terça-feira, 31 de março de 2015

Visão De Futuro e Um Sulismo Elitismo [ACTUALIZADO APAF]


Como esperava, agradou-me muito a entrevista (em vídeo aqui)  a Julen Lopetegui. Na sua versão mais pacífica, não deixou nunca de ser assertivo e peremptório, e sinto que lhe colocaram as perguntas mais complicadas. Antes de mais, e para despachar de vez este assunto, dizer que o Inventonas, a Travessa da Queimada e Rascord têm exactamente a mesma, distorcidíssima, chamada de capa. Dizem eles que Lopetegui foi crítico da arbitragem. Não foi. Lopetegui disse até duas coisas muito claramente que vão contra essa ideia: que tem havido muitos erros mas que, se achasse que eram propositados, já teria ido embora. O que Lopetegui, e bem, contesta, é o facto de, sistematicamente, não serem nomeados os melhores árbitros para os jogos mais difíceis. E isso é da mais elementar justiça. Lopetegui reconhece até que a profissão é de risco e sublinha o respeito que se deve ter para com ela. Portanto, mais uma grosseira manipulação da imprensa. Mas sobre isso, falarei mais adiante.

Lopetegui foi também muito directo na questão da rotatividade, indo de encontro à ideia que eu tenho sobre a mesma. Diz ele que queria construir um bom plantel, não uma boa equipa. E surpreendeu-me logo de seguida. Falou uma coisa que me deixou maravilhado: disse que o assentar da ideia se sobrepunha ao resultado imediatista. E isso eu adorei. Temos aqui um treinador com visão de futuro. Aliás, ele fala que o segundo ano será aquele em que ele terá a sua ideia assente e tudo estará consolidado com a maioria dos jogadores.

Proponho que vamos para lá do óbvio, a verdade La Paliciana de quem dois anos é melhor do que um. Esta frase tem por detrás uma ideia clara de crescimento e consolidação importante, e demonstra que Lopetegui tem por assente que não vai desbaratar a equipa. A espinha dorsal ficará. Óptimo. Vão-se fazer ajustes mas não vamos ter outra revolução. E é verdade que, com os conceitos assimilados e o grupo conhecido, tudo será bem mais simples. Está bem presente que Estrutura e Treinador tem objectivos traçados em crescimento e que não há hecatombes no horizonte. Esta solidez apraz-me muito.

Gosto de saber que Lopetegui escolhe como momentos baixos os jogos da Taça e do Clássico. Ainda bem. Subscrevo a sua análise nos dois, estava lá para vê-los. Notou-se que Lopetegui percebe agora a importância relativa de cada um deles, e nota-se que encara o próximo Clássico de uma forma bastante madura e consciente, embora saiba que tudo não se resume a isso. Deu-me também a certeza de uma coisa que percebi desde o jogo da apresentação: Lopetegui é sensível ao pulsar dos adeptos mas não se deixa governar por eles. Fico feliz que ele não embandeire em arco, nem deixe a equipa fazê-lo, nem entre em depressão profunda por causa de assobios. Gostei de saber que eram sensíveis à exigência que temos para com eles, mas que também os sabemos recompensar por isso.

Por último e muito importante, adorei a forma como falou de Quaresma, e do que reconhece do seu esforço, aos 31 anos. Eu considero Lopetegui completamente responsável por esta nova vida de Quaresma, mas fico feliz que ele também saiba ver o que o Mustang traz de empenho, determinação e raça ao balneário.

Em suma, uma entrevista de um homem grande, consciente do seu papel e que claramente não se deixa levar pela vox media.


Por falar em vox media, quero dizer que fiquei muito feliz ao ler isto. Já quando vi o MaisFutebol de antecipação ao FC Porto - zbordem, vi que eles percebem zero do que é o FC Porto, o que significa, como joga, o que o distingue. Pensei que era por azia, inflamação ou puro tacticismo que dedicavam pouco tempo ao FC Porto e faziam análises laterais. Mas agora, com este artigo, tenho a certeza que não. É puro desconhecimento, simples e claro.

Diz o senhor Madureira que "apesar dos títulos conquistados, também não será pelos portistas, pela forma fria, racional e premeditada como, ao fim de três anos, apontou um novo rumo de carreira à Côte D'Azur". Quero enfatizar a passagem também não será, ou seja, o senhor Madureira não faz a mais pequena ideia se sim ou não. Portanto, de nada adianta dizer a douto senhor que Moutinho foi com a benção de 99% dos Portistas, que reconhecem a vontade de cada um melhorar as suas condições de vida, que foi incluído num grande negócio e que tem sempre as portas abertas do Dragão para estar junto daqueles que são os seus.

Mas faz, no fundo, parte do pensamento dominante sulista sobre "as gentes do Norte".  Somos para tais personagens de tal forma inferiores que nem vale a pena conhecer-nos. Vivem rodeados de si mesmos, auto-felaciados com todas as suas exultações à quinta potência e falando de nós como se de uma comichão acidental se tratasse. Para estas gentes, somos primitivos fechados num lugarzinho e, se é verdade para eles, "deve ser para os portistas" também.

Digo, sem margem para dúvidas: continuem a menosprezar-nos, a ignorar-nos e iremos surpreender-vos vezes sem conta. Nós não nos importaremos!

ADENDA: A APAF, porque só sabe ler as manchetes dos jornais, acha que Lopetegui atacou a arbitragem, embora Lopetegui tenha feito justamente o inverso. Lopetegui disse que os erros não eram premeditados, mas está visto este campeonato da treta. Uns batem, criticam, humilham, nada se passa. Outros respondem a uma pergunta dizendo que errar é humano e pedindo competência, e querem sanções para ele. Ridículo! A Brigada do Colinho no seu melhor! E mais, agora sabe-se que o Xistrema vai arbitrar o benfas-Nacional e o Marítimo-FC Porto! Uau! Isto está mesmo lindo!

segunda-feira, 30 de março de 2015

Soporíferos Jogos e Roubos De Mesa


Por insistência dos de casa e porque estava curioso para ver se Quaresma entrava e a que minutos, acabei por ver o jogo. Devia ter feito uma aposta. Acabou por entrar aos minutos que esperava. Mas adiante, confirmou-se o que esperava: um jogo desconexo, desolante, desorientado, de uma selecção que de equipa tem zero, que sobrevive da superior leitura de jogo de João Moutinho e dos rasgos de Ronaldo. Fiquei contente que Ricardo Carvalho tivesse marcado um golo, imaginei a cabeça do senhor Bento a explodir, mas de resto... mais do mesmo. Quantos daqueles jogadores quereriam jogar de facto aquele jogo? A "qualificação" é uma piada, os compromissos particulares mais ainda e a intromissão no meio de um calendário apertado dos clubes, numa fase tão decisiva, chega quase a ser ofensivo.

O seleccionador da Argélia resolveu dar um puxão de orelhas público a Brahimi. Mal saberá ele que Brahimi afirmou que iria para a selecção descansar. E ainda insistiu que Aboubakar era frágil e que precisava de apoio. Que bonito! No final, lá vai pôr o Brahimi a jogar a titula contra o Omã. Falta de alternativas é lixado!

No Andebol, o FC Porto perdeu, in extremis, a Taça de Portugal de Andebol para o ABC. Não discuto a enorme valência do ABC, estivemos atrás do jogo uns 90% do tempo, a eficácia foi baixa, o nervosismo foi grande, mas ficou claro que, no Andebol como no Futebol, quando necessário, inclina-se o campo com muita força. O meu caríssimo Z me desdirá se eu não tiver razão, mas a expulsão de Ricardo Moreira foi ridícula, a quantidade de exclusões durante o jogo todo foi pavorosa e a expulsão de Obradovic antes do lance decisivo da partida e toda a confusão daí derivante foi o golpe de misericórdia para esta pouca vergonha. Mas o Hepta vem a caminho e quem não quiser, olhem, não coma. Contra tudo,  contra todos e contra os tolos. E os ladrões.

Como todos, anseio pela entrevista de Lopetegui, logo às 22 horas, no Porto Canal. Espero uma entrevista directa e que ponha o dedo em todas as feridas. Se mais ninguém fala, que fale ele. Não deveria falar sozinho. Mas mais vale um treinador com cojones que ninguém.

domingo, 29 de março de 2015

Ser Porto Na 25ª Hora


Nunca fui muito dado às modalidades. Se há alguma modalidade que acompanhei, de uma forma muito esporádica, foi o "meu" basquetebol. Joguei durante muitos anos basket de rua, sempre na minha favorita posição de base e distribuidor de jogo. Acompanhei com particular ansiedade a época em que, nas bandas rubras, jogava um ser execrável com o nome da cidade. Vi muitas derrotas injustas do nosso FC Porto, vi como um homenzinho daqueles era elevado ao estatuto de glória nacional, parecia o salvador da pátria. Manteve sempre o seu comportamento ético na linha do ser que é.

Isto para dizer que ontem tive oportunidade de ver o nosso hóquei fazer uma remontada enorme, na raça, no nunca desistir, no lutar sempre até ao fim e vi a equipa de Andebol fazer um jogo extraordinário.

Não me outorgo o direito de sequer pensar perceber alguma coisa da modalidade, muito menos sequer um décimo do que o meu amigo Z, que a joga mesmo. Mas posso dizer que vi clássico em jogos benfas-FC Porto. Jogamos num campo fora do razoável, no outro extremo de Portugal, sem razão que o justifique, com uma arbitragem que nos deixou com menos um jogador de campo 70% do tempo. Lembra alguma coisa? Pois.

Mas a verdade é que, com muito querer e raça, muita atitude à Porto e uns pontas maravilhosos, o FC Porto acabou por vencer, no último segundo, por 27-28, os rubros. Gilberto Duarte, sempre a figura de proa desta talentosíssima hexacampeã equipa, marcou o golo com uma naturalidade e força que faria alguém distraído pensar que ainda faltariam 5 minutos para o fim.

E assim se ganham os jogos à Porto. Sabendo que o jogo só acaba no apito final e que até lá há sempre que deixar tudo em campo. Espero a mesma atitude contra o grande ABC, uma grande e difícil equipa, para trazer um título que nos escapa há oito anos.

Continuo a dizer que não acredito muito no Inventonas mas, a ser verdade que Antero teve a atitude que teve no balneário, é isto que ele exige - e bem - a toda a equipa de futebol: entrega, suor, intensidade, domínio. Contra tudo, contra todos e contra tolos.

Por último, dizer que gosto muito da personalidade de Hector Herrera. Esta entrevista é para recordar. No fundo, mostra o que de melhor tem Hector Herrera - a sua humildade e entrega. Saber de onde se vem para se saber apreciar o que se tem é fundamental, e ainda bem que Herrera sabe.

sábado, 28 de março de 2015

Considerações De Um Fim de Semana Sem Futebol [ACTUALIZADO]


Sim, não me enganei. A selecção nacional, a mim, diz-me zero. Nem sei a que horas é o jogo. Quero que o Quaresma jogue apenas e só para que ele possa vir embora mais cedo. Não me interessa que a selecção chegue a Europeu nenhum ou deixe de chegar e, tal como disse indirectamente o Nosso Grande Presidente, a Federação pega nos jogadores que quer e entende, quando quer e entende, sendo que são os clubes a forma-los. Aliás, por muito que me saiba bem ver Quaresma, Danilo, Aboubakar, Brahimi, Quintero, Herrera ou mesmo Gonçalo Paciência, Rúben Neves, Sérgio Oliveira e Rafa a serem destacados nos seus respectivos jogos, certamente que faz sempre mossa todas estas viagens para particulares sem sentido nenhum e saúdo, pelo menos, que se libertem os jogadores depois do jogo principal.

Gostei de ver que o Nosso Grande Presidente tem ainda muita fúria nas veias. Vi isso ao falar de Fernando Gomes (subscrevo por inteiro o que ele diz) e da questão da Liga. Claro que é de lamentar que não se fale dos roubos de catedral que continuam a acontecer no campeonato, mas começo a perceber que a estratégia pode ser a de falar com o campeonato na mão - embora não a subscreva. Ainda assim, gostei mais de ver esta entrevista do que a anterior.

Parece que Óliver será uma prioridade para o Atlético do próximo ano, segundo o Ás. Eu tenho muita dificuldade em crer nestas notícias, nomeadamente logo a seguir a isto. Tal como cá, acredito muita na instrumentalização da imprensa. Ainda assim, teremos André André, teremos outras soluções de qualidade. E tenho a certeza que o autógrafo que a minha filha tem será de um dos melhores do mundo e poderei dizer: "foi aqui no FC Porto que Óliver se catapultou para ser o que é agora".

Gostei muito de ver os sub 21. Embora o jogo não tenha sido nada de especial, acho que a espinha dorsal da próxima selecção está na nossa formação. Uma selecção à Porto será, essa sim, uma selecção vencedora. 

ADENDA: Vi agora que o suplemento do Inventonas conta que Antero Henrique entrou enfurecido no balneário contra Lopetegui por tudo aquilo que é consensual: a demora na entrada de Quaresma,  a falta de atitude dos jogadores,  a falta de preparação psicológica dos jogadores para este jogo importante.  É bom saber que esta direcção também é apaixonada pelo Clube.  Preocupa saber da suposta fuga de informação do balneário.  Mas é bom saber que uma das hipóteses de sucessão ao NGP tem esta paixão e exigência. 

sexta-feira, 27 de março de 2015

A Pouca Vergonha Continua


Continuo maravilhado com a desfaçatez com que nos estão a vender que quem perdeu mais fomos nós. Ainda ontem, no meu programa de comédia preferido, o 4x4x3, lá o senhor Nunes insistiu, novamente, que o benfas tem "o conforto dos 3 pontos" e o goal average favorável e por aí em diante. É claro que, uma vez mais, insistem connosco que o benfas é que recebeu uma nova vida por ficar a 3 em vez de um. Eu insisto na pergunta: mas quem, no seu perfeito juízo, acha que um benfas em igualdade pontual com o FC Porto, mesmo com goal average favorável, não tremeria completamente até ao fim do campeonato? Quem é que acha que eles não estão a tremer agora? E, se não estiverem, não será até melhor?

Para mim, o benfas está num beco sem saída. Se relaxar pode perder pontos, se está tenso pode perder mais. Nós temos muitos jogos, sim, mas estou em crer que já nos habituamos mais a estar em pontas de pés, a jogar de 3 em 3 dias ou 4 em 4, do que propriamente de semana a semana. Preocupa-me, sim, o factor Champions contra o Rio Ave. Se vi que houve gente que não meteu o pé para safar bolas contra o Nacional, temo que antes do Bayern isso possa acontecer mais. Mas acredito, depois de ver os discursos de Aboubakar e Brahimi, que já tudo está consciente e que não vão haver mais vacilações.


O benfas vai jogar contra o Nacional sem Luisão. Continua também a aventura dos amarelados. Acredito que vão limpar os amarelos antes de um jogo fácil. Mas a verdade é que também não os tem. Mas atenção, tudo está acautelado. A capa d'O Jogo assim o demonstra. Mais um jogador, em véspera de jogo, apontado ao clube do regime. Pergunto-me se ainda há quem caia neste engodo. Bem sei que todos os jogadores sonham jogar num grande, mas isto chega a ser ridículo. Evidente que já houve quem ganhasse o prémio, como Goicochea. Marafona ficou para trás. A espectacularidade e empenho com que Goicochea ajudou na reviravolta do benfas deu-lhe a medalha de mérito. A pergunta é: para jogar onde?

Onde vai jogar Marçal, se se vergar ao clube do regime? Depois de Eliseu e André Almeida? Mas será mesmo que estes jogadores acreditam nestas promessas e tem as suas 30 moedas de prata? E tudo isto às claras, no mais puro nojo. E depois vem o senhor Jorge Andrade criticar gastroentrites. Meu caro amigo, contra nós os nossos ex-jogadores que jogam só nos lixam. Fazem, aliás, jogos contra nós que não voltam a fazer o ano inteiro, ou contra os nossos principais rivais. Cá estarei para os receber como merecem. Mas sou contra a utilização de emprestados contra o seu clube, e já escrevi porquê. Ainda assim, não é pouca vergonha como esta. Referenciar jogadores antes dos jogos é surrealista. E são os mesmos que se insurgem contra André André, que contra nós nem jogou. Se Marçal comprometer contra o benfas, não venham cá ignorar. É uma pouca vergonha.

Pouca vergonha é também continuar o senhor Andrade a falar da Mística. Diz ele que o FC Porto não tem garra. Onde é que ele esteve nos últimos 6 jogos antes do do Nacional? E diz ele que a solução é pontapé para a frente, não é "fazer jogo bonito". Claro, senhor Andrade! Que cá jogar bem e controlar jogos? Que cá 70% de posse de bola e ataque concertado? Bola pra frente bombeada é que é a verdadeira Mística! Ainda bem que Lopetegui não percebe nada de bola! Estes arautos da Mística deviam ter vergonha na cara. Dizer que jogar bem é mau é qualquer coisa de muito, muito estúpido.


quinta-feira, 26 de março de 2015

Assembleias, Apoio e Cores


Começo por dizer que respeito muito os 200 sócios que se deslocaram à Assembleia Geral de ontem. Não me é possível, por razões de logística e familiares, estar presente em ditas reuniões, que gostava de acompanhar mais de perto. Acho importante que o associado esteja presente e que tenha uma voz nos destinos do clube. Mas também quero sublinhar que não subscrevo a forma como estas Assembleias são publicitadas. Pouco, muito pouco, em canais muito restritos.

Posto isto, pelo que me foi dado a conhecer na bluegosfera, devo dizer que concordo com a redução da quota aos membros dos Super Dragões e do Colectivo 95. Acho que são dois grupos fundamentais para a força do Nosso Grande Clube e comendo o esforço, Paixão e Abnegação com que abdicam de dinheiro, tempo e todo o resto de uma vida para ter um papel preponderante nos resultados do mesmo. Acredito que sem o Colectivo e os Super Drações, o FC Porto não teria a mesma Garra, a mesma Luta nem o mesmo Querer. Por isso, comendo que o seu esforço seja recompensado de alguma forma.

Acho que tais privilégios deviam ser alargados a sócios de grande afluência no Dragão, com descontos de assiduidade e promoções especiais. Conheço alguns que estão sempre presentes e já deviam ter sido destacados por isso. Se entramos nos jogos com a informação do nosso cartão, devia servir para algo mais do que a entrada no recinto.

Também concordo com a alteração do número de anos de sócio para se pertencer ou candidatar ao Clube. Não pode ser Presidente ou Administrador do Nosso Grande Clube quem quiser, mas sim quem o merecer. E dez anos ininterruptos de sócio darão, com certeza, a noção da responsabilidade e do orgulho de ser Portista.

O número de anos do mandato, é-me indiferente. Depois do Nosso Grande Presidente, outro Grande Presidente terá de vir. E acredito que esse terá a confiança renovada a cada campeonato, e essa será a real validade da sua presidência. É preciso ter-se a consciência de que se pode dar a latitude de um ou outro campeonato mais para assentar uma ideia, um programa e um sentido. Mas, no fundo, todos saberemos que esses mandatos existem apenas do ponto de vista formal. Se a massa associativa estiver com a Direcção, esta continua, senão, terá de vir outra. Mas a estabilidade terá de chegar ao Futebol Clube do Porto, para não haver uma zbordenguização do nosso Clube.

Por último, e mais importante de tudo, dizer que não me importo com a alteração esquemática dos uniformes alternativos, com base também nos patrocínios ou parcerias, mas dentro de certos limites: acho que não devem incluir os padrões e cores de outros grandes clubes nacionais, como o vermelho, o verde, ou listas horizontais ou padrões em xadrez. Se tal acontecesse, seria a perda da identidade do Nosso Grande Clube, e motivaria uma onda de contestação insofismável. Eu sei que eu entregaria o meu cartão ontem.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Strings e Apontadores


Na programação, essa nobre arte que atormentou os meus pesadelos quando tentei trabalhar na minha área de formação, há uma coisa que eu gosto muito : os apontadores. São pequenas funções que apontam para outras funções, como se fossem papeis coloridos de marcadores. Por isso, hoje, o Porto Universal será apenas o apontador, porque aqui, nos links de baixo, estão todos os meus pontos de vista, melhor ditos do que eu alguma vez poderia.

Em relação a Quintero, uma vez que o FC Quintero tem vindo aqui comentar, devo dizer que eu gosto muito do Juanifer. No jogo da Taça da Liga com a Académica, por exemplo, foi fenomenal. Por isso, subscrevo em absoluto as palavras do Vila Pouca. O que eu acho é que, se Juanifer está descontente, contrariado, não deve saber o privilégio de jogar no FC Porto. Hoje gostei de o ler n'O Jogo. Se ele estiver às ordens do treinador, será sempre uma grande mais valia. O seu talento não se discute. Mas para ser um bom 10 tem de participar mais no jogo e na recuperação de bola.

Em relação ao milagre de Lopetegui, para todos aqueles que duvidam e que já o querem despachar, palavras para quê, este artigo d'O Tribunal do Dragão diz tudo. E são factos. Felizmente o FC Porto é governado de dentro para fora.

Em relação aos Estatutos a votação na AG de hoje, subscrevo na íntegra o artigo do Cativo Das Antas no Bibó Porto, Carago!. Sem acrescentar um ponto sequer.

Em relação ainda ao jogo com o Nacional, ninguém melhor do que António Soares do Mística do Dragão para demonstrar a evidência de que não jogamos sozinhos.

E finalmente, o sempre fantástico Miguel Lima do Tomo III põe o dedo na ferida em relação a esta fantochada dos emprestados e quejandos.

Boas leituras!

E, já agora, a Marca já fala no Danilo por 30M! Se calhar vai ser um bocado mais upa, upa, não? É que isto não são os saldos! E, lá está, O Jogo dá Alex Sandro no Atlético por 17?! Quando a cláusula são 50?! Mas eles acham que o Nosso Grande Presidente está a dormir?! Juizo, ou, como se diz em inglês, juaize!


terça-feira, 24 de março de 2015

A União E Os Desaparecidos Em Combate


Mais uma vez estou feliz ao ler O Jogo via Ana Ferreira. Hoje foi a vez de Aboubakar estar em grande. Aqui e ali, via os nossos jogadores francófonos Brahimi e Aboubakar, vão-se sabendo coisas que, sou capaz de apostar, terão sido reparos de Lopetegui no final do encontro.

Aboubakar falou, e bem, que o importante do FC Porto é a união. O sentido do colectivo, já o abordei múltiplas vezes neste blogue,  é, para mim, o grande segredo do FC Porto deste ano. E dos vindouros, aposto. Aboubakar fala sobre isso, admite que não jogaram de uma forma coesa. Quando li essa passagem da declaração, veio-me à memória um lance em que Aboubakar está à vontade na área, Quintero não lhe faz o passe que, no fundo, foi posto no jogo para fazer, aqueles últimos passes verticais que Quintero tão bem sabe fazer a desmarcar o colega para golo, e Aboubakar, enfurecido, faz-lhe veementemente o gesto mostrando onde ele devia ter passado a bola, e depois um grande plano do Quintero a manda-lo... passear. Essa assintonia é, precisamente, o foco de Aboubakar, e bem. Prova de que, como sempre, o FC Porto aprende sempre com os seus desaires e, não duvido, virá para o próximo ciclo duro de Abril ainda mais consciente e preparado.

Neste jogo e nesta convocatória, confesso que me causou estranheza a não entrada de José Campaña mas sim de um terceiro guarda redes. Não sei o que se passa, mas José Campaña, nos jogos que fez, pareceu-me um excelente 6, com um sentido posicional apurado, muita garra e luta, e um passe bastante bem colocado. Estranha-me que não surja como alternativa a Casemiro, mas sim Rúben Neves que é mais 8 do que 6, a esta altura, penso eu. Estarei errado? Outro jogador que eu estranho não estar a ser convocado é José Angel. Se algo ficou visível é que Alex Sandro não podia com um gato pelo rabo. Gosto do sentido atacante de Angel, acho que faz boas entradas e, tirando situações pontuais, defende competentemente. Sugiro que, neste ciclo de jogos exigente, haja jogos em que este desgaste seja acautelado. Estas e outras soluções no plantel servem para colmatar este tipo de problemas. Para alguém como Lopetegui que se pautou, e para mim bem, em aproveitar todo o plantel, estranho estas ausências prolongadas.

Já me tinha chegado aos ouvidos um interesse Madrilenho em Alex Sandro, mas confesso que pensei que viria de outra banda...

Meu caro Vila Pouca, e então e o Marafona, será que vai ter ciumes?

segunda-feira, 23 de março de 2015

Mudar Tudo Para Tudo Ficar Na Mesma


Hoje já estou mais feliz. Abri o pdf d'O Jogo, via Ana Ferreira (obrigado Ana!) e estou a sorrir até agora. Em primeiro lugar, Jackson parece apostado em ultrapassar Adrián pela direita na recuperação, o que é um sinal daquilo que eu esperava de Jackson: até aí ele é metódico, disciplinado e forte. Ainda bem. Gosto de Aboubakar, mas o Jackson faz muita falta neste último esticão. Se já é previsível ele voltar para o Bayern, excelente. 

E depois, tão ou mais importante que isso, adorei a pequena entrevista de Brahimi. Gostei de ler que ele ia descansar à selecção - quer dizer que sabe que está cansado e que precisa de fazer melhor. Fico feliz também porque, afinal, não estão na Lua e sabem que aquilo no sábado não correu bem. E depois, estas frases, muito, muito importantes: 

- "Estamos mais confiantes, mas sabemos que vai ser muito complicado sermos campeões". Se estão mais confiantes, excelente. Quero-os completamente confiantes. Muito mais do que sábado. Quero que saibam que é difícil, que tem de suar a camisola, que tem de deixar tudo no campo. Boa. 

-"Mais [motivados] não, porque já estávamos muito, mesmo a quatro pontos. Mas estar a três é melhor". É uma clara verdade de La Palice mas parece que a maioria dos adeptos Portistas esqueceu. E ainda bem que isso motiva os jogadores. 

Posto isto, acho importante relevar que todo o tom da entrevista de Brahimi vem no sentido de que eles estão a precisar de descanso mas, principalmente, que parece que Lopetegui ter-lhes-á dito algo de muito importante no fim do jogo. O tom de Brahimi é de responsabilidade, o que é excelente.

Outra grande notícia é que o senhor Gobern parece que pensa que quem desmotivou foi o FC Porto. Que isto quebrou a confiança e que agora é um passeio para o benfas, até por causa do calendário Portista. Óptimo. No meu entender, o benfas tem como adquiridas vitórias em casa. Vamos ver contra o Nacional. Apesar de não ser na Choupana, o Nacional tem na segunda volta 6 vitórias, 3 empates e duas derrotas. Jogou mesmo muito bem, aproveitou as fragilidades do FC Porto. Se alguém, além de mim, viu o jogo no Estádio dos Arcos, "em casa" do benfas - 90% do estádio era benfas - sabe perfeitamente que a parte defensiva do benfas é horrorosa. As transições rápidas do Nacional podem surpreender e... bem.. a ver vamos.

É bom que falem do calendário, que achem que são favas contadas e que falem muito em títulos antes do fim. Assim, ainda chegamos lá na frente. Eu acredito, sempre. Ainda mais com um benfas confiante e a acreditar muito que o FC Porto "quebrou".

domingo, 22 de março de 2015

Um Post Na Raiva


Caro Lopetegui,

Se não estás a ver o Play Off, vê. Vai puxar a tua box para trás e vê. Vê com atenção o representante Portista a desistir. Vê o Rui Santos a dizer que o FC Porto perdeu o campeonato. Vê o Simões a ser o único que põe o dedo na ferida (!!) ao falar que não se empolou a derrota com o Paços como o empate com o Nacional.

Eu sei porque Simões está a dizer que nada está ganho. Porque esta conversa só põe uma equipa mole - o benfas. 

Grava isto e põe em repeat no balneário. Se queres ganhar o campeonato tens de dar a conhecer estas poucas vergonhas.

Se acham doutos senhores que é pouco importante que o FC Porto dependa só de si, paciência. Se vocês acham que o benfas não perde mais pontos nos próximos jogos, é bom assim. Se vocês acham que o benfas já não está pressionado, desenganem-se!

Metam na cabeça que o benfas estava pressionado com 4 pontos, com três vão ter menos pressão?! Tenham juízo!

Ponto de Ordem À Mesa


Vamos lá ver uma coisa: Lopetegui não passou de bestial a besta. Se era bom ontem é bom hoje. Lopetegui tem feito um milagre enorme. Esta equipa não desiste nunca. Ontem perdeu uma boa oportunidade de ficar a apenas um ponto, mas isso não invalida o esforço hercúleo que tem feito e o aplauso que merece por isso. Ontem viu-se que estavam em baixo. Jogos destes acontecem. E Lopetegui não é tolo, se pôs o Quintero em vez do Óliver é porque se passou alguma coisa com ele. A manta de três substituições foi curta para tanta gente subpar. Devem ser os ares da ilha. Mas vamos ver uma coisa: recuperamos mais um ponto. Ficamos a depender só de nós, sim.

Mas vou ser claro. Não acredito que o campeonato fique resolvido na Luz. Temos de ganhar o jogo sim, mas essa coisa de por dois ou 3 ou goal average parece-me totalmente tolinha. O FC Porto reage sempre bem a desaires e não perdeu. Quem perdeu foi o benfas, num jogo em que demonstrou, pela enésima vez, que a sua equipa é frágil defensivamente e que, se o campo não estiver inclinado, não ganha um jogo. Se o Nacional jogar metade do que jogou ontem - sim, porque o Nacional jogou, e bem! - na Luz, o benfas volta a perder pontos. E nós temos de voltar a aproveitar. Porque as fases finais do benfas são sempre um desastre. Sempre. São titulados antes do tempo, são os maiores, reservam rotundas.

Sim, meus amigos, os adeptos benfas reservaram a rotunda de Vila do Conde, abaixo do Estádio dos Arcos, para festejar. E, insisto, assim é que gosto deles. Nós jogamos mal, mas há aqui duas coisas a reter: A primeira é que, se o benfas estiver a tremer, óptimo. Excelente. Vão defrontar, até ao fim, o Nacional, o Guimarães e o Marítimo, por exemplo. E podem perder pontos, sempre. Certo que nós também, mas a verdade é que reagimos aos empates como derrotas quando não são. E isso é excelente. Se o benfas estiver descansado e aliviado, melhor. A soberba, tem-se provado, é a nossa melhor arma contra eles. Perdem pontos mais rapidamente. Se o FC Porto fizer a sua obrigação e vencer na Luz, alguém acredita que um benfas empatado até ao fim não perde pontos? 

Estivemos mal o jogo passado, mas reagimos a esse empate como deviamos - como se fosse uma derrota. E isso eu gosto. Muito. Garante melhoria, recuperação. E agora, em frente, temos um campeonato para vencer e a atitude certa. Deu-nos o abafo, só isso. Contra tudo e todos sempre, já só dependemos de nós.

sábado, 21 de março de 2015

Um Grão Pequenino Num Jogo Desapontante


Uma vez mais poderíamos ter relançado o campeonato a sério,  uma vez mais perdemos esta oportunidade.  Não se pode entrar neste jogo com este ritmo baixo,  sem soluções e ideias.  Um mau jogo,  atípico na nossa equipa e a demonstrar a juventude e o seu lado negativo.  Não é assim que se ganham campeonatos,  não é assim que se recuperam pontos. Uma equipa amorfa, trôpega, desatenta, não merece ganhar nada. Vamos ter de repensar isto, porque agora dependemos só de nós e, se a quatro eles estavam nervosos e isso viu-se - obrigado Caxineirinhos! - a três vão estar a tremer. Certo é que o Nacional também jogou bem e encarou o jogo para vencer. Ainda bem para o futebol, mas a verdade é que faltou Porto ao FC Porto. O que se viu contra o Basileia e o que se viu hoje, não parece da mesma equipa. Mas vamos em frente porque, se não ganhamos tudo, ganhamos alguma coisa. Arrisco-me a dizer que ganhamos mais do que merecíamos hoje.

GOLOS

Quaresma - Ricardo Quaresma devia ter entrado de início. O melhor e mais intenso jogador da semana passada não devia ter ficado no banco. Notou-se bem a diferença no pendor agressivo depois da sua entrada. A ver se Lopetegui não cai no erro de pôr Brahimi de início outra vez.

Helton - Sem nenhuma espécie de culpa no golo que sofreu, Helton fez mais algumas das suas superiores defesas, a evitar aquilo que podia ser um dia não a sério. Parabéns Bom Capitão. Quando é que a braçadeira volta para ti outra vez mesmo?

FALTAS

Lopetegui - Principal culpado do mau jogo de hoje, quer na sua preparação, quer no incentivo, quer principalmente nas substituições. Rúben Neves apoia bem mas não substitui Casemiro. Quintero tem de ser riscado de uma vez por todas, mais valia ter posto Brahimi no meio, se Óliver não estava em condições e Quaresma entrou muito tarde. Uma (nova) oportunidade perdida.

Alex Sandro - Temerário, incompetente, amorfo, é dele grande parte da responsabilidade do golo do Nacional e de muitos ataques perigosos. Amorfo, desconexo, desatento, a imagem do resto da equipa.. mas mais.

Aboubakar - Estamos mal habituados, é certo, mas esteve sempre no sítio errado da forma errada. Ainda tem muito que treinar para se entrosar no exigente estilo de jogo da frente Portista.

Quintero - Se está amuado, triste, ou chateado, a porta da rua é serventia da casa. Que seja feliz noutro lado.

Oportunidades perdidas e killer instinct - Se não sabemos aproveitar as oportunidades que temos para ganhar e crescer, não merecemos ser campeões.

Um Dia Cheio Num Eclipse Pequenino


Antes de mais, quero agradecer aos leitores frequentes deste espaço pela paciência que têm tido em vir ver o Porto Universal em dias que não actualizo o mesmo. Circunstâncias profissionais impediram-me de fazer aquilo que quero que seja um update diário deste blogue.  Posto este preâmbulo de lado, vamos a alguns tópicos de interesse desta sexta feira preenchida.

- Champions League: A Fava e a Subestimação

Estava de viagem para a mourolândia (sim, arrepios e benzeduras) quando li uma notícia interessante: teria, durante breves minutos, sido posto um tweet no Twitter oficial da UEFA que dava conta do sorteio antes dele ter acontecido. Nesse tweet do sorteio que nunca houve havendo o Bayern jogaria com o PSG e nós com... a Juventus. Tive um pressentimento de que isto era um qualquer glitch espaço-temporal que não seria bom agoiro e as minhas suspeitas confirmaram-se - calhou-nos o Bayern de Munique. 

Evidentemente que uma equipa que parece que joga a uma velocidade diferente de todas as outras é indesejável - seria hipócrita não o considerar. A qualidade/m² da equipa bávara é muito grande e o sistema de Pep Guardiola funciona em pleno. No entanto, e para não estar constantemente a repetir o que é dito nos outros blogues aqui da coluna da direita - os quais aconselho uma leitura atenta, também eu a faço - vou falar de um outro aspecto que nos será favorável: o da subestimação.

Manuel Neüer já veio dizer que tem gratas memórias nossas, vários companheiros de equipa dizem-se satisfeitos pelo sorteio, e os jornais de referência falam de nós como se fossemos a equipa mais fácil de dito sorteio. Óptimo. Gosto. Como diz o meu amigo Miguel Lima, "ganda like". Nas artes marciais, é frequente falar-se da técnica do Drunken Master, o mestre bêbado. Aliás Padmasambava, tido como um dos percursores do Kung Fu, tinha um só braço. Em ambas as situações, vence à partida logo a questão da percepção - subestima-se o oponente, baixa-se a guarda, fica-se mais vulnerável. Puro erro. Um FC Porto forte, com atitude guerreira, pode vencer qualquer equipa.

Um FC Porto altamente motivado pela montra da Champions, com jogadores de elevada qualidade como temos e que querem mostrá-la ao mundo do futebol europeu, ajudados por um Dragão sem massa assobiativa, pode surpreender o Bayern de Munique. Não foi a primeira equipa a fazê-lo. E, sejamos francos, se temos uma pontinha de ambição, não é certo que teríamos de vencer um Bayern ou um Barça pelo caminho? 

Eu não tenho medo, estamos sem complexos, como outsiders nesta Champions, vamos dar o nosso melhor sabendo que as probabilidades vão contra o nosso intuito. Mas, se vencermos, seremos o milagre deste ano, a revelação, a nossa glória estará do outro lado de Munique. Somos Porto, Contra Tudo e Contra Todos.


- Fait Divers de um bronco burgesso

A desfaçatez com que o chiclas vomita parvoíces por aquela boca fora é extraordinária. Devia ser um caso de estudo. Acha sua suprema sapiência sábia da sabedoria sapiente que o benfas está na frente porque é melhor, que os vermelhos são naturais porque contra o benfas toda a gente faz mais faltas e que o benfas está imune - "imunde", diz ele - a todas as críticas e pressões. Pudera, caro amigo! Tem vossa excelsa brejeirice todo um manancial de protectores ao seu lado - desde os média às arbitragens! Este chiclas é um ser ridículo. Está qual Moisés falso, por cima de uma jangada, num rio com rápidos favoráveis a bradar "Sou eu que comando iste, sou eu que comande iste". Um absurdo. Mas ao mesmo tempo, também já se deu conta do que o espera daqui a dois meses: nada. Já fala em renovar com salário baixinho "mas cum reforces". Deve ser para a xémpiéns. A inveja, afinal, corroi, não é verdade, meu amigo? Falas que não queres saber de nada, estás com essa pose blasé mas lá por dentro, és todo um mar de bílis contra o espanhol. Aliás, até sonhas com ele! Só falas do espanhol todo o dia, tarde, noite, madrugada. Tens pesadelos com o papão que te ofusca o brilho com a presença nos quartos que tu só verás da Playstation.

Sim, meu amigo, não vais ter nada disso. O teu presidente vai ter de pagar toda a liga colo colo com juros e correcção monetária - nada é de borla. Portantes, podes ver os teus reforces por um canudo. Quem te mandou a ti estares a borrifar-te para a xémpiens e a Europe? Sabes quanto já arrecadamos só daí? Tu queres lá saber, não é? Óptimo. 

Mas chega de falar de benfas. Sobre a mentira dos media, recomendo o meu caríssimo Miguel Lima, sobre esta treta das faltas, o extraordinário trabalho da Grande Maga das Estatísticas que é a Maria Silva do Mística do Dragão.


- O Que É Nacional É Bom

Manuel Machado é um treinador que eu respeito. Conseguiu, qual Gandalf da Terra Média, inventar uma língua só dele, mas é certo que o seu Nacional da Madeira é uma equipa que impõe respeito. Gosto da forma como se bate, como faz o seu jogo, como procura sempre os três pontos. É balsâmico ver que há equipas assim neste campeonato. Evidentemente, não espero que o Nacional vá jogar o jogo de olhos nos olhos, nem em pressão alta. Mas a verdade é que também não acho que vá jogar para o empate. E muito cuidado com as suas transições rápidas e o seu posicionamento elástico no campo. 

Tiago Rodrigues está com uma gastroentrite e não vai defrontar o FC Porto. Quero aqui deixar clara, de novo, a minha posição sobre estes casos: eu não acho que jogadores emprestados devam jogar contra as suas equipas. Acho um tremendo contra-senso. Creio que ninguém que sai do FC Porto por empréstimo não quererá lá voltar, acho que nunca vai jogar de cabeça "limpa" e acho que dá azo a múltiplas interpretações fajutas e indignas.

Já de jogadores com apenas percentagens de passe, tipo Tozé, e muito mais ainda, casos de apenas mais valias em vendas, tipo Miguel Rosa - por falar nisso, e explicar a saída de Lito Vidigal, um homem que cumpriu os objectivos da equipa a meio da época? - o assunto é bem diferente. Acho que devem jogar contra as ex-equipas porque, bem, são ex-equipas. Agora, se há hipótese de retorno à casa-mãe sou completamente contra.

O jogo é às 20:15, logo após o do benfas com os "meus" Caxineirinhos. Gostava de saber porque é que o FC Porto não pode ver jogos durante o dia, mas sobre isso falarei mais tarde.

Convocados: Helton, Andrés Fernández, Ricardo Nunes, Danilo, Martins Indi, Maicon, Marcano, Casemiro, Quaresma, Brahimi, Quintero, Tello, Evandro, Herrera, Hernâni, Alex Sandro, Óliver Torres, Rúben Neves, Gonçalo Paciência e Aboubakar.

O Meu Onze Provável (4x3x3): Helton; Danilo, Maicon, Marcano, Alex Sandro; Casemiro, Herrera, Óliver;  Brahimi, Aboubakar, Tello;

quinta-feira, 19 de março de 2015

O Renovado Quaresma


Cada vez que se fala de Ricardo Quaresma, é quase garantida polémica. Este ano, os Portistas parecem ter visões diferenciadas e extremadas em relação... ao extremo. A verdade é que se uns acusam aqueles que serem fãs de Quaresma de serem do FC Quaresma, a verdade é que ditos fãs acusam os outros de serem Anti-Quaresma. Esta polémica teve especial zénite na entrada intempestiva de Quaresma frente ao Lille e na criação do chamado "Caso Quaresma" quando Lopetegui o sentou depois da sua reacção, o que levou a massa assobiativa a ter um ataque de nervos contra a opção do treinador.

Eu, não pertenço a nenhuma dessas "facções". Mas estive do lado da opção de Lopetegui. Acho que Quaresma, à altura, era Capitão por mero estatuto. Sou da opinião de que, sob a alçada de Lopetegui, Quaresma está mais abnegado do que nunca, menos egocêntrico, mais participativo nas tarefas defensivas e, indubitavelmente, a privilegiar o colectivo em relação ao individual. É certo que é uma característico do FC Porto de Lopetegui, mas no caso de Quaresma é especialmente delicioso de ver. No passado do Domingo, por exemplo, notou-se que entre ele e Aboubakar há uma "química" que decerto terá um eco muito positivo no que resta desta temporada e na próxima onde, julgo eu, Aboubakar será o ponta de lança titular. 

Também estou feliz por ver, ao fim destes anos todos, Quaresma aceitar que quem o dirige quer aproveitar o melhor do seu potencial em cada um dos jogos e, se não é titular, garantidamente será desiquilibrador. Por isso, fico satisfeito por vê-lo entrar com a cabeça no jogo, por vê-lo vibrar no banco e incentivar os seus colegas e por saber aproveitar ao máximo a sua entrada na maioria dos jogos para ser preponderante e decisivo.


Depois de ver o que ele teve a dizer na sua conversa Facebookiana com os adeptos, relevo que parece ter compreendido o seu papel no Clube que não tenho dúvidas que é o seu, a maturidade que parece ter adquirido, que sabe o que quer dizer ser Capitão - com ou sem a braçadeira - e que tem a consciência que teve uma segunda oportunidade na vida, coisa muito rara para um futebolista. Não posso deixar de destacar que, se ele gosta de marcar ao benfas e acha estes golos especiais, sabe bem o que é Ser Porto e merece, indubitavelmente, ser titular no Clássico que aí vem - quanto a mim, um dos principais erros de Lopetegui no jogo da primeira volta. E repito, embora para mim o Capitão deva ser sempre Hélton, pela dedicação ininterrupta ao FC Porto e a sua postura absolutamente irrepreensível, acho que, a este passo, Ricardo Quaresma pode ostentar a braçadeira com orgulho e será, sem dúvida, uma figura mítica do Futebol Clube do Porto.

Depois do que tem feito na Selecção, se não fosse convocado era, literalmente, um crime de lesa Pátria.

Parabéns Ricardo. Assim, sim! Aqui, neste blogue, és a presença mais assídua na coluna "Golos". Espero que te mantenhas assim muitos e bons anos.


quarta-feira, 18 de março de 2015

Basicalidades e Bronquices


Já muito foi falado sobre a última bomba de Collina sobre o nosso querido chiclas. Sobre tal parte técnica não vou discorrer, está na bluegosfera. Para começar, com todos os seus defeitos, que teria alguns, Pierluigi Collina foi, sem sombra de dúvida, o melhor árbitro que vi apitar jogos. A sua atitude de comando, sem ser demasiado disciplinadora, o balanço entre deixar jogar e impor disciplina, fizeram dele uma garantia de equilíbrio quando entrava em campo. Acho que até os jogadores sabiam que, quando Collina arbitrava, não havia margem para esticansos. Este caso apontado por Collina devia encher de vergonha o "futebol" praticado pelos rubros, devia encher as manchetes de jornais. 

No mesmo dia em que se vê Lopetegui a sorrir ao lado de Guardiola discutindo estratégias para potenciais adversários na prestigiada Champions League, uma referência do mundo do futebol usa um clube nosso, da nossa liga, como referência de engano, manipulação e rasteirice. É por isso que gostava de ver o chiclas sair do futebol português. Gosto de adversários competitivos, gosto de FC Porto-benfas emocionantes, de FC Porto-zbordem emocionantes, e gostava que todo o resto da liga acompanhasse essa tendência. O que não gosto, o que acho ofensivo e grotesco, é que se apelide de "táctica genial" expedientes manhosos e anti-jogo primário, que é o que chiclas sabe fazer. Este ano, apoiado no zénite de todo o compadrio que, uma vez mais, chega à imprensa internacional como mais um prego no caixão na competitividade da nossa liga e a seriedade da mesma, o chiclas leva a sua "chico espertice" ao máximo. Não há jogo leal e honesto, não há jogo em que não se tente fazer de tudo para levar a outra equipa de vencida por todos os expedientes necessários. Vide o caso de Nico Gaitán.


Nós tivemos gente raçuda e caceteira: João Pinto, Fernando Couto, Jorge Costa, Rodolfo Reis, Fernando. Mas eram só jogadores que sabiam que arriscavam a punição e a lesão física por salvar bolas. Não era nada disto! Mesmo no FC Porto-benfas deste ano, ganho por duas fífias de Fabiano, surgem-me à memória alguns lances que mudariam o rumo do encontro: Maxi defende uma bola na lateral da área com as mãos, um dos pés do mesmo Maxi não está no chão aquando do fatídico lançamento, um hipotético 2-1 por Jackson, com muito tempo de jogo, é tapado com o braço. E os ditos bloqueios são uma constante.

Jackson Martinez é um dos jogadores mais calmos que já alguma vez vi jogar e a entrada de Samaris leva-o a crescer para cima dele completamente enlouquecido. Essas são as tácticas do chiclas, estas e outras serão vistas de novo no benfas-FC Porto. Um "futebol" nojento, arruaceiro e brejeiro, exactamente da laia daquele que o treina. Rui Vitória, Marco Silva ou qualquer que seja o senhor que se segue, uma coisa é certa: não será, de certeza, tão vil e nojento como o seu predecessor.

Outra desilusão esta semana foi o Mónaco de Leonardo Jardim que passou, uma unha negra, aos quartos de final, apesar de perder 0-2 com o Arsenal. Ficou provado que, se Wenger tivesse sido mais ambicioso e tivesse preparado melhor o seu conjunto, teria ficado pelo caminho mais uma equipa hiper defensiva e com mentalidade tacanha. Futebol não é isto, meus senhores, isto é anti-jogo.

Se Rui Gomes da Silva fala que o Apito Dourado começou sobre a sua vigência e ninguém se pergunta como é que as escutas de Vieira desaparecem sem deixar rasto, pelo menos deixem de aceitar a calúnia da fruta. Mas uma coisa é certa, também, se o FC Porto se queixa da taça da cerveja e o CAR responde e se não há nenhuma pergunta do FC Porto sobre o escândalo que grassa na liga, se os adeptos e estrutura ficam em silêncio, como fazer mais comentários?

E subscrevendo este post do Vila Pouca, eu digo: na bancada central onde habitualmente me sento, canto o Hino do FC Porto, canto os cânticos dos Super Dragões e Colectivo 95, vocifero contra o árbitro e equipas contrárias e aplaudo os meus jogadores de pé. E não, não tenho vergonha. Vergonha devia ter quem está calado, de pose altiva e senhorial, enquanto somos papados na nossa casa. Gostava de ver a Raça do Portista de volta ao Dragão. E que ela não ficasse pelo nosso Grande Treinador, Julen Lopetegui, um homem de quem, um dia, poderei dizer, orgulhosamente: Já treinou o meu FC Porto.


segunda-feira, 16 de março de 2015

Astérix e os Pré-Titulados


Em jeito de nota prévia, quero dizer que foi com muito orgulho que levei, pela primeira vez - e não será, de longe, a última - ao Dragão a minha filha mais nova de 7 anos. Dizer que, por ela, estaríamos de novo, lá amanhã outra vez. Posto isto, quero confessar que subestimei este jogo. Pensei que seria um jogo mais tranquilo, onde eu e a minha filha pudéssemos gritar golo muitas vezes. Cheia de alegria e deslumbramento entrou no Dragão como se entrasse numa loja de doces. A minha filha está obcecada pelo "lindo Óliver" e está visto quem é o seu ídolo neste momento. Estava bem ladeado pelos fenomenais João Santos e Ana Neves, meus compagnons de jeu  a quem agradeço muito profundamente o carinho e dedicação que deram à minha pequena. 

Ninguém duvide que, à partida, já seria um osso duro de roer não ter o nosso lateral direito, o nosso defesa direito, o nosso ponta de lança base e um Óliver ainda a meio gás. Demasiadas contrariedades para resolver de uma só vez. O jogo começou em franco domínio do FC Porto, que ainda assim, diga-se, demora muito tempo a "entrar nas partidas", o que motiva a falha de entendimento óbvia que permitiu a André Claro vir disparado por aí fora. Fabiano, qual touro enlouquecido, e dar uma de Estoril, manda-se com tudo. A desculpa perfeita para um cartão vermelho ridículo. André Claro vinha lado a lado com Ricardo, não ia isolado para a baliza. E o corte foi muito fora da área. Mas há males que vem por bem. Helton Arruda, o Bom Capitão - falha grave não lhe dar a Capitania quando sai Quaresma - é o melhor guarda redes que temos. Para mim, titular durante mais 2 anos, enquanto Raul Gudiño estiver a evoluir. 

Fomos roubados, uma e outra vez, mas soubemos dar a volta às contrariedades, admitidamente melhor na primeira parte do que na segunda, mas Lopetegui só há um e ele é que sabe se os jogadores conseguiam dar mais 45' como deram na primeira parte, onde não se notou que estivéssemos só 10. Poucas ocasiões de golo, o jogo menos dominador desta fase da época. Mas eu lembro-me bem como era com Vítor Pereira. Quantos jogos se arrastavam na margem mínima. E quando tentamos, lá vinha uma falta dura sem cartão, um fora de jogo inexistente, uma patada na cara que nem jogo perigoso é - não é, é penalty.


Por último, antes dos destaques, dizer só que a minha filha foi vítima da violência policial gratuita de um polícia que, quando Óliver graciosamente acedeu a assinar o cartaz que a minha filha trouxe com ela, resolveu empurrar-nos sem apelo nem agravo, como se estivéssemos a pôr em causa a integridade física do jogador. Resultado: as botas de biqueira de aço pisaram violentamente a minha filha, as grades magoaram-lhe as costas e o empurrão fez-lhe bater com a cabeça. Nada de grave, mas podia ter sido. Tudo isto em nome de nada, quando podia ter sido resolvido com um simples pedido. Enfim. Desnecessário e exagerado.

GOLOS

Quaresma - De volta com a braçadeira de Capitão, foi a raça e o querer de Quaresma que deram o combustível para fazer avançar o carro da vitória. Isto apesar do campo inclinado a que foi sujeito. Foi vítima de uma escandalosíssima grande penalidade quando Diego lhe acertou com um pé na cara. Enquanto teve pernas - ainda levou mais faltas e faltas contra um Arouca que viu o primeiro amarelo aos 70'(!!!) - foi absolutamente essencial. Bravo Ricardo!

Helton - Aos quase 37 anos, a diferença de estabilidade, segurança, jogo de pés, sabedoria de ocupação de espaços e, mais do que tudo, o comando de Helton é absoluto. Não acredito que haja um Portista que prefira Fabiano e a sua inconstância ao super Bom Capitão. Não é só a experiência - é a classe, é a liderança, é o incentivo, é a sensação de que podem até entrar golos, mas não serão de certeza por irracionalidades. E isso é de ouro. Para mim, Fabiano não calça mais as luvas.

Aboubakar - É titânica a forma como Aboubakar está a lançar-se neste desafio de substituir precocemente Jackson Martinez. Ainda não está completamente rotinado com os companheiros, ainda não está capaz de aguentar 90' em condições, mas a capacidade de luta e entrega ao jogo, a humildade e a forma como se dispôs a absorver os conceitos de jogo do seu companheiro, fazem-me tirar o chapéu a monsieur Aboubakar. Trés bien! Acho que só vai melhorar e já está em pré-estágio para uma época em que terá, garantidamente, a titularidade.

Marcano -  Ivan Marcano não para de me encher as medidas. Não há nada que abale a sua segurança defensiva. É como um ninja, mas com uma abordagem zen. Está lá sem se dar por ele. mas é absolutamente imperial na defesa. Com muitos ou poucos ao lado, o jogo de cabeça é ímpar, a velocidade é grande, a saída de jogo é boa. Bravo. Titularíssimo!

A Superação de Si Próprios - Muitos desanimariam ao verem-se roubados todos os jogos, a serem traídos e menosprezados descaradamente depois de uma exibição de gala. Muitos diriam : que se lixe que isto é de doidos. Não este FC Porto! Todos souberam reagir até ao limite das suas forças, todos souberam dar o máximo de si, mesmo com o tanque na reserva. E não, senhor Rui Santos, não é verdade que muitos se desculpam com o desgaste a meio da semana. Se vossa excelência desculpou o zbordem, tem que dar crédito a que o FC Porto também se sinta esgotado depois de uma fase enorme, com montes de desafios difíceis. E já agora, senhor Manuel Fernandes, o Tello tem o pai doente e o Maicon está mesmo com fadiga muscular. Não é nada "rotatividade" porque Lopetegui não é tolo.


FALTAS

Fabiano -  Se o seu companheiro de redes não fosse tão bom, se a sua equipa não estivesse no momento de reacção em que está, a sua enésima saída extemporânea que nos dá um ataque cardíaco a todos teria dado o campeonato aos outros. Agora vai sentar o rabinho no banco. E ainda bem. Que treine e se aprimore. O resto está certamente lá.

Indi - Para quem se fartou de queixar e de "achar estranho" estar no banco, talvez fosse importante Indi olhar para o lado e aprender com Marcano a posicionar-se, a ganhar bolas de cabeça e a tentar ser menos faltoso. Muitas das entradas de Indi são demasiado ostensivas.

Arbitragem - Uma vez mais, queriam-nos matar mas não conseguiram. Já nos habituamos a jogar contra 14. Mesmo com dez. Obrigado por isso.E votos sinceros de vos mandar para a meretriz que vos gerou.

domingo, 15 de março de 2015

Não Acabou Nada


Hoje é, evidentemente, para ganhar. Por muito que muitos vaticinem - vão vaticinar - que acabou tudo, uma coisa é certa: não é nos jogos de medo que quem nos ultrapassa perde pontos. Para esses, há ondas rubras, cheiro a título, campeonato ganho a 9 jornadas do fim. Óptimo. É aí que entra a soberba, o relaxamento, a calma. Mas não connosco. Nós lutamos até ao fim, nós faremos o nosso trabalho até ao fim, para fazer mais uma remontada história. É esse o nosso desiderato. Fazer as coisas bem. Muitas coisas bem. Todas as coisas bem. Porque se o fizermos, basta uma escorregadela. E essa acontecem mais e melhor a quem é mais certo de que os títulos ganham-se antes do fim.

Apelo a que se aplauda Tello de pé. A coragem de cá estar hoje, mesmo que tivessem dito que não precisava, diz muito de onde tem a cabeça.

Convocados: Helton, Fabiano, Martins Indi, Marcano, Casemiro, Quaresma, Brahimi, Quintero, Tello, Reyes, Evandro, Herrera, Hernâni, Ricardo, Alex Sandro, Óliver Torres, Rúben Neves e Aboubakar;

O meu onze provável (4x3x3): Fabiano; Ricardo, Indi, Marcano, Alex Sandro; Casemiro, Herrera, Evandro; Tello, Aboubakar, Brahimi;

sábado, 14 de março de 2015

A Temática das Ondas e Das Marés (A Minha Visão) [Actualizado]


Começado pelo caro amigo Miguel Lima aqui, também eu acho que o preço dos bilhetes dos jogos do FC Porto é um absurdo. Se é verdade que, este ano, há diversas políticas positivas para trazer os adeptos ao Dragão (bilhetes família, de mulher, packs com bilhete de museu, etc), o facto é que estas ofertas são só para áreas limitadas e pouco centrais. O grosso do Dragão (laterais, centrais e arquibancada) têm um preço absurdo. Este ano eu, sócio, paguei 40 € contra o benfas e 30€ contra o zbordem para a bancada central. Evidentemente que Vila Pouca tem inteira razão ao dizer que não deve haver actualização de preços durante a época por causa do valor - também exageradíssimo - pago por quem tem lugar anual. Posto isto, e se é verdade que os direitos televisivos pagam o grosso do custo de manutenção dos jogos, não seria melhor ter um Dragão cheio e em apoio com preços melhores do que 20€/15€ num jogo regular para as bancadas centrais e laterais? Não será fundamental para os jogadores o apoio do adepto?

Também o facto dos jogos serem em horários absurdos afasta o público do Dragão. Se é verdade que a Sport TV tem 5 canais em HD (o satélite tem 3) seria assim tão absurdo dois ou três jogos em simultâneo? É assim tão grande a percentagem de pessoas que vêem todos os jogos da primeira liga? Não será verdade que um jogo às 17, 18h de Sábado ou Domingo terá com certeza uma assistência muito maior do que um jogo às 20:30? E para que serve o Futebol Clube do Porto? Não viverá o espectáculo futebolístico da massa adepta? Vejo muito tristemente esse divórcio. O lado Norte não é o lugar de excelência para o adepto. E sem o apoio do público, o futebol não sobrevive.

Ontem estive a ver o MaisFutebol, com a curiosidade de ver o que dizia o senhor Pedro Ribeiro sobre a reacção de Sérgio Conceição ao seu "Português Suave". Não passaram o murro na mesa nem a resposta do Sérgio. Mostraram os golos do Futebol Clube do Porto  em 5 minutos, com menos destaque do que o golo do Thiago Silva. Adorável. Método brainwashing muito pateta. Mas tudo bem. Já diverte a forma como tentam menosprezar as vitórias do FC Porto. Mas atenção. Não há como fugir. Estamos aqui.

Há um tipo espanhol qualquer que está a tentar tirar o lugar ao Vila Pouca!

sexta-feira, 13 de março de 2015

As Deliciosas Escolhas Difíceis


Lopetegui vive, por estes dias, uma escolha óbvia difícil. Evandro ou Óliver? Se Óliver é um pequeno génio, mago com a bola no pé, raçudo sem ela, exímio organizador e presença constante no último terço, a verdade é que Evandro é, indubitavelmente, um pêndulo, um equilíbrio no meio campo, ligando os diferentes sectores e protegendo a bola como nenhum outro. Grande dor de cabeça para Lopetegui. No meu entender, perde apenas um jogador - Quintero. Por muita magia e abertura de caminhos que tenha nos pés, o seu aparente desinteresse do resto de jogo vai, com certeza custar-lhe muitos minutos.

Mas há todo um outro rol de aspectos interessantes. Evandro pode também perfeitamente servir de substituto para Herrera quando este se mostrar em baixo - ciclicamente, desaparece - entrecruzando a posição 8/10 com Óliver, o nosso novo maior de idade - Parabéns Rúben! - pode entrar a 8 ou a 6, se Casemiro estiver cansado, Hernâni pode render Tello e/ou Quaresma e/ou Brahimi, e está visto que Aboubakar não é nenhuma segunda escolha. Mas sobre este último falarei mais à frente.


Surpreendentemente, Alex Sandro poderá ter um novo substituto, viu-se bem na terça, além de Ángel, caso não esteja em forma. Indi, que está aparentemente triste por não jogar, poderá entrar a lateral esquerdo, não desfazendo os M&Ms e tendo a amplitude de jogo que, viu-se, também sabe ter. A este respeito, devo dizer que adorei o meu programa de comédia preferido, o 4x4x3, a falar sobre isso. O nosso amigo Jorge Andrade, com o seu Portismo intermitente, sai-se a dada altura com esta: "Lopetegui fez mal em por o Alex Sandro à direita e o Indi à esquerda. Seria melhor por Maicon a lateral direito e Indi a central. Eu que fui central sei isso.". Eu acredito que Jorge Andrade, com o seu elevado nível de preparação para o programa, ignore que Martins Indi joga muito mais vezes na selecção holandesa nessa posição (3º central na verdade, mas a fazer o corredor lateral esquerdo) do que Maicon alguma vez fez na vida inteira, mas um facto não devia passar em claro a Jorge Andrade como está a passar: mexer em dois sectores é pior do que mexer apenas em um e, num jogo com a carga emocional como estava, desfazer uma dupla que, nos últimos 7 jogos, consentiu apenas um golinho, era suicida. 

Também neste programa de comédia, surgiu o cada vez mais evidente, o menosprezo pelo feito absoluto da invencibilidade na Champions por parte do FC Porto, as entrevistas de rua escolhidas a dedo e o senhor "moderador" - gostava de saber desde quando é que o moderador é mais um paineleiro - Alexandre coisinho a dizer que o FC Porto se tem "safado sem Jackson". Não, meu querido senhor, não se tem safado, tem jogado cada vez melhor, com um ponta de lança que não teve um "rasgo de sorte" como Vossa Excelsa Pessoa disse, mas sim fez um golo como muitos os que fará nos próximos anos, a bomba de fora da área. E depois, nos 15 minutos seguintes, dizer que o benfas tem a mesma força que o FC Porto. Está bem. Enganem-se e enganem os outros. É tudo o que queremos!

Rúben, mais uma vez parabéns, muitos e bons anos cheios da tua superior qualidade, sei que este está a ser o melhor ano da tua vida, mais ainda é só o começo! Se quiseres, serás com certeza a referência de futuro do nosso FC Porto! Felicidades!

(Imagem via o facebook do Tribunal do Dragão)

quinta-feira, 12 de março de 2015

"É Impossível As Equipes Portuguesas Competirem Na Chémpiens"


É bastante interessante e motivador estar a ver um jogo, ou dois, da Champions League, a avaliar futuros opositores prováveis, as suas forças e as suas fraquezas. Se no caso do Real Madrid se nota que Ronaldo é sempre o seguro de vida de um conjunto que não é uma equipa e que está em frangalhos - quo vadis Danilo - e no caso do Bayern foi ver um conjunto onde todos jogam à velocidade Tello, o jogo mais interessante foi mesmo o Chelsea - PSG.

Beneficiando de uma arbitragem "caseira", o conjunto de Mourinho - um pouco mais equipa mas ainda assim, nem por isso - jogou como Mourinho faz desde o Inter: em contenção e fechadinho. Ainda que as cores azuis e bancas do Chelsea me façam puxar por eles 90% das vezes, achei poético que o anti-jogo cobarde fosse vencido. Depois da ridícula expulsão de Ibrahimovich, das coisas mais ridículas que já vi - se o critério fosse assim cá, acho que o benfas não acabava um só partida - ao mesmo tempo que não age da mesma forma com os jogadores do Chelsea, os nervos e a raça do PSG foram tais que pareciam os do FC Porto, a espaços. 

O futebol de contenção, virá a ser demonstrado, não vingará no futuro. Cedo se vai perceber que quem joga para empatar, fechado atrás, vai, na maioria das vezes, ser derrotado. O futebol quer-se jogado pelo jogo. Se tal não for, vai perder o espetáculo, a justiça e o jogo.

Embora a arbitragem seja tendenciosa para os poderosos e os money makers, aqueles que forem para a Champions jogar em anti-jogo - não exactamente o que fez Mourinho, mas a não andar muito longe - vão seguramente perder. Parabéns ao PSG, por quem não nutro nenhuma simpatia, por acreditar até ao fim.

Estamos e somos a única equipa invicta na Champions League, estamos onde o Chelsea não está, estamos em terceiro lugar no ranking este ano, mas o que importa é que o benfas tem o estádio cheio. Há coisas que nunca mudam. Isto cá pelo burgo começa a ser idiótico.                                                                                                                                                                                                                                                   

quarta-feira, 11 de março de 2015

O Dia Depois Deste Dia



A minha filha mais nova, quando era pequena, não dizia "amanhã", mas sim "depois deste dia". E, neste caso, faz todo o sentido perguntar-se, não "como será amanhã", mas "como será depois deste dia"?

Como será, na verdade, depois desta eliminatória? É complicado pensar na queda abrupta de entusiasmo entre o jogo com o Basileia e o jogo com o Arouca. Não que os nossos jogadores vão jogar pior. Não que não sejam profissionais. Mas a alegria do jogo de ontem não se repete muitas vezes. O principal crime do colinho benfas é a retirada desse entusiasmo. Não entusiasma, nem ao próprio adepto, passar a vida a fazer jogos de excelência - aposto que domingo será outro - para depois nos dizerem que "foi o autocarro", o "português suave" ou coisas quejandas. Quando uma equipa é tão superior e continua a ficar para trás por causa de jogos com batota e manobras de bastidores, é mesmo muito complicado manter o entusiasmo.

Só por isso, já acho Lopetegui absolutamente transcendente. A forma como ele consegue motivar os seus jogadores para que não pensem apenas na Champions League devia ser um case study. Agora, alguém pode censurar um Brahimi, um Herrera ou um Casemiro por dar a sua dose extra numa competição em que se joga o jogo pelo jogo e as duas equipas querem vencer?


Seja pela matemática do pontinho, seja pelo roubo de Catedral, seja pelo constante menosprezo mediático, agradeço do fundo do meu coração azul e branco a Lopetegui e aos seus jogadores por continuarem a pensar jogo a jogo e não esmorecerem.

Só sou capaz de entender esta força baseada na pura revolta contra a injustiça. Este FC Porto vai a qualquer lado vencer. E por muito que Nelitos Zezitos digam que a pressão está do lado do FC Porto e que o benfas pode estar mais descansado, estou certo que a esta altura as galinhas tremem como gelatinas. Pode ser que tropecem. E nós vamos ao galinheiro vencer.

Mas entre uma carreira sólida como esta, a superação de sí próprios que aconteceu, já sou uma pessoa satisfeita. Se o campeonato der outra coisa que não nós sermos campeões, este campeonato é uma mentira.

Eu sei que o benfas de Paredes até foi elogioso, mas deixe-me lá explicar-lhe o que não parece ter perceber: a rotatividade de Lopetegui não foi um erro. Foi aquilo que permitiu a união de todos. Saber que não vão ser deixados para trás. Saber como se joga. Saber que espaços ocupar. E só perdermos um jogo por isso : o da Taça de Portugal. E mesmo esse por manifesto azar e falta de pontaria. De resto, não estávamos ainda afinados, mas não foi pela rotatividade: foi porque o nosso treinador pensava que cá se jogava futebol e se queria ganhar jogos, e não ganhar o pontinho.

Eu sei que a Vodafone é vermelha, mas caramba, logo hoje? Acho que em vez de ganharem clientes, perderam-nos.

Danilo já disse que estava bem e que vai voltar em breve. Espero ver o Capitão de volta Domingo.


terça-feira, 10 de março de 2015

Jogar Contra Fracos Ou A Vitória da Rotatividade


Uma grande noite esta. Não foi só uma noite de golos lindos e de intensidade. Isso já temos, muitas vezes, ao longo do ano. Tenho, quero e vou destacar dois grandes heróis esta noite: Alex Sandro e Martins Indi. Estes dois grandes homens largaram a sua posição, quando o Capitão Danilo, a quem foi dedicada a vitória, - felizmente está bem - teve um azar tremendo de ir contra um bicho de dois metros e muitos kilos na cabeça. Todos nós, em casa e no Dragão, tivemos um pouco de arritmia nessa altura. Nessa altura, em plena eliminatória, foi um para um lado que não está e outro a recuperar uma posição que só tem na selecção, e não desta maneira. Mas puseram a equipa à frente e excederam-se, foram para lá de si mesmos, sem hesitar.

Dar uma palavra para Vincent Aboubakar, a pegar no pesado fardo do principal herói da equipa, com uma exibição abnegada, forte e segura, coroado com mais um golo à Aboubakar, que vai passar a ser chamado neste blogue como Abombakar. Também o camaronês foi para lá de si mesmo, a mimetizar durante grande parte do tempo o papel do seu colega, que ainda não está adequado aos seus sapatos. E também Evandro, que faz de cola do meio campo, ainda sem ritmo de jogo a sério mas a criar uma boa dor de cabeça a Julen Lopetegui.

E tudo isto é possível graças à rotatividade. A tão criticada rotatividade é o que permite esta entrada de um rol de jogadores para diferentes posições e a máquina seguir oleada na fantástica reacção à perda de bola, a defesa solidária e desarmante, um ataque em que todos pensam em todos, as triangulações são perfeitas e ninguém se quer sobrepôr a ninguém.


Casemiro fez uma exibição soberba. Está cada vez mais identificado com a sua posição 6, sempre pronto a fazer as dobras e as faltas cirúrgicas dentro do que são as regras do jogo. Coroado com um golo inteiramente merecido. Herrera também foi um herói hoje, por ajudar permanentemente Alex Sandro a compensar a falta do seu companheiro da lateral, virando o jogo mais para o lado contrário, protegendo o seu colega e, muitas vezes, chegando-se à frente em situações complicadas. Um golo merecido também lhe deu o retorno kármico necessário para que a Justiça prevalecesse. 

Brahimi fez um dos melhores jogos que lhe vi fazer, não só no golo de livre que já vai sendo seu apanágio, como a defender! O apoio defensivo de Yacine Brahimi foi fantástico e a raça, querer e atitude que teve só podem querer dizer que ele estava a querer dar o seu grito de revolta. Brahimi, num jogo aberto, é absolutamente letal. E isto nota-se. Bravo, Yacine.


Os M&Ms foram soberbos. Marcano estará fora da primeira mão, eu sei que Indi estará lá, mas cada vez mais acho que Marcano é mais maduro e seguro, está no sítio certo, no lugar certo, e isto vê-se. Maicon vai crescendo de dia para dia e a maturidade do seu companheiro de defesa da-lhe uma segurança que se traduz numa óptima leitura de jogo.

Fabiano saiu muito bem da baliza, fez defesas inacreditáveis e mostra que os pés já não o amedrontam. Tem, no entanto, um problema evidente: vê-se que precisa de ter trabalho para brilhar. E isso pode ser um problema.

O Basileia não foi nada "Português Suave": jogou duro, feio, com uma inacreditável conivência da arbitragem que foi permissiva ao limite do inexplicável.  Neste contexto, o amarelo a Marcano é um absurdo total.O Basileia, apesar destas ofertas, tentou mas não conseguiu. Ainda fez alguns remates de perigo, mas à medida que foram encaixando os golos e tendo a reacção impedida, deixou-os desnorteados. Foram completamente dominados por nós.

Para quem tem dúvidas sobre a qualidade de Lopetegui... bem, arrisco dizer que não sabe ver futebol. Lopetegui fez um milagre: um FC Porto à Porto em poucos meses. Parabéns Julen!


A ti, Capitão Danilo, tu és grande! Estamos contigo! Volta depressa!