sexta-feira, 3 de junho de 2016

Gasolina

Ontem, durante o jogo com a Inglaterra, aos 35 minutos, Bruno Alves fez uma entrada assassina à cabeça de um jogador inglês. Sim, eu sei, eu acho inadmissível. Deu vermelho directo, absolutamente incontestado por quem quer que fosse. Logo veio um senhor que gosta de beber pingas de café perguntar se "Estaria Bruno a pensar que ainda jogava no FC Porto, no início do século, com os árbitros desse tempo? Ou julgava que já tinha voltado a jogar no FCP, com os árbitros de hoje?". Não, senhor cromo, mas poderia pensar que joga no verifique dos últimos dez anos, inspirado pelo seu coleguinha Eliseu, uma vez que a este, aqui, nem falta marcada foi (pormenor nesta imagem via Papa Pinto da Costa). 

E é assim que somos vistos, estou cansado de o dizer. Arruaceiros, sujos e corruptos. Isto, apesar de Bruno Alves ter sido bem expulso e Eliseu ter tido muita paixão e não lhe ter acontecido nada. É este sentimento que Nuno Espírito Santo tem que aproveitar como gasolina para a próxima temporada: a percepção pública do que é o FC Porto e o jogo sujo, feio, porco, que a imprensa - até na imprensa generalista e dita séria - fazem sobre nós. Mas este é só um exemplo, muitos se seguirão. A lavagem cerebral continua e cabe a nós acordar as pessoas, especialmente os nossos!

Outra gasolina para o nosso plantel deve ser a forma como os nossos jogadores são, sistematicamente, subvalorizados por quase todos os media. Danilo Pereira, a par de Ricardo Carvalho, foi, sem sombra de dúvida, o melhor jogador do jogo de ontem. Pois a bolha resolve escrever na capa que "decididamente, Renato Sanches merece mais tempo". É uma pressão inaceitável e uma promoção ridícula. O predestinado fez dois míseros passes de rotura. Já Danilo fez duas posições, tapou, cortou, jogou e fez jogar, organizou... e chamou a atenção da imprensa internacional, nomeadamente o The Times, em que Tony Cascarino escreve "José Mourinho esteve em Wembley e deve ter percebido como Danilo encaixaria tão bem em Old Trafford. O Manchester United precisa urgentemente de um jogador como ele. Ele varre as jogadas de forma fantástica e é fisicamente intimidante"

Claro que toda a nação Portista só quer que Mourinho cumpra a sua palavra e não leve nenhum português - Portista! - para Manchester. Mas este tipo de destaque internacional só pode ter agradado ao nosso Danilo e fez subir, certamente, a cotação internacional do nosso trinco/central/tudo e mais alguma coisa. Mas só o jornal "O Jogo" reparou nisso. Não sendo os clubes do regime, não interessa nada. Assim como se viu o esforço que Pedro "MaisTabaco" Sousa referisse o menos possível o nome de Danilo, ontem, nos relato do jogo. Mentalidades pequenas devem ser a nossa gasolina.

Como gasolina também deve ser a diferença de tratamento dos nossos jogadores internacionais. Quando Jonas marcou um golo que nada decidiu, parecia que tinha mudado o destino da selecção do Brasil, com notícias e destaques repetidos ad nauseam. Já quando Miguel Layún, agora nosso por quatro anos e Capitão do México, faz esta fabulosa assistência para Chicharrito fazer o golo da vitória do México contra o Chile, não acontece nada! Ok, quem tem de os valorizar somos nós!

Encorajo, pois, os nossos adeptos a perceberem o real valor do nosso plantel. Nestas pausas de selecções, tentarei dar a conhecer, o melhor possível, o progresso de cada um.

Por último, o Porto Universal dá os parabéns a Iker Casillas e à sua mulher, Sara Carbonero, pelo nascimento do seu filho Lucas!


quinta-feira, 2 de junho de 2016

Adequar-se à Realidade

Sim, é verdade, isto aconteceu. Sim, é verdade. Slimani vai cumprir um jogo de castigo pela cotovelada dada a Slimani... em Novembro. Vai cumpri-la, no início do ano. Se estiver cá. Talvez. Se calhar.

E é assim, meus amigos da SAD! O verifique apresentou uma queixa da agressão, o sportem contra-argumentou com oito (!), fez pressão pública, pôs Augusto Inácio a falar disso dia sim, dia sim...e o castigo saiu oito meses depois dos factos e mais de quinze dias depois do último jogo!

Essa é a diferença entre o nosso silêncio incompreensível, a nossa mensagem pífia e aqueles que chegam a ir ao cúmulo do exagero: resultados. Islam Slimani poderá vir a ser vendido e assim o castigo vai pró tecto. Não aconteceu isso a Hulk nem a Sapunaru, pois não?

Também acho muita piada às nomenclaturas e às "mudanças de sintaxe" que abundam pela segunda circular. Não são "comissões", são "outros custos do negócio", e não fazem grandes manchetes, ou posts de capa em qualquer site desportivo. Não, são pequenas notas de rodapé, caixas laterais e quejandos, passando despercebido o facto de que, se liquidassem o verifique neste momento, este estaria em falência técnica. São oito milhões - nas contas! - é certo, mas existem, e ninguém fique surpreendido se o verifique desate a vender. Não somos só nós a ter de vender para manter as contas equilibradas. 

Mas uma pergunta clara se impõe: era este o tão propalado "esforço de contenção" do verifique? Estas são o género de ideias que passam para a opinião pública e que criam estas falsas noções de que o FC Porto está cheio de "comissionistas" enquanto os outros clubes têm as finanças rigorosamente controladas. 

Não havendo quem aponte as hipocrisias dos outros e as suas mentiras repetidas, a nossa já desgastada imagem pública vai-se erodindo, tornando-nos casos isolados de algo que não é só geral mas também muito pior nos outros lados. Mas, mais grave do que isso, influenciando a opinião dos nossos adeptos, o que cria um clima de instabilidade e de divorcio entre estes e o Clube.

A parte do treinador já está. Tenho a certeza que o plantel está a ser tratado. Mas há que saber fazer, de novo, o resto - ser interventivo, estar em cima dos acontecimentos, ter resposta pronta e acutilante às questões. Em suma, ser o FC Porto no seu melhor estilo em todas as vertentes.

Ser agressivo na comunicação, pronto para atacar os problemas e competente nos jogos e na luta pelos títulos - essa é a chave do sucesso. Mas sem estas três vertentes, não será possível. E aí não seria culpa exclusiva de Nuno Espírito Santo.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Nuno Espírito Santo: Uma Boa Escolha


Quando me ofereceram álbuns como o "Automatic For The People", dos R.E.M, ou o "Post" da Björk, primeiro estranhei-os muito. Eram coisas bem diferentes daquilo que estava habituado a ouvir, tinham cadências e estruturas muito próprias, géneros pouco identificáveis. Com o passar do tempo - pouco - entranharam-se em mim tais faixas que passei a gostar delas todas.

Admito que, à excepção do meu caro amigo e colega de bancada Nuno Almeida, não conhecia mais ninguém que quisesse, ansiasse ou sequer encarasse como hipótese real o nome Nuno Espírito Santo. Mas uma coisa é certa: é um homem de fibra e raça, é uma homem com um discurso forte e agregador, foi líder da balneário e levou o Valência a um quarto posto na liga espanhola, o que não é mesmo nada fácil.

O futebol de Nuno Espírito Santo é intenso e atacante mas com solidez defensiva, é feito de muitas jogadas estudadas, de trocas rápidas e muito trabalho. Tem uma forte reacção à perda de bola e um grande sufoco desde o primeiro minuto. Todos recordaremos que não foi nunca nada fácil jogar contra o seu Rio Ave ou contra o seu Valência. Outra coisa que não vai ser nada difícil para NES é saber o que é Ser Porto. A expressão é, literalmente, dele! Creio que é Portista, tem uma forte identificação com a cultura Portista e viveu anos de muita Mística, como jogador e como treinador adjunto. E poderá, bem ajudado pela estrutura, ser um elemento agregador entre jogadores e adeptos. Mais, claro, que na realpolitik das coisas, a sua ligação de sempre a Jorge Mendes poderá facilitar a chegada de jogadores de qualidade ao Dragão. Nada disto é despiciente.


E sejamos francos. Qualquer que fosse o treinador estrangeiro que viesse a esta altura, teria vida difícil no Dragão... com assobios. Villas-Boas, que confesso que seria a minha alternativa preferida, é visto como muitos como um traidor e vendido, vida difícil no Dragão... com assobios. E Vítor Pereira não seria mais consensual.

Dos mais consensuais, Leonardo Jardim tem uma cláusula proibitiva e Marco Silva... bem, eu bem sei que a maioria gostava de o ver por cá.  Eu não sou uma delas. Acho que, no fundo, também não ganhou nada de especial (todos sabemos como ganhou a Taça de Portugal e o campeonato grego... bem...sem comentários) e lembro-me, distintamente, de o ver estático, imóvel, a ver Cristián Tello a espetar-lhe três batatas, sempre da mesma maneira, sem que isso esboçasse nele qualquer reacção. Não me entusiasmou particularmente. Tudo o resto seria um tiro no escuro.

Gosto da ideia de força discursiva, dureza no balneário (os problemas dele no Valência foram pelo castigo que deu a Negredo e, veio-se a ver, tinha toda a razão), raça, ambição e, espero, jogo sufocante. Cai-me bem, agora que passou o efeito surpresa. E mais do que tudo, este é o treinador do Futebol Clube do Porto! Conta com o meu apoio total.

Para cima deles, que há muito a fazer e pouco tempo para tal.

NOTA: Quando Rui Vitória foi nomeado treinador do verifique, houve especiais, foi notícia de abertura e por aí em diante. Na SIC, a apresentação de Nuno Espírito Santo foi algures pelo meio.. enfim, nada muda. Mas se a bolha tv pode fazer perguntas na conferência de imprensa.... NÃO BASTA MUDAR DE TREINADOR!

Estranhas Assimetrias De Profissionalismo E Gestão À Porto


Moncho López deu uma extraordinária entrevista, ontem, no Universo Porto (aqui), a Paulo Miguel Castro. Foi uma entrevista frontal e directa de alguém que está embevecido e orgulhoso de todo o trajecto que fez até este título. Foi uma travessia no deserto de anos que desaguou no melhor dos finais, à custa de muito suor e sacrifício. Foi, além de tudo o mais que espero que tenham oportunidade de ver, uma entrevista que me deixou a pensar muito.

Quando falaram das contratações e da génese do projecto Dragon Force, à parte daquilo que o Presidente disse a Moncho, ou seja, que não ia deixar cair o basket e que o queria no comando, o que me surpreendeu mais foi saber que quem esteve sempre lá para ele tinha sido...Antero Henrique!

Moncho disse que Antero se desdobrou em esforços para a contratação-relâmpago de Troy DeVries, que esteve sempre disponível para tornar possível a satisfação de todas as necessidades da equipa de basket, desde psicólogos, dois fisioterapeutas, condições técnicas específicas e apoio aos jogadores, até a um mini-estágio especial no espaço desde dois últimos jogos contra o verifique, isolando-os do exterior, da pressão externa e das distracções mediáticas, ou mesmo do cansaço e stress das viagens, etc. Aliás, Moncho foi mais longe: disse que sabia que "se tiver uma inquietação ou um pensamento sobre a equipa à uma ou duas da manhã" teria "sempre alguém do outro lado para [o] ajudar".

E então eu pergunto: 

- Se no basket há a gestão da Estrutura Porto no seu melhor expoente - aquele a que nos habituou nos anos 90 e 2000 - como se explica esta a diferença de qualidade, para bem pior!, da modalidade principal para o basket (e Moncho garante que no andebol se passa o mesmo)? 

- Se no basket há cuidado com a comunicação social e o resguardo dos atletas e corpo técnico de toda a influência externa que possa influenciar o resultado, como se explica este regabofe que se passa no futebol em que tudo é permitido, até que o putativo futuro técnico do FC Porto possa apresentar o livro de alguém que faz DE TUDO para prejudicar a imagem do FC Porto? Como se explica tamanho profissionalismo numa modalidade que teve de fazer reboot e tamanho AMADORISMO na gestão da equipa principal de futebol?

- Se Antero Henrique é um vampiro comissionista que só quer governar a vidinha, porque raio haveria de estar a ter toda esta qualidade na gestão do basket, na sua fase mais "irrelevante"? Que teria ele a ganhar com isso, então?

São coisas que me deixam, como diria José Pedro Gomes em "O que diz Molero", com "muita atonitícia". Algo não bate certo neste filme. Algo interfere, claramente, no regular funcionamento do FC Porto e parece-me que é bem mais complicado do que simplesmente a raiz de todo o Mal ser uma só pessoa. Até porque parece que essa mesma pessoa, afinal, sabe fazer as coisas como deve em prol do melhor interesse do FC Porto!

Afinal, em que ficamos? 

NOTA: Um exemplo deste evidente desnorte é a forma como o Dragões Diário se refere hoje - uma vez mais! - a Miguel Sousa Tavares. Acho que há linhas que não se podem ultrapassar, e o ataque à família de MST não é só estúpido, é indecente, ignóbil e indigno.  Proponho que o FC Porto seja mais profissional como.... olhem... como no basket!

Já agora, o senhor Figo, além de mal informado, anda com as prioridades trocadas: eu, se fosse a ele, estava mais preocupado com pequenos almoços pagos a peso de ouro e com a quantidade de detergente que há na sua fundação... mas hey, isso sou eu, que "nessas coisas não me meto".

terça-feira, 31 de maio de 2016

A Triste Arte Do Vazio Sem Nexo


O imenso buraco negro especulativo em que se tornou, por estes dias, o FC Porto, é um sintoma de depressão tremenda. É claro que há que entender-se, mas há, principalmente, que comunicar progressos, mostrar a evolução das coisas e DEMONSTRAR QUE O FC PORTO É A PRIORIDADE! 

Este vazio de notícias, de demonstração de trabalho, como se tudo estivesse maravilhoso ou fosse indiferente, faz ebulir os adeptos e pôr tudo em causa!

Não é deixando correr intrigas sem desmentidos cabais que se vai a algum lugar, não é ignorando a ansiedade dos adeptos que se vai voltar a "Ser Porto".

E, por falar nisso, se NES é/vai ser o nosso treinador, não será um bocado contraproducente estar a apresentar livros de benfas de Paredes?!

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Esclarecimentos Cabais Exigem-se [ADENDA ESCLARECEDORA DE PENSAMENTO]


"COMUNICADO DA FC PORTO – FUTEBOL, SAD

A Administração da FC Porto – Futebol, SAD chegou a acordo com o treinador da equipa principal de futebol, José Peseiro, para a cessação do seu vínculo contratual no final da presente época desportiva.

A Administração
"

Com este curto comunicado, chega ao fim a ligação de José Peseiro ao FC Porto. Não é inesperado, claramente. A ele o meu muito obrigado pela disponibilidade, mas obviamente que os resultados estiveram muito aquém do exigido.

Vou ser curto e grosso - espero que nas próximas horas seja anunciado um treinador. A ser verdade o veiculado de ser Nuno Espírito Santo, o que se está a passar é, no meu entender, grave, e não é por causa da qualidade ou não do treinador! Grave se for resultado de facções, grave se for uma "imposição de Jorge Mendes para ajudar a moldar a equipa" e gravíssimo se representar um episódio de influência de Alexandre Pinto da Costa, alguém que não tem nem pode ter nenhuma ligação ao FC Porto! E se ganhar comissão, será o fim da picada!

ADENDA: Admito não ter sido claro no meu pensamento, portanto esclareço: uma equipa que se quer forte e lutadora não pode dar espaço e tempo para que pretensas divergências possam fragilizar a posição de qualquer treinador que venha!

Não pode ser uma mera apresentação de este x é o treinador do FC Porto! Tem de ser uma manifestação de união total da SAD  e a demonstração cabal de que não começaremos com fendas no próximo ano.

Uma comunicação clara e atempada exige-se, um comprometimento com as opções de todos exige-se, uma massa adepta com o treinador SEMPRE exige-se! Só essa pode ser a chave do sucesso.

DEIXAR ARRASTAR ESTA SITUAÇÃO SERÁ UM INSULTO AOS ASSOCIADOS.

domingo, 29 de maio de 2016

Campeões Nacionais Basket 2015/2016 - Um Milagre De Moncho


Quando, há quatro anos, o FC Porto decidiu, com muita tristeza, que tinha de fazer um "começar do zero" à equipa de basket, um vazio preencheu a minha Alma Portista. Tendo jogado basket toda uma vida, à parte do futebol, foi com muita tristeza que temi pelo quase inevitável fim da modalidade. Uma pessoa sempre acreditou: o grande Moncho López. 

Moncho é um competentíssimo treinador, tinha imenso mercado e poderia ter feito algo infinitamente melhor com a sua vida do que treinar uma equipa da CNB2 e depois da Proliga, sendo que foi decidido que não subia de divisão enquanto não houvesse condições para fazer uma equipa competitiva para lutar pela Liga Nacional de Basket. Com ele ficaram também alguns heróis como André Bessa, o Capitão da equipa, que aguentaram com paciência e empenho toda esta travessia no deserto. Mas foi graças ao plano de Moncho, traçado a regra e esquadro, que conseguimos ser campeões. E é a ele que isso devemos. A emoção do Presidente assim o demonstrou, mais uma vez tendo batido o pé para que o basket não acabasse. A imagem de Moncho a falar ao telemóvel de punho no ar a dizer "conseguimos!" com o Presidente do outro lado em lágrimas, é uma que irá acompanhar, sem dúvida, a imagem da primeira vitória do hóquei em patins. É bom ver que o Presidente ainda tem vontade e interesse emocional em conseguir mais. É um bom sinal para o futuro.

Chegada a altura de competir na primeira liga, fez-se uma equipa competitiva, mas ainda aquém das possibilidades da luta pelo campeonato. Com as contratações de Albert Fontet, Nick Washburn, José Silva, Arnette Hallman e, principalmente, Brad Tinsley, o FC Porto cresceu e chegou-se à frente, mas o factor decisivo foi a contratação do fantástico Troy DeVries. Este veterano abnegado e exímio extremo inclinou a balança a nosso favor com a sua genial criatividade, sabedoria posicional e tiro exterior.  

Vencemos os verifiques por 3-1, com os jogos do Dragão Caixa a serem o exemplo claro da resistência, solidariedade e raça que caracteriza o FC Porto no seu melhor, em perfeita comunhão com uma massa adepta que soube apoiar do primeiro ao último minuto e sem assobios para conseguir derrotar uma equipa com muito maior orçamento e o rei na barriga.

Sim, não poderia acabar sem falar do ogre Lisboa, que teve a distinta lata de ter estas declarações no fim do jogo. Não, Carlinhos, temos todos boa memória, limpa e cristalina, da forma "cavalheiresca" como comemoraste a tua última vitória, com piretes, bocas de "filhos da puta" e mãos a bater no rabo. É preciso ter uma latosa descomunal para falar da forma como falaste ontem. Mas é assim, caríssimo, que se passa sempre que a soberba se instala. O murro na cara que a humildade nos dá é bastante maturador. Fica aqui a lição. Isto se continuares como treinador no próximo ano.

É tempo de celebrar, com um especial agradecimento à massa adepta que acompanhou a equipa nos últimos quatro anos e lhes deu o impulso para chegar até aqui, mostrando que as modalidades não são nada menores e que superam em muito e dão uma grande lição de raça à equipa de futebol A, mas também que a UNIÃO entre equipa e adeptos é ESSENCIAL para as grandes conquistas e que o APOIO e é muito mais fundamental do que a "exigência".