quinta-feira, 21 de abril de 2016

Hegemonias


Sempre gostei do nosso FC Porto desde que me conheço. No entanto, nunca tive o mais pequenino jeitinho para jogar à bola. Mas tive, durante toda a minha adolescência, uma bola como companheira - a de basket. Joguei basket qualquer coisa como 15 anos. Para lá de Rui Barros, André ou Baía, tinha outros dois ídolos - Kareem Abdul-Jabbar e Earvin "Magic" Johnson. Os Lakers eram, para mim,  uma loucura quase tão grande como o FC Porto. E como eu sempre "adorei" o vermelho, do outro lado estavam os meus inimigos, os meus rivais, Michael "Air" Jordan e Scottie Pippen. Não podia ouvir que o Jordan era o melhor, ver tanta gente a tentar fazer afundanços e lançamentos na passada com, a língua de fora, o trademark de Jordan. Magic é que era, o Magic que fazia passes sem olhar, o Magic que jogava e fazia jogar como nenhum outro. Um era egoista, o outro jogava para a equipa. E eu sempre gostei de team players. E mais ainda dos ganchos de triplo do Kareem que, com muito treino, consegui emular.

Serve esta introdução para dizer que, se me dissessem que iria haver uma altura em que nem Lakers nem os Bulls iriam ao play-offs, não acreditaria. Para tudo há um tempo, um ciclo, uma fase. No entanto, este binómio fez a hegemonia no basket.

Mesmo perdendo um ano de andebol - mas perdido e gamado, como bem o Miguel Lima lembra aqui - o facto é que são sete campeonatos seguidos. Vai ser preciso muito para que qualquer equipa possa repetir essa proeza. Como é verdade que, no reinado de Pinto da Costa, a nossa hegemonia no futebol é evidente, e não se vai apagar com curtos períodos de seca. Como o decacampeonato de hóquei. 

Tudo na Natureza tende a um equilíbrio, mas o domínio de uma entidade é visível de cima e não na espuma dos dias. E as hegemonias das principais modalidades são nossas. Não há outra conversa possível.

Este ano é um resultante do adormecer à sombra da bananeira. Foi um cartão amarelo. Arrepiando caminho, do basket ao andebol, do futebol ao hóquei, retomaremos o nosso caminho hegemónico. Sim, porque hegemonias não se escolhem à lá carte, são visíveis do espaço. Está na hora de REAGIR. 

Possa o próximo quadriénio tornar-nos ainda mais hegemónicos.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Esquizofrenia Autofágica Levada Ao Limite Do Estúpido


Não vou estar com grandes textos hoje, vou só deixar um pequeno pensamento no ar. Perguntem-se, como eu me pergunto, se fazem o favor, se à luz deste quadro - via Papa Pinto da Costa - ou da notícia deste link, porque raio os Portistas são tão insistentes na sua obsessão comissionista da sua casa e tão indiferentes ao que se passa ao lado? Não vêem que são vocês que abrem a auto-estrada para a bolha, o rascord e a lixeira fazerem grandes manchetes com os negócios algo opacos de um Clube, dando a entender que são caso único, quando acontecem em todo o lado? 

É incrível. Bem sei que não ganhamos o campeonato há 3 anos, podemos ter poucos títulos neste triénio, mas, caramba, não nos penhoram prémios, as nossas vendas não são, afinal, uma parcela daquilo que anunciamos nem temos de criar falsos interesses para vender os nossos jogadores!   
Bem sei que há, por esta bluegosfera, muito lugarzinho onde o único fito é o bota-abaixo, o auto-engrandecimento, como se de visionários se tratassem, de sibilinos juízes com o propósito da mais asceta moralização, mas caramba, se queremos ganhar campeonatos convém não marcar autogolos!

No Porto Universal, não haverá senão a união agregadora e a noção de que o verdadeiro inimigo mora FORA, não DENTRO. Aqui não se desarma.

Hoje, duas importantes provas: para os Bs, vencer o Villareal B para chegar à final, pela segunda vez consecutiva, da Premier League International Cup. No andebol, os nossos heróis vão, certamente, rebentar com o ficaben, para trazer a eliminatória para casa e despacharem quem tudo faz para conseguir vencer. Sim, porque o #colinho não é só no futebol: O senhor Trinca, árbitro de logo à noite, é um ficabenista doente. Só possível neste país.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Claro Como Água


Pinto da Costa, o Nosso Grande Presidente, deu, ontem, uma entrevista no Porto Canal (resumo aqui, entrevista na sua totalidade aqui) que foi, quanto a mim, completamente esclarecedora.

Foi esclarecedora quanto à posição do FC Porto para o futuro - criar um plantel com raízes, parar com esta porta giratória dos últimos anos, ter jogadores da casa e trocar cirurgicamente.  Estamos todos, naturalmente, de acordo nisso. Alguns dizem que já deveria ter sido mais cedo. Concordo, mas águas passadas não movem moinhos. É bom sinal ouvir do NGP que estão a tratar-se de métodos alternativos de financiamento. É sinal de que o Clube passa a ser o centro. E ainda bem.

Foi muito bom ouvir o NGP dar um chega-pra-lá nas intenções do filho se candidatar à Presidência. Não que ache que isso seria viável, claro, mas nada melhor do que matar o mal à nascença. Concordei, evidentemente, com a explicação sobre o porquê de Antero Henrique estar na administração da SAD. Achei piada à farpa a Angelino Ferreira.

Achei que Miguel Guedes foi um excelente "entrevistador", que fez, directamente, as perguntas menos cómodas. Achei de bom tom a sinceridade quanto aos grandes nomes com que alguns sonham. Achei, mais do que tudo, que o NGP foi franco e, desta vez, nada evasivo. Gosto de ver que o NGP sabe responsabilizar e dar aos jogadores a noção de que têm de ser homenzinhos e preparar-se para tudo o que vão encontrar.  

Evidentemente, se o NGP - que esteve corrosivo à antiga na questão sobre a bolha e o freteiro - sabia que a bolha é o jornal do ficaben, ainda está por explicar o faux pas de convidá-lo para o Dragões de Ouro. Mas erros todos cometemos, e como dizia Confúcio "só erra verdadeiramente quem erra a segunda vez".

Mas, acima de tudo, adorei ouvir a sua admissão de que estavam a ser demasiado brandos na comunicação e que este ano iriam corrigir isso, o que é fundamental, e a questão da arbitragem também me sossegou. Dizer "ganhou a batalha, mas não a guerra" é um sinal de que estamos cá para equilibrar as coisas. Sim, queremos equilíbrio, não favorecimento. E aida bem que há consciência desse défice.

Por falar em défice, e em jeito de conclusão, achei NGP vintage a forma como ele falou da questão da extensão de contrato de Aboubakar. Não só expõe as mentiras dos media como melhora a única coisa que falta a Aboubakar - a confiança. E na questão de Peseiro, foi, naturalmente, inconclusivo, como não poderia deixar de ser. "Contamos com ele" é muito diferente de "ele será". Mas é elegante. Como também foi muito mais, desta vez, com Lopetegui.

É bom ver que o NGP está de regresso à sua melhor forma. Mas é excelente saber que ele incumbiu os dirigentes de cada departamento para falarem. Já não era sem tempo. Agora, ao trabalho, NGP.


NOTAS FINAIS

- Ia falar sobre o processo eleitoral mas não é necessário quando subscrevo tudo o que está aqui. Acrescento apenas algumas notas: não precisei da "coragem de Humberto Delegado", como li por aí, para fazer os riscos nos nomes que bem me apeteceu, não vi ninguém a olhar para mim com ar de controleiro e ainda tive tempo de emprestar a minha caneta ao vizinho do lado. Quanto às cruzes no boletim, devo relembrar que o Clube deu a hipótese de votar em cada candidato nominalmente, numa lista única. Poderia, pura e simplesmente, apresentar uma designação para a lista, num boletim com a mesma a concorrer a cada sector directivo. E assim será, se houver mais do que uma lista no futuro. Em qualquer eleição, as listas estão representadas por uma designação, e a sua composição está à entrada. Nos EUA há votações nominais, mas o boletim é gigante. Quanto às cabines de voto, estou de acordo que deveriam existir. Mas, sabendo que a eleição estava garantida, seria mesmo necessário tanto recurso?

- Se votaram 2400 pessoas, num dia de jogo em em que estavam 27000 na Dragão, estamos a falar de um universo de votantes de 8,9% dos presentes no jogo. Mesmo que fossem apenas metade desses adeptos associados habilitados a votar, estaríamos a falar de perto de 18% de votantes! E assim sendo, os votos nulos seriam apenas 3,74%! Das pessoas, cujo voto seria possível, a assistir ao jogo no Dragão! É essa a "forte onda de contestação"? A mim parece-me que a montanha pariu um rato. E eu pergunto: quem teria mais motivação para ir votar? Quem está a pensar que vem ai o Apocalipse ou quem apoia o NGP?

- E por falar nisso, talvez esteja na hora de apontar baterias para o verdadeiro inimigo: o ficaben e o sportem fizeram dois jogos absolutamente miseráveis. Mas os títulos são "meia hora à campeão" e coisas do género. Contra o Setúbal, ganhamos ambos os jogos, controlamos todo o jogo completamente, sem hipóteses. Está na hora de deixar de ir atrás do spinning dos media e começar a abrir os olhos - temos os nossos defeitos, mas quando há #colinho do outro lado, tudo simplifica bastante. Como as comissões de jogadores sérvios. Ou contratos de renovação. Ou empréstimos para pagar outros. Grandes "rolos compressores" que vão por aí.

Já agora, sabiam que Iker Casillas diz que vai ficar connosco mais duas épocas?

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Análise FC Porto 4-0 Nacional da Madeira - O Caminho De Volta [ACTUALIZADO LINK]


Nada mais auspicioso para o início de um novo mandato do que um pleno de belas vitórias nas principais competições, e algumas delas com muita classe, como, por exemplo, a de ontem.

O FC Porto entrou à Dragão, com muita força, querer e fibra e abriu o marcador logo antes dos 2' através de um fantástico golo de Silvestre Varela. Este foi, aliás, o jogo dos patinhos feios. Espero que se mostre que são, afinal, belos cisnes: ganhamos todos com isso. Peseiro surpreendeu muito e confesso que até eu estava um pouco, digamos, desconfiado do acerto em pôr Angel em vez Layún, Danilo a central e Varela no 11. Todos apostas ganhas. Aqui fica o sublinhado pela coragem. Adiante.

A entrada fulgurante, intensa, rápida e agressiva rendeu frutos e, logo de seguida, no segundo remate, novo golo de belo efeito, desta vez de Hector Miguel, que esteve novamente em campo ontem. E depois disso, até à meia hora de jogo, surgiram mais outras belas oportunidades, duas através de André Silva, ontem titular, e que jogou bem. Jogou bem, apesar de querer muitas vezes jogar bonito. André, na liga dos grandes não há espaço para notas artísticas - é pôr a bola lá dentro. Nem que marcasses com a barriga, meu querido amigo, irias ser celebrado na mesma. No entanto, a sua velocidade e vontade sentiu-se, e isso para mim já é bom.  Aliás, não fosse uma fantástica exibição de Rui Siva, o guarda-redes do Nacional, e teríamos vindo felizes aí com uns 7-0. E não estou a exagerar. 


Isto apesar da pecha do Peseiro se continuar a notar: não podemos estar constantemente em inferioridade numérica no contra-ataque adversário, nem a consentir as casas que consentimos uma, e outra, e outra vez. Mas também, quantas linhas defensivas diferentes já apresentamos esta época? É difícil saber quem faz o quê quando não se sabe bem quem estará na defesa a seguir. Por isso, a nossa paciência e compreensão para tal. Embora já nem tanto para o adormecimento crónico a partir da meia hora de jogo até ao intervalo. O FC Porto tem, urgentemente, de deixar de ter a mania de que os jogos estão controlados, resolvidos, com 2-0. Não estão. Um golo adversário relança a partida - e o Nacional bem o tentou.

Felizmente, na segunda parte, o FC Porto voltou a entrar fulgurante e, logo aos 55', uma extraordinária jogada de união Portista deveria ter dado mais do que - mais uma! - grande defesa de Rui Silva, e a seguir aos 67' outra vez, desta feita num excelente remate de André Silva, salvo in-extremis por Rui Silva. Que mania, pá, esta dos guarda-redes adversários fazerem o jogo da vida deles contra nós. Não se admite! Mas, logo a seguir, aos 68', Danilo marca, uma vez mais de bola parada, um excelentemente executado golo de cabeça e sentencia o encontro. No entanto , houve ainda tempo para a redenção de Aboubakar aos 85' (entrara 10' antes) com um fabuloso golo, que trouxe o rótulo de goleada ao encontro, o único merecido.

Queremos, naturalmente, o FC Porto sempre assim. Não necessariamente, claro, a golear, mas com pressão, intenção, critério, solidariedade, espírito de grupo. No fundo, no fundo, um FC Porto à Porto. Parece ser possível. Que assim continue.


Hector Miguel - Cada vez mais presente, o alter-ego de Herrera preencheu os espaços, foi polivalente, marcou, deu a marcar, pressionou, atacou e defendeu. Foi Capitão pelo exemplo, mas também no discurso. Nota-se que a braçadeira lhe faz bem, dada a cada vez mais consistente série de bons jogos. O icing on the cake foi a entrega da camisola de jogo aos Super Dragões e a forma como agradeceu o apoio em nome do grupo. Muito bem. Bravo.

José Ángel - Naturalmente, foi o nome que mais me fez tremer no onze. Mas fez um jogaço e provou ter qualidade. Aqui e ali foi perdulário a defender, mas não como o costume. Será uma questão de baixas expectativas da minha parte? Não sei. Sei que os cruzamentos tiveram sempre critério e as desmarcações foram bestiais. E surpreendentes. E tudo o resto.

Varela - O Silvestre sempre foi assim. De repente, sem ninguém esperar por isso, saca da cartola um golaço. E o apoio entre linhas. E a preciosa ajuda na defesa. E uma, e outra, e outra jogada de perigo. Mas também a paradinha que quase oferece um golo ao adversário. Não vale a pena reclamar. Varela é isto. Entre o génio e o  louco. Algures pelo meio.

Sérgio Oliveira - Agarrou-se à titularidade com unhas e dentes, e faz por merece-la. Verdadeiro dínamo do meio campo, é a primeira linha de ataque e defesa, por estes dias. Agressivo, intenso, empenhado e lutador. Um jogador à Porto. Uma boa aposta continuada de José Peseiro.


Rúben Neves - Não me canso de dizer: Rúben não é um 6. Pelo menos, não um 6 na linha de Fernando ou do próprio Danilo. Rúben pode ser, talvez, o eixo organizador de um duplo pivot com um carro-vassoura ao lado, ou um 8 organizador, mas não é, de todo, um 6 clássico. Não tem agressividade para a disputa de bolas e as maiores falhas vieram dele. Se está na zona de construção do Nacional tem de fazer mais. Ou então, que se aproveite as características de organização e distruibuição que sabe ter e se avance com ele um pouco no terreno. Como está, não serve.

Substituições - Peseiro tem um problema que considero grave - tarda muitíssimo a substituir jogadores. Não pode ser. Entrar Aboubakar aos 75' e Xicão Ramos aos 82' para quê? O que mostra o Xicão com 10 minutos de jogo? Veja lá isso mister. Se é para dar oportunidades, dê-as. Não dê meias oportunidades.

Como o post vai longo, e quero escrever sobre o tema um bom bocado de texto, guardo as minhas impressões sobre as eleições para amanhã. Não esquecer que o NGP dá uma entrevista ao Porto Canal às 22:30 hoje, sobre esse tema. O link está aqui.

Quero deixar o meu voto de pesar pela extinção do fantástico Bibó Porto, Carago!, blog fundamental na bluegosfera e, para muitos de nós, uma verdadeira fonte de informação permanente e criteriosa. Espero que reconsiderem e voltem. FAZEM MUITA FALTA.

sábado, 16 de abril de 2016

O Dia Mais Importante


Amanhã é o dia das eleições para os corpos dirigentes do FC Porto. É o dia mais importante. Será um dia agridoce. Gostaria de ter visto debate, confronto de ideias, projectos em disputa, mais do que uma lista, uma corrente alternativa visível.

Bem sei que amanhã se realiza uma aferição à popularidade do NGP, das suas políticas e discurso. Que já todos falaram de levar uma caneta para riscar o que/quem não interessa do boletim, ou mesmo o boletim todo. Independentemente da opinião - respeito todas - é fundamental fazer conhecer a quem dirige a posição de cada sócio. Votar é fundamental. Mormente nesta fase.

Mas insisto. O meu coração pesa por saber que a alternativa prefere esperar que o FC Porto fique, na óptica desta, ainda pior para, confortavelmente, decidir a Presidência um pouco mais à frente, presumivelmente sem a oposição daquele que é o responsável pela projecção mundial do Nosso Grande Clube. Era AGORA que a voz dissonante deveria ser dada a conhecer, não depois. Era AGORA, quando o FC Porto precisa, que a coragem de quem, presumivelmente, ama o FC Porto, se deveria demonstrar!

Tal não aconteceu. Portanto resta-nos o binómio SIM/NÃO a Pinto da Costa e à direcção por este proposta. Que seja audível a Voz Portista, que seja categórica. O meu voto estará na urna.

Não vale a pena fazer grandes antevisões. É preciso ganhar e ganhar BEM a uma equipa bem treinada e, honra seja feita a Manuel Machado, sem medo, como é o Nacional da Madeira. Aboubakar está de regresso, espero que com outra atitude. Capacidade e talento não lhe falta. Estando Brahimi fora por acumulação de amarelos, talvez seja a oportunidade para se apostar no 4x4x2...

Helton e Casillas (guarda-redes); Maxi Pereira, Martins Indi, Rúben Neves, Varela, Aboubakar, Marega, Sérgio Oliveira, José Ángel, Herrera, Corona, André Silva, Layún, Danilo, Suk, Francisco Ramos e Chidozie.


(4x4x2): Casillas; Maxi, Chidozie, Indi, Layún; Herrera, Danilo, Sérgio, Corona; Aboubakar, André Silva;

Excelente reacção da equipa de basket, para ultrapassar uma desvantagem de 4 pontos no 4º período, acabando por vencer por 10, com o resultado de 80-70. Parabéns pessoal. Garantiram o segundo lugar da fase regular no ano em que regressam à LPB.

No andebol, demonstração de força e raça numa grande primeira parte em que chegamos a ter 9 golos de avanço, terminando em 27-23.  Salvamos o primeiro match point. Vamos vencer, sem dúvida, vamos recuperar. Parabéns malta!  

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Pra Cima Deles, Caralho!

Está na hora da vassourada. Temos demasiados excedentários, gente com qualidade mas sem espaço pelas mais variadas razões. É um reset, novamente, um plantel reconstruido, e que por isso terá de ter um treinador forte e incisivo, motivador e exigente para orientar o futuro do FC Porto. Acabou-se a brincadeira. Há que voltar ao antigamente: raça, união, orgulho, personalidade.

Não me preocupa que não tenhamos estrelas, já ganhamos uma Champions sem elas. Não me intimidam as estrelas que o ficaben quer ir buscar: somos superação  e entrega. Um FC Porto à Porto olha equipas cheias de gigantes com a fúria do Wolverine. Temos de ir para cima deles, de uma vez por todas. Aliás, quantas mais estrelas, melhor. 

Raçudos, feios, porcos e maus. Assim mesmo. Nada de donzelas, nem queridos que não fazem faltas: é para cima deles com tudo. Esqueçam a marca, o prestígio internacional, o nome, o negócio. Voltamos a Miragaia, às Caxinas, à Lapa da Póvoa, a Leça, a Matosinhos e à Ribeira. Essa é a nossa cultura, o "metes-te comigo tas fodido". 

Seremos bimbos e grossos orgulhosamente. Quero esta Raça no Dragão. Orgulhosamente imparáveis! 

Já agora, não prejudica ter uma massa adepta mais capaz de comer carapau e sardinha, chouriço assado e frango no churrasco, a caviar Beluga, trufas e lagosta! Apoiar até ao fim, tipo Liverpool!

A titulo de curiosidade, reproduzo o comentário do André Pinto ao post anterior - obrigado André. Não me surpreende, é lógico. Mas não pode deixar de fazer pensar os meus queridos amigos adeptos sobre se têm ou não, a cabeça feita pelos media:

"Falando com amigos Bávaros, a interpretação deles é completamente às avessas. Consciente da sua enorme superioridade, e tendo vencido em casa sem golos contra, o Bayern geriu, acelerou quando teve de o fazer e jogou muitas vezes a passo. Foi quase um jogo de treino. O Ministério da Verdade Encarnada, que inclui os media TODOS, não tem dificuldade em agarrar-se a este resultado. Já vi piruetas maiores vindas dessa gente. Eu não me esqueço como foram os media quando o FCP de Mourinho, por exemplo, andava a espalhar classe por essa Europa fora. Lembram-se da capa da bola no dia seguinte a termos carimbado a presença na final de Sevilha, mais de 10 anos depois de alguma equipa portuguesa andar nesses palcos? Eu lembro. Toda a página: - Alex (um gajo do Guimarães) vai para o Benfica.

Adiante. Os mesmos amigos boches dizem-me que contra o FCP foi completamente diferente (obviamente, menos para o crânio lesionado de um benfiquista). O Bayern tinha sofrido uma derrota humilhante fora, e entrou em campo para comer a relva, ainda por cima contra um FCP sem laterais e com um central adaptado, sem ritmo de competição. Ide lá comparar o caralho.

Eu tenho esperança de que na época que vem, passemos a factura a essa gente, com juros gordinhos. Mas para isso, tem de haver comunhão entre os portistas, e não crispação."

quinta-feira, 14 de abril de 2016

O Felácio Ao Amigo E O Adepto Que O Admira

Não pode espantar ninguém minimamente que a capa da bolha seja esta - a do rascord também é gira. Claro que não haveria o caminho para os media tugas que não o do felácio ao ficaben como um miminho de consolação. De facto, a moral ficabenista tem de estar sempre alta. Era ver os ficabens todos no estádio a gritar pela sua equipa, a rodar o seu cachecol como se de uma grande vitória se tratasse. É, de facto, uma vitória moral, como nós bem apreciamos. Por todo o lado, nas 3 televisões generalistas e suas afiliadas do cabo orientadas para a informação, se teciam loas e alvíssaras ao "jogo de carácter" e a "exibição personalizada" do ficaben, que se "bateu olhos nos olhos" com o Bayern e "esteve perto de vencer". É, obviamente, falso, mas era o que faltava estar agora a analisar os jogos do inimigo.

Não me choca, não tenho nada a ver, que o ficaben fique todo contente pelas vitórias morais. Mas choca-me, e irrita-me, e enoja-me, e enfurece-me, que os media, alguns pagos por todos nós, passem a vida a minorar e desprezar os feitos de uns para hiperbolizar os dos outros, na melhor tradição do lip service tipo sexo oral sempre aos mesmos.

Como corolário, ter Portistas a dizer "Peseiro, ponha o FC Porto a jogar à ficaben" ou "pelo menos não mamaram 6-1 como o Lopetegui" ou "ao menos sairam dignamente", deixa-me absolutamente arrepiado! 

Meus amigos, fomos altamente roubados na primeira mão - QUE GANHAMOS!!! - e despertamos a fúria bávara depois de se sentirem humilhados e fizeram-nos o mesmo que fizeram ao Arsenal, à Juve ou teriam feito ao Barça, não fosse Ter Stegen ter feito milagres naquele jogo! 

Tenho pena, sinceramente tenho, que muitos adeptos e bloggers vão na cartilha do nosso verdadeiro inimigo, este da Propaganda Goebbeliana de que o ficaben é um poço de virtudes ao passo que tudo o que fazemos de extraordinário é rigorosamente normal! 

Confesso, de cada vez que leio que "não foi pelas arbitragens que perdemos o campeonato" e coisas na linha de que não podíamos ter perdido nenhum ponto em 34 jornadas, bolso um bocado. Este nível de exigência impossível e de rejeição ao próprio clube do qual se diz amar, é tudo o que querem os mamões dos media. Dividir para conquistar, fazer implodir a instituição virando uns contra os outros. Enquanto se faz o elogio da mediocridade com os mais belos felácios ao Olimpo que nunca ganhou uma grande competição europeia a cores! 

Toca a acordar gente! Deixem de ser embalados na melodia do flaustista!

PS: O odioso João Miguel Tavares, do tutti-rosso Governo Sombra, fez um artigo abjecto criando um paralelismo entre António Costa e Pinto da Costa, na sua conduta "inimiga do estado de direito". João Miguel, se fosse a si, preocupava-me com os crimes que se fazem entre as suas portas (18). Mas atenção, o artigo de JMT é só o reflexo do amen dado por muitos adeptos Portistas, que lhes permite ter a veleidade de dar lições sobre o Nosso Grande Clube.

Parem de maltratar os vossos e elogiar os inimigos! Parem de fazer o trabalho deles por eles!!!