segunda-feira, 30 de novembro de 2015

No entanto, a culpa não é de Lopetegui...


- ... que se trate o Clube como uma firma de Importação/ Exportação, que, de um ano para o outro vão 7 titulares e no anterior a esse outras tantas referências do Clube, contribuindo para que não haja fio de jogo, entrosamento, ligações, rotinas e principalmente uma voz de comando em campo que houve sempre até Paulo Fonseca, organizando e serenando, impondo ritmos e vontades....

- ... que seja prometido ao jogadores que o Clube serve de trampolim para outros mercados e clubes, outros campeonatos, contribuindo para a apatia generalizada e o amorfismo no campeonato, e também para que as alturas de mercado sejam um verdadeiro tormento....

- ... que depois de uns recordes 114M de ganhos, seja, no ano seguinte, exigido ao treinador mais uns impossíveis 72M de vendas, contribuindo para um insano TGV de balanço contabilístico...

- ... que não se esclareça os montantes e as condições em que jogadores chegam ao FC Porto, motivando falhas de interpretação, especulações erradas e soundbytes do género "senhor 11 milhões" por um Adrián do qual ainda não se pagou um cêntimo ou "senhor 20 milhões" por um Imbula que nenhum Portista minimamente consciente acha que será integralmente pago pelo Clube...

- ... que, na Era da Informação, se desvalorize os programas, blogues e redes sociais como verdadeiros opinion makers, capazes de exercer uma certa influência na percepção pública dos Clube, jogadores e treinador, e que não haja um cuidado verdadeiro com a sua defesa e protecção....


- ... que não se use, nesse contexto, o Canal do Clube para algo mais senão frases feitas, lugares comuns, transmissões de qualidade subpar, com espaços de debate de horário reduzidíssimo e de um amadorismo confrangedor, inclusive na qualidade dos cenários....

- ... que se vá permitindo que tudo o que corre menos bem no nosso Clube tenha uma lupa por cima, enquanto derrotas e humilhações dos nossos rivais vão passando pelos pingos da chuva ....

- ... que se trate os sócios e os adeptos como clientes, ainda por cima mal tratados, sem nenhum papel realmente relevante ou nenhuma vantagem para lá de um ligeiro desconto no preço de bilhetes, contribuindo assim para estádios vazios e distância entre uma "côrte" e uma "plebe" que parece existir na cabeça de doutos seres pensantes....

- ... se vá ruindo a identificação dos ditos adeptos e sócios com um Clube cada vez mais autocêntrico, incapaz sequer de valorizar o seu activo mais internacional, Iker Casillas, como um promotor da marca FC Porto, e que, ridículo maior, este o vá fazendo no seu Instagram e Facebook de livre e espontânea vontade....

-... e que, com isto, seja cada vez mais hercúlea a tarefa de encontrar alguém disposto a aguentar o escrutínio público, a mais vil calúnia, difamação e má índole contra si, os seus e o seu próprio nome de família, sabendo-se desprotegido totalmente e primeiro e único responsável nas derrotas e último responsável nas vitórias!


Para além disto, a forma absurda como as modalidades são tratadas pela SAD do Futebol Clube do Porto deveria provocar um repúdio pela parte dos digníssimos responsáveis e atletas das mesmas. Sendo quem, nos últimos anos, mais contribuiu com títulos para o Clube, a humilhação de ver jogos importantes seus serem deslocados para Fânzeres e Viseu, por causa de uns "prémios" que não são NADA e não servem para NADA, é completamente inadmissível! 

Para dar um exemplo, Reinaldo Ventura ostenta o seu Dragão de Ouro na sua loja, mas levou com a porta da rua, apesar de ser um símbolo do nosso Hóquei, por, supostamente, não ter pedalada para aguentar o ritmo de jogo. Os 4 golos e uma assistência que nos espetou provam o contrário!

Por tudo isto e mais, acho que a dinâmica e a constância que Lopetegui necessita de dar à equipa para que esta tenha o elan vitorioso que precisa - para mim só isto - é muito mais simples de fazer do que mudar a "consciência" de personalidades que, a continuar assim, levarão o Clube à sua ruína!

Se Lopetegui ganhar o campeonato, tê-lo-á feito por si e pelos seus jogadores, e apenas estes devem ser laureados com o Título, por serem capazes de ultrapassar tudo isto. Em caso de derrota, os primeiros responsáveis têm de ser a SAD. Esta é que não fez tudo o que podia para garantir a vitória.

Quo Vadis, Futebol Clube do Porto?

Apesar disso, há sempre alguém que nunca desiste, nunca desarma e que assume um papel fundamental na dinâmica dos jogos, que são de uma abnegação e de um serviço ao Clube sem mácula - os SuperDragões! Parabéns, rapazes e raparigas, pelos 29 anos e o meu mais sentido Obrigado! Sem vocês não seria possível!

domingo, 29 de novembro de 2015

Algumas Notas Extra De Um Barco À Deriva


- Como era de prever, nem uma linha sobre a arbitragem de Mota no Dragões Diário. Nada. Zero. Nicles. Desnorte e indiferença, veneno para o Futebol Clube do Porto. Já agora, nenhuma reacção à imprensa tendenciosa e maldosa com campanhas contra o FC Porto.

- Tive um arrepio na espinha quando Brahimi disse, na flash interview, que sabia que iria ter um jogo muito difícil. Como assim, carago?! Contra o último classificado?! Até tremo a pensar em quarta-feira então! Julgava eu - erradamente, está visto - que a conversa de "rival muito difícil" era só para fora, mas se é para dentro também, é preocupante! Se vamos encher os jogadores de medo em vez de confiança, estamos tramados!

- Na quarta-feira teremos Bruno Paixão a arbitrar. Se acham que o Mota foi meiguinho...

- Acho injustas as avaliações à qualidade técnica dos jogadores. Acho que temos um bom plantel e que os jogadores, na sua grande maioria, são capazes de fazer muito mais do que aquilo que estão a fazer neste momento, mas a culpa não é, nem de perto nem de longe, sua. Naquele desnorte táctico de constante mudança posicional e de onze sempre diferente, é impossível criar rotinas, fazer ligações, criar empatias. Já muito fazem eles. E se tudo é "muito difícil", a confiança é... zero. A valia de cada um está naquilo que já conseguiram este ano e/ou nas suas selecções. E também, se quisermos ser exigentes com os jogadores, temos de lhes mostrar que há caminho, e não acenar com um abismo.

- Hoje vimos a equipa B empatar com o Covilhã a zero. E ouvimos Luís Castro a puxar pela equipa, perfeitamente. Dizia "Vamos para cima", "calma, ordenem o jogo" e "para a baliza, embora!" algumas vezes. Os jogadores jogam nas suas posições, as rotinas estão encontradas. Nem por isso ganharam o jogo. Mas lutaram. Se assim fosse na A, não estaríamos aqui a falar.

- Se não tivéssemos alternativas e qualidade para mais, estaria preocupado. Como dependemos só de nós e da nossa capacidade de nos motivarmos, não estou. Na quarta feira há que dar uma resposta muito melhor do que esta. Por tudo e todos. Mas para isso é preciso haver constância mínima de onzes, posicionamentos estabelecidos, apoio e entrosamento. Não me parece impossível de tratar disso até quarta. A qualidade e o "sumo" já estão lá. Há que saber extraí-lo. Isso é o que se exige.

- Por fim, não sou capaz de compreender como foi Herrera o capitão e não o é este grande senhor, de uma classe e de um sentido de dever muito acima do próprio treinador. Que assuma, que conduza, que autorize, que de novo dignifique a braçadeira!

sábado, 28 de novembro de 2015

Análise CD Tondela 0-1 FC Porto (11ª Jornada)


Uma vitória justa mas injusta ao mesmo tempo. Justa porque somos e fomos claramente melhores. Injusta porque não jogamos nada. Justa porque nos tentaram roubar ostensivamente. Injusta porque não nos entregamos convenientemente ao jogo. Mas às vezes é preciso ganhar jogos maus e feios. Precisávamos era de ter sido mais FC Porto. Safamo-nos. Siga para a frente. Mas que ninguém diga que os adeptos que gritaram "joguem à bola, caralho, joguem à bola" não têm razão. Têm. Toda. Vamos a notas.


André André - O verdadeiro jogador à Porto hoje (e sempre!), com a dinâmica que o resto da equipa não soube/quis ter durante o jogo todo. Um verdadeiro Capitão e um dínamo da equipa. Um exemplo de jogador. Obrigado André. Não desanimes.

Tello - Entrou com garra e vontade, ajudou a atacar e a defender, criou ocasiões. Tivesse tido uma equipa atrás dele hoje e teria tido a compensação que está a fazer por merecer.

Casillas - A experiência de um Capitão, de um Campeão Mundial, é isto. Ser esclarecido nos momentos mais complicados, ser calmo no olho do furacão. Valeu dois pontos. Foi as luvas da Justiça contra um escândalo.

Brahimi - Não foi pela solidariedade, não foi pelo entrosamento, mas foi pelo rasgo e por ter tido a coragem de mandar às malvas os grilhões tácticos e ter a iniciativa individual que se impunha. Obrigado por isso, Yacine.


A gangue do Mota e os seus esbirros - Que festival de roubo escandaloso! Ele foram os foras de jogo que não existiram, ele foram as faltas que se inventaram, os amarelos absurdos a Marcano, Indi e a Maicon, ele foi o festival de sarrefada que o senhor Mota permitiu aos do Tondela, ele foi a expulsão ridícula deLopetegui, ele foi, icing on the cake, um penalty escandaloso que San Iker soube mandar para a meretriz que o pariu! 

Continuem, senhores da SAD do FC Porto, mudos e calados, a serem comidos por lorpas! Continuem a deixar que isto aconteça, quando os nossos adversários directos já estão a pressionar as arbitragens para que seja amiguinhas! Não há outra responsabilidade que não a vossa, senhores! Quem cala consente!

Lopetegui - Desnorteado, exagerado, histérico, esta é, por estes dias, a imagem do nosso treinador, que está longe de ajudar a equipa a ter calma e confiança, a acreditar em si mesma e a ter a auto-estima necessária para dominar. Valha-nos que, pelo menos, sabe defender os seus jogadores. A sua expulsão foi injusta, mas urge acalmar-se e dar a força à equipa que ela precisa.

Desnorte total - Mudar de sistema de jogo, sim, mudar mais do que uma peça, não! Desde o início, sem Rúben em campo, não havia o eixo necessário (Herrera para quê?!) para "instalar" Bueno e, assim, passaram-se 90 minutos a tentar compensar o faux pas e então.. mais uma sessão de carrossel. Em vez da substituição óbvia (Herrera por Rúben) e poder pôr, talvez, Osvaldo (!?) no lugar do esgotado Aboubakar foi-se andar no toledo de reposicionar à maluca. O desnorte da sua postura é o desnorte táctico que apresenta. A rever, urgentemente!

Nos antípodas de tudo isto, fantástica vitória do Hóquei do FC Porto sobre o Barcelona! Valha-nos as modalidades para nos orgulharmos de ser Portistas!

Espaço Z - Checkovskie Medvedi vs FC Porto - Champions EHF


Por vezes, o exercício de escrever sobre a modalidade que mais me apaixona, em jogos em que participa a equipa do meu coração, deixa-me numa posição complicada. Até que ponto consigo ser suficientemente imparcial para analisar o jogo e as suas questões mais técnicas e tácticas, sabendo que são os nossos rapazes que estão em campo? Este jogo foi dos mais complicados de analisar, confesso.

Começo pelo fim: esta derrota, torna o acesso ao play-off de apuramento para os 1/8 de final praticamente impossível. Seria necessário que La Rioja ou Brest fizessem apenas um ponto nos próximos dois jogos, sendo que ambos se defrontam nesta jornada (ainda não jogaram, à hora que vos escrevo), e depois terão tarefa mais simples, à partida. Brest recebe este mesmo Checkovskie (com toda a vantagem de jogar em casa) e o La Rioja desloca-se à Eslováquia para defrontar o Presov. Esta derrota provavelmente significa "morrer na praia". 

Tenho tido a oportunidade de vos falar das expectativas reais para esta aventura da Champions, e mantenho aqui o que sempre tenho defendido: havia 3 equipas com hipóteses de passar, e a classificação final do grupo vem precisamente mostrar isso - Brest, La Rioja e FC Porto nos 3 primeiros lugares. Não seria fácil (nunca é fácil jogar a este nível), mas perfeitamente possível. 

Até parece que estou a ser crítico com os rapazes, não? Longe disso... Temos todos os motivos para estar orgulhosos desta incansável, guerreira, fantástica equipa. Não imaginam o que significa para o andebol português ter um representante na Champions, a ombrear pelo apuramento contra equipas de campeonatos muito mais competitivos, com jogadores habituadíssimos a estas andanças e, por vezes, com orçamentos superiores aos nossos. Equipas de países em que o andebol é desporto-rei, e em que se trabalha de forma incomparavelmente melhor do que alguma vez se trabalhou (ou trabalhará) em Portugal. Só assim, competindo anualmente a este nível, almejando chegadas às fases a eliminar, vamos conseguir chegar ao topo da Europa do andebol. E para isso precisamos de chegar lá mais e mais vezes, mesmo que haja dissabores pelo caminho. Precisamos também de uma competição interna mais exigente, de adversários que nos obriguem a crescer também a nível interno, para termos outro traquejo em jogos da intensidade deste (e dos outros todos deste grupo). 

Falemos então do jogo. Haverá algo a apontar à nossa equipa? Há algumas coisas, sim. E esses erros, inevitavelmente, impediram-nos de sair da Rússia com a vitoria. Grande parte deles ocorreram na transição ofensiva, durante a 2ª parte. Algumas bolas fáceis perdidas, em alturas importantes, principalmente por precipitações (lá está, a diferença que faz ter mais jogos equilibrados na competição interna. Nunca faltou vontade, nem capacidade de luta, mas faltou errar menos em alturas importantes. Foi um razoável jogo de andebol, extremamente táctico e intenso, um jogo do gato e do rato constante, em que o resultado poderia ter caído para qualquer dos lados. 

Importa referir que, do outro lado, tínhamos o campeão russo, equipa jovem mas superiormente orientada por um dos deuses do andebol, Vladimir Maximov, detentor de títulos europeus, mundiais e olímpicos à frente da selecção russa, durante a década de 90. E notou-se uma grande diferença nos russos, comparando com o jogo no Dragãozinho. Melhor defensivamente, e bastante melhor ofensivamente, criando imensas dificuldades no jogo com o pivot - um bloco de betão de de 2,02m e 105 kg sob a forma de jogador de andebol. Não terá sido por acaso que o La Rioja perdeu neste mesmo pavilhão...

Depois de uma entrada em falso, em que sofremos um parcial de 4-0, conseguimos equilibrar o marcador, e nos últimos 10 minutos da 1ª parte, foi o guardião "suplente" dos russos a fechar a baliza contrária e a impedir-nos de ir para o intervalo na frente. A este nível, encontrar bons guarda-redes é absolutamente normal.

Maximov demonstrou toda a sua capacidade de análise neste período, percebendo onde estava a fragilidade defensiva do Porto, explorando essa situação praticamente até ao final. Sabendo que a sua equipa não é veloz, e que a defensiva do Porto se sente bem na zona central contra equipas mais "pesadas", decidiu colocar aquele "animal" constantemente colado aos nossos segundos defensores, criando-nos assim sérias dificuldades. Dessa forma, Maximov retirou o pivot da zona de Alexis e Daymaro (que lhe poderiam dar mais luta), e foi-o encostando a Rui Silva, Hugo Santos. Areia, Cuni ou Gustavo (mais frágeis e com muitas dificuldades em parar o russo). Numa situação dessas, temos duas hipóteses: ou ficamos todos atrás, tentando segurar um pivot fortíssimo ("virou" grande parte dos nossos jogadores, com a facilidade dum elefante a avançar por uma colónia de formigas, por diversas vezes), e deixamos mais espaço para o remate exterior (e havia ali uns quantos russos que rematavam com uma violência considerável); ou então somos obrigados a sair para condicionar o remate, sabendo que cada vez que a bola possa cair nas mãos do pivot, ou dá golo, ou livre de 7 metros. E foi neste dilema que Maximov nos colocou durante largos períodos do jogo, chegando inclusive a atacar com dois pivots de raíz em determinadas alturas.

Mas onde o jogo nos fugiu das mãos (literalmente) foi no decorrer da 2ª parte. Nos primeiros 15 minutos, contei pelo menos 7 situações em que recuperámos a bola na defesa, perdendo-a segundos depois, no contra-ataque apoiado, por maus passes. Sensivelmente metade das vezes, essa perda de bola resultou em golo dos russos. Ora, se estamos empatados, recuperamos a bola e podemos passar para a frente, mas afinal perdemo-la e ficamos um golo atrás, não vai tardar até que a cabeça comece a deixar de funcionar. É fundamental, num jogo de andebol, gerir bem os momentos de acelerar o jogo. Porque a maioria desses momentos tem de dar golo, de modo a ir ferindo o adversário. Nestes 15 minutos, em que estivemos melhor defensivamente, e onde Quintana entrou em modo "parede", devíamos ter conseguido virar o jogo, gerindo de forma mas tranquila as posses de bola nos 15 minutos finais.

O 2º momento determinante surgiu aos 24 minutos, em que estávamos com uma vantagem de um golo (27-26), e tivemos posse de bola para colocar dois golos de diferença no marcador. Aqui, um mau passe de Miguel Martins para a ponta (ele que provavelmente erraria 1 passe em 10 numa situação daquelas) retirou-nos essa possibilidade, e os russos empataram no ataque a seguir. Embora 2 golos de vantagem possa parecer coisa pouca num jogo de andebol, acreditem que faz toda a diferença a 5 minutos do final. Os russos iriam para o ataque seguinte com uma maior urgência de marcar golos e, possivelmente, isso jogaria a nosso favor. Novamente, entre os 27 e 28 minutos, uma perda de bola no ataque organizado, com um empate a 28 no marcador. Erros normais dum jogo de andebol. Erros que acontecem, mas que a este nível se pagam caros.

Pormenores, como essas perdas de bola, ou aquela defesa de Quintana que não saiu nos últimos 2 minutos, ou a lesão que condicionou Daymaro durante grande parte do jogo, ou .... Por vezes, nos pormenores, as coisas acabam por resolver-se a nosso favor, como em Presov. Outras vezes, a sorte não nos acompanha. 

Com Gilberto muito bem defendido, queria aproveitar para destacar a trajectória de crescimento de Gustavo e de Cuni, a cada vez maior certeza em Miguel Martins e Rui Silva, mas principalmente o jogaço protagonizado por António Areia. Nas palavras do ilustre Fernando Rocha "P*ta que pariu, oblá!". Que reforço incrível conseguimos para a nossa equipa!

Portistas, sintam-se orgulhosos desta equipa de andebol, de tudo o que tem conquistado nestes últimos anos no plano nacional, e a honra que tem trazido ao clube e ao país a nível internacional. Uma equipa de gurreiros, coesa, batalhadora, jovem mas madura, com jogadores a crescer a cada jogo que passa. que sua e sente aquela camisola como poucos o fazem. Uma equipa que joga sempre com garra e determinação, em casa ou fora, na Champions ou no campeonato, e que estou certo irá continuar a trazer alegrias a todos. Admirem os atletas das modalidades, que nunca precisam da motivação dos milhões, do glamour das tv's, para ter sede de vitórias; que conseguiram (cada modalidade à sua maneira) criar uma ligação entre clube e adeptos que, ao que parece, é a maior fonte da mística que tantos reclamam. A mística, meus caros, está nesta malta. A mística, amigos portistas, está à distância de atravessar uma rua, lá no mais pequeno dos Dragões. Por isso, continuem a estar presentes nos jogos de andebol, continuem a apreciar as capacidades destes rapazes, a apoiá-los incondicionalmente, porque eles merecem cada pedaço do nosso reconhecimento.

Um abraço,

Z


sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Antevisão C.D. Tondela - FC Porto (11ª Jornada) E Algumas Notas


Vamos lá, antes de mais, ao importante. A seguir a uma derrota, exige-se uma vitória expressiva e cabal, própria de quem quer demonstrar ao seu público que o que aconteceu foi a excepção e não a regra. Por isso, já sabemos que Lopetegui veio mais uma vez falar da extrema dificuldade da equipa adversária e por aí em diante, mas a verdade é que acho que ele terá de ter a consciência que só uma mostra de sangue, suor e lágrimas por parte da equipa poderá atenuar a dor que todos sentimos no nosso coração azul e branco.

Antes que chovam críticas pela convocatória, vamos tirar os elefantes do meio da sala: de uma vez por todas, Imbula não nos custou 20M. Custa 20M, mas ninguém no seu perfeito juízo acha que o FC Porto ficou responsável por 100% do seu pagamento, pois não? E ele é para vender já? E a sua valia é avaliada em 3 meses? O que é Raúl Jiménez, que custa 19M? Desse ninguém fala? Pois, este tem a cor errada! Danilo também custou - mesmo! - 18M e ia ser o fim da picada... mas não foi.

E quanto a André Silva, também não compreendo porque foi retirado da equipa B, tê-lo feito sonhar para depois convocar, no seu lugar, alguém que está com pé e meio fora. Este tipo de coisas deixa qualquer Portista atento à beira de um ataque de nervos. Paciência. Lá saberá quem faz a convocatória o porquê da mesma.

Helton e Casillas (g.r.); Maxi, Martins Indi, Maicon, Marcano, Rúben Neves, Varela, Brahimi, Aboubakar, Dani Osvaldo, Tello, Evandro, Herrera, André André, Danilo, Miguel Layún e Bueno.

(4x2x3x1) Casillas; Maxi, Maicon, Marcano, Layún; Danilo, Rúben; Brahimi, Bueno, André André; Aboubakar;

- Fico extremamente frustrado com o discurso de que "perdemos um jogo em 18". Frustra-me que Lopetegui não entenda - ou faça por não entender -  que o problema não é o quanto mas sim o quando. Há derrotas que valem a triplicar, e quando estas são em altura decisiva, e são recorrentemente em alturas decisivas, criam um padrão que serve de eco motivacional para o adversário, e que traduzem um problema de confiança efectivo que urge anular. Muitas massas adeptas não se importavam de ter esse registo? Pois, mas elas não são o Futebol Clube do Porto. Achava que o mister já deveria saber disso...

- O que soube do comportamento de Pinto da Costa, ao recusar-se a responder a perguntas dos associados presentes na última Assembleia Geral, revela algo que todos temiamos, mas que muitos falamos na bluegosfera: perdeu-se, na esfera directiva, a ligação com a base, e os resultados são visíveis. E preocupantes. Não esperava esta atitude do Símbolo Máximo do Portismo. 

- Retirar do Dragão Caixa o importantíssimo jogo do nosso nosso Hóquei com o Barcelona para fazer lá a masturbatória, delirante e inócua gala dos Dragões de Ouro é algo que merece o meu veemente repúdio e demonstra bem dos aburguesamento da estrutura de um Clube que se fez pela base e a partir da base. Preocupa-me que se esteja a perder o pé da realidade e se esteja a imitar o pior de outros clubes mais abaixo que, por viver dos brasões - que não o abençoado! - se tornaram na piada de todos. Sem adeptos não se faz o FC Porto. E não admito que sejamos tratados como mercadoria!

(Por motivo de ordem pessoal, o Z não pôde ainda escrever a sua crónica sobre o último jogo de Andebol. Estará online nos próximos dias. Obrigado!)

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

O Caminho Em Frente E O Sentido Positivo


Acabado de assistir a uma derrota amarga em Andebol, que provavelmente também nos afastará da Champions nesta modalidade, há que ser pensativo e introspecto.

Se no Andebol e no Futebol de formação, por exemplo, vemos entrega, paixão e luta, não deixa de ser enervante a mescla de ansiedade e de passividade que assola oa equipa A.

Foi curioso ver como a equipa de Luís Castro, embora praticando também um futebol de posse, conseguiu sempre ter um sentido da rapidez necessária, de tentar o remate e, principalmente, o jogo teve sempre o sentido da baliza. No FC Porto B, apesar da ratice de oponentes mais velhos e experientes, temos aquela sensação característica da boa equipa do FC Porto - a sensação de que o golo está ao virar da esquina.

Mesmo na derrota, não se costuma ver os nossos miúdos desplicentes, ansiosos ou sem confiança. Todos eles, nacionais e estrangeiros, sabem exactamente o que significa o Brasão Abençoado em termos de suor, dedicação e Raça. 

Não me ouvirão pedir a destituição do treinador. Mas exijo que Lopetegui incuta nos seus jogadores esse espírito forte, lutador, combativo, de só parar de sentir o jogo no dia seguinte. Não o tenho visto na generalidade dos jogadores da equipa A. E o meu FC Porto, sem identidade, não vale de nada.

O sorteio da Taça de Portugal  foi, mais uma vez, favorável às nossas cores, porque iremos enfrentar o Feirense - não é pêra doce, joga bem e quer ascender à primeira liga. No entanto, imploro que se acabe com a conversa de que "os adversários são muito complicados", pelo menos lá dentro, e que se comece a jogar futebol com um sentido positivo. Acho que não pode haver facilitismos. Não é o Braga, mas já pode ser um tomba-gigante. Desplicência pode ser fatal.

A qualidade no plantel existe. Está na hora de deixar de ser teimoso e perceber que os jogos ganham-se marcando golos, e que só o dito sentido positivo trará a vitória. E deixar os jogadores respirar, deixá-los ter a sua própria identidade e magia, dar-lhes espaço para a diferença e para que tudo seja como deve ser. Mesmo que isso destrua o modelo. Mesmo que demonstre ao técnico o seu erro. O FC Porto está acima de qualquer soberba.

Se o fizer, não há jogo que não se vença. Se não o perceber, teremos um inverno muito, muito, muito longo.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Análise FC Porto 0-2 Dínamo de Kiev (Fase de Grupos da Champions League)


Uma vergonha. Horrível. Nojento. Eu nem tenho palavras. E o pior de tudo é que se ouve a conferência de imprensa de Lopetegui e fica-se com a sensação de que ele não aprendeu nada.

Esta equipa do FC Porto tem uma virtude: um modelo forte. E tem um defeito: um treinador teimoso. Não é possível ter-se, sistematicamente, o medo de ver o onze na app do FC Porto ou qualquer outro lado. Perguntar-se: o que é que vai mudar desta vez?!

Se temos um sistema de 4 médios, com um encostado na ala, que faz coisas maravilhosas, para quê mudar? E, se, em desespero de causa, se põe o médio a jogar e ele é o único que tem raça, querer, e vontade, o que significa?

Para mim, basta. Não estou para levar mais "pancada" por estar com a minha equipa. Admiro os adeptos blues por estarem com o Chelsea apesar do seu rendimento asqueroso. Mas ali fica-se com a sensação que são os jogadores, e não treinador, que são o problema. Aqui fica-se com a sensação contrária.

Já vimos todos eles, sem excepção, fazer grandes jogos. Mas o modelo escravizaste de Lopetegui - e sem plano B! - vai sugando o talento individual aos bocadinhos, e, quando raramente passa o dito talento pelo meio da sua malha, vê-se Lopetegui a criticar o dito rasgo. Resultado? Medo de arriscar, necessidade de ir com a bola no pé baliza adentro, e uma falta de remate absolutamente embasbacante.

Desengane-se quem pensa que Lopetegui vai perceber que o seu modelo de posse exagerada vai mudar. Não vai. Temos 72M para fazer, talvez um pouco mais se - previsivelmente - falharmos em Stanford Bridge. E vamos fazê-lo. Venderemos bons jogadores, que valem por si mesmos, e perderemos o seu talento. 


Está, para mim, na hora de ter um Portista ao leme deste barco. Mas não o teremos até final da época. 

E digo-o já, independentemente de ganharmos a Champions e todos os títulos: esta sensação de ter o coração nas mãos cada vez que entramos em campo, tê-la-ei até ao fim. Porque não sou um Portista de vitórias. Sou-o, sempre. Independentemente de tudo, não abandono o barco. Mas sou um homem de ciência. E se se testa uma hipótese, e se esta falha, a experiência falhou.

E a loucura é fazer os mesmos erros insistentemente, buscando resultados diferentes. Mas a culpa não morre solteira às mãos de Lopetegui. Haja coragem de pôr os interesses do clube à frente dos próprios e ser preventivo em vez de remediador. Não serão. Mas não custa pedir.

Por último, não me interessa se me acusam de seguidista ou não sei quê. Este blogue é de apoio ao Futebol Clube do Porto. Apoio. Independentemente do treinador - sim, retiro o que disse, pode até ser Jesus, não vou gostar, mas paciência, também não gosto disto  - vou estar com o Futebol Clube do Porto até ao fim. Não sou é cego. E, se a evidência mo demonstra vezes e vezes sem conta, não sou eu que vou insistir no erro. 

Para mim, salvo demonstração cabal do contrário - sempre possível, mas improvável - este vai ser outro ano muito longo. Mas estarei lá, no meu lugar, a apoiar como possível, até ao fim. Contigo até ao fim, tu és o nosso amor.

P.S.: Não vale a pena virem com comentários insultuosos e acusações ad hominem enquanto se refugiam no anonimato. Vão directamente para o lixo. Estou aqui a dizer-vos, durante semanas não tive comentários. Agora vêm os "eu avisei?" Whoopty-doo. Prefiro confiar e perder do que estar cínico e a bater nos meus.

E atenção, estarei aqui para sorrir, se por ventura Lopetegui me provar que muda e aprende. Porque quero o sucesso do meu Clube. E não deixarei de apoiar o Clube, nas vitórias e nas derrotas.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Antevisão FC Porto - Dinamo de Kiev ( Fase de Grupos Champions League )


Amanhã jogamos um dos jogos mais difíceis do ano, no meu entender. Não, não estou a brincar. O Dinamo de Kiev está a lutar pela sua sobrevivência na Champions e para isso necessita vencer. 

É certo que isso pode ser vantajoso para nós ao dar-nos o necessário espaço que terão de dar, mas é de esperar um Dínamo fortemente ao ataque, por não ter, na verdade nenhuma outra alternativa. Só a vitória interessa, para arrumar convincentemente este apuramento, para poder discutir calmamente o primeiro lugar e para provar a todos que, no espaço em que se joga realmente futebol, o Futebol Clube do Porto joga em casa.

Aposto no onze Champions, com André André descaído na ala direita, podendo transitar entre o tradicional 4x3x3 e o 4x4x2.

NOTA: Tinha pensado que, com o Maicon recuperado, seria convocado. Aparentemente, não foi e eu não reparei. Obrigado pelo reparo Michael Fernandes. As minhas desculpas a todos.
 

Helton e Casillas (g.r.); Maxi, Martins Indi, Marcano, Rúben Neves, Brahimi, Aboubakar, Dani Osvaldo, Tello, Evandro, Herrera, Corona, André André, Danilo, Miguel Layún, Bueno e Imbula.


Casillas; Maxi, Marcano, Indi, Layún; Danilo, Rúben Neves, Imbula; André André, Aboubakar, Brahimi;

Já agora, muito obrigado Hugo Gilberto pela generosa possibilidade de nos dar 30 segundos para falar do jogo da Taça do Futebol Clube do Porto.

domingo, 22 de novembro de 2015

Espaço Z: FC Porto vs Naturhouse La Rioja (35-31)


Brilhante!

Simplesmente brilhante!

Ontem, num bem composto e borbulhante Dragão Caixa, a nossa equipa de andebol voltou a trazer-nos uma alegria sem igual, presenteando-nos com uma exibição de gala contra a 2ª mais forte equipa da Liga Asobal (Liga Espanhola de Andebol). Tinha escrito por aqui que achava que o resultado da 1ª volta tinha sido algo mentiroso, e que possivelmente esse foi um dos nossos piores jogos desta época, e na verdade aqueles 8 golos de diferença foram pena pesada para essa exibição, mas não traduzem o equilíbrio entre ambas as equipas. 

Antes de mais, deixem-me dizer-vos que ontem assistimos a uma excelente partida de andebol, de parte a parte, com momentos muito bem conseguidos e executantes de altíssimo nível. A 1ª parte do jogo foi evoluindo sempre com um equilíbrio enorme entre os dois conjuntos. Nos primeiros 6/7 minutos, notou-se algum nervosismo em termos de finalização, e as defesas foram conseguindo superiorizar-se aos ataques organizados, tendo ambas as equipas evidenciado algumas dificuldades para quebrar a organização contrária. Depois do 1º desconto de tempo, houve pequenos acertos nas movimentações ofensivas, e os golos foram fluindo com maior naturalidade. Destaco Cuni e Rui Silva na 1ª parte, muito bem na leitura dos espaços o segundo, fortíssimo no aproveitamento das situações de 1x1 o primeiro. Na baliza, Quintana esteve uns furos abaixo daquilo a que nos habituou, enquanto o guarda-redes adversário foi o principal responsável por não irmos para o intervalo com maior vantagem. Destaco também, pela negativa, o critério disciplinar da equipa de arbitragem. Seria de esperar que uma dupla dinamarquesa (país onde o andebol é desporto-rei) fosse um pouco mais equilibrada e criteriosa na altura das decisões disciplinares. Não sou particularmente adepto da solução Daymaro-Alexis como defensores centrais do nosso esquema 6x0, por achar que são algo lentos e que, por norma, compensam essa lentidão com demasiada dureza, mas ontem foi inacreditável a forma como ficaram "tapados" com 2 exclusões (no andebol, a 3ª exclusão dá cartão vermelho) demasiado cedo no jogo. Estas decisões, no andebol, são o tipo de decisão que pode condicionar um treinador para o resto da partida. 

E pegando precisamente neste último ponto, tenho de dar os parabéns, quer a Daymaro e Alexis por se terem aguentado tão bem até o jogo estar resolvido (Alexis recebeu a 3ª exclusão já com 4 minutos para jogar, e com a diferença a saldar-se em 5 golos). Penso que Costa esteve muito bem ao não "ceder" à tentação de retirar ambos do jogo (salvo alguns curtos períodos em situações específicas, de inferioridade numérica), mas fundamentalmente a chave da vitória de ontem esteve em 2 alterações por si protagonizadas, permitindo a entrada dos "homens do jogo" de ontem: Hugo Laurentino e Miguel Martins. 

O primeiro, foi fundamental, com defesas de altíssimo grau de dificuldade, permitindo segurar ou aumentar a vantagem em momentos chave. O segundo, um míudo com mais talento no dedo mindinho, do que algumas equipas inteiras, entrou para "resolver" o jogo.

E ontem, foi curiosa a forma relativamente semelhante que os treinadores arranjaram para condicionar o jogo ofensivo adversário. Depois de ter havido algum espaço para os fortíssimos laterais de ambas as equipas, ambos os treinadores resolveram subir os segundos defensores - se pensarem no esquema do Porto, estando Daymaro e Alexis ao centro, os segundos defensores são os que estão imediatamente a seguir aos cubanos, de ambos os lados - deixando toda a resolução na zona central. Ou seja, ficaram constantemente o central e o pivot duma equipa contra os defensores centrais da equipa adversária, tanto dum lado como do outro. E foi aqui que a entrada de Miguel Martins foi brilhantemente conseguida, porque é nas situações de 1x1 ou de 2x2 que ele é fantástico. Foi sob a sua batuta, com Laurentino a brilhar atrás, que o Porto conseguiu colocar o jogo nos 5 golos de diferença, a 10 minutos do final. Senti, logo aí, que o jogo estava ganho, pela forma como as equipas encaixavam uma na outra nessa altura.

Num jogo em que praticamente todos estiveram fantásticos, nem sempre é justo destacar elementos, mas não consigo deixar de o fazer. Não posso deixar de partilhar convosco o meu contentamento com a evolução de Cuni Morales, agora muito menos trapalhão, de Alexis, que tem todas as condições para se tornar num pivot de classe mundial num futuro próximo, ou a forma como Gilberto consegue ser decisivo sem ter de marcar 15 golos por jogo, e a forma como estou absolutamente apaixonado pelas qualidades ímpares de Rui Silva, António Areia e Miguel Martins. 

Em termos colectivos, pego num exemplo específico para vos justificar o porquê de nos achar cada vez mais fortes no capítulo ofensivo: se virem com atenção, sempre que ficamos em inferioridade numérica, raramento saímos desses períodos com um saldo negativo. Ontem, por eemplo, foi fantástico - se a memória não me falha, saímos de quase todos os períodos de inferioridade numérica com um saldo positivo de 1 golo. Isto, ao nível de Champions, é um factor determinante!
Defensivamente... Continuo a achar que podemos melhorar, bastante.

Este jogo era decisivo? Sem dúvida, mas isso não retira a importância dos próximos dois jogos. Estamos obrigados a vencer ambos, e ainda temos de esperar para ver qual o resultado do La Rioja contra o Brest. Temos tudo para passar, e fizemos mais do que o suficiente (até ao momento), para justificar estar entre os tubarões europeus. A equipa, tão evidentemente superior em todos os capítulos na competição interna, precisa da Champions para ter andebol de alta qualidade e exigência, para conseguir evoluir.

Um abraço,

Z

sábado, 21 de novembro de 2015

Análise S.C Angrense 0-2 FC Porto (4ª Eliminatória Taça de Portugal)


Uma vitória natural num jogo tranquilo, feito de uma forma positiva num jogo em que ambas as equipas tentaram jogar o seu futebol. Com muitas caras pouco habituais no onze, e uma entrada muito positiva nas estreias de Sérgio Oliveira, José Ángel e de Vítor Garcia, mostramos que temos plantel para formar vários onzes competentes, mas também que temos um estilo de jogo que adapta facilmente diferentes jogadores às posições. Se todos os jogos tivessem esta tranquilidade, seriamos Portistas felizes. Vamos a notas:


Bueno - Não só porque marcou os golos, o segundo então, de excelente execução, mas Alberto Bueno mostrou que é um jogador mesmo... bueno. Presente em todos os momentos, excelente a atacar, a rasgar e a criar espaços e muito competente a compensar na defesa, Bueno merece, de longe, o MVP da noite.

Osvaldo - Não tem, lamentavelmente, golo no pé, mas o apoio e a solidariedade que deu no ataque e na defesa fizeram-no merecer o meu destaque. A assistência para o golo de Bueno é soberba - fizeram muitas tabelas muito boas ao longo do jogo, os dois - e houve pormenores de pura magia nos seus pés. Vale bem mais do que a sua contagem de golos.

Sérgio Oliveira - Presente, interventivo, entregue, com passes de rotura e muita raça, merece muitas mais oportunidades do que as que tem tido. Muito bem.

Dupla de Laterais - Bem sei que o jogo era mais ofensivo que defensivo, mas tanto Ángel como Garcia estiveram bastante bem, com especial incidência no primeiro. Ángel fez excelentes cruzamentos, foi determinante no ataque e também fez por dar sinal de que a lateral esquerda não está desamparada.

Imbula - O verdadeiro pêndulo do FC Porto, foi ele quem determinou o tempo e o compasso a que todos se mexiam. Óptimo no apoio defensivo, fez ainda duas arrancadas que são a sua assinatura. Já se vai vendo um Imbula a adaptar-se bem ao seu papel  no jogo.

Angrense - A atitude e a entrega que deram ao jogo, querendo jogar futebol, faz corar muita equipa de primeira liga adepta da Matemática do Pontinho. Deixaram, literalmente, tudo no campo fazendo deste um belo jogo de parte e banda. Futebol positivo favorece ambos. Menção especial para David Dinis que fez algumas defesas de guarda-redes de topo. Bravo!


Varela - Perdido, complicativo, perdulário e distante. Varela está a deixar fugir toda a justificação para o seu regresso. E é uma pena. O talento está lá.

Herrera - Esta dupla parece querer validar o argumento de Miguel Sousa Tavares. Voltou a não acrescentar nada ao jogo, a perder passes e a ligar o complicómetro desnecessariamente. Quem o vê na selecção mexicana não diria que é a mesma pessoa.

Evandro - Tentou bastante, mas emperrou muito. Não foi ausente como os colegas destacados em cima, mas também não foi esclarecido. Saiu consciente de que não foi o seu dia.

Menção especial à nossa equipa de Andebol, que fez um jogaço contra o La Rioja, vencendo por 35-31. É um orgulho! Parabéns! A análise virá, naturalmente, mais tarde, pelo Z, que hoje - só hoje! - é pequenino. Parabéns meu caro colega! Abração!

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Antevisão S.C. Angrense - FC Porto (4ª Eliminatória Taça de Portugal)


Antes de mais, uma emenda ao meu post anterior. Vou corrigir a minha posição. Não conhecia as declarações de Fernando Santos, citado por Pedro Marques Lopes, que se podem ler através do Tomo III, aqui. São graves. Declarou ostensivamente que poupou jogadores, que há filhos e enteados. E eu, pela minha desatenção em torno de tudo o que é selecção - nem o jogo todo vi - pensei que ele estava genuinamente a querer aproveitar o bom, a pensar nele para o futuro. Afinal não, é só porque tinha poupar "os meninos".

Acho, assim, que o FC Porto deveria recusar entregar jogadores nas próximas eliminatórias. E estou, claro, totalmente de acordo com a alfinetada da SAD.

As minhas desculpas aos leitores. Fica aqui prometido que não me manifestarei mais sobre a selecção, sem antes me inteirar das motivações.

Adiante. Temos FC Porto, finalmente! O futebol está de volta, na importantíssima Taça de Portugal, contra uma equipa que não vai dar facilidades, a começar pelo sinal que o seu símbolo ostenta. Por isso, é essencial que Lopetegui aproveite o trabalho que tem estado a fazer com os jogadores que tem tido. O meu onze provável reflecte essa realidade.

Saúdo a convocatória de Vitor Garcia e de Sérgio Oliveira. E espero que Ángel aproveite a oportunidade. Eu acho que ele tem qualidade. Tem é de demonstra-la e não amuar.

Na entrevista à EFE, que o Vila Pouca bem dissecou aqui, Lopetegui demonstrou a sua exigência em relação ao jogadores e ao rigor do sistema que eu aprecio. O facto dele ter a consciência que tem de aproveitar espaços abre caminho a um FC Porto mais directo. Acho evidente. E bem. Seguir em frente e aproveitar a queda de um adversário directo, é o que se pede. Com um FC Porto sério e competente. Que não adormece em razão do oponente. Só assim se tem a vitória.

Helton, Casillas e João Costa (g.r.); Martins Indi, Marcano, Rúben Neves, Varela, Brahimi, Aboubakar, Dani Osvaldo, Tello, Sérgio Oliveira, José Ángel, Evandro, Herrera, Bueno, Lichnovsky, Imbula e Víctor García.

(4x2x3x1): Helton; Victor Garcia, Indi, Marcano, Ángel; Imbula, Herrera; Varela, Bueno, Tello; Osvaldo.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Espaço Z - FC Porto vs Águas Santas (37-25)



Resolver o jogo a defender. Nesta pequena frase, poder-se-ia resumir o filme do jogo desta noite, frente a um adversário tradicionalmente - mas mesmo só tradicionalmente - complicado. Há pouco tempo atrás, considerei que Águas Santas e Madeira SAD se situam num patamar intermédio entre as equipas de topo (FC Porto, Benfica, Sporting e ABC) e as restantes equipas, que tanto lutam pelos últimos lugares do play-off, como pela manutenção. E a diferença está á vista, não só pela diferença de golos, como pelas enormes dificuldades encontradas pelos maiatos durante largos períodos de jogo para criar situações de perigo ou parar as nossas investidas. 

Começámos bem, com o habitual esquema defensivo de 6x0, um pouco mais preocupados com Pedro Cruz (o eterno melhor marcador do campeonato), e portanto com algumas variações que nos colocavam a jogar com 5 jogadores na linha de 6 metros e outro (Cuni ou Gilberto, maioritariamente) um pouco mais subidos, para tentar impedir o meia distância maiato. O parcial inicial de 4-0 fazia adivinhar uma 1ª parte mais desequilibrada, mas aos 20 minutos, com 15-9 no marcador, lá tivemos a habitual rotação dos jogadores da 1ª linha (central e laterais), e Gustavo e Kasal estiveram francamente mal neste período. O checo então, esteve de bradar aos céus. Mais uma vez, Costa não soube ler o timing das alterações, atirando para dentro de campo jogadores que necessitam de muito espaço, quando a defensiva contrária se abria num sistema de 3x2x1, bem aberto e agressivo. Lentos e jogando pouco sem bola (coisa que Cuni, Gilberto, Martins, Rui Silva e Nuno Roque fazem tão bem), tornaram o nosso ataque num deserto de ideias, e quando demos por isso, já os maiatos estavam a 2 golos. Ficámos também a perder defensivamente, porque Kasal é um defensor (ainda) muito frágil, e foi por ele (boa leitura por parte de Paulo Faria, que explorou bem a fraqueza defensiva do checo) que o Águas conseguiu ganhar grande parte das vantagens, e inclusive conseguiu "sacar-lhe" uma exclusão. Cometeu-se assim o pior erro que se pode cometer contra equipas como o Águas Santas: dar-lhes esperança. De notar que, em 20 minutos marcámos 15 golos, e apenas 2 golos nos últimos 10 minutos. Por aqui se constata que o principal problema desta fase final da 1ª parte foi ofensivo.

O início da 2ª parte veio comprovar algumas das coisas que escrevi atrás. Os maiatos mantiveram a defesa subida, só que desta vez tiveram de "levar" com um ataque de alta rotação, já com Gilberto e Cuni em campo. Atrás, catapultados por uma fantástica exibição defensiva, com Laurentino em excelente plano, fomos cavando uma vantagem que praticamente estagnou nos 10/11 golos. 

Bela leitura do jogo por parte de Ricardo Costa nesta fase do jogo. Se bem repararam, o Àguas Santas não possui nenhum lateral-direito que seja canhoto. Ora, isso, faz toda a diferença no ataque organizado. Um lateral-direito destro, terá maior tendência para levar o jogo para fora, para a ponta. Um lateral direito canhoto (como Gustavo ou Cuni), tem tendência para procurar o lado mais forte, em trajectórias para a zona central. Da mesma forma, um lateral esquerdo destro, como Gilberto, ou Pedro Cruz, terá a mesma tendência de procurar a zona central para rematar com o braço forte, na sua trajectória mais poderosa. Então, Costa colocou toda a pressão defensiva no lado esquerdo e central do adversário, "retirando" do jogo o lado mais forte dos maiatos, "obrigando" o lateral direito a ter de resolver as jogadas sem esse apoio. E, acreditem, é muito difícil para um destro ter de assumir o jogo nessa posição. 

Foram cerca de 16/17 minutos de alta qualidade, que arrumaram de vez com o jogo. E aí sim, houve espaço para dar minutos de jogo a Kasal, Nuno Gonçalves, Gustavo, e até de testar Hugo Santos na posição de central. Primeiro, resolver. Depois, rodar.

Hoje queria destacar Cuni, porque sempre fui um crítico do cubano. Na verdade, nota-se que tem vindo a crescer, mais a nível ofensivo do que defensivo (está melhorzito... mas precisa de melhorar muito), e já é mais raro vê-lo executar maus passes, tomar más decisões ou fazer falhas técnicas. É cada vez mais um desbloqueador ofensivo quando Gilberto está mais tapado. 

Defender bem, contra-atacar e resolver o ataque organizado com simplicidade. É esta a receita para ganhar 99% dos jogos em Portugal. Adicionar muita eficácia, níveis elevadíssimos de concentração, e poderemos ter boas hipóteses de ganhar a nível de Champions. 

Bela casa no Dragãozinho, a meio da semana. Espero, honestamente, ver aquele pavilhão a borbulhar no próimo fim-de-semana. Os rapazes precisam, e depois do que têm feito até agora, bem merecem um ambiente à Porto.

Um abraço,

Z

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

A Lógica Da Batata


Surreal, é tudo o que eu tenho a dizer, acerca desta questão da indignação do FC Porto por causa da utilização do meio campo Portista na selecção nacional. Muitos de nós, adeptos do FC Porto, fomos, ao longo dos anos, afastando-nos da selecção nacional, por sentirmos que os nossos mui valorosos atletas eram deixados de parte ou relegados por parte dos seleccionadores por terem a cor errada. É um facto indesmentível a forma como Scolari relegou Baía, entre muitos outros exemplos, até na era de Paulo Bento.

Agora a SAD queixa-se da utilização? Que me perdoe o Angrense, mas que mal tem a utilização de um onze base parecido com o que jogou com o Varzim? Ficariam, assim, André, Rúben e Danilo com uma semana de descanso, que precisam. Que me perdoem, mas não me parecem ser essenciais para vencer o Angrense. Mais a mais, as exibições dos nossos médios aumentaram-lhes a confiança e o orgulho, que tenho a certeza que será algo muito importante nos próximos tempos. Ter no horizonte, mais ou menos próximo ou longínquo, ser a espinha dorsal da selecção, creio que seja uma alegria grande.


Até o elogio ao entendimento e maleabilidade entre os nossos rapazes por parte de Fernando Santos é uma merecidíssima vénia a Lopetegui. Não consigo entender esta indignação, desculpem. Não é difícil compreender que as selecções são um forte elemento motivacional. Não é, com certeza, segredo para ninguém que Casillas escolheu o FC Porto também porque isso lhe garantiria a quota que Del Bosque lhe pediu para poder continuar a ser o Capitão de La Roja. E que tivemos uma excelente notícia esta semana quando Imbula se manifestou descontente por não ser convocado para nenhuma das selecções que almejava. Será, com certeza, uma motivação ainda maior para vermos empenho e dedicação totais por parte de Giannelli. 

Deixa-me pasmo como a mesma SAD que fica calada com os atropelos e condicionamentos da segunda circular, que fica calada quando tentam implicar o seu treinador e CEO numa absurda difamação de tentativa de condicionamento, entre muitas outras coisas, como comparar roupões a vouchers de jantar, de repente, do nada, se indigna com algo que, no fundo, até favorece o clube. Não se compreende.

Já agora, se Dani Osvaldo quer voltar ao "seu" Boca Júniors, que vá. Como sempre, e como uma vez foi dito pelo NGP, só joga no FC Porto quem quer mesmo jogar. O resto não faz falta.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Espaço Z - FC Porto vs Passos Manuel (32-25)


No passado sábado, o FC Porto derrotou de forma justa e fácil uma jovem e bem orientada equipa do Passos Manuel. Obviamente que há um Mundo de diferença entre a qualidade de ambos os plantéis, e pudemos dar-nos ao luxo de "abdicar" de Gilberto, Gustavo, Roque ou Hugo Santos, dando mais tempo de jogo a Pitre, Kasal e Nuno Gonçalves. A resposta da equipa a estas alterações foi... razoável. E numa exibição com demasiados erros defensivos, e demasiadas falhas técnicas a cortar-nos ataques, bem podemos agradecer aos deuses do andebol o facto de termos dois brilhantes e intransponíveis guardiões. Desta feita foi Laurantino a brilhar a grande altura, com defesas para todos os gostos, especialmente nos remates aos 6 metros, teoricamente mais complicados. 

O jogo tem pouca história, para ser franco. Ofensivamente, fomos ganhando vantagem porque temos jogadores mais velozes, mais fortes, mais altos, quase todos com grande capacidade de remate e não precisámos de trabalhar muito o ataque para conseguir arranjar espaços na defensiva contrária. Uma defensiva com bons princípios tácticos, reconheça-se isso, mas sem jogadores capazes de "segurar" os nossos monstruosos pivôs, ou as mudanças de velocidade de Rui Silva, Miguel Martins ou de Cuni. Notou-se que a equipa está cansada, e obviamente que a motivação de jogar este jogo ou um jogo de Champions é totalmente diferente. E há mais... Num jogo de andebol, com uma diferença tão grande entre duas equipas, como neste jogo, a equipa mais forte vence em 99,99% das vezes. Não se pode estacionar autocarros, como no futebol, e rezar para que não haja golos. É preciso atacar melhor e defender melhor. E os jogadores duma equipa como a do Porto, no fundo, sabem que estes jogos vão fatalmente acabar com uma vitória, mesmo com um jogo menos conseguido. Ainda assim, houve demasiadas falhas técnicas para uma equipa sénior que compete num campeonato profissional (passes falhados, más decisões em grande escala, remates mal preparados e faltas ofensivas). Jogadores como Kasal ou Nuno Gonçalves têm de perceber que nestes jogos, para além dos golos e do resultado final, têm de transmitir a confiança necessária para que Ricardo Costa os chame em alturas importantes de jogos mais complicados. Kasal, por exemplo, não pode continuar a rematar de qualquer sítio, de qualquer forma, e de forma tão precipitada. Como é possível um jogador com tamanha altura e envergadura teimar nos remates de anca? Porque não aproveitar aquelas longas pernas para ultrapassar os adversários e, em suspensão, atirar lá de cima, do 10º andar? Porque não esperar que a equipa trabalhe o ataque para que a sua finalização seja mais fácil?

Apesar de tudo isto, foi a nível defensivo que achei que estivemos pior. É impensável que um jogador duma equipa do nível do Passos Manuel, sem ser especialmente forte do ponto de vista físico,  não obstante ter bons atributos técnicos, consiga marcar 10 golos, quase sempre da zona central, sem qualquer tipo de oposição. Em linguagem andebolística, ao 3º/4º remate que tentasse fazer nessa zona, tinha de "levar nos dentes", ou seja, tinha de ser contactado, obrigando-o a rematar em piores condições, ou até mesmo a pensar duas vezes antes de tentar rematar de novo. É bonito? Não, não é, mas num desporto com tanto contacto físico, é assim que as coisas funcionam. Lembram-se de como os eslovacos do Presov defenderam contra nós?

Resumindo, a 11ª vitória em 11 jogos do campeonato, registo que é fantástico mas não surpreendente, a antecipar nova jornada importantíssima da Champions a meio da semana. E aí vamos precisar dum Porto ao seu melhor nível para continuar a perseguir o apuramento para a próxima fase.

Um abraço,

Z

12 Anos


Saberão certamente todos os que frequentam este espaço que não sou saudosista. Tenho uma característica que considero positiva para mim: tenho uma memória de passarinho.

Eu sei, é péssimo em debates, horrível em testes escritos, mas a minha capacidade de reter informação que seja decorada e estatística é perto de zero.

Sei, por isso, que se viveu História já no Dragão de todos nós. Mas a memória que tenho sempre é da incontida alegria com as vitórias que já lá vivi, a comunhão que senti com as centenas de pessoas que descem a avenida para o seu carro, aquele êxtase de ter vivido uma inolvidável vitória... que terei esquecido, no específico, três dias depois.

Sempre será lembrada também a sensação de vazio, o sepulcral silêncio das bancadas e a anacrónica celebração das equipas contrárias, como se alguém colocasse no mute um espaço inteiro. É algo de tão raro que se torna estranho.

Viver celebrações de títulos, ali, é lindo. Viver o renovado esperançar de um novo ano também. Mas - confesso - a sensação que mais gosto, sempre, sempre, sempre, é aquele som, aquele misticismo do ar que me beija a face - às vezes gélido - antes da Porta onde tenho o meu Lugar Anual, antes do simpático e afável reencontrar dos meus amigos com quem tenho a Honra de partilhar os momentos de felicidade e alegria que terei ali, mais uma vez, com muitos ou poucos outros, às vezes ao gelo, às vezes à tosta, enquanto para isso tiver vida e saúde.

Doze anos. Que sejam doze décadas. Ou doze milénios. E que este que vos fala possa neles participar no seu grão de areia pelo Tempo concedido.

Viva o Estádio do Dragão! Viva o Futebol Clube do Porto!

domingo, 15 de novembro de 2015

Telegrama: Ícaro


Há por aí um clube que desatou a comprar gente como se não houvesse amanhã.. curioso, ou estão com um problema de negação terrível, ou continuam a ver se passam por entre os pingos da chuva.

Mas... the higher they come, the harder they fall.... que o diga a Ronda Rousey!

Cuidado, meus amigos felinos, winter is coming.. e elas depois são de tal maneira que... doyen!

(Espaço Z em breve)

sábado, 14 de novembro de 2015

Sentido Das Coisas


Hoje, o post não é sobre futebol. A impermanência choca connosco de frente, por vezes, e faz-nos ver a futilidade dos nossos pequenos atritos.

Perdoem-me os leitores, mas hoje estou consternado. Hoje apenas recordo Shakespeare, no seu lindo texto de Cymbeline:

"Fear no more the heat o' th' sun
Nor the furious winters' rages;
Thou thy worldly task hast done,
Home art gone, and ta'en thy wages.
 
Golden lads and girls all must,
As chimney-sweepers, come to dust.
The sceptre, learning, physic, must
All follow this and come to dust.

Fear no more the frown o' th' great; 
Thou art past the tyrant's stroke.
Care no more to clothe and to eat;
To thee the reed is as the oak.
 
The sceptre, learning, physic, must
All follow this and come to dust.
All lovers young, all lovers must
Consign to thee and come to dust.

Fear no more the lightning flash,
Nor th' all-dreaded thunder stone;
Fear not slander, censure rash;
Thou hast finished joy and moan.
 
All lovers young, all lovers must
Consign to thee and come to dust"

Que amanhã possamos ter a benção de nos voltar a ocupar e a perder nas coisas simples, sinal que o importante está presente.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Telegrama: O Estranho Caso da Táctica Desvalorizativa


Não me surpreende que Rúben Neves não seja destaque nos jornais da capital. Não nasci ontem, sei perfeitamente que custa muito trazer um jogador Portista à capa, que o Guedes é que é o mais melhor maior grande de sempre e por ai em diante.

Mas então e O Jogo? Alguma coisa se passa para estar a haver este "abafanso" dos feitos do nosso Capitão. É o mais jovem de sempre a ser chamado à Selecção A, e ganhou o prémio de Jogador Revelação na Gala do Desporto da Confederação.

Nota de rodapé num caso, nenhuma referência no outro. Só compreendo de uma forma - para não atrair demasiados olheiros e assim impedir que nos levem o nosso Capitão. Nem o Porto Canal, nem o Clube, nada. Na minha óptica é bastante injusto.

O Porto Universal está orgulhoso do nosso menino, por isso aqui fica o destaque e o seu agradecimento, muito maduro, como sempre. Parabéns Rúben!

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Espaço Z - Tatran Presov vs FC Porto

Vitória muito importante, obtida no último sopro da partida, fora de portas, deixando em aberto a possibilidade de apuramento para a próxima fase da Champions de Andebol. Foi, apesar de tudo, uma vitória desnecessariamente sofrida face à evidente diferença de plantéis e de estilo de jogo.  Quer isto dizer que o Presov é uma equipa fraca? Obviamente, não. Seria equipa para lutar pelos 3 lugares cimeiros da classificação em Portugal. Mas nesta Champions, o FC Porto já provou estar um ou dois degraus acima de equipas como o Presov ou o Vojvodina, por exemplo.

No jogo de hoje, defrontámos um adversário forte a defender, contactando os nossos jogadores no espaço entre os 10m e os 7m sempre no "limite" do permitido. Pelo menos, tanto no limite quanto uma equipa moldava de arbitragem poderia permitir a uma equipa eslovaca, if you know what I mean... Se já é difícil jogar no Leste da Europa, acreditem que fica bastante mais difícil com duplas daquela zona.  
Já em termos ofensivos, trata-se duma formação que privilegia o remate exterior, com jogadores altos e "pesados", quase todos com pouca mobilidade e a denunciar muito as trajectórias para remate. Quero com isto dizer que, face às características físicas e técnicas dos laterais e do central, é fácil para uma defesa perceber quando vai ser o momento de finalização, porque os movimentos são semelhantes e mais fáceis de antecipar. 

Para contrariar uma equipa deste género, é fundamental defender bem, obrigar os adversários a rematar de bastante longe - porque esses remates são, teoricamente, mais fáceis de parar pelo guarda-redes - e aproveitar alguma lentidão na recuperação defensiva adversária para "matar" o jogo em contra-ataque. Já em ataque organizado, é a velocidade na circulação de bola, e no ataque aos espaços que poderá ser mais eficaz. Se do outro lado temos 4 ou 5 "muros" que gostam de "bater", temos que tentar obrigá-los a fazer o que não gostam: mover-se. 

Na 1ª parte, especialmente a partir dos 10 minutos, conseguimos fazer tudo isto relativamente bem. Houve algum desacerto na finalização (uma ou outra vez por mérito do bom guarda-redes adversário, mas também por algum demérito nosso), especialmente nos remates aos 6 metros, que podia ter acabado com o jogo logo na 1ª parte. Houve também alguma falta de agressividade defensiva nos primeiros 20 minutos, tendo os eslovacos conseguido rematar demasiadas vezes sem serem devidamente importunados (que é como quem diz, sem levarem uns socos valentes, como nos faziam quando éramos nós a atacar). Com o resultado em 13-8 a 4 minutos dos primeiros 30, era "obrigatório" termos chegado ao intervalo com maior vantagem no marcador. Faltou alguma paciência, e alguma inteligência na forma como o nosso ataque organizado decidiu trabalhar os últimos lances. Trabalhamos demasiado para o remate exterior (e com Kasal em campo, não se podia esperar outra coisa), quando devíamos ter tentado finalizações mais próximo da baliza, até mesmo para conseguir "sacar" alguma exclusão aos eslovacos.

A 2ª parte teve uns 10 minutos iniciais perfeitos, com um parcial de 4-1 a nosso favor, que colocou o resultado nuns - à partida - confortáveis 18-11. E depois... Bom, depois houve qualquer espécie de bebedeira colectiva, que nos poderia ter custado o jogo. Erros em barda, alguns pouco condizentes com jogadores do nível dos nossos. Muita sofreguidão no ataque organizado, que conduziu a falhas técnicas e, consecutivamente, perdas de bola perfeitamente escusadas, e muito desacerto defensivo - não só em termos de posicionamentos como de agressividade perante o adversário. 

Podemos queixar-nos que, a partir dos 10 minutos, entrámos numa fase de "vale-tudo" na defensiva contrária, que tornou a tarefa de atacar de forma mais profunda praticamente impossível, mas penso que nos pusemos a jeito. Com 7 golos no bolso, é a equipa que tem a vantagem que tem de gerir os tempos de jogo e que tem de saber ter o controlo emocional. Não podemos estar a jogar com guarda-redes avançado, e "entregar" a bola ao adversário para duas finalizações fáceis (sem o guarda-redes na baliza), num espaço de menos de 2 minutos. Tudo bem que a opção por utilizar um guarda-redes avançado é discutível, principalmente se usada de forma insistente, mas isso não esconde as incríveis falhas consecutivas do nosso ataque. Neste período de desacerto, nota negativa para Gustavo Rodrigues, a conseguir cometer mais falhas graves em 20 minutos do que no resto da época. 

Depois de termos conseguido acertar defensivamente, tenho de destacar 2 jogadores: Miguel Martins e Gustavo, por razões diferentes. Num final de jogo estonteante, foi o menino a colocar duas bolas  "redondinhas" nas mãos de Alexis, que deveriam ter decidido o jogo, não fosse a segunda oportunidade ter esbarrado no braço do guarda-redes adversário. Gustavo merecia levar 3 chicotadas por ter perdido uma bola, num passe mal medido para Alexis, a pouco menos de 1 minuto para o fim, e com o resultado em 23-24 a nosso favor. 

Contudo...



Quem tem Gilberto Duarte, tem o Mundo!

E, desta forma, pela enésima vez, Gilberto decidiu um jogo no último segundo, sacando um golo impossível da cartola.

Mais alguma concentração competitiva, mais acerto defensivo e um Dragão Caixa a rebentar pelas costuras serão importantes ingredientes para o decisivo encontro com os espanhóis do La Rioja. Porque apesar da derrota pesada da 1ª volta, acredito que temos uma equipa superior à deles. Esta equipa merece e tem qualidade para a próxima fase da Champions.

Um abraço,

Z


quarta-feira, 11 de novembro de 2015

A "Verdade Desportiva" À Lá Carte



Inacreditável. O paladino da "verdade desportiva", Ratazana Santos, disse, no seu mais recente Tempo Extra, coisas extraordinárias:

1 - O penalty do Naldo é penalty, mas compreende-se que, durante o jogo, Cosme Machado não o tivesse visto.
2 - Bruno de Carvalho faz bem em posicionar-se para ficar "por cima" nesta guerra.

Vamos, portanto, traduzir: no ponto 1, o auto-proclamado arauto da justiça, que, durante anos, andou em cima de tudo o que é pelo púbico de suposto benefício ao FC Porto, achando tudo o que não fosse marcado "um roubo", "um escândalo" e outros epítetos tão bonitos, aqui acha que este penalty que se vê da Lua é "compreensível que não seja visto pelo árbitro". Muito lindo.

Como muito lindo é o ponto 2, em que ele diz - claramente! - que o que interessa é que o not sporting lisbon fique com o poder, ele que disse "apito dourado" mais de um bilião de vezes e que falou tantos anos das pressões do FC Porto, do controle e da manipulação fraudulenta. O que interessa é ganhar, e se não os podes vencer, junta-te a eles! Bravo!


E tão bonito é tratar de trazer o FC Porto à liça em tudo. Para já, é surrealista equivaler um roupão a 4 - quatro - jantares por pessoa! O esfregão limpador sulista trata até de dizer "roupões ou vouchers", equivalendo uma coisa à outra! 

O FC Porto é que é o criminoso, como sempre, porque foi óbvio o benefício da arbitragem do FC Porto este an... ah, não, espera. A própria ratazana disse que o FC Porto não tinha nada de benefício ou prejuízo até agora, neste campeonato! Então qual foi o benefício ao FC Porto? O amarelo estúpido que Soares Dias deu ao Maxi? Ou os 3 minutos de tempo extra contra o SC Braga?

E mais, é mesmo de ratazana, de ser rastejante, incitar o ficaben a instruir um inquérito de averiguações junto do Conselho de Disciplina da FPF, uma vez que "o facto de Lopetegui não ter "invadido" o balneário do árbitro não quer dizer que ele não tenha lá estado". 

Ó seu fuínha, vamos lá ler o comunicado integrar do Conselho de Arbitragem, vamos?

"O Conselho de Arbitragem da FPF desmente que o dirigente do FC Porto Antero Henrique e o treinador do clube, Julen Lopetegui, tenham entrado no balneário da equipa de arbitragem durante o intervalo do jogo FC Porto - Benfica, da quinta jornada da Liga NOS, disputado em 20 de setembro às 19h15.
Caso tivesse ocorrido algum facto relevante teria sido assinalado pelo árbitro do jogo no seu relatório, como é seu dever.
O Conselho de Arbitragem apela, uma vez mais, ao bom senso e a um comportamento cordial e respeitador das regras e do "fair-play" por parte de todos os agentes do futebol.
Lisboa, 8 de novembro de 2015"
 
Onde está aqui escrito "invadido"? Aqui diz explicitamente que Lopetegui e Antero não estiveram no balneário! Não é adjectivo, é substantivo, percebes? Deixa de ser um anti-Portista doente, deixa de ser reles e verde. Essa vendetta é absurda, e está na hora de pôr um fim nisto. A SAD tem de reagir a esta estupidez. Não é admissível que um "jornalista" passe a vida a branquear os seus amigos do sul, ao fazer misdirection para o Norte. 
 
Repito, a todos os nossos adeptos Portistas: são estes os nossos verdadeiros inimigos, os arautos da moral que querem apenas que o controle esteja fora do Norte e que tudo volte aos bons velhos tempos! Olho! Vejam bem o que ouvem, leem e reconhecem como válido!

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Telegrama: Prémios de Consolação e A Estupidez Da Selecção [ACTUALIZADO]


Inauguro aqui um novo tipo de post: são mais de 140 caracteres, mas também não chega a ser um post completo, porque não há assunto para tal.

O nosso menino Rúben foi chamado à selecção A, como merece, mas entrou pela porta pequena, como não merece. Não deveria ser chamado pela lesão de ninguém, mas antes com o destaque de ser o que é: uma atleta sobre-dotado.

Já se sabe, a "glória" vai para outros mais... gloriosos ... que são apelidados de "melhores de sempre" e coisas que tais, pela imprensa lip service, no entanto, já se sabe, é a longo prazo que se verá quem é o quê e como.

Seja como for, Rúben é Portista, já sabe com o que (não) contar, compensará com esforço aquilo que não lhe é dado com fama - e ainda bem, neste sentido de "fama".

Começo a dar uma certa razão ao Luís Miguel - estas paragens de selecção são ridículas. Particulares a despropósito, com longas viagens, a cansar atletas e interrompendo o necessário ritmo competitivo, são de um absurdo de antologia!

Tal como o Metro do Porto, não chega a arrancar para logo parar. Um risco absurdo, um desgaste tonto que serve para rigorosamente zero. Nem pelo orgulho de ser selecionado - sê-lo num particular sem importância ou interesse esvazia o orgulho por completo.

Agrafado o telegrama, quero também dizer que a classe  dos atletas do FC Porto vê-se, não se exulta na imprensa.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Vencer Honradamente


Zero penalties - zero. Sim, vou dizer outra vez: Zero penalties. Connosco não há colinho, não há ajudas, não há empurrões. Connosco não há penalties não assinalados (boa tentativa, Coroado, nem os teus colegas foram capazes de te apoiar), zero de favorecimento, zero de campo inclinado. Há apenas futebol suado, honrado e justo. Há apenas superação, inclusivé, de contrariedades várias.

Mas honra seja feita, este #colinhoverde tem outro nível - é mesmo à descarada. Nada melhor do que ouvir o Inácio a não ripostar, Dias Ferreira a dizer que "o assunto está arrumado" - não está, dr, não está, há deliberações e investigações em curso - ou Oliveira e Costa a dizer para o nosso Miguel Guedes "tu ficas com o penalty, eu fico com os três pontos".

Sim senhor! Brilhante, devo dizer, este descaranço todo! Extraordinário que os paladinos da moral, a Calimeragem em todo o seu esplendor, estejam no auge do "no pasa nada", enquanto passam pelos pingos da chuva, com sorte e muitas ajudas.

No entanto, é curioso, não foram ainda capazes de perceber que alimentam o monstro que os vai destruir - Jorge Jesus. É sempre vital vencer em Alvalade, claro, mas pôr os ovos todos no mesmo cesto, com 14 jogadores e sem dinheiro para mais, é uma completa manobra suicida. Por isso, sejamos pacientes, saibamos fazer o nosso trabalho e deixar o resto seguir o seu curso.

Porque este nosso FC Porto está uma máquina avassaladora de trabalho, com inúmeras ocasiões de golo e aprimorar-se para se tornar imbatível, defensiva e ofensivamente, assim mantenha o seu curso. Temos um plantel unido, multifacetado, com soluções e somos a única equipa invicta em TODA a Europa. 

Todos sabemos que, se fosse mais a sul, tudo seriam alvíssaras, tudo seria onda inserir-a-cor, tudo seria glória, predestinação e génio, todos os penalties roubados são "estrelinhas de campeão". Assim, é só Lopetegui "a inventar menos". Tudo bem, aceito.

Aceitemos. Deixêmo-los falar. A nossa vitória é ter um FC Porto à Porto, maratonista, como sempre, capaz de enfrentar adversidades e encontrar a solução superando-nos, indo para lá do limite das forças, se necessário.

Não precisamos da ajuda de ninguém. Bastámo-nos a nós próprios.

E atenção, não sou inocente: o not sporting lisbon vai apontar as baterias para o principal ameaça - nós. O problema é que estarão a lidar com outro estilo de gente, mais calejada, mais sábia e que não quer saber da sua reputação. Gente lutadora e de fibra, habituada a apanhar com a difamação de todo o lado.

A nós, não assusta o que nos possam trazer. Isso é coisa para meninos. Bring it on!