Ontem, após 20 vinte longos minutos às voltas, cheio de estranhas e raras hesitações, Rui "ratazana" Santos conseguiu fazer a quadratura do círculo: conseguiu equivaler um telefonema da PJ a Francisco J. Marques a uma busca judicial! Lindo, não é?
Diz a páginas tantas, com o ar hesitante de quem sabe que caminha em gelo fino por fazer um paralelo ridículo, que "acaba por ser a mesma coisa" uma inquirição e uma busca, porque FJM teria de entregar os emails à mesma.
Na verdade, não! À parte de toda a questão legal (FJM agiu voluntariamente, não houve coercividade, há efectiva colaboração entre o FC Porto e a PJ, não havia mandado de busca e apreensão, não houve nenhuma diligência a nenhuma sede do FC Porto), há também o infeliz caso de ter falhado redondamente a sua estratégia - a de limpar a face e virar tudo contra o seu arqui-inimigo: o FC Porto!
Não fez, portanto, o mea culpa que deveria ter feito e ainda tentou salvar a face desta forma ridícula. Só que, infelizmente para ele, do outro lado da mesa não estava João Abreu ou Paulo Garcia, seus vermelhinhos amigos, mas sim uma verdadeira jornalista, de seu nome Rosa de Oliveira Pinto.
Quanto mais a ratazana tentava fugir, mais Rosa apertava o Lasso de Hestia, e mais ele era compelido a deixar escapar uma verdade ou outra entre múltiplas interjeições. É que Rui Santos vive uma vida difícil. Na sua "cruzada anti-FC Porto" foi sendo peão do clube do regime, chegando ao cúmulo de ter um programa especial sobre o video-árbitro só com papoilas!
Só que Rosa é uma jornalista e, como tal, não o deixou fugir com retórica dissonante das verdadeiras questões! Foi assim obrigado a ser um cartilheiro: quando abria o espectro do problema aos outros grandes por forma a incluir o FC Porto, Rosa não o deixava fugir às responsabilidades do benfas. Quando queria falar incessantemente do passado, Rosa trazia-o para o presente do indicativo. É assim que um(a) verdadeiro(a) jornalista se deve portar - talvez Rui Santos não esteja habituado. Talvez o seu amigo de longa data João Abreu seja mais permeável à retórica da lavagem cerebral.
Ficou bem patente ontem: a ratazana não tem coragem de se assumir, de pedir desculpa, de lamentar um erro. Mais vale quebrar que torcer. Pois que quebre! A ele, já ninguém o poderá levar a sério. Rosa de Oliveira Pinto foi, definitivamente, a sua ratoeira!
Obrigado Rosa! Não será, com certeza, Portista. Mas é, de certeza, jornalista! Bem haja! Já chega de que a palavra "isento" signifique "papoila"!












