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sábado, 1 de julho de 2017

Um Poço Sem Fundo A Jorrar Podridão

Mais um sábado chega, mais uma vez o Expresso noticia uma pouca vergonha. Desta vez, a história de mais uma ajudinha para safar os dirigentes do benfas. Mais um delegado da Liga, o excelso Simões Dias, a ser compensado por omitir o comportamento no túnel de Nuno Gomes e Paulo Gonçalves. Recordemos que este foi o jogo que precipitou o fim da carreira de Pedro Henriques. Toda a história deste caso aqui. Mas é apenas mais um. O melhor ainda está para vir! Segue jorrando o poço, vão-se sabendo mais mais tentáculos do Polvo todas as semanas.

Este caso é claro: adulteração de factos é uma clara amputação da verdade desportiva. Como tal, este caso é, explicitamente, punível na Justiça Desportiva - se ela existir! Uma coisa é certa: está mais que visto como funcionou a Liga de Clubes e a parte da Arbitragem até agora. Os relatórios omissos, os que inventam coisas que dão castigos a jogadores só porque sim, sem qualquer outra prova, as leis de rolha, as pressões ao intervalo que mudam sentido de jogos. Toda uma felicidade! E o que mais há por vir. Porque há que saber qual é a razão porque temem o computador de Jorge Jesus!

Ainda assim, triste e deprimente é também a sensação de absoluta impunidade que ainda os dá para gozar. E isso deve-se ao facto de existir um poder acima do desportivo que também controlam: o político. Aqui em cima vemos Rita Rato, do PCP, ao lado de bieirinha. Também vimos as patéticas declarações de Duarte Pacheco - membro do Grupo Parlamentar do PSD para... Orçamento e Finanças! Quem é que deve uma porradona de dinheiro à banca e ao Fisco? Pois! - e daquele verme rastejante que dá pelo nome de Telmo Correia, a gozarem com um seríssimo assunto de um crime de corrupção que está a ser investigado pela Justiça! No fundo, só não vi membros do Bloco de Esquerda alinhados com o Polvo, mas nunca é tarde!

Este é o verdadeiro sinal de um país terceiro-mundista: uma organização desportiva tem o poder político, da esquerda à direita, completamente alinhado com eles. É um assunto sério. Por todo o mundo, o escândalo do Apito Divivo, ou benficaGATE, vai sendo conhecido, como prova a menção no renomeado podcast do The Guardian, o Football Weekly. A corrupção deste clube vai envergonhando o futebol português pelo Mundo fora, enquanto por cá se vai cantando e rindo! 

E, já agora, quem quer fazer o seu trabalho condignamente, é ameaçada e perseguida, como deu a conhecer aqui a jornalista Rosa de Oliveira Pinto, sobre quem ontem falei. Está mais que visto, quem ousa não andar em filinha, leva! À Rosa os meus votos de força e coragem, porque a isenção é isso mesmo - sim, já a vi fazer perguntas bem incómodas para o FC Porto! - e é tudo o que queremos: regras iguais e, especialmente, NEUTRAS, para todos! Aí, sabemos que somos naturalmente melhores!

Por último, a ser verdade, todos ficamos muito tristes em ver partir o nosso menino. Muitos dizem que é uma má venda. Em teoria, concordo. Na prática, infelizmente, não. Desde a saída de Lopetegui, Rúben Neves jogou pouco mais de 1000 minutos em dois anos. Cada vez mais relegado ao banco, não poderia continuar a ver a sua carreira a fugir-lhe por entre os dedos. Mais a mais, há a questão triste da realpolitik. A verdade é que tínhamos compromissos a fazer até ontem. E tínhamos de assegurar que se cumprissem. Não foi o que queríamos - nenhum de nós. Mas não temo por Rúben Neves. Para o ano, certamente estará num gigante europeu. O talento não engana. Tal como a sua ausência de títulos como sénior, também aqui foi vítima de um tempo fora de tempo que não era o seu. Obrigado miúdo! Não é preciso dizer-te que serás sempre um dos nossos. Azul e Branco é o Coração está-te, literalmente, na pele. Irei ver-te com orgulho por aí. 

sábado, 16 de julho de 2016

Partida Para Estágio

E eis que o FC Porto parte para a Alemanha, para o seu estágio de pré-época, já com Casillas que, à semelhança de Maxi, encurtou as suas férias. De fora ficaram Marega, José Ángel e Ricardo, que será emprestado ao Chaves, o que põe - e quanto a mim, muito bem! - o grande José Sá como nº2 da baliza. Como esperado, Victor Garcia também não seguiu para estágio. Aos poucos e poucos a casa vai sendo arrumada e acredito que as grandes movimentações aconteçam durante esta próxima semana.

É assim, com grande humildade e os pés bem assentes na terra, que teremos o FC Porto deste ano. Acho bem. Sempre gostei de um FC Porto sem grandes estrelas, onde o colectivo se sobrepõe ao individual, e é assim que conto com o FC Porto este ano. 

Amanhã já poderemos ter um pequeno lampejo da evolução da equipa no jogo com o Osnabruck, às 16h. O jogo terá transmissão em directo no Porto Canal, e em live streaming no site, para aqueles sem MEO. Evidentemente, é um jogo de pré-época, contra uma equipa da terceira divisão do campeonato alemão e vale o que vale, ou seja, nada, a não ser matar saudades do Azul e Branco, ver o estilo de jogo Portista e avaliar a qualidade individual do jogadores em contexto jogo. Estou, pessoalmente, curioso para ver a nova vida de Varela como lateral direito.

Fico satisfeito que o jogo seja transmitido, depois de tanta hesitação e incerteza, mas gostaria de ver esta trapalhada resolvida. Ninguém sabe como - ou se! - serão transmitidos os restantes jogos. No meio de tanta confusão, quem se lixa é sempre o mexilhão!

Realizou-se o sorteio dos jogos do campeonato deste ano. Começamos a doer, contra os "meus" caxineirinhos do Rio Ave, orientados pelo grande Nuno Capucho, a 13/14 de Agosto, vamos à conquista de Alvaláxia dia 28 de Agosto, logo a seguir ao segundo jogo da pré-eliminatória da Champions League, e recebemos o benfas dia 6 de Novembro. O arranque é demolidor. Tem de ser encarado com muita garra e vontade de vencer. Não há margem para perdas ou gestões. Há que ir com tudo. Como sempre, assim que possível, disponibilizarei no blog um separador com o calendário dos jogos.

André Silva recebeu ontem o prémio de melhor jogador e jogador revelação da segunda liga, mas não deixou de ser interessante que Luís Castro, um treinador que ganhou mais de 40 jogos seguidos não tenha recebido o prémio de melhor treinador e o "querido" Farense tenha recebido o prémio de prémio Fair Play (hahahaha). Claro que sim. Nada é maior Fair Play do que dar três pontos para salvar o adversário in-extremis! Também não sei o que fica este golo, por exemplo, atrás do que foi considerado o melhor golo do campeonato, mas fico feliz se não ouvir o ano inteiro o nome do "predestinado". Godspeed!


sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Telegrama: O Estranho Caso da Táctica Desvalorizativa


Não me surpreende que Rúben Neves não seja destaque nos jornais da capital. Não nasci ontem, sei perfeitamente que custa muito trazer um jogador Portista à capa, que o Guedes é que é o mais melhor maior grande de sempre e por ai em diante.

Mas então e O Jogo? Alguma coisa se passa para estar a haver este "abafanso" dos feitos do nosso Capitão. É o mais jovem de sempre a ser chamado à Selecção A, e ganhou o prémio de Jogador Revelação na Gala do Desporto da Confederação.

Nota de rodapé num caso, nenhuma referência no outro. Só compreendo de uma forma - para não atrair demasiados olheiros e assim impedir que nos levem o nosso Capitão. Nem o Porto Canal, nem o Clube, nada. Na minha óptica é bastante injusto.

O Porto Universal está orgulhoso do nosso menino, por isso aqui fica o destaque e o seu agradecimento, muito maduro, como sempre. Parabéns Rúben!

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

O Sentimento Difuso


Numa altura em que hoje o NGP fala de que quer Rúben Neves aqui muitos anos e que ele seja a referência da Mística para gerações vindouras, que se estabelecem novos recordes de vitórias, que continuamos novamente invictos na Champions League, não deixa de ser um paradoxo absurdo que se oiçam assobios no Dragão quando o jogo é mais controlado, lento ou pausado.

Também é curioso dar uma olhada na marcha lenta que grassa a Bluegosfera, tão afoita a encher posts e caixas de comentários quando as coisas correm menos bem ou mesmo mal, e tão desertas quando tudo está bem. Compreendo o propósito catártico que podem cumprir este e outros espaços bluegosféricos, mas deviam também ser o eco da alegria e optimismo do Coração Azul e Branco.

O que faz pensar: existirá mesmo essa alegria? Existirá satisfação no adepto Portista? Ou será "menor" estar feliz e agradecido às alegrias que nos são oferecidas? Será vaidade e ego que impedem de reconhecer que, afinal, isto não está assim tudo perdido?

A estrada é larga e cheia de socalcos, não existe perfeição no futebol - Lopetegui dixit - mas será que temos que estar mesmo à espera que o céu nos caia em cima das cabeças?

Não contem comigo para esse peditório. estou satisfeito com o progresso da minha equipa, com a multiplicidade de soluções e competitividade no plantel, com as decisões técnicas, com o próprio técnico e até, pasme-se, com o rumo directivo.

Sou um orgulhoso surfista da crista da onda, neste momento, porque estive com a minha equipa na tempestade, contra tudo e contra todos. Nem a meio vamos, falta muita estrada, mas mantendo este nível de seriedade, a minha confiança é plena. Há sempre ciclos complicados, dificuldades à frente, até à obtenção do título, e este fim de semana temos de conseguir uma vitória bem especial contra uma muito boa equipa. Mas há razões para estar confiante nos nossos. E isso não é mau. É muito bom.

Convido-vos a navegar esta maré calma comigo, falando do bom e positivo na caixa de comentários em baixo. Ela, afinal, também serve para o contentamento.

No entanto, onde para uns há muitas vitórias morais, para outros há trabalho, esforço, dedicação, superação. Esse é o caminho do FC Porto. E alegra-me que assim seja. É sinal que não precisamos de mais ninguém. Que somos auto-suficientes. Que Somos o FC Porto!

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Análise FC Porto - Maccabi Tel Aviv (Fase de Grupos Champions League) [ADENDA RIDÍCULO]


Nem bom nem mau, antes pelo contrário. Se me pedissem para resumir este jogo, te-lo-ia feito desta forma. E isso bastaria para se perceber o "espírito da coisa" de ontem.

Em primeiro lugar, convenhamos, estávamos todos incapazes de saber o que tínhamos pela frente.  Por muitos vídeos que tivessem visto, sou capaz de apostar que a preparação de outros jogos é feita de uma forma diferente. E isso notou-se. Se entramos à Porto, à primeira reacção amarela notou-se a confusão das marcações, a falta de noção clara de quem tapava o quê, quem dobrava quem, quem pressionava este e aquele. O que, diga-se a bem da verdade, o Maccabi não fez. A forma como controlaram completamente Aboubakar e como punham sempre um enxame à volta de Brahimi mostrou que eles sabiam exactamente quem nós éramos.

Num dia histórico, em que Rúben Neves se tonou o mais jovem Capitão de sempre da Champions League, notou-se que o nosso menino acusou um pouco o peso disso e não esteve tão esclarecido como noutros jogos. Aliás, se há alguém a quem se podia colocar um balão de banda desenhada a dizer "???" sobre a cabeça, era mesmo a Rúben. Valeu Imbula, o Transportador, para salvar uma certa falta de "saber o que fazer" de Rúben neste jogo. É difícil estar a estudar um adversário no campo.

Mas, no pico da confusão, numa altura em que a "onda amarela" estava a subir, Layún faz um exímio cruzamento para a cabeça de Aboubakar (não, Queiroz, não foi um frango, experimenta levar com um adversário a rematar de cabeça a 50 cm da tua cara) que acalma os corações Portistas, e, pouco depois, o mesmo Rei Bakar faz uma assistência para a fantástica passada vertical de Brahimi que sentencia o jogo num excelente remate. 


E, honestamente, acabou. Daí para a frente - estávamos a caminhar para o fim da primeira parte - foi gerir o resultado, e pensar no jogo com o Braga, o próprio André André admitiu. E notou-se.

Na segunda parte, portanto, deu-se a vez ao Maccabi, baixou-se as linhas e jogou-se no típico "ok, pronto, já está" que, insisto, é uma característica do FC Porto de antes de Lopetegui. Quando Imbula sai, por troca com Danilo, vai-se o controle do jogo, a posse é dada ao Maccabi, mas também, e é facto, nunca se deixou de procurar o terceiro. Tivemos bons apontamentos, mas jogamos num claro modo de "tirar o pé" e isso notou-se, excepto Cristián Tello, que entro no lugar de Corona, e que por pouco não marcou - merece titularidade - André André e Maxi, sempre bons em tudo e todo o lado e Brahimi que, passe alguns exageros, foi o maestro deste jogo.
Tivemos uma vitória boa, esclarecedora e justa, sem nenhuma exibição de gala. Em Tel Aviv tenho a certeza absoluta que faremos bem melhor. Porque podemos. Mas, não deixo de sublinhar, com um sorriso nos lábios, que é a primeira vez que o FC Porto de Lopetegui tira o pé na Champions a pensar num jogo do campeonato. Fico feliz. Consciência de que, domingo, é para vencer ou vencer, e ficar ainda mais líderes.

Ah, e já agora, o "Lopatêgo" leva 20 jogos a vencer em casa - segundo melhor da História do FC Porto, atrás apenas de Artur Jorge. Impressionante. Pelo menos, para mim.




Brahimi - O nosso pequeno argelino parte os rins de tudo e todos! A intensidade que ele está a pôr nos jogos - e diga-se, não só da Champions - está uns furos bem acima daquilo que se viu, em média, no ano passado. Como este ano não há CAN, esperemos tê-lo assim até ao fim, e dar-lhe o título que faz por merecer. Foi a referência de um ataque algo perdulário, e pareceu sempre andar a uma velocidade mais rápida do que a dos demais.

As formigas atómicas - Maxi e André André são, neste momento, absolutamente indispensáveis no FC Porto. A forma como não desistem, como resistem a tudo que é ataque e como ainda se conseguem superar, é fantástica. São o estilo de jogadores que mais aprecio - não fazem exibições de encher o olho, jogadas fantásticas per si, mas são a "cola" de tudo isto. Absolutamene brilhantes, como sempre.

Imbula - Cada vez mais, a pedra angular do FC Porto. Muito se reclamou com Imbula, mas hoje em dia, é a primeira definição do ataque e a primeira linha da defesa. Lopetegui poupou-o para Braga. Fez bem. Mas que se notou, notou. 

Cristián Tello - Absolutamente impossível de marcar sem falta, é bom ver o nosso Tello de volta àquilo que nos faz sonhar. Um extremo de qualidade, bom a cruzar, difícil de defender, sempre à procura do golo. Merece titularidade, já. 

Casillas - 51 jogos da Champions sem sofrer golos. O guarda-redes que consegui esta marca impressionante foi Iker Casillas. E foi com a nossa camisola. E com aquilo que faz o nosso ser um dos melhores do mundo - todo o jogo a dormir, no final, uma defesa extraordinária a manter a nossa baliza inviolada e o nosso registo impecável. Bravo, San Iker.


Tremelique e desnorte defensivo - Bem sei que enfrentavam o escuro do desconhecido na frente, mas entregar a posse de bola, falhar dobras e permitir ao Maccabi entrar por ali dentro só não deu asneiras por milagre. E por San Iker. Mal Danilo, mal Layún, mal Rúben a defender - este último acho que a acusar a pressão da Capitania. Curiosamente, a posse de bola controlada só chegou com...Herrera. Estranho. A ver e rever e re-rever.

Corona - Nada. Zero de magia, zero de explosão, zero de interesse. Passou totalmente ao lado do jogo. Nos antípodas de Brahimi.

Ok, pronto, já está - Aplaudo que se pense no campeonato, mas caramba, menos, ok? Obrigado.

ADENDA: Ridículas as capas d'A Bola e do Record. Mas continuem, por favor. Quanto maior o ego, maior a queda. A mais melhor equipa deste e d'alem mundo vai precisar do vosso... colinho.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Antevisão FC Porto - Maccabi Tel Aviv (Fase de Grupos Champions League)


Antes de mais, dizer que hoje esta é a imagem que ilustra o post porque celebra(re)mos um facto que muito nos orgulha. Rúben Neves será o mais jovem capitão de equipa de sempre da Champions League. Isto não é nenhuma brincadeira. Um jovem de 18 anos feitos há pouquíssimo tempo vai estar à frente na fila de Iker Casillas, por exemplo. Como sou pai, devo dizer que aquela família nem deve dormir com tal felicidade. E é inteiramente merecida. Rúben Neves não é só superior na leitura de jogo e na capacidade do passe. É um miúdo (desculpem, tenho uma filha com 16, este rapaz para mim é um miúdo) com uma maturidade absolutamente excepcional. Já o vi, sem medo, a dar instruções, já o vi incentivar a equipa e o seu Portismo é, para mim, a toda a prova.

Posto isto, falemos de bola. Ainda bem que Lopetegui não é parvo e não veio - nunca vem! - com o discurso de facilitismos e companhia limitada. Nesta jornada dupla contra o Maccabi joga-se literalmente o apuramento - ao vencermos os dois, tê-mo-lo garantido e podemos até aspirar ao primeiro lugar, se vacilarmos, podemos deitar tudo a perder. O Maccabi é um ilustríssimo desconhecido, não acredito que haja alguém que me possa dizer qual é o seu estilo de jogo ou equipa provável sem consultar a net. No entanto, Lopetegui frisa bem que se preocupa com o seu próprio jogo e mais nenhum. Acho muitíssimo bem. Ser fortes, pressionantes, acutilantes e, principalmente, eficazes é fundamental. Tudo o resto será o sortilégio do jogo.

Estou curioso para ver se Lopetegui não pôe Cristian Tello na equipa principal, acho que merecia esse voto de confiança. Já foi importantíssimo na Champions League muitas vezes. E acho que está a regressar à sua forma mais interessante. Saúda-se o regresso previsível de Marcano para um M&Ms diferente, mas sempre necessário.


Helton e Casillas (guarda-redes); Maxi, Martins Indi, Marcano, Rúben Neves, Brahimi, Aboubakar, Dani Osvaldo, Tello, Evandro, Herrera, Jesús Corona, André André, Miguel Layún, Danilo Pereira, Alberto Bueno, Imbula e Cissokho.


Casillas; Maxi, Marcano, Indi, Layún; Rúben Neves, Imbula, André André; Brahimi, Aboubakar, Tello;


segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Análise FC Porto 4-0 Os Beleneses (7ª Jornada)

Foto de José Lacerda

Foi uma noite boa e plena. Uma noite de uma goleada tranquila, num crescendo até a um fim orgásmico e um descanso merecido, que o FC Porto já não tinha há que tempos. Confesso, fiquei emocionado aos 89 minutos, ao ver tocar a bola com a calma e a endorfínica sensação do dever cumprido.

O jogo começou com trocas rápidas de bola, teve uma fase mortiça de meia hora - mas onde, a bem da verdade, tivemos azar, parecia que as pernas dos jogadores do Belenenses tinham ímanes para atrair tudo. A fechar a primeira parte, lesão séria do Maicon - provavelmente uma ruptura muscular - bem substituído por Danilo. 

Na segunda parte tivemos um FC Porto à Porto, pleno de intensidade e de vontade de resolver o jogo com qualidade e assertividade. Se o final da primeira parte já tinha trazido um acréscimo de ofensividade, a segunda parte teve um FC Porto outra vez, comandados por um endiabrado Brahimi. Depois do terceiro golo veio a merecida tranquilidade e com ela o pensamento no momento seguinte. A diferença é que, agora, partimos para ele líderes e com uma vitória gorda a fazer o icing on the cake.

Queria destacar, antes das notas propriamente ditas, uma superiora defesa de Casillas que nos garantiu uma tarde tranquila, ao invés de corrermos atrás do resultado (e o igualar da sua melhor marca pessoal, quatro jogos sem sofrer golos, em casa, para o campeonato), de uma entrada esforçada de Tello, que conseguiu fazer já a sua primeira assistência, da forma como Danilo, abnegadamente, cumpriu uma função que não era a sua de uma forma competente, e da alegria de Osvaldo, que até sacudiu o mau-olhado. Para alguém "conflituoso e difícil", que cumpre sempre competentemente nos minutos que lhe são averbados e até festeja o golo com técnicos do FC Porto, não me parece mal.



Brahimi - Fantástico jogo do argelino, tenho a certeza a querer dar uma demonstração cabal de que não se esforça só para a Champions. Fez um pouco de tudo, partiu os rins da defesa do Belenenses, assistiu colegas, marcou de cabeça (!) e deu a marcar. Assim, Yacine, terás o Dragão a teus pés. Parabéns. E obrigado.

Rúben Neves - O nosso menino é Capitão do FC Porto aos 18 anos. Parabéns! No entanto, inteiramente merecido. Não me canso de dizer, a sua maturidade, liderança e visão de jogo supera em muito a sua idade cronológica. Um orgulho partilhado com a Nação Portista.

Imbula - Imbula fez outro jogo de grande segurança. Menos velocidade, um pouco menos de concentração, mas a sua presença em campo garante recuperações de bola e assertividade no passe, bastante importantes para um controlo do jogo dominante.

Marcano - Nada passou pelo ar, a nossa Trave Silenciosa fez um jogo de comando, especialmente após a saída de Maicon, de grande qualidade. O golo - que já procurava desde o ano passado - foi um prémio merecido.


Jorge "pode ser" Ferreira - Faltas a nosso favor? Quase inexistentes. A dualidade de critérios pode influenciar um jogo, se do outro lado não estiver uma equipa que se habituou ao "Contra tudo e contra todos". O amarelo ao Maxi - que o afasta de Braga - é de um boçal ridículo, e de encomenda. Não faz mal, supera-lo-emos na mesma.

Jogos em dia eleitoral - Não se admite. Este blog é 100% apartidário e apolítizado, respeitando as opções de cada Dragão, mas a verdade inquestionável é que as duas afastaram as pessoas dos eus respectivos fóruns. A não repetir.

O Pós-Jogo - O Record e a Bola dão notas de rodapé sobre a goleada, O Jogo acha que a vitória não foi nada de especial. E novidades?

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Notas Soltas Das Selecções [ADENDA COLINHO: O REGRESSO]


Acho muito relevante começar este post por vincar bem a fantástica prestação dos renovados Sub-21 ontem, mormente os nossos Rúben Neves e André Silva. Rúben mostrou toda a sua categoria e sabedoria posicional, pondo em evidência o extraordinário jogador que sem dúvida é, e que é seu, sem dúvida, o futuro da sua posição.

Mas quero, mais que tudo, dar relevância a André Silva. Um ponta de lança forte, possante, com faro de golo. Mas quero também pedir à comunidade Portista para não embandeirar em arco e deixar o jovem André crescer com qualidade, integrar a equipa nos seus espaços e tempos próprios. Uma coisa é jogar contra jovens - e uma equipa com muito espaço e linhas abertas como a da Albânia - outra é pôr-lhe a responsabilidade nos ombros de ser o ponta de lança do FC Porto. Claro que, tal como com o Gonçalo - mas por favor, com um pouco mais de critério! - há que assegurar que o André não vai a lado nenhum. Depois de um período de incerteza, é bom ver que o potencial que sempre teve está a crescer de uma forma coerente e concreta! Parabéns, rapaz!

Também no México tem sido muito bom ver Herrera a recuperar a confiança. Eu sei que está a jogar perto da área - à atenção de JL - e que o espaço é aberto pelas selecções quererem ganhar e não estarem a jogar na sua máxima força, mas acho que também deve ser motivador para o Hector Miguel não ser brindado com um coro de assobios de cada vez que toca na bola por parte dos "seus" adeptos. Uma referência também para Layún que me parece ser a alternativa de ataque que procurávamos na grande maioria de jogos. Acho que recuperamos o equilíbrio. A confirmar no sábado.

Associo-me ao SDValadares no meu repúdio ao design do novo cartão. Acho que é uma coisa tão importante para um Portista que é quase uma questão umbilical. Ter o Brasão Abençoado num cartão descaracterizado, absolutamente imperceptível a olho nu e ainda por cima depois de se ter pedido 10€ por ele, é mesmo uma forma gritante de desrespeito, não só pelos adeptos, mas pela História e Simbologia do Clube.

Só vou falar nisto por causa do moralismo dos viscondes, por isso cá vai: aqueles que passam a vida a pregar a moral no futebol, no final estão na mesma prática que todos. O Nosso Grande Presidente assume-se como profissional. Não é hipócrita. E assim é que deve ser.

ADENDA: E porque não quer o FC Porto as nomeações? Por causa disto: Bruno Paixão na Luz, João Capela em Arouca. Qualquer outra combinação - qualquer outra! - seria menos evidente para o que vem aí, mais um roubo de Capela. Falhadas as contratações, segue-se o Nomeações. Vamos tratar de golear. E Julen, só para o lixar: Cissokho na esquerda, Layún na direita. Ok? Tu já sabes ao que vais. Não sejas anjinho!