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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Espaço Z: Exigência e Inteligência

Há já algum tempo que um pós-jogo não me deixava tão furioso como o de ontem. Fui lendo o que se escreveu por aí, as reacções "a quente" da bluegosfera e das redes sociais, e senti-me um bocado perdido numa qualquer dimensão a largas milhas daquela em que, conscientemente, penso que todos nos encontramos. Acho que anda tudo a delirar. Anda por aí muita gente enganada e, pior, não sabe que anda.

1- O mês de Janeiro foi dos meses mais negros na história azul-e-branca, desde que me recordo de ver futebol. Terá havido situações piores, acredito, mas talvez a fase final de Lopetegui tenha apenas comparação com o (felizmente) curto reinado de Octávio Machado. Todos nos divorciámos uns dos outros - jogadores entre si e do treinador, o treinador da direcção, a direcção do treinador, e os adeptos de quase tudo o que respira. A equipa caiu como um castelo de cartas, e a já frágil posição de Lopetegui abanou como se um terramoto o tivesse atingido. Pediu-se a cabeça do treinador, até não mais ser sustentável que continuasse. Uma série negra de resultados, equívocos, má gestão, azelhice, teimosia e, acima de tudo, de exibições miseráveis, fez com que a saída do basco fosse apenas uma questão de tempo, não porque fosse produzir qualquer milagre, mas porque deixou de haver um mínimo de condições para que continuasse. Uma solução mais forçada do que planeada. Um desgaste absoluto entre um indivíduo, jogadores e adeptos. Um fatalismo que se adivinhava.

2- Quem anda nisto há algum tempo, e tem a capacidade de ver tudo sem extremismos, fantasias pueris, soube que nesse momento se estava a dar uma machadada na presente época. As trocas de treinador raramente produzem resultados imediatos, e especialmente neste caso, tentar mudar o "chip" de jogadores que foram sendo formatados ao longo de um ano e meio para jogar sempre da mesma forma, num futebol previsível e mastigado, de pouco risco, era tarefa quase impossível. Nenhum treinador consegue fazer uma transição profunda com a época a meio. Nenhum! Especialmente num campeonato em que cada vez mais uma derrota pode significar um atraso irrecuperável, visto que os 3 principais candidatos raramente perdem pontos. Era, como tal, necessário escolher alguém que conseguisse minimamente juntar os cacos, limpar alguns corpos estranhos do balneário e, acima de tudo, reorganizar a equipa. Também era fixe que fosse conseguindo fazê-lo, ganhando. E se possível com jogos a cada 3 dias, portanto, com pouco espaço para treinar. Há ainda quem acredite que ser treinador é como no Football Manager: carrega-se nuns botões, faz-se a táctica, escolhe-se jogadores e coloca-se o Aliados do Lordelo a lutar pelo título de Campeão Europeu com o Barcelona. Se calhar, mas só se calhar, o treino é uma parte fundamental do sucesso duma equipa. Dos meiinhos às peladinhas, passando pelos exercícios complexos com cones de todas as cores, é aí que se corrige e trabalha os posicionamentos, movimentações, bolas paradas, etç. Lamento desapontar-vos, mas o sucesso dá trabalho. Do departamento de scouting aos fisioterapeutas. Do treinador aos preparadores. Do Chidozie ao Casillas. E não é em cima do joelho, sob intensa pressão, que se transforma merda em ouro. Não é mesmo. É preciso trabalho de base, treino, paciência, luta, tempo. Tempo. Tê-lo-emos? Trabalho de base... Pois...

3- A maior falácia vendida esta época pela CS, foi a de que o nosso plantel é o "mais-melhor-fabuloso-invencivel do últimos 10 anos". Não, dos últimos 30 anos! E, como sempre acontece, lá houve portistas a emprenhar pelos ouvidos, gente que ainda não percebeu que é sempre necessário desconfiar mil vezes dos elogios da imprensa. Queria fazer uma comparação posição a posição, mas não tenho tempo nem energia para tal. Peco-vos que recordem as temporadas do mais recente tricampeonato e me digam um, um só (!!) jogador titular que não tivesse lugar de caras nesta equipa. O sucesso dá trabalho, dizia em cima. Mas também é preciso talento. Se possível, bastante talento. Surpreende-me, como tal, que haja quem diga que "não temos Danilo, Alex Sandro, Jackson, Oliver mas foram bem substituídos!". Comoooo?? Onde? Onde, caralho?? Maxi mais lutador do que Danilo? Talvez. André André mais portista do que Oliver, sem dúvida! Layun mais líder e menos soneca do que Alex? De acordo. Aboubakar mais... Nada do que Jackson? Também. Melhores? Muito melhor servidos? Mas estamos a brincar gente? Temos um plantel desequilibrado, com demasiados jogadores banais, demasiados jogadores apenas e só esforçados, lutadores, mas pouco mais. E os poucos verdadeiramente talentosos, não chegam para as encomendas. Pego em Danilo para exemplificar: tem sido um motor da equipa, mas já ouvi por aí que até faz esquecer o Fernando... Fará? Já viram a quantidade de golos que temos sofrido porque o rapaz recupera a passo? A quantidade de vezes que a nossa defesa fica exposta porque o corredor central não tem um único jogador a fazer transição defensiva? E não é de agora, é desde o início da época. Pode melhorar, decerto vai melhorar, mas ainda é um miúdo com potencial é muito para aprender. André André, um puto esforçado, de sangue na guelra, portista até aos dentes mas... Quantas vezes recebe e roda directamente para a baliza, como um bom médio deve fazer? Quantas bolas complicadas consegue colar no pé? A Malta gosta de comparações, mas esquecem-se muito duma coisa: para cada João Pinto, tínhamos um Madjer e um Futre; para cada Nuno Valente ou Ricardo Costa, tínhamos um Deco ou Alenichev; para um Jorge Costa, tínhamos um Ricardo Carvalho. Não nos deixemos enganar. Temos um plantel voluntarioso, solidário, mas muito, muito mediano. Melhor plantel porque gastamos muito dinheiro? Porque fomos "gastar 20M" em Imbula? Tenham juízo ...

4- A decisão de despedir Lopetegui não foi planeada. Erro colossal da SAD, que nos podia ter custado já o campeonato em Guimarães, ou a Taça no bessa. Brincou-se com o fogo, andou-se ali a enrolar porque, espantem-se, conseguir trazer para uma cadeira a arder um treinador em condições é muito difícil. Estou certo de que houve verdade em algumas das sondagens que foram sendo feitas, mas acredito que o timing tenha sido um obstáculo demasiado pesado para se avançar. Falou-se muito de Marco Silva, Leonardo Jardim, e até do regresso do traidorzeco AVB. A surpresa foi geral (incluo-me neste "pacote") com a opção por Peseiro. Não vou estar aqui a analisar o treinador a fundo, mas não me parece que seja uma opção excelente, nem uma opção tresloucada. Terá defeitos e qualidades mas, acredito, seria a opção mais viável para abraçar o colossal desafio de nos tentar fazer chegar a bom porto ainda esta época. E só pela coragem de entrar assim numa casa a arder por todos os lados, merece o meu respeito. Mais importante do que tudo, ao entrar em Janeiro, no ponto escandalosamente baixo que atingimos nessa altura, seria impossível assacar quaisquer responsabilidades a José Peseiro pelo que restasse da época, coisa que durou até ontem - segundo percebi.

5- Quando todos caímos na realidade, e percebemos que qualquer colosso como o Dynamo Kyev conseguia vir dar um banho de bola ao Dragão com a maior das facilidades, ficou claro que a época europeia não. Semanas mais tarde, consumada a eliminação dessa competição, fomos colocados perante uma das mais difíceis (senão a mais dificil) equipas da Liga Europa. O poderoso Dortmund, renascido pelas mãos de Tuchel, 2º classificado dum campeonato eternamente liderado pelo super-Bayern, com o melhor ataque da competição. Uma equipa renascida das cinzas, com qualidade a rodos em praticamente todos os sectores. Campeões mundiais, campeões alemães, jovens a transpirar potencial e, acima de tudo, uma base humana e táctica que se mantém há seguramente 5/6 anos. Alguma semelhança com o FC Porto? Só por piada se pode pensar que sim. Poupem-me! Alguém pensou ser possível, no decorrer da hecatombe de Janeiro, virmos a melhorar tanto no espaço de mês e meio, para que fôssemos capazes de eliminar o Dortmund. A duas mãos? Jogando o primeiro jogo fora? Ainda por cima carregados de ausências e limitações? Eu gosto muito de acreditar em vitórias épicas, e acho que a vitória na Luz já teve contornos assim. Mas o Benfica não é o Dortmund. Campeonato não é eliminatória. Jogar sem um jogador, não é o mesmo que jogar sem vários. Ter toda a gente em forma, não é o mesmo que ter meia equipa de gatas. Não são desculpas; são factos. Estão ali, bem à vista de todos. Queriam o quê, meus caros? Que fôssemos de peito feito à Alemanha apanhar 4 na pá? Acham que íamos ter mais oportunidades de golo assim? Não consideram que teria sido bem diferente se tivéssemos jogado primeiro em casa? Queriam que esta equipa, com cacos colados com cuspo, conseguisse fazer dois jogos épicos contra uma equipa fortíssima?

6- Não me senti defraudado nem envergonhado pelo Porto desta eliminatória em Dortmund. Envergonhado, senti-me depois de Famalicão e de Santa Maria da Feira. Envergonhado senti-me na Luz o ano passado, ou em Alvalade este ano. Porque aí, para além de ver zero futebol, vi zero de atitude. Mas nestes dois jogos? Nada disso. Como muitos de vocês, odeio perder, odeio ter de me conformar com a superioridade do adversário. Mas por vezes precisamos de analisar bem os factos antes de recorrermos a conclusões idiotas, possivelmente as conclusões que mais tenho visto por esse mundo cibernético fora desde ontem. Acho muito bom sermos exigentes; gostava que essa exigência fosse bem medida. Não posso exigir mais a um treinador que chegou com um barco a afundar e que, neste momento, ainda o consegue manter à tona. Não consigo ficar chateado com uma equipa que, sabendo das suas limitações, e apesar da mediocridade de algumas unidades, chegou ao final do jogo completamente rebentada.

7- O argumento de "sentir-mo-nos defraudados por Peseiro disse uma coisa e depois fez outra", é absolutamente espectacular. Podia o homem ter dito "Vá, hoje vou colocar a jogar outros jogadores, porque tenho metade da equipa a soro desde Domingo, e no próximo Domingo dava-me jeito ganhar ao Belenenses. Partimos com uma desvantagem espectacular de 2-0 contra esta equipa fabulosa, mas como acho que não conseguimos dar a volta, vou poupar jogadores. Nem precisam de comparecer no Estádio; eu sei como vocês gostam de ir lá só mesmo se houver ópera e vitórias por 5-0, por isso nem se deem ao trabalho. Fiquem em casa quentinhos a ver o Big Picture, mas acendam uma velinha por nós, tá bem? Obrigado e Deus nos ajude!" ? Poder, podia. Mas se calhar ia ser um bocado complicado. Foi um discurso de clichês? Foi sim senhor, igual ao de 99% dos intervenientes no futebol. Se poupou André André e Herrera, Brahimi e Corona para que possam estar a 100 % para foder o Belenenses, óptimo! Ele não precisava de me dizer ao que ia: eu vejo todos os jogos do Porto, e percebi perfeitamente. Notas negativas a um treinador que está nesta posição? Críticas a quem menos culpa tem do momento que vivemos? Mas estamos a brincar? Um gajo que consegue fazer o que dois imbecis não conseguiram durante dois anos (ganhar na Luz e conseguir reviravoltas a perder por 0-2), com um plantel remendado e vindo directamente do esgoto, e é esta a paga. E os jogadores? Ontem, lutaram que se fartaram, correram até as pernas falharem. Se não fizeram mais, foi porque tiveram do outro lado uma equipa muito melhor. Uma equipa que, para chegar onde está, passou pelo Inferno, preparou as bases, e tem estado continuamente no Top da Europa. Muitos de nós parecem ter esquecido que foi com esse trabalho de base, com essa luta, com essa paciência e perseverança que conseguimos tudo o que conseguimos.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Antevisão FC Famailcão - FC Porto (Taça CTT) e Notas Do Meu Contentamento

Numa taça praticamente perdida - só acaba no fim! - nada melhor do que fazer aquilo que sempre se quis fazer, que é enquadrar os atletas da formação na equipa principal, aos poucos, da forma como deve ser feito. Tenho a certeza que Peseiro vai poder ver a grande valia de nomes como Ismael Diaz, Omar Govea e Francisco Ramos. Sobretudo o primeiro, porque é, para mim, uma muito válida alternativa para a provável saída de Cristián Tello (ver notas). Extremo rápido, de remate potente e faro de golo, é um belo exemplo de que não é necessário ir a fundo ao mercado para se colmatar falhas. Francisco Ramos, Victor Garcia e Govea são jogadores do FC Porto e Portistas que deixam tudo em campo. E isso é o que precisamos.
Helton e Raúl Gudiño (guarda-redes); Martins Indi, Maicon, Rúben Neves, Varela, Sérgio Oliveira, José Ángel, Corona, André Silva, Miguel Layún, Lichnovsky, Imbula, Suk, Víctor García, Ismael Díaz, Francisco Ramos e Omar Govea. 

(4x3x3): Helton; Victor Garcia, Maicon, Lichnovsky, Ángel; Imbula, Rúben, Francisco Ramos; Varela, Suk, Ismael Diaz.

Notas: Estou bastante feliz hoje. Ontem vi a ratazana a guinchar contra nós e pensei: "Alto! Bom sinal! Sempre que a ratazana guicha, é porque sabe que poderemos ser ameaça novamente!" Há, porém, dentro deste divertimento que é ver o senhor verde Santos a arrotar bílis, que relembrá-lo que o problema do FC Porto com Nuno Almeida não foi a expulsão de Imbula ou o penalti de Indi. Foi, sim, aquilo que a ratazana falou a correr e baixinho: a dualidade de critérios. É que Idris deveria  ter ido tomar banho mais cedo, praí aos 30 minutos, e seria um jogo muito diferente, verdade? Pois! Sobre isso não houve imagens colericamente cometadas, pois não? Exacto! Se a ratazana verde se aborrece com o que escrevemos, escrevamos mais! É sinal de que a mensagem passa - e bem!

Já agora, e por falar em mensagem, adoro o Universo Porto! Adorei ver que a estrutura está preocupada com passar a mensagem de união e de cerrar fileiras, de se preocupar em ter uma voz de comando no balneário e que tenha deixado de ter programas inóquos para passar a ter uns que abordem os problemas directamente e sem medos. Assim está melhor. Bem sei que os sinais são ainda tímidos, mas um FC Porto preocupado consigo próprio já está um degrau mais perto daquilo que deve ser. Sinais como o sítio da foto entre o NGP e Peseiro, do professor Jorge Araújo falar de que é necessário Capitania em termos e ter jogadores que queiram estar no Clube, são ideias pensadas e transmitidas que me satisfazem.

Como também me satifaz saber que o Barça pede penalizações da não utilização de Tello e que não estamos preocupados. Bom sinal. Sinal de que, no FC Porto, ninguém vai jogar, literalmente, por decreto, e é preferível pagar a pôr jogar alguém de favor. Pois que vá para a Florentina ou para a banda de lá. Lição aprendida, acredito. O FC Porto nunca foi feito de nomes sonantes, mas antes de sangue, suor e lágrimas. E assim tem de voltar a ser.

Ontem o not sportem lisbon continuou a sua senda vitoriosa, perdendo por 2-0 contra o Portimonense da II liga. Naturalmente, o mestre da táctica jogou com jogadores muito pouco utilizados como Wlliam Carvalho, Montero, Aquilani, Téo Guitérrez, Paulo Oliveira ou Ewerton.  Ah, espera.... pois, a verdade é que Jasus volta a viver a 200 à hora e está já a deixar as suas pedras chave perto do limite. E, por falar em nsl, foi tão querido e comovente ver a ratazana Santos a tentar passar a mão no pêlo de Jasus, ao dizer "não faz isso, está bem? Isso não se faz! Para a próxima dou-te tau-tau" por causa dos agarrões ao árbitro assistente - sim, foram vários - no jogo com o Tondela, bem como o seu irritado/preocupado com Bruno de Carvalho, a generalizar e a pedir à liga para rever a posição de deixar presidentes sentar-se nos bancos de suplentes. Nada de nomes. Plural e generalizado. E embaraçado.

Para terminar, a ratazana e os MaisCoisinhos bem podem tentar desestabilizar Peseiro, mas, no fundo, sabem perfeitamente que ele não tem nada a perder e tudo a ganhar, por isso, será sempre perigoso! Continuem a tentar! Quanto mais falam, mais se mostram! E a vossa gasolina dá-nos força!


terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Peseiro - Transição Experiente


Aconteceu o que temia mas, no fundo, não queria acreditar. Depois de 15 dias à espera, não saiu um nome que unificasse os Portistas ou apaziguasse os Corações Azuis e Brancos, longe disso. Mas saiu, isso sim, uma clara solução de transição que, se tudo ganhar, fica mais um ano, se tudo perder, não vai magoar viv'Alma.

Há coisas positivas em José Peseiro. A começar, a muita experiência. Não há dúvidas que conhece o campeonato português e as suas manhas. Tem aproximadamente a mesma idade do mestre da táctica e até já treinou Iker Casillas - o que não é coisa de somenos para sossegar o guarda-redes e lhe dar indicações. É alguém capaz de pôr a equipa a jogar um futebol positivo. Se chega ou não, veremos.

Uma coisa é certa, e isso deixa-me bastante satisfeito: este não é um treinador para dar peito a bala nenhuma, e vai obrigar quem está muito quieto e calado a mexer-se e a chegar-se à frente. Senão, será um desastre.

Com isso, digo também que não chega um comunicado: a SAD terá de explicar-se bem para não ter uma situação tumultuosa no domingo.

Posto isto, será, a partir de hoje, o meu treinador - bem-vindo José Peseiro.

Nota: Isto é dito da forma errada e, principalmente, no sítio errado. Mas também tem algo de positivo: acaba com o unanimismo, apresenta-se como alternativa e agita as águas - obriga quem de direito a reagir. 

O tempo de silêncio da SAD chegou ao fim. Ou se mexe, ou chega ao fim sem ninguém. Se tudo isto trouxer o FC Porto à Porto, serei um homem feliz. É tudo o que eu quero. Que fale quem manda e que treine quem treina. De outra forma, nada funcionará.