quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Antevisão FC Famailcão - FC Porto (Taça CTT) e Notas Do Meu Contentamento

Numa taça praticamente perdida - só acaba no fim! - nada melhor do que fazer aquilo que sempre se quis fazer, que é enquadrar os atletas da formação na equipa principal, aos poucos, da forma como deve ser feito. Tenho a certeza que Peseiro vai poder ver a grande valia de nomes como Ismael Diaz, Omar Govea e Francisco Ramos. Sobretudo o primeiro, porque é, para mim, uma muito válida alternativa para a provável saída de Cristián Tello (ver notas). Extremo rápido, de remate potente e faro de golo, é um belo exemplo de que não é necessário ir a fundo ao mercado para se colmatar falhas. Francisco Ramos, Victor Garcia e Govea são jogadores do FC Porto e Portistas que deixam tudo em campo. E isso é o que precisamos.
Helton e Raúl Gudiño (guarda-redes); Martins Indi, Maicon, Rúben Neves, Varela, Sérgio Oliveira, José Ángel, Corona, André Silva, Miguel Layún, Lichnovsky, Imbula, Suk, Víctor García, Ismael Díaz, Francisco Ramos e Omar Govea. 

(4x3x3): Helton; Victor Garcia, Maicon, Lichnovsky, Ángel; Imbula, Rúben, Francisco Ramos; Varela, Suk, Ismael Diaz.

Notas: Estou bastante feliz hoje. Ontem vi a ratazana a guinchar contra nós e pensei: "Alto! Bom sinal! Sempre que a ratazana guicha, é porque sabe que poderemos ser ameaça novamente!" Há, porém, dentro deste divertimento que é ver o senhor verde Santos a arrotar bílis, que relembrá-lo que o problema do FC Porto com Nuno Almeida não foi a expulsão de Imbula ou o penalti de Indi. Foi, sim, aquilo que a ratazana falou a correr e baixinho: a dualidade de critérios. É que Idris deveria  ter ido tomar banho mais cedo, praí aos 30 minutos, e seria um jogo muito diferente, verdade? Pois! Sobre isso não houve imagens colericamente cometadas, pois não? Exacto! Se a ratazana verde se aborrece com o que escrevemos, escrevamos mais! É sinal de que a mensagem passa - e bem!

Já agora, e por falar em mensagem, adoro o Universo Porto! Adorei ver que a estrutura está preocupada com passar a mensagem de união e de cerrar fileiras, de se preocupar em ter uma voz de comando no balneário e que tenha deixado de ter programas inóquos para passar a ter uns que abordem os problemas directamente e sem medos. Assim está melhor. Bem sei que os sinais são ainda tímidos, mas um FC Porto preocupado consigo próprio já está um degrau mais perto daquilo que deve ser. Sinais como o sítio da foto entre o NGP e Peseiro, do professor Jorge Araújo falar de que é necessário Capitania em termos e ter jogadores que queiram estar no Clube, são ideias pensadas e transmitidas que me satisfazem.

Como também me satifaz saber que o Barça pede penalizações da não utilização de Tello e que não estamos preocupados. Bom sinal. Sinal de que, no FC Porto, ninguém vai jogar, literalmente, por decreto, e é preferível pagar a pôr jogar alguém de favor. Pois que vá para a Florentina ou para a banda de lá. Lição aprendida, acredito. O FC Porto nunca foi feito de nomes sonantes, mas antes de sangue, suor e lágrimas. E assim tem de voltar a ser.

Ontem o not sportem lisbon continuou a sua senda vitoriosa, perdendo por 2-0 contra o Portimonense da II liga. Naturalmente, o mestre da táctica jogou com jogadores muito pouco utilizados como Wlliam Carvalho, Montero, Aquilani, Téo Guitérrez, Paulo Oliveira ou Ewerton.  Ah, espera.... pois, a verdade é que Jasus volta a viver a 200 à hora e está já a deixar as suas pedras chave perto do limite. E, por falar em nsl, foi tão querido e comovente ver a ratazana Santos a tentar passar a mão no pêlo de Jasus, ao dizer "não faz isso, está bem? Isso não se faz! Para a próxima dou-te tau-tau" por causa dos agarrões ao árbitro assistente - sim, foram vários - no jogo com o Tondela, bem como o seu irritado/preocupado com Bruno de Carvalho, a generalizar e a pedir à liga para rever a posição de deixar presidentes sentar-se nos bancos de suplentes. Nada de nomes. Plural e generalizado. E embaraçado.

Para terminar, a ratazana e os MaisCoisinhos bem podem tentar desestabilizar Peseiro, mas, no fundo, sabem perfeitamente que ele não tem nada a perder e tudo a ganhar, por isso, será sempre perigoso! Continuem a tentar! Quanto mais falam, mais se mostram! E a vossa gasolina dá-nos força!


terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Peseiro - Transição Experiente


Aconteceu o que temia mas, no fundo, não queria acreditar. Depois de 15 dias à espera, não saiu um nome que unificasse os Portistas ou apaziguasse os Corações Azuis e Brancos, longe disso. Mas saiu, isso sim, uma clara solução de transição que, se tudo ganhar, fica mais um ano, se tudo perder, não vai magoar viv'Alma.

Há coisas positivas em José Peseiro. A começar, a muita experiência. Não há dúvidas que conhece o campeonato português e as suas manhas. Tem aproximadamente a mesma idade do mestre da táctica e até já treinou Iker Casillas - o que não é coisa de somenos para sossegar o guarda-redes e lhe dar indicações. É alguém capaz de pôr a equipa a jogar um futebol positivo. Se chega ou não, veremos.

Uma coisa é certa, e isso deixa-me bastante satisfeito: este não é um treinador para dar peito a bala nenhuma, e vai obrigar quem está muito quieto e calado a mexer-se e a chegar-se à frente. Senão, será um desastre.

Com isso, digo também que não chega um comunicado: a SAD terá de explicar-se bem para não ter uma situação tumultuosa no domingo.

Posto isto, será, a partir de hoje, o meu treinador - bem-vindo José Peseiro.

Nota: Isto é dito da forma errada e, principalmente, no sítio errado. Mas também tem algo de positivo: acaba com o unanimismo, apresenta-se como alternativa e agita as águas - obriga quem de direito a reagir. 

O tempo de silêncio da SAD chegou ao fim. Ou se mexe, ou chega ao fim sem ninguém. Se tudo isto trouxer o FC Porto à Porto, serei um homem feliz. É tudo o que eu quero. Que fale quem manda e que treine quem treina. De outra forma, nada funcionará.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Nada.


Nada. Nada de justificações. Nada de explicações. Nada de responsabilidades. Nada de assumpções. 

Nada. Nada de plano. Nada de rumo. Nada de nada.

Nada. Nada de preocupações. Nada de brio. Nada de liderança. Nada de esperança.

Nada de treinador. Ninguém a dizer nada. Nada de estancar a sangria. Nada de desvalorizar o que parece ser uma fobia.

Nada. Rigorosamente nada. Nada de rumo, nada de vontade, nada de querer, nada de nada.

Nada. Nada de vergonha. Nada de se importar. Nada de olhar. Nada de ver. Nada de reagir a nada.

Nada. Não somos governados por nada. Nada. Neste momento, não somos nada. Nada. Não me apetece dizer mais nada.

domingo, 17 de janeiro de 2016

Análise V. Guimarães 1-0 FC Porto (18ª Jornada)


Lamentavelmente, não podemos dizer que esta derrota seja surpreendente. Lopetegui queixou-se da qualidade dos jogadores. Tiraram-nos onze jogadores de um ano para o outro. Onze. Rui Barros fez, no papel, tudo o que podia. Pôs a equipa em tracção à frente após o frango de Casillas, apostou em um extremo puro e depois nos dois pontas de lança. Não era possível fazer mais.

O problema é que o plantel não é o melhor de Portugal, nem de perto nem de longe. O problema é que é um refugo e vai-se esvaindo como areia numa ampulheta neste mercado de Inverno. Osvaldo, Imbula, Tello... mais os lesionados Evandro e Bueno fazem muita diferença. Não há alternativa aos centrais, há um meio campo estruturado mas não ligado e, na frente, não temos um ponta de lança em termos. 

Não se fazem omeletes sem ovos. Ou então teremos de ter alguém que galvaniza as tropas de uma forma plena, que saiba orientar os sectores e ligar o FC Porto de uma forma que deixe de fazer pensar ser algo à deriva. 

É preciso mais. Que comece já amanhã. Mas que se pense bem que falta muito mais. Que não se pode vender tudo e querer ser algo "à Porto". Está na altura de deixarmos de ser uma alfândega e passarmos a ser uma equipa. Mas, no meu entender, além disso, precisamos também de um Capitão em campo. Precisamos de Alma e Coração. Precisamos de pôr o FC Porto à frente de tudo.

Haja coragem de assumir que há que repensar muito mais do que a equipa e o treinador. Não vou bater mais no ceguinho, já disse tudo, acho que sobre tudo. Mas repito, sem uma política diferente, sem um privilegiar do Clube sobre a bolsa, não iremos longe.

Já agora, como é possível o José Eduardo saber quem é o treinador?!

Antevisão V. Guimarães - FC Porto (18ª Jornada)


Jogo de extrema importância, quer pelo facto do líder sportem ter perdido pontos, quer pelo facto do ficaben já ter ganho o seu jogo (...de uma forma discutível mas, e novidades?...). Além do mais, é importante sublinhar a vital importância da galvanização do nosso grupo de trabalho, navegando estas águas turbulentas que se conhecem.

Temos como ponto favorável o facto do maior criativo do Vitória ser nosso - Octávio, belíssimo jogador - e, bem, o Licá também. Desse modo, o sector atacante do Vitória estará desfalcado mas, atenção, creio que Sérgio Conceição fará ponto de honra de nos fazer a vida bem difícil, para provar que não está comprometido connosco, como os media têm vindo a sugerir ao longo das últimas semanas.

Confesso-me triste pela situação de Tello, a sua não-convocatória sugere, de facto, que poderá estar de saída, o que é pena. Creio que o FC Porto atacante teria bastante a ganhar com a sua velocidade, em transições rápidas, embora seja, para mim, inegável que Corona está, a esta altura, um patamar acima.

Saúdo os regressos de Maicon e de André André, além do sempre disponível pau-para-toda-a-obra Sérgio Oliveira.

Helton e Casillas (guarda-redes); Maxi Pereira, Martins Indi, Maicon, Marcano, Rúben Neves, Varela, Brahimi, Aboubakar, Sérgio Oliveira, José Ángel, Herrera, Corona, André Silva, André André, Miguel Layún e Danilo.

(4x3x3): Casillas; Maxi, Maicon, Marcano, Layún; Danilo, André André, Herrera; Corona, Aboubakar, Brahimi;

sábado, 16 de janeiro de 2016

Critérios


Há qualquer coisa de muito errada nesta liga portuguesa. Já tem vindo a haver há anos, mas agora chega-se a limites do ridículo. Não falo daquilo que se vê na imagem de cima e que pode ser visto em vídeo aqui. Falo de algo muito pior. Falo daquilo que é uma sistemática diferença de tratamento da imprensa e de toda a opinião pública e publicada em relação ao ex-treinador do FC Porto, Julen Lopetegui, e também aos jogadores do Nosso Grande Clube.

Quando nós jogamos contra o Tondela, há uns meses atrás, Julen Lopetegui foi expulso do banco do FC Porto, categoricamente, por José Mota, por causa desta grave ofensa. Choveram pás e picaretas sobre a atitude de Lopetegui e como a expulsão era "justificada" dentro do "critério arbitral". Ontem Jorge Jesus agarrou o árbitro assistente e puxou-o várias vezes. Nada. Não aconteceu nada. São critérios. Ou então não. Ou então são as diferenciações, as preferências, esta sujidade de quem reclama uma expulsão perfeitamente correcta, talvez por ser esporádica, como se de um insulto se tratasse. Se calhar os mesmos que pediram a expulsão de Casillas, contra o Boavista. E, por falar nisso, talvez fosse hora de impedir que o presidente-adepto, expulso várias vezes, deixasse de poder dirigir-se da forma que dirigeà equipa de arbitragem e aos elementos da liga presentes nos jogos.

Além deste, há também o "critério jornalístico". Ainda há coisa de duas semanas, Cláudia Lopes, no MaisFutebol - sim, no Campeonato Nacional, o BB ter-lhe-ia dito algo, mas entre dois spordengs e dois ficabens fica mais fácil dizer o que quer que seja - com aquele sorriso malandro que caracterizava o seu discurso sempre que falava de Lopetegui, fazia críticas à forma como Lopetegui era "arrogante" e se "vitimizava" com a imprensa, nas conferências pós-jogo. E então que dizer do discurso, nas últimas semanas, de Jorge Jesus? Ontem apelidou as perguntas dos jornalistas de "estúpidas" e "ridículas", é permanentemente agressivo, quase a apelar ao físico, com os mesmos, fala em cabalas e lavagens cerebrais, mas a ele ninguém goza ou ataca. Certo. Belíssimo "critério jornalístico".


Por fim, o "critérios dos adeptos". A vergonha do critério arbitral do Boavista passou-se centenas de outras vezes em dois anos. Não critico a cultura de exigência dos adeptos, mas antes que não se saiba separar o trigo do joio. É que, para além de jogos onde fomos miseravelmente espoliados de pontos - não esqueço que bastavam dois dos variadíssimos jogos onde a "verdade desportiva" foi inquinada pelo #colinho, para termos sido campeões, campeonato esse que nos foi roubado - houve sempre também o critério dúplice da avaliação de jogos de (falta de) qualidade idênticas, avaliando uns de "pragmáticos" e outros de "maus". Provavelmente a contestação a Lopetegui não fosse fundamentalmente diferente ou a rota de colisão entre este e a direcção, por causa dos jogadores, fosse também idêntica. Não teríamos é mais a mentira do "bom futebol" de Jorge Jesus, o ficaben não correria para um tri-campeonato, nem estaríamos a ser tratados desta forma por todos. É preciso ser firme: este ano Lopetegui meteu os pés pelas mãos, no ano passado merecia ser campeão. Falam-me das vergonhas do Nacional, Marítimo ou Boavista, no ano passado. E o sportem de Jesus? E estes jogos miseráveis que se sucedem uns atrás dos outros? Que tipo de latitude teriam no FC Porto? Uns são bestiais, outros bestas. Já vamos tarde em relação a Lopetegui, mas espero que se acorde em relação ao próximo técnico, seja ele Rui Barros ou não, e que se dê a natural latitude que deve ser dada a momentos menos bons, que todas as equipas têm.

Mas é por isso que seria um dia triste, para mim, se Jesus treinasse o meu FC Porto. O homem é reles, o futebol nojento e cheio de truques e tudo aquilo o que é permitido a si e aos seus jogadores, nesta casa, nunca será. Ainda iremos ver o sportem a descer a pique na tabela, se os ventos mudarem na APAF e o #colinho voltar à "cor natural", como parece estar a voltar. Ontem o presidente-adepto e o mestre da táctica já tiveram discursos diferentes. Se tal se tornar consistente e a liderança lhes escapar, esta simbiose desaparecerá, e então... tudo será o que sempre foi.


Por último, é preciso uma grande lata para vir falar disto aqui em cima, quando não se falou da vergonha do Belenenses no ano passado, dos Marafonas a fazer passes milimétricos a pontas de lança adversários e dos Salins desta vida que nunca jogam contra certas equipas! Bem sei que, a esta hora, já lhe descobriram a cor esverdeada e que está bem claro o rancor que a Ratazana Santos tem ao FC Porto por tempos idos. Arvorar-se em "santo", "impoluto" e "isento" e falar em "verdade desportiva" é, cada vez mais, de uma lata descomunal! Mas, já se sabe, quem não tem vergonha, todo o mundo é seu...

NOTA: O Porto Canal tem um programa de qualidade - chama-se "Universo Porto". A forma clara e objectiva com que se fala, desabridamente e sem amarras, do FC Porto e das suas questões, é fantástica! A seriedade de Cândido Costa, de Bernardino Barros e de Paulo Miguel Castro é um bálsamo que eu gostava de ver mais vezes ao longo do dia! E que dizer da peça fantástica de Ricardo Amorim sobre Guimarães? De um nível e evolução cultural comoventes! Parabéns!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

O Que Não Muda Com A Mudança De Treinador


Em vésperas de mudança de treinador, por muito bom e/ou raçudo que seja, há coisas que preocupam o meu coração Portista e que me fazem temer o pior. Não que acredita que o próximo - que não faço ideia quem seja! - seja pior que Lopetegui, mas acho que o problema vai para lá do treinador. Eis aqui alguns pontos que acho fulcrais:
  • Silêncio - Na grande maioria dos assuntos, a SAD mantém um silêncio sepulcral que faz temer um qualquer comprometimento estranho. Reagir tarde e mal, como faz hoje o Dragões Diário, também retira força à mensagem. Meu caro Francisco, o dia para reagir era ontem. Mais a mais, uma mensagem escrita numa caixa de e-mail era mais válida no final dos anos 90 do que agora. 
  • Anacronismo - A SAD do FC Porto está anacrónica, vive num tempo muito próprio, sem compreender a urgência do tempo mediático. Em primeiro lugar, uma declaração de viva voz é sempre uma declaração de viva voz. Pode até ser superficial, e ser aprofundada nos momentos seguintes. Mas tem de acontecer. O FC Porto tem de ser mais "Taça da Liga de Braga". Lopetegui reagiu durante o jogo, Antero reagiu no intervalo, o Presidente reagiu no fim. O resultado foi evidente - a equipa moralizou-se e os adeptos  uniram-se em volta da equipa. Tivessem aproveitado esse capital de ânimo e nós teríamos tido uma equipa muito mais galvanizada em momentos seguintes. Há que viver em 2016, onde as redes sociais e a Internet assumem uma importância vital. Vide o exemplo de Iker Casillas: a imagem dele com o Helton mostrou uma frente unida na baliza, deu uma noção de solidariedade e entre-ajuda que nos sossegou nesse particular. Não peço um comunicado a cada gás. Mas atropelos como os do Boavista não podem ter uma reacção lateral e dois dias depois. A esta altura, já o impacto mediático passou! Incisividade precisa-se.
  • A atenção no local próprio - Por muito que o Museu seja espectacular - que é - é um claro sinal de ausência de visão de futuro que se dê mais importância ao passado. A programação do Museu é,  em detalhe e qualidade, muito mais bem preparada que a do próprio Dragão ou do Porto Canal. Um Clube que não quer ficar confinado a um tempo não pode reduzir o seu arco de importância ao tempo de uma presidência, por muito larga e frutífera que seja. E não pode dar muito mais relevo ao que já conquistou do que àquilo que tem por conquistar.
  • Noção da realidade - Cresceu, estou certo, pelos corredores da SAD, a noção de que somos um grande europeu - que é verdade - e que estamos acima de todas as quezílias e mesquinhices do futebol português - o que é mentira. Também, estou certo, há neste momento a noção de que "tudo se resolve", como sempre foi, confiando na infalibilidade de um homem de 78 anos, cuja atenção - e é legítimo que assim seja - já não é a mesma, nem o ímpeto, nem a vontade. Ficamos para trás nos negócios, na liga, nas discussões sobre arbitragem e até naquilo que era o nosso ex-líbris: o pulso sobre os jogadores. Casos como os do pai do Imbula eram impossíveis há 5 ou 6 anos. A blindagem do FC Porto era total. Hoje não é. Ninguém quer que o Presidente deixe de o ser - tem todo o direito, conquistado e merecido, de o ser. Mas tem de haver mais para além de. O FC Porto não é uma sociedade unipessoal. Tem de haver pulso e vontade de mais. Por parte de alguém. E ela tem de ser visível. Há que ser esteio e inspiração dos jogadores e adeptos, para lá do treinador! A Raça, o Querer e a Ambição têm de ser transversais e evidentes, também em quem dirige!
Basta de se viver confortavelmente à sombra de conquistas que vão começando a distar mais e mais no tempo. A sobrevivência do FC Porto exige uma análise séria, imediata e eficaz, muito para além de quem quer que seja que treine a equipa. Sem ela, estaremos condenados a mais um deserto. Seria um triste fim de algo que se conquistou pelo de mérito, com sangue, suor e lágrimas. Seria de uma elementar injustiça. A bola está do lado de quem dirige!