quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Isto é Ridículo!


Isto é um absurdo. É infame. Não queria falar sobre isto mas vou ter de falar. E este não é, nem de perto nem de longe, o meu jogador preferido deste plantel. Mas é o mais injustiçado. O que se está a fazer a Adrián é intolerável. E por mim, não passará. Já nem falo de lhe chamarem, aqui pela bluegosfera, "o senhor onze milhões". Isso é pura especulação. O que o R&C do FC Porto mostra é que havia uma dívida do Atlético de Madrid anteriormente e agora já não há. E ela é, sensivelmente, na mesma ordem de grandeza do valor estimado de Adrián López. O FC Porto não terá, portanto, pago um tostão por ele. Não terá custado, pois, rigorosamente nada. Custou, sim, em teoria, porque se faz um acerto de contas baseado no valor estimado de um jogador. Se me perguntarem, por exemplo, se preferia que este acerto tivesse vindo por Óliver, claro que sim. Mas Óliver tem 19 anos e um potencial de mercado muito diferente. Mas essa não é a questão. A questão é que Adrián não custará dinheiro algum. Passaria pela cabeça de algum Portista que conhecesse minimamente o modus operandi do FC Porto que, num ano em que se pagou meros 2M por Brahimi, 3M por Aboubakar e 2M por Tello, se fosse gastar onze em Adrián?

Portanto, tal estigma sobre este jogador é das coisas mais surreais do mundo. E chamam-lhe de flop porquê? Caiem-lhe em cima porquê? Adrián Lopez era um falso 9 no Atlético. Jogava como segundo avançado num sistema de 4x4x2. Está a adaptar-se a novas funções, um estilo diferente. Ontem, viu-se que ele estava muito mais adaptado à ala, fez bons cruzamentos, tentou uma das suas boas diagonais, infelizmente ao poste, e teve bons remates que foram bem defendidos. Não esteve amorfo nem desligado. Foi interveniente. Para mim não esteve nada atrás de Quaresma, e fez uma entrada muito forte. Acho, sinceramente, que falta muito pouco para que marque os golos que merece e tenha a confiança que precisa. Então, porque cai o adepto Portista sobre Adrián, sem lhe dar o natural tempo de adaptação? Por causa do seu suposto custo!

Pior ainda, é a ignóbil análise n'O Jogo sobre a partida de Adrián! Num jogo em que, claramente, foi um sinal mais no ataque e no desenvolvimento das jogadas, embora ainda sem eficácia, o senhor André Viana, depois do seu jornal o destacar em cinco lances, diz esta frase surrealista: "Adrián, esse merece um capítulo à parte: é verdade que esteve mais presente do que em quase todos os jogos que já fez mas, retirando um bom lance que só o poste devolveu, viu o voluntarismo anulado pela falta de confiança do costume e pela quantidade de jogo que destruiu". O sublinhado é meu mas, que jogo, senhor Viana, é que López destruiu, diga lá? Que bolas perdeu Adrián? Acertou-lhe uma bola na coxa, na jogada imediatamente seguinte, serve Quaresma que manda a bola para o Caximar! A sério? Neste caso, do senhor Viana, fica evidente que ele gostaria de ter visto Ivo no lugar de Adrián. Também ele é da ideia da padeira. Uma tristeza. E, continuando no surrealismo, chega a vez do senhor Carlos Gouveia dar um quatro, na escala zero a dez, a Adrián! Desculpe? Eu sei que todas as avaliações têm o seu quê de subjectivo, mas isto é um absurdo, e demonstrativo do ataque preconceituoso e baseado no suposto custo do qual Adrián está a ser vítima. Com que então Adrián jogou pior que Casemiro ou Evandro? Será que este senhor viu o jogo? Não percebo que interesses se servem neste caso, mas é demonstrativo da forma pouco preconcebida com que estas análises são feitas.

Por falar em análises, não posso terminar este post sem falar na vergonha que é este Tribunal d'O Jogo! Em primeiro, que dizer do nosso militar com o seu gosto...colorido...pela moda que resolve, semana após semana, desdizer tudo o que seja decisão favorável ao FC Porto. Uma vez mais não desilude. Ainda bem que o soldadinho não arbitra mais, porque senão o nosso Clube já estaria na segunda liga. Então o Casemiro fez penalty com uma bola que, antes de sequer lhe tocar, toca no braço do jogador do Rio Ave? E isto numa distância de 2 metros e uma fracção de poucos segundos? Fantástico! Então não haveria lance de livre que não fosse penalty. E que dizer de Coroado a avaliar a falta de Quintero com vermelho directo? Do melhor stand up comedy que vi nos últimos anos.



Jogo da Taça da Liga à parte, queria agradecer a visita de todas e de todos aqueles que nos últimos dois meses de existência deste blogue, me tem honrado com a vossa preferência. Desejo-vos o melhor ano possível, cheio de realizações, abundância e cumprimento dos vossos sonhos.

Bem hajam e um excelente 2015!

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

A Twilight Zone Caxineira


Apesar de tocar bateria há mais de 23 anos, nunca tive o mais pequeno apelo pelos psicotrópicos. Mas confesso que, por momentos senti que estava a viver aquilo que só poderia ser descrito como uma trip de ácido. Não sei descrever a tónica geral do jogo. Houve aspectos que achei muito bons, o facto de termos basicamente duas boas equipas no Futebol Clube do Porto, o facto de termos alternativas válidas a todas as posições no campo. Sem o óbvio entrosamento, o facto é que se construiu muito e bom ataque, se defendeu muito bem e devo dizer que tivemos uns laterais de primeira categoria.

Mas o estranho, o esquisito, é aquilo que não esperava ver: o pior meio campo desta época. Achei que só poderia estar a delirar, ao ver Casemiro a falhar tudo o que era passe, sem o apelo pendular que costuma ter, sem a vontade de atacar os lances e o sentido posicional que, dizem, faz com que o Real supostamente o queira de volta. Depois foi uma série de coisas estranhas, como um Evandro sem alma de 8, um Quintero a vir buscar jogo a meio campo. Que coisa estranha, Quintero a vir buscar jogo quase à posição 6! Parecia surreal. 

E depois, as substituições! Se eu comecei a ver elefantes a voar, acho que Julen Lopetegui não saiu do meio de um concerto dos Grateful Dead desta vida, tal a trip que devia estar a curtir. Tirar Quaresma e deixar Casemiro, basicamente matando Quintero e deixando Campaña num duplo pivot (ai esta expressão dá-me arrepios) - e ver Diego Reyes com a braçadeira de Capitão - depois Brahimi pelo mesmo Quintero que ele matou e depois Óliver por.. Aboubakar (?!) basicamente destruindo aquele que foi, até hoje, de longe, o melhor jogo de Adrián López no Futebol Clube do Porto, encostando-o a 9 sem extremos puros para bombear a bola para a área é de junkie. Mister, mais tabaco nessa coisa, por favor.

Destaco que, mesmo sendo um FC Porto de segundas linhas - eis o resultado da rotatividade de Lopetegui, todos podem ser titulares - houve, com a excepção de Casemiro, que estranhamente fez 90 minutos, fome de bola, jogo, pressão e um Porto à Porto. Terminar o ano com uma vitória é sempre excelente. Curioso é que, mesmo assim, nas redes sociais chovem insultos ao jogo. Não há mesmo como agradar à massa assobiativa.


GOLOS 

Aboubakar - Um grande jogo do camaronês, que mostrou toda a garra, o poder possante e a força que vai caracterizar o 9 Portista. Um ponta de lança à ponta de lança, que só não marcou mais golos porque o guarda-redes do Rio Ave estava numa noite inspirada. Muita luta, nunca desistindo, não falta nada. Uma grande contratação.

Os Laterais - Excelentes no ataque, poderosos na defesa, com óptimas tabelas e, no caso de Ricardo Pereira, uma fome de golo que devia ter sido premiada com um. Irrepreensíveis, deixaram tudo no campo e mostraram-se dignos sucessores nas posições respectivas.

Adrián López -  Caiam-me em cima mas hoje vi um bom jogo de Adrián. Procurou, cruzou, rematou, até para algumas boas defesas, tabelou, correu, deu até um bom apoio defensivo. Está a começar a adaptar-se a ser um extremo em 4x3x3, e o facto de conseguir ser segundo avançado na área, acaba por confundir a defesa. Está a merecer o golo que a sorte hoje (ainda) lhe negou mas creio que está para breve. Acho que, uma vez que engate, vai ser uma grande mais valia para o FC Porto. Joga muito bem com Aboubakar. (Já agora, acho inadmissível que se continue a estigmatizar um jogador por causa do seu suposto custo. Acaso a questão Danilo ainda não mostrou nada? E, no caso de Adrián, é ainda pior, uma vez que a sua chegada é um claríssimo acerto de contas entre o FC Porto e o Atlético de Madrid. Portanto, a custo zero. Mais, não fez menos que Quaresma. Isto é ridículo. Absurdo.)

FALTAS

Casemiro -  Se não queria jogar, devia ter dito a Lopetegui. Desastrado, amorfo, preguiçoso. Campaña e, principalmente, Rúben Neves, são muito melhores. Este Casemiro perdulário, estranho e amorfo, não faz faltinha nenhuma. A posição 6 já tem boas alternativas, e a 8 nem pensar.

Quintero - Concedo que não será culpa dele, mas do jogo que foi obrigado a fazer. Por causa do desaparecimento de Casemiro, Quintero não rendeu nadinha. Não deu, não apoiou, não abriu. Um jogo ao lado do nosso pequeno mago.

Lopetegui - As substituições, das quais já falei, mas também alguma apatia estranha que não é característica sua. Confundiu tudo e todos. Estaria desinteressado? Muito assustador!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

A Capitania no Relvado


O meu coração rejubila, está de volta o Bom Capitão. É certo que não é centro-campista como Lucho mas, para mim, não voltava a deixar de estar, no mínimo, no banco. Acho que ele merecia voltar à titularidade no Dragão, com uma ovação de pé. E tenho a certeza que ele é duas mil vezes melhor que o Fabiano, três mil vezes melhor que Andrés Fernandez. Helton é multi-titulado. Esteve connosco no melhor e no pior. Helton é uma boa Alma, um gentleman, mas alguém que também sabe ser duro e ter uma simbiose com os adeptos. Estou ansioso por vê-lo jogar, por sabe-lo pronto para desafios maiores e menores, e não deixo de sonhar com o seu retorno ao pleno competitivo. No entanto, também fui operado ao tendão de Aquiles e sei o complexa que é a recuperação. Mas eu acredito na capacidade do Bom Capitão.

Posto isto, o simples facto de poder contar com Helton Arruda no banco, antes do jogo, no balneário e no intervalo a motivar os jogadores e a dar sentido táctico e responsabilidade, ou até mesmo no relvado, é um ganho exponencial. O Bom Capitão chega a todos, tem um sentido de respeito e dedicação ao Futebol Clube do Porto como, tenho a certeza, mais nenhum outro tem. E é um guarda-redes de superior qualidade. 

Também, é claro, chega a hora da verdade para Adrián Lopez. Não estou a ver outra melhor oportunidade para que ele mostre que vale a pena. Com uma rotação que eu aplaudo como importante, talvez testar o 4x4x2 ao lado de Aboubakar faça Adrián ser livre para mostrar o bom futebol que, tenho a certeza, tem nos seus pés. O tudo ou nada.

Finalmente, melhor novidade ainda, é o salto de mais um jogador da nossa formação, Ivo Rodrigues, que já tive muitas vezes o prazer de ver jogar, um extremo goleador que, inclusivamente, liga muito bem com Campaña, e é mais uma prova que o futuro passa pela nossa academia. Um sinal de futuro dado por Lopetegui.

Convocados para amanhã:

Guarda-redes: Andres Fernandez e Helton.
Defesas: Ricardo Pereira, Martins Indi, Reyes, Marcano e José Ángel.
Médios: Casemiro, Campaña, Óliver Torres, Quintero e Evandro.
Avançados: Ivo Rodrigues, Tello, Quaresma, Brahimi, Aboubakar e Adrián Lopez.

A minha equipa (4x4x2): Helton; Ricardo Pereira, Reyes, Indi, José Ángel;Quaresma, Campaña, Evandro, Ivo Rodrigues;Aboubakar, Adrián Lopez;


domingo, 28 de dezembro de 2014

Le Peur, Mon Dieu, Le Peur! (Está Tudo Como Há-de Ir)

Quis deixar a minha comenda ao aniversário do Nosso Grande Presidente assentar, mas não podia deixar acabar este fim de semana sem falar no escândalo que é as notícia do Correio da Manhã sobre Tello. O Inventonas, como gosto de chamar ao "jornal" com menos rigor jornalístico da galáxia, nunca pode deixar uma notícia verdadeira bater na primeira página, sem uma deflexão manhosa imediatamente ao lado. De facto, o negócio Enzo, apesar de em vias de se concretizar nos próximos dias, tem um grande glitch. O Dumbo quer os seus 25M limpos, ou seja, já sem comissões e encargos, enquanto Peter Lim se recusa, segundo o Superdeporte, o jornal afecto ao Valência, a dar os mais de 30M que tal iria perfazer. E isso é um problema porque o Dumbo está a fazer contas apertadas, não para segurar Enzo, mas sim Gaitán. É que ele pode ser forçado a vender, no limite, todo o trio Enzo-Sálvio-Gaitán, tirando todo o tango do benfas. Parabéns ao homem do ano, segundo a Travessa da Queimada, por essa façanha. Sem dinheiro europeu nenhum, o presidente tem de andar com a calculadora em punho a fazer contas de merceeiro para juntar os 50M que precisa bater em Janeiro. 

Com tal verdade tem de seguir uma deflexão, uma misdirection, para atenuar a bomba. Seria essa que Tello estaria de saída no final da época. É verdade que o Sport, afecto ao Barcelona, noticiou que o FC Porto deve ficar sem o jogador, para colocar pressão no mercado, mas também por uma razão simples - dar a conhecer que Tello não faz parte das contas do Barça, uma "novidade" que não surpreende ninguém. Mas a notícia do Inventonas tem requintes de malvadez pois coloca as coisas no exacto inverso do que foi noticiado. O empresário de Tello fez declarações ao Zero Zero a dizer o evidente, que não só Tello está muito bem integrado e feliz, como qualquer venda, apesar de remota, teria de ter o consentimento do FC Porto, que tem o direito de preferência ao fim de dois anos, e portanto teria de ser  muito bem compensado por isso. Nada que alguém com dois neurónios não consiga deduzir, dado a forma como Tello tem crescido e tornado titular frequente, - com Lopetegui a palavra indiscutível não existe - mas, se calhar, é pedir muito para quem escreve estas "notícias".

Este estilo de coisa é demonstrativo do estado com que se começa 2015: o medo, o medinho. O benfas está assente num castelo de cartas e o Nosso Grande Presidente começou a desferir os golpes da sua espada sobre a aberta ferida. Se o benfas ficar sem o colinho arbitral, ver-se-á a falta de solidez que por ali vai. Ainda mais sem pedras-chave que terá de alienar para cumprir com as suas obrigações - que o FC Porto conseguiu garantir cumprir - o benfas sabe que não terá capacidade para manter o seu desiderato. Se o NGP esperou até agora, quando o adversário está frágil, para exigir o equilíbrio arbitral e retirar a tábua de salvação que faltava ao seu oponente, aplaudo a sua estratégia. Assim se verá a verdade dos factos - o FC Porto é a equipa mais forte e a jogar o melhor futebol da nação (e ainda não está na máxima força!). A tão ridicularizada rotatividade de Lopetegui permitirá o óbvio, ou seja, que estejam a postos praticamente duas equipas, substituindo de acordo com o necessário sem perda de qualidade.

Na casa de banho do Campo Grande tudo se vai auto-destruindo como sempre, business as usual. Depois de todo o delírio de um Cutty Sark de 25 anos, eis que a realidade bate: um clube que parecia querer fazer a caminhada que tem de fazer para se adequar à sua condição presente, criou uma visão faraónica assente nas costas de um jogador emprestado, que veio fazer a figura que quis, ao ser dono e senhor de uma equipa mas que, ao lesionar-se, pôs a nú o evidente: o zbordem não tem capacidade competitiva para o campeonato. Toca então a abalroar o elo mais fraco da cadeia, pela enésima vez, o treinador. Mas Marco Silva não vai sem luta e reagiu como é seu pleno direito, mostrando que se o querem correr terão que o indemnizar. Como, ainda por cima, Marco Silva tem o apoio do consciente zbordemguista, ainda torna as coisas mais complicadas para o hooligan badocha. Insisto, quem nasceu para lagartixa nunca chega a jacaré.

Aproveito para louvar o grande Pedro Marques Lopes pelo seu brilhante e corajoso artigo, que aqui linko via Dragão Até à Morte, e que ainda não tinha tipo oportunidade de comentar. Meu caro Pedro, obrigado pelo seu Portismo e desassombro, subscrevo cada letra. Bem haja.

Parabéns Grande Presidente!


Todas as palavras serão poucas, todos os gestos pequenos, para traduzir a gratidão e o orgulho por tudo o que fez e faz pela Nação Portista! Parabéns, Nosso Grande Presidente! Longa vida e muitas vitórias!

sábado, 27 de dezembro de 2014

Contra Factos Não Há Argumentos

É impossível não sorrir nem ter saudades ao ouvir Aloísio e André Villas-Boas a falar ao Porto Canal. Especialmente no caso deste último, a forma apaixonada como ele fala do seu clube do coração além de enternecer pode dar saudades. E dar-nos a ânsia de um saudosismo de tempos idos. Não caiamos nesse erro. Não nego que aquele discurso apaixonado é fervilhante ajuda imenso a criar a ideia de que "antes é que era bom". Não nego que gosto que quem jogue no meu Clube seja adepto de Alma e Coração. E quem treine ainda mais. O ano de Villas-Boas foi excelente a todos os níveis. Uma parte de mim gostava de o ver de volta. Mas, ao ver as reportagens do Porto Canal, revi também a chegada de Julen Lopetegui ao FC Porto.E Lopetegui vem potenciar a formação. O projecto dele com o Nosso Grande Presidente vai muito para lá da espuma dos dias.

Lopetegui está a criar um modelo onde ninguém é indispensável, apenas o colectivo é fundamental. Por muito bom que seja o jogador, não é insubstituível. Chegou em primeiro lugar do grupo aos oitavos da Champions League. A visibilidade de Brahimi cresceu exponencialmente. A fase de grupos de Jackson deu-lhe mercado. Aliado a um excelente mundial, o crescimento de Herrera levou-o a que um golo seu fosse considerado o melhor golo da semana na UEFA. Resultado: Três jogadores do FC Porto no Top 100 do Guardian. Três vendas seguras de lucro no final da época, numa altura em que o FC Porto precisa de equilibrar finanças e recuperar uma equipa.

Essa era a prioridade de Julen Lopetegui. Queiramos ou não, perdemos a Taça de Portugal por fazer prevalecer um jogo crucial em San Mamés, que ganhamos sem espinhas. Os objectivos do FC Porto passam sempre pela conquista do campeonato, mas uma equipa que está em construção e tem objectivos tão espartilhados, não pode ser criticada por ter uma fase de crescimento e adaptação. Jogadores novos vieram para restituir o FC Porto à condição internacional que granjeou ao longo destes anos e, independentemente do que suceda com o Basileia, mas especialmente em caso de vitória, esse objectivo já foi alcançado com distinção.
Na lista do The Guardian, que pode ser consultada aqui de uma forma interactiva, a análise desapaixonada ao #92 de Herrera, ao #73 de Jackson e ao #61 de Brahimi mostra uma realidade evidente - o trabalho de Lopetegui já deu frutos. Lopetegui centrou o meio campo em Herrera (curioso ver que o The Guardian fala uma coisa que eu já falei e que aqui, quase ipsis verbis) e potenciou-o exponencialmente. Foi buscar sagazmente Brahimi, deu-lhe espaço para crescer, como já referiu o Nosso Grande Presidente, e deu-lhe a visibilidade ao The Guardian, não no Granada como muitos queriam fazer pensar, mas precisamente no jogo em San Mamés, curiosamente, lá está, depois de ter sido poupado para a Taça. E quanto a Jackson, a condição da Capitania e a sua renovação restitui-lhe a cabeça ao FC Porto e a Champions granjeou-lhe o estatuto internacional que merece.

Três jogadores do nosso FC Porto estão na mira internacional, nenhum dos nossos rivais. Mas, mesmo assim, por aqui por terras lusas as coisas não correm de feição e muitos criticam. Agora, façam-me um favor, sim? Tentem criar uma base de equipa de futuro e façam tudo ao mesmo tempo depressa e bem. Vamos ver se conseguem.

A análise independente internacional já deu ao FC Porto o estatuto de vitorioso este ano. E contra factos não há argumentos. Estou já satisfeito com isso, e acredito no nosso futuro. Acredito no trabalho visionário de Julen Lopetegui. Porque visão de futuro só está ao alcance de grandes Homens, que conseguem ver para além do imediato e da curta espuma dos dias.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Mística e Capitania

Acha um dos nossos grandes Capitães, o enorme Bicho, Jorge Costa, que o FC Porto, de há uns tempos para cá "não tem a mística que deu grandes alegrias à massa associativa. Neste momento é uma equipa diferente" e diz também que antes se "aprendia mística, a raça, misturadas com uma grande qualidade técnica" e que "O FC Porto de hoje tem muita qualidade, mas não tem mística". Ora, eu coloco a pergunta: Não deixam os jogadores a pele em campo? Com excepção de três jogos, a saber, contra o Boavista, contra o Shakhtar e contra o Setúbal, todos em casa, estou em crer que sim. Tendo estado lá para os do campeonato, posso dizer que o primeiro foi um erro ter sido jogado, fora de horas e a contra-gosto, num campo que nos levou um golo e com uma expulsão ridícula de tão injusta. Contra o Setúbal, estava tudo em "modo Natal" - que nunca foi incomum em anos e anos, diga-se - e não deixamos de ser competentes. Contra o Shakhtar era a feijões e antes de um Clássico que nos correu muito mal.

Correu-nos mal por falta de mística, também, concordo. Mas que mística é essa? É a mística da raça? De deixar tudo em campo? Não creio. É uma mística da rivalidade que vai até ao osso. E entendo o nosso histórico Capitão, nesse sentido. Mas Tello, Brahimi, Casemiro, Óliver, Indi e Marcano chegaram agora. E Lopetegui também. São 6 titulares, dois dos quais a nossa extremidade atacante em mais de metade do jogo, que são completamente novas. Nunca tinham jogado cá, um minuto que fosse, antes deste ano. Em Portugal e não só no FC Porto, diga-se. Mas toda a gente que é séria sabe que só uma equipa dominou o fatídico encontro. Compreendo, e concordo com o Bicho, quando diz que "para um Portista, é impensável perder com o benfas". Essa é a mística que, de facto, falta. Mas falta porque nenhum jogador dos que está a jogar a titular, neste momento, com excepção de Quaresma, tem como objectivo último o FC Porto. Se calhar, nem o treinador. E isso é culpa dos jogadores? 

Se a Estrutura construiu, nos últimos 15 anos, uma equipa iminentemente vendedora, cujo objectivo último é a compra e venda de activos, numa perspectiva de mercado internacional, é de estranhar assim tanto que "vencer o benfas" não seja uma coisa tão visceral? Dou um exemplo: Diego Reyes afirmou recentemente que nunca jogaria noutro clube no México que não o América. Óliver é colchonero. Tello é culé. Aí, tenho a certeza que jogariam com a mística dos seus clubes, embora nunca tenha tido razões de queixa do Óliver. Mas não se prende com isso. Prende-se com a aversão a tudo o que é vermelho. Com a ânsia de mostrar aos mouros como é. E isso, hoje, ninguém à excepção de Quaresma e Rúben Neves têm, por cá.

Digo "por cá" porque se vê a atitude na Champions League, a vontade da nossa equipa transfigura-se. Dão o extra que deveriam ter aqui. Mas não são uma equipa, jogam num clube. Já Rúben Neves quando diz que "não tenho pressa, estou bem no meu clube", esse pronome diz tudo. O meu clube. Esse é o reverso da política expansionista da Estrutura do FC Porto. A dimensão internacional, da forma que está a ser construída, retira a Alma Guerreira caseira do FC Porto. Por isso, estou feliz que se vá apostar em potenciar jogadores da casa.

Está na hora de devolver o Portismo ao FC Porto. E acho que isso será feito.

Gostei muito do discurso de Quaresma na entrevista que deu. Espero, do fundo do meu Coração Azul e Branco, que seja sentido. Gosto de frases como "aos novos só peço que honrem a camisola" e "já ganhamos campeonatos ao minuto 92. Claro que acredito". Aliás, gostei muito da tónica de toda a entrevista a'O Jogo. Espero que ele esteja a pacificar e a amadurecer. Se ele tiver o sentido de responsabilidade e a noção de equipa sobreposta a si mesmo, acho que poderia ser o Grande Capitão que nos falta. Eu gostava. É raçudo, tem toda a Garra que nos caracteriza e soube o que é perder com o benfas. Esta imagem que coloco só pode encher de orgulho cada Portista que sente como seu o Porto. A questão é que o Bicho, Rodolfo, João Pinto e Lucho tem uma aura de respeito e uma autoridade que creio que Quaresma ainda não tem. Pode evoluir para isso? Certamente. O carinho e o apoio da massa adepta ele já tem. O sentido do que é Ser Porto também. A minha dúvida está no sentido do que a Liderança quer dizer, da prevalência do "todos" sobre o "eu". Gostei da entrevista. Espero que ela se traduza na realidade. Se ele conseguir motivar a equipa para Ser Porto, terei todo prazer em chamá-lo de Capitão. A bola está do seu lado.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Ai Uixiú A Mery Cricas


Bom Natal a todos os Dragões e Dragonas deste Mundo!

Confirmações do Óbvio e Esperança Renovada

Hoje foi já um dia interessante que renova um pouco a esperança. Seja talvez por causa da época Natalícia, seja porque começam a ruir os castelos de cartas, o facto é que tudo se torna bastante evidente. Senão, vejamos:

- No reino de Carnide, vai-se tornando pública a fragilidade financeira e toda a dificuldade que há em escamotear a confusão entre dívidas pessoais e de clube. O benfas está fragilizado, e não é só pelas baixas. O trio maravilha é cada vez mais um duo, e nota-se hoje a dificuldade que há em manter os argentinos por cá. Na capa do Rascord pode ver-se bem o quanto o chiclas é megalómano e irrealista. Está ali metade do seu banco, e um plantel inteiro deitado fora. O Dumbo deve estar a deitar as mãos à cabeça. Mas, tal como Ícaro, é por querer voar alto demais que lhe queimam as asas. Somos agora, Dragões, pessoas de esperança renovada. Confesso que não me surpreende. O Dumbo não consegue controlar o seu Frankenstein que, se com um plantel de 230 M foi comendado por ter ganho um campeonato e as tacinhas, agora se sente legitimado para querer pensar só no campeonato, deitar borda fora tudo o que é lateral e pior, exigir o retorno imediato de quem não pode vir.

O castelo de cartas rui e ruirá, será difícil segurar as poucas jóias da coroa e, no sentido em que isto está, nem com dois Nomeações se salva a honra do convento. Mas alguém, depois do que foi visto Domingo, pode sequer pensar que o benfas não irá perder pontos nos próximos 20 jogos do campeonato? É, contudo, nossa obrigação ganhar-lhes contundentemente para ainda reforçar mais este princípio! O Dumbo está muito, muito preocupado em fazer passar por entre os pingos da chuva a verdade exposta em cima, mas nos desaires lá se demonstra que gato escondido tem o rabo de fora.

- No reino de Alvaláxia (©Tomo II :D), o notório tornou-se evidente: Quem nasceu para crocodilo nunca chega a jacaré. Marco Silva, por quem não nutro especial simpatia, está a ser responsabilizado pelo corolário do óbvio, do qual não se podia esperar outra coisa: Não se fazem omeletes sem ovos. O zbordem ganhou um elan muito próprio com a vinda de Nani, criando aqui também a falsa noção de que o colectivo acompanharia a estrela da companhia. Nada mais falso. Nani, está mais que visto, carrega às suas costas toda a instituição e, quando se entorna o azeite, vem a público o facto de que um membro de claque tem de ser um pouco mais para ser presidente de um clube. Decretaram agora um blackout com inspiração norte-coreana, na perspectiva de querer proteger o querido líder. É pena que Marco Silva não seja uma saída barata porque senão já lá não estaria. Parece que temos Guardiola II na calha para a sucessão. Seria interessante ver então "uma nova forma de jogo, uma nova abordagem" com bastante tru. E assim também teria a oportunidade de contrárias as "evidentes falhas" de Lopetegui, com uma leonina força motivada pela sua grande mestria e superior capacidade de fazer muito com muito pouco. Ironias à parte, acharia muita piada ver se Vítor Pereira é tão bom por si mesmo ou se o apoio da Estrutura do Nosso Grande Clube lhe fez muito do que era o seu bicampeonato.

- Finalmente, o Nosso Grande Presidente falou, no seu tom habitual, acerca do que se passa no campeonato, e na vergonha que tal representa. Espero que esteja a ser apenas agora pela lógica de desferir o golpe quando o adversário está mais frágil. Nesse sentido, estrategicamente compreender-se-ia. Se, a partir de agora, nesta fase decisiva do campeonato, o FC Porto e a sua Estrutura chamarem os bois pelos nomes, estou certo que ainda estaremos a tempo de reconquistar o que é nosso por direito. Mas, mesmo assim, parece-me muito brando, muito pífio. Será que se estava à espera de cimentar o acordo de clubes para a Liga? Será que agora tudo vai voltar a ser como sempre foi no Futebol Clube do Porto, com Garra e a exigir o óbvio, contundentemente? Assim espero. Mais vale tarde que nunca. Mas tem de ser em força. E temos de fazer a nossa parte. Ganhar os nossos jogos porque somos, evidentemente, muito melhores.


domingo, 21 de dezembro de 2014

Continuem!


Eu sei que a nossa equipa tem falhas - está em construção. Mas temos jogado. E bem. Temos ganho. E bem. Os pontos que perdemos foram-nos vergonhosamente roubados. Sim, incluo o Boavista, cuja expulsão do Maicon é brincadeira de criança à beira da entrada do Samaris ao Jackson e o jogo do Estoril com dois penaltys vergonhosamente sonegados. Jogamos melhor que o benfas e perdemos, num jogo de cacetol sem nome, com mãos e trinta por uma linha absolutamente sonegados!

Estamos perfeitos? Não. Continuamos a cometer erros defensivos, não aproveitamos o corredor central, temos ainda pouca ligação entre os jogadores. Tudo afinações com uma questão de tempo. Agora, se você viu o jogo da agremiação diga-me: É pior do que isto? É sequer remotamente parecido a ganhar 1-0 com um golo violentamente fora de jogo, ao último classificado? 

Lopetegui é pior do que o chiclas? Onde? Em quê? Por isso, apelo a todos os Portistas, aos mais e menos críticos, aos mais e menos pacientes, aos que tem a sua opinião legítima - todas são! - sobre as falhas e aquilo que falta no nosso FC Porto, unam-se em torno do nosso Grande Clube, porque isto é escandaloso e temos de apoiar o nosso Clube para, mesmo assim, devolver um pouco de justiça ao nosso Campeonato, ganhando os nossos jogos com Raça e esperando que alguma coisa se equilibre. 

Unidos venceremos. Somos Todos o Porto!

Notas Soltas de Fim de Semana


- Repito, não percebo nada de Andebol, mas o que aconteceu ontem na Supertaça foi pouco menos que escandaloso. Conseguir expulsar treinador e 4 jogadores de campo a 6 segundos, e não 8, do final, é uma prova mais que segura que, em qualquer modalidade, não se pode ter contemplações, o pessoal da segunda circular vai sempre ser beneficiado escandalosamente. Parabéns a Quintana por ter feito bem a mancha e ter levado Rui Silva a falhar o livre de sete metros que ia tornar possível o prolongamento mais escandaloso de sempre. A taça é nossa muito justamente! Parabéns à equipa de Andebol do FC Porto.

- E, por falar em zbordem, estala o verniz, cai a máscara mal se lesiona o Euromilhões da equipa, provando que uma equipa não pode ser um só jogador e que o presidente não tem estaleca nem dignidade para estar à frente do seu clube, ao mandar indirectas ao seu treinador via comunicação social. Não tem mais do que merece, por tamanha soberba, ser ridicularizado em praça pública como o aprendiz que é. Quem nasceu crocodilo nunca chega a jacaré.

- Continuo, após estes dias, a achar que a atitude de Julen Lopetegui não foi a mesma, passiva e amorfa, da dos seus jogadores na segunda parte. A reacção dele na conferência de imprensa pós jogo, quando o jornalista lhe pergunta pela enésima vez sobre o que disse Oliveira, como que dizendo "outra vez com esta m...", mostra como ele estava aborrecido com a prestação. Aliás, ele disse que a segunda parte não estava ao nível do exigido. Outra nota positiva foi a forma como ele falou sobre Reyes, que assegurou ser melhor opção para 6 que Marcano. Isso abre o caminho para a melhor integração do central que vi que também sabe sair a jogar. 

- É sempre triste para mim ver grandes heróis do FC Porto a dar uma de independentes e a criticar a equipa em programas de paineleirice. Agora foi o grande Vítor Baía, a dizer que os únicos que sabiam a importância do Clássico eram Quaresma e Maicon, que não jogaram. Além de ser desrespeitoso para Alex Sandro e Danilo, ou mesmo Jackson, ignora um simples facto, que não foi por falta de atitude que não vencemos, mas sim de eficácia. Se Baía falava, em plena praça pública, da falta de ratice da equipa, ignora que o cartão amarelo aos dois minutos foi sacado por.. Tello, esse que Baía acha "menos importante" do que Quaresma. Acha também Baía que Quaresma é o único que sente a camisola, os outros estão só aqui de passagem. Ainda bem que Baía ignora que só o FC Porto deu oportunidade a um Quaresma com a carreira praticamente inexistente se não fosse esta mesma oportunidade, que ele foi recuperado para o futebol pelo nosso Clube. Era só o que faltava se não o levasse a sério! Mesmo assim, é notório para qualquer pessoa que vá ao Dragão, que Quaresma nunca faz 90 minutos consistentes. Eu agradeço muito ao Quaresma toda a entrega, mas dizer que é o único a pensar no Clube, é de uma vidência extraordinária. Sabe lá Baía quem será, daqui a 3 ou 4 anos, aquele ou aqueles que amam o Clube ou o sentem como seu? E acaso acha ele que Danilo não é Portista? Ou que Óliver não deixa tudo no campo? Se Baía acha que devemos ter jogadores que fiquem na casa sempre e que não possam ser vendáveis, óptimo. Eu também. Ele que tem acesso privilegiado à Estrutura, faça passar essa ideia. No "Minuto 90", parece-me muito mal. E, já agora, Quaresma jogou no Clássico.

sábado, 20 de dezembro de 2014

Auto-Pilot


Quando entrei para o Dragão, muito bem acompanhado do meu amigo Miguel Lima, a enciclopédia viva do Tomo II, e depois de uns minutos de sempre boa conversa com o grande Vila Pouca, do Dragão Até à Morte, o João e a sua namorada, exemplos de grande Portismo, que tinha de ser sempre quem saiu à rua nessa noite gelada - não quero saber quanto graus estavam, vi o jogo no frigorífico - , esperava um FC Porto que fosse reagir com uma atitude sufocante a uma derrota indigna. Não foi isso que encontrei. Encontrei um FC Porto a ligar e desligar conforme necessidade, como uma entrada muito nervosa e algo ansiosa. Pouco perigo nos 10 minutos iniciais, a ligar as geladas turbinas a partir daí e a começar a criar jogadas de ataque e intensidade.  

Sem um grande entrosamento, diga-se a bem da verdade, na única jogada de jeito que fez o jogo todo Herrera rompe para Danilo e este é claramente e fortemente carregado na área, penalty. Penalty assinalado, uau! Confesso que, como sócio Portista que sou, já não esperava que a arbitragem fosse outra coisa que não perniciosa e tendenciosa. Não foi, ainda bem. Acho que deviam ter sido mostrado mais amarelos, mas também gosto de arbitragens que deixem jogar. O árbitro que deixe que o jogo aconteça não vai ter minha oposição. Mas adiante. O penalty, muito bem marcado por Quaresma, sempre o mais raçudo dos jogadores em campo - embora sem os cruzamentos que o caracterizam -, sossegou os corações dos jogadores que começaram a acalmar e a soltar-se mais, num jogo muito mais fluido, que teve como corolário mais uma boa arrancada de Tello com um bom cruzamento para Jackson, que fez um bonito golo, em jogo e não off-side, como se insinuou.


A partir daí, aconteceu uma coisa que já acontece no FC Porto há muitos, muitos anos. Desligaram o botão, relaxaram - demais! - e não fizeram mais nada se não jogar em piloto automático o resto do jogo, com passes errados, passividade e a deixar Lopetegui à beira de um ataque de nervos. Nem a segunda parte veio mudar isso. Lopetegui pôs Evandro, mas não tirou Herrera, tirou Tello. E deixou aquele sistema de jogo confuso, com, mais uma vez, Óliver demasiado vagabundo no mau sentido, e sem definição clara de posição. A entrada seguinte de Quintero veio agitar as águas, mas pouco. Que remédio, senão pôr Brahimi, aos 85 minutos. Daí até final, um jogo mais intenso, dois golos naturais.

Sejamos francos: Já estava tudo em modo "vamos para casa". E isto não é inédito, noutros anos, noutros tempos. No tempo de Vítor Pereira e Villas-Boas, e naturalmente sem culpa para os treinadores, tantas vezes depois do 1-0 veio o relaxamento, como se o resultado estivesse conseguido. Se outra equipa fosse que não o fraquíssimo Setúbal - parabéns sr Figueiredo pelo alargamento a 18 equipas! - talvez mais perigo tivesse sido criado, e um golo em contra teria sido natural. Ou não. Sei lá. Barrigada cheia para o Natal. E siga a Marinha.

GOLOS

7 Minutos de Brahimi - Ao contrário do seu colega de equipa, Brahimi assimilou a mensagem. Entrou perto do final, aos 86 minutos, mas não foi por isso que deixou de provar ao colega que entrar perto do fim não é mais que uma oportunidade, e não um insulto. Ao contrário do seu costume recente entrou com jogo directo e passe simples, a rasgar e desmarcar, e foi naturalmente seu o terceiro golo. Jogou como no início, o desiquilibrador que sabe ser. Foi recuperar a bola de um mau alívio, como em San Mamés, mérito de quem está atento e forçou um claro penalty. Muito bem Yacine, lindo menino! Já te passou a febre Saint-Germain? Óptimo! Então vai lá para a CAN, não te canses muito e chega inteiro.  Gosto de quem tem a humildade de aprender com os erros.

Campaña - Para mim não foi surpreendente que, mesmo tendo jogado zero vezes com a equipa, Campaña já tenha provado que é um seis que defende bem, solta o ataque, apoia centrais. Ainda não o vimos a ser patrão de meio campo como já o vi ser, a fazer passes de rotura como já o vi fazer, e a marcar livres de uma forma superior como já o vi marcar. Pediu para ser substituído, ainda não tem ritmo, mas tem muito futuro. Digo-o sem rodeios. Rúben Neves e Campaña. Para mim a posição 6 no seu melhor.

Óliver -  No próximo ano sei que não poderemos gastar muito. Mas Óliver tem que ficar cá, dê por onde der. Que classe, que leitura de jogo, que fome de bola! Nem no pior dos jogos, com a perdulariedade dos colegas, Oliver baixa o ritmo. Desadequado a extremo (?!) mas sem deixar de jogar bem, Óliver é o claro pilar da equipa, que gostava de ver cá muito tempo!

Super Dragões e Colectivo 95 - Embora estranhamente em menor número, no caso dos Super Dragões, incansáveis no apoio à equipa todo o jogo, a recuperar cânticos de outros tempos, e uma banda sonora com mais qualidade que o jogo que se viu. Obrigado pessoal! Fizeram a diferença. A tarja dos Super Dragões foi emocionante. "Só és derrotado quando desistes de lutar"!  É assim mesmo! Obrigado por estarem com eles e connosco! 

FALTAS

Herrera -  Quando não joga, não joga mesmo! Que foi aquilo! Principal responsável pela falta de jogo interior, tirando dois bons passes, jogou lento, complicativo, sem critério, uma absoluta nulidade. Hector, volta lá do teu quente México com a cabeça no sítio, pá!

Decisão Final de Tello - De que serve ter uma hiper-velocidade e capacidade de rotura se, cada vez que alguém se aproxima, se tropeça e se perde bolas? 3 vezes Tello! 3 golos que seriam certos deitados ao lixo, porque queres levar a bola até à rede a correr. Remata ou passa! É assim tão complicado? 

Trocas de Bola no Sector Defensivo e Passes Laterais à Queima - Duzentas flexões para quem fizesse essa parvoice! Ninguém desmarcado? Bola para o 6, bola para a frente! Nunca bola para o lado!

Quaresma a partir do minuto 50 -  Quando acaba o gás ao Ricardo, fica complicativo, peso morto, e eucalipto. Seca tudo, fica nervoso e dispara sem critério, naquela de "vou ser o herói". Por isso, insisto, acho que não deve jogar de início. Ou então, ser substituído mal se veja que chegou ao limite. Jogamos com 10 algum tempo. E isso não é digno para o FC Porto, nem para o Ricardo Quaresma.

Domingos Paciência -  Que raio de conferência de imprensa foi aquela, Domingos? Tu, que és um dos meus heróis, que foste o mais Portista dos Portistas - acho que ainda és! - e que tens os teus filhos aqui a fazer um brilharete, vens-me dizer que ganhamos pelos árbitros!? A tua equipa é fraca, mesmo quando lhe foi dada a posse da bola não soube fazer nada com ela! Não foi o árbitro que te derrotou. E foi uma equipa em off! Um FC Porto em condições tinha-te deixado pulverizado! Não tu, meu amigo, não tu! Mas eu gosto de ti na mesma, pronto.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

A Reacção


Vamos lá ver se eu percebi. Afinal já não temos uma boa equipa. Afinal, é toda a gente banal. Era preferível não ter Brahimi, nem Tello, nem Óliver, e por aí em diante. Afinal, Julen Lopetegui, além de incompetente, é burro e não percebe o evidente. Afinal, o Sérgio Conceição é que é. Ou qualquer outro que ganhe ao benfas. Afinal, já somos ridículos outra vez. Afinal jogamos sempre da mesma maneira, sem nexo ou vontade. Afinal não prestamos para nada. Eu nunca gostei dele. Estávamos melhor sem esta gente. Não jogamos nada. Qualquer pessoa pode travar-nos bem. Tudo isto tem rodado e de que maneira. E que dizer desta convocatória? "Este homem está louco", "Tirar o Marcano? O homem está parvo!", "Lá vai ele tirar o melhor". Isto quando, na semana passada, por esta hora, o Maicon é que era. E então se ele puser o Diego Reyes? Vai cair o Carmo e a Trindade.

A verdade é que as alterações fazem sentido. Diego Reyes é, para mim, um central destro subvalorizado e que, bem vistas as coisas, não faz mais asneiras que Maicon. Ou mesmo Marcano. Pelo que tenho visto nos jogos com a B, é um jogador cada vez mais seguro e determinado, com um óptimo corte e muito capaz até de fazer uma boa saída de jogo. É um jogador que eu aprecio particularmente. E por falar em equipa B, Campaña é um verdadeiro 6. Um 6 com um elevado sentido do jogo, com uma leitura rápida e capaz de um fantástico apoio aos centrais. Além de marcar livres e cantos de uma forma quase cirúrgica. Tenho para mim que o futuro passa pelo Rúben e por ele. Campaña vai, de certeza, poder fazer o início da saída a jogar pelo centro do terreno, para dar um melhor corredor central ao FC Porto. Gostei muito do que vi, e acho que vai ser uma grande mais valia.


Creio que Lopetegui identificou os problemas, até porque se soube que gritou bastante com os seus jogadores e pôs a casa em ordem, como se viu. Da última vez que perdemos, houve uma grande inflexão na prática, e estou crente que vamos ver uma forte reacção do nosso FC Porto hoje. Acho que será um jogo de grande pendor atacante e domínio. Espero um FC Porto sufocante. E espero a casa com a massa adepta resistente, até porque acho que a grande maioria da massa assobiativa já desistiu. E ainda bem. Chega de parvoíce. Força, valor, atitude e concentração. Temos uma equipa jovem em franco crescimento e há que dar o apoio para que ela seja com valor.

Se há uma coisa que o Braga nos mostrou foi que essa historinha dos 6 pontos é pura treta. Enzo saiu de vez e acabou o benfas. O benfas da segunda parte é um benfas perdido. Mais, apesar do colinho arbitral - outra pavorosa arbitragem, em consonância com o que exigiu o chiclas - é nítida a incapacidade do benfas sem o seu trio maravilha. agora é só duo. E sendo que este foi embora por 25 (menos 5 que a cláusula, e se calhar já inclui as despesas no valor) e o Dumbo tem de fazer mais carcanhol, não fica por aí. Não é problema nosso. Problema nosso é ganhar todos os jogos e perder o mínimo número de pontos. As contas fazem-se no fim. E seremos campeões. Temos a melhor equipa, de longe. Afinada será imbatível.

O meu onze (4x3x3): Fabiano; Danilo, Reyes, Indi, Alex Sandro; Campaña, Herrera, Quintero; Tello, Jackson, Brahimi.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

O Ensurdecedor Silêncio


Nos meus 36 anos de vida, à volta de 30 dos quais como Portista, uma coisa tem sido constante. A voz de Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa. Nunca tive o privilégio de o conhecer mas, uma coisa que nem eu nem, honra lhe seja feita, o meu Pai, que apesar de lagarto sempre gostou de ouvir, deixamos nunca de fazer foi admirar a sua clareza, o seu discurso forte e determinado, a sua resposta incisiva e contundente. Com uma fina ironia e uma frontalidade assinalável, Pinto da Costa sempre deu o corpo ao manifesto pelas suas ideias e considerações, em defesa do superior interesse do Futebol Clube do Porto.

Não escondo que uma parte grande da razão pela qual sou tão orgulhosamente Portista se prende com o exemplo de liderança do maior Presidente de toda a História do Futebol. Lembro-me da sua entrevista ao Estebes no Tal Canal, das suas tiradas matadoras após os jogos, ou mesmo a forma corajosa como reagiu na famosa vitória do jogo da Taça ou como enfrentou o domínio benfas e o centralismo da capital. Pinto da Costa nunca deixou nenhum assunto relacionado com o Futebol Clube do Porto sem resposta adequada, graças à sua inteligência rara e ao domínio absoluto das questões. A garra, o espírito combativo e a força com que enfrentou poderes, grandes e pequenos, foi sempre admirável.

Aos 76 anos, e nem sempre com a saúde mais forte, seria natural que Pinto da Costa quisesse ir ocupando uma posição menos executiva e outra mais de Chairman, que nenhum outro Presidente na História mereceu (e duvido que volte a merecer) tanto. O extenso palmarés pelos seus e pela sua direcção conquistado é disso prova. Nada, repito, nada que o Nosso Grande Presidente faça ou deixe de fazer de ora em diante poderá diminuir isso. Qualquer reacção em contrário é pura ingratidão.

Mas é muito preocupante que a postura do Futebol Clube do Porto seja, neste momento, aburguesada, amorfa, passiva, incipiente. Não haverá, em toda a Estrutura, que agora até tem controle sobre um canal de comunicação e tudo, quem se insurja contra esta arbitragem manhosa, quem tome para si o testemunho de Pinto da Costa e siga a guerra contra os poderes instalados e dominantes dos média e da capital centralizadora? Até quando vai a Estrutura Directiva do Futebol Clube do Porto assistir passivamente a atropelos que nos sonegam pontos importantes, permitir títulos e artigos de média tendenciosos, mentirosos e canalhas? Estamos entregues assim tanto a comissionistas e e gestores que estão mais interessados em cash flow do que em vitórias e títulos?

Foi este o resultado de tanta luta brava de Pinto da Costa? Foi para isso que o seu nome foi maltratado, vilipendiado e agredido? Sem a sua identidade combativa , não haja dúvidas que o Futebol Clube do Porto será engolido pelos poderes sempre dominantes e facciosos! Já não há reacção a estes atropelos, como no jogo do benfas? Aos ataques canalhas de quem está na sombra, protegido pelas directrizes de grupos de média, cujo interesse é fragmentar os Portistas?

Também aos dirigentes é preciso dizer: Acordem porra! Sejam merecedores do emblema que tem nos casacos, nos pins ou qualquer outra indumentária, desta mui nobre instituição que vos paga o salário! Aqui ninguém vos pede que sejam cordiais e simpáticos! Sejam lutadores porra! Respondam, contestem, barafustem contra esta palhaçada!

Não acredito, sinceramente, que isto seja estratégia. Acho sim que, infelizmente, é pura indiferença e passividade, porque o deles está garantido e o que interessa são os negócios. Se assim se demonstrar em breve, creio que estará na hora dos sócios se manifestarem e exigirem mais respeito a quem dirige pela História e Conquistas do Nosso Grande Clube!

Façam Alguma Coisa, porra! 

Se não reagirmos, pereceremos, e não estaremos a fazer jus a todos os que nos precederam, no campo e fora dele! Estamos a cuspir na nossa Identidade e Valor! Reajam porra! 

É o vosso dever!


quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Corram com ele, pá!


Não pertenço à Estrutura do Futebol Clube do Porto. Não tenho nenhuma ligação ao Clube, directa ou indirecta, que não a de associado - e mesmo assim, com pena minha, recente. Mas estou cansado de ver a impaciente birra e a incompreensão imediatista do adepto Portista. O Nosso Grande Presidente criou um monstro, sem saber. É surrealista tudo o que se está a passar. É necessária uma chamada à razão. Portanto, permitam-me que aponte umas coisas que, a mim, me parecem evidentes, e que são tão óbvias que até dói.

De Jesualdo Ferreira para Villas Boas transitaram jogadores como Helton, Beto, Bruno Alves, Fucile, Rolando, Sapunaru (Este Sapunaru que diz isto!), Maicon, Raul Meireles, Álvaro Pereira, Guarin, Belluschi, o Cebola, Mariano González, Fernando, Hulk, Falcao e Varela. A Villas Boas chegaram ainda Moutinho, Otamendi e James Rodriguez. Quem pode, em consciência, achar que a identidade, o querer, o saber e a experiência do que é Ser Porto, não estariam aqui? Quem acha que a base do jogo não estava já definida, tratando-se apenas de aperfeiçoar? Mesmo a Vítor Pereira, o agora grande deus da táctica, que até dá lições ao Guardiola, foi ainda oferecido Lucho González, para mim um dos melhores 8 de sempre, o grande Comandante, tendo saído apenas, no primeiro ano, Bruno Alves, Raul Meireles e Mariano González. Alguém duvida que a espinha dorsal do que é Ser Porto estava já feita? Vítor Pereira deu um cunho pessoal, é certo, mas tinha um balneário plenamente identificado com o Portismo, com líderes claros e de respeito, com hierarquias e com o andamento definido.

Sendo até justo, foi Paulo Fonseca quem mais sofreu. Saiu uma parte importante do ataque, teve um Jackson que já queria sair, um Danilo e um Alex Sandro perdidos e inexperientes, um Otamendi na porta de saída e um Mangala inseguro. Mas enquanto teve Lucho, Helton e Fernando, havia princípios de jogo, as transições da defesa para o ataque eram bem feitas e com critérios, que não eram os dele mas eram os certos. Até que Fonseca, teimosamente, implodiu com o FC Porto. Levou Lucho à porta da saída, a seguir a isso, pôs o FC Porto irreconhecível. Quando se fala, de uma forma cínica e absurda, que o arranque de Lopetegui é pior do que o de Paulo Fonseca, esquece-se que o título por ele conquistado foi feito na base do do predecessor e que, a bem dizer, vinha sendo construído há uma década. Quando Lucho saiu, saiu também a verdadeira autoridade no balneário, ficou tudo à deriva, porque Helton é bom demais e não transmite essa aura - mesmo assim, quando se lesionou, tudo ficou pior ainda -, Maicon está cá há que tempos mas vê-se a segurança que transmite e Danilo e Alex Sandro não tem anos de casa suficientes.

Julen Lopetegui, inexperiente no campeonato Português, teve de fazer uma equipa nova e, com a saída de Lucho e a lesão de Helton, não tem essa verdadeira voz de comando. Sem ela, para explicar os princípios do jogo Portista, não há como explicar o verdadeiro significado do que é um jogo contra o benfas e o zbordem, para falar da Raça, da Garra, da Atitude. Pela primeira vez em mais de 30 anos, não há uma referência dentro. E isso nota-se. A própria Estrutura está mais voltada ao mercado que aos títulos. A vontade de estar na Champions é por pura visibilidade de mercado e lucro comissionista. Se estes são os princípios pelos quais se regem, como não passar isso para os jogadores?


E que culpa tem Lopetegui de tudo isto? Nenhuma! Isto não é um problema de sistema de jogo, é um problema de Identidade, de identificação com o Símbolo, de entrosamento com o Clube. Lopetegui não tem responsabilidades nisto! Mais a mais, ele vem de um campeonato em que todas as equipas jogam para vencer, ou tentar vencer, e não com esta atitude e mentalidade hiper-defensiva. Não só ele tem a tarefa de entrosar os jogadores, os identificar com o Emblema e a História do Clube, como tem ainda que habituar-se a que 90% do seu tempo será levado a contrariar equipas que não querem jogar futebol. Nem um Elche é assim! E se ele não sabia isso, isso é um problema dele? E é problema dele se a média das idades do plantel é de 25 anos, média essa só levantada pela presença de Jackson, Helton, Quaresma e Maicon? Que identificação com o Clube tem a maioria dos jogadores? Que conhecimento do campeonato terão? Estarão eles habituados a combater anti-jogo? A mim não me parece!

E uma vez mais, isso é culpa de Lopetegui como? De que maneira? Certo é que trouxe os jogadores, mas é culpa dele que quem ficou não saiba ter autoridade dentro do balneário? Que a Capitania tenha sido entregue a alguém que, ainda no ano passado, tenha querido sair, até por falta de alternativa? Quaresma pode ter raça e atitude, mas quem pode em consciência dizer que ele transpire maturidade e respeito? Entrosar jogadores uns com os outros leva tempo, criar uma sensação de pertença e identificação também. E esse tempo tem de ser concedido. Evidentemente que isso se notou, claro, contra o benfas.

Já reparou o leitor que o benfas tem o mesmo treinador há 6 - seis - anos e que os seus processos e modelo de jogo estão assimiladíssimos há imenso tempo? Já viu há quanto tempo está lá Luisão, por exemplo? Claro que cometemos erros estúpidos! Quem, em sã consciência, poderia esperar outra coisa? Os últimos treinadores do FC Porto tinha essa mesma vantagem - os processos estavam assimilados e tudo estava trabalhado, tratando apenas de se aperfeiçoar e moldar ao estilo do treinador. O último pulverizou tudo. Reduziu a escombros o modelo, a identidade, o balneário, a hierarquia, tudo.

Reconstruir não é instantâneo. E se fosse, seria muito mau sinal, seria sinal que não estava a ser consolidado. Temos grande talento individual, sem dúvida, mas a osmose, a ligação instintiva, só vem com o tempo. Mesmo assim, foi já criada uma forte noção de grupo, não há claras divisões de balneário nem egos e super-egos, já se criou uma matriz de ataque forte e uma identificação com um modelo. Tudo totalmente novo. E os detalhes, as afinações, terão de levar o seu tempo. Se o leitor tem pressa, acha que tinha de ser já ontem, e acha que com outro treinador tudo isto magicamente se compõe, digo-lhe, faça um abaixo-assinado e corra com o "espanhol de merda". É seu direito achar isso. ´

No entanto, coloco para sua meditação que há equipas que demoraram muito tempo a crescer e a refundar-se, e que outros grandes Portistas estiveram muito tempo sem ver o seu FC Porto ganhar nada que se veja e não foi por isso que abandonaram o seu clube do Coração. Mesmo assim, ainda faltam 63 pontos, 21 jornadas, e o meu cérebro matemático não consegue conceber que uma equipa ganhe 100% das vezes, ou sequer que não perca 7, 8, 10, 15 pontos até ao fim do campeonato. Isso é uma insanidade. Eu não atiro a toalha ao chão. E lá estarei, sexta-feira, para apoiar o meu treinador, a minha equipa, e fazer a minha parte que é apoiar, incentivar e não virar as costas ao meu Futebol Clube do Porto.

Vejo-o lá?

(Ilustrações do grande Bruno Sousa. Todos os direitos das imagens pertencem-lhe. E agradeço-lhe desde já que elas existam)

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Inquietações e Outras Fúrias e A Alma do Dragão


Estamos com um problema. Na minha óptica estamos com um sério problema. Que tipo de Futebol Clube do Porto queremos? Qual é o fio condutor que queremos? Confesso que, nestes dois dias que se seguiram à derrota com o benfas, vi tudo o que estava à espera de ver. De repente, tudo se pôs em causa, Lopetegui voltou a ser um desastre, suspira-se contra a armada espanhola. Deixem-me esclarecer uma coisa. Só uma equipa jogou futebol. A nossa. Acho incrivelmente injusto que se critique uma equipa por querer jogar futebol. Acho um absurdo que se elogie a outra por não querer. Achar-se que isso é um banho táctico então, é absolutamente surrealista.

Sejamos claros. Contra equipas de igual valor (não posso falar de Bayern, Barcelona, etc..) o FC Porto será sempre forte e lutador. O Futebol Clube do Porto joga melhor contra quem quer, realmente, jogar à bola. Por isso, assusta-me muito mais o nosso campeonato do que a Champions League. Na Champions League, contra o Basileia, vamos ter duas equipas que querem ganhar. Que jogarão. Que serão pró-activas. Como é natural. Como é normal. Como é possível criticar-se que não se saiba jogar contra quem não quer jogar? O anti-jogo tem de ser previsto ou criticado? Queremos jogar futebol sozinhos? Queremos ter como base, no futebol nacional, 18 equipas (!) das quais 10 vão jogar anti-jogo? E contra nós, todas o tenham feito? Até agora, todas as equipas que jogaram futebol contra nós perderam. Essa é a realidade. O jogo do benfas foi uma vergonha. Contra factos não há argumentos.



Tivemos falhanços defensivos. Claro. Temos uma equipa de 5 meses. Completamente nova. Do ano passado, temos Fabiano, Danilo, Alex Sandro, Herrera, Jackson, Quaresma, Maicon. Quase metade dos jogadores. Nestes últimos anos, desde Jesualdo até Fonseca, nada disto se tinha passado. Jesualdo preparou uma equipa para Villas-Boas. Este para Vítor Pereira. E Vítor Pereira para Fonseca. Este ano recomeçou-se. Fez-se um reset. Antes, todos estes treinadores tinham históricos Portistas, que estavam entrosados com a equipa e que faziam a Mística no balneário. Lopetegui não. Danilo e Alex Sandro que me perdoem, mas faz muita falta uma voz que explique aos jogadores do FC Porto, a História, a Raça e a Luta do nosso Clube desde a sua formação. E este problema não é do Lopetegui. 

A política de vendas do Futebol Clube do Porto é lucrativa mas deixa um problema muito sério - está neste momento sem jogadores "de casa". Maicon é perdulário, Quaresma tem um feitio especial e muito individualista. Fora estes, todos os outros querem dar saltos para outro lado. Danilo, Alex Sandro, Herrera, Quintero, Casemiro, Óliver, Brahimi, Jackson, Tello. Não acredito que um só destes queira ficar cá. Eu sei que faz parte da natureza de ser jogador, mas sem jogadores "de casa" não temos equipa. Em nenhum lado do Mundo. No ano passado, senti que perdíamos o campeonato quando saiu Lucho González. Precisamente porque El Comandante... comandava! Qual é a voz de comando agora? Em nenhum ano, desde me sei adepto Portista, me lembro de ter uma equipa do Futebol Clube do Porto tão pouco Portista, nesse sentido. E não nego que isso me entristece. 


Sou, por defeito de formação, uma pessoa paciente. Acho imperativo que se formem jogadores da casa que queiram e sonhem estar na equipa A. Como Rúben Neves, por exemplo. Estou certo que, com Rúben em campo, e apesar dos seus 17 anos, teríamos jogado à Porto contra o benfas. Porque este é Portista. Mesmo Portista. E não tem de ser portugueses. Mas tem de ser Portistas. Confesso que esta história de estar de passagem me tem incomodado. Senão vejamos, e sejamos francos, temos visto o mesmo fulgor dos jogadores do FC Porto no campeonato que vemos na Champions? E porque será? 

Eu não sou ninguém para criticar a SAD ou o Clube e a sua Estrutura. Mas estou em crer que uma aposta na formação é importantíssima para ter, de novo, a Raça que, confesso, vejo faltar. E atenção que, com raça não quero dizer ratice. Aquele jogo caceteiro do benfas é uma infâmia. Faz lembrar o Boavista de Pacheco. Futebol é um desporto de contacto mas não é rugby. e é por isso que os Carnidos nunca acabaram um jogo disciplinarmente intactos na Champions League. Mas combativo, furioso, crescido, sim. E nada disto tem a ver com o trabalho de Lopetegui. Tem a ver com a Alma de Dragão. E sugiro que os responsáveis Portistas deixem de pensar corporativamente e passem a pensar, de novo, como um Clube de Futebol. Porque eu sou adepto do FC Porto, não da "marca" ou "brand" ou do Relatório e Contas. Sem Passado não há Presente. Sem Presente não há Futuro.

Estou, estarei e já vou estar também sexta feira lá para apoiar. Contigo até ao fim, tu és o nosso amor. Mas quero esperar que, para lá do Nosso Grande Presidente, haja mais na Estrutura quem queira preservar a nossa Alma de Dragão no Porto. Temos uma equipa nova, em formação, acho que Lopetegui vem fazer um trabalho de fundo, que incluirá muitos dos nossos formandos, e isso anima-me para o nosso futuro. Mas blindar os Portistas de Alma, Raça e Orgulho é fundamental.

Bibó Porto, Carago!


P.S.: Se Villas Boas quer voltar para cá será bem-vindo. Vai ter é de esperar a sua vez. E vai ter de assinar uma cláusula de não abandono do barco. É nesta casa que ele é feliz. Óptimo. É Portista. Excelente. Mas tem de saber respeitar o nosso clube.

Se Oliveira acha que com o chiclas estaríamos doze pontos à frente, já disse tudo da sua valia. Acho que é doentio esse tipo de pensamento, o pensamento sistematicamente contra o seu clube e os seus, na sua grande isenção, e deixa-me inquieto que essa... pessoa... tenha 11% da SAD do Clube. Digo peremptoriamente, publicamente: Se uma pessoa com este pensamento for um dia Presidente do meu Clube, não deixarei de ser Portista - nunca poderia - mas não porei mais os pés no Dragão enquanto isso se verificar.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Um Azar De Uma Finta

Aviso desde já, antes de começar o post: Não me ouvirão dizer para pôr o treinador na rua. Não me vão ouvir criticas à "armada espanhola". Vão ouvir-me, sim, fazer observações. As minhas. Não sou seguidista ou yes-man, houve muita coisa mal. Mas também, não houve nenhum benfas. Como nunca há. Falarem-me de lição táctica do benfas? Qual? A de defender e marcar dois golos de pura azelhice nossa? Essa é que é a lição táctica do chiclas? Poupem-me! Começamos bem e fortes, com o Tello a ser o Tello normal, inexplicavelmente retirado a meio do jogo. Quaresma devia ter jogado de início neste jogo. E Tello também. Depois pressionamos e atacamos, inconsequentemente. Falhamos golos cantados, como sempre. O poste também não foi nosso amigo. Numa das raras vezes que o benfas subiu, um daqueles lançamentos ilegais do Maxi (pisou a linha, veio a correr para o lançamento desde Gaia) enfia a bola à canto, confusão, falhas de marcação, má defesa, golo estúpido. Depois, mais pressão, mais ataque, mais golos cantados falhados, intervalo.

Assim estava a vencer o benfas. Como o Herrera não existia e Rúben não estava, não havia meio-campo, Lopetegui deveria ter metido ali o Evandro. Era evidente para mim, para si, para toda a gente. Demorou-se, segunda subida do benfas, falhas de marcação, tau, golo estúpido número dois, Fabiano mal na figura. Aqui, Lopetegui faz o que já devia ter feito e põe o Quaresma e Quintero. O jogo sobe de tom, massacrante, especialmente com Aboubakar, que entra pouco tempo depois, golo anulado, golo que bate em 16 postes e um canto de flippers. Arrasta-se com lesões falsas e anti-jogo típico de equipa pequena (a "grande lição táctica" do chiclas é jogar como o Penafiel, não houve uma só  jogada construída pelo benfas todo o jogo) e o jogo acaba. Assim se perde um jogo que se deveria ter ganho.

A minha esperança está nisto que vêem aqui, nestas capas. O benfas é uma equipa que ganha campeonatos à 13ª jornada. Que bom para eles. Ficaria espantado é se assim não fosse. Muito mesmo. Mas eu vivo na Twilight Zone. Nesta minha realidade alternativa, ainda faltam 21 jornadas! Será que eu estou a delirar? É, no entanto, urgente para Lopetegui, este Natal, compreender a história destes Clássicos e para que servem. É que, se tal não for, não ganhamos o campeonato de certeza. E a Estrutura tem de começar a fazer o seu trabalho. Já não falo do exterior. Falo do interior. Eu sei que o que interessa, no fundo, já está - vamos à Champions de certeza, estamos nos oitavos e vamos vender bem jogadores e saldar as contas como sempre. Agora, é uma pena que o Futebol Clube do Porto esteja a deixar de se interessar... no futebol. E, já agora, ter mandado a claque contrária lá para cima foi de mestre. Graças à acústica da cobertura, 4 mil fazem o barulho de 15 mil. Bravo.

GOLOS

Quaresma - Perdeu algumas bolas, fez alguns maus cruzamentos, mas jogou com raça, atitude e ambição. Coisa que falhou à maioria da equipa. E soube sacudir um jogo que estava perdido já na cabeça dos jogadores, soube ter o espírito guerreiro e avassalador que o FC Porto parece só ter na Champions League.

Marcano -  Teve culpas no primeiro golo, mas não directas, como todos os outros. Fora isso fez um grande jogo, com ganhos de cabeça muito grandes e uma marcação eficiente. Foi o único que conseguiu fazer alguma - pouca! - saída de bola e teve força para parar jogadas e orientar o sector defensivo.

Aboubakar - Quando entrou, a sua força e  a sua intensidade possante tornaram o ataque portista naquilo que ele devia ter sido todo o jogo. Forte, agressivo, sufocante. Para mim, a merecer a titularidade.

FALTAS

Yacine Brahimi -  Posso pôr este em tamanho mais e em sinal luminoso? Que desastre! Fintas, fintinhas, fintolas sendo que o único que fintou foi a sí próprio. E a nós. Jogava para trás, não abria, não jogava à linha, nada. Uma absoluta nulidade. Se houve coragem de tirar o Adrián da convocatória, para que ele acorde certamente, haja coragem para sentar Brahimi. Porque não jogar em 4x3x3 com extremos clássicos? Não acho que fizesse mal e eram dois jogadores a pressionar e a servir. Mas se Brahimi não acorda, espero que perca o lugar. Já. Para já.  Esta semana, Brahimi recebeu dois prémios e falou 3 vezes à imprensa internacional acerca do PSG. Alguém vai ter de explicar ao menino que, se ele deixar de jogar futebol como está a fazer, ninguém o vai levar nem para o Alverca. Aliás, este estilo de conversa não era costume no FC Porto.... Não se pode ter jogadores que acham que vem aqui só ver a vista.

Herrera - Algum dia tinha que lhe dar o abafo. Esse dia foi ontem. Não jogou nada. Zero. E sem o seu box-to-box não há meio campo. A não ser que fosse substituído. Foi. Tarde. E mal. E por um criativo. E o meio-campo continuou a não existir.

O Jogo Flanqueado - Se não se jogar pelo meio do terreno, torna-se o jogo previsível. Se é previsível é parável.  Se é parável, não existe.

A Estrutura - Como é possível que Lopetegui não tenha sido preparado para a forma como o benfas joga connosco? É que eu estou certo que Lopetegui se preparou para o que o benfas é, mas não para o que o benfas é connosco! É que eles não fizeram uma jogada de ataque. Nada. Zero! Jogaram à equipa pequena, como sempre. Lopetegui tinha de ser preparado para isso. E não foi.

Jackson - Para mim chega. Pode ajudar e bem na defesa. Pode ir buscar bolas ao meio campo, pode distribuir, pode ser óptimo a jogar de costas. Mas o Aboubakar, para mim, parece-me muito mais um ponta de lança do que o Jackson. Acredito que, ao contrário, as bolas tinham entrado. Não pode ser. Fez-me lembrar Málaga. Jackson, quando não marca, não marca mesmo.

Faltam 21 jornadas. 63 pontos. Quase duas vezes os pontos que o benfas já ganhou até agora. Ainda é outro campeonato. É bom não entregar os pontos já. No fim-de-semana lá estaremos. A reagir. E isso não é ser yes-man. É ser Portista.

sábado, 13 de dezembro de 2014

A Fúria Que Alimenta a Nossa Garra


É absolutamente impressionante! Quando o meu caro ou a minha cara Portista se perguntar a si próprio/a porque razão a agremiação de Carnide nos mete tanta espécie e queiramos ganhar-lhes com, se calhar, mais fervor do que a qualquer outra equipa, saiba do seguinte: É por causa da Comunicação Social. É um absurdo, chega a ser quase pornográfica, a campanha que se orquestra em tudo o que é média para nos anular, nos diminuir, nos fragmentar, nos intimidar. Mas eu gosto! Gosto porque é, no fundo, a nossa Poção Mágica. Eles ainda não perceberam que nos alimenta a fúria para comer a relva. Que nos faz dizer "Ai é carago? Então pera aí que eu já te mostro!" Neste jogo, meus amigos, não há massa assobiativa. Há apenas e só a luta de 50 mil contra onze gatinhos pingados, 11 galinhas que vem ali tentar a sorte. Mas não para os média. Para os média só dá benfas. O que deve o chiclas fazer, com quem deve jogar, quem deve pôr para derrubar o fraquinho FC Porto.

Agiganta-se a agremiação, faz-se pensar neles como heróis. Quem oiça o discurso da CS, diria que Gaitán é indefensável, que Sálvio é imparável e que Talisca é o melhor jogador do Universo. Diria que Enzo era imprevisível, Samaris é de betão. Que Jonas já tinha marcado 3 golos antes do jogo começar. Dos nossos, nem uma palavra. Nada. Zero. O Brahimi eclipsa-se, o Tello não existe, Herrera, Óliver e Casemiro são apenas banais e serão apenas meros espectadores no passeio que será a vitória dos benfas. Jackson nem é um dos melhores ponta-de-lança da Europa nem nada.


Vejamos dois exemplos curtos. Ontem, no MaisFutebol, que normalmente costuma ser leve, descontraído e tentando ser divertido, estava tudo de semblante carregado. Era um programa para ser levado a sério. Madureira, Barbosa, Paulo Bento (!!!) e um bronzeadito Ribeiro, acabado de chegar das suas férias. Deixei este para o fim, porque diz ele, a páginas tantas, que este ano há um "grande equilíbrio", "nenhuma das equipas está superior à outra" e "nenhuma tem estado especialmente brilhante". Diz ele também que "no ano passado já se demonstrou uma inversão na tendência", que "já houve resultados do benfas positivos no Dragão" e que " o domínio do FC Porto já não é claro". Lindo. Todos sabemos que vem da boca de um benfas aziado e doente, mas é espectacular. Acha então o xôr Ribeiro que o plantel do benfas se equipara ao do FC Porto. Óptimo. Eu também não, mas tudo bem. O engrandecimento do benfas é precisamente aquilo que os faz tornar mais pequenos. E tudo graças à CS que os torna desse tamanho. A minha questão é que se falou quase uma hora do que devia o chiclas fazer, como e com quem jogar, E do FC Porto? Falou-se da rotatividade, das alterações, do Quaresma (eternamente, sempre a bater na mesma tecla), de se os jogadores ficam "desanimados" por tantas alterações. Sobre a qualidade individual, nada. É como se não existíssemos enquanto equipa.

Mas divertido foi, sem dúvida, o sempre hilariante 4x4x3. Então não é que eles põe no "sentados no banco" o Adrián e ele ganha como sendo o pior da semana com 90%? À frente do caso Rosa/Deyverson do qual só Jorge Andrade falou? E José Nunes, sempre comedy savant, decide fazer um trocadilho com Adrián chamando-lhe "Flopez". Depois do "Flopetegui" agora é o Adrián "Flopez". Jorge Andrade, num daqueles raros momentos em que faz o que deveria estar ali para fazer, diz que jogou com Adrián e que sabe aquilo que já aqui falei inúmeras vezes, que vindo de um sistema de jogo diferente, tem de se adaptar e isso leva tempo. Nunes atalha que não, que deve ser porque ele tinha a "expectativa de ser titular" e porque deve "achar uma despromoção vir para a Liga Portuguesa". Muito bem. Depois, mais outra hora a falar da grande qualidade benfas, de como o sr Tovar teve o prazer de poder ver o melhor golo de sempre que foi o par Gaitán/Sálvio ao vivo, de como Pizzi vai fazer esquecer Enzo Perez. Sempre a andar, sempre em frente. Claro, entrevistaram os adeptos benfas, cheios de moral, que acham que o benfas é o melhor benfas da História. Que interessa terem feito uma miserável figura na Champions League. Isso é completamente acessório.


Por isso, continuem a alimentar-nos com estes abusos, esta indignidade de nos ignorarem, menosprezarem, insultarem, fazerem comédia à custa dos nossos. Isso é o que alimenta a nossa Garra, a nossa Fúria, o nosso Querer.

E é com esse Orgulho Tripeiro que iremos vencer!

Pra cima deles, carago! Até os comemos