quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Dorme Dorme Bébé e Afinal Havia Outra

Antes de mais, porque o importante é o importante e o acessório não interessa, quero juntar-me à família da Bluegosfera e desejar ao senhor José Lima do Mística Azul e Branca uma rápida recuperação e completas melhoras. Faz-nos falta e queremo-lo depressa de volta.


Adiante. Como diria Fernando Pessa, também ele zbordem, "e esta ein"? Então não é que o senhor Nani afinal admitiria ir embora em Janeiro? Já sei, já sei, não há clausula de rescisão e por aí em diante. 
Mas e agora, ó Bruninho Fanfarrão? Quererás tu ter um jogador contrariado no plantel? Olha que é um perigo, pá! Olha ali o Enzo Perez a suspirar por Janeiro! E olha que tu não tens a comandita do colinho! Se agora estás em 8º mas ainda é perfeitamente possível - segundo, não eu, mas o delirante e anti-Porto Cutty Sark Barroso, para quem toda a raiz do Mal é Lopetegui - recuperar e ganhar o Campeonato, imagina sem o teu farol, a luz dos teus dias, ou com ela um bocadinho apagada por perceber a tolice que é querer estar aqui, num clube cuja máxima aspiração é ganhar aos dois rivais.
Ainda mais se a Nave-Mãe o chama de volta a casa. Bastou vê-lo a tirar fotos com a massa adepta e a assinar autógrafos como se não houvesse amanhã! Ai não! 'Bora que se faz tarde, que o presidente é tolo e não se sai da cepa torta e antes que se voltem a esquecer de mim!

E, meus amigos, que foi aquilo ontem? Por momentos pensei que estava a ver o Baby Tv! Confesso que o vi um bocadinho na diagonal, que a Selecção não me entusiasma nada, tenho é saudades das minhas riscas azuis e brancas, ainda para mais a piners e com aquele entusiasmo que se viu nos superstars. Concedo que mais de Messi do que de Ronaldo, mas caramba, que foi aquilo!
Imagino se fosse um Inglês e tivesse pago 50 a 75 euros (40 a 60 GBP), para ver os dois melhores do mundo e mais 20 a atrapalhar durante 45 minutos! Sim, 45! Não havia cachet para mais!
Aquilo não foi serviços mínimos, foi uma coisa qualquer sem nome. Vale, mais uma vez, São Quaresma a cruzar para o Raphael Guerreiro, para salvar um jogo muito insípido, que não serviu de nada.
A Argentina encostou Portugal às cordas, que até defendeu bem, com um bom jogo dos centrais, mas caramba, é mesmo necessária tanta paragem para encher os bolsos - ainda mais! - de uma instituição?
Um disparate!

Bem, eu, quando oiço a palavra Argentina, só me lembro de um nome, e não é Messi ou Maradona:


Saudades, Comandante! Tantas saudades! Volta depressa, da forma que queiras! Fazes falta!


terça-feira, 18 de novembro de 2014

Algumas Confirmações e A Problemática da Paineleirice Portista


Gosto muito desta fotografia. Gosto desta fotografia porque mostra um grande jogador apoiado na figura de um grande Capitão, Rodolfo Reis. Gosto desta foto porque li hoje que o presidente do Atlético de Madrid não descarta a possibilidade de nos fazer felizes e negociar o Óliver para ser nosso, mesmo nosso, no final do ano. Gosto desta foto porque acho mesmo que o miúdo sente isto como seu.

Óliver surpreendeu-me, confesso. Fui dos que torceu o nariz à vinda de um jogador sem opção de compra, confesso. E principalmente dado a concorrência no espaço dos médios. Mas Óliver é um equilíbrio do plantel, fortalece muito o onze e organiza maravilhosamente. Se, por acaso, puder ser jogador do Porto, como se viu no Estoril, garra, força e espírito combativo não lhe falta. Um jogador à Porto, portanto.

Pegando na foto também, vamos então à tristíssima temática deste post - a paineleirice azul e branca.

Confesso que ando agastado com este assunto. À excepção do Rodolfo, que adoro ver no Play Off e que noto que está lá sempre como Portista e a defender as suas cores - mesmo que, pontualmente, não concorde com ele, pelo menos tem lógica - a verdade é que não entendo a posição dos comentadores de programas desportivos, supostamente afectos a nós.

Em primeiro lugar, todos fazem questão de se vincar como "independentes" e "livre-pensadores", como se ser Portista fosse um qualquer defeito ou doença. Garanto-lhes que Gobern, Seara, Telmo Correia, António Simões, Gosma da Silva, Pedro Ribeiro, e por aí em diante, são benfas. Assim como Cutty Sark, Mourão Ferreira, Alves, Oliveira e Costa, Manuel Fernandes, Barbosa, Morais, etc, são do zbordem.

Porque carga de água terão o Miguel Guedes e o Serrão de querer ser independentes? O que terão pago ao Jorge Andrade para ser tão insipiente? E que dizer de Vitor Pereira? Nem faço comentários.
Mas desgasta-me o meu Sentir Azul e Branco ver que são o Manuel Serrão a gozar e a criticar humorosamente o seu clube, o Miguel Guedes a espumar de fúria do jogo contra o Estoril no programa "Grandes Adeptos" e Jorge Andrade a arrasar o Lopetegui no 4x4x3 que me deixam mais triste! Então no caso deste último, chegar ao cúmulo de ver o José Nunes, insuspeito de ser do Porto, a dizer que a nossa equipa lutou muito no jogo e que deixou tudo no campo, é ridículo. Com amigos destes, quem precisa de inimigos.


Mas o caso mais horripilante é o de António Oliveira. Quando a bola não rola - aí vê-se que ele defende, 80% das vezes, o Porto - ele desmultiplica-se em cabalas sobre a Olivedesportos, a Federação, a Liga, os Clubes grandes... sendo que ele tem onze por cento do Porto! Como? Importa-se de repetir!? Garante ele que há uma máfia dos três grandes, na qual está incluído o clube dele? Que relação tem ele então com o Nosso Grande Presidente, ao insinuar que ele é mafioso? Estamos na presença do quê? Que desilusão!


João Nuno Coelho teve três anos um programa no Canal Q, ladeado pela "formidável" Leonor Pinhão e o sectaríssimo José de Pina, onde defendeu de uma forma maravilhosa as nossas cores, com sabedoria, classe, nível e saber estar, mas sem nunca pôr em causa o seu Clube do Coração. Pedro Marques Lopes e Diogo Feyo, duas interessantíssimas e super inteligentes pessoas, uma que escreve o maravilhoso "Brasão Abençoado" e o outro que não precisa disto para nada, meteram já o Gosma da Silva e o Rogério Alves num chinelo pequenino muitas vezes, ao invés do bonómico Guilherme Aguiar, que se nota que estar ali ou a dormir seria o mesmo.

Para mim é urgente uma remodelação paineleiral nos programas.

Para terminar numa boa nota, gosto tanto de ler que o Herrera acha que já joga num Clube grande - claro que sim! - e que o Fernando Reges diz que será sempre Portista - evidente! - e que não jogaria em mais nenhum clube cá. Não são novidades, mas é sempre bom saber e reler.

domingo, 16 de novembro de 2014

O Armaggedon em Janeiro e A Parvoice Das Paragens


E pronto! Mais uma vez sinto o meu coração tão quentinho! Os media tão importadinhos que estão com o nosso handicap competitivo em Janeiro, já que Brahimi e Aboubakar vão falhar seis a oito jogos com as suas selecções na CAN! E agora? Que vai ser do Porto, sem estes dois? Claramente estamos condenados!

Não, não estamos. O pequeno argelino tem sido preponderante e central no jogo do Porto mas, se há uma coisa que tenho visto e me alegra o coração e me alivia o espírito, é que este ano é o colectivo que está forte e não há uma excessiva dependência de um só jogador. No entanto, se virmos bem, será com certeza por causa disso que Julen Lopetegui estará a testar sistemas alternativos para colocar Adrián numa posição mais habitual a si (insisto, depois de rever o jogo de uma forma desapaixonada, percebi que quem esteve fora de água foi muito mais Jackson do que Adrián) e potenciar a utilização dos nossos alas que podem ser médios e vice-versa de uma forma muito mais competitiva e forte.
Mas, mesmo no clássico 4x3x3, podemos utilizar a força do Quaresma e do Tello como extremos puros, alas de raiz, e potenciar o 4x3x3 clássico com o Jackson. 

Estamos melhores com o Brahimi certamente, mas não é o Fim Dos Tempos! Quanto a Aboubakar, fico cada vez mais feliz com a sua contratação, é um grande alívio saber que é uma boa alternativa para Jackson quando ele estiver cansado, até porque o acho muito mais adaptável ao 4x4x2 alternativo, creio-o muito mais um jogador de área que o Jackson, é forte, rápido e possante, e vê-se que tem uma consistência de acerto muito grande. Vincent Aboubakar é o Ponta de Lança de futuro que nos faltava, e ainda que não pareça, só tem 22 anos. É alto, forte e possante, e tem uma enorme margem de crescimento. Mas, essencial, neste momento, felizmente, também não é. Portanto, calma, temos um enorme plantel, não nos falta soluções.

Faz 11 anos o nosso Estádio de todas as alegrias, Parabéns ao nosso Estádio do Dragão, que os próximos onze possam estar tão repletos de alegrias e títulos como os últimos 11. E eu espero estar lá, sentado na minha Cadeira de Sonho, para os ver de perto.



Há muitos anos que não percebo esta coisa do calendário competitivo das Selecções. Se percebo pouco o timing das fases qualificativas quando os Campeonatos estão ao rubro, obrigando a paragens ridículas em equipas que se começam, muitas vezes - como o caso da nossa - a conhecer-se e a entrosar-se, percebo ainda menos os 15 longos dias em que se junta ainda um outro jogo desgastante, que serve unicamente para encher os cofres das respectivas federações, mas que cria mais desgaste e risco de lesões, muitas vezes em jogadores fundamentais, ao que tem ainda de se somar muitas vezes jetlags, tempos de recuperação de horas de viagem e tudo isso, tudo em nome do el contado.
No nosso caso, como ainda não bastasse, junta-se a Taça de Portugal a este regabofe, e estaremos a falar de quantas semanas de paragem? Three to get ready! Bom domingo! Aguenta coração azul e branco!



Já agora, para aguentar ainda melhor esta silly season competitiva, porque não sorrir e lembrar dois dos nossos, via Blue Overlap.

sábado, 15 de novembro de 2014

Olha, Tu Queres Ver Que... Não! Impossível!....



Olha, tu queres ver que  aquele jogador que é menos que banal, é um problema, não vale nada, é um flop, afinal até consegue resolver jogos e até marcar penalties, mesmo que seja num jogo-treino? Não pode ser! Impossível!

Olha, tu queres ver que esta porcaria deste jogador até poderá ser importante, restituindo-lhe um pouco da confiança e dando-lhe espaço para se adaptar ao clube e ao jogo, como qualquer outro jogador acabado de chegar?

Olha, tu queres ver que fazer julgamentos sumários baseados em suposições não comprovadas e em conclusões precipitadas pode ser que não seja a melhor coisa, e que o resultado final prove o quanto essa avaliação é prejudicial para os interesses do Clube que se apoia?

Olha, tu queres ver que afinal o Quaresma até não cria assim tantos problemas no balneário e até não destrói completamente toda a moral e confiança da Selecção Nacional?

Olha, tu queres ver que esse mesmo Quaresma até funciona melhor a sair do banco, a resolver e a ser desbloqueador, do que a andar 90 minutos a tentar fazer o que (já não) pode?

Olha e tu queres ver que, se calhar, mas só mesmo se calhar, até pode ter sido Lopetegui a ensinar o Quaresma a valorizar o papel de ser importante naquilo que ele pode realmente ser importante e contribuir decisivamente? Não! Se calhar isso já deve ser abusar um bocado!



E olha, mas será que o Grandioso Presidente do Clube Arrasador de Toda a Dizimação foi para o Dubai aprender a retirar petróleo de sítios esquisitos?



Ou será que, provavelmente, também ele deve saber que há coisas que não se podem combater se não há meios para o fazer.

Ou, se calhar, mesmo só se calhar, andar a fazer estratagemas para que uma coisa não pareça outra é pura aldrabice!

Ou então, posso eu estar enganado e, como não percebo nada de contas, 442 milhões de passivo permitem, na mesma, a compra total de trinta e seis jogadores!

Nãaaaa... são só coisas da minha cabeça!

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

O Estranho Caso do Portista Kamikaze

Tendo nascido em 1978, tenho apenas uma vaga ideia do Artur Jorge. Do calcanhar de Madjer. Do Oliveira. Mas lembro-me perfeitamente da conquista da Champions League, da emoção que senti, desse vibrar e da ridícula capa do dia seguinte d' A Bola, a ignorar completamente este feito histórico.
Tenho presente a segurança de Vitor Baía, a raça do Jorge Costa, mas tenho também presente o génio louco de Benni McCarthy, a estratégia de Alenichev.
Na história do FC Porto sempre houve grandes - e fundamentais - jogadores estrangeiros no nosso clube. Além dos supra-citados, casos como os de Mário Jardel, Aloísio, Álvaro Pereira, Lisandro Lopez. Deco (depois o mais Português de todos), Anderson, Pepe, James Rodriguez, Hulk, Falcao, e o meu jogador preferido de sempre, Lucho González. 

Nenhum deles teve vida fácil no nosso FC Porto. A contratação de Hulk foi tida como cara, bem como a de Danilo. Lisandro foi criticado pelo seu crescimento lento. Falcao também. James teve um ano inteiro de adaptação em que muitos o punham em causa. Até Jackson - houve quem achasse que era caro para a idade que tinha - e um longuíssimo etcétera. Sempre existiu a massa assobiativa, canibal e auto-flagelante. Sempre houve quem pusesse tudo em causa ao primeiro desaire.

Também sempre houve, por defeito, uma exaltação das qualidades - inegáveis, diga-se - dos portugueses do plantel, contra a desconfiança - pragmática, diziam sempre os treinadores de bancada, pois eles "tinham de dar provas"  -  em relação a jogadores estrangeiros.

É inegável que jogadores como James, Hulk e Falcao ficarão sempre no nosso coração. Mas, se dantes havia uma super Estrutura, sólida e viril, que os protegia sempre, e que os ajudava a demonstrar à massa assobiativa que a marcha do Tempo é demonstrativa contra a "espuma dos dias", hoje em dia os jogadores estão expostos a um escrutínio muitíssimo duro.

Aliado a uma cada vez tentacular, mentirosa e concertada Comunicação Social, está um mundo das redes sociais, onde tudo o que conta é o instante, não há tempo para progresso, ou margem de tolerância para adaptação e crescimento. Os nossos adversários da Segunda Circular aproveitam-se disso. Se juntarmos a isto uma certa xenofobia de uma grande parte da nossa massa assobiativa, bramindo discursos como " perdemos a nossa Identidade" , "já nenhum é Portista" , "estamos descaracterizados", temos aqui um caldo repelente muito perigoso, que poderia servir de vírus letal para a dizimação do nosso Clube.

Passa-se hoje um fenómeno assustador. Dada a propagação de programas de comentário desportivo, com paineleiros portistas que querem ser sempre "isentos" e "equidistantes" ao invés do sectarismo dos restantes,e a proliferação de plataformas desportivas nas redes sociais, vê-se cada vez mais na boca do adepto assobiativo a reprodução ipsis verbis do discurso paineleiro de uma ratazana Santos , um Gobernahipo e um Gosma da Silva. Aliás, e mais assustador ainda, é que eles já perceberam que o pior crítico do FC Porto é o seu próprio "adepto" que escreve em blogues críticas birrentas e impacientes, disfarçadas de um conceito tão vazio como a "cultura de exigência".

Assusta-me e preocupa-me, aliás, que este mesmo "adepto" seja elogioso aos de fora, como aqueles que já não são da nossa casa, e críticos com aqueles que estão lá, no campo, a lutar pelos títulos que eles exigem! E tudo isto, neste momento, elevado à potência de toda a vilipendia e o maquiavelismo do pensamento dominante, que estes "adeptos" absorvem sem pensar. É como um ácido corrosivo este trauma de Tordesilhas que assola o nosso Clube, por exemplo. Lopetegui não é um treinador mau, é "esse sacana desse espanhol". Absorveu-se o conceito da "armada espanhola" quando temos tido, no máximo, dois jogadores espanhóis a titulares. Esse discurso balcanizador serve para desestabilizar o balneário. Como, aliás, a questão do Quaresma, que servia apenas para que se desse excessiva importância a um jogador sobre os outros.

Como estava a claudicar esse problema, uma vez que o nosso inteligentíssimo treinador soube dar a volta ao falso problema, equilibrando - como seria expectável por qualquer pessoa racional! - a utilização do jogador em causa, dando-lhe minutos sem o esticar até não poder mais, eis que a Comunicação Social se apercebe da mais recente birra da massa assobiativa: Adrián López!
Estava a tardar, mas lá vieram os abutres almoçar, agradecendo o repasto aos autofágicos adeptos. Este introvertido jogador é presa fácil para estas hienas, mas não deixa de me espantar como podem os adeptos não perceber a estratégia.

Uma vez mais, essa enciclopédia viva de tudo o que é escrito, o Miguel Lima do Tomo II, colocou uma pergunta bem pertinente: Porque é que ninguém faz a ligação entre o Relatório e Contas e quanto terá verdadeiramente custado o Adrián. Insisto, vi o jogo contra o Estoril duas vezes, e não só Adrián esteve muito bem posicionado, como o sistema não foi assim tão caótico! Se for, talvez, um pouco mais 4x4x2 e menos 4x2x4, a coisa pode fazer-se bem. Aliás, parece-me avisado que se tenha um sistema alternativo de jogo, para deixar os adversários sem saber muito bem com que contar! Não é uma mais valia? Mas alguém pensa que se pode adaptar uma equipa a jogar bem em dois sistemas de jogo ao mesmo tempo, em 4 ou 5 meses?

Estou muito satisfeito com o que temos, muito orgulhoso do que Lopetegui tem construído. Passamos de uma equipa risível, em frangalhos e desorganização táctica, para um sólido e coeso grupo - desde os tempos de Villas-Boas que não via um grupo tão unido! - em que o espírito do colectivo se sobrepõe ao individual. Não há egos exagerados nem super-estrelas. E todos tem a raça, o querer e a determinação de tentar tudo por tudo até ao último instante! É por isso que cada empate sabe a derrota, sente-se sempre que a luta e o sacrifício de deixar a pele em campo por parte do colectivo não merece outra coisa que não a vitória.

Essa, aliás, foi sempre a Mística do FC Porto! A superação de si próprios, o pensar no outro como em si mesmo, a luta aguerrida até ao último instante!

Meus caros amigos: Este blogue chama-se Porto Universal por isso mesmo - porque, para mim, Ser Porto não é restringido à geografia ou nacionalidade. Porque Ser Porto é sentir a Chama Azul e Branca no sangue, é pulsar o Fogo da Determinação e Garra nas veias, é fazer do impossível o possível, é ganhar e crescer independentemente de quem está do contra, do outro lado, a congeminar na sombra. Ser Porto não é dependente de ser português, argentino, colombiano, brasileiro, russo, argelino, camaronês. Ser Porto é estar lá e deixar tudo no campo!

Deco, Lucho Gonzáles, James Rodriguez, Hulk, Fernando, Benni McCarthy, entre muitos outros, serão sempre Porto. Deixaram tudo lá, no relvado, enquanto cá estiveram. Serão sempre parte da Memória, como tenho a certeza que muitos dos que jogam hoje, arrisco a dizer a maioria, cá, serão sempre Porto também!

E @ car@ Portista, deixa tudo na sua cadeira de sonho como eles? Quer fazer parte daqueles que elevam os que lutam às bravas conquistas? Quer fazer parte daqueles que são indispensáveis, com o apoio e o incentivo, da Vitória nos desafios?

Venha apoiar no próximo dia 30! Faça a sua parte connosco! Passe a mensagem de que, contra tudo e contra todos, Unidos venceremos!

Somos Porto carago!


quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Um Esclarecimento Cabal

Antes de mais, quero dizer categoricamente que não ia escrever mais sobre isto. Mas o comentário do meu caro sr. Fernando Pinto, que muito me honra com a sua visita, leva-me a um esclarecimento público.
Primeiro, subscrevo tudo o que disse o sr. Vila Pouca. Como ia dizer muito do que, aparentemente, o Rui Barros - um autêntico Buda do futebol, transversalmente considerado por todos! - já disse ao Tozé, também quero acrescentar que não contesto o profissionalismo do Tozé e acho que tem todo o direito - o dever! - de fazer tudo pela equipa onde joga, principalmente se esta equipa já tem metade dos seus direitos desportivos.

Onde eu subscrevo as palavras de Rui Barros, e acrescento em relação à falta do Indi e àquele lamentável atirar-se para o chão, é que este comportamento prejudicou o FC Porto com anti-jogo, que até, no caso do Indi, podia render-lhe um amarelo ou um vermelho que ele não merecia, dado o planoinclinadismo que assistimos nesta Liga. Proponho aos meus digníssimos Portistas que substituam a imagem de Tozé pela do Enzo, Nani ou quejandos. Defenderiam os meus caros amigos que era natural?

E, mormente, quero relevar que este tipo de anti-jogo me enoja, até nos meus. Felizmente, no Porto, não somos nada adeptos deste estilo de coisa. Não somos como certos clubes onde os Mestres da Táctica mandam os seus jogadores atirarem-se para o chão, a fingirem-se lesionados, para queimar tempo. Preza-mo-nos por jogar todo o tempo útil e fazer da nossa vida o jogo pelo jogo, e não para conseguir com artimanhas o empate/vitória almejadas. Em desportos muito mais agressivos como o rugby ou basket, este tipo de anti-jogo é severamente punido, se permitido sequer. No futebol, é engradecido como manha.

Posto isto, e esperando que saibam que não estou a queimar ninguém mas que há coisas que não me caem mesmo nada bem, reservo-me o direito de não apreciar este comportamento, o denunciar e criticar como "não-Portista", por não ir de encontro aos Valores que acho Portistas. 

Pode ser que seja o clube do coração do Tozé, mas não passa disso. E eu não o critico. Apenas constato. Quem se lembra de exemplos como os de Hulk e do seu visivel constrangimento a jogar contra nós, saberá certamente do que falo.

Acrescento que, comigo, o argumento do Tello, Casemiro e Óliver, contra a sua equipa de onde vem emprestados, não colhe. 

Não acho que os culés ficassem muito aborrecidos com um Tello a jogar bem contra eles, mas se fosse um Villa ou Fábregas a fazer isto, tenho a certeza que a ira culé seria enorme. Da mesma forma que por ventura, não o Casemiro. Mas se falarmos de um Xabi Alonso.... e no caso de Óliver, seria por ele mesmo. Não sei se Casemiro é muito madridista, mas Tello é culé de certeza e Óliver nem sequer tem opção de compra. Eu não os poria a jogar contra as respectivas equipas. O risco seria, para mim, gigante. E acredito que não fosse, de forma alguma, propositado. Mas que provavelmente, daria um constrangimento ao género Hulk, ai sem dúvida.

Serei doente e sectário. Certamente. Mas tinha o Tozé numa consideração grande. Acreditem que nunca me passou pela cabeça que jogava sequer. Poderá ter sido do choque. Mas não me caiu bem. É o meu direito.

Não contesto o seu profissionalismo. Mas posso contestar o seu Portismo. Não queria que eles nos oferecesse o jogo. Não acho que tenha sido por causa dele que tivemos um empate com sabor a derrota - como todos os empates no FC Porto. Mas este anti-jogo não é acidental. E é revelador.