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quinta-feira, 25 de maio de 2017

Humildade, Competência e Trabalho

São tempos de nervo e urticária, estes da perene incerteza de não conhecer o que aí vem. É necessário, como nunca antes na história recente do FC Porto, um treinador capaz de aplicar a HCT - Humildade, Competência e Trabalho. Cabe aos dois senhores acima - e a mais absolutamente ninguém  (ou assim deveria ser) - a escolha de um nome que caiba dentro destes princípios. Explico-me.

A meu ver, a Humildade é um princípio deveras importante. Não se pode querer ser a última Coca-Cola e querer dispor de um plantel cheio de estrelas - esse não era o caminho do FC Porto e não pode voltar a ser. Para lá dos 116M que devem ser realizados neste defeso - de vendas e não de mais valias - e que, contas feitas, ver-se-á não ser um trabalho tão hercúleo, há que diminuir drasticamente a folha salarial e dar oportunidade óbvia a uma formação multiplamente titulada - mais titulada do que a equipa principal - e saber potenciar o seu talento. Esse é o caminho da sustentabilidade e do crescimento. E desde já advirto - deve ser feito sem pressas. Mas sobre isso, mais lá para a frente.

A Competência também é chave. Mais do que Portistas dos quatro costados - que Mourinho, Jesualdo, Fernando Santos, por exemplo, não eram - é necessário alguém que vista a camisola por inteiro, que defenda o FC Porto por inteiro, que esteja em consonância política e determinística com a orientação da Direcção. É necessário que esse nome não se considere maior do que o Clube, nem que esteja a fazer um favor em vir treinar o FC Porto. Estamos sempre na luta pelo Campeonato, estamos na Champions e temos títulos ao alcance e sempre um bom plantel à disposição técnica. De uma vez por todas, chega de ser uma escolinha e uma rampa: treinar o FC Porto deve ser um honra, não um degrau.

E o Trabalho é fundamentalporque fazer uma boa equipa dará trabalho. O paradígma do FC Porto tem de ser o de uma equipa de alicerces e de base, que não se desmantele de ano para ano, e por isso com a natural latitude e consciência de que um crescimento que se quer sustentado levará, necessariamente, o seu tempo. Já o disse e repito: se for necessário haver uma Dragon Force como o grande Moncho fez no basket, pois seja. Abandone-se o concurso de pilas e haja a humildade de querer fazer as coisas com uma visão profunda e ampla - sem o curto prazo como imediata pressão. O que interessa é construir o nosso Caminho, não evitar o dos outros. A pressa é inimiga da perfeição.

Assim sendo, não há muito tempo para escolher, mas quero deixar claro o seguinte: pouco me importa se o nome escolhido seja o primeiro ou o 25º da lista. Tem de ser é negociado com o pano de fundo simples: o FC Porto é o que é, na sua Cultura e Tradição. Quem vier tem de dar TUDO pelo Clube. Quem estiver disposto a menos que isto, siga em frente!


Curiosamente, quando passam as vendas e os favores estão retribuídos, volta tudo a su sítio: o Varelinha que não vale um chavelho na bancada, o Renatinho nos Sub-21 e uma convocatória criteriosa a acontecer. Parabéns José Sá pela primeira internacionalização A de muitas. Mereces, miúdo. 

E então e agora, ratazana? Como é? Fazes um programa a defender o video-árbitro só com gajos do clube do regime e depois sai isto? Ó carago! Já perceberam que vai ser mais difícil controlar, não é? Queriam o VA só em jogos irrelevantes? Pois é, ratazana! Não é menos do que mereces, ser sodomizado por aqueles que passas a vida a felaciar!