Mostrar mensagens com a etiqueta FC Porto. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta FC Porto. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Por Um FC Porto à Porto!


O FC Porto faz hoje 123 anos. Sou Portista desde pequeno, desde os 6, 7 anos. Não tive a sorte de ter família Portista, para lá do meu primo Miguel e do meu primo Zito. Este último, fanático da bola, foi quem me acordou para as cores azuis e brancas.

Era uma paixão tão profunda que me entusiasmava. Evidentemente, na sua adolescência, Pinto da Costa era Deus. Já aqui o disse, o Pinto da Costa dos anos 80 era um dínamo impossível de travar, de uma bravura e raça fora do comum e, a todos os níveis, inspiradora.

Foram muitas admiráveis figuras as que jogaram e treinaram o FC Porto que estão perto do meu coração, entre as quais se destacaram António André, João Pinto, Jorge Costa, Fernando Couto, Madjer, Lima Pereira, Baía, Rui Barros, Pedro Emanuel, Deco, Capucho - que o meu tio Mário um dia me apresentou à porta da casa da minha avó -  e o grande Comandante Lucho González. Mas junto com eles estava a presença forte de um Artur Jorge, de um Sir Bobby Robson e de um José Mourinho, por quem, admito, ainda hoje torço. Bem sei que não é Portista, bem sei que me deixou estupefacto pela não-reacção à nossa grande vitória na Champions, mas que fazer, o coração é o coração.

Para lá disso, há André Villas-Boas, o treinador que me deixava entusiasmado por ser da minha idade e treinar o meu Grande Clube. Que fervor Portista, que gáudio que era ouvir o seu discurso e a forma arrasadora a que deixou o fifica a 21 pontos e o sportem a 36! Cada frase era um punhal, cada discurso uma ode, a paixão Azul e Branca era da ponta dos seus pés ao fio do cabelo ruivo. As alegrias que me deu, a motivação arrasadora que dava aos seus guerreiros, tudo me entusiasmava. Lembro-me de ter a certeza que iria rebentar com o adversário e que qualquer ponto perdido tinha de ser ganho suadamente pelos inimigos! Ok, saiu depois da "cadeira de sonho". Aos 33 anos, dizemos muita parvoíce e fazemos muitas asneiras. 

Já aí, contudo, não fosse a raça e a frontalidade de Villas-Boas e tudo poderia ter sido complicado. Pinto da Costa deixou de estar na primeira linha da defesa e o que aconteceu ao sucessor Vítor Pereira começara a deixar-me desgostoso. A soberba substituíra a defesa dos seus, e frases como " qualquer um pode treinar o FC Porto ", começaram a soar-me a ingratidão por um treinador que apenas perdera uma vez e por causa de um gamanço sem nome. VP já estava atirado às feras, já aparecia sozinho - bem como o seu antecessor - para enfrentar a maldosa comunicação social que queria acabar com a hegemonia de um FC Porto que era como uma barata que não conseguiam matar. Mas a lavagem cerebral conseguiu atirar Vitor Pereira para a porta da saída, zangado com os adeptos do seu Clube do coração, a quem ganhar não bastava

Seguindo a máxima da soberba, Pinto da Costa foi buscar a coqueluche desse ano a Paços de Ferreira, o mouro Palminhas, mas este já não tinha fibra. Lá veio o treinador da B, Luís Castro, tapar o fogo. A história deu o resultado que se conhece.

Com Lopetegui, Pinto da Costa fez o impensável: deu uma managerial power ao treinador, controle sobre o plantel e contratações, mas deixou-o a arder em lume brando desde a primeira hora, sobre o fogo do ardente gás da "hispanofobia", do preconceito e de uma oleosa e rancorosa máquina de imprensa que começou a delapidar a sua imagem desde a hora zero. O seu fim foi conhecido. As consequências de ter despedido um treinador que, com todos os seus defeitos, foi o treinador mais roubado da história recente do futebol português - isto apesar de quebrar recordes de invencibilidade no Dragão, de ter a baliza a zeros 20 jogos e ter estado nos quartos de final da Champions e ter feito umas vendas de 116M - estão à vista e deram no que deram.


Este ano, e estamos em Setembro, vimos uma gestão de plantel pavorosa e o FC Porto a tornar-se, cada vez mais, a sombra pálida do que foi. Pinto da Costa escolheu, aparentemente sozinho, Nuno Espírito Santo e os resultados estão à vista. O FC Porto vai-se descaracterizando e perdendo fôlego, e está a anos-luz do que já foi. 

Continuo com o friozinho na barriga de cada vez que faço a curva do Dragão a caminho da minha cadeira de sonho. Mas a certeza deu lugar à ansiedade. Em nome da História do Nosso Grande Clube, está na hora de deixar de realpolitiks de compras e vendas, chega de estar de tal maneira em Saturno que se desconheça em absoluto a realidade de todas as cadeiras abaixo dos camarotes e da Tribuna Presidencial, há que ter um regresso à realidade urgente.

O Nosso Grande Clube está doente. Está na hora de tomar medidas. E se não for o nosso Timoneiro, se este estiver cansado - 78 anos não são 78 dias! - pois erga-se a estátua que merece, dê-se o seu nome ao Estádio, mas passe-se o leme a quem o faça por demonstrar merecer. Ninguém o censurará. O lugar de Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa na História do futebol mundial e do do Nosso Grande Clube está garantido. O seu nome gravado nos nossos Corações Azuis e Brancos também.

Mas está mais do que na hora de restituir o Porto à Porto ao Futebol Clube do Porto! Por todos nós, pela glória do que ainda somos, pelo Futuro que merecemos ter! Exigimos de novo um FC Porto à Porto! Exigimos a retoma da Honra ao Brasão Abençoado! Exigimos Honra à Cor Azul e Branca!

Viva o Futebol Clube do Porto!

terça-feira, 7 de junho de 2016

Portismo Corajoso

Hoje em dia é moda dizer-se que tudo o que é FC Porto é mau. A direcção à horrível, a gestão péssima, o scouting não existe, o treinador não tem estaleca para o FC Porto, os jogadores não têm Mística. Os profetas da desgraça amontoam-se, as loas no particípio passado multiplicam-se, parece que o Futebol Clube do Porto está perto do fim. Finito, dizem muitos.

No entanto, cabe-me recordar que há quase dois meses tivemos eleições onde não foi apresentada qualquer lista alternativa. Convém lembrar isso de quando em vez, na altura em que muitos suspiram por um novo Messias que venha tirar-nos do Vale das Sombras. Eu gostava que essa alternativa se tivesse apresentado a tempo e horas, mas todos aqueles que aparentavam sê-lo negaram avançar na altura devida.

Todos desejamos o contrário, mas, se se verificar o pior possível em termos do FC Porto, seja necessário um novo rumo e aí sim, quando estiver tudo em cacos, alguém se chegar à frente, há que lembrar sempre da COBARDIA de tal candidato que, em vez de o tentar salvar, resolveu esperar que o castelo desmoronasse.

É bom que ninguém esqueça disso. As instituições salvam-se a tempo. Depois, só poderão ser reconstruídas. E que nenhum ego e ambição pessoal esteja acima do Futebol Clube do Porto!

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Pra Cima Deles, Caralho!

Está na hora da vassourada. Temos demasiados excedentários, gente com qualidade mas sem espaço pelas mais variadas razões. É um reset, novamente, um plantel reconstruido, e que por isso terá de ter um treinador forte e incisivo, motivador e exigente para orientar o futuro do FC Porto. Acabou-se a brincadeira. Há que voltar ao antigamente: raça, união, orgulho, personalidade.

Não me preocupa que não tenhamos estrelas, já ganhamos uma Champions sem elas. Não me intimidam as estrelas que o ficaben quer ir buscar: somos superação  e entrega. Um FC Porto à Porto olha equipas cheias de gigantes com a fúria do Wolverine. Temos de ir para cima deles, de uma vez por todas. Aliás, quantas mais estrelas, melhor. 

Raçudos, feios, porcos e maus. Assim mesmo. Nada de donzelas, nem queridos que não fazem faltas: é para cima deles com tudo. Esqueçam a marca, o prestígio internacional, o nome, o negócio. Voltamos a Miragaia, às Caxinas, à Lapa da Póvoa, a Leça, a Matosinhos e à Ribeira. Essa é a nossa cultura, o "metes-te comigo tas fodido". 

Seremos bimbos e grossos orgulhosamente. Quero esta Raça no Dragão. Orgulhosamente imparáveis

Já agora, não prejudica ter uma massa adepta mais capaz de comer carapau e sardinha, chouriço assado e frango no churrasco, a caviar Beluga, trufas e lagosta! Apoiar até ao fim, tipo Liverpool!

A titulo de curiosidade, reproduzo o comentário do André Pinto ao post anterior - obrigado André. Não me surpreende, é lógico. Mas não pode deixar de fazer pensar os meus queridos amigos adeptos sobre se têm ou não, a cabeça feita pelos media:

"Falando com amigos Bávaros, a interpretação deles é completamente às avessas. Consciente da sua enorme superioridade, e tendo vencido em casa sem golos contra, o Bayern geriu, acelerou quando teve de o fazer e jogou muitas vezes a passo. Foi quase um jogo de treino. O Ministério da Verdade Encarnada, que inclui os media TODOS, não tem dificuldade em agarrar-se a este resultado. Já vi piruetas maiores vindas dessa gente. Eu não me esqueço como foram os media quando o FCP de Mourinho, por exemplo, andava a espalhar classe por essa Europa fora. Lembram-se da capa da bola no dia seguinte a termos carimbado a presença na final de Sevilha, mais de 10 anos depois de alguma equipa portuguesa andar nesses palcos? Eu lembro. Toda a página: - Alex (um gajo do Guimarães) vai para o Benfica.

Adiante. Os mesmos amigos boches dizem-me que contra o FCP foi completamente diferente (obviamente, menos para o crânio lesionado de um benfiquista). O Bayern tinha sofrido uma derrota humilhante fora, e entrou em campo para comer a relva, ainda por cima contra um FCP sem laterais e com um central adaptado, sem ritmo de competição. Ide lá comparar o caralho.

Eu tenho esperança de que na época que vem, passemos a factura a essa gente, com juros gordinhos. Mas para isso, tem de haver comunhão entre os portistas, e não crispação."

segunda-feira, 28 de março de 2016

Andebol - 1/2 Final Playoff - 1ª Mão - FC Porto 31 vs 32 Benfica (após 1 prolongamento)

Começámos da pior das formas esta 1/2 Final do Playoff do Campeonato Nacional de Andebol, com uma amarga mas justa derrota frente ao Benfica, em pleno Dragão Caixa. Uma derrota vem sempre numa péssima altura, mas ganha um peso especial por ser a primeira da temporada (para o Campeonato), por ser em casa, e por ser... contra o Benfica - pode não ser o rival mais complicado (ABC e Sporting são, a meu ver, equipas mais complicadas), mas é sempre o nosso maior rival, seja em que modalidade for.

Como costumo acompanhar os diversos jogos de andebol, confesso que não fiquei surpreendido com os problemas que sentimos, ainda que pensasse que seríamos capazes de vencer o jogo. Para quem viu os jogos da Fase Regular, ficou com a clara ideia de que há um degrau de qualidade entre FC Porto e Benfica, facto confirmado com a segurança das duas vitórias obtidas. Só que este FC Porto está um bocado afastado daquela máquina trituradora da Fase Regular, e o Benfica melhorou um bocado, especialmente agora que tem todos os jogadores a 100%.

No geral, foi um jogo de andebol interessante, pautado por muito equilíbrio, um bocado à imagem do que tem sido estas 1/2 Finais, nos jogos entre ABC e Sporting. Houve nervos, houve emoção, bons momentos de andebol, e no final aceita-se que a vitória tenha caído para o lado lisboeta - como se aceitaria uma vitória nossa. O andebol tem destas coisas... Jogos equilibrados, tanto podem terminar com margens curtíssimas, como com margens um pouco superiores. Tudo se baseia em pormenores, e no timing em que ocorrem. Um pouco à semelhança do último FC Porto - Benfica em basket, que quase me provocou um enfarte.

Vamos aos altos e baixos deste jogo:

POSITIVO:
- Atitude Competitiva: de novo, reforço esta questão. A equipa perdeu, o que foi péssimo, mas a forma como combateu bravamente para disputar o jogo deve ser realçado. Sendo certo que não há vitórias morais, é sempre bom perceber que não é por falta de combatividade que os nossos rapazes não chegam lá.

- Acredito que possam não concordar, mas tenho de destacar uma boa exibição de Laurentino. Defendeu o que pôde, e foi dos principais responsáveis por termos chegado ao intervalo apenas a dois golos do Benfica. Precisa de ser mais ajudado pela defesa organizada...



- Gilberto Duarte, continua a carregar a equipa ás costas, e ressentimo-nos muito com o seu estouro físico (falarei disso mais abaixo). Pena que o seu último remate não nos tenha possibilitado, pelo menos, chegar aos últimos 15 segundos do prolongamento em vantagem no marcador. Destaco também a qualidade de Miguel Martins, Rui Silva e de António Areia, três dos principais responsáveis pelo ponto negativo que dedico a Ricardo Costa mais abaixo.








NEGATIVO:



- Ficou bem patente que a nossa incapacidade defensiva é já bem conhecida dos nossos adversários, que exploram até à exaustão a falta de velocidade de Daymaro ou de Alexis (quando defendem), e as fragilidades de Cuni, Gustavo, Rui Silva ou Nuno Gonçalves, quando se posicionam como segundos defensores. Se o central contrário for rápido, forte no 1x1, temos meio caminho andado para que se abram buracos logo no centro da defesa. Geralmente, o objectivo dos adversários passa por abrir bem o jogo, deixando Alexis ou Daymaro com muito espaço para defender um jogador mais rápido do que eles. Obviamente que se o central atacar o homem, será muito semelhante a chocar contra uma parede com 5 metros de espessura. Mas se o atacante explorar o espaço, obrigando um dos nossos a sair do local (quase sempre fora de tempo), isso vai obrigar o outro defensor central ou um dos segundos a ajudar, abrindo brechas para finalizações dos 9 metros sem grande oposição. Se do outro lado tivermos Borragan, Wellinton ou Elledy Semedo, é certo que vamos sofrer muitos golos.

- O apagão na posição de lateral direito tem sido nefasto para o nosso jogo. Sem lateral direito à altura, ficamos muito dependentes de Gilberto, e de Rui Silva ou Miguel Martins. Sei que Gustavo Rodrigues tem jogado em claras limitações físicas, mas Cuni tem estado absolutamente desastroso. A quantidade de erros na leitura das jogadas, e de bolas que perde é a-ssus-ta-do-ra! E que tal apostar em Areia como lateral direito?

- Fisicamente, preocupa-me que tenhamos chegado ao prolongamento de rastos. Se havia coisa que nunca falhava com Obradovic era a questão física. Éramos capazes de chegar ao final da temporada, com jogadores a aguentar fazer 60, 70, ou 80 minutos sempre em alta rotação; era isso que nos distinguia dos rivais, e era sempre nos últimos 15 minutos que conseguíamos resolver jogos equilibrados. Preocupa-me ver Gilberto a chegar rebentado aos 40 minutos de jogo...

- Ricardo Costa leva um carregado cartão vermelho neste jogo. Continuo sem compreender o porquê de Rui Silva, Miguel Martins e António Areia serem retirados e recolocados em campo com tamanha frequência, quando constituem, a par de Gilberto, Quintana e Alexis, o conjunto mais talentoso do nosso plantel. Comparem o rendimento da equipa quando temos pelo menos 4 ou 5 destes 6 jogadores em campo (agora, não podemos contar com Quintana), com as alturas em que temos Nunos Gonçalves, Moreiras e Nunos Roques, e decerto encontrarão diferenças. Chegou a altura realmente a doer, e nesta altura devem jogar os melhores. Não consigo compreender que Miguel Martins tenha tão pouco tempo de jogo, por exemplo. Ou que Areia tenha que jogar apenas uma parte, para Moreira jogar a 2ª. Pretende-se provar o quê? Que temos mais jogadores? Isso já sabemos... Agora, precisamos dos melhores.


A única boa notícia que daqui poderemos retirar, é que ainda temos (pelo menos) mais 3 jogos para conseguir reverter a elimnatória a nosso favor, e que se for necessário ir ao 5º jogo, este será em nossa casa. Mas temos de ir a Lisboa ganhar um dos jogos... e convinha mesmo ser já o próximo. Porque se não for, ficamos numa posição extremamente delicada.

Já agora, no próximo dia 2 de Abril, depois do jogo para a 2ª mão da 1/2 final na Luz, teremos novo encontro contra o Benfica, desta feita em Leiria, para a Final Four da Taça de Portugal. O outro jogo oporá o Sporting CP ao Madeira SAD.

Um abraço,

Z