azia nos treinos de Brahimi e a falta de intensidade de Aboubakar fazem com que não apanhem o comboio. Também Indi, Quintero, Josué, Hernâni e Suk não foram apresentados. Este último estará de caminho para a Turquia.

- Para todos os assobiadores profissionais, o Guimarães que nós dominamos deu 6-2 ao Toulouse da Ligue 1. Dois dos golos foram de Marega. Se calhar é bom pensar quando é que a exigência se torna em estupidez.

- Ao site menosfutebol, muito muito menosfutebol: TEMOS PENA! Tanta azia, carago! Habituem-se! Então o Otávio dominou a bola com o braço? Juízo! Tenham vergonha na cara! Estas "crónicas" são de rir! Mas a vossa azia, para além de gasolina, é uma motivação extra e uma alegria muito grande.

Aos Manuel Lopes Rocha, sénior e júnior, o meu muito obrigado pela simpatia e pelo Portismo (300 km para ver o jogo de apresentação). É um prazer ter-vos como leitores assíduos e muito me honra o vosso carinho. Forte abraço. Espero rever-vos em breve.

sábado, 6 de agosto de 2016

Azul E Branco É O Coração

No final de contas, é tudo o que importa... aquela curva de acesso à minha porta, o reencontro com os meus amigos, doentes como eu, abraços e muitos sorrisos, discussões sem sentido sobre tudo e o seu contrário.. é o sal e a pimenta da vida, afinal!

Logo lá estarei, como sempre, com os de sempre, espero que para sempre, em vitórias, glórias mas também nos empates e derrotas, em fim não desistindo, em apoio aos meus, sangue do meu sangue Azul e Branco, aqueles que insulto mas amo, porque têm com eles o Brasão Abençoado bordado no peito.

Ali, depois do hino, levantarei o meu cachecol e gritarei 

Allez Porto, Allez,
Nós Somos A Tua Voz!
Queremos Esta Vitória
Conquista-a Por Nós!

Não é, afinal, este o sentido de tudo isto? Até já, queridos amigos. Até já, Dragão. As saudades já eram muitas. Contigo até ao fim!

Para quem não pode ir, aqui fica o horário das transmissões no Porto Canal:

 

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

A Fava [ACTUALIZADO]

E pronto. Calhou-nos a fava. Uma equipa cheia de estrelas, bem recheada e com muita vontade. Temos de ter o melhor FC Porto para vencer a Roma. A verdade é que a pressão faz diamantes e, se levarmos de vencida esta eliminatória, teremos também o ganho moral superlativo para uma época complicada. 

O FC Porto começa no Dragão a 17 de Agosto, quarta-feira, e joga a 23 em Roma.

NOTAS: Retirei a parte do Alex. Há muita contra-informação. Quando for oficial escrevo. As minhas desculpas.

A Selecção Olímpica começou muito bem, com os nossos Gonçalo Paciência - que grande golo! - e Pité a serem os marcadores de serviço, ao vencer por 2-0 a Argentina. Fernando Fonseca, campeão de júniores e jogador do FC Porto B, também foi titular e fez um grande jogo, bem como Sérgio Oliveira.

Suk também bisou frente às ilhas Fiji.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

O Tempo Das Vacas Magras


Todo o Portista sabe, a esta altura, as carências do plantel e onde este está desequilibrado. É frequente, por esta altura, cada um de nós ter um nome ou outro dos que gostava de ver nas ditas posições ou o perfil mais consensual. Evidentemente, esse perfil consensual é transversal em todo o universo do futebol europeu e, dado o estado dos valores estratosféricos do mercado, estão longe de ser acessíveis ao Futebol Clube do Porto, dado os meios disponíveis - e acho bem que estejam.

Chega de cometer loucuras. Se se continuar a verificar a compra de jogadores a preços acessíveis, que estejam empenhados em jogar, a demonstrar o seu real valor e em crescer, serei um homem feliz - essa é, afinal, a matriz do Futebol Clube do Porto.

Jogadores como Pedro Emanuel, o Bicho Jorge Costa ou Ricardo Carvalho, só para falar de centrais, não são originários de nenhum tubarão internacional, nem vinham rotulados de estrelas. Deram tudo o que podiam pelo Brasão Abençoado e isso fez deles as figuras que são.

Essa é a filosofia Portista - união, a superação do individual pela equipa, e isso nos levou à Glória. Se é verdade que já fomos bem sucedidos no padrão inverso - caso de Jardel, por exemplo - a verdade é que foi essa matriz que nos levou às conquistas maiores. 

Sei que o fazemos por necessidade e não escolha, por causa do esbanjamento e desbaratamento de fundos por parte da SAD, mas seja como for, digo-o sem rodeios: este é o FC Porto com que me identifico, o FC Porto em que os jogadores sonham em jogar de Azul e Branco, não de jogar na Champions ou do caminho que fazem até ao PSG.

E quem acha que não temos talento, convido-vos a analisar com frieza, no final do mercado, em que sectores não teremos potencial para fazer crescer. Sim, porque não esquecer: estamos a 4 de Agosto, ainda faltam 27 dias para o fim do mercado. E pela frente teremos o Play Off de acesso à Champions, sobre o qual falarei amanhã.

A todos os que possam ver o treino: vão. Apoiem e acarinhem quem têm. Ainda que não sejam grandes graduados no Football Manager. Tenho visto vontade, união, espírito de grupo e iniciativa. Se assim continuar, estou certo que se irão superar. Com o nosso/vosso apoio vão chegar bem longe.

E vamos ver se, neste princípio, a SAD também aprende que não é a atirar milhões pela janela que tem de volta o grande Futebol Clube do Porto.

NOTA: Obrigado ImbictoPoema pelo grande trabalho que fizeste na imagem deste blog. Forte abraço.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

A Auto-Estima Fofinha


Aqui estão as capas dos pasquins sulistas de hoje. Atentem os meus caros amigos como, nuns casos, a auto-estima tem de ser sempre mantida: não são "alarmes" ou "derivas", não são "castigos" ou coisas do género. São vitórias morais. Isto apesar de serem derrotas. O benfas perdeu - e perdeu bem. No entanto, há sempre coisas positivas para realçar, o spin doctoring funciona sempre lindamente.

Mas antes mesmo dos jornais, os programas de comentário fazem o seu papel: a "adaptação" dos "futuros craques" leva o seu tempo, o "grande potencial" é visível apesar da derrota e já se vislumbra o futuro dourado nas ligações do "tricampeão". Já no caso do FC Porto, Telles é claramente inferior a Layún, o FC Porto tarda em contratar o ponta de lança, André "ainda tem muito a melhorar" e Felipe "não serve". Isto para já nem falar de Adrián, que é sempre "sofrível" e "fraco", independentemente do que faça.

A dualidade de critério é conhecida, bem como a assimetria de tamanhos das caixas quando o FC Porto ganha ou perde. E Moniz Pereira que me perdoe, mas o destaque que seria dado à sua morte (inteiramente merecido!), se o benfas tivesse ganho, teria sido infinitamente menor.  

No entanto, não me importo. Prefiro que não estejamos sequer no radar, ou, como ouvi o senhor Rui Pedro Braz dizer no MaisTabaco, "alguém acredita que, com este plantel, o FC Porto terá capacidade para sequer rivalizar com o 5lb ou o sportem". Boa. Pensem assim. Para mim é pior acharem que temos "um Ferrari". Desejo que nos subestimem, que nos tentem diminuir a cada passo. É sinal que temos espaço para crescer e melhorar.

Como diz, e bem, o Ribeiro Deepblue num comentário ao meu post anterior, o "nosso menino" está gasto. Não há espaço para nenhum "nosso menino" no André Silva. Evidentemente, se fosse benfas, seria já o próximo Ronaldo. E aí, ao contrário de muitos, já não acho que "não faz mal". Faz mal, faz. Faz pessimamente. Um atleta confiante é mais eficaz. E assim é mais valioso. Evidentemente, tudo tem o seu reverso, e o reverso da medalha é que fica a julgar-se pronto, o que nem de perto nem de longe está. Mas, pronto, é a sina de usar Azul e Branco.

Como no caso do adepto francês que veio conhecer "Portugal" e foi ao estádio dos vermelhos, como se fosse um Padrão dos Descobrimentos, também o resto dos media agem da mesma forma.

Que haja Portistas que subscrevem a sua mensagem e se deixam moldar no seu pensamento é que é uma coisa que me deixa estupefacto. 

É necessário acordar da lavagem. Ser do FC Porto é ser contra este pensamento dominante. unidos venceremos!

Pré-Época: Vitória de Guimarães 0-2 FC Porto - Não Está Pronto, Mas Está Melhor

Há melhor sintoma de uma mudança grande no FC Porto do que um quase golo logo a começar o jogo? André André ia marcando numa bela jogada daquilo que se foi vendo um pouco por todo o jogo: trocas de posição constantes na procura de desequilíbrios e que trazem surpresa na finalização. 

Finalização essa que se traduziu no sorriso que nos deixou nos lábios quando Corona, depois de uma excelente entrada pela esquerda para servir André Silva que, na recarga - depois de mais uma excelente intervenção de Douglas que hoje salvou, seguramente, uns 3 ou 4 golos feitos - marca um belo golo. Estávamos nos oito minutos e o FC Porto impunha o seu jogo. Embora o Guimarães tenha reagido bem, muito por culpa de Tozé e de algumas faltas muito parvas em zonas proibidas, o FC Porto mostrou que a sua defesa melhorou imenso na qualidade com Danilo à frente - apesar de ainda não ter o ritmo necessário, naturalmente - e também, surpreendentemente, com Alex Telles muito criterioso e intenso na defesa, especialmente no jogo aéreo. Na frente, Otávio ia sendo o MC de desmarcações fantásticas de Corona e André Silva, e aos 32 minutos deu mesmo o golo que já haveria sido ameaçado. 


Na segunda parte, surgiram as alterações da praxe, mas permitam-me destacar a entrada ao intervalo de Adrián López. Depois de pouco mais de uma semana de treino, começou com uma grande arrancada que daria vermelho ou golo - já lá vamos - e fez dois excelentes remates de cabeça, juntamente com outro de Felipe. Douglas impediu dois golos de Adrián, que entrou com uma vontade e determinação que não haveria visto antes. Adrián demonstraria aos adeptos ser muito mais do que aparentou até aqui... não fosse ter espreitado nas redes sociais os mesmos insultos da praxe! Há filhos e enteados para os adeptos, e muito me entristece. Fosse Gonçalo Paciência, por exemplo, a fazer esta exibição, e seria louvadíssimo. De qualquer forma, parece-me lógico que um segundo avançado de raiz que foi fundamental no Atlético como apoio ao ponta de lança, não seja deitado para trás, ou viva de empréstimo em empréstimo. Se continuar motivado, quem sabe este patinho não se transforme num cisne?

Até ao fim, com as substituições e outras paragens, o ritmo de jogo quebrou-se. Mas pelos primeiros 60 minutos, o FC Porto foi um justíssimo vencedor, dando conta do bom caminho que se está a fazer a esta altura.


Notas finais: Indi, Brahimi e Aboubakar não estiveram sequer presentes no estádio. Isso parece-me uma clara indicação do que vem por aí. Esta semana deverá trazer novidades. Já a substituição de José Sá - muito bem entre os postes, seguríssimo nas saídas - a Casillas não o é - este pediu 3 dias para assistência à família.

A arbitragem foi horrível. Maicon Machado - em substituição de última hora a Manuel Mota -  teve um critério muito diferenciado, deixou passar um jogo demasiado rasgadinho sem amarelar os vimaranenses e perdoando um penálti sobre Maxi e um vermelho por falta sobre Adrián. Enfim, nada de novo ou surpreendente. Quem de direito tem de se mexer e apontar o necessário. 

Uma palavra final para Nuno Espírito Santo. Para lá da liderança forte no banco, a sua sabedoria simpática na resposta à imprensa é deliciosa. Só diz o que quer, mas simpaticamente. Bravo. Muito bem jogado.