segunda-feira, 13 de junho de 2016

Alturas De Silêncio


Tenho estado parado por aqui, mas não tem sido por não querer escrever. Não tenho nada para escrever, porque tudo está a ser feito com a descrição que é devida - e ainda bem. Dos poucos rumores que vou ouvindo - e não passam de rumores - parecem-me muito arraia miúda para serem fundamentais. Oficial, só vinda de João Carlos Teixeira, um médio-ofensivo de 23 anos que parece ser um jogador com um bom passe, bom remate e um interessante sentido posicional. Podemos ver uns vídeos aqui e  aqui, que, naturalmente, valem o que valem. Chega a custo zero e tem contrato válido até 2020.

Tenho a certeza que a Direcção sabe da importância vital deste ano e do quanto é importante construir uma grande equipa para chegar aos objectivos. Não me passa pela cabeça que se façam, este ano, negócios com interesses laterais, pois seria brincar com um perigoso fogo da impaciência da massa adepta. Se há altura para pôr o FC Porto à frente de tudo o resto, ela é AGORA.

Que este silêncio seja um sinal de maturidade e abnegação.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Dois Parágrafos

Fico muito feliz e comovido com o grande Portismo que vejo nos miúdos. Ontem, ao ver mais uma fantástica peça do Ricardo Amorim - que não consegue fazer nada mal feito - pude comprovar que o Portismo do Futuro será pleno de Raça, Mística mas também uma irmandade que, sabendo ser aproveitada, poderá dar grande frutos nos próximos anos. Uma coisa é certa: a estes ninguém terá de ensinar o que é Ser Porto, mesmo que se chamem Tony Djim, Madi Queta ou Ayoub. Falam português, entregam-se até ao último fôlego, são dos nossos. A Casa do Dragão faz mesmo maravilhas!

Continua a boa progressão mexicana. Corona, apesar de mais uma exibição irregular, assistiu Chicharito Hernandez para o 1-0. Herrera fez a assistência para o segundo em mais um jogo de MVP e Layún esteve fantástico a lateral direito, fazendo aquele corredor como uma seta e com os seus passes açucarados. Menos sorte teve Maxi Pereira com o Uruguai a perder com a Venezuela, num jogo onde foi pouco preponderante e onde se nota que a sua selecção não está no seu melhor potencial.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

O FC Porto Nas Selecções: Magia E Qualidade

 Ontem a selecção rebentou com a Estónia numa grande exibição de Quaresma no seu lado solar que todos apreciamos, pleno de magia e unicidade, que toldou completamente a Estónia e a sua frágil defesa. Foi o seu melhor, quando soube ser solidário com Ronaldo, com Danilo e com Éder. Evidentemente, todos gostaríamos que este Quaresma estivesse ainda no FC Porto. Mas este é o lado solar....

O nosso Pânzer foi igual a si próprio, com um grande golo de bola parada e a solidez defensiva que todos lhe reconhecem. Para mim, seria indiscutível. Veremos o que diz Fernando Santos.

É com muito agrado que vejo que, finalmente, os comentadores e paineleiros "tiram o chapéu de coco" a Ricardo Quaresma. Afinal existe. Só foi preciso, realmente, ter saído do FC Porto. Ridículos na sua pequenez.

terça-feira, 7 de junho de 2016

Portismo Corajoso

Hoje em dia é moda dizer-se que tudo o que é FC Porto é mau. A direcção à horrível, a gestão péssima, o scouting não existe, o treinador não tem estaleca para o FC Porto, os jogadores não têm Mística. Os profetas da desgraça amontoam-se, as loas no particípio passado multiplicam-se, parece que o Futebol Clube do Porto está perto do fim. Finito, dizem muitos.

No entanto, cabe-me recordar que há quase dois meses tivemos eleições onde não foi apresentada qualquer lista alternativa. Convém lembrar isso de quando em vez, na altura em que muitos suspiram por um novo Messias que venha tirar-nos do Vale das Sombras. Eu gostava que essa alternativa se tivesse apresentado a tempo e horas, mas todos aqueles que aparentavam sê-lo negaram avançar na altura devida.

Todos desejamos o contrário, mas, se se verificar o pior possível em termos do FC Porto, seja necessário um novo rumo e aí sim, quando estiver tudo em cacos, alguém se chegar à frente, há que lembrar sempre da COBARDIA de tal candidato que, em vez de o tentar salvar, resolveu esperar que o castelo desmoronasse.

É bom que ninguém esqueça disso. As instituições salvam-se a tempo. Depois, só poderão ser reconstruídas. E que nenhum ego e ambição pessoal esteja acima do Futebol Clube do Porto!

segunda-feira, 6 de junho de 2016

FC Porto Nas Selecções: O Regresso Do Patinho Feio

 Durante esta silly season, e uma vez que a minha selecção é o FC Porto, vou fazendo compêndios dos jogos onde entram jogadores do FC Porto. Ontem o México de Herrera, Layún, Conona e Reyes - todos eles titulares - venceu o Uruguai de Maxi Pereira - também ele titular, tornando-se o jogador mais internacional de sempre do Uruguai com 113 internacionalizações - por 3-1, num jogo em que Herrera esteve em grande destaque.

Herrera jogou em zonas adiantadas do terreno, entre o 10 e o segundo avançado, como costuma fazer na selecção do México, com grandes resultados, e aos 3 minutos teve um cabeceamento que foi 3/4 do golo (só foi autogolo do nosso conhecido Palito porque lhe tocou na cabeça antes de entrar). Durante o jogo foi um autentico cavalo de corrida, espinha dorsal de um México que jogou em passada rápida como Herrera mais gosta e onde está mais confortável. Teve, ao longo do jogo, quatro bons remates, dois deles rendundando em golo, a abrir e a fechar a partida.

Layún ajudou na lateral defendendo bem, tentando fazer os seus cruzamentos de marca e tendo um remate que sai muito por cima. Reyes jogou a trinco/central e Corona esteve algo apagado, sendo substituido aos 61'. O resumo da partida pode ser visto aqui.

Herrera vai ser um caso de estudo para sempre no FC Porto. Apesar da sua entrega constante, de ser um dos capitães e de deixar sempre tudo em campo nos jogos, tem uma popularidade baixa entre os "exigentes", que frequentemente o assobiavam a cada passe errado. Falo no passado porque é, lamentavelmente, certo que nos vai deixar. O FC Porto está a deixa-lo jogar na Copa América Centenário, para poder subir um pouco a parada da sua venda, que será bem acima dos 20M. Assim, adivinha-se uma mais-valia financeira perto do dobro do seu custo. Há quem diga que isso é pouco.

Hector Miguel Herrera sempre honrou a camisola, sempre falou do FC Porto, dos seus adeptos e dos seus colegas com o máximo dos carinhos e  não duvido que será sempre um Dragão. Sou capaz de apostar que vai sair daqui para uma carreira de preponderância e sucesso. Como muitos dos que cá são menos bem vistos. 

É a minha convicção que esta pausa de selecções mostrará, uma vez mais, a real valência grande do plantel do FC Porto. E que a maioria joga muito mais do que conseguiu fazer aqui. Há muito potencial, mas é preciso que também os adeptos deixem de seguir o discurso nacional-verificanismo dos media, que foram capazes de dar destaque a um Raúl Jiménez que entrou a sete minutos do fim e ignorar Herrera. Há que mudar a atitude. Temos muito e bom talento. NES saberá potenciá-los. É fundamental meter o assobio no recto.

domingo, 5 de junho de 2016

Anteradas


A formação sub-19 é bicampeã. Ganhou o jogo de ontem por um 3-2 emocionante e soube ser forte e lutadora na altura dos apertos, apesar do sportem também ter vencido o seu desafio. Uma vez mais António Folha prova que tem um talento imensíssimo e é um grande motivador, uma vez que a equipa de sub-19 começou esta fase final de uma forma oscilatória e um pouco abaixo dos pergaminhos, mas depois de uma vitória suada sobre a Académica soube "encaixar-se" para vencer e levantar a Taça que tem direito.

É injusto estar a dar destaque a este ou aquele miúdo - são, afinal, miúdos - mas salta à vista que o FC Porto tem, a esta altura, uma formação de excelência e muita matéria prima para potenciar, perfeitamente identificada com o Ser Porto que se precisa e, em muitos casos - e ainda bem que são muitos! - qualidade a rodos para criar uma base sólida de um FC Porto à Porto e de umas vendas bastante interessantes.

Uma coisa acho curiosa: temos, dos Bs para baixo (B, sub-19,sub-17, etc) um scouting que se tem revelado bastante interessante e com uma taxa de sucesso muito boa. E esta gestão tem mão directa de Antero Henrique, o homem mais criticado de toda a SAD. De alto a baixo, é cada vez mais claro que a Casa do Dragão forma, mais do que futebolistas, indivíduos, cria uma relação umbilical com o Clube e uma camaradagem - irmandade pura - absolutamente de betão. Os resultados estão à vista: raça, querer, humildade, treino, intensidade, ligação.

E assim, um paradoxo se torna cada vez mais evidente: se no escalão formativo há toda esta união e evidente cultura à Porto, a que se se deve esta assimetria tão grande com a equipa principal? É algo a meditar. A mim parece-me que está muito para lá de um só homem, e que há muito mais a fazer e a pensar. Se a isso juntarmos as modalidades - parabéns a Rafael Reis, da W52 FC Porto, que venceu o Prémio JN (chamou-lhe um figo!) - temos um Clube que, à excepção dao que se passa na equipa principal, continua a ser a mesma força dominante que sempre foi. 


A causa da assimetria merece meditação. Há que mudar os procedimentos e arrancar as ervas daninhas que estão a impedir o crescimento da equipa principal de futebol. Há muitas mais causas para lá de um só indivíduo. Que, insisto, parece que até faz um bom trabalho em todos os lados, menos num, aparentemente.

Já agora, como neste FC Porto actual se crucifica quem acabou de chegar, acho que o autor disto vale 1,5M. Mas isso devo ser eu, que sou "crente", se calhar.

sábado, 4 de junho de 2016

Ó Tempo Volta Pra Trás (Mas Calminha Com O Andor)


A memória tem um mecanismo de protecção contra o trauma e depressão muito interessante chamado "nostalgia". Está provado cientificamente que os detalhes se esbatem na memória, tornando apenas os factores fortemente impressivos como um planalto na recordação de tempos idos. A generalização torna-se omnipresente, tornando o parcial total e afastando os momentos que não satisfaçam essa generalização. Até a memória eidética, conhecida como memória fotográfica, apela unicamente a detalhes e não compraz toda a experiência de uma vida, por esta não caber no espaço consciente.

Serve esta introdução para dizer que é absolutamente natural que se pense que "dantes é que era bom" e que "aí é que havia mística", quando não era bem assim. Todos fizeram jogos de porcaria, todos perderam pontos com equipas de menor dimensão, faz, aliás, parte da vida. Não se pode ganhar sempre e, quando isso acontece, algo não está bem. Posto isto, os jogadores de antigamente não eram heróis impolutos, abnegados seres que só viam azul e branco: eram profissionais, uns mais outros menos, talentosos, uns mais outros menos.

Não acompanho aqueles que pensam que a solução do nosso momento presente está num regresso ao passado, que suspiram por glórias Portistas que estejam em actividade. Sempre adorei Lucho González, mas tenho a plena consciência de que o que foi não volta a ser, mesmo que muito se queira, não seria o mesmo Lucho se voltasse, se calhar pouco jogaria. Compreendo aqueles que pensam que falta alguém que transmita a mentalidade de Ser Porto, mas para isso está lá o treinador e, sinceramente,  não percebo então para que serve Helton, que está cá há 10 anos. Mesmo então que descontemos Helton, Casillas é um multitituladíssimo jogador e Danilo tem todo o perfil de comando que precisamos - de caras. Se algo Moncho López nos pôde ensinar foi isso mesmo, que a superação da adversidade pode ser feita no grupo presente. E se se quiser ir buscar alguém como ponto de referência, deve ser alguém que põe o colectivo à frente do individual, que seja abnegado e jogue para a equipa.

E depois, nunca esquecer, estamos numa era onde as equipas todas têm conhecimento tecnicó-táctico grande e a exigência física é elevadíssima. Quantos das "Glórias da Mística" nem calçariam hoje em dia? Moncho López fez uma equipa com uma base que o acompanhou da Proliga e se identificava com o Clube e polvilhou-a com talento contratado. Também temos isso na nossa equipa actual! Temos Portistas desde pequeninos (André Silva, André André, Rúben Neves, Sérgio Oliveira, Chiicão Ramos) e mais quem suba da equipa B, temos um líder natural perfeitamente imerso no Ser Porto - Danilo Pereira - e caramba, temos um jogador que já foi Capitão da maior equipa do mundo e da selecção campeã do mundo que é Iker Casillas. É uma pessoa respeitadíssima por tudo e todos e, para mim, seria um paradoxo total que não tivesse a braçadeira no próximo ano, especialmente se Helton sair! E depois, temos jogadores raçudos como Layún ou Maxi, que dão o litro em campo e, especialmente no caso do primeiro, têm tudo para ser referências do FC Porto! Ponha-se um pouco mais de talento na frente e centrais sólidos, temos uma boa equipa! Construir o futuro no PRESENTE e não no PASSADO!

No entanto, o inverso também é verdadeiro. Os senhores da bolha estão cheios de vontade de pôr o predestinado numa catapulta, carago! Ah, já é indispensável? Já é a base da selecção?  Pá, braçadeira para o Sanches já! Se o ridículo matasse.... Mas, na verdade, não é nada ridículo ou vertigem, é só o vil metal! Sanches tem de jogar para que o verifique encaixe mais 5M - o único prémio mais ou menos possível - da sua venda! Como meretrizes de esquina, mas não merecendo um décimo do respeito que tenho pela difícil história de vida de muitas delas, vendem-se os senhores da bolha por muito pouco, fazendo descarada pressão sobre o seleccionador. Se o seleccionador aceita ou não essa pressão, dirá muito do seu carácter e personalidade. Mas é por estas e por outras que a minha selecção é o FC Porto!

Por último, parabéns à Dragões Diário pela boa resposta ao "senhor" Cadete. Parabéns! Esse é o caminho!