domingo, 31 de dezembro de 2017

Análise Paços de Ferreira 2-3 FC Porto - Objectivo Cumprido Em Exibição Bipolar


E pronto, estamos na Final Four da Taça da Liga. Coisa que há muito que não estávamos. E houve o fantasma do mesmo de sempre a pairar, em virtude de um vício antigo que voltou a descer sobre os nossos jogadores. Mas pronto, uma boa reacção no começo da segunda parte e o picar de ponto do nosso metafísico quântico e filósofo Vincent Aboubakar e também a ajuda dos "infames" caxineirinhos, e estamos na luta para um título que nos escapa desde o seu início, agora enfrentando um supostamente pastilhado Sporting. Mas, até lá, a Feira. E o campeonato. Vamos a notas.



Arranque à Porto - Entrada absolutamente demolidora do FC Porto, a mostrar todas as suas armas, apesar de um ainda perdulário Soares  - atenção que teve uma lesão prolongada, e isso tem de ter o seu peso - com um ataque forte, praticamente a deixar amarrada a defesa pacense. Continuamos mortíferos de bola parada, com múltiplas soluções, onde só pecou a eficácia, e com um enorme Yacine Brahimi que marcou um golo de compêndio. Temos uma fome de golo estúpida - neste jogo menos, mas já lá vamos - e uma solidariedade e alegria absolutamente contagiantes. Somos, quando estamos para aí virados, a melhor equipa a jogar futebol em Portugal. Venha de lá o Sporting, mesmo jacked to the tits, como diria o grande Joe Rogan. 

O Lado Bom da Força - Herrera encheu um meio campo o melhor que pôde, por compensação ao seu parceiro que se entreteve a ir fazer cortes às suas próprias perdas de bola, Marega fez tudo o que podia e não podia e ainda tentou finos recortes que foram cortados in extremis por uma defesa pacense com sorte e.. virilidade.. Alex Telles a fazer piscinas e grandes cruzamentos e, para além de Aboustein, também Corona entrou a querer mostrar serviço e a dar o abanão bem necessário. 


Apatia da Mosca do Sono - A partir do segundo golo, lá veio o inefável "ok pronto, já tá" que, honra lhe seja feita, não é responsabilidade de Sérgio Conceição, mas sim uma característica dos melhores e piores FC Portos: desligar totalmente os motores. A quebra de dinâmica após o segundo golo, especialmente a defensiva - e de sublinhar que nem tínhamos chegado à meia hora de jogo! - é totalmente inadmissível. Felizmente Sérgio estava atento e deve ter usado a técnica conhecida como "aperto dus bagô" (leia-se no melhor sotaque nordestino) e a malta atinou à entrada da segunda parte.

O Lado Negro da Força - E não é o fixe, tipo Darth Vader. É mesmo estúpido. Diego Reyes fez outro belo golo de bola parada, mas foi totalmente comido no primeiro golo. E tanto no primeiro como no segundo, a natural falta de coordenação a meio campo criou uma avenida bastante atípica e que espero que não se repita. Mas vivemos e aprendemos, suponho. Apesar de haver erros que se repetem, insistentemente. Mas, como diria o grande José Mário Branco, para esse peditório o pessoal já deu. It is what it is.Também o bom e calmo Hector Herrera resolveu tentar dar uma de Joe Pesci. Meu querido Hector, não tens jeitinho nenhum para isso. E também, foi completamente desnecessário e imprudente. E sim, galinhas, aqui nesta casa assume-se as merdas, não andamos a inventar termos novos para o dicionário!


Eppur Si Muove - Apesar de tudo, Padre é Padre, e aos pacenses tudo foi permitido: pontapés, empurrões, puxões, saltos com as mãos nas costas, o que é tecnicamente designado por "trinta por uma linha". Depois de ter um primo no Natal a tentar discutir comigo se o toque do Abou no golo em Setúbal é ou não falta, apresento Marega e, principalmente, Brahimi neste jogo. Quanto ao argelino, se for parar à Premier League, já é normal. Aliás, vai parecer suave, comparado com a lenha que tem, recorrentemente, apanhado. Sim, ninguém trava o seu fabuloso drible. Sim, agora está ainda melhor. Mas isso não pode servir como justificação. E quanto ao maliano, é um touro? É, sim, senhor! Mas agora pode puxar-se a mão toda a área que não é penálti? Pode-se virar o pescoço do homem que não é vermelho? As regras não são condicionais à dimensão corporal, caríssimos! Uma vergonha, esta constante dualidade de critérios!

Nos primeiros dias do novo ano, falarei destes novos desenvolvimentos octópedes. Vamos deixar desenvolver. Mas promete. E tem sido fascinante ver o bieirinha a rodar mais rápido do que um Fidget Spinner para fazer o spinning desta borrada toda! O Karma é fodido, senhor Kadafi! 


Um Bom Ano a todos os Portistas! Boas Entradas! Feliz 2018! Que este seja o nosso ano!

domingo, 24 de dezembro de 2017

Feliz Natal!



Em primeiro lugar, o FC Porto! Em segundo, Feliz Natal a todos os leitores do Porto Universal! Muito obrigado pela companhia! Que Maio nos traga muitas prendinhas! 

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Análise FC Porto 3-0 Rio Ave - A Quase Goleada de Sonho


Que alegria, que felicidade! Retornei à minha casa para ver um jogo excepcional, com uma primeira parte de antologia. Jogar com os "caxineirinhos" como nós jogamos não é para qualquer um, meus amigos! Estamos numa forma absolutamente extraordinária, com um querer e uma raça ímpares e temos a sensação que todos estamos a ponto de saborear o céu. Que alegria, que felicidade! Vamos a notas!


Azul Mutante - Sérgio Conceição - interessante como Herrera se refere a ele como "profe" - é absolutamente exímio na preparação dos jogos. A cada táctica, uma reacção e um antídoto correspondente. Eternamente variável, mutável, mutante. É rara a vez que somos apanhados em falso, e quando o somos, reagimos como anticorpos à volta de doença - sufocá-mo-la até perecer. Assim foi, num festival de jogadas de contragolpe do mais Samurai que pode haver, com uma perícia e destreza absolutamente estúpidas, até ao controle dos momentos e tempos sem desesperar. Nem quando ficamos sem Danilo! De imediato André André e Herrera se adaptaram, em hípervelocidade, partilhando o trabalho do membro que faltava. De imediato, o extremos e laterais foram a capa de algumas imprecisões. De imediato, o cheque-mate final. Fantástico e irrepreensível!

Brahimi - Uma visão soberba de jogo do "egoista", que mais uma vez demonstrou claramente que este é, pela enésima vez, um preconceito sem qualquer aderência à realidade. Yacine Brahimi jogou para a equipa e não para si. Absolutamente ímpar pelo meio, pelo lado, no ataque, na defesa. Absolutamente formidável, o Mago argelino! Inesquecível!

Seriedade - Bastou, para Sérgio Conceição, do discurso redondo de que "todas as competições são para levar a sério" e depois chegar ao campo e jogar com uma equipa de suplentes e desconexos. Jogaram os titulares - ou regulares titulares - e um regressado. Que, na altura do realmente, deu lugar à figura principal. Brincar, é no Batalha! É assim mesmo! A Taça da Carica pode ser lateral, mas fica bem no Museu juntamente com a de Portugal e a do Campeonato. Siga!


Ineficácia de Enlouquecer - Na primeira parte, falharam-se golos "pra mundial". 6, 7? Uma estupidez! Golos cantados, toques, bolas ao poste, foi uma alegria! Na segunda parte, tentaram-se golos bonitos para arrumar com o jogo! Dá uma ideia da avalanche ofensiva, certo? Pois. Mas o certo é que o Rio Ave teve a reacção natural à procura do golo que o fizesse voltar ao jogo, e houve desgaste que não existiria certamente com uma primeira parte nuns 5-0. É pra matar, pobo!

Um Ferrari Bem Vermelhinho - A forma nojenta como se comportou em campo, este verme, mostra perfeitamente o quanto é o último dos Moicanos - vai continuar agarrado ao Mastro do Titanic, a cantar o My Heart Will Go On, afirmando-se como papoila saltitante, enquanto os ratos fogem de um navio a afundar. Parabéns, vais ganhar a medalha de lata, com aquele teu prazer sexual enquanto puxavas mais um vermelho absurdo na carreira do Danilo. "Teve tudo para mostrar que é árbitro, mostrou tudo a justificar porque não é. Falta de critério, coerência e autoridade" - Jorge Coroado. Sim, meus caros Portistas - e já agora, senhor Perdigão! -se o critério for este, o papoilas acaba metade dos jogos por falta de jogadores no campo! Haja vergonha!

Ia falar sobre a tendência Orwelliana do 5lb, mas o Drax adiantou-se. És o maior, pá! Subscrevo! 

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Análise FC Porto 3-1 Marítimo - Rebentar A Muralha à Maregada


Enquanto Marega fazia a sua última diagonal e confirmava o resultado mais do que justo da partida, com mais um belo golo, não deixei de me lembrar das palavras do meu querido Cavani Bertocchini no último A Culpa é do Cavani, e imaginei o dito maliano em posição fetal atado a uma grua, qual Wrecking Ball, a rebentar com a muralha defensiva do Marítimo. Sim, estes escolheram o clássico bloco baixo, mas as nossas variações e a nossa calma e crença demoveram todo o autocarro e anti-jogo que nos enviaram, e devolveram-nos à procedência. Jogo com pouca história, a confirmar o porque de sermos, muito simplesmente, a melhor equipa a jogar futebol em Portugal. Vamos a notas.


Marega, Oooooh Marega - O maior dos patinhos feios do FC Porto, ultrapassando Herrera e Adrián López pela direita, Moussa Marega foi apelidado de tudo: desastre, tosco, cepo, boi, etc, etc, etc. Nunca subscrevi essa pseudo teoria de trazer por casa. Evidentemente, Marega não tem a técnica e ocupação de espaços do seu parceiro preferido, Yacine Brahimi. Mas é todo ele brute force, praticamente imparável, mesmo em falta ou com puxões, e tem uma entrega máxima. E dá um excelente apoio defensivo e é solidário com os colegas. Mas atenção: também é capaz de entradas à linha, piques de metade do campo com chapéus de classe sobre guarda-redes e adversários e superiores diagonais de fino recorte. Não é Messi, mas também está longe de ser cepo. É único, ele mesmo, o MVP, Moussa Marega.

Diego Reyes - Pois é, Dieguito está a ser um belo quebra-cabeças de mercado de Inverno. Então não é que joga bem, que tem uma visão de jogo e bola no pé bastante boa e até marca excelentes golos? E agora? Agora, meus caros, é, não cometendo loucuras, tentar renovar com uma dupla que terá, porventura, um sotaque castelhano maior do que muitos gostariam, mas que é a melhor que temos. Se temos qualidade jovem, com uma imensa margem de progressão e crescimento, imensamente vendável, porquê estar a procurar fora? Creio que renovações também dão comissões, e uma venda futura melhor ainda mais. A pensar, rapidamente.

O Fim Do Correbol - Não era nada que o grandioso Silva já não tivesse preconizado, mas o certo é que me apraz muitíssimo ver a equipa do FC Porto a pensar o jogo sem o afã maluco de tentar chegar à área contrária no menor tempo possível. Há variedade de abordagens atacantes e menor desposicionamento defensivo - do qual o golo maritimista é uma óbvia excepção - e uma segurança que se traduz num efectivo controlo do jogo. Bravo, muito bem! Estamos bem melhores sem vertigem. Ou com uma dose quanto baste, vá.


Daniel Ramos - Mais uma vez lamentáveis, as declarações do nosso treinador adversário. Não, Daniel, não foi nenhum "exagero" a expulsão de Gamboa. Foi, aliás, bastante branda, uma vez que, até segundo o insuspeito Jorge Coroado, ele deveria ter visto vermelho directo! Capisce? É um absurdo este pôr-se em bicos de pés quando do outro lado não estão os da segunda circular! Daqui a 15 dias, caríssimo, vou estar muito atento às suas declarações!

Já agora, por falar em estar atentos, não vai a Sport TV denunciar o benfas e os seus protoblogs pela utilização indevida da imagem do Danilo? Pois, não, não é verdade? Isso é exclusivo para Portistas! E vocês, fifiqueiros, tão importados que estais, onde estão as imagens de Moreno, na semana passada, a empurrar Carlos Xista?! Envergonhem-se mas é, e deixem de tentar ganhar na secretaria!

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Análise FC Porto 4-0 Vitória SC - A Goleada Tranquila


Continuando de convalescença de uma das maiores gripes que tenho memória de ter, tive de ver um jogo em que tive pena de não estar, pela televisão. Se é estranho ver a nossa casa de fora, ainda mais quando mais precisa de nós todos. 16 mil é uma vergonha. Vencemos com justiça e relativa facilidade um Vitória que parece estar muito longe de outros tempos, embora este também seja um FC Porto ultra confiante e feliz. Seja como for, e apesar de ter sido uma exibição em crescendo de ritmo, seguimos com mérito rumo ao Jamor. Vamos a notas.


Meio Campo de Luxo - De Luxo e não de Lucho, a ser verdade, uma desilusão do tamanho da Torre dos Clérigos. A violência doméstica é um crime hediondo e muito subvalorizado. Continuarei a adorar as jogadas, mas o homem que as executou perdeu o meu respeito. Mas vamos ao que interessa: Que jogador está o senhor Comendador! Se continuar a rematar de fora e dentro da área como está a fazer, em breve será um dos melhores médios defensivos da Europa! E é claro, toda a alegria e soltura de Danilo só foi possível porque o nosso Capitão conseguiu limar a aresta que lhe faltava: dosear a sofreguidão. Um Herrera que sabe temporizar é um grandíssimo jogador, a variar flancos, a distribuir jogo, a tabelar para ocasiões. Supremo Hector Miguel, saindo debaixo da ovação que faz por merecer. Assim, é difícil parar-nos.

André André - Grande entrada da formiga atómica - sim, recuperei o epíteto que lhe dei quando chegou porque, ocupando o seu lugar em terrenos adiantados e ligeiramente descaídos nas faixas, foi capaz de nos dar dois belos golos que nos selaram o apuramento. O toque de classe de não festejar os golos contra uma equipa que capitaneou, é de imensíssima classe. Assim, sim!

Diego Reyes - Reyes foi chamado para render Felipe e, pese embora não tenha o seu poderio físico, a verdade é que sabe definir bem, a primeira fase de construção deixou de me deixar ansioso porque há visão de jogo e boa leitura de espaços. Se alguém que é chamado a frio dá esta resposta... temos homem! Que assim continue!


A Carburação Lenta - Se é verdade que, a seguir ao golo de Danilo - e que este merecia que tivesse sido bem antes! - o FC Porto clickou e rebentou com a concorrência, a verdade é que a primeira parte foi um longo bocejo, após o penalti (o segundo consecutivo!, ... estranho! ... ) a equipa limitou-se a trocar bola e a jogar pausadamente e estava incaracterísticamente lenta. Desta vez foi suficiente, mas é algo a rever!

A Vergonha da Cobardia - Que foi aquilo na flash, senhores? Quer dizer, sois roubados indecentemente com os coisinhos e e encolheis os ombros, e ontem foi aquilo? Não vi mas de certeza que foi? Onde é que nós estamos? Bem sei, parece ter ido o tempo - é melhor não falar muito para não estragar! - onde mãos na área não davam penalties, e qualquer um poderia vir ao Dragão gozar com a nossa cara. Se esse tempo mudou, que raio de clamor é este? Penalti sobre Sturgeon? Dêem-se por contentes não ter havido amarelo por simulação! E falem quando realmente forem roubados, contra outras cores e noutras latitudes! A "pacificação" é só para os lados de Carnide, ein? Ganhem vergonha!

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Da Arte De Ver Por Ver


Se alguma coisa nos conseguiu deixar esmagados - a mim, pelo menos, assim o fez - foi o quanto toda esta luta é fútil. Ficamos, com a revelação dos e-mails de Pedro Guerra, a conhecer os contornos realmente macabros e subversivos de toda esta história.

Teias intrincadas com a política, com os agentes decisores, com as forças policiais e judiciais. Teias de compadrio e de promiscuidade com os media, que têm como única função o branqueamento das falhas e a exultação das virtudes dos escolhidos, à imagem de um bom sistema totalitário.

Coacção e chantagem, baseadas na mais bíblica tradição, com especial incidência na inveja e na luxúria - predominantemente esta última - ao ter registos de amantes, agregados, preferências e preços. Custa acreditar que pessoas em lugar de decisão escolham determinadas posições baseadas no medo da exposição das suas fraquezas interiores ou dos seus vícios privados?

A mim, onde fico? Fico no prazer que me dá ver a minha equipa jogar, de falar com ela no A Culpa é do Cavani , ainda que saiba que o sistema está viciado e que esta podridão parece agradar a todos, menos à minha equipa, e que acaba por vitimar mais depressa aqueles que dançam alegremente em direcção ao abismo: a liga desvirtua-se, ganha má fama, fica com menores patrocínios, menos recursos, menores capacidades. Aqueles que acham que estão a fazer uma grande coisa a agradar ao regime, estão apenas a cavar a sua sepultura. As arbitragens são anedóticas, o "internacional" passa a ser uma mera designação de lapela.

Mas sozinhos vamos a algum lado? Pelo menos o FC Porto joga sempre contra 16, jogos difíceis e duros, porque injustos, e assim está a aprimorar-se e a poder ficar no nível europeu que lhe é característico. 

Um dia talvez sejamos a jangada de pedra. Até lá, batalhemos. Sem ilusões, mas com uma imensa vontade. À Porto!

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Análise Vitória FC 0-5 FC Porto - E Tudo A Nortada Lebuâ


Noite de chuva e ventania em Setúbal, com um furacão de nome de senhora que assolou o território nacional a abençoar um belo jogo, numa Nortada a impôr a todos aqueles que esperam a nossa queda permanente o que significa uma equipa de nível Champions. Apesar de um começo bem preparado pela equipa da casa, que chegou a assustar, uma vez feito o click, a engrenagem meteu o turbo e foi um regalo. A ver e rever. Vamos a notas.



Aboubarega - Vincent Aboubakar é a nossa estrela a esta altura. Está com a pica toda, com a moral em alta, a bola tem íman, tudo é açucarado. Não são os golos. Não, é a delícia que é a sua movimentação, numa dança letal a fazer lembrar T'Challa, o bom do Vincent está na sua quinta - a equipa joga bem com e para ele, está a fazer a sua melhor temporada, e sem sinais de ocaso. Sabemos que vive de (auto)confiança, mas o Mestre Sérgio soube resgatá-lo. Se o Swansea o quer - e porque raio iria ele trocar-nos pelo Swansea! - terá que largar 50 kgs. Vale bem o seu peso em ouro negro. Já o MareGOD Moussa Marega, voltou àquilo que nos habituou - força, velocidade, entrega e, sim, critério. Aquele golo é à ponta de lança, a assistência digna de um extremo de fino recorte. Que ninguém se atreva a menorizá-lo. Que assim continuem.

Á Abordagem! - O jogo só demorou a ajustar os 12, 13 minutos que significaram o ajuste das peças alteradas no campo. A partir daí partiu-se para cima do adversário com tudo, de tal maneira que o jogo estava resolvido ao intervalo. Voltamos ao FC Porto letal do tempo de Villas Boas, com uma autoconfiança e uma raça invejáveis. E deve-se tudo a Sérgio Conceição. A continuar assim, bem podem ter os feelings que quiserem e mandar as cascas de banana que quiserem, que não servirá de nada, senão de mais gasolina para rebentar convosco.

Tiago Martins - Quando a arbitragem é positiva, há que reforçá-lo. Quando é corajosa, ainda mais. Não há nenhum empurrão de Aboubakar a Edinho, antes um agarrão da camisola do primeiro pelo segundo, no lance do golo. No lance do penalti, Tiago Martins não tem dúvidas e marca. A "dúvida" vem do VAR, o senhor Rui "estava todo contente a ver o benfas" Oliveira. Tiago Martins foi ver e decidiu manter a decisão. É de facto um milagre da Imaculada Conceição. É bom que não nos habituemos, mas dá para ver o tamanho do desnível que seria este campeonato com arbitragens isentas. Eles sabem disso. Eles temem isso.


SportTV - Escolher para comentar este jogo o vermelho Pedro Henriques só pode ser piada. "Claro fora de jogo de Marega"... que não era. "Já se sabe como são estas linhas de fora de jogo". Ah é? Como são, senhor Henriques? Esta, entre outras muitas pérolas. Foi dissipando no vento à medida em que o FC Porto ia marcando e tornando a sua função de lavagem irrelevante. Uma vergonha. Meu caro, a bestatv espera-te. Mas icing on the cak, só o problema "cromático" da SportTV. Golo de Aboubakar dito como de Marega. E vice versa. E vice versa outra vez. Enfim, uma salada. Há que estudar os planteis, senhores. Não vão vocês passar por racistas.

André André - Um mistério insondável e recorrente no seu todo. Tentarei aceitar. Dificilmente o irei perceber.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Análise FC Porto 5-2 Mónaco - Regresso Ao Nosso Lugar Habitual


Estamos então nos oitavos de final da Champions. Conseguimos o objectivo com todo o mérito e de uma forma expressiva. Jogamos um futebol de risco, intenso, aguerrido e rápido, que tende a ser descompensado e oscilante, mas não há dúvidas da nossa entrega e Alma. Não há muito a dizer quando ao intervalo já vencemos por 3-0, com belos golos e bons pormenores, quando ainda prolongamos a vantagem como reacção aos golos do adversário.

Vítimas de uma arbitragem péssima - o penalti averbado a Marcano - soubemos responder com aquele espírito guerreiro que caracteriza o FC Porto de volta às suas raízes. Quando o futebol é o que impera, mostramos que estamos num patamar acima de todos os outros. Certo que a tarja exibida pela claque Portista mostra bem a vergonha da assimetria que grassa quando comparamos o campeonato nacional com a prova rainha do futebol. Mas a verdade é que os factos estão lá para quem os quer ver, e o FC Porto agiganta-se sempre à altura dos desafios. Alex Telles - que belo e merecido golo - Brahimi, Herrera, Danilo e um superlativo Aboubakar foram os grandes arquitectos desta vitória.

Como pontos negativos, só posso destacar a estupidez de um Felipe que precisa de assentar os pés na terra. Felipe, a tua reacção destemperada rendeu-te uma saída que poderia ter comprometido a equipa, não fosse Reyes se ter portado de uma forma bastante aceitável. Está na hora de saberes que ainda tens muita estrada para percorrer até chegares a ser o central que almejas. Está na hora de um banho de humildade e simplicidade. A ver se começa já no domingo.

André André também se amarelou cedo, e pouco fez para lá do atraso para Danilo, embora tenha sido por ressalto. É curioso ver que Sérgio Conceição - todo o mérito deste apuramento é dele e toda a capacidade de operar um milagre de fazer muito com o pouco que tem - pôs, definitivamente, Óliver na porta de saída. Otávio, Sérgio Oliveira, André André, o roupeiro, o apanha bolas, o delegado, estão todos à frente. Não deixa de ser paradoxal encostar-se um jogador de 20 milhões enquanto dizemos que o plantel é curto.

Também fico perplexo quando aplaudimos golos marcados CONTRA NÓS. Gosto muito de Falcao e de Moutinho - quem não? - mas isto parece-me tudo paradoxal.

Resumindo, enquanto uns exultam a expulsão de um jogador, outros vão em frente na prova principal do futebol europeu. Cada um à sua dimensão, imagem e valor.

E que bom foi ver, apesar de doente, a azia descomunal do Carlinhos de Paredes e o enterro que ía pela SIC Notícias. É verdade, meus amigos, nem todo o colinho do mundo para com o mais maior grande o faz, efectivamente, ser alguma coisa de jeito. Na Europa do futebol não há lavagem que chegue. É engolir a pastilha e andar prá frente.


domingo, 3 de dezembro de 2017

Realmente, Já Ninguém Aguenta!



CARTA ABERTA AO GOVERNO SOMBRA
Caros João Miguel Tavares e restantes membros do Governo Sombra.
Quero começar por dizer que também eu preferia ver futebol. Tenho um podcast muito giro, chamado A Culpa É do Cavani  , onde eu e o Jorge Bertocchini e o Paulo Silva falamos, maioritariamente, de futebol. Também falamos de gajas e estupendas mamas. Não falamos é de cartilhices.
No entanto, devo dizer que acho comovente, mas esperado, que também vocês falem da "pacificação do futebol português" e que "já ninguém aguenta". Pois claro. Curioso timing este, de um painel que quase TODAS AS SEMANAS fala de Pinto da Costa, usando-o como exemplo de personagem nefasta, venha agora dizer que "só quer saber de bola".
Eu também. Adorava imenso. Adoro ver o Man United e o Arsenal, o City e o West Ham. Mas lá, aquela coisa chamada "arbitragem" não é uma vergonha, não há regras à lá carte, nem dirigentes de clubes que pontapeiam bolas para o campo.
Meus caros, mandar calar e dizer "no pasa nada", não. Resolva-se tudo. Se o vosso benfica ganhar justamente, seja. Até lá, não nos calaremos. Mas não atirem pedras e escondam a mão. O senhor Carlos Vaz Marques é disso o melhor exemplo.

sábado, 2 de dezembro de 2017

Análise FC Porto 0-0 coisinhos - Roubos Não Se Analisam, Denunciam-se!


Peço imensa desculpa aos leitores deste blog, a quem aproveito já por saudar por visitarem apesar da minha oscilante publicação de posts, mas ando bastante agastado. Não tenho a paciência do meu amigo Vila Pouca, para andar a, diariamente, denunciar toda a inclinação tentacular. Quer dizer, acabo por fazê-lo na minha conta de Twitter e um pouco menos, na minha página de Facebook, que convido desde já a que likem. 

Não gosto de ter razão nestas coisas, mas ontem jogamos contra os 16 que eu achava que iríamos jogar. Já o disse no último A Culpa é do Cavani, acabado de saír, o objectivo era simples: demonstrar quem é o Dono Disto Tudo. E com uma imprensa amiga e branqueadora, com as instituições a permitirem os atropelos vários, só uma equipa hiper motivada e consciente do seu valor pode constantemente vencer em grosseira desvantagem e injustiça.

Quando chega a hora da verdade, tal como nos últimos três anos consecutivos, não se deixa cair o titubeante rival , o predestinado a vencer todos os campeonatos daqui até à próxima encarnação. E essa é a realidade dos factos. Por todos os meios necessários, para que se cumpra o desígnio de Lisboagal. Para se demonstre a superiodade da capital do império falido, de qualquer forma que seja necessária. 

E como a bandeira até tem mais vermelho do que verde, e zero por cento de azul a não ser no brasão, esse é o equilíbrio das forças que veremos proximamente.

Junte-se a isso um Presidente ausente e um departamento de comunicação que aprecia falar por 140 caracteres e episódios semanais, e têm-se o problema do FC Porto.

Os jogadores estão revoltados? Claro! Se membros de SADs visitantes podem reclamar com o 4º árbitro e pontapear bolas para o terreno de jogo, como o senhor Tiago Pinto, o que há mais a dizer?

E o que raio é isto denunciado pelo Batalha 1893? As coisas já estão nesse estado?! 

É incrível, e eu adorava falar de futebol! Por falar em futebol. com licença, vou ver o Arsenal contra o Manchester United, onde o futebol jogado é a unica coisa que importa, uma vez que jogam sempre 11 contra 11. 

domingo, 26 de novembro de 2017

Análise Desportivo das Aves 1-1 FC Porto - Cair Como Um Patinho Na Ratoeira Anunciada


Ao contrário da maioria dos escribas da bluegosfera, não é quando perco pontos que mais me apetece estar a soltar bílis.

Vamos aos factos, como diz o senhor Director de Comunicação. Preparou-se um caldinho anunciado. No dia do jogo, surpresa. Rui Costa e Bruno Esteves. Surpresa? Não! Esperado. Afinal, ficar a 8 ou a 3 ou 2 dependia apenas de um jogo. Sim, um jogo. O sol vai nascer amanhã, o dia sucede à noite, os coisinhyos vão ganhar em Setúbal. Ah e tal, o critério é injusto. Já foi dito aqui e no Cavani MILHÕES de vezes, não foi só ontem. Ah e tal, o penalti evidente sobre Danilo. E novidades? 

Claro que os nossos rivais dizem que não há penalti, claro que é perfeitamente normal que duas pessoas implicadas num caso de corrupção em investigação corrente possam arbitrar o jogo. Resultado inesperado, desse ângulo? Nem pensar!

O que era inesperado era a entrada amorfa e o relaxamento absurdo após o primeiro golo. Agora o Aves é superior ao Mónaco e ao Liepzig? Agora jogamos melhor em 20 minutos no fim do que nos restante 75 porquê? E quando o 4x2x4 não funciona porque o nosso médio construtor e pressionante nada disso faz, mantemos um esquema que se via desde os 10 minutos que abria crateras no meio campo e possibilitava o domínio do Aves?

Já que Óliver vai para a bancada - enfim, já nem falo sobre isto mais que já enjoa - e se tinha Corona perigosamente amarelado, não era evidente que incluir Sérgio Oliveira e reforçar o meio campo era uma prioridade? Porquê demorar tanto tempo até que deixou de ser possível?

Foi então que se viu que não houve a atitude certa, não houve a concentração certa, para "arrumar" ainda mais os coisinhos. Sexta feira podem igualar-nos. E a culpa será, mais do que da ocasião que cria o ladrão, nossa.

É que, não sei se repararam, até pelo caso do Infarmed, todos querem a mesma coisa. Que os nojentos dos pacóvios lá de cima saiam da frente.

Ou vamos para a guerra ou ficarmos em casa. 

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Análise Besiktas 1-1 FC Porto - Resistir


Em primeiro lugar, é importante dizer que saíamos vivos do jogo mais difícil, no estádio mais difícil, contra a equipa mais difícil do nosso grupo. Pode custar a ouvir, certamente, mas alí está uma equipa de jogadores com tarimba, muito experimentados nestas voltas, com muita manha e maturidade, e nós somos uma equipa bem treinada, com boa vontade e muitas lesões. Essa é a indesmentível realidade dos factos. Quem a contrariar não estará certamente a ver o filme.

Ainda assim, creio que entramos bem. Creio que surpreendemos. Certamente o Besiktas não esperava que entrassemos algo organizados e proactivos, como entramos. Na primeira parte intensa e bem disputada marcamos - de bola parada como 60% (!) dos golos da Champions - numa jogada estudada plena de sabedoria, mas também fomos apanhados em contra-pé e vítimas do inevitável carrasco Talisca.

O Besiktas emendou na segunda parte, mudou o posicionamento de Hutchinson e partiu para cima do FC Porto. Aí, já foi mais complicado, Herrera sentiu-se perdido entre a missão ofensiva e defensiva e ficou partido, algures no limbo, o que possibilitou que o Besiktas dispensasse todo o seu arsenal atacante, mas também que José Sá brilhasse, quer em boas saídas, quer em defesas espectaculares. Gostei muito da postura autoritária e altiva de José Sá - mesmo na flash. E creio que já desde Baía que não via alguém sair tão bem à bola.

Também gostei muito da entrega de Brahimi e da calma e visão de jogo de Sérgio Oliveira. No meio de tanta azáfama ofensiva, Ricardo, do outro lado, teve nos pés o nosso apuramento directo, mas falhou-o de uma forma incrível, só desculpável pelos nervos ou a pressão do ensurdecedor barulho.

Aí, o Besiktas fechou definitivamente a loja, deixou de querer ganhar e nós contentamos-nos em não perder. Foi-se a história e o interesse. 

Temos o apuramento europeu garantido, dependemos só de nós para continuar na prova raínha do futebol. Mas será que quisemos MESMO ganhar? Encontraremos dia 6 um Mónaco focado na Ligue 1 e muito pouco interessado nisto, a não ser em fazer o ponto de honra. É a hora do tudo por tudo.

Não esteve nada mal, não senhor. No início do ano, ninguém iria supor. 

sábado, 18 de novembro de 2017

Análise FC Porto 3-2 Portimonense - Karma Instantâneo


Aconteceu neste jogo tudo o que temia. Entrou-se, de facto, com a mentalidade de serviços mínimos que, em bom rigor, já vi muitas vezes em muitos anos. 

A intensidade normal do FC Porto apagou-se completamente quando, aos 3 minutos, Danilo marca na sequência de um canto de Alex Telles. A partir daí, surgiu um FC Porto que não vira na era Sérgio Conceição em jogos relevantes - apático, desligado, trapalhão e confuso.

Hernâni e André André foram duas pedras inexistentes (o primeiro sempre desencontrado com a equipa, o segundo incapaz de fazer uma jogada com acerto), Felipe esteve desatento e com um passo estranho, Ricardo Pereira teve lances que nem parecem seus.

Pior, sentia-se que faltava urgência à equipa do FC Porto, aquela mesma urgência que faz com que, não raras vezes, ao intervalo já o jogo esteja bem encaminhado. Notava-se que os jogadores sentiam que, mais cedo ou mais tarde, a coisa se resolvia e, talvez pelo decisivo jogo na Turquia para a semana, ninguém quisesse, verdadeiramente, pôr o pé, para lá de Aboubakar, Óliver, Alex Telles e um muito bom Danilo Pereira.

O problema é que o jogo mastigado que teimou também em regressar na segunda parte, abriu caminho a que fosse Pedro Sá, com muita justiça, a dar vantagem à única equipa a deixar tudo em campo - o Portimonense. Karma instantâneo e matador. 

Só a partir daí foi então o FC Porto capaz de começar a reagir em termos, mas aí já entrou em jogo outro factor - o Portimonense decidiu dedicar-se ao anti-jogo e Artur Soares Dias, por acção e omissão, a inclinar o campo, quer ao não assinalar um penalti sobre André Pereira, que havia entrado, junto com um bom Brahimi para tentar pôr o FC Porto a jogar futebol. Absurdo o tempo com que se deixou fazer as substituições, absurda a forma como se permitiu a simulação de lesões e reposições de bola.

Só me pode dar vontade de rir quando os coisinhos - que jeito que dá a memória selectiva e a total falta de vergonha na cara! - ao queixarem-se do tempo de descontos e de faltas duras e por aí em diante! Afinal também falam de arbitragem, afinal também entram em delírio, que se lixe a paz no futebol!


Mas adiante. À medida que o fim do jogo se aproximava, retornava o FC Porto pressionante, sufocante e intenso, e foi então que Aboubakar e o inevitável Brahimi deram a volta ao resultado, em duas excelentes jogadas. Karma instantâneo, embalado por um fabuloso Mar Azul que fez acender a chama Draconiana e raçuda na equipa e acabar o jogo a jogar à FC Porto! 

Sérgio Conceição foi expulso pelo senhor João Pinheiro por causa de palavras (enfim, haveria quem nunca acabasse um jogo...) e creio ter sido esse o momento de fagulha que fez acender a chama.

Fica a lição à equipa. A Taça de Portugal é uma competição importante e com história , e deve ser encarada como tal. Não é ganha por decreto nem com a camisola. Fosse o FC Porto durante todo o jogo como nos sete minutos finais, e não haveria nada deste desgaste. Mas talvez esta seja a pedra de toque para próximas vitórias!

Já agora, que mau ambiente este homem provoca! É um balneário em fanicos!


quinta-feira, 16 de novembro de 2017

O Sonho Molhado do Benfasquistão


Se há algo que os últimos dias têm demonstrado com especial veemência, com destaque para a última publicação do Batalha 1893, é a forma como o poder centralista e tentacular estava enraizado nas diferentes estruturas, como a Desportiva, a Federativa, a Judicial e mesmo a Governamental.

E tinha um significado que vai para lá do próprio futebol: esperava-se transformar o mais popular clube nacional numa potência nacional dominadora, que demonstrasse a supremacia da capital do império no seu esplendor e a forma como estaria acima de todos os outros.

A verdade seria, nesta narrativa, apenas opcional, secundária e de importância relativa. Afinal, se todos os que jogassem no tabuleiro quisessem e não se importassem de perder sempre, a troco de uns berlindes e de umas saquetas de cromos, porreiro. Corria-se com o chato da província e era tudo bonito, entre amigos, a cantar o Giroflé.

Temos pena. Este sonho do benfasquistão vai ter de ficar para muito mais tarde, assim tipo a tarde do Dia de São Nunca. Sim, porque a apatridarização de uns quantos labregos lá de cima a troco de umas moedinhas de chocolate estava garantida. Davam-se abraços sorridentes para empurrar o mauzão da frente e depois, quando não importassem mais, chutavam-se bem chutados com a bota Botilde. 

É triste que este seja o estado das coisas neste momento. É horrível sentir o quanto algumas pessoas não querem mesmo saber como são tratadas e preferem estar ao lado de quem sempre os vê como inferiores. Esta guerra já teria tido outra força.

Mas se não estamos acompanhados, estaremos sós. A lutar contra tudo. A cortar molusco às fatias.

NOTA: É curiosa esta dança de entalados - um sabe que não poderia deixar o outro cair porque este cantaria como um passarinho. O outro não pode tramar o primeiro - que não perde uma oportunidade de o rebaixar e humilhar publicamente, na vã esperança que este desista - porque ninguém mais o empregaria. Curiosa, esta dança. Palpita-me que acabem os dois bem torrados.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Não É Problema Meu...


Desde o início deste blog que venho, repetidamente, junto com muita da Bluegosfera, alertando para o facto deste estado lampiânico não se cingir às instâncias desportivas. Há muito, muito tempo, que alerto à posição do Carlinhos de Paredes e do seu minion Huguinho em relação ao FC Porto. Quem não se lembra do spot publicitário acerca do jogo do FC Porto para a Champions com imagens de jogadores do benfas?

É por isso que não me surpreende nada que tenha acontecido a vergonha que aconteceu ontem, quando um dos maiores guarda-redes História do Futebol recebeu o prestigiadíssimo Golden Foot - e enquanto projectos de guarda-redes e outros na reserva davam conferências a dizer que o puto quer ser o "melhor do mundo" - a legenda da reportagem tenha sido "Suplente Premiado".  Suplente Premiado. O coisinho alí da esquina que foi receber ali um bocado de lata.

Evidentemente, Iker Casillas sofre do problema de vestir as cores erradas. Afinal, ao tempo que Júlio César está no banco, atrás de um miúdo que ainda precisa de Clerasil, e não há problema algum. Mas a questão não é Iker. Iker está-se positivamente a borrifar para isso. A questão está na forma triste e comezinha como a televisão do Estado se submete e propagandeia a ideia de que Portugal é Lisboa e o resto é paisagem. Basta ver os oradores de futebol do WebSummit: o presidente da Liga, os dois guarda-redes do benfas e um membro da SAD e o presidente do sportem. Elasse, nada do mais titulado campeão português internacionalmente, bicampeão do mundo de clubes e vencedor de Ligas Europa e Champions Leagues. Ah, e actual primeiro classificado da Liga Portuguesa, isolado. A imagem que dá ao mundo é triste, estranha, um pouco paradoxal e confusa.

Também a questão de Fernando Madureira só surpreende quem não vê o apoio explícito e implícito que o IPDJ dá às claques - sim, são CLAQUES - do benfas, e a forma como ignoram ASSASSINATOS e EXULTAÇÕES PÚBLICAS do mesmo. É, afinal, muito fácil castigar o líder de uma claque legalizada e ser, uma vez mais, ridículos na ejaculação precoce com que o fazem. Naturalmente, Madureira irá recorrer e, muito provavelmente, dirimir os pífios argumentos que levaram ao seu castigo - especialmente porque ele não pode ser pessoalmente responsabilizado por algo que não fez e que até, por mau gosto que tenha, seja parte do consagrado direito da liberdade de expressão.

O que me surpreende e revolta é a apatia e ausência de reacção da Estrutura Directiva do Futebol Clube do Porto em relação aos dois assuntos, quando até blogues afectos ao sportem  reagiam a este absurdo do castigo a Madureira face a um sepulcral silêncio oficial do FC Porto e uma apatia total em relação ao caso do "Suplente Premiado" que ainda nos faz parecer mais trengos e parolos. Se a Lenda Viva que temos no nosso plantel não vê o seu bom nome defendido pela Estrutura Portista, como esperar que os media deixem de nos tratar da forma que tratam

Afinal, bem vistas as coisas, e ao contrário da CMTV com o sportem, continuam todos a ser bem recebidos no Estádio do Dragão e na Sala de Imprensa, incluindo Anti-Portistas primários....

Se ao menos quem nos dirige tivesse metade da garra dos que estão em campo....

terça-feira, 7 de novembro de 2017

O Drama Centralista da Ejaculação Precoce


Pois é, anda tudo numa fona pelos lados do epicentro do mundo, ou seja, a segunda circular. Voltou o "papão pacóvio" no seu melhor - desdobram-se em declarações e comunicados sobre Vales Tudos e companhia, sem nenhum toque de ironia, nem sequer pestanejar, falam de penaltis sem olhar em causa própria, desdobram-se em declarações sobre invasão de vida privada, e têm ejaculações muito precoces quando ouvem a palavra "buscas" e o termo "FC Porto" na mesma frase.

De nada interessa o facto de que isto não têm a ver com o FC Porto, mas sim com o Marselha, e que o FC Porto está, meramente, a colaborar. De nada importa que se adultere, pela enésima vez, a verdade sobre os factos e a sua importância: numa altura em que o Al Carnidão tem a pior performance de sempre da Champions, tudo serve para fazer misdirection - seja os tempos de utilização de jogadores, seja as hipóteses de renovação ou não de jogadores, seja colaborações noticiadas como se fossem prisões, o rapid fire man está lá batido.

Até no lado das terras dos Viscondes de Alvaláxia, uma vez que o comboio se vai afastando - é ainda muito cedo para se tirar conclusões  - se começa a apontar as espingardas a Norte. Afinal, não somos os coitadinhos que se esperava e toca a falar do FC Porto. Curiosamente, viu-se o quanto o seu Ratazana de Lança ficou lixado quando, prontinho que estava para ejacular precocemente, teve os seus queridos da segunda circular a fazer pior - e lá se foi a moral para falar.


Por último, enquanto o maior frangueiro da Champions deste ano dá conferências na WebSummit - vá-se lá saber porquê - o multi titulado guarda-redes do FC Porto, Iker Casillas, ganhou o prémio Golden Foot. É verdade, uns vivem na Terra do Nunca, a construir fumaça, outros vão efectivamente conquistando coisas de valor e trabalhando para chegar aos objectivos.

Sempre foi assim. Sempre será. Continuem a ejacular precocemente. Será sempre sinal que incomodamos. E assim, teremos a certeza que somos melhores.

domingo, 5 de novembro de 2017

Análise FC Porto 2-0 Belenenses - Vertigem de Querer Vence o Cansaço


Depois de uma fantástica vitória frente ao Leipzig, da lesão de Marega e da fadiga de Corona, estava no horizonte o encontro com o muito bom Belenenses do nosso - meu, pelo menos - querido Domingos Paciência, que, é bom que se diga, vinha numa forma melhor do que a do fifica e do sportem, e está agora num mui honroso sétimo lugar, mesmo após ter perdido. 

Assim sendo, Domingos foi inteligente, soube aproveitar as fragilidades do modelo do FC Porto, jogou na expectativa tentando aproveitar o natural adiantamento, a falta do pêndulo Danilo  e jogando em contra ataque rápido. Sim, ele tem razão, pode queixar-se de falta de eficácia.

Mas do outro lado teve o FC Porto 2017/2018: rápido, intenso, pressionante e mandão. E assim, não é surpresa que, no primeiro terço do encontro, só tivesse dado FC Porto. Não houve critério na decisão final, faltou sabedoria na criação da jogada, enfim, maior clarividência na área e perto dela.

Mas o golo de Herrera é justo, não só pelo domínio, como pelo jogador, quie continuou a encher o campo com bons pormenores, intensidade e transporte de bola

Sim, a vertigem continua lá, a velocidade quase frenética e o querer estão lá também.

Na segunda parte o Belenenses cresceu, em virtude do nosso cansaço, naturalíssimo em virtude de tal intensidade mais que frenética que causa a sua mossa, e houve, aqui e ali, sustos bem derimidos por um apoio defensivo forte e por um cada vez mais seguro José Sá. Aquando da entrada de Corona e depois de Sérgio Oliveira e Galeno, regressou muita da frescura e o 2-0 natural (que jogada de Herrera, que bem feito por Galeno e que finalização de Aboubakar!) selaram um encontro, onde a justa vitória nos deixou muito líderes - mas justamente também.

Não posso deixar de destacar Diego Reyes, muito bem na sua função de trinco (não tão bem como Danilo, mas até com melhor saída de bola e bom posicionamento) e infelizmente, porque sou justo, Felipe tem mesmo de descansar: há motivos para penalti e a falha de posicionamento em vários lances deixou-me preocupado.

Felipe, ixnay on the Beckenbaueriae! 

Uma última nota: melhor FC Porto goleador dos últimos 50 anos. Mas também com muita, muita sorte. Sem critério e definição no meio campo, sem pausas e momentos, vai-se o equilíbrio. Mas este é o futebol de vertigem que todos parecem amar, verdade? 

Dizem que a sorte protege os audazes. Pois que assim continue. Quod me nutrit me destruit. Ou então não. Ou então a raça e o querer vencerão. Apostemos na segunda.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Análise FC Porto 3-1 RB Leipzig - Vitória Na Marra Embalada Pelo Querer


É nas grandes dificuldades que se vê a grandeza dos grupos, e este grupo do FC Porto de Sérgio Conceição é realmente um grande colectivo, cheio de união, amizade, amor e querer. A análise dos lances vai ser feita ad nauseaum, portanto vou concentrar-me noutro aspecto: só mesmo um FC Porto à Porto pode reagir desta forma a um puxar de tapete tão cedo.

Aqui ninguém baixa braços, ninguém precisa de "derrotas vitórias morais" nem de tirar o bom do mau - não nos descansamos enquanto não lá chegamos. Em Leipzig tínhamos ficado com um amargo de boca. Os primeiros 50 minutos faziam prever o pior. Então que fizemos? Fomos à luta.

O FC Porto - apoiado inequivocamente pelo Mar Azul - foi para cima do adversário e soube arrancar-lhe a vitória que soube por fazer merecer. Nem lesões, nem inversões de tendência, nem alterações de resultado nos deixaram melindrados.

As pernas não tremeram quando Maxi, que não jogava há uma porradona de tempo, atirou ao canto esquerdo e fez repousar a redondinha na rede de golo da baliza do RB. Foi assistido soberbamente por Aboubakar. Mas antes foi embalado por um Mar que soube sempre acreditar! Notável!

Saímos do Dragão todos rotos, alguns lesionados. Outros cansados. Afinal, era mais uma final. Estivemos à altura.

Esta pressão faz diamantes. Este grupo faz vitórias. à pressão. Na garra. Na marra! Rumo ao apuramento! 

Na Europa do futebol, só uma equipa escreve uma página digna. Essa equipa é o FC Porto!


domingo, 29 de outubro de 2017

Análise Boavista 0-3 FC Porto - Feio, Porco e Muito Mau


Noite quente de Verão, em pleno Outono, em vésperas de Novembro, casa compostinha no Estádio do Bessa, onde tive a felicidade de estar, em excelente companhia. A bancada coiso (Norte, Sul? whatever!) dos Dragões completamente cheia de um imenso e assoberbador Mar Azul, a abafar por completo as gentes da casa.

Derby da Invicta, portanto, com todos os ingredientes para ser aquilo que sempre foi - aqui não há solidariedade, apenas rivalidade. À antiga. Sem amor algum. 

Entrada má - Sérgio Conceição acabaria por concordar - da equipa em campo, sem conseguir construir a partir de trás, com um jogo directo perdulário e a funcionar em reacção, em virtude do maior povoamento do meio campo boavisteiro e de uma entrada perdulária e de vistas curtas por parte de Herrera e de Danilo. Mais uma vez se sentiu o fantásma de Leipzig, mais uma vez se viu uma equipa com muita vontade e pouco tino, ainda assim comandada pela batuta de um Brahimi absolutamente endiabrado e imparável. Mas até foram mais as investidas e consequentes oportunidades do Boavista, tendo havido até uma excelente defesa de José Sá a um remate que daria golo. Terminaria, pois, a primeira parte com um ascendente da formação da casa que se entendia, dado o pouco povoamento do meio campo.


Segunda parte com a atitude corrigida, um FC Porto um pouco mais consistente e subidinho, e cinco minutos volvidos, o golo. Excelente jogada de envolvimento e de variações, com Aboubakar, qual Jackson, a descer e a fazer o tal povoamento que faltava, bola à direita para Corona, cruzamento para Brahimi, cruzamento rasteiro para a finalização de Abou. Assim explodia o Bessa, da acumulada tensão de um jogo rasgado, agressivo e nem sempre bem jogado. Aos 70 minutos, Sérgio reage aquilo que era óbvio, o despovoamento do meio campo, com a saída de um bom Corona, que antes tinha visto o filme do ano anterior repetido (ver nota abaixo) e a entrada de André André. Isso permitiu a Herrera a subida no terreno e, consequentemente, passado pouco tempo, depois de passe de André André, cruza para o golo da tranquilidade, por Marega, sempre com um óptimo sentido de oportunidade que lhe é característico. Passado cinco minutos, o mesmo AA serve Brahimi para o seu merecidíssimo golo. Assim, acabava a partida, com um resultado muito superior à qualidade do jogo demonstrada. 

Não gostei que SC não tivesse visto mais rápido o que toda a gente conseguia ver. Se conseguiu o primeiro golo, foi por um conjunto sólido e unido - que sim, é mérito dele. Mas não posso dizer que aprecie este futebol de vertigem, sem verdadeiro controle ou jogo pensado, mesmo com mais um homem a povoar o meio campo. Vejo nele um potencial para o erro que não parece despiciente. No entanto, não se pode contrariar um dos melhores arranques de sempre do Futebol Clube do Porto. Uma vez mais, adoro não ter razão.


Claro que tudo isto seria mais fácil, não fosse a ridicularia que foi a arbitragem de Hugo Miguel. A forma como foi sempre sendo "pedagógico" com os jogadores do Boavista enquanto ia varrendo de amarelos estúpidos os jogadores do FC Porto (Marcano por protestar, quando todos os jogadores do Boavista o fizeram múltiplas vezes, Corona por uma entrada absolutamente normal, Herrera por nem tocar em lado nenhum, só para dar exemplos) mostra o verdadeiro cabeça de falo curto que alí vai. Mas para os livros vai mesmo o amarelo a Aboubakar por... ousar ir festejar para dois lados do campo, como se pode ver nesta imagem em cima, ao passo que um jogador do Boavista quase arrancar, pelo segundo ano consecutivo, a perna a Corona não deu mais que um amarelito, quando deveria ter sido um claríssimo vermelho.  

O amarelo a Abou é, em si mesmo, a explicação e a demonstração do porquê do nosso campeonato ser o que é, em termos de intensidade, velocidade e apelo ao exterior. Com arbitragens destas, tendenciosas e vaidosas, não sairemos nunca da cepa torta!

Por último, adorei ouvir Simãozinho, o lambidinho, projecto falhado de Mourinho, a dizer que aquilo tinha sido tudo dele e ele é que tinha falhado nas substituição. Não, lambidelas, tinhas de arriscar porque senão perderias na certa. Nós é que fomos demasiado fortes para ti. Apesar de te permitirem tudo. Continua assim que vais bem. 

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

O Duro Derby


Está, então, terminado o "caso Casillas". Sérgio Conceição foi, como homem de grande carácter e frontalidade, capaz de admitir uma conversa com Iker Casillas sobre aquilo que ele queria ver mudado na sua postura nos treinos "até em período de selecções". Era, então, uma questão, realmente, técnica. Deixou ainda a entender que voltou a ver empenho por parte de Iker e que este estava em condições de "lutar pela titularidade" com José Sá e os outros guarda-redes do plantel. 

Para mim, não restam dúvidas, então, que nos próximos jogos Casillas estará de volta ao seu legítimo lugar - entre os postes. 

Tem, naturalmente, razão SC de exigir o mesmo empenho de todos os atletas e deixar claro que não há filhos e enteados dentro do mesmo. Óptimo. Em rigor, não contesto a justiça ou mesmo o direito a essa decisão - é plena. Contesto, provavelmente, o timing da mesma, mas nada mais.  Qualquer posição no onze titular tem de ser fruto de mérito, empenho e esforço, nada mais do que isso. Nada de estatutos ou lugares garantidos, seja para Casillas, seja para quem for. Fica claro que assim é. E isso só pode ser uma boa notícia. Ser uma meritocracia traduz qualidade nas opções e empenho nos jogadores.


Com isto, amanhã estaremos a jogar o derby da Invicta, sempre duro e rasgadinho, com o conjunto Boavisteiro a ser, a esta altura, treinado por Jorge Simão, que tem sempre alguma coisa a provar. Como vamos ser arbitrados pelo "querido" Hugo Miguel que, entre outra coisas, foi o autor da expulsão de Brahimi em Braga... já sabemos que a inclinação costumeira continuará a acontecer. Mas o FC Porto, que desta vez jogará depois de saber o resultado dos seus concorrentes directos, tem tudo para trazer da Boavista os 3 pontos e seguir em frente na sua marcha até à avenida dos Aliados, em Maio próximo.

Esperam-se 8000 pedaços do Mar Azul nas bancadas, o que demonstra o tamanho do apoio que o FC Porto continuará a ter.

Se alguma coisa estes últimos dias, com as todas de posição de que falei no post anterior aconteceram, demonstra, é justamente o quanto é importante nunca perder os 3 pontos. É uma situação ingrata, indigna e estúpida, sem dúvida. Será, no limite, insuportável, talvez. Mas, se outros têm latitude e ajuda - ás vezes, meramente cumprindo as regras - por parte de quem gere, essa questão não cabe na vida Portista. É ganhar ou ganhar, ou então ficar irremediavelmente para trás. Porque estamos contra tudo e contra todos. Não temos latitude para rigorosamente nada.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

O Dilema da Carica e a Demonstração do Poder


É o velho dilema da carica... esta taça tem uma espécie de kryptonite no FC Porto... não ganhamos há uma série de jogos e fazemos exibições miseráveis, sempre baseadas no mesmo erro. As equipas não têm entrosamento e as opções contrariam toda a lógica de quem quer encarar a competição a sério. Assim sendo, o 0-0 final não surpreende. Não me vale a pena discorrer muito sobre os jogadores. Prefiro dizer, isso sim, que se se quer vencer esta competição, tem que se encarar a mesma como tal. Não pode ser ofensivo que se comece primeiro com um onze forte e entrosado - ou pelo menos a maioria do mesmo - e depois se vá rodando peças quando a ocasião se demonstrar útil. Assim, não vamos lá.

Gostei de Felipe a capitão, gostei de Reyes e claro, continuo a achar a relegância de Óliver para fora do onze um escândalo. Pelos vistos não sou o único. E ainda estou para perceber porquê.

Ao mesmo tempo, hoje foi um triste dia, em que o Presidente da Federação Portuguesa de Futebol foi à Assembleia da República mundo de SMSs que fazem crer que as ameaças e as escutas sobre si vêm de pessoas... do Norte e, claro, deixa no ar que possam ser Portistas. O senhor Fernando Gomes sabe que tem de apoiar o sistema para chegar onde quer chegar. A sua fome de poder fá-lo renegar as origens, como bem escreve o grande Rui Valente. Na mesma lógica, numa clara demonstração de poder e corrupção, as declarações de Luciano Gonçalves e de Pedro Proença demonstram bem que o status quo  está muito bem para doutas personagens e que a percepção internacional da anedótica corrupção desta liga não interessa rigorosamente para nada. É neste ambiente em que micróbios como o senhor Meirim podem viver e replicar-se. E tomar decisões destas.

O Polvo está forte e tentacular. Esta vai continuar a ser uma dura batalha. Porque agora estamos fortes em campo. Mas... e se não estivermos? Seremos engolidos!


terça-feira, 24 de outubro de 2017

A Culpa é do Cavani - Mjölnir


Um episódio particularmente bem disposto do Cavani, como seria de esperar depois da badocha vitória frente aos Lenhadores de Ferreira. Incursões sobre os bons valores da B (já repararam que somos o único podcast no Mundo que cobre o FC Porto B? UM ORGULHO!), ainda o duo Sá/Casillas, o VAR, o Etebo, o trailer do Thor: Ragnarok e o potencial problema do Herrera com sotaques e com preservativos. Anteviu-se também o jogo contra o Leixões e regressou a rubrica fixa, desta vez com o “Worst Of” dos defesas direitos, com duas eleições de enorme nível para o mérdite (era zénite mas em merda. carry on.) do futebol portista. 

E inaugurou-se o trema nos nomes de episódios. Um trema. Só para verem a elite que aqui fala.

Quem quiser continuar a ouvir pelo site, tranquilo, é só usar o leitor que está embutido no post de cada episódio. Quem ouvir usando uma app, seja iTunes, Podcast Addict, Pocket Casts, Podcast Republic ou tantas outras que por aí andam, pode encontrar o Cavani aqui:

Feed RSS: http://aculpaedocavani.porta19.com/feed/mp3/
iTunes: https://itunes.apple.com/pt/podcast/a-culpa-%C3%A9-do-cavani/id1276400376 ou através da store
YouTube: https://goo.gl/QH46Ux
PlayerFM: https://player.fm/series/a-culpa-do-cavani-1512907
Stitcher: https://www.stitcher.com/podcast/jorge-bertocchini/a-culpa-e-do-cavani

domingo, 22 de outubro de 2017

Análise FC Porto 6-1 Paços de Ferreira - Ópera à Moda do FC Porto


Noite fresca no Dragão, 40 mil nas bancadas, expectativa após o desaire em Leipzig, saber se tinha ou não um FC Porto à moda antiga. Obviamente, sorri largamente quando me pareceu ver o fantasma de Bobby Robson, de polegar levantado, atrás da baliza, logo a seguir ao golo de Ricardo Pereira, felizmente regressado, com uma exibição soberba. Adivinhava-se, tão cedo era marcado o golo, que o FC Porto estava ali para demonstrar algo.

É certo que uma nuvem negra chegou a assombrar - Herrera fez um passe à queima e Whelton aproveita para marcar um golaço à Hulk, no meu entender, absolutamente indefensável para José Sá.
Notou-se, infelizmente, algum nervosismo nos minutos seguintes, só que o seu colega de sector Felipe resolveu dar-lhe um bom bálsamo, na forma de um excelente golo, e dar descanso ao seu guardião. Também é curioso que após essa altura, exorcisou-se o Herrera do corpo de Hector Miguel, que arrancou para uma boa exibição, estando em todo o lado do campo e imprimindo a velocidade demolidora para que os seus colegas da frente se exibissem em todo o seu fulgor.

Assim foi. Brahimi e Marega pegaram no testemunho e partiram a loiça toda com golos e oportunidades, jogadas e combinações de encher o olho. 4-1 no fim da primeira parte, goleada das antigas, um jogo brilhante e muito bem conseguido de toda a equipa, a lavar-se do desnorte alemão com classe e imposição, à qual um Paços que até tentou, nada conseguiu fazer para contrariar. Pelo meio, ainda houve alguma esperança pacence, mas fez uma excelente defesa em voo e desviou para canto, socando o dito para lá de Bagdade. 

A segunda parte trouxe, ao contrário do que se faria supor, mais da mesma toada agressiva e dominadora que se tinha visto na primeira parte, desta vez com Jesus Corona a fazer as delícias e as honras da casa. Felipe ainda viu um golo (bem) anulado, mas nada iria estragar a festa de golos do Dragão. Estava restabelecida a ordem natural das coisas e a distância devida para os nossos adversários. Em estilo, com classe. E também um recorde. 5 goleadas em 5 jornadas no Dragão. Que mais se pode querer?


Não deixa nunca de ser normal nunca é o daltonismo inverso que sofrem os árbitros em relação ao FC Porto. Fábio VARíssimo não viu esta mão ostensiva - um enésimo penalti - que retirou o merecido golo a Yacine Brahimi. Normal, diriam uns. Anormal, digo eu. Até quando? Sim, é certo, cumprimos a máxima de que fomos muito melhores e assim ultrapassamos os "erros" da arbitragem, mas é por estas e por outras que o nosso campeonato é uma anedota, e há quem muito se esforce para manter o status quo. Escavando e escavando até que a nossa liga chegue às últimas da Europa. Desde que se salve o regime...

Por mim, porque os elefantes matam e eu não quero morrer hoje, achei a exibição de Sá normal para as circunstâncias. É o guarda-redes do meu Clube. É quem o treinador escolheu, é quem eu defendo. Acho que Casillas é muito melhor e experiente. Sim. Critico a decisão do treinador, que considero errada? Sim. Deixo de apoiar a equipa, jogadores e treinador? Nem pensar. O treinador faz as suas escolhas, é responsável por elas. Reconheço em Sá talento. Não tem experiência? Não. Poderíamos jogar com essa enquanto por cá a temos? Claro. Está na hora de mudar de Clube? Nem pensar! Quem decidiu, está decidido. A partir daí é com o treinador e equipa. Eu só vim aqui ver a bola! E que feliz que eu estou com isso!