Vitória natural de um FC Porto superior, que se apresentou num onze quase titular, ou que será possível em qualquer jogo do campeonato. Peço desculpa, mas hoje não vou fazer Golos e Faltas. Tenho muito que escrever mas interliga-se.
Acho absolutamente detestável a reacção da maioria dos adeptos à opção de Nuno Espírito Santo em utilizar o onze titular - ou próximo - no jogo de hoje. Na flash interview, NES disse sobre este assunto que "A última vez que estes jogadores jogaram juntos foi com o Nacional, a 1
de outubro. Era importante estarem juntos em competição, consolidar as
dinâmicas. Agora, continuar o crescimento e o próximo jogo é já
terça-feira, para a Champions". Subscrevo inteiramente.
Agora que encontramos uma forma de jogar e um par de avançados que se liga muito bem - que prazer foi ver a ligação Jota e André Silva mais uma vez a funcionar, ainda que, no entanto, o Gafanha estivesse claramente preparado para ela - e que fizemos um jogo bastante convincente, qual era o sentido de estar a partir a equipa outra vez? Se fosse na semana seguinte, como gestão de esforço, ainda entendia, agora, depois de uma paragem?
Mais a mais, não se confunda a Taça de Portugal - um título demasiado importante - com a taça da carica! O Gafanha da Nazaré fez um jogo bastante bom para as suas capacidades, ainda que contando com a complacência do senhor "Pode ser" Ferreira na agressividade com que atacou os jogadores do FC Porto.
Apesar disso, a defesa Portista esteve bastante sólida - Boly ocupou muito bem os espaços, saiu a jogar, deu profundidade ao jogo e ainda podia ter marcado de bola parada - e impediu que o Gafanha fizesse.. o que o Famalicão tentou fazer e o 1º de Dezembro fez mesmo! Essa é a verdade que custa à claque do Gafanha, perdão, aos comentadores da SportTV, que nem conseguiam disfarçar o entusiasmo de cada vez que o Gafanha TENTAVA chegar perto da área Portista. Sem ser entusiasmante e intenso - o subconsciente funciona sempre - o FC Porto controlou totalmente o jogo e não deu espaço para que o Gafanha esboçasse mais do que uma esperança de uma reacção.
Para isso, muito contribuiu o grande jogo de Óliver Torres nas recuperações de bola e no trabalho mais "sujo" de distribuição e defesa, perante um Herrera no modo downtime que ligou muito o complicómetro. Isso permitiu que Otávio pudesse ser o Mago que sabe ser nas zonas de finalização, e que tenha podido marcar o fantástico golo que marcou. Saiu com queixas, há que dosear o esforço do geniozinho, está mais que visto. Parece-me contudo que Óliver está a ter a fava nesta dupla, mas não sei se não será zona onde o Maestrinho está mais confortável.
Também gostei muito do 4x3x3 final e de Depoitre. Tenho a sensação que vale muito mais do que toda a gente acha que ele vale. Marcou um golo à ponta de lança, não deu uma só bola como perdida e deu o ponto de referência que se impunha. Brahimi e Corona também mostraram que merecem muito mais tempo, cada um com as suas especificidades.
Independentemente do que digam daqui a umas horas, a verdade é que fizemos uma melhor jornada do que os outros rivais.
Já agora, num certo off-topic, Brad Tinsley e Jeff Xavier mereciam uns calduços de Moncho López.
ADENDA: É inacreditável - simplesmente inacreditável - a forma como as capas dos jornais do sul fizeram o favor de ignorar o nosso jogo. Ontem, tudo era fantástico e magnífico numa paupérrima exibição lampiónica, como já tinha sido com a lagarta. Lá voltamos nós a um cantinho pequenino à direita. Se for para criticar, 6 a 8 páginas. Se for para dizer bem, cantinho minúsculo.
Insisto, não quero saber. Não estou nem aí para os critérios editoriais da bolha e do rascord. Importa-me, isso sim, que os nossos adeptos não vão na palha que nos querem servir!
Ah, e já agora, vejo críticas por todo lado ao Óliver. Ignoram, com certeza, que a Rojita esteve a fazer dois jogos de grande desgaste para garantir o play-off e o jogo passou todo por ele nesses jogos. Por mim nem teria jogado. Mas entendo a opção de NES. Agora, entre um Danilo muito recuado, um Herrera ausente e um Gafanha durinho, só digo... calma, pessoal, o Óliver deu tudo em campo. Não vão na palha que vos servem.
Independentemente do que digam daqui a umas horas, a verdade é que fizemos uma melhor jornada do que os outros rivais.
Já agora, num certo off-topic, Brad Tinsley e Jeff Xavier mereciam uns calduços de Moncho López.
ADENDA: É inacreditável - simplesmente inacreditável - a forma como as capas dos jornais do sul fizeram o favor de ignorar o nosso jogo. Ontem, tudo era fantástico e magnífico numa paupérrima exibição lampiónica, como já tinha sido com a lagarta. Lá voltamos nós a um cantinho pequenino à direita. Se for para criticar, 6 a 8 páginas. Se for para dizer bem, cantinho minúsculo.
Insisto, não quero saber. Não estou nem aí para os critérios editoriais da bolha e do rascord. Importa-me, isso sim, que os nossos adeptos não vão na palha que nos querem servir!
Ah, e já agora, vejo críticas por todo lado ao Óliver. Ignoram, com certeza, que a Rojita esteve a fazer dois jogos de grande desgaste para garantir o play-off e o jogo passou todo por ele nesses jogos. Por mim nem teria jogado. Mas entendo a opção de NES. Agora, entre um Danilo muito recuado, um Herrera ausente e um Gafanha durinho, só digo... calma, pessoal, o Óliver deu tudo em campo. Não vão na palha que vos servem.




