domingo, 31 de janeiro de 2016

A Indignação Da Lente Variável


Aquando desta vergonha, à parte da reacção heróica do Nosso Grande Clube, desde um enorme Helton, aos jogadores - todos! - a treinador, Antero e Presidente, a imprensa fez esta notícia aqui em cima da maior vergonha que vi Cosme Machado fazer em toda a minha vida. Nada. Zero. Houve até abundantes críticas à postura de Antero e de Pinto da Costa, como "tentativas de manipulação" e de Lopetegui como "ultrapassando o seu papel de treinador".

Evidentemente, Cosme Machado voltou ontem a ser... Cosme Machado e a portar-se como... Cosme Machado. Curiosamente, a Octávio Machado foi permitida, publica e manifestamente, uma pressão a Vítor Pereira para que Cosme Machado nunca mais apite o sportem. É fabuloso que não houve esta vontade de irradiação aquando desta fantástica jogada de rugby em Arouca, não sancionada por... Cosme Machado, que passou incólume até por doutos árbitros da nossa praça e que teria, certamente, mudado um jogo que ficaria resolvido para a parte beneficiada pouco tempo depois. Nada das carpideiras viúvas que se manifestam desta forma aqui em baixo. 


É o que temos. Para uns, justifica-se o injustificável, como o penalti assinalado a Rúben Neves contra o Feirense por ... Cosme Machado. Para outros, é permitida a irritação, a pressão, o ataque aberto, adjectivado como heróico. Para outros, é criticável, é "tentar voltar a tempos antigos", é "inaceitável". O direito à indignação depende claramente da cor da lente.

Noutra nota, uma estrutura que - muito bem! - se esforça para ter as famílias dos jogadores resguardadas do olhar públicos e as suas necessidades atendidas, tem de ter um especial cuidado com a estrela mundial do seu plantel. A sua mulher é uma figura muito mediática, não aqui - felizmente para ela - mas por todo o mundo hispânico. As manchetes da Flash - pertencente ao Lixo da Manhã - e a reportagem da Lixo da Manhã TV, chegaram a Espanha. Teve de ser a própria a desmentir o que se afirmava. Felizmente para nós, Sara Carbonero nem refere no seu post as revistas cor-de-rosa portuguesas. Não só por Sara Carbonero, mas por uma reiterada marcação cerrada ao Nosso Grande Clube por parte de todos os afiliados do Lixo da Manhã, deve haver uma reacção forte da estrutura contra estes vermes.

Já agora, deixo um apelo: que a Bluegosfera e seus habituais comentadores se manifestem com a mesma - ou maior! - intensidade quando as coisas correm bem, ou parecem melhorar, do que só quando se falha. Eu entendo o mecanismo catártico da Bluegosfera e fico feliz por considerarem este cantinho para tal. Mas gostava de ver um pouco de felicidade espalhada por aí. Será wishful thinking. Eu acredito que é possível.

ADENDA: Ai o Gaitán pode mandar estalos a adversários? Que bonito! Mais um belo exemplo de #colinho!

sábado, 30 de janeiro de 2016

Análise CD Estoril Praia 1 - 3 FC Porto (20ª Jornada)


Entrada em falso e a medo do FC Porto deu uma falha de marcação incrível de Danilo e o golo do Estoril de bola parada. Só que, depois de mais uma oportunidade do Estoril com uma grande defesa de Casillas, o FC Porto foi, aos poucos, crescendo no jogo, aumentando a rotação, a velocidade e uma pressão sufocante tal que Aboubakar repõe a igualdade antes do primeiro quarto de hora. Galvanizado com a reacção, o FC Porto foi em frente com muita, muita força e chegou à reviravolta com um excelente golo de Danilo de cabeça após canto de Layún, a repor a justiça no resultado. Pena a falta de eficácia, porque a trupe Abou, Brahimi, Maxi e André André deram muito trabalho à defesa canarinha. 11 remates ao intevalo, velocidade e intensidade. Há quanto tempo já não se via este FC Porto!

Segunda parte de ritmo mais lento, com o Estoril a tentar por tudo para chegar com perigo mas o FC Porto a controlar as movimentações de uma forma muito inteligente. É verdade que o Estoril conseguiu aproveitar algumas falhas a meio campo que ainda importa corrigir, mas a solidariedade defensiva conseguiu, a partir do meio da segunda parte, dar a calma e a segurança necessária para serenar alguma ansiedade natural da equipa. No final, a forte presença na área deu  que um ressalto de uma defesa incompleta a um remate de Corona sobrou para André André e este finalizou como prémio justo à sua exibição. Vamos a notas:


Na raça - A capacidade de reagir a um golo madrugador contra, nesta altura tão complicada, ainda por cima com aquela força toda, é admirável. É necessária uma equipa muito solidária para conseguir acreditar daquela forma tão fascinante. Estamos a criar um embalo, um mommentum muito positivo e a serenar aos poucos a ansiedade da equipa. Evidentemente, nem tudo está bom, mas parece caminhar para lá a passos largos.

Intensidade - Dos 14 remates, 11 foram feitos na primeira parte. É injusto destacar alguém deste grupo sobre os outros: Layún, André André, Brahimi, Corona, Aboubakar, Maxi, Herrera. A capacidade fabulosa de sair em transição rápida foi o que fez a diferença toda. E sim, gostei de Aboubakar e da solidariedade e capacidade de fazer jogar. O falhanço foi uma bola que ressaltou muito, acontece a qualquer um. Olhem, por exemplo, aconteceu a Jackson no ano passado... no Dragão. O golo dele foi muito bom.

Marcano - Nas alturas de aperto, Marcano soube ser a viga mestra, a parede que deu o toque providencial e que fez a diferença. Este é o Marcano que se viu no ano passado, e assim deve continuar. Não jogará contra o Gil Vicente mas estará de folha limpa para o exigente campeonato.

Danilo - Primeiro obstáculo defensivo, ainda mal apoiado, mas a desdobrar-se de uma forma muito abnegada. Coroado com um grande golo, decisivo para a dinâmica vitoriosa que se impõe.

Peseiro - Só um grande treinador consegue, de facto, mudar tanto em tão pouco tempo. É preciso ter noção de que este é o resultado de uma semana de trabalho! Boas sensações de um homem humilde mas firme, empenhado e galvanizador.


Entrada no jogo - Entradas a medo e preocupadas do FC Porto nos jogos, só podem dar a asneira que deram. Uma das coisas a ser mais trabalhadas por Peseiro.

Apoio defensivo - Estou certo que Peseiro deixou as orelhas a arder, especialmente aos seus extremos, pela falta de apoio defensivo na reacção à perda de bola. É claro, são arestas a limar, mais a maior parte da produção ofensiva do Estoril veio deste estilo de lances.

Varela - Entrou completamente fora da realidade, lento e desenquadrado com o jogo. Peseiro deve estar a rezar a todos os santinhos para o regresso de Bueno!

Eficácia - Pode ser da velocidade imprimida não ser habitual até agora, mas falhou-se uma quantidade estúpida de golos feitos que dariam uma traquilidade muito diferente ao jogo.Mas estou certo que, rapidamente, evoluirá.

Telegrama: Este Clube Não É Para Estrelinhas


Se alguma coisa me está a agradar, e espero que seja uma tendência a manter, é ver que este defeso tem uma vassoura que está a limpar os salários mais elevados do plantel, sobretudo daqueles que não correspondem com a entrega necessária o valor mensalmente pago.

O FC Porto foi sempre melhor quando o colectivo superou o individual. Foi sempre melhor quando os nomes não chegaram sonantes mas esforçados, onde o pináculo era... jogar no FC Porto. Isso é a raça que se quer e a Mística que se procura. Já os temos no plantel. Tenho a certeza que este separar entre trigo e joio e o incentivo do Mister Peseiro vai fazê-los acreditar.

Um por todos, todos pelo FC Porto e o colectivo superar o individual. Esse é o segredo de Jogar à Porto. E até é mais barato e viável e tudo! Vamos a isso. 

Já agora, vale o que vale, mas o Presidente vai na terceira intervenção pública desde a chegada de Peseiro. Espero que esteja a ser o início de uma tendência. Ontem foi uma pedrada no charco, elogiada por Rui Pedro Braz e Pedro Ribeiro inclusive (!). Ambos disseram que foi uma jogada de Mestre. O primeiro até falou de "cheque ao Rei". A meditar.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Antevisão CD Estoril Praia - FC Porto (20ª Jornada)


Jogo muito complicado, num campo tradicionalmente difícil, onde é importante ganhar para continuar um mommentum de vitórias galvanizador, num novo modelo que, a esta altura, se crê assentar melhor na equipa depois de uma semana de trabalho.

O Estoril é uma equipa que não se fecha atrás, joga olhos nos olhos e vai tentar pressionar o FC Porto. Espera-se um FC Porto mais seguro de si e muito mais ofensivo. Sem dúvida um excelente jogo de futebol, condimentado por uma inclinação no campo, uma vez que o nosso amigo Tiago "estoura-com-o-André-Silva-que eu-quero-lá-saber" Martins.

Helton e Casillas (guarda-redes); Maxi, Martins Indi, Maicon, Marcano, Rúben Neves, Varela, Brahimi, Aboubakar, Marega, Sérgio Oliveira, José Ángel, Herrera, Corona, André André, Miguel Layún, Danilo e Suk

(4x2x3x1): Casillas; Maxi, Marcano, Indi, Layún; Danilo, Andre André; Corona, Herrera, Brahimi; Aboubakar;

Não vou fugir ao elefante na sala. Julen Lopetegui deu uma entrevista equilibrada e respeitadora ao Ás, onde fala da sua natural mágoa e da sua visão dos acontecimentos. Tenho muito respeito por Lopetegui, acho que foi perdendo espaço - e sei que ele também o sabe - dentro da estrutura e junto dos jogadores e adeptos. Em duas coisas ele tem razão: uma, o plantel não é do mesmo nível, mudaram muitos jogadores e, realmente, um 9 e um 10 foi coisa que não veio. E a outra, a vergonhosa assobiadela na substituição contra a Académica que fez o pleno do erro: acabrunhou Alberto Bueno e tem colocado uma pressão sobre André Silva com a qual  o miúdo - muito legitimamente - não sabe lidar. Saíram todos prejudicados: o Clube, o André e o Bueno. 

Nesses aspectos, Lopetegui tem razão. Nos restantes, uns fazem parte da sua defesa no futuro acordo, os outros são uma questão de perspectiva. Respeito, concordando ou não. Quero sublinhar que Lopetegui foi sempre correcto com o Nosso Grande Clube e, na maioria das vezes , o único a dar o corpo ao manifesto por ele. Por isso, serei sempre grato. E acho que o campeonato anterior foi-lhe roubado

Se tivesse sido um treinador campeão... espera, não, não teria sido menos contestado. Se a lavagem cerebral dos media não é contrariada por quem de direito, a vox populi assimila-a como verdadeira. Veremos se isso mesmo não se passará com José Peseiro - espero que não.

De qualquer das maneiras, Lopetegui faz agora parte do passado do FC Porto. O presente chama-se José Peseiro e é, agora, o meu treinador e quem eu defenderei sempre.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Evolução E Realismo


Lutei com todas as minhas forças - e não fui o único - para acreditar que não haveria reset no meio da temporada, com tudo aquilo que esta acarretava. Mas era expectável que os assobios - não os do fim, mas os durante o jogo - levassem Lopetegui à porta da rua. Durante muito tempo (alguns crêem que foi demasiado) achei que seria possível ultrapassar essa fase, até porque chegamos a estar em primeiro. Veio o Rio Ave, uma exibição pavorosa, e a porta da rua para Lopetegui.

Sentiu-se a catarse de alegria nas tropas - estamos livres! Mas, lentamente, veio o realismo. OK, não é por aqui. Então, por onde é? Sem timoneiro e projecto, instalou-se a dúvida e o medo. Ganhou-se por uma unha negra, perdeu-se e pronto, control+alt+delete, reset

Depois do reboot, Peseiro e o seu 4x2x3x1. Que funcionou. Não foi perfeito, mas foi mais intenso que o seu predecessor e foi limitado pelo juiz da partida.  O ficaben de Fafe e os seus esbirros cortaram os lances de perigo e de desmarcação Portista com foras de jogo inexistentes, e surriparam três penalties. Sim, três. Se o do Rúben ontem é penalti, os sobre o Maxi são indubitáveis.

Mas divirjo. A partir do momento em que entra Peseiro, interrompe-se um exigente modelo com um ano e meio, trabalhado, segundo sei, ad nauseam nos treinos, ao ponto de fazer parte do subconsciente dos jogadores. Desprogramá-lo não é tarefa de um dia ou uma semana. Demorará tempo, treino, repetição.

Peseiro é, para mim, o homem certo para isso. Experimentou no único jogo que poderia perder, o único a feijões. Não perceber isso é não perceber a essência do que é o fundamental da vida de um treinador em pré-época acelerada. Há que saber ter paciência e dar tempo ao tempo. Mesmo que signifique perder.

Só mais uma coisa: já aqui disse, nada exijo a Peseiro. Tenho esperança na Taça de Portugal. Tudo o mais serão sortilégios de alguém a quem está incunbida a titânica tarefa de recuperar anímicamente os jogadores, de os juntar como grupo, de os potenciar e fazer crescer, contra uma maré forte do tempo que se esvai.

Quem achava que seria fácil, enganou-se. Mas acredito que o FC Porto terá a sua dinâmica, o seu mojo, de volta em breve. Até lá, e depois disso, estarei com o meu treinador. Com a paciência necessária. E a latitude devida.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Pré-Época


Temos de ser sinceros. Estamos na pré-época. Gosto do sistema de jogo, acho que Imbula ganhou um novo fôlego, que Suk é muito voluntarioso, que Chidozie entrou bem, Victor Garcia também.

Angel esteve desastrado, André Silva nervoso, Bueno no lugar de Varela vai ser arrasador, Rúben é o mais "formatado à Lopetegui", Sérgio Oliveira desperdiça oportunidades e o Maicon desistiu.

Mesmo assim, é o Feirense. O Feirense. Temos perdido jogos uns atrás dos outros. Não há confiança nem garra. Não há ânimo. Mas estamos na pré-época. Espero que se entenda. Tudo o resto é irrealista.

Peseiro falou bem na conferência de imprensa. E foi correcto. Está a fazer testes, alinhamentos, orientações. Está no bom caminho. A mudança não é instantânea. E assim é. E assim tem de ser. 

Já agora, os comentários que leio na net são pavorosos e não demonstram a compreensão do momento em que estamos. Um pouco de calma, por favor. Estamos na pré-época.

Telegrama: Tá-se Bem.


Não se passa nada. Está tudo bem. O ficaben não tem ninguém expulso há um porradona de tempo? Não importa. Não há penalties contra o ficaben desde o tempo dos dinossauros? Tudo jóia. Todos se reforçam em áreas prioritárias e nós ficamos com buracos do tamanho de uma cratera em zonas nevrálgicas do terreno? No pasa nada.

Por entre silêncios suspeitos ou mera indiferência, assiste-se ao elogio de figuras que se governam - muito legitimamente - à custa de uma Casa, aquela que antes tinham maltratado. Convida-se directores de publicações cujo único fito é reduzir-nos a um clube menor? Sejam bem-vindos!

Temos jogadores calados? Sem nervo? Sem união? Que não defendem os colegas? Que não reclamam as faltas? Que não crescem sobre quem os quer prejudicar? Pois temos! O que temos no topo da pirâmide? Que movimento? Que exemplo? Que indignação?

Temos adeptos divorciados da equipa? Que não se empenham nos jogos? Que reclamam de tudo? Que exemplo vêem eles para seguir?

Já não somos só bons rapazes a ser comidos. Somos, hoje, corpos em desaceleração acentuada, que em breve ficarão parados. 

O Nosso Ídolo está consensual. Deixou a capa de guerreiro, é conciliador. Sabe que está na recta final da sua caminhada, não quer deixar pontas soltas, inimizades e não quer confusões. Nada de criar ondas. A verdade é que o seu trabalho está feito. E a obra que acha que lhe falta fazer é física, não intelectual ou de atitude ou corrente.

As alternativas, a existirem, não têm coragem de se expor. Vamos num barco à deriva, ao sabor do vento, sem nos aborrecer, sem Desejo, Vontade e Chama. E não podemos esperar que um treinador resolva isso.

A inércia, o Movimento Parado, é transversal e contagiante. E, como para qualquer guerreiro na batalha, o exemplo do Líder é fundamental. Um líder mudo  e calado não pode esperar uma atitude mexida. Será que espera? Será que ainda se importa?

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Espaço Z: SLB vs FC Porto (19-23) & FC Porto vs Fafe (26-18)

Começo este post por pedir milhões de sinceras desculpas a todos os leitores do Porto Universal pela demora na publicação do mesmo. Já foi há quase semana e meia que a nossa equipa de andebol regressou à competição, e só agora consegui terminar a visualização de ambos os jogos. 

Em primeiro lugar, fiquemos com um recorde que tem tudo para ser consecutivamente batido: 19 vitórias em 19 jogos do campeonato. Se contarmos com o último jogo do campeonato anterior, são já 20 vitórias consecutivas. Se não houvesse esta "habilidosa" forma de "aumentar a competitividade" sob a forma de playoff, por esta altura já se podia encomendar faixas, gravar nome da equipa na taça, e preparar os confetis. Como não há, tudo está em aberto. 

Na Luz, jogo típico de início de época. Não tenham dúvidas que foi esse o efeito de 1 mês de paragem nas competições. O FC Porto passou do 80 para o 8, de quase 30 jogos em 4 meses para todas as competições, muitas vezes com jogos de 2 em 2 dias, para um mês inteiro sem competição; isso notou-se claramente na Luz, onde houve menos velocidade na transição, uma quantidade incrível de falhas técnicas, de ataques com perdas de bola estúpidas, de más tomadas de decisão, etç... As razões de não termos saído da Luz com resultado negativo: uma 2ª parte brilhante de Alfredo Quintana, e uma equipa do Benfica a "sofrer" do mesmo mal em termos de falhas ofensivas. Ah, e já agora, a diferença monstruosa de qualidade e profundidade entre os dois plantéis. Em suma, uma vitória justa, mas longe de ser categórica, num jogo que expôs as falhas de organização do calendário do andebol português. E, foda-se, um saborzinho muito doce por voltarmos a triunfar em terreno inimigo.

O jogo com o Fafe foi já diferente, com menos falhas técnicas do que o jogo da Luz, mas com um dado curioso: 10 bolas nos ferros da baliza dos minhotos. Talvez isso possa explicar os "apenas" 26 golos marcados ao último classificado do campeonato. Isso e uma boa exibição de Miguel Marinho, na baliza fafense. Um jogo importante para reintegrar em competição Ricardo Moreira e Nuno Roque, e para dar largos minutos de jogo a atletas como Nuno Gonçalves ou Jordan Pitre. Dizia Ricardo Costa no final do jogo, que nem sempre é fácil motivar os jogadores para estes jogos, e consigo compreender isso, até porque o primeiro lugar está garantido. Mas estes jogos terão de ser encarados como a melhor oportunidade de recuperar ritmos e dinâmicas de jogo. 

Assegurado o 1º lugar na fase regular, que nos permite a vantagem de jogar os jogos decisivos, ou possíveis desempates em casa onde, muito honestamente, acho quase impossível não vencermos, é agora altura de aproveitar os próximos jogos para preparar essa fase da melhor forma. Temos de chegar aos jogos do playoff com a mesma dinâmica de transição, de velocidade de ataque, de assertividade nas decisões, e com a mesma confiança dos meses de Novembro e Dezembro. 

Está nas nossas mãos.

Um abraço,

Z

Antevisão CD Feirense - FC Porto (Taça CTT) e Algumas Notas


Agora que a Taça CTT (da liga? da bjeKa? Whatever!) já se foi (curiosamente o sportem parece que também está com um pé fora...) e que tudo se encaminha para que seja ganha pelo de sempre, pela enésima vez, é altura de pôr a jogar os valores da equipa B e dar andamento àqueles que o mister precisa de mudar o chip (Imbula, aimtokintuiu) e pôr a render. Vai ser um jogo que verei com alegria, tenho orgulho na minha equipa B e acho que vai fazer boa (melhor?) figura.

Helton e Raúl Gudiño (guarda-redes); Maicon, Rúben Neves, Varela, Sérgio Oliveira, José Angel, André Silva, Imbula, Suk, Víctor García, Maurício, Pité, Francisco Ramos, Rodrigo, Gleison, Chidozie e Omar Govea.

(4x2x3x1):  Helton; Victor Garcia, Mauricio, Chidozie, Angel; Imbula, Ruben Neves; Varela, Francisco Ramos, Gleison; André Silva;

O caríssimo proto-candidato Baía já veio dar uns esclarecimentos que, na verdade, não são novidade para ninguém. No entanto, no seu imenso panteísmo, não deixou de dar, novamente, (mais) um tiro no pé. Mas isto é ele a ser ele próprio.

Meu caro Vítor, meu ídolo de juventude, deixa-me explicar-te uma coisinha: se achas que o FC Porto está com uma estrutura (não toda, pelos vistos) doente, era agora que deverias formar uma lista, para as próximas eleições, para debater assuntos que - penso eu - devam ser urgentes, porque te preocupas tanto com eles. Ou não. Ou sim. Não sei. Tu é que sabes.

Ser Presidente não é só ser eleito quando essa eleição é provável. É ter ideias e um projecto, uma obstinação e uma vontade abnegada de pôr o FC Porto à frente de tudo, porque passará (ou ia) a ser a tua vida, entendes? O próprio presidente-adepto lá de baixo perdeu as primeiras eleições, entendes? Se recuas agora, estás a prestar um mau serviço à tua alternativa. Mas ela nunca existiu, verdade? É só uma forma de dizeres "Primeiras!", nem que seja quatro (ou oito...) anos antes!

Marega e José Sá já falaram como jogadores do FC Porto, e o Presidente já explicou o negócio. Parece que foram pedidos expressos do mister Peseiro. Que ele saiba extrair o melhor destes atletas, em prol do FC Porto.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Transferências e A Negação Da Realidade [ACTUALIZADO FALHA NO CONTINUUM ESPAÇO-TEMPO]


Antes de mais, começo por dizer que não acredito que se tenham contratado Moussa Marega e José Sá só porque sim. Acho que ambos têm muita qualidade, que têm caminho pela frente e que, como a grande maioria das contratações do FC Porto, serve um bom propósito. Acredito, no entanto, que possam ter vindo em pack, ou seja, com condições vantajosas por terem vindo juntos.

José Sá é um belíssimo guarda-redes, jovem mas com já muitos testes de fogo nas pernas, que poderá representar um bom ponto de transição entre os que estão e os que virão. Casillas e Helton estão em fim de carreira, José Sá e Raul Gudiño estão no início. Evidentemente, há aqui um a mais. Não duvido que um dos jovens irá rodar noutro clube.

Marega é um extremo/ponta de lança forte e possante, que pode estar a vir dar apoio à falta de extremos ou a ser uma alternativa a ponta de lança. Se jogarmos em 4x4x2 (losango ou não) termos diferentes alternativas de ataque nunca fez mal a ninguém. Não poderemos dizer que temos soluções a mais. Quiçá possamos dizer, não duvido, que não são prioridades - certo - mas o mercado ainda não encerrou. Aguardemos para ver se são preenchidas as lacunas importantes no plantel, que todos conhecemos. Depois tiremos as conclusões devidas.


Vamos continuar a falar de arbitragens, pois claro, como aqui e aqui se diz e bem. Vamos continuar a estranhar o silêncio. E vamos poder ter um reprise da única vez em que se reclamou a tempo e horas - no jogo da Taça da Liga em Braga, onde Lopetegui - e bem - se dirigiu ao quarto árbitro - e bem - dizendo que se podia ir embora, Antero se enfureceu - e bem - contra Cosme Machado e o Presidente falou - e bem - no final. Resultado? Equipa galvanizada, unida, adeptos com a equipa, raça e entrega aumentada (lamentavelmente perdida na jornada seguinte, mas mesmo assim com força para dar um plus nos dois meses seguintes a essa jornada).

O que foi, e é, e será, para mim, estranho, é que tal se tenha passado numa competição lateral, sem a importância de um campeonato e, na competição principal, haja um desconfortável silêncio sepulcral. Vítor Pereira deu-nos  nova oportunidade para ver se uma SAD interventiva estará confinada à Taça da Liga e a um árbitro. Se tal for, não fará sentido. Como não faz, nem nunca fará, o silêncio que esvazia vontade e fervor.

Se a liderança dá um exemplo num sentido, como poderá ser racional esperar que a equipa e adeptos tenham um comportamento diferente?


ACTUALIZAÇÃO: Estamos a viver um tempo histórico. Tivemos a primeira falha no continuum espaço-temporal. Ontem era terça feira, hoje é segunda. Fabuloso. Será um dia para filhos e netos recordarem. A prova disso está aqui, apesar do sibilino Francisco J. Marques o ter previsto e ter datado a publicação para terça, dia 26. Só assim se explica falarem do jogo de domingo hoje! E o Universo Porto a mesma coisa!

Fora de brincadeiras - porque isto não tem piada nenhuma! - meus caros Francisco J. Marques e responsáveis do alinhamento do Universo Porto: estamos em 2016. Na era da informação. Na era do mass consumption. O tempo de impacto das notícias e comentários é contado ao segundo. No dia seguinte já é tarde, quanto mais dois dias depois! A não ser que o objectivo seja apenas afirmar que se disse, do género "nós reagimos", se, de facto, se quiser mudar alguma coisa, a comunicação tem de ser mais impactante e imediata. Assim, é apenas (mais) um tiro de pólvora seca, que não tem serventia nenhuma, a não ser o ridículo de ir falar depois de todos os outros o fazerem.

Pelo bem do FC Porto, actualizem-se! O assunto é sério! 

Análise FC Porto 1-0 CS Marítimo (19ª Jornada) [ACTUALIZADO BOMBA!]


Jogo esforçado, complicado e naturalmente confuso, notou-se uma entrega diferente, um sentido mais positivo e tendente à baliza, mas também, como disse André André ao Porto Canal, uma grande ansiedade. Novos métodos, novos posicionamentos, mas a programação do hábito rotinado idêntico.

Quero sublinhar a importância capital deste aspecto. Neste momento há uma clara dicotomia corpo/cabeça nos jogadores. Sabem dos aspectos a mudar, mas o automático, aquilo que é treinado, sistematizando, para que seja feito sem pensar, é ainda o mesmo, e nota-se essa falta de fluidez de quem se detém quando tende, naturalmente, a fazer aquilo que é o seu automatismo a cada situação.

Houve belíssimas desmarcações, passes em profundidade que foram, invariavelmente, tidos como foras de jogo, e muito querer, embora se traduzisse numa urgência nem sempre positiva.

Importa deixar bem vincado que foram feitos dois/três treinos antes do jogo e que as mudanças ainda estão por vir. Houve lampejos de mais soltura mas os automatismos e mudanças tácticas só virão como tempo e o Dragão, como qualquer animal que muda a pele, fica frágil na sua transição. Há que dar um certo tempo e tolerância. Mas as vitórias, mesmo do género desta, são fundamentais. Uma palavras para os adeptos, que souberam apoiar bem a equipa até ao fim. Obrigado!


As formigas atómicas - André André e Maxi não deixam nenhuma bola para trás, não se abstraem do jogo e entregam-se a cada lance. Mais até o segundo do que o primeiro, não chegaram ao balneário com um pingo de suor por escorrer, certamente. Dois motores muito bons.

Corona - Impressionante a rotação e disponibilidade de Tecatito, a ir a todas, muitas vezes a buscar bolas... difíceis... enviadas pelo seu compatriota Herrera, podia ter marcado mais e jogado mais... se o tivessem deixado jogar.

Suk - A disponibilidade de Suk e a sua entrega estão, neste momento, a anos-luz da nulidade Aboubakar. Ainda que sem oportunidades de golo (Corona poderia ter feito passe para o seu golo de estreia), também foi outro exemplo de uma entrega muito à Porto.


Jorge Ferreira e sus muchachos - Três penalties não assinalados, três foras de jogo na cara do golo e bastante fechar de olhos disciplinar para os jogadores do Marítimo - sarrefeiros à quinta casa - são neste momento o espelho de uma arbitragem que não respeita o Dragão e que é (quase) sempre tendenciosa contra nós, com a agravante de Jorge Ferreira ser despreparado e alheio do jogo jogado. Um pavor. Teríamos outra confiança e jogo com uma arbitragem mais condigna.

Herrera - Abandonada de novo a capa do super Hector Miguel, voltou Herrera, o aluado saturniano no meio campo, cheio de passes errados e mal medidos, defesa pobre, posicionamento pavoroso. Um terror.

Aboubakar - Que pena que tenho que Abou seja um jogador com tanto talento e que se deixa afectar psicologicamente com tanta brutalidade! Está a começar a ser ultrapassado, já de início, por Suk. A equipa precisa de Rei Bakar de volta e não desta pessoa que não se faz a lances, que não ganha divididas... que não faz o seu trabalho.

Em construção - A transição será gradual. Há tanto por fazer! Mas tenho a certeza que Peseiro sabe desse facto. Vamos ver já, para a semana, diferenças claras, estou certo.

ACTUALIZAÇÃO: Olha, olha, que giro! É por estas e por outras que eu ainda acredito que o FC Porto é o mesmo, apesar dos silêncios arbitrais! Marega é um excelente avançado e José Sá um guarda-redes de muito, muito futuro! Bem-vindos! Muito feliz por estas contratações!

domingo, 24 de janeiro de 2016

Telegrama: Isto Não É Crime?

Quem tiver lido o rascord de ontem e for Portista, pode tirar uma série de conclusões importantes:
  • Vítor Pereira tem um só inimigo e opositor - nós. Nós somos a ameaça, nós somos aqueles que ele sabe que o podem - e vão! - tirar da cadeira de sonho. O centralismo tem os dias contados.
  • Quem, depois de ler a crónica aqui em cima, pensar que a ratazana Santos - o que eu me ri  quando ele fez a analogia dos ratos! - é um comentador isento e que as posições dele são válidas a qualquer Portista, deve repensar o seu Portismo.
  • Não há nenhum pejo de dito senhor em difamar grosseiramente o FC Porto e a pessoa do seu Presidente. A próxima vez que Rodolfo Reis disser que a ratazana está "certíssima" sugiro que atirem qualquer coisa à TV, a ver se chega lá com muita força e lhe remove o daltonismo.
É bom de ver, quem não tem vergonha todo o mundo é seu.

sábado, 23 de janeiro de 2016

Antevisão FC Porto - CS Marítimo (19ª Jornada)


Primeiro jogo de Peseiro à frente do FC Porto, onde, estou certo, poderemos ver os primeiros sinais de um FC Porto mais atacante e com um futebol mais positivo. É sensato e realista não esperar mudanças imediatas em tudo, é normal que haja a circulação de bola Lopeteguiana nos jogadores, mas já com um sentido de baliza mais forte.

A motivação é uma coisa extraordinária e creio que é mesmo o que faltava aos jogadores. Todos têm qualidade para mais, e um treinador motivador e com uma atitude de potenciar características em vez de as limitar a um determinado modelo, poderá fazer maravilhas a um plantel que vale muito mais do que o que tem mostrado.

Curiosamente, creio que saber circular a bola não é, em si mesmo, uma coisa negativa, e até pode ser uma mais valia para Peseiro. O suplemento atacante deste último será, contudo, aquilo que faltava mais - preencher o último terço. 

Não estou, sublinho, à espera que se dê uma mudança mágica. Esta vem com o tempo, E temos de dar esse tempo. Por isso, peço que tenhamos paciência com uma equipa em transição de modelos, com tudo o que isso acarreta.

A boa notícia é que o Marítimo está, nesta altura, a passar pelo mesmo processo, o que pode ser positivo. E perdeu Marega para o sportem, o seu poderoso avançado. No entanto, há sempre Darth Salin, esse homem-elástico que cresce na baliza sempre que defronta o FC Porto. Não será, de todo, um jogo fácil, mas a casa cheia que se adivinha (já foram vendidos mais de 35 mil bilhetes) vai dar, certamente, o apoio que este FC Porto renovado merece.

Na convocatória, André Silva cede, naturalmente, o lugar a Suk. Concordo. André Silva não pode ver etapas queimadas desta maneira. Solidificar na B é o que necessita.

Helton e Casillas (guarda-redes); Maxi, Martins Indi, Maicon, Marcano, Rúben Neves, Varela, Brahimi, Aboubakar, Sérgio Oliveira, Herrera, Corona, André André, Miguel Layún, Danilo, Imbula e Suk.

(4x3x3): Casillas; Maxi, Maicon, Marcano, Layún; Danilo, André André, Herrera; Corona, Aboubakar, Brahimi;

Cristián Tello foi para o Fiorentina de Paulo Sousa. Foi, para mim, muito mais vítima das circunstâncias e de um tipo de jogo que não o favorecia, do que qualquer outra coisa. Vi grandes jogos do Cristián Tello, acho-o uma boa pessoa, teve sempre uma boa atitude e nunca foi obstáculo, despediu-se de uma forma muito digna e, pese embora o desalento dos meses finais, a garra com que venceu o sportem, com que marcou em Borisov, que fez a assistência em Donetsk e venceu em Braga, não esquecerei.

Obrigado Cristián Tello e boa sorte.

O MaisFutebol de ontem foi uma autêntica palhaçada anti-FC Porto. Mas, como diz, e bem, João Valente Aguiar num comentário na página de Facebook do Porto Universal (link ali em cima, à direita), "Detestam o Porto, são futebolisticamente ignorantes e armam-se em engraçadinhos. Pior mesmo só aqueles de 2ª feira à noite que felizmente não vejo há meses." Lá está, há coisas que não vale a pena combater. Basta ignorar.

Foi apresentada a equipa de ciclismo W52-FC Porto -Porto Canal. Boa sorte e muitas vitórias! 

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

As Notícias Da Minha Morte Foram Francamente Exageradas


Se há um feliz sentimento que sinto depois desta entrevista, é que a frase de Mark Twain no título ainda faz sentido quando falamos de Jorge Nuno Pinto da Costa. 

Convenhamos, não estava à espera de tamanha bravura de Júlio Magalhães. Pese embora não tenha falado da estranha política de silêncios do ano passado, creio que ficou bem patente que, dado o modelo de jogo praticado por Lopetegui, e que não era do agrado do Presidente, ele não sentisse particularmente motivado.

Mas ter a coragem de abordar os negócios incómodos, como os de Adrián ou de Imbula, a relação entre Antero e Alexandre Pinto da Costa, o porquê de demorar tempo a tratar da saída de Lopetegui, a vinda de Peseiro e mesmo a fraca transição de nomes da B, é muito louvável.

Foi 1h15 min de intenso e grande nível, onde o Presidente confirmou a sua recandidatura, desafiou Baía a apresentar-se a eleições, confirmou que Tello está de saída e mais ninguém, que não gostava do futebol apresentado por Lopetegui - embora não tenha justificado a duração do contrato -  e a forma como saiu, que Lichnovsky foi emprestado e deu a entender que viriam mais reforços, que Rafa, pese ter sido emprestado, será opção do plantel principal, falou do negócio com a Altice - mas não das supostas comissões - e fez, para mim, três revelações chocantes, as de Imbula, Adrián e Suk.

Lopetegui queria Imbula, que ele considerara um Ferrari, Pinto da Costa não ficou feliz com a sua (não) utilização, "afinal o Ferrari é para ficar na garagem", que me arrancou uma gargalhada, e explicou que, felizmente, na primeira quem quer cai, na segunda só cai quem quer, e que Jorge Mendes lhe traiu a confiança com Adrián. Sobre os moldes do negócio, quero aqui dizer que já me tinham contado exactamente o mesmo, ou seja, que Adrián, se não satisfizesse, seria colocado noutro lado. Estou, portanto, convencido que Pinto da Costa obrigará Mendes a devolver a parte paga, aquando de futura venda. Quero também dizer que estou convicto que, caso Imbula não seja do agrado de Peseiro, também ele terá guia de marcha, possivelmente pelo valor que foi apresentado.

O caso de Suk é interessante. Insistência de Lopetegui, o NGP diz que "ficou com Suk nas mãos". A Suk saiu-lhe, portanto, a sorte grande, e é bom que aproveite. 

A respeito da suposta guerrilha Antero - Alexandre, o NGP foi peremptório ao falar que não faz nada sem o conselho de Antero e Reinaldo Teles, demonstrando cabalmente as suas alianças.

Gostei ainda da alfinetada aos rivais, indirectamente abordando que esta "guerra" é uma aldrabice. 

Foi uma grande entrevista, que gostei pela forma corajosa como foi conduzida, e que me deixou ansioso por mais. Este foi o Pinto da Costa que sempre adorei, desde pequeno. A sua preocupação em agradar aos adeptos na qualidade do futebol e pelos assobios, também me deixou esperançado pelo futuro. Actualizarei o post assim que houver vídeo da entrevista.

Noticiou-se a sua morte, e essa notícia é um grosseiro exagero.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Telegrama: Peseiro, O Buda Sorridente


Forte, assertivo, directo, inteligente, de discurso claro e conciso, foi assim o discurso e postura de José Peseiro. Mas foi também relaxado, sorridente, de quem é experiente e confiante em si próprio.

José Peseiro foi directo ao dizer que quer devolver o Clube ao lugar que este exige e onde já esteve esta época e que estão ao nosso alcance as competições em disputa. 

José Peseiro foi forte ao mostrar-se inflexível - que não agressivo - com as perguntas dos jornalistas sobre plantel, ao dizer que não revela se vêm ou não reforços - obviamente, sim - e vincou que importante é devolver confiança e vontade aos que já lá estão.

José Peseiro rompeu com o passado, deixando claro que é a sua própria pessoa, que tem as suas ideais e as vai implementar com o tempo

Mas, mais importante que tudo, José Peseiro foi agregador, apelando à união e dizendo o óbvio, que muitos querem ver o FC Porto mal e que temos de estar juntos para vencer.

Acima de tudo, José Peseiro tinha um brilhozinho nos olhos de quem está altamente motivado e com vontade de vencer. Estou certo que irá passar essa essa confiança e Vontade aos jogadores, ainda vamos bem a tempo de conseguir títulos.

José Peseiro tem alegria e serenidade. José Peseiro está realizado, feliz, um Buda sorridente. Que se mantenha assim, sempre. Hoje, gostei.

Para mim, José Peseiro está na pré-época durante a época. Não lhe exijo nada, tenho confiança em tudo. E domingo estarei lá para apoiar.

Logo à noite, 22:30, tem a palavra o Nosso Grande Presidente, no Porto Canal. Depois farei a análise.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Vergonha


Não vou estar a alongar-me, esteve à vista de todos os que viram o jogo. Uma "equipa" à deriva, dividida entre aqueles que quiseram mostrar serviço (Suk à cabeça, André Silva, Corona e os Bs Victor Garcia, Francisco Ramos, Lichnovsky e Ismael Diaz) e todos os outros, alguns, como Imbula, Maicon, Angel, Varela e Sérgio Oliveira, a roçar o inexplicável.

Uma equipa que entra sem chama, em ritmo de treino lento, sem sistema de jogo e atitude, sem sequer vontade de mostrar que vale mais, não honra a camisola que veste. Antes de sistemas de jogo e de treinos, vai ser preciso saber quem quer jogar no FC Porto. E encostar quem mostrar que não está para isso. Porque importa saber quem está connosco.

Valeu Suk que se entregou da forma como, aparentemente, escolheu o FC Porto. Tal como Danilo, também veio para dar o litro. Ainda bem. E Lichnovsky vai para o Gijon porquê? Em que sentido é ele pior que o Maicon?

Helton deu um frango. Tal como com Casillas, não o culpo. Onde não há segurança, acontece o erro. Na sua triste flash interview - Helton, um Capitão não diz "ajude-nos por favor" como se estivesse a morrer - mostrou que a confiança e o rumo não existem naquele balneário.

Vejamos o lado positivo: quando se bate com força no fundo, não há outro caminho senão subir. E lembrar para sempre o dia em que o FC Porto perdeu com o Famalicão B. E agradecer a heróica disponibilidade de Rui Barros. Só um herói assume o comando de um navio a afundar. Para sempre grato.

Antevisão FC Famailcão - FC Porto (Taça CTT) e Notas Do Meu Contentamento

Numa taça praticamente perdida - só acaba no fim! - nada melhor do que fazer aquilo que sempre se quis fazer, que é enquadrar os atletas da formação na equipa principal, aos poucos, da forma como deve ser feito. Tenho a certeza que Peseiro vai poder ver a grande valia de nomes como Ismael Diaz, Omar Govea e Francisco Ramos. Sobretudo o primeiro, porque é, para mim, uma muito válida alternativa para a provável saída de Cristián Tello (ver notas). Extremo rápido, de remate potente e faro de golo, é um belo exemplo de que não é necessário ir a fundo ao mercado para se colmatar falhas. Francisco Ramos, Victor Garcia e Govea são jogadores do FC Porto e Portistas que deixam tudo em campo. E isso é o que precisamos.
Helton e Raúl Gudiño (guarda-redes); Martins Indi, Maicon, Rúben Neves, Varela, Sérgio Oliveira, José Ángel, Corona, André Silva, Miguel Layún, Lichnovsky, Imbula, Suk, Víctor García, Ismael Díaz, Francisco Ramos e Omar Govea. 

(4x3x3): Helton; Victor Garcia, Maicon, Lichnovsky, Ángel; Imbula, Rúben, Francisco Ramos; Varela, Suk, Ismael Diaz.

Notas: Estou bastante feliz hoje. Ontem vi a ratazana a guinchar contra nós e pensei: "Alto! Bom sinal! Sempre que a ratazana guicha, é porque sabe que poderemos ser ameaça novamente!" Há, porém, dentro deste divertimento que é ver o senhor verde Santos a arrotar bílis, que relembrá-lo que o problema do FC Porto com Nuno Almeida não foi a expulsão de Imbula ou o penalti de Indi. Foi, sim, aquilo que a ratazana falou a correr e baixinho: a dualidade de critérios. É que Idris deveria  ter ido tomar banho mais cedo, praí aos 30 minutos, e seria um jogo muito diferente, verdade? Pois! Sobre isso não houve imagens colericamente cometadas, pois não? Exacto! Se a ratazana verde se aborrece com o que escrevemos, escrevamos mais! É sinal de que a mensagem passa - e bem!

Já agora, e por falar em mensagem, adoro o Universo Porto! Adorei ver que a estrutura está preocupada com passar a mensagem de união e de cerrar fileiras, de se preocupar em ter uma voz de comando no balneário e que tenha deixado de ter programas inóquos para passar a ter uns que abordem os problemas directamente e sem medos. Assim está melhor. Bem sei que os sinais são ainda tímidos, mas um FC Porto preocupado consigo próprio já está um degrau mais perto daquilo que deve ser. Sinais como o sítio da foto entre o NGP e Peseiro, do professor Jorge Araújo falar de que é necessário Capitania em termos e ter jogadores que queiram estar no Clube, são ideias pensadas e transmitidas que me satisfazem.

Como também me satifaz saber que o Barça pede penalizações da não utilização de Tello e que não estamos preocupados. Bom sinal. Sinal de que, no FC Porto, ninguém vai jogar, literalmente, por decreto, e é preferível pagar a pôr jogar alguém de favor. Pois que vá para a Florentina ou para a banda de lá. Lição aprendida, acredito. O FC Porto nunca foi feito de nomes sonantes, mas antes de sangue, suor e lágrimas. E assim tem de voltar a ser.

Ontem o not sportem lisbon continuou a sua senda vitoriosa, perdendo por 2-0 contra o Portimonense da II liga. Naturalmente, o mestre da táctica jogou com jogadores muito pouco utilizados como Wlliam Carvalho, Montero, Aquilani, Téo Guitérrez, Paulo Oliveira ou Ewerton.  Ah, espera.... pois, a verdade é que Jasus volta a viver a 200 à hora e está já a deixar as suas pedras chave perto do limite. E, por falar em nsl, foi tão querido e comovente ver a ratazana Santos a tentar passar a mão no pêlo de Jasus, ao dizer "não faz isso, está bem? Isso não se faz! Para a próxima dou-te tau-tau" por causa dos agarrões ao árbitro assistente - sim, foram vários - no jogo com o Tondela, bem como o seu irritado/preocupado com Bruno de Carvalho, a generalizar e a pedir à liga para rever a posição de deixar presidentes sentar-se nos bancos de suplentes. Nada de nomes. Plural e generalizado. E embaraçado.

Para terminar, a ratazana e os MaisCoisinhos bem podem tentar desestabilizar Peseiro, mas, no fundo, sabem perfeitamente que ele não tem nada a perder e tudo a ganhar, por isso, será sempre perigoso! Continuem a tentar! Quanto mais falam, mais se mostram! E a vossa gasolina dá-nos força!


terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Peseiro - Transição Experiente


Aconteceu o que temia mas, no fundo, não queria acreditar. Depois de 15 dias à espera, não saiu um nome que unificasse os Portistas ou apaziguasse os Corações Azuis e Brancos, longe disso. Mas saiu, isso sim, uma clara solução de transição que, se tudo ganhar, fica mais um ano, se tudo perder, não vai magoar viv'Alma.

Há coisas positivas em José Peseiro. A começar, a muita experiência. Não há dúvidas que conhece o campeonato português e as suas manhas. Tem aproximadamente a mesma idade do mestre da táctica e até já treinou Iker Casillas - o que não é coisa de somenos para sossegar o guarda-redes e lhe dar indicações. É alguém capaz de pôr a equipa a jogar um futebol positivo. Se chega ou não, veremos.

Uma coisa é certa, e isso deixa-me bastante satisfeito: este não é um treinador para dar peito a bala nenhuma, e vai obrigar quem está muito quieto e calado a mexer-se e a chegar-se à frente. Senão, será um desastre.

Com isso, digo também que não chega um comunicado: a SAD terá de explicar-se bem para não ter uma situação tumultuosa no domingo.

Posto isto, será, a partir de hoje, o meu treinador - bem-vindo José Peseiro.

Nota: Isto é dito da forma errada e, principalmente, no sítio errado. Mas também tem algo de positivo: acaba com o unanimismo, apresenta-se como alternativa e agita as águas - obriga quem de direito a reagir. 

O tempo de silêncio da SAD chegou ao fim. Ou se mexe, ou chega ao fim sem ninguém. Se tudo isto trouxer o FC Porto à Porto, serei um homem feliz. É tudo o que eu quero. Que fale quem manda e que treine quem treina. De outra forma, nada funcionará.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Nada.


Nada. Nada de justificações. Nada de explicações. Nada de responsabilidades. Nada de assumpções. 

Nada. Nada de plano. Nada de rumo. Nada de nada.

Nada. Nada de preocupações. Nada de brio. Nada de liderança. Nada de esperança.

Nada de treinador. Ninguém a dizer nada. Nada de estancar a sangria. Nada de desvalorizar o que parece ser uma fobia.

Nada. Rigorosamente nada. Nada de rumo, nada de vontade, nada de querer, nada de nada.

Nada. Nada de vergonha. Nada de se importar. Nada de olhar. Nada de ver. Nada de reagir a nada.

Nada. Não somos governados por nada. Nada. Neste momento, não somos nada. Nada. Não me apetece dizer mais nada.

domingo, 17 de janeiro de 2016

Análise V. Guimarães 1-0 FC Porto (18ª Jornada)


Lamentavelmente, não podemos dizer que esta derrota seja surpreendente. Lopetegui queixou-se da qualidade dos jogadores. Tiraram-nos onze jogadores de um ano para o outro. Onze. Rui Barros fez, no papel, tudo o que podia. Pôs a equipa em tracção à frente após o frango de Casillas, apostou em um extremo puro e depois nos dois pontas de lança. Não era possível fazer mais.

O problema é que o plantel não é o melhor de Portugal, nem de perto nem de longe. O problema é que é um refugo e vai-se esvaindo como areia numa ampulheta neste mercado de Inverno. Osvaldo, Imbula, Tello... mais os lesionados Evandro e Bueno fazem muita diferença. Não há alternativa aos centrais, há um meio campo estruturado mas não ligado e, na frente, não temos um ponta de lança em termos. 

Não se fazem omeletes sem ovos. Ou então teremos de ter alguém que galvaniza as tropas de uma forma plena, que saiba orientar os sectores e ligar o FC Porto de uma forma que deixe de fazer pensar ser algo à deriva. 

É preciso mais. Que comece já amanhã. Mas que se pense bem que falta muito mais. Que não se pode vender tudo e querer ser algo "à Porto". Está na altura de deixarmos de ser uma alfândega e passarmos a ser uma equipa. Mas, no meu entender, além disso, precisamos também de um Capitão em campo. Precisamos de Alma e Coração. Precisamos de pôr o FC Porto à frente de tudo.

Haja coragem de assumir que há que repensar muito mais do que a equipa e o treinador. Não vou bater mais no ceguinho, já disse tudo, acho que sobre tudo. Mas repito, sem uma política diferente, sem um privilegiar do Clube sobre a bolsa, não iremos longe.

Já agora, como é possível o José Eduardo saber quem é o treinador?!

Antevisão V. Guimarães - FC Porto (18ª Jornada)


Jogo de extrema importância, quer pelo facto do líder sportem ter perdido pontos, quer pelo facto do ficaben já ter ganho o seu jogo (...de uma forma discutível mas, e novidades?...). Além do mais, é importante sublinhar a vital importância da galvanização do nosso grupo de trabalho, navegando estas águas turbulentas que se conhecem.

Temos como ponto favorável o facto do maior criativo do Vitória ser nosso - Octávio, belíssimo jogador - e, bem, o Licá também. Desse modo, o sector atacante do Vitória estará desfalcado mas, atenção, creio que Sérgio Conceição fará ponto de honra de nos fazer a vida bem difícil, para provar que não está comprometido connosco, como os media têm vindo a sugerir ao longo das últimas semanas.

Confesso-me triste pela situação de Tello, a sua não-convocatória sugere, de facto, que poderá estar de saída, o que é pena. Creio que o FC Porto atacante teria bastante a ganhar com a sua velocidade, em transições rápidas, embora seja, para mim, inegável que Corona está, a esta altura, um patamar acima.

Saúdo os regressos de Maicon e de André André, além do sempre disponível pau-para-toda-a-obra Sérgio Oliveira.

Helton e Casillas (guarda-redes); Maxi Pereira, Martins Indi, Maicon, Marcano, Rúben Neves, Varela, Brahimi, Aboubakar, Sérgio Oliveira, José Ángel, Herrera, Corona, André Silva, André André, Miguel Layún e Danilo.

(4x3x3): Casillas; Maxi, Maicon, Marcano, Layún; Danilo, André André, Herrera; Corona, Aboubakar, Brahimi;

sábado, 16 de janeiro de 2016

Critérios


Há qualquer coisa de muito errada nesta liga portuguesa. Já tem vindo a haver há anos, mas agora chega-se a limites do ridículo. Não falo daquilo que se vê na imagem de cima e que pode ser visto em vídeo aqui. Falo de algo muito pior. Falo daquilo que é uma sistemática diferença de tratamento da imprensa e de toda a opinião pública e publicada em relação ao ex-treinador do FC Porto, Julen Lopetegui, e também aos jogadores do Nosso Grande Clube.

Quando nós jogamos contra o Tondela, há uns meses atrás, Julen Lopetegui foi expulso do banco do FC Porto, categoricamente, por José Mota, por causa desta grave ofensa. Choveram pás e picaretas sobre a atitude de Lopetegui e como a expulsão era "justificada" dentro do "critério arbitral". Ontem Jorge Jesus agarrou o árbitro assistente e puxou-o várias vezes. Nada. Não aconteceu nada. São critérios. Ou então não. Ou então são as diferenciações, as preferências, esta sujidade de quem reclama uma expulsão perfeitamente correcta, talvez por ser esporádica, como se de um insulto se tratasse. Se calhar os mesmos que pediram a expulsão de Casillas, contra o Boavista. E, por falar nisso, talvez fosse hora de impedir que o presidente-adepto, expulso várias vezes, deixasse de poder dirigir-se da forma que dirigeà equipa de arbitragem e aos elementos da liga presentes nos jogos.

Além deste, há também o "critério jornalístico". Ainda há coisa de duas semanas, Cláudia Lopes, no MaisFutebol - sim, no Campeonato Nacional, o BB ter-lhe-ia dito algo, mas entre dois spordengs e dois ficabens fica mais fácil dizer o que quer que seja - com aquele sorriso malandro que caracterizava o seu discurso sempre que falava de Lopetegui, fazia críticas à forma como Lopetegui era "arrogante" e se "vitimizava" com a imprensa, nas conferências pós-jogo. E então que dizer do discurso, nas últimas semanas, de Jorge Jesus? Ontem apelidou as perguntas dos jornalistas de "estúpidas" e "ridículas", é permanentemente agressivo, quase a apelar ao físico, com os mesmos, fala em cabalas e lavagens cerebrais, mas a ele ninguém goza ou ataca. Certo. Belíssimo "critério jornalístico".


Por fim, o "critérios dos adeptos". A vergonha do critério arbitral do Boavista passou-se centenas de outras vezes em dois anos. Não critico a cultura de exigência dos adeptos, mas antes que não se saiba separar o trigo do joio. É que, para além de jogos onde fomos miseravelmente espoliados de pontos - não esqueço que bastavam dois dos variadíssimos jogos onde a "verdade desportiva" foi inquinada pelo #colinho, para termos sido campeões, campeonato esse que nos foi roubado - houve sempre também o critério dúplice da avaliação de jogos de (falta de) qualidade idênticas, avaliando uns de "pragmáticos" e outros de "maus". Provavelmente a contestação a Lopetegui não fosse fundamentalmente diferente ou a rota de colisão entre este e a direcção, por causa dos jogadores, fosse também idêntica. Não teríamos é mais a mentira do "bom futebol" de Jorge Jesus, o ficaben não correria para um tri-campeonato, nem estaríamos a ser tratados desta forma por todos. É preciso ser firme: este ano Lopetegui meteu os pés pelas mãos, no ano passado merecia ser campeão. Falam-me das vergonhas do Nacional, Marítimo ou Boavista, no ano passado. E o sportem de Jesus? E estes jogos miseráveis que se sucedem uns atrás dos outros? Que tipo de latitude teriam no FC Porto? Uns são bestiais, outros bestas. Já vamos tarde em relação a Lopetegui, mas espero que se acorde em relação ao próximo técnico, seja ele Rui Barros ou não, e que se dê a natural latitude que deve ser dada a momentos menos bons, que todas as equipas têm.

Mas é por isso que seria um dia triste, para mim, se Jesus treinasse o meu FC Porto. O homem é reles, o futebol nojento e cheio de truques e tudo aquilo o que é permitido a si e aos seus jogadores, nesta casa, nunca será. Ainda iremos ver o sportem a descer a pique na tabela, se os ventos mudarem na APAF e o #colinho voltar à "cor natural", como parece estar a voltar. Ontem o presidente-adepto e o mestre da táctica já tiveram discursos diferentes. Se tal se tornar consistente e a liderança lhes escapar, esta simbiose desaparecerá, e então... tudo será o que sempre foi.


Por último, é preciso uma grande lata para vir falar disto aqui em cima, quando não se falou da vergonha do Belenenses no ano passado, dos Marafonas a fazer passes milimétricos a pontas de lança adversários e dos Salins desta vida que nunca jogam contra certas equipas! Bem sei que, a esta hora, já lhe descobriram a cor esverdeada e que está bem claro o rancor que a Ratazana Santos tem ao FC Porto por tempos idos. Arvorar-se em "santo", "impoluto" e "isento" e falar em "verdade desportiva" é, cada vez mais, de uma lata descomunal! Mas, já se sabe, quem não tem vergonha, todo o mundo é seu...

NOTA: O Porto Canal tem um programa de qualidade - chama-se "Universo Porto". A forma clara e objectiva com que se fala, desabridamente e sem amarras, do FC Porto e das suas questões, é fantástica! A seriedade de Cândido Costa, de Bernardino Barros e de Paulo Miguel Castro é um bálsamo que eu gostava de ver mais vezes ao longo do dia! E que dizer da peça fantástica de Ricardo Amorim sobre Guimarães? De um nível e evolução cultural comoventes! Parabéns!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

O Que Não Muda Com A Mudança De Treinador


Em vésperas de mudança de treinador, por muito bom e/ou raçudo que seja, há coisas que preocupam o meu coração Portista e que me fazem temer o pior. Não que acredita que o próximo - que não faço ideia quem seja! - seja pior que Lopetegui, mas acho que o problema vai para lá do treinador. Eis aqui alguns pontos que acho fulcrais:
  • Silêncio - Na grande maioria dos assuntos, a SAD mantém um silêncio sepulcral que faz temer um qualquer comprometimento estranho. Reagir tarde e mal, como faz hoje o Dragões Diário, também retira força à mensagem. Meu caro Francisco, o dia para reagir era ontem. Mais a mais, uma mensagem escrita numa caixa de e-mail era mais válida no final dos anos 90 do que agora. 
  • Anacronismo - A SAD do FC Porto está anacrónica, vive num tempo muito próprio, sem compreender a urgência do tempo mediático. Em primeiro lugar, uma declaração de viva voz é sempre uma declaração de viva voz. Pode até ser superficial, e ser aprofundada nos momentos seguintes. Mas tem de acontecer. O FC Porto tem de ser mais "Taça da Liga de Braga". Lopetegui reagiu durante o jogo, Antero reagiu no intervalo, o Presidente reagiu no fim. O resultado foi evidente - a equipa moralizou-se e os adeptos  uniram-se em volta da equipa. Tivessem aproveitado esse capital de ânimo e nós teríamos tido uma equipa muito mais galvanizada em momentos seguintes. Há que viver em 2016, onde as redes sociais e a Internet assumem uma importância vital. Vide o exemplo de Iker Casillas: a imagem dele com o Helton mostrou uma frente unida na baliza, deu uma noção de solidariedade e entre-ajuda que nos sossegou nesse particular. Não peço um comunicado a cada gás. Mas atropelos como os do Boavista não podem ter uma reacção lateral e dois dias depois. A esta altura, já o impacto mediático passou! Incisividade precisa-se.
  • A atenção no local próprio - Por muito que o Museu seja espectacular - que é - é um claro sinal de ausência de visão de futuro que se dê mais importância ao passado. A programação do Museu é,  em detalhe e qualidade, muito mais bem preparada que a do próprio Dragão ou do Porto Canal. Um Clube que não quer ficar confinado a um tempo não pode reduzir o seu arco de importância ao tempo de uma presidência, por muito larga e frutífera que seja. E não pode dar muito mais relevo ao que já conquistou do que àquilo que tem por conquistar.
  • Noção da realidade - Cresceu, estou certo, pelos corredores da SAD, a noção de que somos um grande europeu - que é verdade - e que estamos acima de todas as quezílias e mesquinhices do futebol português - o que é mentira. Também, estou certo, há neste momento a noção de que "tudo se resolve", como sempre foi, confiando na infalibilidade de um homem de 78 anos, cuja atenção - e é legítimo que assim seja - já não é a mesma, nem o ímpeto, nem a vontade. Ficamos para trás nos negócios, na liga, nas discussões sobre arbitragem e até naquilo que era o nosso ex-líbris: o pulso sobre os jogadores. Casos como os do pai do Imbula eram impossíveis há 5 ou 6 anos. A blindagem do FC Porto era total. Hoje não é. Ninguém quer que o Presidente deixe de o ser - tem todo o direito, conquistado e merecido, de o ser. Mas tem de haver mais para além de. O FC Porto não é uma sociedade unipessoal. Tem de haver pulso e vontade de mais. Por parte de alguém. E ela tem de ser visível. Há que ser esteio e inspiração dos jogadores e adeptos, para lá do treinador! A Raça, o Querer e a Ambição têm de ser transversais e evidentes, também em quem dirige!
Basta de se viver confortavelmente à sombra de conquistas que vão começando a distar mais e mais no tempo. A sobrevivência do FC Porto exige uma análise séria, imediata e eficaz, muito para além de quem quer que seja que treine a equipa. Sem ela, estaremos condenados a mais um deserto. Seria um triste fim de algo que se conquistou pelo de mérito, com sangue, suor e lágrimas. Seria de uma elementar injustiça. A bola está do lado de quem dirige!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Incorporar A Mística


Cândido Costa era ontem um homem cheio de razão, ao destacar no pós-match (*) o lance do amarelo ao Danilo. Aquilo foi um lance para recordar, não propriamente pela justiça arbitral, mas pela comunhão total que se viu na equipa toda. Aliás, depois da expulsão do soneca Imbula (**), notou-se uma entreajuda e uma ligação quase umbilical entre os jogadores. Isso é de louvar muito.

Em tempos que se fala muito de "falta de Mística", acho que ontem ficou demonstrado que não falta Mística aos jogadores e técnico Portistas. Se nós queremos jogos de demonstração de suor de camisola, o de ontem foi total. Dobras de colegas de sectores diferentes, incentivo permanente de uns aos outros, defesa a cada lance do um por todos, todos por um. E aquele momento em que o "patinho feio" Herrera sai pelo meio campo fora a ser puxado para trás por todos os jogadores do Boavista, qual touro, é algo de uma disponibilidade que não vou esquecer tão cedo.

Outro exemplo é o de Brahimi. Quem o viu, a alguns momentos da época passada, entre a displicência e a pura indiferença, não diria que é o mesmo que ontem se entregou de corpo e Alma ao jogo, no ataque e na defesa, a nunca dar uma bola como perdida ou um lance como desperdiçado. E a forma como ele festejou a defesa do Helton, também demonstra o quanto está, a esta altura, connosco.

E por fim, que melhor exemplo do que este? Tão raro e bonito de ver, esta amizade entre colegas da mesma posição, entre lendas, uma do FC Porto e outra, bem.., do mundo inteiro. A forma como um puxa pelo outro e está genuinamente feliz quando o outro se sai bem, é algo de comovente e só possível em duas pessoas que se sentem em casa no Grande Clube onde estão. Aliás, o Twitter do Casillas isso o demonstra, alguém com bom humor e felicidade, como provam estes dois tweets. ("#esperasentado" é muito bom).

Estamos neste momento com um capital humano muito forte, que poderia ser aproveitado para nos levar ao Querer que é necessário para vencer. Mas não iremos aproveitá-lo porque temos uma SAD muda e calada, alheia a tudo o que é injusto às suas equipas, quer no futebol, quer nas modalidades. Um silêncio que se estranha e, como uma parede de lixa, cria um atrito que sangra. Se alguém - e eu fui um deles - pensa que este silêncio é estratégico, desengane-se. Já o disse e repito: Se o nosso Presidente não está com vontade ou não se sente capaz de falar, que alguém o faça por ele!

Consentir o corporativismo que vemos no Tribunal d'O Jogo de hoje, sem uma resposta adequada, significa também dizer que se está de acordo com os reiteirados, sistemáticos e desenvergonhados atropelos à justiça daquilo que se deve passar em campo. Não pode haver regras diferentes para uns e para outros, constantes inclinações de campo e número assimétrico de jogadores! Se a nossa SAD permite que o FC Porto continue a jogar contra 14, como esperam que a equipa sinta motivação para se superar, jogo após jogo? Nem tendo uma referência histórica no comando técnico da equipa? Nem tendo um grupo forte e solidário? Nem tendo os adeptos cheios de esperança num renascer da Mística Portista? Líderes fracos fazem fraca a forte equipa! E que tal questionar que, se Imbula foi expulso na primeira falta que fez digna desse nome, quantas vezes seria o amigo Idris expulso? Cada vez dá mais a ideia de que temos chefes de empresa e não de Clube! Acordem, carago! Assim não vamos lá!


(*) Tiago Marques não tem culpa, mas estaria alguém a querer muito que se acabasse a correr um pós-match onde tanta coisa aconteceu, para ver um qualquer programa de carácter generalista que vinha a seguir? Se o próprio Porto Canal pouco fala do FC Porto, como esperam que os outros falem?!

(**) Imbula faz-me lembrar aqueles alunos do tempo do liceu que, tendo capacidades e inteligência para mais, têm tal displicência e tédio, que o seu empenho é perto de nulo e a sua valia não é posta à prova. Se algum clube der o que a SAD pede por ele - sim, não vai de borla - pois que vá, ninguém quer cá jogadores contrariados!


E, por fim, referir apenas que há coisas que nunca mudam. Por muito que disfarcem, o desprezo e azia que os sulistas centralistas nos votam, transpira-lhes pelos poros. Continuem a tentar! Ainda não é desta que o Norte é ultrapassado! Parafraseando Iker Casillas, #esperemsentados!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Análise Boavista FC 0-1 FC Porto (Quartos de Final Taça de Portugal)


Como definir esta partida? Acho que este jogo é um sério aviso aos senhores da SAD. Um árbitro a roubar-nos indecentemente, uma equipa a poder jogar cacetebol e outra a jogar futebol. Há que começar a jogar o mesmo jogo que os adversários, ou então continuaremos a ser vítimas deste género de coisa. 

Posto isto, mudar de treinador não muda tudo. Sem um pêndulo no meio campo, onde faltou André André, o FC Porto voltou a ter tracção atrás e a repetir os mesmos erros. Há muito trabalho pela frente para soltar as amarras mentais da excessiva lateralização. A forma como o Boavista encostou o FC Porto às cordas, mesmo antes da - injusta - expulsão de Imbula, mostra que o FC Porto não sabe reagir com qualidade à pressão.

Helton salvou-nos hoje. Tivemos a sorte do jogo. Não devemos confiar na sorte. Vai ser preciso muito mais.


Helton - Um Capitão mostra-se nestas alturas. Tivera, antes da defesa do penalti, um erro grosseiro que quase empatava a eliminatória. Mas soube dar a volta e ter a frieza para compensar o erro.

Brahimi - O rasgo individual que contrariou a maré lateralizante levou-nos às meias e, muito provavelmente, ao Jamor.


Não chega mudar o treinador - Aqueles que pensaram que o FC Porto estava já mais atacante puderam tirar o cavalinho da chuva. Há muito trabalho a fazer, ofensivamente e defensivamente. Apesar de se notar que temos uma equipa solidária e com espírito de sacrifício, nota-se que ainda não sabe como dar a volta ao modelo e ainda está insegura. Muito a rever em muito pouco tempo....

O verdadeiro artista - A arbitragem de hoje é impronunciável. Claramente encomendada para quebrar a ambição de um qualquer título Portista, teve um só fim: prejudicar-nos do primeiro ao último minuto. Jogar 10 contra 14 é hercúleo. E, repito, a política de silêncios da SAD não pode continuar.