segunda-feira, 4 de abril de 2016

Inenarrável.


Foi o PIOR "jogo" que vi o FC Porto fazer em toda a minha vida. Não há palavras para descrever o que se passou ali, no nosso lindo Estádio do Dragão, palco de tantas glórias.

Isto no dia em que a Direcção decide instaurar um processo à lixeira... por causa das comissões. Não das ofensas sucessivas a treinadores e jogadores. Não. Quando se fala de Alexandre Pinto da Costa. Aí sim, mexem-se.

Envergonhem-se, senhores! Respeitem-nos! Não somos todos parvinhos!!!

E, já agora, estamos muito melhor agora, verdade? Isto agora é que é jogar! E pior: Danilo diz que faltou ambição. Peseiro parece que esteve em Marte. Isto não pode ser o FC Porto.

Atingi o meu limite. A via está aberta para a vossa catarse. 

Antevisão FC Porto - CD Tondela (28ª Jornada) Resistir


Resistir. É mesmo este o verbo. A bluegosfera está calada, mesmo nas redes sociais a actividade é diminuta, a motivação é baixa. Para lá disso, o jogo de hoje foi marcado para umas impossível 19 horas de segunda feira, que ainda por cima se afigura chuvosa. Não faz mal, os Portistas são resistentes. "Contigo até ao fim, tu és o nosso amor". Depois da palhaçada de sexta-feira, a vã esperança do título parece ter desvanecido, o melhor que se pode almejar é um segundo lugar de apuramento directo para a Champions. Mas a questão que se impõe é esta: Que importa isso para os adeptos? Rigorosamente nada! Os títulos este ano parecem fadados para não acontecer, e depositamos as nossas esperanças na Taça de Portugal. 

Não é nada que me surpreenda. Disse-o desde a saída de Lopetegui: estamos em pré-época. José Peseiro fará o melhor que pode com um grupo que está longe de ser mau - esta pausa de selecções assim o demonstrou - mas a motivação é pouca. Estará em linha com a casa vazia que se adivinha. Eu estarei lá, mas estou em crer que serei acompanhado de poucos. Mais uma vez o "excelente negócio" do FC Porto deixou-o do lado minoritário, na extraordinariamente paradoxal tarefa de cumprir um contrato com uma operadora que está do lado de quem nos quer destruir. Resultado: jogos a horas impossíveis, com comentários a contra-gosto, e todo o preconceito de quem acha que patrocina predestinados.

Mesmo assim, e apesar de tudo, espera-se um FC Porto competente, profissional e dominador. Eu gostaria, também, que fosse um FC Porto avassalador, que pulverizasse o Tondela, como demonstração de força. Seja como for, fico satisfeito com os 3 pontos, para que o segundo lugar não seja (ainda mais) uma miragem. Saúdo a inclusão, merecida, de Tomás Podstawsky na convocatória.

Helton e Casillas; Maxi Pereira, Indi, Rúben Neves, Varela, Brahimi, Aboubakar, Marega, Sérgio Oliveira, José Ángel, Herrera, Corona, Miguel Layún, Danilo, Suk, Tomás Podstawski e Chidozie.

(4x2x3x1): Casillas; Maxi, Chidozie, Indi, Layún; Danilo, Sérgio; Corona, Herrera, Brahimi; Suk.

Em jeito de nota final, Pedro Henriques disse ontem, no "Campeonato Nacional", a propósito do desmascaranço que Jorge Coroado fez de membros de claques como árbitros, que este ainda não tinha "ultrapassado a forma como saiu da arbitragem" e que "tinha azia".

Ainda bem que Pedro Henriques saiu a bem e com honras de chefe de estad....à, espera, não, não saiu. Foi corrido. Tipo Marco Ferreira. Ainda bem que uns têm uma espinha dorsal menos curvilínea. 

sábado, 2 de abril de 2016

Corolário


Eis então que o Expresso mostra bem aquilo que é o corolário destes últimos tempos: "ascensão e queda", artigo escrito pela ratazana. Evidentemente, não li, não leio nem vou ler. Já sei o texto. Este ser é obcecado pela figura de Pinto da Costa, tornando-o a expiação de todos os males do futebol. Mas estes tempos são resultantes de um triângulo que há que analisar.

No primeiro vértice, está todo este pensamento sulista propagado por tudo o que é comunicação social, a quem interessa e muito tornar os clubes da capital como os únicos merecedores de tudo. A evangelização não é só em termos de futebol ou de títulos. Não, é uma criação de uma beatificação dos valores dos clubes - são Santos, Heróis, Iluminados recebendo o seu talento directamente do Divino. Durante muito tempo, tivemos um contrapeso desportivo e político, mas ao longo de mais de uma década, tivemos à frente da Câmara Municipal do Porto alguém a quem a luta contra o centralismo não disse absolutamente nada. Todo ele era ego, elegendo o FC Porto como inimigo e como alvo a abater. Mas este ascendente presente é muito importante para o jugo do pensamento dominante: apesar de saberem que três anos não apagam trinta de vitórias e que ainda não provaram nada europeu desde os anos 70, conhecem de ginjeira o facto da verdade poder ser manipulada, bastando para isso a hiperbolização do momento presente. Mais do que jornalismo, é marketing do melhor, é uma lavagem cerebral e condicionamento do pensamento, como uma mensagem subliminar de subalternização a que temos de estar atentos. Não há outro objectivo senão o de pulverizar aqueles que ousaram interromper esta "cúpula de irmãos" separados apenas por uma rua.

No segundo vértice, estão os adeptos. Muito bem habituados a ganhar e muito, é difícil saber lidar com períodos de insucesso continuado. E como em casa que não há pão, todos ralham e ninguém tem razão, e ainda por cima porque temos uma direcção silenciosa que vai permitindo que cada um fale a verdade que lhe parece, o primeiro vértice aproveita para inserir o veneno na veia da confiança Portista. O adepto é ainda uma pessoa e, nesse sentido, é vulnerável a uma mensagem repetida, sempre da mesma forma, reforçando com ideias e palavras-chave, a noção de um descalabro, em surround, dita por cada canto, cada esquina, todos dias, a todas as horas. Todos repetem a mesma noção de que se "fechou o ciclo", que "acabou a hegemonia" e por aí em diante. E isso cria um eco no subconsciente do adepto, como um diabinho repetindo "reclama" e, sem a consciência da verdadeira cabala que por aí grassa, torna o ambiente no Dragão insuportável para as gentes da casa, e faz o gáudio daqueles que vão passando nos pingos da chuva.
 
Mas a verdadeira e maior responsabilidade está no terceiro vértice - a Direcção. Como qualquer rei bonacheirão ébrio pelas suas conquistas, Pinto da Costa perdeu o pulso que o caracterizava. Tornou-se contemplativo e ter-se-á convencido, com certeza, que o carrinho seguiria pelos carris apenas com a velocidade inicial sem ter de ser mais empurrado. O silêncio, a apatia e um claríssimo desligamento da, não duvido, enfadonha rotina diária, deixou o Clube e a sua massa adepta orfã de rumo. Se um líder abandona a sua tropa no meio da luta, os cavaleiros lutarão desunidos, sem direcção e quiça uns com os outros. Espero que ser a capa da revista do Expresso pelos piores motivos acorde o nosso líder e o desperte do embalo doce da sépia nostalgia de tudo aquilo que já conquistou. 

Porque uma coisa é certa. Tenho a certeza que basta uma palavra e uma acção mais forte, para que todos nós nos unamos e recuperemos o fulgor Portista. 
 
A Jorge Nuno Pinto da Costa resta tomar uma decisão: escolher o tamanho da porta pela qual vai sair.  Pode acabar o seu Caminho do Dragão na Glória que merece. Ou poderá sair como o homem, perdendo o ascendente que a pulso conquistou.  A BOLA ESTÁ NO SEU LADO. O TEMPO DE AGIR É AGORA.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Umas Perguntinhas


Vejo que todos estão muito preocupados em mostrar aquilo que, indubitavelmente, está errado no funcionamento administrativo do Nosso Grande Clube. No entanto, para lá disto, tenho umas perguntinhas para fazer. Sei que, provavelmente, não são assim tão importantes. Mas não vou deixar de as fazer. Então, cá vão:.

- Que clube votou ao lado do ficaben nas últimas eleições futebolísticas?

- Qual foi a única equipa que ganhou ao Sporting de Braga em sua casa?

- Que arbitro já apitou o ficaben 12 vezes?

- Qual é o problema físico do Josué, exactamente?

Estou certo que a minha cabeça paranóica não se deveria importunar com meros detalhes, quando valores mais altos e urgentes se levantam... mas apeteceu-me perguntar.

Já agora, louvo a posição do FC Porto contra a palhaçada federativa. Mas convinha ir um pouco mais além. É que os nossos inimigos não se resumem a esses.

quinta-feira, 31 de março de 2016

Auto-Flagelação [ACTUALIZADO COMUNICADO]


Considero o comissionamento de transferência uma coisa abjecta. Se há alguma acção real de intermediação, esforço e trabalho para se apresentar um atleta a um clube e o marketizat, acho que esse esforço deve ser recompensado. No entanto, não é isso que se passa, normalmente, em todo o futebol. Os montantes são exorbitantes, desfasados da realidade da própria média do ordenado per capita da massa adepta do próprio clube.

É exclusivo do Nosso Grande Clube? Não. Começou recentemente? Não. Mesmo o nepotismo que tanto nos choca existe, transversalmente, em grandes empresas e grupos económicos por toda a parte. O problema é que a situação financeira do FC Porto não se compadece com douto esbanjamento. De resto, se é fulano, sicrano ou beltrano o beneficiado, é-me positivamente indiferente. Não pode é ser desproporcionado e irrealista! 

Mas, principalmente, gostaria de alertar os meus caros colegas bloggers que é importante não dar tiros no próprio pé. Enfraquecer a imagem pública do FC Porto em nada o favorece. Porque não falar dos negócios milionários ficabenistas, como por exemplo os milhões de comissão para uma renovação, os jogadores a quem é uma e outra vez prometida a porta do Céu, mas que são despachados sem pôr os pés no Seixal, para lá da Porta 18 e vergonhas quejandas? Porque não falar daquilo que se conhece, que é a pré-falência de um sportem forçado a dar muito mais do que aquilo que tem, e da sua hipocrisia na questão dos fundos, quando apresenta propostas a jogadores com ajuda do mesmo sistema? 

Na AG foram levantadas questões pertinentes do género destas, foi exposto muito do descontentamento dos adeptos, foi feita a pressão positiva à direcção, que era necessária. Daqui a 17 dias poderemos todos, em consciência, dar voz ao nosso descontentamento. Os assuntos de casa devem ser, no meu entender, tratados intra portas, e não dar manchetes de jornais que fazem, diariamente, campanhas para nos destruir.

É necessário, no meu entender, lembrar-nos de uma verdade clara e quase de La Palice: o ficabenista vai falar e apontar ao dedo aos sportenguistas e Portistas, o sportenguista vai falar e apontar o dedo aos ficabenistas e Portistas, o Portista.... aponta o dedo e critica o FC Porto. 

Por muito que haja necessidade de fazer mudanças urgentes, é fundamental termos bem presentes, a cada momento, quem ajudamos com as nossas críticas e a quem acabam por servir. Por muito que tenham um bom propósito. Não duvido que cada Portista, à sua maneira, queira o bem do FC Porto. É preciso é ter atenção se não se está a armar o inimigo. Ainda que inadvertidamente.

quarta-feira, 30 de março de 2016

Master Of Puppets

Ontem jogou a selecção mais uma vez. Mais uma vez, entrou o Renatinho, esse predestinado jogador cheio de bênçãos dos céus, de Poder Divinal e de magia futebolística. Só que, na verdade, não. Foi uma sucessão épica de passes falhados, uns nervos que se notariam de Saturno e uma linha enorme de más decisões. Na verdade, nada mais natural. É um jovem, apenas na sua segunda internacionalização A e claramente sobrevalorizado e catapultado para a piscina onde ainda não tem estaleca para nadar. 

Não estou, evidentemente, a defender o "predestinado". Ele ganha tanto com esta mitificação como o seu clube. Aliás, ele saboreia a glória fajuta e os seus 15 minutos de fama com deleite. Mas, a mim, mais do que o "sabor do mês", interessa-me expor a manipulação das marionetas do grande puppeteer dos pneus. Já aqui tinha falado que o jovem Diogo fazia parte das escolas de formação do ficaben. Agora, é vê-lo, como bem mostra o site Super Portistas, em plena tribuna do estádio de Leiria, apenas uma fila abaixo das mais altas individualidades do nosso País. Um verdadeiro elemento da mais comum massa adepta, portanto! 

Não me aborrece, insisto, que se atire o Renatinho como homem bala. Aborrece-me que, no meio disto, se vá alimentando a falsa onda vermelha, em que tudo é lindo e colorido, em que todos são grandes jogadores e o futuro do futebol português. É, evidentemente, mentira. Basta comparar a quantidade de internacionais de cada uma das equipas, ficaben e FC Porto, e A RELEVÂNCIA da prestação dos seus atletas nos encontros jogados. Quantos golos foram marcados por jogadores do FC Porto? E quantos por jogadores do ficaben? E assistências? E relevância nos encontros?  Pois.

Bem sabemos que o a SAD do nosso Clube está ocupada numa contabilidade criativa e que nada faz para dar destaque a nada que é seu. Aliás, acho tristemente curioso ver que, após a fase de apresentação de candidaturas às eleições do Clube, tudo tenha voltado a ser, lamentavelmente, igual ao que era - o silêncio sepulcral voltou a instalar-se. Ontem foram feitas acusações pela parte do Football Leaks e... silêncio. Tenho pena que o silêncio lance o manto obscuro onde a palavra dita traria claridade. E assim se vai cavando mais e mais o buraco de onde se vai tornando cada vez mais complicado sair.

Agora, não basta Bernardino Barros falar da vergonha de um #colinho cada vez mais evidente e desavergonhado. Espero que o Dragões Diário, pelo menos, aflore este artigo de opinião n'O Jogo de Jorge Coroado, muito bem feito notar pelo meu caro Pedro Carmo. Embora ele sublinhe, sem dúvida por motivos legais, que isto que escreve é uma história, é fácil de constatar que não é. Não é preciso fazer grande esforço para perceber que Coroado está a falar dos novos internacionais à força da arbitragem. É gravíssimo que um clube e um puppeteer possa, além de promover jogadores seus para lá do que devia, também promover árbitros. Se juntarmos a esta lista os árbitros com "doenças súbitas", temos mais um campeonato roubado escandalosamente. Mas nada se diz e nada se faz

Quero acreditar que isto esteja a acontecer porque já se está a preparar uma época de arromba, cheia de Portismo e de Garra. E não, não é wishful thinking. É que, se mantiverem a política que têm tido, será cada vez mais complicado para os próprios.... É que o Clube ficará, mas as pessoas....

segunda-feira, 28 de março de 2016

Andebol - 1/2 Final Playoff - 1ª Mão - FC Porto 31 vs 32 Benfica (após 1 prolongamento)

Começámos da pior das formas esta 1/2 Final do Playoff do Campeonato Nacional de Andebol, com uma amarga mas justa derrota frente ao Benfica, em pleno Dragão Caixa. Uma derrota vem sempre numa péssima altura, mas ganha um peso especial por ser a primeira da temporada (para o Campeonato), por ser em casa, e por ser... contra o Benfica - pode não ser o rival mais complicado (ABC e Sporting são, a meu ver, equipas mais complicadas), mas é sempre o nosso maior rival, seja em que modalidade for.

Como costumo acompanhar os diversos jogos de andebol, confesso que não fiquei surpreendido com os problemas que sentimos, ainda que pensasse que seríamos capazes de vencer o jogo. Para quem viu os jogos da Fase Regular, ficou com a clara ideia de que há um degrau de qualidade entre FC Porto e Benfica, facto confirmado com a segurança das duas vitórias obtidas. Só que este FC Porto está um bocado afastado daquela máquina trituradora da Fase Regular, e o Benfica melhorou um bocado, especialmente agora que tem todos os jogadores a 100%.

No geral, foi um jogo de andebol interessante, pautado por muito equilíbrio, um bocado à imagem do que tem sido estas 1/2 Finais, nos jogos entre ABC e Sporting. Houve nervos, houve emoção, bons momentos de andebol, e no final aceita-se que a vitória tenha caído para o lado lisboeta - como se aceitaria uma vitória nossa. O andebol tem destas coisas... Jogos equilibrados, tanto podem terminar com margens curtíssimas, como com margens um pouco superiores. Tudo se baseia em pormenores, e no timing em que ocorrem. Um pouco à semelhança do último FC Porto - Benfica em basket, que quase me provocou um enfarte.

Vamos aos altos e baixos deste jogo:

POSITIVO:
- Atitude Competitiva: de novo, reforço esta questão. A equipa perdeu, o que foi péssimo, mas a forma como combateu bravamente para disputar o jogo deve ser realçado. Sendo certo que não há vitórias morais, é sempre bom perceber que não é por falta de combatividade que os nossos rapazes não chegam lá.

- Acredito que possam não concordar, mas tenho de destacar uma boa exibição de Laurentino. Defendeu o que pôde, e foi dos principais responsáveis por termos chegado ao intervalo apenas a dois golos do Benfica. Precisa de ser mais ajudado pela defesa organizada...



- Gilberto Duarte, continua a carregar a equipa ás costas, e ressentimo-nos muito com o seu estouro físico (falarei disso mais abaixo). Pena que o seu último remate não nos tenha possibilitado, pelo menos, chegar aos últimos 15 segundos do prolongamento em vantagem no marcador. Destaco também a qualidade de Miguel Martins, Rui Silva e de António Areia, três dos principais responsáveis pelo ponto negativo que dedico a Ricardo Costa mais abaixo.








NEGATIVO:



- Ficou bem patente que a nossa incapacidade defensiva é já bem conhecida dos nossos adversários, que exploram até à exaustão a falta de velocidade de Daymaro ou de Alexis (quando defendem), e as fragilidades de Cuni, Gustavo, Rui Silva ou Nuno Gonçalves, quando se posicionam como segundos defensores. Se o central contrário for rápido, forte no 1x1, temos meio caminho andado para que se abram buracos logo no centro da defesa. Geralmente, o objectivo dos adversários passa por abrir bem o jogo, deixando Alexis ou Daymaro com muito espaço para defender um jogador mais rápido do que eles. Obviamente que se o central atacar o homem, será muito semelhante a chocar contra uma parede com 5 metros de espessura. Mas se o atacante explorar o espaço, obrigando um dos nossos a sair do local (quase sempre fora de tempo), isso vai obrigar o outro defensor central ou um dos segundos a ajudar, abrindo brechas para finalizações dos 9 metros sem grande oposição. Se do outro lado tivermos Borragan, Wellinton ou Elledy Semedo, é certo que vamos sofrer muitos golos.

- O apagão na posição de lateral direito tem sido nefasto para o nosso jogo. Sem lateral direito à altura, ficamos muito dependentes de Gilberto, e de Rui Silva ou Miguel Martins. Sei que Gustavo Rodrigues tem jogado em claras limitações físicas, mas Cuni tem estado absolutamente desastroso. A quantidade de erros na leitura das jogadas, e de bolas que perde é a-ssus-ta-do-ra! E que tal apostar em Areia como lateral direito?

- Fisicamente, preocupa-me que tenhamos chegado ao prolongamento de rastos. Se havia coisa que nunca falhava com Obradovic era a questão física. Éramos capazes de chegar ao final da temporada, com jogadores a aguentar fazer 60, 70, ou 80 minutos sempre em alta rotação; era isso que nos distinguia dos rivais, e era sempre nos últimos 15 minutos que conseguíamos resolver jogos equilibrados. Preocupa-me ver Gilberto a chegar rebentado aos 40 minutos de jogo...

- Ricardo Costa leva um carregado cartão vermelho neste jogo. Continuo sem compreender o porquê de Rui Silva, Miguel Martins e António Areia serem retirados e recolocados em campo com tamanha frequência, quando constituem, a par de Gilberto, Quintana e Alexis, o conjunto mais talentoso do nosso plantel. Comparem o rendimento da equipa quando temos pelo menos 4 ou 5 destes 6 jogadores em campo (agora, não podemos contar com Quintana), com as alturas em que temos Nunos Gonçalves, Moreiras e Nunos Roques, e decerto encontrarão diferenças. Chegou a altura realmente a doer, e nesta altura devem jogar os melhores. Não consigo compreender que Miguel Martins tenha tão pouco tempo de jogo, por exemplo. Ou que Areia tenha que jogar apenas uma parte, para Moreira jogar a 2ª. Pretende-se provar o quê? Que temos mais jogadores? Isso já sabemos... Agora, precisamos dos melhores.


A única boa notícia que daqui poderemos retirar, é que ainda temos (pelo menos) mais 3 jogos para conseguir reverter a elimnatória a nosso favor, e que se for necessário ir ao 5º jogo, este será em nossa casa. Mas temos de ir a Lisboa ganhar um dos jogos... e convinha mesmo ser já o próximo. Porque se não for, ficamos numa posição extremamente delicada.

Já agora, no próximo dia 2 de Abril, depois do jogo para a 2ª mão da 1/2 final na Luz, teremos novo encontro contra o Benfica, desta feita em Leiria, para a Final Four da Taça de Portugal. O outro jogo oporá o Sporting CP ao Madeira SAD.

Um abraço,

Z