domingo, 31 de dezembro de 2017

Análise Paços de Ferreira 2-3 FC Porto - Objectivo Cumprido Em Exibição Bipolar


E pronto, estamos na Final Four da Taça da Liga. Coisa que há muito que não estávamos. E houve o fantasma do mesmo de sempre a pairar, em virtude de um vício antigo que voltou a descer sobre os nossos jogadores. Mas pronto, uma boa reacção no começo da segunda parte e o picar de ponto do nosso metafísico quântico e filósofo Vincent Aboubakar e também a ajuda dos "infames" caxineirinhos, e estamos na luta para um título que nos escapa desde o seu início, agora enfrentando um supostamente pastilhado Sporting. Mas, até lá, a Feira. E o campeonato. Vamos a notas.



Arranque à Porto - Entrada absolutamente demolidora do FC Porto, a mostrar todas as suas armas, apesar de um ainda perdulário Soares  - atenção que teve uma lesão prolongada, e isso tem de ter o seu peso - com um ataque forte, praticamente a deixar amarrada a defesa pacense. Continuamos mortíferos de bola parada, com múltiplas soluções, onde só pecou a eficácia, e com um enorme Yacine Brahimi que marcou um golo de compêndio. Temos uma fome de golo estúpida - neste jogo menos, mas já lá vamos - e uma solidariedade e alegria absolutamente contagiantes. Somos, quando estamos para aí virados, a melhor equipa a jogar futebol em Portugal. Venha de lá o Sporting, mesmo jacked to the tits, como diria o grande Joe Rogan. 

O Lado Bom da Força - Herrera encheu um meio campo o melhor que pôde, por compensação ao seu parceiro que se entreteve a ir fazer cortes às suas próprias perdas de bola, Marega fez tudo o que podia e não podia e ainda tentou finos recortes que foram cortados in extremis por uma defesa pacense com sorte e.. virilidade.. Alex Telles a fazer piscinas e grandes cruzamentos e, para além de Aboustein, também Corona entrou a querer mostrar serviço e a dar o abanão bem necessário. 


Apatia da Mosca do Sono - A partir do segundo golo, lá veio o inefável "ok pronto, já tá" que, honra lhe seja feita, não é responsabilidade de Sérgio Conceição, mas sim uma característica dos melhores e piores FC Portos: desligar totalmente os motores. A quebra de dinâmica após o segundo golo, especialmente a defensiva - e de sublinhar que nem tínhamos chegado à meia hora de jogo! - é totalmente inadmissível. Felizmente Sérgio estava atento e deve ter usado a técnica conhecida como "aperto dus bagô" (leia-se no melhor sotaque nordestino) e a malta atinou à entrada da segunda parte.

O Lado Negro da Força - E não é o fixe, tipo Darth Vader. É mesmo estúpido. Diego Reyes fez outro belo golo de bola parada, mas foi totalmente comido no primeiro golo. E tanto no primeiro como no segundo, a natural falta de coordenação a meio campo criou uma avenida bastante atípica e que espero que não se repita. Mas vivemos e aprendemos, suponho. Apesar de haver erros que se repetem, insistentemente. Mas, como diria o grande José Mário Branco, para esse peditório o pessoal já deu. It is what it is.Também o bom e calmo Hector Herrera resolveu tentar dar uma de Joe Pesci. Meu querido Hector, não tens jeitinho nenhum para isso. E também, foi completamente desnecessário e imprudente. E sim, galinhas, aqui nesta casa assume-se as merdas, não andamos a inventar termos novos para o dicionário!


Eppur Si Muove - Apesar de tudo, Padre é Padre, e aos pacenses tudo foi permitido: pontapés, empurrões, puxões, saltos com as mãos nas costas, o que é tecnicamente designado por "trinta por uma linha". Depois de ter um primo no Natal a tentar discutir comigo se o toque do Abou no golo em Setúbal é ou não falta, apresento Marega e, principalmente, Brahimi neste jogo. Quanto ao argelino, se for parar à Premier League, já é normal. Aliás, vai parecer suave, comparado com a lenha que tem, recorrentemente, apanhado. Sim, ninguém trava o seu fabuloso drible. Sim, agora está ainda melhor. Mas isso não pode servir como justificação. E quanto ao maliano, é um touro? É, sim, senhor! Mas agora pode puxar-se a mão toda a área que não é penálti? Pode-se virar o pescoço do homem que não é vermelho? As regras não são condicionais à dimensão corporal, caríssimos! Uma vergonha, esta constante dualidade de critérios!

Nos primeiros dias do novo ano, falarei destes novos desenvolvimentos octópedes. Vamos deixar desenvolver. Mas promete. E tem sido fascinante ver o bieirinha a rodar mais rápido do que um Fidget Spinner para fazer o spinning desta borrada toda! O Karma é fodido, senhor Kadafi! 


Um Bom Ano a todos os Portistas! Boas Entradas! Feliz 2018! Que este seja o nosso ano!

domingo, 24 de dezembro de 2017

Feliz Natal!



Em primeiro lugar, o FC Porto! Em segundo, Feliz Natal a todos os leitores do Porto Universal! Muito obrigado pela companhia! Que Maio nos traga muitas prendinhas! 

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Análise FC Porto 3-0 Rio Ave - A Quase Goleada de Sonho


Que alegria, que felicidade! Retornei à minha casa para ver um jogo excepcional, com uma primeira parte de antologia. Jogar com os "caxineirinhos" como nós jogamos não é para qualquer um, meus amigos! Estamos numa forma absolutamente extraordinária, com um querer e uma raça ímpares e temos a sensação que todos estamos a ponto de saborear o céu. Que alegria, que felicidade! Vamos a notas!


Azul Mutante - Sérgio Conceição - interessante como Herrera se refere a ele como "profe" - é absolutamente exímio na preparação dos jogos. A cada táctica, uma reacção e um antídoto correspondente. Eternamente variável, mutável, mutante. É rara a vez que somos apanhados em falso, e quando o somos, reagimos como anticorpos à volta de doença - sufocá-mo-la até perecer. Assim foi, num festival de jogadas de contragolpe do mais Samurai que pode haver, com uma perícia e destreza absolutamente estúpidas, até ao controle dos momentos e tempos sem desesperar. Nem quando ficamos sem Danilo! De imediato André André e Herrera se adaptaram, em hípervelocidade, partilhando o trabalho do membro que faltava. De imediato, o extremos e laterais foram a capa de algumas imprecisões. De imediato, o cheque-mate final. Fantástico e irrepreensível!

Brahimi - Uma visão soberba de jogo do "egoista", que mais uma vez demonstrou claramente que este é, pela enésima vez, um preconceito sem qualquer aderência à realidade. Yacine Brahimi jogou para a equipa e não para si. Absolutamente ímpar pelo meio, pelo lado, no ataque, na defesa. Absolutamente formidável, o Mago argelino! Inesquecível!

Seriedade - Bastou, para Sérgio Conceição, do discurso redondo de que "todas as competições são para levar a sério" e depois chegar ao campo e jogar com uma equipa de suplentes e desconexos. Jogaram os titulares - ou regulares titulares - e um regressado. Que, na altura do realmente, deu lugar à figura principal. Brincar, é no Batalha! É assim mesmo! A Taça da Carica pode ser lateral, mas fica bem no Museu juntamente com a de Portugal e a do Campeonato. Siga!


Ineficácia de Enlouquecer - Na primeira parte, falharam-se golos "pra mundial". 6, 7? Uma estupidez! Golos cantados, toques, bolas ao poste, foi uma alegria! Na segunda parte, tentaram-se golos bonitos para arrumar com o jogo! Dá uma ideia da avalanche ofensiva, certo? Pois. Mas o certo é que o Rio Ave teve a reacção natural à procura do golo que o fizesse voltar ao jogo, e houve desgaste que não existiria certamente com uma primeira parte nuns 5-0. É pra matar, pobo!

Um Ferrari Bem Vermelhinho - A forma nojenta como se comportou em campo, este verme, mostra perfeitamente o quanto é o último dos Moicanos - vai continuar agarrado ao Mastro do Titanic, a cantar o My Heart Will Go On, afirmando-se como papoila saltitante, enquanto os ratos fogem de um navio a afundar. Parabéns, vais ganhar a medalha de lata, com aquele teu prazer sexual enquanto puxavas mais um vermelho absurdo na carreira do Danilo. "Teve tudo para mostrar que é árbitro, mostrou tudo a justificar porque não é. Falta de critério, coerência e autoridade" - Jorge Coroado. Sim, meus caros Portistas - e já agora, senhor Perdigão! -se o critério for este, o papoilas acaba metade dos jogos por falta de jogadores no campo! Haja vergonha!

Ia falar sobre a tendência Orwelliana do 5lb, mas o Drax adiantou-se. És o maior, pá! Subscrevo! 

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Análise FC Porto 3-1 Marítimo - Rebentar A Muralha à Maregada


Enquanto Marega fazia a sua última diagonal e confirmava o resultado mais do que justo da partida, com mais um belo golo, não deixei de me lembrar das palavras do meu querido Cavani Bertocchini no último A Culpa é do Cavani, e imaginei o dito maliano em posição fetal atado a uma grua, qual Wrecking Ball, a rebentar com a muralha defensiva do Marítimo. Sim, estes escolheram o clássico bloco baixo, mas as nossas variações e a nossa calma e crença demoveram todo o autocarro e anti-jogo que nos enviaram, e devolveram-nos à procedência. Jogo com pouca história, a confirmar o porque de sermos, muito simplesmente, a melhor equipa a jogar futebol em Portugal. Vamos a notas.


Marega, Oooooh Marega - O maior dos patinhos feios do FC Porto, ultrapassando Herrera e Adrián López pela direita, Moussa Marega foi apelidado de tudo: desastre, tosco, cepo, boi, etc, etc, etc. Nunca subscrevi essa pseudo teoria de trazer por casa. Evidentemente, Marega não tem a técnica e ocupação de espaços do seu parceiro preferido, Yacine Brahimi. Mas é todo ele brute force, praticamente imparável, mesmo em falta ou com puxões, e tem uma entrega máxima. E dá um excelente apoio defensivo e é solidário com os colegas. Mas atenção: também é capaz de entradas à linha, piques de metade do campo com chapéus de classe sobre guarda-redes e adversários e superiores diagonais de fino recorte. Não é Messi, mas também está longe de ser cepo. É único, ele mesmo, o MVP, Moussa Marega.

Diego Reyes - Pois é, Dieguito está a ser um belo quebra-cabeças de mercado de Inverno. Então não é que joga bem, que tem uma visão de jogo e bola no pé bastante boa e até marca excelentes golos? E agora? Agora, meus caros, é, não cometendo loucuras, tentar renovar com uma dupla que terá, porventura, um sotaque castelhano maior do que muitos gostariam, mas que é a melhor que temos. Se temos qualidade jovem, com uma imensa margem de progressão e crescimento, imensamente vendável, porquê estar a procurar fora? Creio que renovações também dão comissões, e uma venda futura melhor ainda mais. A pensar, rapidamente.

O Fim Do Correbol - Não era nada que o grandioso Silva já não tivesse preconizado, mas o certo é que me apraz muitíssimo ver a equipa do FC Porto a pensar o jogo sem o afã maluco de tentar chegar à área contrária no menor tempo possível. Há variedade de abordagens atacantes e menor desposicionamento defensivo - do qual o golo maritimista é uma óbvia excepção - e uma segurança que se traduz num efectivo controlo do jogo. Bravo, muito bem! Estamos bem melhores sem vertigem. Ou com uma dose quanto baste, vá.


Daniel Ramos - Mais uma vez lamentáveis, as declarações do nosso treinador adversário. Não, Daniel, não foi nenhum "exagero" a expulsão de Gamboa. Foi, aliás, bastante branda, uma vez que, até segundo o insuspeito Jorge Coroado, ele deveria ter visto vermelho directo! Capisce? É um absurdo este pôr-se em bicos de pés quando do outro lado não estão os da segunda circular! Daqui a 15 dias, caríssimo, vou estar muito atento às suas declarações!

Já agora, por falar em estar atentos, não vai a Sport TV denunciar o benfas e os seus protoblogs pela utilização indevida da imagem do Danilo? Pois, não, não é verdade? Isso é exclusivo para Portistas! E vocês, fifiqueiros, tão importados que estais, onde estão as imagens de Moreno, na semana passada, a empurrar Carlos Xista?! Envergonhem-se mas é, e deixem de tentar ganhar na secretaria!

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Análise FC Porto 4-0 Vitória SC - A Goleada Tranquila


Continuando de convalescença de uma das maiores gripes que tenho memória de ter, tive de ver um jogo em que tive pena de não estar, pela televisão. Se é estranho ver a nossa casa de fora, ainda mais quando mais precisa de nós todos. 16 mil é uma vergonha. Vencemos com justiça e relativa facilidade um Vitória que parece estar muito longe de outros tempos, embora este também seja um FC Porto ultra confiante e feliz. Seja como for, e apesar de ter sido uma exibição em crescendo de ritmo, seguimos com mérito rumo ao Jamor. Vamos a notas.


Meio Campo de Luxo - De Luxo e não de Lucho, a ser verdade, uma desilusão do tamanho da Torre dos Clérigos. A violência doméstica é um crime hediondo e muito subvalorizado. Continuarei a adorar as jogadas, mas o homem que as executou perdeu o meu respeito. Mas vamos ao que interessa: Que jogador está o senhor Comendador! Se continuar a rematar de fora e dentro da área como está a fazer, em breve será um dos melhores médios defensivos da Europa! E é claro, toda a alegria e soltura de Danilo só foi possível porque o nosso Capitão conseguiu limar a aresta que lhe faltava: dosear a sofreguidão. Um Herrera que sabe temporizar é um grandíssimo jogador, a variar flancos, a distribuir jogo, a tabelar para ocasiões. Supremo Hector Miguel, saindo debaixo da ovação que faz por merecer. Assim, é difícil parar-nos.

André André - Grande entrada da formiga atómica - sim, recuperei o epíteto que lhe dei quando chegou porque, ocupando o seu lugar em terrenos adiantados e ligeiramente descaídos nas faixas, foi capaz de nos dar dois belos golos que nos selaram o apuramento. O toque de classe de não festejar os golos contra uma equipa que capitaneou, é de imensíssima classe. Assim, sim!

Diego Reyes - Reyes foi chamado para render Felipe e, pese embora não tenha o seu poderio físico, a verdade é que sabe definir bem, a primeira fase de construção deixou de me deixar ansioso porque há visão de jogo e boa leitura de espaços. Se alguém que é chamado a frio dá esta resposta... temos homem! Que assim continue!


A Carburação Lenta - Se é verdade que, a seguir ao golo de Danilo - e que este merecia que tivesse sido bem antes! - o FC Porto clickou e rebentou com a concorrência, a verdade é que a primeira parte foi um longo bocejo, após o penalti (o segundo consecutivo!, ... estranho! ... ) a equipa limitou-se a trocar bola e a jogar pausadamente e estava incaracterísticamente lenta. Desta vez foi suficiente, mas é algo a rever!

A Vergonha da Cobardia - Que foi aquilo na flash, senhores? Quer dizer, sois roubados indecentemente com os coisinhos e e encolheis os ombros, e ontem foi aquilo? Não vi mas de certeza que foi? Onde é que nós estamos? Bem sei, parece ter ido o tempo - é melhor não falar muito para não estragar! - onde mãos na área não davam penalties, e qualquer um poderia vir ao Dragão gozar com a nossa cara. Se esse tempo mudou, que raio de clamor é este? Penalti sobre Sturgeon? Dêem-se por contentes não ter havido amarelo por simulação! E falem quando realmente forem roubados, contra outras cores e noutras latitudes! A "pacificação" é só para os lados de Carnide, ein? Ganhem vergonha!

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Da Arte De Ver Por Ver


Se alguma coisa nos conseguiu deixar esmagados - a mim, pelo menos, assim o fez - foi o quanto toda esta luta é fútil. Ficamos, com a revelação dos e-mails de Pedro Guerra, a conhecer os contornos realmente macabros e subversivos de toda esta história.

Teias intrincadas com a política, com os agentes decisores, com as forças policiais e judiciais. Teias de compadrio e de promiscuidade com os media, que têm como única função o branqueamento das falhas e a exultação das virtudes dos escolhidos, à imagem de um bom sistema totalitário.

Coacção e chantagem, baseadas na mais bíblica tradição, com especial incidência na inveja e na luxúria - predominantemente esta última - ao ter registos de amantes, agregados, preferências e preços. Custa acreditar que pessoas em lugar de decisão escolham determinadas posições baseadas no medo da exposição das suas fraquezas interiores ou dos seus vícios privados?

A mim, onde fico? Fico no prazer que me dá ver a minha equipa jogar, de falar com ela no A Culpa é do Cavani , ainda que saiba que o sistema está viciado e que esta podridão parece agradar a todos, menos à minha equipa, e que acaba por vitimar mais depressa aqueles que dançam alegremente em direcção ao abismo: a liga desvirtua-se, ganha má fama, fica com menores patrocínios, menos recursos, menores capacidades. Aqueles que acham que estão a fazer uma grande coisa a agradar ao regime, estão apenas a cavar a sua sepultura. As arbitragens são anedóticas, o "internacional" passa a ser uma mera designação de lapela.

Mas sozinhos vamos a algum lado? Pelo menos o FC Porto joga sempre contra 16, jogos difíceis e duros, porque injustos, e assim está a aprimorar-se e a poder ficar no nível europeu que lhe é característico. 

Um dia talvez sejamos a jangada de pedra. Até lá, batalhemos. Sem ilusões, mas com uma imensa vontade. À Porto!

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Análise Vitória FC 0-5 FC Porto - E Tudo A Nortada Lebuâ


Noite de chuva e ventania em Setúbal, com um furacão de nome de senhora que assolou o território nacional a abençoar um belo jogo, numa Nortada a impôr a todos aqueles que esperam a nossa queda permanente o que significa uma equipa de nível Champions. Apesar de um começo bem preparado pela equipa da casa, que chegou a assustar, uma vez feito o click, a engrenagem meteu o turbo e foi um regalo. A ver e rever. Vamos a notas.



Aboubarega - Vincent Aboubakar é a nossa estrela a esta altura. Está com a pica toda, com a moral em alta, a bola tem íman, tudo é açucarado. Não são os golos. Não, é a delícia que é a sua movimentação, numa dança letal a fazer lembrar T'Challa, o bom do Vincent está na sua quinta - a equipa joga bem com e para ele, está a fazer a sua melhor temporada, e sem sinais de ocaso. Sabemos que vive de (auto)confiança, mas o Mestre Sérgio soube resgatá-lo. Se o Swansea o quer - e porque raio iria ele trocar-nos pelo Swansea! - terá que largar 50 kgs. Vale bem o seu peso em ouro negro. Já o MareGOD Moussa Marega, voltou àquilo que nos habituou - força, velocidade, entrega e, sim, critério. Aquele golo é à ponta de lança, a assistência digna de um extremo de fino recorte. Que ninguém se atreva a menorizá-lo. Que assim continuem.

Á Abordagem! - O jogo só demorou a ajustar os 12, 13 minutos que significaram o ajuste das peças alteradas no campo. A partir daí partiu-se para cima do adversário com tudo, de tal maneira que o jogo estava resolvido ao intervalo. Voltamos ao FC Porto letal do tempo de Villas Boas, com uma autoconfiança e uma raça invejáveis. E deve-se tudo a Sérgio Conceição. A continuar assim, bem podem ter os feelings que quiserem e mandar as cascas de banana que quiserem, que não servirá de nada, senão de mais gasolina para rebentar convosco.

Tiago Martins - Quando a arbitragem é positiva, há que reforçá-lo. Quando é corajosa, ainda mais. Não há nenhum empurrão de Aboubakar a Edinho, antes um agarrão da camisola do primeiro pelo segundo, no lance do golo. No lance do penalti, Tiago Martins não tem dúvidas e marca. A "dúvida" vem do VAR, o senhor Rui "estava todo contente a ver o benfas" Oliveira. Tiago Martins foi ver e decidiu manter a decisão. É de facto um milagre da Imaculada Conceição. É bom que não nos habituemos, mas dá para ver o tamanho do desnível que seria este campeonato com arbitragens isentas. Eles sabem disso. Eles temem isso.


SportTV - Escolher para comentar este jogo o vermelho Pedro Henriques só pode ser piada. "Claro fora de jogo de Marega"... que não era. "Já se sabe como são estas linhas de fora de jogo". Ah é? Como são, senhor Henriques? Esta, entre outras muitas pérolas. Foi dissipando no vento à medida em que o FC Porto ia marcando e tornando a sua função de lavagem irrelevante. Uma vergonha. Meu caro, a bestatv espera-te. Mas icing on the cak, só o problema "cromático" da SportTV. Golo de Aboubakar dito como de Marega. E vice versa. E vice versa outra vez. Enfim, uma salada. Há que estudar os planteis, senhores. Não vão vocês passar por racistas.

André André - Um mistério insondável e recorrente no seu todo. Tentarei aceitar. Dificilmente o irei perceber.