Depois de uma fantástica vitória frente ao Leipzig, da lesão de Marega e da fadiga de Corona, estava no horizonte o encontro com o muito bom Belenenses do nosso - meu, pelo menos - querido Domingos Paciência, que, é bom que se diga, vinha numa forma melhor do que a do fifica e do sportem, e está agora num mui honroso sétimo lugar, mesmo após ter perdido.
Assim sendo, Domingos foi inteligente, soube aproveitar as fragilidades do modelo do FC Porto, jogou na expectativa tentando aproveitar o natural adiantamento, a falta do pêndulo Danilo e jogando em contra ataque rápido. Sim, ele tem razão, pode queixar-se de falta de eficácia.
Mas do outro lado teve o FC Porto 2017/2018: rápido, intenso, pressionante e mandão. E assim, não é surpresa que, no primeiro terço do encontro, só tivesse dado FC Porto. Não houve critério na decisão final, faltou sabedoria na criação da jogada, enfim, maior clarividência na área e perto dela.
Mas o golo de Herrera é justo, não só pelo domínio, como pelo jogador, quie continuou a encher o campo com bons pormenores, intensidade e transporte de bola.
Sim, a vertigem continua lá, a velocidade quase frenética e o querer estão lá também.
Na segunda parte o Belenenses cresceu, em virtude do nosso cansaço, naturalíssimo em virtude de tal intensidade mais que frenética que causa a sua mossa, e houve, aqui e ali, sustos bem derimidos por um apoio defensivo forte e por um cada vez mais seguro José Sá. Aquando da entrada de Corona e depois de Sérgio Oliveira e Galeno, regressou muita da frescura e o 2-0 natural (que jogada de Herrera, que bem feito por Galeno e que finalização de Aboubakar!) selaram um encontro, onde a justa vitória nos deixou muito líderes - mas justamente também.
Não posso deixar de destacar Diego Reyes, muito bem na sua função de trinco (não tão bem como Danilo, mas até com melhor saída de bola e bom posicionamento) e infelizmente, porque sou justo, Felipe tem mesmo de descansar: há motivos para penalti e a falha de posicionamento em vários lances deixou-me preocupado.
Felipe, ixnay on the Beckenbaueriae!
Uma última nota: melhor FC Porto goleador dos últimos 50 anos. Mas também com muita, muita sorte. Sem critério e definição no meio campo, sem pausas e momentos, vai-se o equilíbrio. Mas este é o futebol de vertigem que todos parecem amar, verdade?
Dizem que a sorte protege os audazes. Pois que assim continue. Quod me nutrit me destruit. Ou então não. Ou então a raça e o querer vencerão. Apostemos na segunda.










