segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Dois Pesos Duas Medidas


Não vi o Trio D' Ataque, senão a versão condensada. Mas vi o Campeonato Nacional e o Play Off. Mas devo dizer, vou escrever pouco sobre tanta coisa.

Devo admitir que Diamantino me tem surpreendido, ao ser cordato e analítico e também por saber reconhecer os méritos adversários e o momento da sua equipa. O Campeonato Nacional, mesmo com um José Eduardo mais caustico, é um programa elevado, onde o FC Porto é bem defendido com exactamente o mesmo tom pela parte de Bernardino Barros que tem noutros fóruns, mas também onde se fala de futebol com qualidade.

Curiosamente , no Play-Off, vimos um Augusto Inácio em fúria total. Inácio defende-se atacando, quer a Rodolfo Reis, quer a António Simões. O "sportinguista" Rui Santos vai acenando que sim com a cabeça. Mas Simões levantou esta lebre aqui, muito interessante, que interessa aprofundar, e à qual Inácio não soube dar resposta.

Então o clube anti-fundos só é anti-"os fundos que eu quero ser"? Então de onde vem mesmo o dinheiro do sporting, afinal? Esta precedência não cria um sentimento de profunda hipocrisia no discurso do sporting? E os 10 mil euros de ordenado do "impoluto sportinguista"? Surreal. Como já aqui disse, é fenomenal que aqueles que nos criticaram de uma forma concertada, bramindo a sua correcção e transparência, estejam agora a ser do mais opaco possível. Curiosamente, aliás, Inácio não parece saber exactamente o que está lá a fazer.

De fazer nota também que Rui Santos achou o benfica "fenomenal" e o FC Porto "tecnicamente interessante". Ah, e que isso do Capela dar amarelos a torto e a direito é "aceitável". Enfim, mais do mesmo. O anti-Portismo primário de Rui Santos é uma coisa a que temos de estar sempre atentos, sempre alerta, sempre vigilantes. De não esquecer que este rancoroso senhor tem um programa só seu, sem contraditório, em que nada o impede de torcer a realidade a favor da sua perspectiva.

Não comam a palha que vos servem. Estes dados estão todos viciados. O bom de tudo isto é que convence os nossos rivais da sua superioridade. O mau disto tudo é que confunde alguns Portistas.

domingo, 13 de setembro de 2015

Quod Erat Demonstratum


Ontem aconteceu em Arouca, além de um belíssimo jogo de futebol, a demonstração cabal da forma como o apoio dos adeptos é fundamental, o que me deixou um sentimento agridoce. Se, por um lado, me soube bem ouvir o Hino alto e bom som na televisão, se me soube bem que não tivesse ouvido um só assobio sequer, fiquei pensativo ao perceber que houve mais apoio ao FC Porto em Arouca do que na sua própria casa.

Para mim há sempre que combater os princípios da hipnose colectiva que os media desportivos portugueses espalham. Se, por exemplo, hoje oiço dizer que o Arouca é "fraquinho", só o oiço dizer agora. Deve ser um Arouca diferente daquele que venceu o benfica. Porque esse, esse era espectacular! 
 
Não me surpreende que a segunda circular coma a palha, afinal desde sempre que assim foi. E a verdadeira loucura é pensar que, de situações iguais e variáveis iguais, possam surgir resultados diferentes. Não surgem. São os mesmos. Nenhuma vitória do FC Porto é boa, e as boas são apenas normais, junto de adversários que, apenas e só contra nós, são "fracos" e "acessíveis".

Não se enganem, tivesse sido este jogo no Dragão e, depois da baixa de produção ofensiva após o primeiro golo, já haveria um coro de assobios brutal, porque o "exigente" adepto engole essa conversa de que cada jogo do FC Porto é um treino e que tem de ser ganho de goleada avassaladora, aos 6 minutos.

Não há vergonha? Ponham os olhos no Colectivo 95 e nos SuperDragões, como nunca desistiram e deixaram de apoiar a equipa. "Apoiar" é isso mesmo, servir de suporte e incentivo nos momentos menos bons, não pode ser um constante "julgamento" a cada minuto. Já temos inimigos que cheguem: o sistema, o Nomeações, a segunda circular, o preconceito, a injustiça. Não precisamos de que os adeptos deitem mais lenha na fogueira.

Vamos deixar de mostrar à equipa que é melhor, em termos de apoio e incentivo, jogar fora do que em casa.

É claro que, no meu entender, esse é um falso problema. Lá estarei, eu e muitos Portistas, no gelo como com o Setúbal, no frio com o Rio Ave ou no dilúvio contra o Boavista. No bom e no mau. Sempre. Mas os "exigentes" voltarão a criticar nos seus sofás, com a sua bebida quente e as suas pantufinhas. Não critico. São opções.

Peço apenas que no próximo dia 20 tenham bem presente que o inimigo está do outro lado, e que o silêncio que eu ouvi no Dragão não pode voltar a repetir-se, e que, aí sim, se deva assobiar e apupar intensamente a camisola certa - a vermelha.

E, já agora, curiosa e interessante a reacção à nota artística deste que bem sabe como se... fazem... as notas artísticas por aquelas bandas. Está na hora de acordar e saber em que lado estamos. Porque não podemos estar dos dois.

Análise Arouca 1 - 3 FC Porto (4ª Jornada)


 Que grande jogo de futebol! Não nos iludamos, tivemos um excelente adversário esta noite. O Arouca não se encolheu, defendeu muito bem, na primeira parte foi difícil, mas um FC Porto de ataque é muito diferente!

Não é um FC Porto vertiginoso - eu também não quero que seja. É um FC Porto solidário, mas que pende para o ataque, especialmente na segunda parte quando se superioriza no meio campo. Para isso foi fundamental a libertação de Imbula na segunda parte. Está na hora de Lopetegui perceber essa parte - Imbula não pode estar preso, nem a Ruben, nem a Danilo. Naturalmente, ainda não está bem, ainda não está livre. Mas quando estiver, vai ser autenticamente imbatível.

A alegria e o perfume que Rúben Neves traz naquela fantástica qualidade de passe (o terceiro golo é todo dele) e de Corona autenticamente endiabrado, dão uma força ao FC Porto impressionante. 

Lopetegui tem uma boa dor de cabeça neste plantel - todos são bons. Ainda bem que há soluções. Toca a encaixar as peças. Temos profundidade para atacar tudo de olhos nos olhos. Muito bem!

Aboubakar - Para mim, o Rei Bakar foi o melhor do jogo. Foi brindado com o golo que mereceu, mas antes distribuiu, fez crescer, avançou, passou, defendeu, rematou, procurou incessantemente a baliza, ao melhor estilo... Jackson. Mas há qualquer coisa de bonito na forma como Aboubakar joga. Muito gingão, mas sempre com o sentido no melhor para o colectivo. É assim mesmo, Rei Bakar. Bravo!

Corona - Não foram só os golos, foi a velocidade, a criatividade, a ligação, e tudo isto treinado em impressionantes quinze dias! Corona tem tudo para ser um jogador que desequilibre decisivamente cada jogo em prol do FC Porto. Com um meio campo sólido a servi-lo, Corona será, certamente, letal nos próximos jogos também.

Layún - Dois treinos, viagens longas, zero de conhecimento posicional e, à parte de um começo em falso - naturalíssimo - dá para ver que, a prazo, talvez Alex Sandro possa ter um sucessor à altura. Muito bem de fio a pavio, especialmente contundente no ataque, está visto que o tripé tinha perdido uma perna - e esta está encontrada.

O Meio Campo Tuga - Rúben Neves é, para mim, um Lucho Gonzáles a 6. Que passes e leitura de jogo inacreditáveis! Maravilha, miúdo! Mudou logo a questão ofensiva e tornou-a nula. Que bem André André a seguir o pai, a carregar o piano e a estar de fato-de-macaco a resolver o que fosse preciso 6-8-10-extremo... foi tudo. Solidário, forte, ligado, é daqueles jogadores que são Porto sempre. E Danilo, quando é necessário músculo e solidez, não é betão, é Titânio. Uma solução 100% portuguesa de uma qualidade total, a dar opções a Lopetegui. 

Maicon - Seguro, determinado, mandão, a cobrir todos os lances possíveis, a fazer peito aos árbitros, a motivar os colegas, com zero paragens cerebrais - o verdadeiro Capitão. Bravo, Air Strike, estás a chegar lá.

Zero Assobios - Os SuperDragões e o Colectivo 95 (mais as pessoas que esgotaram o estádio) deram uma lição aos "exigentes" do Dragão. Só foi possível à equipa superar-se pelo fantástico apoio que tiveram a cada lance, a cada roubo de bola, em cada investida. Obrigado pessoal, uma lição de classe a todos os Portistas reflexivos da treta do sofá.

Arouca - Deixemo-nos de porcarias, o Arouca foi um digno adversário, e antes do segundo golo chegou mesmo a estar olhos nos olhos connosco. Futebol assim é mais sério, tem mais piada e é um digno vencido. O golo de honra é merecido, Iker Casillas nada poderia fazer, e o irmão do Maicon mereceu que o Arouca pudesse levar para casa o seu prémio de consolação. Lito Vidigal é um óptimo treinador que ganhou completamente a aposta este ano, tenho a certeza que o Arouca não vai esmorecer e, jogando assim, quem sabe não poderá chegar a um lugar europeu? Cada vez mais se prova que Vidigal foi afastado por não se vergar à palhaçada que ainda ontem se pôde ver.

Lopetegui -  Ganhou no onze, ganhou no risco, ganhou na superior leitura do jogo, ganhou, ganhou, ganhou. Ganha sempre àqueles que insistem em dizer que não presta. Sem-pre.


Brahimi - Ai, Yacine, Yacine. Porque raio é que tu, quando os outros se elevam, desapareces como candeia sem luz? Que raio, homem! Fora do jogo, lento, complicativo, estranho. Hoje não foi o dia do Yacine.

Capela - Nas imortais palavras de Serafim Saudade, é um artista da radioteveidisco e da caaassetepirateee. Sete cartões amarelos-sete a jogadores nossos e um ao Arouca. Então o do Layún é qualquer coisa de fenomenal! Não logrou sair vitorioso e expulsar alguém, mas esteve lá perto. Uma vergonha, da qual já estávamos à espera. Campo inclinado FTW!

sábado, 12 de setembro de 2015

Antevisão Arouca - FC Porto (4ª Jornada)


Não há desculpas. Gozaram-nos indecentemente, tendo direito a isso ou não. Não há desculpas. Somos superiores. Não há desculpas. Já lhes demos uma goleada. Não há desculpas. Quem quer ser campeão, é-o contra todas as adversidades. Não há desculpas. Reparos só no fim do jogo, não quero saber de arbitragem, do estado do relvado, do tempo, das dores de burro. Campeão é aquele que ganha mesmo quando o jogo está viciado.

Não há desculpas. O adversário ganhou de goleada - combinada ou não, who fuckin' cares - está motivado, está na hora de fazê-los descer à terra e dizer presente. Não há desculpas. Contra ventos e marés temos de chegar ao Clássico à frente, não atrás.

Não há desculpas. Quem quer ser campeão não pode perder pontos em jogos destes.


Helton e Casillas (guarda-redes); Maxi Pereira, Martins Indi, Maicon, Marcano, Rúben Neves, Brahimi, Aboubakar, Dani Osvaldo, Tello, Herrera, Jesús Corona, André André, Miguel Layún, Danilo, Alberto Bueno, Imbula e Cissokho. 


(4x2x3x1): Casillas; Maxi, Maicon, Indi, Cissokho; Danilo, Imbula; Tello, Brahimi, Corona; Aboubakar.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

A Selecção Paga [ACTUALIZAÇÃO LOPETEGUI]


Não só no nosso clube como em todos os grandes temos uma realidade com que lutar - os compromissos das selecções. Se são apuramento para uma competição, pode entender-se - afinal, os jogadores entusiasmam-se em defender as cores do seu país, as internacionalizações são uma coisa extremamente valorizadora num currículo de um jogador e aumentam a confiança de um jogador, por ser um "guerreiro" a "lutar" pelo seu país. No caso de Herrera ainda com mais um acrescento - aumentou-lhe a confiança, ao marcar dois golos de belo efeito e tenho a certeza que voltará com mais moral.

O problema é que volta mais cansado. Como Maxi. Como Layún. E também, sendo justo, como todos os internacionais em todas as equipas com arcaboiço para tê-los no plantel. Prejudica todos. E, insisto, se vai de encontro a um apuramento para uma fase final de um campeonato europeu ou mundial, compreende-se. Se é para ganhar dinheiro, não. Ou seja: jogaram-se dois jogos pelas selecções globo fora. Um foi para uma competição ou apuramento no caso da maioria dos clubes, outro foi para ganhar dinheiro. Esse, é escusado dizer, não devia acontecer, muito menos nesta fase das competições.

Ter o arranque competitivo da Europa de futebol interrompido desta maneira, ainda para mais numa fase tão importante como a da adaptação das contratações de fecho, é quase imoral. Há montes de pausas competitivas! Porque não aproveitar uma dessas e condensar a calendarização das selecções para fazer os jogos nessa altura sem prejuízo para os clubes que lhes pagam o salário?

Felizmente não aconteceu connosco, mas veja-se o caso de dois dos nossos eternos Dragões no Real Madrid! Danilo e James estão parados um mês por uma lesão contraída nos jogos de selecção!

Espero que os clubes saibam defender os seus direitos de uma forma mais coerente. Porque há um prejuízo competitivo evidente. E no caso do FC Porto, deixa o seu eixo defensivo bastante mais fraco.

Já agora, quando o Lixo da Manhã se lembrar de inverter o seu jornalismo de sarjeta, pode ser que comece a ter resposta dada às perguntas nas conferências de imprensa.

Não sou muito de valorizar as conferências de imprensa de ante-visão, cheias de banalidades e lugares comuns. Se algo de relevante for dito, actualizarei o post convenientemente.

ADENDA: Nada na conferência de imprensa de Lopetegui foi muito surpreendente. Já sei que muitos vão gozar com o facto de Lopetegui valorizar o adversário - neste caso acho que é merecido.

Muito bem na questão do campo, deixou entre-dentes sair que vai gerir as chegadas e que há mazelas nos jogadores - indo de encontro ao teor deste post -  o que adivinha alterações na convocatória de fundo. Aguardo expectantemente. Também já disse que anda à procura de um sistema e onze tipo, "para que não haja variações muito grandes", o que é uma coisa interessante.

Achei-o também mais calmo, menos agressivo e mais certo de si mesmo, que é uma coisa importante. E acompanha, evidentemente, aquilo que diz o FC Porto sobre a situação do campo. Gostei do gesto de dizer "com todo o respeito do Mundo".

Se houver novidades na convocatória surpreendentes, coloca-las-ei aqui.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Uma Adenda Pessoal A Um Post Pertinente



Antes de mais dizer que subscrevo tudo o que o Norte diz acerca da traição suprema do ano passado. Com uma diferença: eu acho que o culpado é aquele. Por um conjunto de razões: Porque teria um feudo com o treinador (motivo), porque estava completamente dentro do processo de jogo e da sua orientação (meios), porque é amigo confesso do receptor da informação (oportunidade).  A isso acrescente-se uma pergunta: porque carga de água viria um paineleiro afecto a Carnide, completamente a despropósito, dizer que tal facto acontecera mas que não foi Quaresma a fazê-lo, senão para deflectir?

Eu percebo a incredulidade dos meus caros Portistas. Afinal, haveria poucos tão amados pelo público no ano transacto do que Quaresma. Seria a traição mais suprema, não a Lopetegui, mas ao Futebol Clube do Porto que o reabilitou.

Mas vamos ao que à minha adenda diz respeito - não é sobre Quaresma. É, tão somente, o sublinhar VEEMENTEMENTE que o campeonato do ano passado não foi só roubado pelo colinho: foi entregue ao adversário por um traidor.

Depois de Bayern, Julen Lopetegui esteve muito tempo a elaborar uma táctica e um onze inédito, por forma a surpreender e vencer o jogo pelo inesperado. Com essa traição, não só não surpreendeu como foi surpreendido pela preparação adversária. Cada vez mais se vê que a "hegemonia" benfiquista não tem ponta por onde se lhe pegue, que só ganham trapaceando e que tem uma máquina de lavagem eficaz.
 
Muitos de nós sabem o evidente: perdemos o campeonato, não no Restelo, mas na Luz. Deixemo-nos de porcarias: todos sabemos que, se ganhássemos ao benfica, estaríamos igualados e eles não resistiriam - como se viu, aliás, mesmo à frente. Julen Lopetegui, no meu entender, tudo fez. Qual era a motivação no Restelo, sabendo que o benfica iria encontrar o "amigo" Marítimo na última jornada e ainda com Xistra para atar tudo com um lacinho bem bonito? Lopetegui foi usado, manipulado, injustiçado, defendeu-nos sozinho, foi largado às feras e efectivamente traído pelos seus.

Agora eu pergunto, Portistas: é este o treinador que querem no FC Porto? Este sujo, vil, porco, sabujo, nojento, inculto, trapaceiro, arruaceiro, incapaz e batoteiro treinador?

Independentemente de quem foi, quem não foi, que lhe forneceu a informação, digo-o sem rodeios: O senhor que, aparentemente, muitos querem na cadeira de sonho, cometeu um crime - sim, tráfego de informação é crime - contra o meu Clube e então é, para mim, indigno de se sentar na cadeira de sonho. 

Pensem bem em quem querem na vossa história. Pensem bem. Porque na Europa de futebol nenhum jogador do Bayern, do Barça, do Real, carago, do Dínamo ou do BATE lhe vai dar o onze, se vai mandar para o chão, nenhum árbitro vai permitir aos seus o que as regras não permitem. 

Sem o tabuleiro inclinado, sem os dados viciados, a verdade virá sempre ao de cima - a da sua total, completa, real e absoluta INCOMPETÊNCIA.

P.S: Muito obrigado ao JNPorto por me ter informado do problema que alguns utilizadores estariam a ter em comentar. Os vossos comentários são uma parte tão vital para mim deste blog como os próprios posts. As minhas desculpas. Qualquer dificuldade por favor contactem. Obrigado.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Notas Soltas Das Selecções [ADENDA COLINHO: O REGRESSO]


Acho muito relevante começar este post por vincar bem a fantástica prestação dos renovados Sub-21 ontem, mormente os nossos Rúben Neves e André Silva. Rúben mostrou toda a sua categoria e sabedoria posicional, pondo em evidência o extraordinário jogador que sem dúvida é, e que é seu, sem dúvida, o futuro da sua posição.

Mas quero, mais que tudo, dar relevância a André Silva. Um ponta de lança forte, possante, com faro de golo. Mas quero também pedir à comunidade Portista para não embandeirar em arco e deixar o jovem André crescer com qualidade, integrar a equipa nos seus espaços e tempos próprios. Uma coisa é jogar contra jovens - e uma equipa com muito espaço e linhas abertas como a da Albânia - outra é pôr-lhe a responsabilidade nos ombros de ser o ponta de lança do FC Porto. Claro que, tal como com o Gonçalo - mas por favor, com um pouco mais de critério! - há que assegurar que o André não vai a lado nenhum. Depois de um período de incerteza, é bom ver que o potencial que sempre teve está a crescer de uma forma coerente e concreta! Parabéns, rapaz!

Também no México tem sido muito bom ver Herrera a recuperar a confiança. Eu sei que está a jogar perto da área - à atenção de JL - e que o espaço é aberto pelas selecções quererem ganhar e não estarem a jogar na sua máxima força, mas acho que também deve ser motivador para o Hector Miguel não ser brindado com um coro de assobios de cada vez que toca na bola por parte dos "seus" adeptos. Uma referência também para Layún que me parece ser a alternativa de ataque que procurávamos na grande maioria de jogos. Acho que recuperamos o equilíbrio. A confirmar no sábado.

Associo-me ao SDValadares no meu repúdio ao design do novo cartão. Acho que é uma coisa tão importante para um Portista que é quase uma questão umbilical. Ter o Brasão Abençoado num cartão descaracterizado, absolutamente imperceptível a olho nu e ainda por cima depois de se ter pedido 10€ por ele, é mesmo uma forma gritante de desrespeito, não só pelos adeptos, mas pela História e Simbologia do Clube.

Só vou falar nisto por causa do moralismo dos viscondes, por isso cá vai: aqueles que passam a vida a pregar a moral no futebol, no final estão na mesma prática que todos. O Nosso Grande Presidente assume-se como profissional. Não é hipócrita. E assim é que deve ser.

ADENDA: E porque não quer o FC Porto as nomeações? Por causa disto: Bruno Paixão na Luz, João Capela em Arouca. Qualquer outra combinação - qualquer outra! - seria menos evidente para o que vem aí, mais um roubo de Capela. Falhadas as contratações, segue-se o Nomeações. Vamos tratar de golear. E Julen, só para o lixar: Cissokho na esquerda, Layún na direita. Ok? Tu já sabes ao que vais. Não sejas anjinho!