sábado, 30 de abril de 2016

Antevisão FC Porto - sportem


Curto e grosso, porque não há tempo a perder com parvoíces de conversa fiada: é para ganhar e pronto. Joga-se Honra, joga-se Força, joga-se à Porto ou não se joga de todo. Não importa se "damos" campeonatos ou não a outros. Não estaremos a "dar" nada. Ganhar significa só mostrar que ninguém vem ao Dragão sem tremer um bocado das pernas, é só prosseguir o caminho de volta para fazer da nossa fortaleza um sítio temível e sem contemplações. 

Mas, meus caros (poucos) infiltrados que me lêem: deixem-me dizer-vos que não me lembro da última vez que o FC Porto esteve dependente dos rivais para se saber campeão, ou que estivesse a torcer para que um ganhasse ao outro. Apesar da vergonha que foi o jogo do benfas ontem, com um horror de gente do Vitória amarelado, um treinador expulso porque sim e trinta por uma linha - o descaramento deu até para "limpar a imagem" dos vermelhos com, finalmente, um aos noventa e quatro minutos! - haja um bocadinho de vergonha na cara! - o facto é que Sérgio Conceição disse o mesmo que eu disse ontem, mas mais soft, dizendo que "Portugal viria abaixo se o Vitória pontuasse na luz". Basta, aliás, ver o quadro aqui ao lado para se ver a arbitragem apaixonada que por lá houve. Aproveitem, o regabofe está quase a acabar. Por isso, deixem de se fazer de fingidos, vocês sabem perfeitamente que não vão perder um pontinho que seja até ao fim. Pelo menos enquanto for importante.

Seja como for, faremos o que nos compete: vencer o sportem e mostrar que o FC Porto é sempre o FC Porto.

Helton e Casillas (guarda-redes); Maxi Pereira, Martins Indi, Rúben Neves, Varela, Brahimi, Aboubakar, Sérgio Oliveira, José Ángel, Herrera, Corona, André Silva, André André, Layún, Danilo, Suk e Chidozie.
(4x2x3x1): Casillas; Maxi, Chidozie, Indi, Layún; Danilo, André André; Corona, Herrera, Brahimi; André Silva

sexta-feira, 29 de abril de 2016

O Mundo Não Se Acabou [ADENDA OLHA, OLHA, O JOHN]

Este fim de ano no futebol faz-me lembrar esta música aqui. Ou numa versão mais "erudita" aqui. Neste fantástico chorinho de Assis Valente, o subjacente de toda a história é aproveitar enquanto o mundo não se acaba para fazer todas as coisas que se querem fazer antes disso.

Como o mundo se vai acabar, em clima de fim de festa, surge a pilhagem descarada. Só numa semana, soube-se que o querido apaixonado vai arbitrar o seu clube do coração - o seguro morreu de velho, e nada de confiar na sorte... - e garantir que o "35" (estas contas são fantásticas) fica bem entregue, n' importe quois. Assim sendo, resolvida a jornada actual, há que trabalhar na seguinte. 

Eis senão quando se soube que a final da Taça da Liga, que será Braga/ficaben vs Marítimo vai ser jogada.... nos Barreiros. Não é giro? Que fofura! Tão querido que seria esse desejo. Deu, no entanto, demasiada bandeira, e então foi, prontamente, desmentido. No entanto, tenho a certeza que haverá uma compensação da viagem, a saber na próxima semana, sem dúvida.

Já não é um #colinho ou um andor, é mesmo todo um "voo de águia". Por isso, nada de pensar se ajudamos ou não o ficaben, isso não se vai verificar. Quem pensa que o ficaben vai perder qualquer ponto até ao fim do ano, não está bom da cabeça.

No entanto, dois campeonatos consecutivos bem acima dos oitenta pontos é uma coisa muito "normal". Só que, meus amigos, é o fim da festa mas "o tal do mundo não se acabou". 


Mas como isto não é nada relevante para o sportem, o Bruninho achou melhor virar as baterias para o FC Porto, os bilhetes (demos o exigido, querem mais, paguem) e o Miguel Guedes. Aparentemente, o Bruninho não é fã dos Blind Zero. Eu gosto. Tenho um querido amigo que toca com eles. Uma jóia dum moço. Pena ser do Boavista. Não se pode ter tudo. Mas adiante. O senhor do Carvalho não se preocupa com a sua casa, esta gere-se sozinha, os jogadores que não vêm porque não se pagam outros, os contratos que não se assinam, os que não se pagam, as penhoras que se contestam com argumentos tão espectaculares como "não pago porque ele tem mais dinheiro do que eu". Ok, força nisso Bruninho.  Só ajudas a esclarecer mentes Portistas confusas que até te queriam dar a vitória grátis. Mais um tirinho de zagalote no pé. Não é com vinagre que se apanham moscas.

Por último, ontem Adrián Lopéz, um jogador do FC Porto, tão mal amado por estas bandas - não aqui no Porto Universal - marcou o golo da vitória sobre o Liverpool na primeira mão das meias-finais da Liga Europa. Se calhar, ao não ser assobiado e gozado indecentemente por uma massa "exigente", mas antes acarinhado no submarino amarelo, apesar da lesão, Adrián conseguiu, nos últimos dois meses, marcar 5 golos e fazer quatro assistências, recuperado de uma lesão. E quando me falam dos 11M de Adrián, eu pergunto: quanto custou o suplente do ficaben, o "speedy gonzález" Raul Jiménez, ein? Ah, pois, pois é. A diferença são o estilo de jogo e... os assobios.


Adrián não deve voltar ao Dragão - acho que vamos conseguir vendê-lo - mas fica aqui o pedido: deixem de embirrar com os nossos, que jogam para o nosso Clube e foquem o vosso assobio nos outros! Está a demonstrar-se ridículo, o grau da estupidez que aparenta a quem vê de fora, os assobios a um Herrera, Adrián, Bueno, Casemiro e tantos, tantos, outros ao longo dos últimos anos. Somos caso único de tal gourmet "exigência". Se calhar é só estupidez, como diria o meu querido amigo Silva.

ADENDA: Sei que o post vai longo, mas é importante. O meu querido amigo João "Golden Dragon" Santos chamou-me a atenção para esta análise de mais uma penhora da Doyen, desta feita...ao ficaben! Está tudo dito no post referenciado menos isto: com tanta falcatrua, tanta engenharia, ainda há a LATA de se fazer crítica às contas do FC Porto?! E a espeta-las na primeira página dos jornais?

A única coisa que me importa são os adeptos Portistas, por isso, peço-vos: abram os olhos para a realidade podre da segunda circular e vejam a diferença! Temos defeitos e comissões, mas não andamos a fugir a penhoras nem a vender jogadores por "preços" inflacionados que não correspondem aos reais!  Não podemos continuar a deixar pagar os justos pelos pecadores! 

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Underdogs Não São Antis


Fico estupefacto quando vejo ou oiço Portistas a dizer que "não se importam de perder no sábado para que o ficaben não seja campeão". Não posso com essas palavras. Só as compreendo se essas pessoas que as proferem forem adolescentes, que não se lembram da soberba da "nata viscondessa" e de tudo o que ela representa.

Se os ficabens, os verifiques desta vida, sempre foram o clube do regime, ultraprotegido e abençoado por todos os media de tódóportugali, os viscondes sempre foram tidos como os correctos, os ordeiros, os superiores, aqueles cuja ética era inabalável neste pântano da bola.

Não há que enganar: para um lado e outro da segunda circular, somos os bimbos, os burros do Norte, seres inferiores, vis useiros da jogatana, do compadrio e da fruta. Tanta aliança que já houve, nos anos 80 e 90, sempre com o fito de derrubar aqueles chatos lá de cima que estragam a festa!

E vamos nós entregar o ouro de propósito? Ó caríssimos Portistas, não me venham com o discurso de que o ficaben ameaça a hegemonia Portista. Esta ameaça só se tornará real se o FC Porto não fizer o que lhe compete, que é começar a ganhar campeonatos já no próximo ano. Que são 3 anos se voltarmos ao lugar de onde nunca deveríamos ter saído? E é um campeonato dado ao sportem que muda isso? Nem pensar!

Somos o único Clube pentacampeão. Ainda faltariam dois títulos consecutivos para o ficaben conseguir esse feito. Nunca, mas nunca, vergar a espinha a NENHUM clube da capital. 

Por tudo o que representa o Clássico, por voltar a tornar o Dragão uma fortaleza, porque não fazemos o jeitinho a nenhum dos amigos, porque não queremos mais um chato a armar-se no maior, vencer é imperativo. Porque quem ganha não esquece os "olés" e os "Pinto da Costa, vai pró caralho" em pleno Dragão, exige-se honra e sacrifício.

Porque somos underdogs e corremos sempre por fora, nunca seremos antis. As nossas vitórias são só para nós, as nossas conquistas são só para nós, e se não nos respeitam e nos reconhecem, pois que nos temam!

 Aqui não há favores, queridos amigos! Fiado, só amanhã!

NOTAS: Se quiserem um suplemento de Alma, não esqueçam que a ratazana esverdadejante falava na importância dos clubes da capital "se darem bem". E já agora, ó ratazana: no dia em que Raúl Gudiño fizer um "jeitinho" ao sportem, não tem mais entrada no FC Porto! Capisce? É curioso que tu, meu encaracolado menino, não te preocupaste com as fífias monumentais dos Marafonas desta vida, dos Salins que nunca jogam ou mesmo dos guarda-redes do Boavista que fazem mortais encorpados à lateral e deixam fugir pontos importantes no último segundo! Assim como assim, como dizem os miúdos, fala prá mão, porque um Portista que te levar a sério só pode estar febril.

Por último, activos do FC Porto têm de ser valorizados. Não há cá pechinchas nem saldos de Primavera. Se há que dar a entender que podem sempre voltar, seja. Querem ficar com ele? Óptimo!  Arranjem o carcanhol, porque isto não são cromos para trocar repetidos. Já agora, se querem saldos, se calhar, com tanta penhora e multa, terão sorte numa outra WC que não a do Dragão... essa nem à bomba!

terça-feira, 26 de abril de 2016

Algumas Perguntinhas

Em fase de pousio - desculpem, não há nada a escrever até sexta feira sobre o NGC - deixo aqui umas perguntas no ar:

- Se Raul Jiménez custou 9,8M ao ficabn, como é que o Atlético vai "torná-lo mais caro"? E se é o resto dos 50% do passe, não proibiu a UEFA a partilha de passes? E se o ficaben vai pagar mais de 20M pela a totalidade do passe, não fica Jiménez mais caro do que o Imbula? Este é que é o "esforço de contenção" deste ano do ficaben?

- Se o sportem tem o futuro comprometido caso perca o processo da Doyen, como pode prometer 2,4M a Coates? Quanto wishful thinking é que cabe na cabeça de Bruno de Carvalho? E os 1,8M do Nani?

- Se o Casillas não joga até ao final da época, como é que é titular no sábado?

- Se o sportem perder o campeonato e tiver os valores penhorados pela Doyen, quanto da equipa vai ficar? E o treinador?

A juntar a isso, quero ver como será o defeso ficabenista, os valores e as oscilações. Nós já tivemos de reconstruir uma equipa..... Acho fantástico como só as dúvidas sobre o FC Porto são plasmadas nas capas dos jornais....

sábado, 23 de abril de 2016

Análise Acedémica 1-2 FC Porto. Mais Do Mesmo Não Chega.


Voltamos ao mesmo. Golo do adversário? Check. Reviravolta? Check. Sossego, tá-se bem depois da reviravolta? Check. Acabar com o credo na boca? Check. Além disso, os aspectos negativos sempre presentes, ou raramente ausentes, como o elevado caudal ofensivo mas sem critério e as imensas enooormes avenidas defensivas que abrimos para o contra-ataque adversário. Não é defeito, é feitio. E é por isso que, no meu entender, José Peseiro não me convence como treinador para o próximo ano.
Mas garantimos o play-off da Champions, Whoopty-doo. Vamos a notas.


Maxi - Confesso, estava a irritar-me com o Maxi na primeira metade do jogo. Acho que não tem velocidade para parar contra-ataques e precisa de mais apoio defensivo. Mas, caramba, aquela raça toda, aquela entrega, aquele querer, devem ser recompensados com um Golo. Aqui no Porto Universal e, espero, no campo até ao fim do campeonato.

André Silva - Claro que pensei que o André tinha dado o último toque no golo da vitória. Merecia ter sido, e muito. André Silva deixou a pele em campo, e tenho para mim que o merecido golo também é só uma questão de (pouco) tempo. Fundamental na pressão, na entrega e na vontade.

Danilo - Uma verdadeira parede, fez o que podia no 1x1 e no apoio defensivo. Naturalmente, lamento que não tenha um irmão gémeo para a posição 6.

Ángel - Melhor que o seu colega da outra lateral a defender, Ángel mostrou-se determinado em agarrar o lugar. Por mim, a faixa esquerda poderia ter um Layún mais avançado. Ou a direita. 


Varela - E pronto, Varela é isto. Um jogo bom em dez. Parece que, também ele, faz um "visto" mental e só joga o minimamente necessário para ser opção. Não chega Silvestre, não chega mesmo.

Corona - Rigorosamente nada. Tem de ter muito mais critério, jogar muito mais simples, ser muito, muito, muito mais solidário com os colegas. Poderia ter oferecido o golo da tranquilidade ao André Silva. Lamentável.

Um meio campo de diferença - Não é por causa do Rúben, do Sérgio, do André André ou do Herrera. É mesmo o sistema de jogo, pavorosamente desequilibrado. Ou aprendemos a defender ou vamos ter mais sustos até final.

Não chega ter um Peseiro interessado. O FC Porto tem de convencer. E este FC Porto não convence. Nem com mais jogadores. Não chega, lamento. Obrigado pela esforço, José, pagamos-te o ano de contrato. Um abraço. NEXT!

Uma palavra para a dizimação do sportem em sub-19 por 4-1 e pelo fantástico quarto período do basket Portista, a adiantar-se no Play-Off contra o Vitória de Guimarães, 1-0. Brad Tinsley demolidor! Bravo! É assim mesmo!

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Paradoxos e Traduções


Se há uma palavra que, para mim, resume a entrevista de Lopetegui, é a palavra paradoxo.

Toda esta situação é paradoxal. É paradoxal que ainda se fale de Lopetegui. É paradoxal que se tenha assobiado um treinador por ter 1, ou 2, ou 3 derrotas, quando se tem condescendência e bonomia por outro, por ser, se calhar, mais simpático. É paradoxal que se tenha criticado a rotatividade exagerada de um, quando o seguinte faz o mesmo. Ao mesmo tempo é um paradoxo pensar-se que Lopetegui possa MESMO pensar que foi ele - e mais ninguém - que descobriu Rúben Neves.  Entre outras coisas.

Todos sabemos que, qualquer que seja o argumento, a discussão ou o assunto, a verdade dos factos não mora com Lopetegui ou Pinto da Costa. Está algures no meio. Está no intermédio entre aquilo que a quezília legal exige dos intervenientes, o primeiro porque quer ser indemnizado, o segundo porque quer pôr-se de fora. Está algures entre a falta de auto-análise de um teimoso e a tentativa de passar por entre os pingos da chuva do outro.

Parece-me bastante evidente que coisas boas e más aconteceram com Lopetegui ao comando, mas esse é, nesta altura, já um tempo sem tempo. Agradeço a classe de Lopetegui quando diz bem do NGP, quando tem palavras elogiosas para o Nosso Grande Clube e, porque não dizê-lo, não usa Pinto da Costa como bode expiatório. A frase que mais lhe subscrevo é a que ele diz "Pinto da Costa que siga o seu caminho, eu sigo o meu". Qualquer outra atitude não dignifica o FC Porto e serve de alimento para piranhas.

Mas há uma coisa curiosa, um dilema para quem adora odiar: Se Lopetegui é a pior coisa desde a bomba atómica e Antero um ladrão inominável, que dizer do facto, cada vez mais evidente, de ter sido este que fez a pressão para que Lopetegui saísse? Onde ficam os meus queridos haters?


Naturalmente, nada dá mais jeito do que fazer-se de parvo e traduzir "à Google Translator "  a frase de Lopetegui "me dá pena ver Pinto da Costa agir asi". A tradução é exacta será "tenho pena que Pinto da Costa esteja a agir assim". Que jeito que dá parecer estúpido. Faz capas como esta aqui de cima, curiosamente, como sempre, de destaque ao FC Porto cada vez que haja algo que seja menos positivo ou até mesmo negativo. Onde está a conversa de que o ficaben é que vende? Não, é só pura perseguição. Como é a estupidez de dizer que Layún vai embora, para depois pôr em nota de rodapé que afinal não vai. Como é de inventar coisas como que se anda a tentar Hulks, Pepes, Brunos Alves e Moutinhos, só para depois se poder dizer que o FC Porto "falhou as contratações".  Não somos assim tão estúpidos, amiguinhos!

Usando o vosso fabuloso tradutor, digo-vos: desamparem-ma loija! (RIP Prince, 2016 anda a ceifar demasiado talento!)

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Hegemonias


Sempre gostei do nosso FC Porto desde que me conheço. No entanto, nunca tive o mais pequenino jeitinho para jogar à bola. Mas tive, durante toda a minha adolescência, uma bola como companheira - a de basket. Joguei basket qualquer coisa como 15 anos. Para lá de Rui Barros, André ou Baía, tinha outros dois ídolos - Kareem Abdul-Jabbar e Earvin "Magic" Johnson. Os Lakers eram, para mim,  uma loucura quase tão grande como o FC Porto. E como eu sempre "adorei" o vermelho, do outro lado estavam os meus inimigos, os meus rivais, Michael "Air" Jordan e Scottie Pippen. Não podia ouvir que o Jordan era o melhor, ver tanta gente a tentar fazer afundanços e lançamentos na passada com, a língua de fora, o trademark de Jordan. Magic é que era, o Magic que fazia passes sem olhar, o Magic que jogava e fazia jogar como nenhum outro. Um era egoista, o outro jogava para a equipa. E eu sempre gostei de team players. E mais ainda dos ganchos de triplo do Kareem que, com muito treino, consegui emular.

Serve esta introdução para dizer que, se me dissessem que iria haver uma altura em que nem Lakers nem os Bulls iriam ao play-offs, não acreditaria. Para tudo há um tempo, um ciclo, uma fase. No entanto, este binómio fez a hegemonia no basket.

Mesmo perdendo um ano de andebol - mas perdido e gamado, como bem o Miguel Lima lembra aqui - o facto é que são sete campeonatos seguidos. Vai ser preciso muito para que qualquer equipa possa repetir essa proeza. Como é verdade que, no reinado de Pinto da Costa, a nossa hegemonia no futebol é evidente, e não se vai apagar com curtos períodos de seca. Como o decacampeonato de hóquei. 

Tudo na Natureza tende a um equilíbrio, mas o domínio de uma entidade é visível de cima e não na espuma dos dias. E as hegemonias das principais modalidades são nossas. Não há outra conversa possível.

Este ano é um resultante do adormecer à sombra da bananeira. Foi um cartão amarelo. Arrepiando caminho, do basket ao andebol, do futebol ao hóquei, retomaremos o nosso caminho hegemónico. Sim, porque hegemonias não se escolhem à lá carte, são visíveis do espaço. Está na hora de REAGIR. 

Possa o próximo quadriénio tornar-nos ainda mais hegemónicos.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Esquizofrenia Autofágica Levada Ao Limite Do Estúpido


Não vou estar com grandes textos hoje, vou só deixar um pequeno pensamento no ar. Perguntem-se, como eu me pergunto, se fazem o favor, se à luz deste quadro - via Papa Pinto da Costa - ou da notícia deste link, porque raio os Portistas são tão insistentes na sua obsessão comissionista da sua casa e tão indiferentes ao que se passa ao lado? Não vêem que são vocês que abrem a auto-estrada para a bolha, o rascord e a lixeira fazerem grandes manchetes com os negócios algo opacos de um Clube, dando a entender que são caso único, quando acontecem em todo o lado? 

É incrível. Bem sei que não ganhamos o campeonato há 3 anos, podemos ter poucos títulos neste triénio, mas, caramba, não nos penhoram prémios, as nossas vendas não são, afinal, uma parcela daquilo que anunciamos nem temos de criar falsos interesses para vender os nossos jogadores!   
Bem sei que há, por esta bluegosfera, muito lugarzinho onde o único fito é o bota-abaixo, o auto-engrandecimento, como se de visionários se tratassem, de sibilinos juízes com o propósito da mais asceta moralização, mas caramba, se queremos ganhar campeonatos convém não marcar autogolos!

No Porto Universal, não haverá senão a união agregadora e a noção de que o verdadeiro inimigo mora FORA, não DENTRO. Aqui não se desarma.

Hoje, duas importantes provas: para os Bs, vencer o Villareal B para chegar à final, pela segunda vez consecutiva, da Premier League International Cup. No andebol, os nossos heróis vão, certamente, rebentar com o ficaben, para trazer a eliminatória para casa e despacharem quem tudo faz para conseguir vencer. Sim, porque o #colinho não é só no futebol: O senhor Trinca, árbitro de logo à noite, é um ficabenista doente. Só possível neste país.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Claro Como Água


Pinto da Costa, o Nosso Grande Presidente, deu, ontem, uma entrevista no Porto Canal (resumo aqui, entrevista na sua totalidade aqui) que foi, quanto a mim, completamente esclarecedora.

Foi esclarecedora quanto à posição do FC Porto para o futuro - criar um plantel com raízes, parar com esta porta giratória dos últimos anos, ter jogadores da casa e trocar cirurgicamente.  Estamos todos, naturalmente, de acordo nisso. Alguns dizem que já deveria ter sido mais cedo. Concordo, mas águas passadas não movem moinhos. É bom sinal ouvir do NGP que estão a tratar-se de métodos alternativos de financiamento. É sinal de que o Clube passa a ser o centro. E ainda bem.

Foi muito bom ouvir o NGP dar um chega-pra-lá nas intenções do filho se candidatar à Presidência. Não que ache que isso seria viável, claro, mas nada melhor do que matar o mal à nascença. Concordei, evidentemente, com a explicação sobre o porquê de Antero Henrique estar na administração da SAD. Achei piada à farpa a Angelino Ferreira.

Achei que Miguel Guedes foi um excelente "entrevistador", que fez, directamente, as perguntas menos cómodas. Achei de bom tom a sinceridade quanto aos grandes nomes com que alguns sonham. Achei, mais do que tudo, que o NGP foi franco e, desta vez, nada evasivo. Gosto de ver que o NGP sabe responsabilizar e dar aos jogadores a noção de que têm de ser homenzinhos e preparar-se para tudo o que vão encontrar.  

Evidentemente, se o NGP - que esteve corrosivo à antiga na questão sobre a bolha e o freteiro - sabia que a bolha é o jornal do ficaben, ainda está por explicar o faux pas de convidá-lo para o Dragões de Ouro. Mas erros todos cometemos, e como dizia Confúcio "só erra verdadeiramente quem erra a segunda vez".

Mas, acima de tudo, adorei ouvir a sua admissão de que estavam a ser demasiado brandos na comunicação e que este ano iriam corrigir isso, o que é fundamental, e a questão da arbitragem também me sossegou. Dizer "ganhou a batalha, mas não a guerra" é um sinal de que estamos cá para equilibrar as coisas. Sim, queremos equilíbrio, não favorecimento. E aida bem que há consciência desse défice.

Por falar em défice, e em jeito de conclusão, achei NGP vintage a forma como ele falou da questão da extensão de contrato de Aboubakar. Não só expõe as mentiras dos media como melhora a única coisa que falta a Aboubakar - a confiança. E na questão de Peseiro, foi, naturalmente, inconclusivo, como não poderia deixar de ser. "Contamos com ele" é muito diferente de "ele será". Mas é elegante. Como também foi muito mais, desta vez, com Lopetegui.

É bom ver que o NGP está de regresso à sua melhor forma. Mas é excelente saber que ele incumbiu os dirigentes de cada departamento para falarem. Já não era sem tempo. Agora, ao trabalho, NGP.


NOTAS FINAIS

- Ia falar sobre o processo eleitoral mas não é necessário quando subscrevo tudo o que está aqui. Acrescento apenas algumas notas: não precisei da "coragem de Humberto Delegado", como li por aí, para fazer os riscos nos nomes que bem me apeteceu, não vi ninguém a olhar para mim com ar de controleiro e ainda tive tempo de emprestar a minha caneta ao vizinho do lado. Quanto às cruzes no boletim, devo relembrar que o Clube deu a hipótese de votar em cada candidato nominalmente, numa lista única. Poderia, pura e simplesmente, apresentar uma designação para a lista, num boletim com a mesma a concorrer a cada sector directivo. E assim será, se houver mais do que uma lista no futuro. Em qualquer eleição, as listas estão representadas por uma designação, e a sua composição está à entrada. Nos EUA há votações nominais, mas o boletim é gigante. Quanto às cabines de voto, estou de acordo que deveriam existir. Mas, sabendo que a eleição estava garantida, seria mesmo necessário tanto recurso?

- Se votaram 2400 pessoas, num dia de jogo em em que estavam 27000 na Dragão, estamos a falar de um universo de votantes de 8,9% dos presentes no jogo. Mesmo que fossem apenas metade desses adeptos associados habilitados a votar, estaríamos a falar de perto de 18% de votantes! E assim sendo, os votos nulos seriam apenas 3,74%! Das pessoas, cujo voto seria possível, a assistir ao jogo no Dragão! É essa a "forte onda de contestação"? A mim parece-me que a montanha pariu um rato. E eu pergunto: quem teria mais motivação para ir votar? Quem está a pensar que vem ai o Apocalipse ou quem apoia o NGP?

- E por falar nisso, talvez esteja na hora de apontar baterias para o verdadeiro inimigo: o ficaben e o sportem fizeram dois jogos absolutamente miseráveis. Mas os títulos são "meia hora à campeão" e coisas do género. Contra o Setúbal, ganhamos ambos os jogos, controlamos todo o jogo completamente, sem hipóteses. Está na hora de deixar de ir atrás do spinning dos media e começar a abrir os olhos - temos os nossos defeitos, mas quando há #colinho do outro lado, tudo simplifica bastante. Como as comissões de jogadores sérvios. Ou contratos de renovação. Ou empréstimos para pagar outros. Grandes "rolos compressores" que vão por aí.

Já agora, sabiam que Iker Casillas diz que vai ficar connosco mais duas épocas?

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Análise FC Porto 4-0 Nacional da Madeira - O Caminho De Volta [ACTUALIZADO LINK]


Nada mais auspicioso para o início de um novo mandato do que um pleno de belas vitórias nas principais competições, e algumas delas com muita classe, como, por exemplo, a de ontem.

O FC Porto entrou à Dragão, com muita força, querer e fibra e abriu o marcador logo antes dos 2' através de um fantástico golo de Silvestre Varela. Este foi, aliás, o jogo dos patinhos feios. Espero que se mostre que são, afinal, belos cisnes: ganhamos todos com isso. Peseiro surpreendeu muito e confesso que até eu estava um pouco, digamos, desconfiado do acerto em pôr Angel em vez Layún, Danilo a central e Varela no 11. Todos apostas ganhas. Aqui fica o sublinhado pela coragem. Adiante.

A entrada fulgurante, intensa, rápida e agressiva rendeu frutos e, logo de seguida, no segundo remate, novo golo de belo efeito, desta vez de Hector Miguel, que esteve novamente em campo ontem. E depois disso, até à meia hora de jogo, surgiram mais outras belas oportunidades, duas através de André Silva, ontem titular, e que jogou bem. Jogou bem, apesar de querer muitas vezes jogar bonito. André, na liga dos grandes não há espaço para notas artísticas - é pôr a bola lá dentro. Nem que marcasses com a barriga, meu querido amigo, irias ser celebrado na mesma. No entanto, a sua velocidade e vontade sentiu-se, e isso para mim já é bom.  Aliás, não fosse uma fantástica exibição de Rui Siva, o guarda-redes do Nacional, e teríamos vindo felizes aí com uns 7-0. E não estou a exagerar. 


Isto apesar da pecha do Peseiro se continuar a notar: não podemos estar constantemente em inferioridade numérica no contra-ataque adversário, nem a consentir as casas que consentimos uma, e outra, e outra vez. Mas também, quantas linhas defensivas diferentes já apresentamos esta época? É difícil saber quem faz o quê quando não se sabe bem quem estará na defesa a seguir. Por isso, a nossa paciência e compreensão para tal. Embora já nem tanto para o adormecimento crónico a partir da meia hora de jogo até ao intervalo. O FC Porto tem, urgentemente, de deixar de ter a mania de que os jogos estão controlados, resolvidos, com 2-0. Não estão. Um golo adversário relança a partida - e o Nacional bem o tentou.

Felizmente, na segunda parte, o FC Porto voltou a entrar fulgurante e, logo aos 55', uma extraordinária jogada de união Portista deveria ter dado mais do que - mais uma! - grande defesa de Rui Silva, e a seguir aos 67' outra vez, desta feita num excelente remate de André Silva, salvo in-extremis por Rui Silva. Que mania, pá, esta dos guarda-redes adversários fazerem o jogo da vida deles contra nós. Não se admite! Mas, logo a seguir, aos 68', Danilo marca, uma vez mais de bola parada, um excelentemente executado golo de cabeça e sentencia o encontro. No entanto , houve ainda tempo para a redenção de Aboubakar aos 85' (entrara 10' antes) com um fabuloso golo, que trouxe o rótulo de goleada ao encontro, o único merecido.

Queremos, naturalmente, o FC Porto sempre assim. Não necessariamente, claro, a golear, mas com pressão, intenção, critério, solidariedade, espírito de grupo. No fundo, no fundo, um FC Porto à Porto. Parece ser possível. Que assim continue.


Hector Miguel - Cada vez mais presente, o alter-ego de Herrera preencheu os espaços, foi polivalente, marcou, deu a marcar, pressionou, atacou e defendeu. Foi Capitão pelo exemplo, mas também no discurso. Nota-se que a braçadeira lhe faz bem, dada a cada vez mais consistente série de bons jogos. O icing on the cake foi a entrega da camisola de jogo aos Super Dragões e a forma como agradeceu o apoio em nome do grupo. Muito bem. Bravo.

José Ángel - Naturalmente, foi o nome que mais me fez tremer no onze. Mas fez um jogaço e provou ter qualidade. Aqui e ali foi perdulário a defender, mas não como o costume. Será uma questão de baixas expectativas da minha parte? Não sei. Sei que os cruzamentos tiveram sempre critério e as desmarcações foram bestiais. E surpreendentes. E tudo o resto.

Varela - O Silvestre sempre foi assim. De repente, sem ninguém esperar por isso, saca da cartola um golaço. E o apoio entre linhas. E a preciosa ajuda na defesa. E uma, e outra, e outra jogada de perigo. Mas também a paradinha que quase oferece um golo ao adversário. Não vale a pena reclamar. Varela é isto. Entre o génio e o  louco. Algures pelo meio.

Sérgio Oliveira - Agarrou-se à titularidade com unhas e dentes, e faz por merece-la. Verdadeiro dínamo do meio campo, é a primeira linha de ataque e defesa, por estes dias. Agressivo, intenso, empenhado e lutador. Um jogador à Porto. Uma boa aposta continuada de José Peseiro.


Rúben Neves - Não me canso de dizer: Rúben não é um 6. Pelo menos, não um 6 na linha de Fernando ou do próprio Danilo. Rúben pode ser, talvez, o eixo organizador de um duplo pivot com um carro-vassoura ao lado, ou um 8 organizador, mas não é, de todo, um 6 clássico. Não tem agressividade para a disputa de bolas e as maiores falhas vieram dele. Se está na zona de construção do Nacional tem de fazer mais. Ou então, que se aproveite as características de organização e distruibuição que sabe ter e se avance com ele um pouco no terreno. Como está, não serve.

Substituições - Peseiro tem um problema que considero grave - tarda muitíssimo a substituir jogadores. Não pode ser. Entrar Aboubakar aos 75' e Xicão Ramos aos 82' para quê? O que mostra o Xicão com 10 minutos de jogo? Veja lá isso mister. Se é para dar oportunidades, dê-as. Não dê meias oportunidades.

Como o post vai longo, e quero escrever sobre o tema um bom bocado de texto, guardo as minhas impressões sobre as eleições para amanhã. Não esquecer que o NGP dá uma entrevista ao Porto Canal às 22:30 hoje, sobre esse tema. O link está aqui.

Quero deixar o meu voto de pesar pela extinção do fantástico Bibó Porto, Carago!, blog fundamental na bluegosfera e, para muitos de nós, uma verdadeira fonte de informação permanente e criteriosa. Espero que reconsiderem e voltem. FAZEM MUITA FALTA.

sábado, 16 de abril de 2016

O Dia Mais Importante


Amanhã é o dia das eleições para os corpos dirigentes do FC Porto. É o dia mais importante. Será um dia agridoce. Gostaria de ter visto debate, confronto de ideias, projectos em disputa, mais do que uma lista, uma corrente alternativa visível.

Bem sei que amanhã se realiza uma aferição à popularidade do NGP, das suas políticas e discurso. Que já todos falaram de levar uma caneta para riscar o que/quem não interessa do boletim, ou mesmo o boletim todo. Independentemente da opinião - respeito todas - é fundamental fazer conhecer a quem dirige a posição de cada sócio. Votar é fundamental. Mormente nesta fase.

Mas insisto. O meu coração pesa por saber que a alternativa prefere esperar que o FC Porto fique, na óptica desta, ainda pior para, confortavelmente, decidir a Presidência um pouco mais à frente, presumivelmente sem a oposição daquele que é o responsável pela projecção mundial do Nosso Grande Clube. Era AGORA que a voz dissonante deveria ser dada a conhecer, não depois. Era AGORA, quando o FC Porto precisa, que a coragem de quem, presumivelmente, ama o FC Porto, se deveria demonstrar!

Tal não aconteceu. Portanto resta-nos o binómio SIM/NÃO a Pinto da Costa e à direcção por este proposta. Que seja audível a Voz Portista, que seja categórica. O meu voto estará na urna.

Não vale a pena fazer grandes antevisões. É preciso ganhar e ganhar BEM a uma equipa bem treinada e, honra seja feita a Manuel Machado, sem medo, como é o Nacional da Madeira. Aboubakar está de regresso, espero que com outra atitude. Capacidade e talento não lhe falta. Estando Brahimi fora por acumulação de amarelos, talvez seja a oportunidade para se apostar no 4x4x2...

Helton e Casillas (guarda-redes); Maxi Pereira, Martins Indi, Rúben Neves, Varela, Aboubakar, Marega, Sérgio Oliveira, José Ángel, Herrera, Corona, André Silva, Layún, Danilo, Suk, Francisco Ramos e Chidozie.


(4x4x2): Casillas; Maxi, Chidozie, Indi, Layún; Herrera, Danilo, Sérgio, Corona; Aboubakar, André Silva;

Excelente reacção da equipa de basket, para ultrapassar uma desvantagem de 4 pontos no 4º período, acabando por vencer por 10, com o resultado de 80-70. Parabéns pessoal. Garantiram o segundo lugar da fase regular no ano em que regressam à LPB.

No andebol, demonstração de força e raça numa grande primeira parte em que chegamos a ter 9 golos de avanço, terminando em 27-23.  Salvamos o primeiro match point. Vamos vencer, sem dúvida, vamos recuperar. Parabéns malta!  

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Pra Cima Deles, Caralho!

Está na hora da vassourada. Temos demasiados excedentários, gente com qualidade mas sem espaço pelas mais variadas razões. É um reset, novamente, um plantel reconstruido, e que por isso terá de ter um treinador forte e incisivo, motivador e exigente para orientar o futuro do FC Porto. Acabou-se a brincadeira. Há que voltar ao antigamente: raça, união, orgulho, personalidade.

Não me preocupa que não tenhamos estrelas, já ganhamos uma Champions sem elas. Não me intimidam as estrelas que o ficaben quer ir buscar: somos superação  e entrega. Um FC Porto à Porto olha equipas cheias de gigantes com a fúria do Wolverine. Temos de ir para cima deles, de uma vez por todas. Aliás, quantas mais estrelas, melhor. 

Raçudos, feios, porcos e maus. Assim mesmo. Nada de donzelas, nem queridos que não fazem faltas: é para cima deles com tudo. Esqueçam a marca, o prestígio internacional, o nome, o negócio. Voltamos a Miragaia, às Caxinas, à Lapa da Póvoa, a Leça, a Matosinhos e à Ribeira. Essa é a nossa cultura, o "metes-te comigo tas fodido". 

Seremos bimbos e grossos orgulhosamente. Quero esta Raça no Dragão. Orgulhosamente imparáveis

Já agora, não prejudica ter uma massa adepta mais capaz de comer carapau e sardinha, chouriço assado e frango no churrasco, a caviar Beluga, trufas e lagosta! Apoiar até ao fim, tipo Liverpool!

A titulo de curiosidade, reproduzo o comentário do André Pinto ao post anterior - obrigado André. Não me surpreende, é lógico. Mas não pode deixar de fazer pensar os meus queridos amigos adeptos sobre se têm ou não, a cabeça feita pelos media:

"Falando com amigos Bávaros, a interpretação deles é completamente às avessas. Consciente da sua enorme superioridade, e tendo vencido em casa sem golos contra, o Bayern geriu, acelerou quando teve de o fazer e jogou muitas vezes a passo. Foi quase um jogo de treino. O Ministério da Verdade Encarnada, que inclui os media TODOS, não tem dificuldade em agarrar-se a este resultado. Já vi piruetas maiores vindas dessa gente. Eu não me esqueço como foram os media quando o FCP de Mourinho, por exemplo, andava a espalhar classe por essa Europa fora. Lembram-se da capa da bola no dia seguinte a termos carimbado a presença na final de Sevilha, mais de 10 anos depois de alguma equipa portuguesa andar nesses palcos? Eu lembro. Toda a página: - Alex (um gajo do Guimarães) vai para o Benfica.

Adiante. Os mesmos amigos boches dizem-me que contra o FCP foi completamente diferente (obviamente, menos para o crânio lesionado de um benfiquista). O Bayern tinha sofrido uma derrota humilhante fora, e entrou em campo para comer a relva, ainda por cima contra um FCP sem laterais e com um central adaptado, sem ritmo de competição. Ide lá comparar o caralho.

Eu tenho esperança de que na época que vem, passemos a factura a essa gente, com juros gordinhos. Mas para isso, tem de haver comunhão entre os portistas, e não crispação."

quinta-feira, 14 de abril de 2016

O Felácio Ao Amigo E O Adepto Que O Admira

Não pode espantar ninguém minimamente que a capa da bolha seja esta - a do rascord também é gira. Claro que não haveria o caminho para os media tugas que não o do felácio ao ficaben como um miminho de consolação. De facto, a moral ficabenista tem de estar sempre alta. Era ver os ficabens todos no estádio a gritar pela sua equipa, a rodar o seu cachecol como se de uma grande vitória se tratasse. É, de facto, uma vitória moral, como nós bem apreciamos. Por todo o lado, nas 3 televisões generalistas e suas afiliadas do cabo orientadas para a informação, se teciam loas e alvíssaras ao "jogo de carácter" e a "exibição personalizada" do ficaben, que se "bateu olhos nos olhos" com o Bayern e "esteve perto de vencer". É, obviamente, falso, mas era o que faltava estar agora a analisar os jogos do inimigo.

Não me choca, não tenho nada a ver, que o ficaben fique todo contente pelas vitórias morais. Mas choca-me, e irrita-me, e enoja-me, e enfurece-me, que os media, alguns pagos por todos nós, passem a vida a minorar e desprezar os feitos de uns para hiperbolizar os dos outros, na melhor tradição do lip service tipo sexo oral sempre aos mesmos.

Como corolário, ter Portistas a dizer "Peseiro, ponha o FC Porto a jogar à ficaben" ou "pelo menos não mamaram 6-1 como o Lopetegui" ou "ao menos sairam dignamente", deixa-me absolutamente arrepiado! 

Meus amigos, fomos altamente roubados na primeira mão - QUE GANHAMOS!!! - e despertamos a fúria bávara depois de se sentirem humilhados e fizeram-nos o mesmo que fizeram ao Arsenal, à Juve ou teriam feito ao Barça, não fosse Ter Stegen ter feito milagres naquele jogo! 

Tenho pena, sinceramente tenho, que muitos adeptos e bloggers vão na cartilha do nosso verdadeiro inimigo, este da Propaganda Goebbeliana de que o ficaben é um poço de virtudes ao passo que tudo o que fazemos de extraordinário é rigorosamente normal! 

Confesso, de cada vez que leio que "não foi pelas arbitragens que perdemos o campeonato" e coisas na linha de que não podíamos ter perdido nenhum ponto em 34 jornadas, bolso um bocado. Este nível de exigência impossível e de rejeição ao próprio clube do qual se diz amar, é tudo o que querem os mamões dos media. Dividir para conquistar, fazer implodir a instituição virando uns contra os outros. Enquanto se faz o elogio da mediocridade com os mais belos felácios ao Olimpo que nunca ganhou uma grande competição europeia a cores! 

Toca a acordar gente! Deixem de ser embalados na melodia do flaustista!

PS: O odioso João Miguel Tavares, do tutti-rosso Governo Sombra, fez um artigo abjecto criando um paralelismo entre António Costa e Pinto da Costa, na sua conduta "inimiga do estado de direito". João Miguel, se fosse a si, preocupava-me com os crimes que se fazem entre as suas portas (18). Mas atenção, o artigo de JMT é só o reflexo do amen dado por muitos adeptos Portistas, que lhes permite ter a veleidade de dar lições sobre o Nosso Grande Clube.

Parem de maltratar os vossos e elogiar os inimigos! Parem de fazer o trabalho deles por eles!!!

terça-feira, 12 de abril de 2016

Até Ao Fim E A Artibitragem


Não desisto, não desarmo, vou até ao fim. Sou Portista desde que me conheço e, um dia que este blog acabe - tudo tem o seu fim - não será numa maré baixa. Não sou Portista de vitórias. Comi a carne, roereri o osso. Estarei com o FC Porto até ao fim. Mesmo que jogue mal. Mesmo que seja mal treinado.

A vida, por circunstâncias pessoais, já me mostrou que o Tempo leva o seu tempo, e para tudo há um Tempo. O FC Porto já viveu tempos de glória imensa, já passou por desertos mais ou menos longos, reergueu-se a seguir. O meu Portismo não aumenta em títulos, não se perde em tempos de seca. 

Acredito na Direcção, que fez asneiras e disparates, mas que já percebeu que o laisser faire a prejudica e muito. Estou preparado para que o próximo ano tenha um reset total. Não tenho medo de perder mais um ano ou dois, se isso significar a sustentabilidade do FC Porto, da sua Cultura e Identidade enquanto resistente Nortenho. 

Acredito que o Presidente tenha entendido que não seremos nunca consensuais, que não há espaço para sermos magnânimos, bonómicos ou acima da guerrilha. É de faca nos dentes que temos de enfrentar a batalha diária contra tudo e todos, de garras afiadas e com os olhos cravados de fúria. Só assim poderemos vencer, só assim nos sublimar, só assim poderemos impor-nos a quem nos acha um empecilho. Dá trabalho ser sempre do contra? Sem dúvida, mas é o nosso Destino.

Tenho muita esperança nas novas gerações, temos excelentes jogadores na forja que sentem o FC Porto como ninguém, alguns até com sotaque, mas formados entre nós. Eles serão sempre a espinha dorsal Portista, aqui e ali polvilhados pelo salero estrangeiro, mas sem que este o domine. 

Demore o que demorar, estarei aqui, no Sol, à chuva, ao frio, calor e vento. Sou Portista e ostento o Brasão Abençoado tatuado por dentro do meu peito. A minha memória preferida é Futuro e o melhor tempo Portista é e será sempre o Porvir. 

Abençoo às derrotas. Às vezes  é preciso Não-Ser para que se Sinta o que é Ser. E, de cada vez que acontece, este cimenta-se com mais força. 

Contigo até ao fim, tu és o Nosso Amor!

É de lapidar importância o Universo Porto de ontem, disponível aqui, onde se analisam os mais de TRINTA lances onde o FC Porto foi prejudicado pela arbitragem esta época. Mais uma época cada vez de roubo cada vez mais vergonhoso. Fica a pergunta:  

Com tanta passividade directiva, com tanto laisser passer, acusando os lances só quando NÃO HÁ NADA A FAZER, será que um dia os jogadores não deixarão de querer jogar num Clube onde sabem que não são defendidos e são vítimas constantes de um roubo escandaloso? E os treinadores, quererão treinar um Clube onde estão na montra, onde sejam obrigados a ser os únicos a defender-se, sem nenhum tipo de escudo ou protecção directiva ou opinativa? 

Está mais que na hora do FC Porto, e com ele a sua SAD, reagirem como fizeram no ano anterior na Taça da Liga em Braga, galvanizando os jogadores para uma união naquilo que foi um verdadeiro jogo à Porto e que fará ser forte e vencer mesmo que, como Bernardino Barros adverte no Universo Porto, as moscas possam mudar mas a caca fique a mesma. O exemplo tem de vir de cima: SÓ UMA DIRECÇÃO RAÇUDA PODERÁ POSSIBILITAR JOGADORES RAÇUDOS. Chega de ser magnânimo e "gajo porreiro"! Não poderemos continuar a ser comidos!

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Porreiro, pá!


Em janeiro último, quando Lopetegui foi embora, todos pensamos que o garrote tinha soltado, que os jogadores tinham tido liberdade, o primeiro jogo com o Boavista foi lindo, 5-0, ataque, atitude, querer. Que bom, ia ser um FC Porto à Porto, evidentemente ninguém esperava goleadas, mas era aquele silício lopeteguiano que os prendia e sangrava.

Com Rui Barros, conseguimos, a seguir, apurar-nos para as semifinais da Taça de Portugal - in extremis e graças a alguma sorte, mas ainda assim, com a justiça de sermos gamados como gente grande. A indefinição sobre o futuro era grande, quem ocuparia a cadeira de sonho, o que viria a seguir.

Veio José Peseiro e a crítica foi unânime: apesar de sofrer muitos golos, as equipas jogam bom futebol, muito balanceado para o ataque, de pressão sufocante e processos simples. Assim foi, começamos a perder contra o Estoril, mas jogando com vontade, rapidez no meio campo e desmarcações intensas, ganhamos o jogo com todo o mérito na primeira remontada em dois anos.

O problema é que, a seguir a essa, seguiram-se muitas outras remontadas, porque qualquer equipa marca golos ao FC Porto. O sítio onde estávamos mais seguros, a defesa, transformou-se numa folha de papel. E os jogadores foram ficando desgastados de tanto correr atrás do prejuízo, de nunca estar por cima, e muitas vezes acabar com o credo na boca os jogos.

Peseiro não tem um bom futebol. Tem um futebol kamikaze. A esta altura o FC Porto não tem modelo de jogo, não tem jogadas estudadas, não tem sequer posicionamentos definidos. Criticou-se Lopetegui pela fraca capacidade de criar oportunidades - Peseiro cria menos. Criticou-se Lopetegui pelo jogo de posse enfadonho, pouco atacante e esclarecido - o de Peseiro é pior.

Antes havia um modelo de jogo. Não era um bom modelo, provavelmente, mas era um modelo. Agora não há nada. Há uma série grande de "tudo ao molho e fé em Deus" que é difícil de compreender. Como a questão do plantel também é uma falsa questão: que eram Ilbula, Osvaldo e Tello, nos últimos tempos, com Lopetegui? Nada. Desses três, o único que talvez pudesse fazer a diferença seria Tello. Peseiroficou com o que veio, fixe, porreiro pá. A culpa da falta de soluções e de profundidade no plantel não é dele.

Mas é dele as opções. Não a de não convocar o Abou, mas sim a de tirar ao intervalo Corona, que era dos poucos que tentava o golo, de pôr André Silva aos 75 minutos, de trocar Layún por Angel (?!?). Mas, principalmente, a de ter trocado uma ideia de jogo, com muitos defeitos, que os tinha, por rigorosamente NADA

Há uma diferença clara - a quantidade de assobios ao primeiro passe falhado, à bola mal trocada, ao passe de risco. Diminuiu drasticamente. Substituiu-se o "sacana do espanhol" pelo "gajo porreiro". O arrogante pelo fixolas. Porreiro, pá. Como é tuga, deixa lá isso. E isentou-se de qualquer culpa. Passou a ser da SAD e do antecessor.

O aumento do número de derrotas é abissal, o de golos sofridos disparou em catadupa, e não ter omeletes para fazer ovos não é só problema de Peseiro. Claro que Lopetegui também teve a sua quota-parte de responsabilidade no desequilíbrio do plantel. Mas ele próprio diz que não lhe preencheram as posições que pediu. Mas isso é passado, e a verdade é uma: Lopetegui saiu a 4 pontos do primeiro lugar. Agora estamos a 12. Triplicamos a distância pontual.

Encham-me as caixas de comentários, não quero saber. Tudo para a Lipor. Quando estávamos EM PRIMEIRO, ouviram-se ASSOBIOS no Dragão. Não estávamos bem. Agora estamos muito, muito pior. O resto é conversa.

Como diz o meu caro Silva, da Tasca, "assobiassem menos. Agora é tarde".

P.S.: As declarações de José Peseiro na conferencia de imprensa são risíveis. No mínimo dos mínimos, já foram muito criticadas vindas da boca do seu antecessor.

domingo, 10 de abril de 2016

Antevisão Paços de Ferreira - FC Porto (1º Jogo da Pré-Época)


Depois do NGP ter feito reset no contador, está na hora da mui saudável pré-época - que para mim já tinha começado quando Peseiro chegou, mas agora está declarada pelo Presidente.

Agora é a hora do tudo ou nada, é a hora do exame para um próximo ano onde não haverá espaço para vedetas e gente "de passagem". Há uns anos - não sei precisar quantos - Pinto da Costa disse uma frase que deve voltar a ser um lema: "Quem não quiser estar no FC Porto, não estará". Agora é a hora dos homens, de se esfolarem todos, do sangue, suor e lágrimas em campo, até à última gota, até que o fôlego evapore. Não importa qual o adversário, num FC Porto à Porto, são todos para aniquilar.

Aboubakar foi o primeiro a quem a lição foi ensinada. Não está convocado. Aboubakar tem toda a técnica, potência e capacidade para ser indispensável. Aliás, demonstrou-o no início da época fulgurante, onde fez, por momentos, esquecer Jackson. Essa foi a altura do Rei Bakar. Mas um jogador do FC Porto não pode ser tão mentalmente frágil ao ponto de desmoronar como Aboubakar desmoronou. O tempo urge e, ou Abou demonstra que tem fibra e raça para ser um Dragão, ou o seu futuro no FC Porto está mesmo a prazo. Atrás dele vem André Silva, que é Portista até ao osso e que deseja a oportunidade para brilhar, agora com a ausência de pressão que merece para poder crescer. E Xicão Ramos também foi convocado, um mago médio com magia nos pés e uma batuta de comando muito boa.

Toca a ir para deles com toda a raça de um Tripeiro! Menos do que isso, não cabe no FC Porto!

Helton e Casillas (guarda-redes); Maxi Pereira, Martins Indi, Rúben Neves, Varela, Brahimi, Marega, Sérgio Oliveira, José Ángel, Herrera, Corona, André Silva, Layún, Danilo Pereira, Suk, Francisco Ramos e Chidozie.

(4x2x3x1): Casillas; Maxi, Chidozie, Indi, Layún; Danilo, Sérgio; Corona, Herrera, Brahimi; Suk;

sábado, 9 de abril de 2016

Je Suis Papalvo


Ora aí está. O sempre inclusivo e meiguinho mundo da bluegosfera já vomitou outra designação que vai ter mais lastro do que um cometa: o papalvo. O papalvo, no contexto Portista, é aquele que ousou acreditar que Pinto da Costa (NGP) está mesmo com vontade de mudar as coisas e de as devolver a su sitioO significado da palavra é, literalmente, aquele que é facilmente ludibriado; sujeito ingénuo, simplório ou pacóvio.

Há agora uma nova casta de Portistas, os superiormente inteligentes. Esta casta não se deixa enganar pela palha servida pelo NGP! Não, para esta superior casta, o NGP é um salafrário, um ladrão, alguém cujo único fito é acalmar o povo para poder continuar a mamar na mama do Clube. Para eles, o discurso do NGP é "para boi dormir" e está "ultrapassado".

Esta superior casta também adoraria ver Pinto da Costa pregado num cruz, não sem antes levar umas boas chibatadas pelos crimes da sua "gestão recente". Já não adianta o Presidente reconhecer que esteve mal e querer encontrar um novo rumo, nunca deveria ter estado mal para começar! Agora é tarde, agora acabou, agora só "sangue novo" poderá devolver o FC Porto ao seu legítimo lugar.

Essa casta superiora está também ciente de todos os problemas, todos os erros, todos os faux pas. No entanto, têm um problema, vivem no Olimpo e o Olimpo não tem uma estrada para a Terra. Não são capazes de se agregar numa lista, não têm liderança, e em comum têm apenas a frase "é obvio que o problema é X" onde X é uma variável, muitas vezes aleatória, mas 90% das vezes arrancada directamente da bolha, do rascord, ou da lixeira da manhã. Para além da frase, comungam do lema "não sei para onde vou, só sei que não vou por aí".

A crítica é sempre mais fácil do que a solução. Aliás, não há nada mais simples e "coerente" do que estar sempre contra! É fácil negar que o próximo concorrente possa ser comissionista porque ele não existe, é fácil negar que o próximo concorrente possa ser aldrabão porque ele não existe, é muito fácil acreditar numa hipotética alternativa porque ela, ao não existir, poderá ser sempre tudo o que for sonhado, por cada um, na sua visão particular de Portismo.

No entanto, exceptuando os corajosos e corajosas que interpelam a SAD nas Assembleias - e tenho a honra de conhecer alguns deles e delas pessoalmente - também é muito confortável dizer tudo sentadinho o seu cantinho. Afinal, não se pode ser responsabilizado por uma ideia que não se tem ou uma alternativa que não se apresenta!

Mas nada tema a casta inteligente, nós, os papalvos, quando ganharmos títulos, festejá-los-emos convosco. O papalvo tende a ser inclusivo. Afinal, de maneiras diferentes, queremos todos o mesmo, não é verdade? Só que uns gostam mais de Joe Satriani do que outros, pronto! 

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Em Quatro Palavras: Um FC Porto À Porto

Não foi meigo, Jorge Nuno Pinto da Costa: já comunicou ao plantel que a época acabou. Quem não for, agora na pré-época, um jogador à Porto, não fica na casa. 

Ficou bem patente que Pinto da Costa acabará com o entreposto de jogadores, que vai devolver o scouting ao FC Porto e que quer a identidade de volta ao FC Porto. Para mim, é bastante positivo isso, embora eu o esperasse. Como foi positivo ele assumir que assistimos ao pior jogo do FC Porto de sempre esta semana, e que daqui só pode ser sempre a subir. E muito, muito, positivo é a sua assunção de que importante são jogadores da casa terem caminho para seguir.

Evidentemente, falou pela rama das comissões. Evidentemente, não falou do filho. Evidentemente, tristemente, continua a não falar do #colinho.

Apresenta-se então uma alternativa aos sócios: querem falar de contas e ouvir desculpas e apologias ou querem Querer e Atitude? Fico feliz por ver que o Nosso Grande Presidente está longe de estar morto ou acomodado. Dizer que o Passado não interessa nada é, para mim, uma frase lapidar.

Embora tímidos, os sinais são positivos.

Já agora, a mim parece-me claro que José Peseiro está a prazo. 

Longe Demais [ACTUALIZADO LINK ENTREVISTA]


Ponho, de propósito, a última fotografia tirada com Pinto da Costa, na abertura da exposição de quadros da viúva de Sardoeira Pinto, para que se entenda uma realidade óbvia: Pinto da Costa tem 78 anos. 

Posso ter alguns diferendos com a política desportiva de Pinto da Costa, especialmente desde a saída de Villas-Boas, mas não o dissocio de uma verdade inquestionável: devo o meu doente Portismo a ele. Todos nós devemos tudo a Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa. Poderemos concordar ou não com ele, poderemos pensar muita coisa, poderemos até querer que não seja mais Presidente do Futebol Clube do Porto.

O que não podemos nunca, mas mesmo NUNCA, é faltar ao respeito à pessoa que fez de nós o Clube imenso e Universal que somos! Incomodar a sua vida privada, a sua intimidade e o seu descanso não é só vil, é bárbaro! 

Mas é o reflexo deste tempo que vivemos. Tal como disse, e muito bem, Bernardino Barros, estamos de tal forma (bem) habituados que tomamos o extraordinário como normal, e o normal como inqualificável. Ganhar e perder é desporto. Chega-se agora ao cúmulo de dizer que temos de achar que é indigno não ganhar campeonatos roubados à descarada, como se tal fosse obrigação nossa! Temos de ganhar 34 jogos?! Nenhuma - nenhuma! - equipa no mundo o faz. Fomos pentacampeões de futebol, heptacampeões de andebol, decacampeões de hóquei. Mas os vales acontecem na vida. Há que ter serenidade de, apontando falhas e erros, respeitar as pessoas. Como dizia ontem Cândido Costa no Universo Porto (ponho o link quando ficar disponível), há que roer o osso depois de comer a carne. Bernardino apontou, como sempre, muito bem, e ao seu estilo, que, se fosse hoje em dia, com esta histeria, não haveria Mourinho nem os seus fantásticos feitos.

A pequena grande Joana Marques - que não sei como não tem ainda um espaço no Porto Canal para ser acutilante e cirúrgica como tão bem sabe ser - di-lo, lapidarmente: "No futebol, como na vida, não há nada pior que a falta de memória, nada mais triste que a ingratidão e nada mais lamentável que a boçalidade. Felizmente, se há coisa que Pinto da Costa mostrou ao longo destes anos todos, para fãs ou críticos, é que não tem medo de nada.". 

Soube que, felizmente, o Nosso Grande Presidente não ficou afectado com o triste espectáculo de ontem à noite, à porta de sua casa. Tenho a certeza que não foram as claques do FC Porto que fizeram o aparente circo noticiado. Acho até que nem foram Portistas. Mas teremos de meditar, muito seriamente, sobre quem lucra com tudo isto. Serão os Portistas? Não creio. Uma vez mais, dividir para conquistar. 

Nesta altura, a serenidade impõe-se. Atento a essa necessidade, o Nosso Grande Presidente vem falar à Nação Portista, às 21:30h - ou 22h, segundo o Porto Canal - e esclarecer o rumo que quer dar ao Nosso Grande Clube no futuro. Tudo isso é o que importa. O resto é mimalhice, de menino mimado, habituado a ter sempre tudo o que pede, e a querer mais e mais e mais. Os que não são só Portistas de vitórias estarão com ele. Pedimos orientação e explicações. Mas com respeito e a reverência a quem sabemos que nos deu tudo. Mesmo que estejamos cépticos - ou não! - que ele seja a solução do Futuro. O benefício da dúvida, ele merece que lhe dêmos.

IMPORTANTE: A entrevista ao NGP pode ser vista em directo aqui, a partir das 22h.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Saber

Via Papa Pinto da Costa
Esta palavra serve para tudo e todos, mas vamos centrar-nos agora apenas no jogo desta semana e suas consequências. Se Peseiro quer continuar no FC Porto - acho cada vez mais difícil - terá de saber muito mais do que parece saber. Fiquei atónito quando Peseiro disse não saber exactamente o que se passou. Como assim? Um dos seus capitães sabe! Aliás, Peseiro parece não saber grande coisa: diz não saber o que é o FC Porto, diz não saber o que se passa, parece desconhecer muito mais do que deveria com este tempo de experiência.

Se os jogadores não estão motivados, é precisa saber motivá-los, e não é com beijinhos. Se a "táctica" é anárquica é preciso saber encontrar uma ordem. Se não há posicionamentos e estratégia, é preciso saber encontrar uma!

Mister, você tem cinco importantes jornadas pela frente, incluindo um clássico! Se você quer continuar no FC Porto, tem de saber mais e depressa! E se quer ganhar a Taça de Portugal, tem de saber COMO!

 Quanto à Direcção, tenho a certeza que, a partir do momento em que no Dragões Diário se escreve que "o FC Porto está em crise", há a consciência que algo de profundo, de curativo e não de paliativo, há a fazer. Tenho a certeza absoluta que a próxima época já está a ser preparada com cuidado, que se chegou à conclusão de que como está não pode continuar e que se está a rever tudo, sem deixar pedra sobre pedra, se necessário. Mais do que uma mudança de nomes, uma mudança de atitude, de Alma e de Querer Portistas tem de existir. Chega de slogans e hashtags, está na hora de ACÇÃO. Está mais que na hora de ACORDAR

Para finalizar, quero dar os parabéns ao felácio praticado por todos os média portugueses à derrota do ficaben de ontem. Desde os comentários absolutamente delirantes dos relatadores da SportTV até à imprensa a destacar o "feito heróico", não há quem não queira agigantar um feito. Curiosamente, o ficaben tem, neste momento, de fazer o mesmo resultado na luz que o FC Porto fez no Dragão no ano passado, ou contar que o Bayern não marque golos enquanto eles fazem dois! Meus caros ficabens, tal como o Arsenal ou a Juventus, levamos 6 porque ousamos ganhar-lhes, entendem? Façam isso e depois falamos.

Mas há algo muito doce em tudo isto: quanto mais inebriados com "derrotas vitoriosas", mais convencidos. Quero voltar a ser odiado pelos vendilhões. Só assim saberei que o meu Grande Clube estará de volta.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Inenarrável.


Foi o PIOR "jogo" que vi o FC Porto fazer em toda a minha vida. Não há palavras para descrever o que se passou ali, no nosso lindo Estádio do Dragão, palco de tantas glórias.

Isto no dia em que a Direcção decide instaurar um processo à lixeira... por causa das comissões. Não das ofensas sucessivas a treinadores e jogadores. Não. Quando se fala de Alexandre Pinto da Costa. Aí sim, mexem-se.

Envergonhem-se, senhores! Respeitem-nos! Não somos todos parvinhos!!!

E, já agora, estamos muito melhor agora, verdade? Isto agora é que é jogar! E pior: Danilo diz que faltou ambição. Peseiro parece que esteve em Marte. Isto não pode ser o FC Porto.

Atingi o meu limite. A via está aberta para a vossa catarse. 

Antevisão FC Porto - CD Tondela (28ª Jornada) Resistir


Resistir. É mesmo este o verbo. A bluegosfera está calada, mesmo nas redes sociais a actividade é diminuta, a motivação é baixa. Para lá disso, o jogo de hoje foi marcado para umas impossível 19 horas de segunda feira, que ainda por cima se afigura chuvosa. Não faz mal, os Portistas são resistentes. "Contigo até ao fim, tu és o nosso amor". Depois da palhaçada de sexta-feira, a vã esperança do título parece ter desvanecido, o melhor que se pode almejar é um segundo lugar de apuramento directo para a Champions. Mas a questão que se impõe é esta: Que importa isso para os adeptos? Rigorosamente nada! Os títulos este ano parecem fadados para não acontecer, e depositamos as nossas esperanças na Taça de Portugal. 

Não é nada que me surpreenda. Disse-o desde a saída de Lopetegui: estamos em pré-época. José Peseiro fará o melhor que pode com um grupo que está longe de ser mau - esta pausa de selecções assim o demonstrou - mas a motivação é pouca. Estará em linha com a casa vazia que se adivinha. Eu estarei lá, mas estou em crer que serei acompanhado de poucos. Mais uma vez o "excelente negócio" do FC Porto deixou-o do lado minoritário, na extraordinariamente paradoxal tarefa de cumprir um contrato com uma operadora que está do lado de quem nos quer destruir. Resultado: jogos a horas impossíveis, com comentários a contra-gosto, e todo o preconceito de quem acha que patrocina predestinados.

Mesmo assim, e apesar de tudo, espera-se um FC Porto competente, profissional e dominador. Eu gostaria, também, que fosse um FC Porto avassalador, que pulverizasse o Tondela, como demonstração de força. Seja como for, fico satisfeito com os 3 pontos, para que o segundo lugar não seja (ainda mais) uma miragem. Saúdo a inclusão, merecida, de Tomás Podstawsky na convocatória.

Helton e Casillas; Maxi Pereira, Indi, Rúben Neves, Varela, Brahimi, Aboubakar, Marega, Sérgio Oliveira, José Ángel, Herrera, Corona, Miguel Layún, Danilo, Suk, Tomás Podstawski e Chidozie.

(4x2x3x1): Casillas; Maxi, Chidozie, Indi, Layún; Danilo, Sérgio; Corona, Herrera, Brahimi; Suk.

Em jeito de nota final, Pedro Henriques disse ontem, no "Campeonato Nacional", a propósito do desmascaranço que Jorge Coroado fez de membros de claques como árbitros, que este ainda não tinha "ultrapassado a forma como saiu da arbitragem" e que "tinha azia".

Ainda bem que Pedro Henriques saiu a bem e com honras de chefe de estad....à, espera, não, não saiu. Foi corrido. Tipo Marco Ferreira. Ainda bem que uns têm uma espinha dorsal menos curvilínea. 

sábado, 2 de abril de 2016

Corolário


Eis então que o Expresso mostra bem aquilo que é o corolário destes últimos tempos: "ascensão e queda", artigo escrito pela ratazana. Evidentemente, não li, não leio nem vou ler. Já sei o texto. Este ser é obcecado pela figura de Pinto da Costa, tornando-o a expiação de todos os males do futebol. Mas estes tempos são resultantes de um triângulo que há que analisar.

No primeiro vértice, está todo este pensamento sulista propagado por tudo o que é comunicação social, a quem interessa e muito tornar os clubes da capital como os únicos merecedores de tudo. A evangelização não é só em termos de futebol ou de títulos. Não, é uma criação de uma beatificação dos valores dos clubes - são Santos, Heróis, Iluminados recebendo o seu talento directamente do Divino. Durante muito tempo, tivemos um contrapeso desportivo e político, mas ao longo de mais de uma década, tivemos à frente da Câmara Municipal do Porto alguém a quem a luta contra o centralismo não disse absolutamente nada. Todo ele era ego, elegendo o FC Porto como inimigo e como alvo a abater. Mas este ascendente presente é muito importante para o jugo do pensamento dominante: apesar de saberem que três anos não apagam trinta de vitórias e que ainda não provaram nada europeu desde os anos 70, conhecem de ginjeira o facto da verdade poder ser manipulada, bastando para isso a hiperbolização do momento presente. Mais do que jornalismo, é marketing do melhor, é uma lavagem cerebral e condicionamento do pensamento, como uma mensagem subliminar de subalternização a que temos de estar atentos. Não há outro objectivo senão o de pulverizar aqueles que ousaram interromper esta "cúpula de irmãos" separados apenas por uma rua.

No segundo vértice, estão os adeptos. Muito bem habituados a ganhar e muito, é difícil saber lidar com períodos de insucesso continuado. E como em casa que não há pão, todos ralham e ninguém tem razão, e ainda por cima porque temos uma direcção silenciosa que vai permitindo que cada um fale a verdade que lhe parece, o primeiro vértice aproveita para inserir o veneno na veia da confiança Portista. O adepto é ainda uma pessoa e, nesse sentido, é vulnerável a uma mensagem repetida, sempre da mesma forma, reforçando com ideias e palavras-chave, a noção de um descalabro, em surround, dita por cada canto, cada esquina, todos dias, a todas as horas. Todos repetem a mesma noção de que se "fechou o ciclo", que "acabou a hegemonia" e por aí em diante. E isso cria um eco no subconsciente do adepto, como um diabinho repetindo "reclama" e, sem a consciência da verdadeira cabala que por aí grassa, torna o ambiente no Dragão insuportável para as gentes da casa, e faz o gáudio daqueles que vão passando nos pingos da chuva.
 
Mas a verdadeira e maior responsabilidade está no terceiro vértice - a Direcção. Como qualquer rei bonacheirão ébrio pelas suas conquistas, Pinto da Costa perdeu o pulso que o caracterizava. Tornou-se contemplativo e ter-se-á convencido, com certeza, que o carrinho seguiria pelos carris apenas com a velocidade inicial sem ter de ser mais empurrado. O silêncio, a apatia e um claríssimo desligamento da, não duvido, enfadonha rotina diária, deixou o Clube e a sua massa adepta orfã de rumo. Se um líder abandona a sua tropa no meio da luta, os cavaleiros lutarão desunidos, sem direcção e quiça uns com os outros. Espero que ser a capa da revista do Expresso pelos piores motivos acorde o nosso líder e o desperte do embalo doce da sépia nostalgia de tudo aquilo que já conquistou. 

Porque uma coisa é certa. Tenho a certeza que basta uma palavra e uma acção mais forte, para que todos nós nos unamos e recuperemos o fulgor Portista. 
 
A Jorge Nuno Pinto da Costa resta tomar uma decisão: escolher o tamanho da porta pela qual vai sair.  Pode acabar o seu Caminho do Dragão na Glória que merece. Ou poderá sair como o homem, perdendo o ascendente que a pulso conquistou.  A BOLA ESTÁ NO SEU LADO. O TEMPO DE AGIR É AGORA.