Vivemos tempos muito interessantes. Não é só o
rodar mais do que um disquinho por parte do benfica e todos os seus peões e bispos (nisso, José Eduardo teve razão no Campeonato Nacional - é uma estratégia concertada, essa de todo o comentador/paineleiro benfiquista estar constantemente a interromper todo o comentador sportinguista para que a informação não passe), com vista a menorizar uma gravíssima ilegalidade - 24 jantares
por jogo oferecidos pelo benfica. É muito mais!
Ao saber que não são nominais, ou seja, que podem ser transmissíveis a outros, o caso ainda se torna pior. Esvazia-se o argumento de Pedro Henriques de que nenhum árbitro havia requerido os ditos jantares. Pois não, pode ser levantado/vendido por/a outros! Não é assim tão menor que cada árbitro possa ter quatro jantares a seu custo, junto com os auxiliares e observadores do jogo!
E, bem, quando se pensava que o circo teria acabado na semana passada, eis que este domingo, além do programa descrito em cima, este dito domingo, sempre pródigo em "debate futebolístico", trouxe à tona um diálogo excelente entre Inácio e Simões - um a dizer, e bem, que o benfica estava sempre a falar da fruta e afinal dava a refeição completa - e este a retorquir com a opinião "isenta" do "grande jurista" Ricardo Costa. A sério, Simões? Mas nós estamos todos a dormir? Você acha que andamos a comer gelados com a testa? O mesmo Ricardo Costa que tudo fez para despromover - comprovadamente ilegalmente - o Boavista? Esse benfiquista das sete colinas?
Um spinner é, outra vez, Rui Santos, mas que no fim - depois de algum apertar por parte de Inácio - acaba por dizer "neste capítulo todos são iguais". E o nosso Rodolfo? Igual a si mesmo. Nos tempos actuais, a defender o benfica - não acha que isto dos jantares seja nada de especial - intransigente a defender a parvoíce de acharem que o FC Porto tivesse sido beneficiado na altura do Apito Dourado. Em suma, reforçando a ideia de que, para ele, o FC Porto acabou com Mourinho.
Já no Trio d' Ataque, Miguel Guedes esteve exemplar a defender o nosso FC Porto depois do mais-que-previsível colar, por parte de João Gobern, desta situação ao Apito Dourado. Miguel Guedes disse que "foi pena a investigação ter acabado em Leiria, porque se veria muita fruta e café com leite a centro e a sul". Magnífico, Miguel, muito bem.
Voltando ao início, o que mais gostei foi da troca de galhardetes entre Diamantino e José Eduardo, com um a chamar oportunista ao outro, com todas as letras, por causa das suas ligações contratuais ao nosso sporting.
O nosso Bernardino Barros atalhou com bicadas aqui e ali, mas, desta vez, falar pouco foi mesmo muito bom.
Resumindo, caros amigos, estamos a viver uma nova era. A era em que cai de vez a máscara sacrossanta do clube das papoilas e que tudo se mostra a nu. Não há mais como fugir da ideia do #colinho e, honra feita a quem denunciou, os pratos das balanças estão novamente in su sítio, e não haverá mais capacidade de ninguém ter um "ascendente moral" sobre quem quer que seja.
Vai voltar a resumir-se tudo ao campo. E deixo no ar a pergunta: para Carlos Xistra - mais que presumível árbitro do derby - haverá caixinha? Não deve haver. Agora, abre-se o caminho para a meritocracia.
Façamos o nosso trabalho. Vencendo o Braga, o maior beneficiado deste derby seremos nós.