domingo, 6 de dezembro de 2015

Análise FC Porto 2-1 Paços de Ferreira (12ª Jornada)


Confesso, ia escrever uma análise diferente. Confesso, irritou-me a mentalidade pequena das substituições de Lopetegui. Mas o senhor Jorge Simão fez-me o favor de me relembrar do anti-Portismo primário que anda nas cabeças de muita gente no futebol. 

Com que então o senhor diz que qualquer equipa impõe o seu jogo no Dragão? Qual, caro amigo? O das simulações de lesões, com direito a maca e 5 minutos de assistência em campo, o do guarda-redes demorar tempos infindos a marcar os pontapés de baliza, dos jogadores demorarem tempos infindos a marcar tudo o que era cantos e livres, de propositadamente adiarem reposições de bola em jogo, é esse o domínio de que está falar?

Se sim, tem razão. Com um árbitro conivente e com falta de coragem para dar uns amarelos por simulação e gasto de tempo, tudo isso é possível, sim. Mas, mesmo assim, não chega. E a falta que o senhor fala, é a falta de jeito que os jogadores da minha equipa tiveram para matar o encontro?! Sim, concordo, apeteceu-me ir lá marcar eu os golos de baliza aberta que falharam. Só eu contei oito. E a si, quantos pareceu?

Já agora, senhor do importante domínio, quantas ocasiões de golo teve? Pois! Marcou por uma falha defensiva grave, e depois, fez mais o quê para assustar Iker Casillas? Pois!

E, por falar em guarda-redes, é claro que estava a achar estranho ele superar-se para lá de si, e de fazer este anti-jogo vergonhoso! Este é o senhor Marafona, aquele do ano passado da assistência para o Lima para golo e daquela vergonha que foi o jogo do ficaben no Moreirense, à espera de ir lá parar! Não foste, não é verdade? Pois, crentes há muitos, felizmente com uma fé num Deus mais certo! Com este currículo, de facto, a tua exibição é consentânea!


Mas, à parte destes dois caramelos, falemos então do jogo. Tivemos uma entrada frouxa, que trouxe o golo ao Paços, com uma falha de marcação do Indi de palmatória - e que me faz pensar que os M&Ms são bem melhores - que abriu espaço a um golo de oferta indefensável.

No entanto, ao contrário de outras ocasiões, vimos que a equipa se uniu e se superou, procurando o golo da igualdade que acabaria por chegar numa iniciativa de Corona - o MVP da partida - e que reporia um pouco do Karma do anti-jogo primário de que já falei. Depois do golo, não houve relaxamento e houve a incessante procura do golo seguinte, que só não chegou, por exemplo, em cima do intervalo, por manifesta azelhice de Herrera.

Herrera esse que tratou de redimir-se ao não dar por perdido um atraso mal medido de um jogador do Paços e roubando a bola que acabaria por provocar um penalty - Aleluia! - que o seu compatriota Layún não desperdiçaria e que traria a justiça ao marcador.

Daí até ao final, houve sim um aumento da procura de um Paços que estava sem pressa até então, por um resultado que a... vaginice... do nosso treinador acabou por tentar permitir ao fazer substituições para segurar o resultado, isto apesar de também pôr a jogar o Tello para fazer transições rápidas (que existiram e poderiam ter aberto o caminho a uma goleada de antologia, não fosse a eficácia dos nossos jogadores ainda estar a sair do aeroporto do Funchal a esta hora). Mas houve também a atabalhoada fome de fazer mais e de matar o jogo. E isso já não se via há muito. E houve a primeira reviravolta em dois anos. 

Estamos no bom caminho e, assim, tenho a certeza que, com mais eficácia, poderemos dar alegrias aos adeptos e tranquilidade e crença num FC Porto à Porto. Ainda não estamos lá, mas o caminho é este.

Hambre, hambre, arriba, arriba, dame-lo, dame-lo, el queso - Jogão mexicano, este. Tecatito a lutar pelas bolas, a furar entre adversários, a abrir linhas de passe e a correr o que as pernas não lhe permitiram, Layún a ter a calma e o foco de fazer tudo bem e de dar o apoio defensivo que sabe e a clarividência ofensiva que tem, e Herrera, que, mesmo falhando passes clamorosos, inegavelmente faz com que esta equipa tenha o sentido positivo em direcção à baliza que tem de ter. Geniales, los três amigos!

Solidariedade e entrega - Não é todos os dias que se vê Yacine Brahimi a correr 50 metros para cortar uma bola. E isso aconteceu. O FC Porto, apesar de algumas perdas de bola parvas, nunca deixou de tentar pressionar e de recuperar a bola, procurando um futebol mais vertical e oportunidades de golo corrido, que existiram e que se falharam absurdamente! Mas o caminho, insisto, é este, e, seguindo-o, teremos em breve um FC Porto muito mais assustador para os adversários. A posse estéril parece ter os dias contados. Ainda bem.



Vaginices - Um sinónimo um pouco mais calunioso passou-me muitas vezes pela cabeça e pelo discurso, ontem, quando Lopetegui tirou André para pôr Danilo, todo aflito, mal Layún marca o golo. Temos, infelizmente, um treinador intranquilo. E isso passa pelos jogadores. Felizmente, não cola na atitude. Ainda bem, porque isto poderia ter corrido muito mal.

Deixar ficar a eficácia no aeroporto - Minha nossa Senhora, tanto golo cantado desperdiçado! Temos Aboubakar em crise de confiança, que tem de ser invertida urgentemente - quem o viu a chorar no fim, sabe que temos ali um miúdo (e não um velhote, como já se insinuou) que precisava de um bocadinho mais de ânimo do treinador - Tello a falhar golos fáceis, apesar de fazer o que mais nenhum poderia fazer por ele, e Herrera... a herrar na finalização. A boa notícia é que estou certo que a eficácia acabou de entrar no avião em direcção ao Porto.

Já agora, e para terminar um longo post, a conversa de que "só ganhamos de penalty" de Jesus só é possível vinda da parte de um dos mais reles sem-vergonha que já vi no futebol português. Quem não tem vergonha, todo o mundo é seu.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Antevisão FC Porto - Paços de Ferreira (12ª Jornada)


Antes de começar, dar nota de uma fantástica conferência de imprensa do nosso mister, Julen Lopetegui. Apesar de perguntas do género "porque é que você não gosta de jornalistas" a verdade é que a forma como Lopetegui, olhos nos olhos, sorriso no rosto, lhes disse que não quer saber do que pensam dele, fez-me admirar a sua coragem. Muito bem, parabéns. Disse ainda que, o que lhe interessa, é a defesa do seu plantel e aí sim, lhe salta a tampa - e bem, acrescento eu.

Posto isto, vamos ao que importa, e se escreve em duas linhas. Este jogo é um jogo muito difícil, não só porque é contra uma boa equipa, consistente e equilibrada, mas também porque antecede o "tudo ou nada" da Champions na próxima quarta-feira. Até que ponto teremos os jogadores comprometidos com o jogo?

É importante frisar que, em caso de vitória, partiremos em primeiro lugar isolado ante o not sporting lisbon, o que, parecendo que não, mesmo que seja só por umas horas, pode ser importante! Pede-se, pois, o futebol positivo que se começou a esboçar - sim, é verdade, não acredito em milagres - na Madeira. Pede-se que haja a consciência de que somos superiores e que haja novamente a vontade de resolver cedo. Se assim for, a gestão poderá ser feita para quarta. Mas a prioridade é sempre o campeonato!

 Helton, Casillas, Maxi Pereira, Martins Indi, Maicon, Marcano, Rúben Neves, Varela, Brahimi, Aboubakar, Tello, Evandro, Herrera, Jesús Corona, André André, Miguel Layún, Danilo Pereira e Alberto Bueno.

(4x3x3) Casillas; Maxi, Marcano, Indi, Layún; Danilo, Herrera, André André; Brahimi, Aboubakar, Tello;

Já agora, se alguém tinha alguma dúvida do total ficabenismo da Direcção de Desporto da RTP, basta ver a última promo do ficaben-Atlético que tal se demonstra completamente. E não tem nada a ver connosco.

Espaço Z - FC Porto vs ISMAI (27-22) & Madeira vs FC Porto (26-27)



Jogo - Viagem - Recuperação - Jogo - Viagem - Treino...

Tem sido este o ritmo da equipa de andebol do Porto praticamente desde o início da época, com jogos da Champions pelo meio. Praticamente um jogo a cada 3 dias, provocando um desgaste físico que nem as múltiplas soluções em todos os postos conseguem suprir. Se a isto somarmos o peso emocional da última derrota para a Champions - não só pelo que significou em termos de apuramento, como pela fase do jogo em que surgiu - temos uma boa parte da explicação para as exibições mais pálidas dos últimos dois jogos.

Ainda assim, foram dois jogos bastante distintos, contra adversários com características, ambições e virtudes bem diferentes.

No primeiro jogo, disputado em Viseu, foi muito por demérito do FC Porto que o jogo tanto se complicou. A equipa do ISMAI, crónico candidato na luta pela manutenção não possui argumentos sequer próximos de assustar uma equipa como a nossa. Houve muito cansaço, muito pouca cabeça, uma viagem longa pelo meio, alguma falta de motivação mas também alguma displicência. Defendeu-se razoavelmente bem,  mas atacou-se muito mal. Apesar da recuperação de 8 golos na 2ª parte, importa dizer que a 7 minutos do final, o jogo pendia para os maiatos. Salvou-nos Quintana, na parte final, e algum desacerto ofensivo dos maiatos, que nos permitiu resolver o jogo nos minutos finais. A não repetir mas, depois do encontro da Champions na 5ª feira, algo expectável.

Já na Madeira, defrontámos um adversário que, se não houver grandes surpresas, ocupará o 5º lugar na fase regular. Um conjunto superiormente orientado por Paulo FIdalgo, um dos bons treinadores nacionais, mas que peca por ter um plantel demasiado curto para as exigências desta competição. Num desporto cada vez mais físico e veloz, é fundamental ter mais do que uma opção válida por posto específico, coisa que o Madeira não tem. Se tal acontecesse, talvez os madeirenses pudessem lutar por um lugar diferente.

Um jogo interessante, este Madeira vs FC Porto. Uma boa batalha táctica, que colocou dificuldades diferentes do habitual aos nossos rapazes (à semelhança do que já acontecera no jogo do Dragão, que ao intervalo estava empatado a 14, se não me falha a memória). Defensivamente, os insulares estão muito bem preparados, conseguindo interpretar bem diferentes esquemas. Ofensivamente, tirando o pivot (talvez o elo mais fraco, um grupo de jogadores tarimbados, capazes de jogar bem no remate exterior (principalmente por Elias e Cláudio Pedroso), com pontas bastante eficazes e um central que me enche as medidas há já largos anos (Nuno Silva, irmão do noso Rui Silva), pela inteligência que coloca ao dispôr da sua equipa.

E o jogo pautou-se sempre por bastante equilíbrio, ainda que aqui e ali houvesse vantagens de 3 ou 4 golos. Ofensivamente, encontrámos uma defesa muito subida (ao contrário do habitual), procurando retirar a nossa força no remate exterior, obrigando a muito trabalho sem bola. Ora, quando o desgaste físico é evidente, é lógico que esse trabalho sem bola vai ser mais complicado. E sabendo que, no 1x1 é Cuni quem tem mais potencial para causar estragos, foi sem surpresa que o seu defesa directo estivesse constantemente mais subido, retirando-o ainda mais do jogo. Do nosso lado, lugar ao habitual 6x0, com especiais cuidados para as trajectórias de remate de Pedroso.

Tudo isto levou a que o jogo fosse evoluindo com diversas nuances tácticas muito curiosas, a constantes adaptações e readaptações posicionais e na disposição táctica que tornaram um jogo nem sempre bem jogado (tacticamente), num bom espectáculo de andebol, entre duas equipas que sabem jogar andebol. Desta feita, as nossas dificuldades foram, sobretudo, defensivas. Por algum demérito nosso (continuamos a defender mal na zona central, pela lentidão de Daymaro e Alexis), mas também pela boa leitura de jogo de Nuno Silva, e pela fenomenal forma de Cláudio Pedroso e Elias.

Caminhando para os últimos 7 minutos, foi Quintana quem nos fez regressar ao jogo, com um punhado de defesas em momentos muito importantes, e com dois golos de baliza a baliza (aproveitando o facto de o Madeira estar a jogar com guarda-redes avançado). Mas o momento do jogo foi a dupla defesa de Quintana, a um livre de 7 metros e respectiva recarga de Nelson Pina, quando havia 26-26 no marcador. De seguida Gilberto voltou a marcar o golo decisivo, num remate dos 13 metros, e Quitana voltou a parar o possível empate, opondo-se a remate de Pedroso.

14 vitórias em 14 jogos! Parece fácil, não parece? Acreditem... Não é!

No próximo fim de semana, teremos a provável despedida da edição da Champions, em casa contra o Vojdodina. Pelo trajecto imaculado destes rapazes em casa, e pela brilhante fase de grupos da Champions que fizeram, não espero nada menos do que uma casa a rebentar pelas costuras, como forma de lhes prestar homenagem, e para que possam despedir-se da Champions com nova vitória.

Um abraço

Z

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Telegrama: A Varinha Mágica E A Irrelevância Arbitral


Como somos adeptos da exigência máxima, somos também adeptos da varinha mágica. Plim, já está, resolve-se o problema por decreto! Não, não está tudo bem, não foi verdade um melhoramento instantâneo. Não, não foi verdade que ligamos perfeitamente a todos os momentos os respectivos sectores.

Tivemos, contudo, um jogo mais vertical e corrido. Tivemos, ainda assim, ataque maior com 10 elementos. Tivemos, sim, um golo de bolas paradas, e sim, tivemos mais segurança com Herrera e Maicon em campo. Tivemos, pois, futebol positivo. Se se demonstrar um crescimento contra o Paços, teremos assistido à inflexão necessária para tornar o futebol do FC Porto um de campeões.

No meio dos nomes de árbitros a apitar em Portugal, Paixão é o pior. Mas, quem será melhor, no meio desta barafunda? Jorge de Sousa teve muitos erros quando nos apitou, Artur Soares Dias também. Quem melhor do que estes? Tudo se cinge, pois, ao Nomeações. Como o seu telefonema é que é dado o mote. Até à SAD responder, nem vale a pena, é marcar 4-0 para tornar as inclinações irrelevantes, sempre.

Nota: Não comento o assunto NOS. Acho-o exageradíssimo e duvidoso. Creio que o tempo nos irá mostrar que a montanha terá parido um rato.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Análise CF União da Madeira 0-4 FC Porto (12ª Jornada)


E é assim que se mata o borrego! Uma entrada muito positiva, com mais velocidade e acerto que o costume, com um sentido de procura de baliza e com a responsabilidade de fazer pela vida. Essa positividade foi brindada por dois momentos individuais dos nossos génios criativos em bom plano e, apesar da injustiça de mais um roubo - ver FALTAS - um golo de bola parada ao cair do pano, brilhante cabeçada de Danilo!

Naturalmente, a segunda parte foi mais gerida, menos interessante, com algum ascendente da União, que merecia ter tido um tampão defensivo um pouco mais cedo. Em suma, vitória (mais ou menos) tranquila para serenar ânimos e premiar a abnegação com que os jogadores encararam um calendário tão apertado. Vamos a notas.


André André - O "Capitão não oficial" está em todo o lado, é a força motriz da equipa, é o propulsor da atitude. Mesmo quando os seus colegas baixam o ritmo, a pilha nunca para e ele não baixa de rotação. MVP? Sempre!

Corona - Interventivo, inconformado, positivo e orientado à baliza, Jesus Corona foi uma grande mais valia neste jogo. Marcou um grande golo que vai certamente figurar no seu Highlights Reel como prémio da sua exibição.

Resolver cedo - É assim que o FC Porto deve ser sempre. Orientado e sem descansar ao primeiro golo - se possível com um pouco mais de intensidade, até. Este é o futebol positivo que tenho pedido e fico feliz por ter existido. Há que melhorar o futebol ao primeiro toque, mas já há boas indicações. 

Casillas - Sem grandes ocasiões de golo em contrário, foi bom ver Iker Casillas sair bem dos postes e matar jogadas que poderiam ser mais complicadas com coragem. Aos madridistas: a única coisa que faltava a Iker era.. conhecer o Helton!


Intranquilidade defensiva - Até à entrada de Maicon, viu-se muita intranquilidade defensiva e muita atitude macia. Contra uma equipa mais forte, poderia ter sido complicado. Mais dureza e mais pressão defensiva impõe-se!

Bruno Paixão - Não desilude, de todo. Tinha de assinar a folha de serviço. No meu entender, Osvaldo não toca sequer no jogador do União. Nem amarelo, quanto mais vermelho. Enfim, é um artista português. Mas, lá está, é a vantagem de resolver o jogo cedo. E o Danilo deu-lhe a resposta pouco tempo depois.

Algumas notas extra: 

Parabéns ao FC Porto B por uma vitória na raça depois de estarem a perder 2-0, sem nunca desistir chegaram ao 4-3. Uma vitória da superação, plena de Chama do Dragão.

Parabéns também ao Andebol, pela vitória tangencial por 27-26. Deixo a análise para o meu colega Z.

Antevisão CF União da Madeira - FC Porto (12ª Jornada)


...e eis que aqui estamos, com uma sensação de dejá vú forte, à espera de restabelecer a ordem natural das pontuações e seguir em frente na demanda de sermos campeões. Devo dizer que gostei do discurso de Lopetegui, da forma frontal e aberta com que endereçou os jornalistas e a forma clara com que respondeu.

Desta vez, não houve conversa de que é tudo muito difícil e complicado. Houve vontade e a mensagem - verdadeira, diga-se - de que a vitória depende muito mais do que o FC Porto for capaz de apresentar em oposição aos argumentos do União. Matemos, então, o borrego!

Com pena minha, Bueno não está nos eleitos, mas atenção: o calendário é apertado e tenho poucas dúvidas de que estejam a ser planeados o encontro contra o Paços de Ferreira no sábado e a dificílima "final" em Stanford Bridge na quarta.

 Helton, Casillas e Raul Gudiño (g.r.); Maxi, Martins Indi, Maicon, Marcano, Rúben Neves, Varela, Brahimi, Aboubakar, Dani Osvaldo, Tello, José Àngel, Evandro, Herrera, Corona, André André, Danilo e Miguel Layún.

(4x3x3) Casillas; Maxi, Marcano,  Indi, Layún; Danilo, Rúben, André André; Brahimi, Aboubakar, Tello;

NOTA: Como é possível levar a sério o discurso regionalista do Presidente contra a capital, se ele convida para os Dragões de Ouro o senhor Vítor Serpa? Isso só não me desmotiva porque estou aqui em defesa do FC Porto, não desta ou daquela direcção, deste ou daquele treinador. Mas que Pedroto deve estar às voltas no seu túmulo, deve! Estamos a ser comidos. E de sorriso na cara! Como pode a equipa ser à Porto se a direcção convida para junto de si aqueles que, durante décadas, não fizeram outra coisa senão difamar e denegrir a instituição Futebol Clube do Porto?! 

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

A Quadratura Do Círculo

Estamos perante a verdadeira quadratura do círculo. Como resolver um problema sério, quando ele parece não depender nada de nós?  Esta capa aqui ao lado ilustra bem o paradigma do problema.

O ficaben jogou com um Braga que, contra eles, mandou a defesa às malvas, qual Petit no ano passado a jogar contra eles "de igual para igual". Resultado, dois minutos, um auto-golo, a bola de Pizzi é rematada à "aqui vai isto", bate num defesa do Braga e entra. Este género de xixi, em boa verdade, nós também nunca temos. Poucos minutos depois, Lizandro manda outra bola do tipo "pode ser daqui" e entra. E estava assim ganho o jogo à campeão. Jogando à campeão o ficaben encosta-se atrás fechado tipo lapa e assiste a um domínio total do Braga no resto do jogo, rematando, rematando, rematando e falhando, falhando, falhando com três bolas aos postes. À campeão, portanto, enquanto que, timidamente, tentavam um ou outro contra-ataque à campeão, facilmente resolvidos pelo Braga.

E o autocarro, sr. Fonseca? Claro, está bom de ver, só mesmo contra o FC Porto!

Caso bem mais grave é o #colinhoverde que aconteceu em Alvalade. O quarto seguido! É certo que só o not sportem lisbon atacou e tentou ganhar o jogo enquanto o Belenenses se encostava atrás tipo Braga no Dragão, mas a situação estaria resolvida no nulo não fosse a escandaleira final. Minuto 92, Slimani na área do Belenenses, Tonel salta à bola tipo Super-homem, mão em riste, como se pode ver ao lado, grande penalidade em cima do final do jogo, convertida por William Carvalho.

Naturalmente, não discuto que é penalty. Só digo que Tonel é ex-jogador do sportem e que fez penalty num lance que claramente não dava golo, com Slimani totalmente desenquadrado com a baliza, sem nenhum tipo de propósito ou justificação senão... dar uma mãozinha.

Senhoras e senhores, é assim que se desbloqueiam autocarros. À campeão. Eu sei que não jogamos grande coisa nos últimos dois jogos, e espero que a situação se inverta já amanhã. Agora, uma coisa é certa, nós, quando temos autocarros na frente, sofremos o mesmo que o sportem e o Braga ontem, temos as vias tapadas. Não temos é um jogador adversário disposto a, abnegadamente, dar uma mãozinha. À campeão, portanto.

E enquanto isso, e apesar de eu amar a pequena grande Joana Marques (Antena 3, Canal Q) e o simpatiquíssimo e super-porreiro David Fonseca, enquanto tudo isto se passava e este escândalo acontecia, lá estavam todos os nossos, rindo e "relaxando", como se impõe. Assim, não é difícil. Assim, com colinhos arbitrais e ajudas de adversários, à campeão, é a verdadeira quadratura do círculo. E isso não pode ser combatido pelo treinador. Isso, só uma SAD forte e interventiva pode mudar. Está bem, está. Podemos esperar sentados.