domingo, 18 de outubro de 2015

Análise Varzim 0-2 FC Porto (Taça de Portugal)


Como orgulhoso poveiro de adopção, devo dizer sem contemplações que nunca esperei que os Varzinistas fossem vender barata a vitória. Entraram bem, como eu esperava, na expectativa de apanhar um FC Porto como apanharam - no início, completamente às aranhas com o seu posicionamento. 

Um Imbula quase a fazer de central,  a jogar muito para trás e uma troca de bola muito na zona defensiva,  iam permitindo ao Varzim subir no terreno e fazer o seu jogo, chegando a ameaçar um pouco Helton,  uma ou outra vez.


E assim seguiu a toada do jogo, muito à procura das explosões, até que Bueno lança um Tello que pareceu hoje jogar logo a seguir ao sporting. Tão bom ver Tello de novo de volta a si mesmo. O nosso extremo puro, pleno de velocidade e criatividade, que tão bem jogou.

Só que, à parte disso, foi-se sentido a disconexão entre ataque e defesa, e as pobres transições. E isso só viria a ser rectificado pela saída de um insipiente Varela - tu queres ver que vou ter de dar razão a Miguel Sousa Tavares... - e a entrada do muro Danilo Pereira, que permitiu Imbula reencontrar-se com o jogo e puxar a equipa lá para a frente.

Daí até ao fim, só deu FC Porto. Foi um festival de remates desperdiçados por Osvaldo e boas ocasiões que, com um pouco mais de entrosamento, teriam dado uma goleada que o "meu" Varzim não merecia.

O golpe de misericórdia foi dado pelo menino da Póvoa, André André - da Póvoa, quer dizer, daquela aldeia gaulesa entre a Póvoa e a Vila, as Caxinas - a terminar o encontro.


Não foi um massacre, acho que houve respeito, mas poderemos dizer que foi bonita a festa, pá!


Tello - Que bom poder voltar à coluna onde merece estar! Tello foi tudo aquilo que melhor sabe ser: acutilante, rápido, intenso, atento, bom a marcar, excelente a servir, será o regresso do Tello a carburar em pleno? Espero que sim!

Bueno - Pau para toda a obra, Alberto Bueno tentou sempre dar verticalidade e profundidade ao jogo, mesmo quando este parecia não ter. Muito promissor, quer pelo centro quer pela ala.

A entrega de Osvaldo -  Bom a receber, ainda a ter de melhorar muito a entrega do último passe, não foi por falta de entrega ao jogo que Osvaldo não trouxe a sua contagem pessoal dilatada. Valeu pelo esforço.

Varzim - Entrou com tudo, deixou tudo em campo, no início chegaram a ter ascendente sobre o jogo e a criar problemas na transição do FC Porto. Deixaram tudo em campo, foram verdadeiros Lobos do Mar e mereciam ter chegado mais longe na prova. Bravo.


Varela - Passou completamente ao lado do jogo. Em tudo. Não fez uma coisa que se lhe visse. Está claramente a mais.

A eficácia de Osvaldo - Por Keith Richards, meu caro Depp! Se fosse Lopetegui punha-te a treinar a finalização e o último passe até sexta feira! Não é assim que vais conseguir destronar o Rei Bakar....

Em considerações finais, dizer que nós não jogamos em campo neutro, nós jogamos com uma equipa de muito melhor valor dos que as adversárias dos outros e... vale a pena falar do árbitro? Foras de jogo mal tirados a Osvaldo, critério diferenciado... depois digam que sou eu que invento... artistas portugueses!

E parabéns ao Andebol do FC Porto, por uma merecidíssima vitória na Champions do Andebol! Bravo! Superação é o mote!

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Antevisão Varzim - FC Porto (Taça de Portugal)


Jogo na minha terra adoptiva - não sou poveiro mas estou aqui há 28 anos - com um esforçado Varzim que subiu para a II Liga, orgulho de raça e superação da terra no final do ano passado. Estou certo que os Varzinistas vão deixar tudo o que têm em campo, e tentar aproveitar as nossas fragilidades defensivas, virtude de termos os nossos M&Ms no estaleiro.

Ao contrário do que tem sido por aí veiculado, acredito que Danilo jogará, claro, mas no seu 6 habitual e não a central, onde creio que Lichnovsky fará por ser um digno substituto de Maicon.

Já sei que muitos vão ficar desgostosos por Sérgio Oliveira não estar convocado, mas o facto é que estou convencido que jogaremos em tracção à frente, num 4x2x3x1 e que acho que Lopetegui faz bem em não revolucionar completamente a convocatória. A Taça de Portugal não é a Taça da Liga (ou CTT, ou o que for) e é um claro objectivo, e acho que as mexidas no plantel vão aproveitar as características próprias daqueles que têm sido opção.

É obrigatório ganhar e essa obrigação é para levar a sério. E assim sendo, acho também importante que Layún jogue, para cimentar a posição que terá de fazer contra o SC Braga.


Helton e Casillas (guarda-redes); Martins Indi, Varela, Brahimi, Aboubakar, Dani Osvaldo, Tello, Evandro, Herrera, Jesús Corona, André André, Miguel Layún, Danilo, Alberto Bueno, Lichnovsky, Imbula e Cissokho.


Helton; Layún, Lichnovsky, Indi, Cissokho; Danilo, Herrera; Varela, Bueno, Tello; Osvaldo.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Obsessões


Decidi ouvir a voz da "verdade desportiva" incorporada num semideus, Rui Santos. Começou logo bem, a elogiar o FC Porto pelo seu comunicado. Mas descansem, não sem antes dizer que a maior mancha negra de sempre era o Apito Dourado. Sim, antes.

Depois, apressou-se a dizer que a estratégia de Bruno de Carvalho era uma imitação da que Pinto da Costa, desde o sentar-se no banco de suplentes até ao discurso, e que, antes deste, Pinto da Costa já fazia todo o tipo de "discursos baixos, insinuações e ironias", para projectar o nome do FC Porto.

Giro, giro, foi o que ele disse a seguir: que, se Bruno de Carvalho ganhar o campeonato, será o maior Presidente de sempre do futebol português. Assim mesmo.

Não importam as conquistas europeias do FC Porto - o que é isso - o histórico das competições e o prestígio europeu.

Porque, insistiu ele, o FC Porto só não está na segunda divisão porque "invalidaram as escutas". Mas Rui Santos, caríssimo, está na hora de aprender. Não nos interessa a má reputação, interessa-nos aquilo que toda a Europa do futebol nos reconhece. Mesmo na altura de sacudir a sua falta de isenção com parvoíces, tipo a treta do negócio Mangala, ninguém se atreve a contestar o valor do FC Porto.

Com a baixa inesperada de Marcano para sábado, temos um problema central. Ou não temos. Senhoras e senhores, apresento uma solução. Está aqui em baixo.


Além do mais, subscrevo por inteiro o post do Vila Pouca, aqui.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

O Paradoxo Arruaceiro


É um post muito curto - desculpem, não há grande matéria para mais. Ontem estava curioso para ver o dayafter do Prolongamento, um programa que nunca vejo, mas que por razões óbvias, decidi ver.

Qual a minha surpresa, quando no lugar de Manuel Serrão, estava Bernardino Barros. Fiquei imediatamente colado à cadeira.

Confesso, foi tudo o que sempre pedi neste blog. Sim, muitas vezes disse que gostaria de ver um verdadeiro defensor das cores azuis e brancas para contrariar aquela tez mentirosa e sobranceira dos clubes do sul.

O tonus do programa continuou exactamente o mesmo, com o odioso Pedro Guerra a tentar fazer das suas, só que, na sua frente, estava o samurai Bernardino, que lhe deu uma senhora coça. Não deixou, insisto, de ser um programa em que BB estava constantemente a ser interrompido e  onde passar um raciocínio foi bastante difícil. 

No entanto, a classe e a experiência do Mestre Bernardino soube mostrar que, contra pessoas preparadas, Guerra não tem a mais pequena hipótese. Bravo Bernardino. Não lhe peço para vir mais vezes ao Prolongamento, porque o programa deverá mudar o nome para Peixeirada, mas que se viu que eles não têm argumentos... não tem. Desmontar o Apito Dourado, de uma vez por todas, ter a coragem de derimir argumentos com um ser daquele nível, é de louvar.

Tenho também de dar os meus parabéns à atitude do Dr. Eduardo Barroso. Sendo que foi sempre alguém truculento, doente, parcial e faccioso, parece realmente um menino de coro ao lado daquela coisa. A sua atitude de não levar recados para casa e de abandonar um programa que se afundou em nome da audiência, e que está ferido de morte, só lhe ficou bem e eu subscrevo. 

A pergunta que urge colocar é a seguinte: como é que o director de conteúdos da B(enfica)TV pode ser paineleiro noutro canal? Eu acho isto muito estranho. E como permite o moderador que este último tenha uma preponderância de tempo e uma atitude arruaceira sacudindo as figuras de respeito do painel do programa uma a uma e tornando o ar do dito em irrespirável insulto, é algo que me ultrapassa.

Talvez a TVI ainda não tenha percebido que não foi Guerra, mas sim Bruno de Carvalho, a dar audiências. Foi só mais um programa que acabou de implodir. A mim, valeu por Bernardino Barros. O maior a dar uma coça a quem não tem capacidade para mais.

ADENDA: Nem de propósito. Naturalmente, subscrevo totalmente - e o post o comprova - o comunicado do FC Porto.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

TVcIrco


Vivemos tempos muito interessantes. Não é só o rodar mais do que um disquinho por parte do benfica e todos os seus peões e bispos (nisso, José Eduardo teve razão no Campeonato Nacional - é uma estratégia concertada, essa de todo o comentador/paineleiro benfiquista estar constantemente a interromper todo o comentador sportinguista para que a informação não passe), com vista a menorizar uma gravíssima ilegalidade - 24 jantares por jogo oferecidos pelo benfica. É muito mais!

Ao saber que não são nominais, ou seja, que podem ser transmissíveis a outros, o caso ainda se torna pior. Esvazia-se o argumento de Pedro Henriques de que nenhum árbitro havia requerido os ditos jantares. Pois não, pode ser levantado/vendido por/a outros! Não é assim tão menor que cada árbitro possa ter quatro jantares a seu custo, junto com os auxiliares e observadores do jogo!

E, bem, quando se pensava que o circo teria acabado na semana passada, eis que este domingo, além do programa descrito em cima, este dito domingo, sempre pródigo em "debate futebolístico", trouxe à tona um diálogo excelente entre Inácio e Simões - um a dizer, e bem, que o benfica estava sempre a falar da fruta e afinal dava a refeição completa - e este a retorquir com a opinião "isenta" do "grande jurista" Ricardo Costa. A sério, Simões? Mas nós estamos todos a dormir? Você acha que andamos a comer gelados com a testa? O mesmo Ricardo Costa que tudo fez para despromover - comprovadamente ilegalmente - o Boavista? Esse benfiquista das sete colinas?

Um spinner é, outra vez, Rui Santos, mas que no fim - depois de algum apertar por parte de Inácio - acaba por dizer "neste capítulo todos são iguais". E o nosso Rodolfo? Igual a si mesmo. Nos tempos actuais, a defender o benfica - não acha que isto dos jantares seja nada de especial - intransigente a defender a parvoíce de acharem que o FC Porto tivesse sido beneficiado na altura do Apito Dourado. Em suma, reforçando a ideia de que, para ele, o FC Porto acabou com Mourinho.

Já no Trio d' Ataque, Miguel Guedes esteve exemplar a defender o nosso FC Porto depois do mais-que-previsível colar, por parte de João Gobern, desta situação ao Apito Dourado. Miguel Guedes disse que "foi pena a investigação ter acabado em Leiria, porque se veria muita fruta e café com leite a centro e a sul". Magnífico, Miguel, muito bem.

Voltando ao início, o que mais gostei foi da troca de galhardetes entre Diamantino e José Eduardo, com um a chamar oportunista ao outro, com todas as letras, por causa das suas ligações contratuais ao nosso sporting.

O nosso Bernardino Barros atalhou com bicadas aqui e ali, mas, desta vez, falar pouco foi mesmo muito bom. 

Resumindo, caros amigos, estamos a viver uma nova era. A era em que cai de vez a máscara sacrossanta do clube das papoilas e que tudo se mostra a nu. Não há mais como fugir da ideia do #colinho e, honra feita a quem denunciou, os pratos das balanças estão novamente in su sítio, e não haverá mais capacidade de ninguém ter um "ascendente moral" sobre quem quer que seja.

Vai voltar a resumir-se tudo ao campo. E deixo no ar a pergunta: para Carlos Xistra - mais que presumível árbitro do derby - haverá caixinha? Não deve haver. Agora, abre-se o caminho para a meritocracia.

Façamos o nosso trabalho. Vencendo o Braga, o maior beneficiado deste derby seremos nós.


domingo, 11 de outubro de 2015

Breves Que Resumem Um Fim De Semana


- Quando se vê a qualidade absurda da equipa B e das equipas de formação, sabemos que o género de formação e de compras do Futebol Clube do Porto leva a uma transição suave entre o sobre-orçamento e uma equipa à Porto, capaz de ganhar cá dentro e de criar uma base para um Futebol Clube do Porto europeu. A paciência rende milhões, como se vê no interesse em Rúben Neves.

- A recuperação genial de André Silva é das notícias mais fantásticas dos últimos tempos. Além de demonstrar a garra e a força de vontade imensas do André - parabéns miúdo! - que o pode fazer voltar já dia 21 aos relvados, é da mais elementar justiça que não lhe seja retirada a capacidade de ser a estrela da Segunda Liga que merece ser.

- A maior certeza que poderíamos ter da veracidade da questão dos jantares está na forma como Vieira se tem desdobrado em constantes mudanças de direcção e danças de argumentos, desvalorizando tudo isso como se tratasse de um "arrufo" pré-derby. Contando com o beneplácito da imprensa, vai fazer de tudo para fazer esquecer o assunto. Mas nós não o esqueceremos. Nunca mais.

- O Andebol do FC Porto melhorou ainda mais depois de não parecer possível: agora, tem também a sua Raça e superação evidenciada também nas Competições Europeias. Parabéns rapazes!

- As lesões não são culpa das selecções mas, se um jogador joga quando se sabe estar lesionado, é para mim um grosseiro abuso. E tem de ser controlado.

sábado, 10 de outubro de 2015

Se Eu Ficar Muito Quietinho Isto Passa


Assim se pode resumir as declarações de ontem de Vieira. Nada de explicações. Para quê? É só um ciclo noticioso. Bem, a não ser que não seja. A não ser que tenha consequências jurídicas. Mas mesmo assim, caro Luís, entenda: o que desapareceu foi essa aura moralista - que muitos de nós já sabiamos falsa - acerca do clube de Carnide. Entre droga na Porta 18, claques que atiram tochas e os jantares de árbitros - ridícula a argumentação de que cada jantar custa 35€. Meus amigos, até podia ser um hamburger do McDonalds, o problema é o que vem com o jantar, sobre que forma e etc - e toda a questão dos telefonemas do sr. Pereira, lá se vai a aura de anjinho. E essa não é recuperável, nunca mais. Porque, ao clube de Carnide, não rendeu dois empates num campeonato resolvido num ano de campeonato europeu, rendeu um rol de jogos inclinados e um campeonato.

250 mil espectadores na peixeirada de segunda feira. Eu não fui um deles. Esta bela marca significa que teremos mais do mesmo, outras tantas vezes. Do outro lado temos, curiosamente, o MaisFutebol, que nos seu isentíssimo critério editorial resolve ignorar este assunto por completo, dizendo-o apenas de "baixo nível". Eu sei, eu sei, o Clube Amigos da Segunda Circular está um pouco envergonhado, então toca a sacudir para debaixo do tapete. É preferível pensar que a semana começa à quarta-feira. Meus caros, podem fugir mas não se podem esconder.

Por falar nestes queridos, é bom saber que Ricardo Pereira está a pensar seguir o caminho do Rolando, que como se sabe tem óptimos resultados.  Talvez seja conveniente recordar o Ricardo do facto de que Lopetegui tentou apostar nele como lateral direito e ele falhou completamente. Muitas vezes Ricardo falhou as marcações, fez um penalti de amador e custou pontos. Ricardo Pereira é um extremo talentoso, ainda bem que se está adaptar à posição de lateral esquerdo no Nice e desejo-lhe muito sucesso. No entanto, não é com vinagre que se apanham moscas. Esse caminho de "bater no treinador" não me parece ajuizado, mas cada um sabe de si. Contudo, o histórico não está a favor dessa prática.

Finalmente, num ano de ganhos recorde e do maior lucro real dos três grandes, ainda bem que o destaque do Record é o aumento da folha salarial. A inveja é uma coisa tramada e não há como fugir dela. Cada um pode ver o copo meio cheio assim como meio vazio. Não altera, contudo, a realidade. Enquanto o FC Porto cresce e se expande, os seus rivais comprimem-se ou empurram os problemas com a barriga. E nesse sentido, pouco importa a percepção geral. A marcha do tempo se encarregará de mostrar quem tinha razão.