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| Foto de José Lacerda |
Foi uma noite boa e plena. Uma noite de uma goleada tranquila, num crescendo até a um fim orgásmico e um descanso merecido, que o FC Porto já não tinha há que tempos. Confesso, fiquei emocionado aos 89 minutos, ao ver tocar a bola com a calma e a endorfínica sensação do dever cumprido.
O jogo começou com trocas rápidas de bola, teve uma fase mortiça de meia hora - mas onde, a bem da verdade, tivemos azar, parecia que as pernas dos jogadores do Belenenses tinham ímanes para atrair tudo. A fechar a primeira parte, lesão séria do Maicon - provavelmente uma ruptura muscular - bem substituído por Danilo.
Na segunda parte tivemos um FC Porto à Porto, pleno de intensidade e de vontade de resolver o jogo com qualidade e assertividade. Se o final da primeira parte já tinha trazido um acréscimo de ofensividade, a segunda parte teve um FC Porto outra vez, comandados por um endiabrado Brahimi. Depois do terceiro golo veio a merecida tranquilidade e com ela o pensamento no momento seguinte. A diferença é que, agora, partimos para ele líderes e com uma vitória gorda a fazer o icing on the cake.
Queria destacar, antes das notas propriamente ditas, uma superiora defesa de Casillas que nos garantiu uma tarde tranquila, ao invés de corrermos atrás do resultado (e o igualar da sua melhor marca pessoal, quatro jogos sem sofrer golos, em casa, para o campeonato), de uma entrada esforçada de Tello, que conseguiu fazer já a sua primeira assistência, da forma como Danilo, abnegadamente, cumpriu uma função que não era a sua de uma forma competente, e da alegria de Osvaldo, que até sacudiu o mau-olhado. Para alguém "conflituoso e difícil", que cumpre sempre competentemente nos minutos que lhe são averbados e até festeja o golo com técnicos do FC Porto, não me parece mal.
Brahimi - Fantástico jogo do argelino, tenho a certeza a querer dar uma demonstração cabal de que não se esforça só para a Champions. Fez um pouco de tudo, partiu os rins da defesa do Belenenses, assistiu colegas, marcou de cabeça (!) e deu a marcar. Assim, Yacine, terás o Dragão a teus pés. Parabéns. E obrigado.
Rúben Neves - O nosso menino é Capitão do FC Porto aos 18 anos. Parabéns! No entanto, inteiramente merecido. Não me canso de dizer, a sua maturidade, liderança e visão de jogo supera em muito a sua idade cronológica. Um orgulho partilhado com a Nação Portista.
Imbula - Imbula fez outro jogo de grande segurança. Menos velocidade, um pouco menos de concentração, mas a sua presença em campo garante recuperações de bola e assertividade no passe, bastante importantes para um controlo do jogo dominante.
Marcano - Nada passou pelo ar, a nossa Trave Silenciosa fez um jogo de comando, especialmente após a saída de Maicon, de grande qualidade. O golo - que já procurava desde o ano passado - foi um prémio merecido.
Jorge "pode ser" Ferreira - Faltas a nosso favor? Quase inexistentes. A dualidade de critérios pode influenciar um jogo, se do outro lado não estiver uma equipa que se habituou ao "Contra tudo e contra todos". O amarelo ao Maxi - que o afasta de Braga - é de um boçal ridículo, e de encomenda. Não faz mal, supera-lo-emos na mesma.
Jogos em dia eleitoral - Não se admite. Este blog é 100% apartidário e apolítizado, respeitando as opções de cada Dragão, mas a verdade inquestionável é que as duas afastaram as pessoas dos eus respectivos fóruns. A não repetir.
O Pós-Jogo - O Record e a Bola dão notas de rodapé sobre a goleada, O Jogo acha que a vitória não foi nada de especial. E novidades?