quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Análise FC Porto 2-1 Chelsea (2â Jornada Fase de Grupos Champions League)


Tinha dito que ia ficar chateado se vencêssemos. Desculpem, não consigo. Este FC Porto deixa-me pleno de felicidade e êxtase. Mas deixa, também, em aberto questões preocupantes. Passo a explicar.

Ontem tivemos no Dragão um FC Porto à moda antiga, daqueles de superação, com Raça, Querer, Vontade e... Mística. Sim, não me venham mais falar que "falta Porto ao Porto" e "a Mística já não existe". Existe, sim, e de que maneira.

Nós éramos o underdog, o pequenino, que ia tentar pontuar com o gigante. Felizmente para ele, Mourinho não foi na cantiga e montou uma equipa plena de jogo. Sim, foi o melhor Chelsea que vencemos, não foi o Chelsea de azul desbotado que tem estado na Premier League. O que nós tivemos foi uma grande União e Espírito de Sacrifício que superou o talento do outro lado.

Quem disser que Willian, Pedro ou Diego Costa fizeram um mau jogo só pode estar a brincar comigo. Já agora, sim, Casillas podia ter feito mais para evitar o golo, ele próprio o disse, mas também fez um bom par de defesas que nos valeram pontos. E esteve a comandar a tropa, que eu bem vi. 


Onde ganhamos o jogo foi na entrega total de todos a cada lance. Quando os grandes (André pai, Lima Pereira, Rodolfo, etc) falam a Bernardino Barros de deixar tudo no campo, é disto que falam. De uns exaustos Rúben Neves e André André, de um Rei Bakar que não esteve à procura de brilhar. Mas também falam, principalmente, de um Maicon de pé inchadíssimo a jogar como se não houvesse amanhã e de um estóico Imbula a levar com o cão Matic a morder-lhe a perna sem reclamar. E de um Brahimi a defender!

Os destaques que farei são de jogadores extraordinários, mas todos, sem excepção, foram jogadores à Porto. Calem-se os detractores, aqueles que acham que somos maus e que não jogamos nada. É mentira. Somos o FC Porto.

Mas, ainda assim, uma dúvida assalta o ar, como um vento suão que traz consigo tempestade: fica provado o que sempre disse, que o sistema de Lopetegui funciona fantasticamente quando se quer jogar futebol, quando as duas equipas querem jogar. Mas, e quando não querem? Como justificar tamanha assimetria entre o campeonato nacional e a prova-magna? Como não nos rendermos à evidência de que este banho táctico não pôde ser preparado em três dias? E onde ficou o Moreirense no meio disto tudo? Porque não defende e ataca Brahimi desta maneira no campeonato

É um problema de difícil resolução este, no qual há que meditar, mas não hoje. Hoje é o dia de celebrar, de rever os lances e deleitar-nos com a Europa do futebol rendida a um FC Porto cada vez maior. Um FC Porto à Porto!



Maicon - O Air Strike foi mesmo Air Strike! Impressionante a forma como venceu no jogo aéreo a Diego Costa, como fez cortes de suprema qualidade, como apoiou, fez dobras, comandou, flanqueou, tudo e mais alguma coisa. Teve, claro, as suas famosas Paragens Cerebrais®, mas foram superadas pelo segundo golo consecutivo de bola parada (!!!) e por jogar uma boa parte do jogo em claríssima dor. Se Maicon não é um digno Capitão, não sei quem será.

Rúben Neves - É um Galáctico da bola, um predestinado que só com muito inegável Portismo se vai conseguir segurar. O futebol corre-lhe nas veias, nos seus pés a Magia de quem faz da bola o que quer, e a visão estratégica de um Comandante. Tudo isto num miúdo de 18 anos. Para mim, titular indiscutível. Quem joga da maneira que o nosso menino jogou contra um colosso europeu, joga sempre e traz qualidade indiscutível ao FC Porto. Aquelas entradas finais na área mereciam o golo que procurou e deram ideia de que é já um Homem de barba rija.

As Pulgas Eléctricas com pilhas Duracell - Impressionante a qualidade de jogo e a capacidade de superação de Maxi Pereira e de André André. Não farão os jogos mais vistosos, mas serão sempre os carregadores de piano e os paus-para-toda-a-obra que fazem do FC Porto um à Porto. Sem eles não teríamos ganho. Em todo o lado, em qualquer lugar, para qualquer coisa, nem que o adversários lhes dê 30 cms de diferença. Então Maxi chegar ao fim do jogo sem estar de rastos, deixa-me atónito. O Presidente tinha razão: um digno sucessor do 2.

Aboubakar - "O Sábio sabe pôr-se em último lugar. Assim, é sempre o primeiro". Estas palavras de Lao Tzu no seu fantástico Tao Te King, assentam como uma luva ao Rei Bakar. É comovente a forma como Rei Bakar faz tudo o que é preciso, passa, dobra, constrói, defende, ataca, remata, tabela...Enfim! Jackson quem? Pois! É mesmo o Rei.

Imbula - Quando vejo Imbula lembro-me sempre deste tipo. O nosso Juggernault é mesmo imparável e fez uma extraordinária exibição! Realmente, com espaço, Imbula é outra conversa! Que força! E foi imperial na defesa! Assim, sim!

Indi - Pouco importa se joga muitas vezes ou poucas, entrou pleno de Raça e de Querer à Porto. Muito melhor a defender do que a atacar, a forma como estava presente a cortar lances capitais foi absolutamente decisiva.

Brahimi - Faço-o relutantemente, porque não merecia pela atitude de sexta, no entanto não há como escapar. A atacar, a defender, a superar-se, começou individualista, mas acabou a ajudar a equipa em tudo. Brahimi fez um jogo soberbo. Mas, e o campeonato, Yacine?

Lopetegui - Ganhou em toda a linha ao Special Happy One. Até ao pôr Layún a extremo direito. Como criticar um treinador capaz de inventar uma táctica tão fantástica? Como ficar aborrecido por ele gostar é de jogar futebol? Ou o FC Porto ganhou apesar do treinador? É deixar-se de trocas de nome, ó faixabore, e respeitar um técnico capaz de nos pôr a jogar de igual para igual com equipa do triplo do orçamento.


Amistades Peligrosas - O nosso amigo árbitro era sabidos que tinha uma amizade perigosa com Mourinho. E notou-se, notou-se muito. O festival de sarrefada consentida ao Chelsea contrastou com os amarelos e faltinhas manhosas averbadas ao FC Porto! Pouco importa se Marcano faz penalty ou não, é muito intelectualmente desonesto dizer que fomos beneficiados no que quer que seja! à atenção do Dr(?) Bruninho Calimero, vê lá isto e cala a boca! O que se deve fazer quando somos prejudicados é aguentar e superar-se. Como nós fizemos. Com muita Raça!

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Antevisão FC Porto - Chelsea (2ª Jornada Fase de Grupos Champions League)


Não vou esconder, serei polémico nesta antevisão. Este será, pessoalmente, o jogo dos últimos dois anos que menos me vai dizer. 

Para já, porque parto com expectativas realistas: José Mourinho precisa de vencer para recuperar o crédito na Premier League. Dificilmente perdendo, ou sequer empatando, José Mourinho poderia transmitir aos seus jogadores que seria candidato a vencer a Champions League. Para além disso, sei que os seus jogadores têm o ego ferido, tal como o Bayern teve no Allianz Arena e que virão com tudo para cima de nós. Hazard, Costa e Pedro, conduzidos pela batuta de Cesc Fábregas, são muito poder de fogo para a nossa mui irregular equipa.

Não me surpreende o mindgame supremo de Mourinho. Mourinho conhece bem o FC Porto, e sabe que insultar-nos ou fazer-se superior seria a morte do artista, a gasolina para as nossas tropas. Daí que vem fazer a psicologia inversa, a de enaltecer-nos, de dizer que carrega o FC Porto no coração - mentira, é benfiquista - e fazer todo aquele adocicado próprio de uma cobra a envolver-nos.

Não caio nessa cantilena, senhor José. Para mim, perdeste tudo quando te recusaste a celebrar a nossa maior conquista pelo Clube que fez de ti quem és.

Para lá de Mourinho, gostava evidentemente de ver Casillas numa noite à-lá Helton em Braga, porque Casillas não é o guarda-redes do Real que está aqui, é o guarda-redes do FC Porto!

Por último, quero deixar público que a atitude de Brahimi me deixou pesaroso, e que este estilo de coisas não se deveria passar no meu Clube. Não vivemos para a Champions League. O nosso campeonato deveria ser o nacional - contra o Moreirense, o Tondela, o União da Madeira. Este estilo de atitudes evidencia que, internamente,  não é

Irei ver, pois, este jogo de coração pesado, não pela tripla que representa, mas pelo sinal que transmite. Naturalmente, celebrarei a vitória e cada golo, ficarei feliz pela projecção que traga, mas muito preocupado pelo deslumbramento que isso acarrete. Odeio sensações de dejá vú.

A terminar numa nota feliz, adorei a convocatória de Sérgio Oliveira, Evandro e Bueno. No man left behind. Nem tudo teria de ser mau sinal.

Helton e Casillas (guarda-redes); Maxi Pereira, Martins Indi, Maicon, Marcano, Rúben Neves, Brahimi, Aboubakar, Dani Osvaldo, Tello, Sérgio Oliveira, Evandro, Jesús Corona, André André, Miguel Layún, Danilo, Bueno e Imbula;

(4x3x3): Casillas; Maxi, Maicon, Marcano, Layún; Imbula, Rúben Neves, André André; Brahimi, Aboubakar, Tello;

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

O Orgulho E A Raça Em 122 Anos De Glória


122 anos de História, de um improvável clube de uma cidade para um grande mundial. Já todos conhecemos a história, mas vale sempre a pena revisitar no sítio que mais sabe sobre isso. 

Sou do Futebol Clube do Porto por influência do meu primo Zito, o Portista mais doente que alguma vez conheci. Não tinha ninguém na família Portista, excepção feita ao meu tio-avô Garrincha. O nome dele não é esse, mas desconheço em absoluto qual seja, juro. Lembro-me bem dos primeiros jogos que vi, da forma profunda de olhar de Sir Bobby Robson, da sua aura de dignidade e do seu comando veemente. Era muito miúdo, mas lembro-me bem de pensá-lo gigante, de o comparar a um chefe índio - sempre fui do lado dos índios, desculpem. E de tantas alegrias que vivi de seguida, com especial destaque a Villas-Boas, com o seu olhar de fogo e a força apaixonada de ser Portista de Coração. E do peito aberto e a cabeça levantada do Comandante Lucho González.

A minha história com o Futebol Clube do Porto sempre foi uma história contida, alimentada pelo meu pai, que é um estranho caso de um sportinguista com uma costela muito azul. O Nosso Grande Presidente sempre foi a figura para mim. Não me peçam para mentir, e dizer que vibrava mais com este jogador ou com aquele: Jorge Nuno sempre foi o meu jogador preferido. A forma como esteve sempre com a equipa - e ainda está -  de como nos defendia e de como se assumia um verdadeiro homem sem medo, levou-me sempre a pensar nele como um super-herói.

E confesso, como sempre fui um fã de humor, as tiradas do NGP nos telejornais, nas entrevistas, até n'O Tal Canal, foram sempre algo que adorei, chegando a decorar frases inteiras. Mas também a forma como deu e dá o peito às balas, como não deixa nenhum homem para trás, a expensas até da sua boa imagem, fazem com que, para mim, a História de um seja indissociável da História do outro.


Hoje, o NGP garante n'O Jogo que há uma mais-valia de 86M para abater no passivo. Trago isto à colação para falar do Futuro do meu grande FC Porto, a única coisa que me importa. Uns querem, outros fazem. Uns dizem que desinvestem, outros fazem de conta que têm dinheiro e ficam irritados quando vêem a realidade. Não fugimos a ela. Esta foi uma época de duras custas. A presente não poderá ser.

Há que pensar a Champions como um objectivo secundário, não principal. A nossa Glória estará sempre nos títulos, nomeadamente campeonatos. Não gosto de ver jogadores tirar o pé como vi em Moreira de Cónegos. Quero ver a identidade do Futebol Clube do Porto - a Entrega, a Paixão, a Raça e o Querer.

Porque em 122 anos de História nada mudou. Continuam a olhar para nós de cima para baixo. Continuam a ver-nos como "bimbos". Continuamos a perder 2-0 cada vez que passamos a ponte. Por isso, o fio condutor da Força através da União tem de permanecer. Agora, para sempre, eternamente, sem fim.  Contra tudo e contra todos.

O FC Porto do futuro tem de ser fiel a estes princípios. Mas os adeptos do futuro também. Porque nada se conseguem sem o esforço de ambos. Somos o Futebol Clube do Porto, somos o Clube do Norte que se tornou Mundial.

Viva o FC Porto!

P.S.: O senhor Bruno de Carvalho insinuou outra vez a história da fruta com o Danilo. Pois eu digo a BdC.: Quem nasceu para crocodilo nunca chega a jacaré. E o seu dia está a chegar. Você já vai avisando que o barco tem uma cratera. Tal como Ícaro, tentou voar demasiado perto do Sol. Você bem tenta, você bem imita, você bem mimentiza. Mas não é Jorge Nuno Pinto da Costa quem quer. É-o quem pode. E o senhor não pode.

domingo, 27 de setembro de 2015

Um Novo Dia


Afinal, no final de contas, quem tem razão é o Silva. Mas, Silva, o teu Danoninho é um de atitude. Mantenho que Lopetegui tem de mudar a atitude do seu conjunto e não descansar antes do 3-0.

No entanto, uma lição poderemos tirar deste fim de semana - eu, pelo menos tiro. Falta muito tempo, muito ponto vai ser perdido até ao fim do campeonato. Mas não é só aqui. Um pouco por toda a europa vamos tendo cada vez mais resultados surrealistas - ou não tão surrealistas.

Passo a explicar. Confesso que estou um pouco "traumatizado" com o ano passado e o #colinho, que levou a que o benfica perdesse um número minimal de pontos. Mas a verdade é que, revisto o resumo da SportTV, o que faltou ao FC Porto foi atitude. E essa atitude, repito, é responsabilidade primordial de Julen Lopetegui. É ele que tem a responsabilidade de incutir uma dinâmica de vitória e não de medo. O líder do campeonato tem de saber que pode mais do que os outros. E isso para mim é importante. E também o treinador pode mais do que o vox populi. Não o disse, mas não gostei da substituição de Marcano por Aboubakar. Não foi pela entrada de Rei Bakar, naturalmente. Foi porque Lopetegui abdicou dos seus princípios de jogo e deixou a equipa órfã de defesa e descompensada. Acho que ele aprendeu com isso. Mais vale ser fiel aos seus princípios.

Mas faltam 28 jornadas - 84 pontos. Faltam mais pontos do que aqueles que ganhamos todo o ano passado. Falta somente, sim, Silva, um Danoninho. Por isso, e porque me lembro que aprendemos a cada perda de pontos, no ano passado, que levou a dois meses absolutamente demolidores, é que estou confiante.

Tenho de agradecer a Jorge Jesus por isso. Naturalmente, ontem vi o jogo do sporting, interessava-nos muito. E Jorge Jesus fez o favor de relembrar que já não tem o manto protector, ao ver um golo ilegal anulado. E, convenhamos, tenho a certeza que aquele golo não seria anulado no ano passado. Para lá disso, espero que todo o adepto que critica Lopetegui me possa dizer se prefere aquele "jogo" Jesuita de ataque desenfreado e de linhas defensivas totalmente abertas. Nós tivemos falhas defensivas tremendas que nos valeram os golos do Moreirense, mas o que para nós é excepção, para Jesus é regra. E não estou a falar do sporting, estou a falar de sempre. Sempre. Desde o Braga. Sempre.

Por isso, bem haja sr. Remígio. Tem toda a razão. E continuamos na frente. Temos todas as condições para ser campeões num campeonato que será bem mais equilibrado - o normal, diga-se. Porque não há - nem nunca houve - nenhuma equipa perfeita. O Barça perde 4-1 com o Celta de Vigo, o Madrid empata com o Málaga, o Atlético perde com o Villareal (que desastre Simeone a desperdiçar potencial!) e o Chelsea empata in extremis com o Newcastle depois de estar a perder por 2. 

Assim são os campeonatos. Maratona e não velocidade. Que se aprenda com os erros. É tudo o que se pede. E façam mais faltas, povo. É preciso um FC Porto mais agressivo para impedir aqueles erros de palmatória. Mas é mesmo só um Danoninho.

sábado, 26 de setembro de 2015

Carta Aberta A Treinador e Adeptos


Meu caro Julen,

Estou triste contigo, pá. Muito triste! Não estou triste por causa da "rotatividade" e coisa do género. Estou triste porque teimas em subestimar a importância do cargo que ocupas, e isso deixa-me maluco. És o treinador da equipa mais odiada de Portugal, aquela cujos adeptos são mais perseguidos, gozados e maltratados, aquela que é o butt of the joke, sempre, a cada altura. És o treinador da equipa mais difamada, ultrajada e perseguida de Portugal.

Por isso, meu caro amigo, não pode haver atitude temerosa nas tuas hostes. Ou são guerreiros que deixam cada pingo de suor e que sabem que são melhores ou então... desiste. Não podes ter medo de nenhuma equipa, caralho! Ganhar, empatar e perder é tudo desporto, mas o desnorte colectivo que vi ontem, não é.

E é culpa tua. Sim, culpa tua, porque não passas o espírito de "pra cima dele que só paramos aos 6". És treinador de futebol, certo? Então como raio ainda não percebeste que o Brahimi não tabela com o Layún, e que o Layún cruza bem como tudo? Como, pelamordasanta, ainda não percebeste que o Rúben tem de estar nos jogos de desata-nós como este? 

Como é que ainda não passaste o espírito de que "contra tudo e contra todos vamos rebentar com toda a gente"? Mourinho e Villas-Boas passavam uma coisa que tens de passar à tua equipa, pá! Tens de passar a ideia de que somos mais, melhores e mais fortes que todos! Que não temos de temer nada nem ninguém!

Se queres continuar a ser treinador do Futebol Clube do Porto, digo-te, tens de fazer isto já! Porque nós exigimos isso! E temos direito! Entende: já mandamos um de vela porque era "ok-pronto-tábem". E era bicampeão nacional, carago!
 
 Acorda para a vida que ainda vais a tempo. Mas mexe-te, caralho!


Meus caros adeptos,
Chamo-vos adeptos porque não consigo usar outro termo, mas acho que é esticá-lo bastante. Já não há pachorra para vocês, adeptos do Euromilhões de sábado, que só aparecem quando as coisas correm mal e começam com teorias do como-quando-onde se deve fazer melhor. O quê, tendes orgasmos nos dedos ou na boca a escrever e a dizer isso, é? Olhem que eu fico bem lixado quando tenho de criticar o meu treinador e a minha equipa!

O vosso prazer extasiado leva a vossa euforia a fazer comparações ridículas, com Paulos Fonsecas, a chamar o nome de Quaresmas e trinta por uma linha!  Acordem, pá! Se não estão com a equipa quando ganha e está bem, se ficais lixados quando a equipa vence, sois adeptos de quê, exactamente? Do anti-Porto?

E ainda mais para os expert bloggers, muitos deles intimamente ligados à equipa, não há vergonha? O vosso ego é assim tão grande que se enche de prazer quando o vosso sistemático ode à desgraça é cumprido? Parabéns, pá, sois os maiores, tendes a razão e percebeis bué da bola!

whoopty freakin do.

E agora saboreai com deleite os programas de bola a cascar nos vossos, juntai-vos ao coro de assobios, banhai-vos no "fim da hegemonia" e nessas tretas todas! Era esse o vosso fito, verdade? Para quando um pensamento construtivo?

Neste blogue, não passareis. Critico e criticarei o treinador. Diria tudo isto na cara dele. Porque gosto da minha equipa, dou o meu tempo e esforço para ver o FC Porto vencer. Estou com ele e a minha equipa a todas as horas, não só nas boas. Por isso critico quando vejo algo mal. Mas faço-o com o coração pesado, não esfuziante! Quero ver o FC Porto campeão!

E vocês? Querem ver o FC Porto vencer?

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Análise Moreirense 1-1 FC Porto (6ª Jornada)

Foto do Golden Dragon João Santos
Que dizer disto? Não é possível defender nada disto. Não é. É vergonhoso. Esta lentidão, esta pasmaceira, este "pronto está bem"! Depois da grande segunda parte contra o benfica, exigia um FC Porto forte, dominador, intenso.

Não tivemos nada disso. Marcamos um golo com um excelente livre de Maicon, e não soubemos capitalizar. Não soubemos partir para cima e matar. Nisto, temos de dar razão aos nossos rivais: tanto um como outro não descansam antes do 3-0 e capitalizam os golos, desnorteando as equipas.

Quem não marca sofre. E Lopetegui devia saber aprender com isso. Matar o jogo, senhores, matar o jogo.

E Herrera não está a jogar nada. Quem acha que Imbula é mau....

Amanhã, se conseguir, digo mais. Agora faço um resumo: Um FC Porto como este não merece ser campeão. Jogar à equipa pequena dá asneira. Voltar para trás do meio campo, defender um 2-1 e achar que está, é um absurdo. Parabéns ao Moreirense. Soube lutar, acreditar, nunca se dar por vencido.

A pior coisa que Lopetegui fez hoje foi dar moral ao benfica e ao sporting. E entendam: não quero saber do Chelsea para nada. Deixar jogadores no banco para isso... é estúpido. E faz perder campeonatos.

Entre um treinador que abdica da Europa para ganhar campeonatos e um treinador que abdica de campeonatos para jogar na Europa... é indefensável. E só dá razão aos críticos. Haja paciência. Nem eu consigo defender isto.

Interlúdio: Grande Ázia


Como aliviador de stress, venho fazer um curto post sobre aquela coisa fabulosa que foi o Grande Área de ontem. Maravilhoso! Foi um autêntico Nilo de bílis que por ali correu! Faantástico!

Ora vejamos: No programa a seguir ao clássico, este foi o tempo que se falou dele: um minuto e doze segundos. Bruno Prata disse, só no sentido de dizer que o benfica joga muito, que este entrou muito forte na primeira parte e que aquele benfica causa mossa em muitas equipas. Referindo-se indirectamente a que, se o benfica jogar assim, ganhará ao Atlético de Madrid. Não vou tecer considerações soibre isso: não é a minha luta, não é a minha praia, nada tenho a ver com isso.

Tenho, sim, a ver com o menu escolhido. O cardápio teve, como entrada, a entrevista a Quaresma. É claro que Manuel José acha que o pobre deve ir para onde lhe dão valor, que o Europeu é muito importante, Bruno Prata ainda se lembrou dizer que, no Besiktas, ele até já joga a médio ofensivo, onde o seu potencial pode ser "mais aproveitado". Esqueceram-se, mero lapso certamente, de dizer que este já passou de ídolo a contestado na Turquia por causa do seu egoísmo e.... da sua atitude. Surpreendente. Adiante.

Depois falou-se do FC Porto no campeonato, com Manuel José a dizer que o Moreirense vai surpreender, que agora "O Lopetegui" não faz "rotatividade" (diz-se "rotação", senhores!) do plantel e a avisar, com dotes sibilinos, que o Osvaldo está descontente e vai partir o balneário, pegar fogo ao estádio e acertar o passo ao treinador. Curioso! Ia jurar que vi um tipo chamado Dani Osvaldo a entrar contra o benfica, a correr como um maluco, a dar tudo de si em - mais uma extraordinária - assistência de Casillas, a morder a bola por causa da falta estúpida que lhe marcaram e que o lance do golo tinha partido dele e o arrastar de marcações que abriu o caminho ao Varela e ao André André também. Além do mais, devo ter sonhado que ele ergueu os punhos ao alto a celebrar o golo, que abraçou efusivamente o André André e que não deixou de lutar até ao fim, ao invés de outros que entravam aos pontapés às coisas e a levar amarelos a torto e a direito. Devo ser eu, que devo estar a precisar de óculos.

Por último, antes de falar como o benfica se pode superiorizar ao Atlético de Madrid, lá foi dizendo que, contra o Chelsea, o FC Porto não pode fazer a exibição "miserável e de equipa pequena"(sic) que fez contra o Dínamo de Kiev. Obrigado Manuel José. Já sabemos que o benfica, esse sim, se portou lindamente contra o colosso Astana.

Este festival de azia e negação vai continuar assim o ano todo. Mas vamos fazer um compromisso, ok? Nós continuamos a ganhar e vocês a elogiar as qualidades benfiquistas. Pode ser? OK, estamos combinados então.

E, só um à parte final: então agora o Aquilani já é "um jogador que faz dois jogos bons e que está quatro sem fazer nada"? É que, devo ter sonhado também, ouvi por aí dizer que ele era um jogador "de classe superior e que dá outro perfume ao sporting". 

Os meus sonhos são mesmo realistas!

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Antevisão Moreirense - FC Porto (6ª Jornada)


Não há nada pior, no meu entender, do que estes jogos. No FC Porto, os jogos da Champions League são todos encarados para vencer, e o da próxima terça feira não é excepção. É, por isso, importante estar consciente de que estes são os jogos mais perigosos - os que antecedem aqueles que fazem sonhar. 

Não há jogos fáceis e Miguel Leal, inteligentemente, capitaliza isso, na posição de falso humilde, dando a ilusão de que já temos o jogo ganho. Felizmente, a essa táctica, o nosso avisado treinador respondeu com um sorriso, sorriso esse que transmitia uma realidade bem clara: a de que não vai na cantiga. Aliás, esteve bem em toda a conferência de imprensa, ao mandar a boca de que tem um futebol previsível - o que é uma farpa para paineleiros - e a ignorar completamente o assunto Quaresma, dizendo apenas que "respeita muito o Ricardo que gosta muito do FC Porto".

E, por falar em treinador, que dizer do recorde de Lopetegui sem perder ou empatar jogos em casa? A melhor série desde a inauguração do Dragão, com 1205 minutos sem sofrer qualquer golo. Um claro sinal da porcaria que é Lopetegui. Aprimorando, aliás, um pouco o registo fora, está visto que estaremos mesmo perto da hecatombe...

Mas, voltando à vaca fria, como o jogo de terça feira será um em que teremos de estar na máxima força, e como temos um plantel em profundidade e variedade, creio que irão haver bastantes mexidas, na semelhança do jogo contra a Académica em casa, antes do jogo na Allianz Arena... de má memória.

Contudo, sei que seremos um FC Porto forte, à Porto, que entraremos unidos e cada vez mais entrosados. Lopetegui convocou o mesmos, mas acho que este é o estilo de jogo que beneficiaria de um Alberto Bueno. Mas acredito que haja um bom motivo para não o convocar. Seremos Porto!


 Helton e Casillas, Maxi Pereira, Martins Indi, Maicon, Marcano, Rúben Neves, Varela, Brahimi, Aboubakar, Dani Osvaldo, Tello, Herrera, Jesús Corona, André André, Miguel Layún, Danilo e Imbula.



(4x2x3x1): Casillas; Maxi, Maicon, Marcano, Layún; Danilo, Imbula; Corona, Brahimi, Tello; Osvaldo;

Já agora, que dizer desse total flop que é Imbula, como se vê nas estatísticas em baixo? E ele ainda se está a ambientar ao sistema, aos colegas, ao seu papel na equipa... às vezes as aparências iludem... muito.


quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Continuem, Por Favor [ADENDA "OUTRA VEZ?!"]


Continuem, por favor, a incitar a que os vossos jogadores sejam uns caceteiros.

Continuem, por favor, a ensina-los que basta ir tentar jogar para o empate.

Continuem, por favor, a ensina-los a fazer sistemático anti-jogo.

Continuem, por favor, a incentivar a ideia de que "a carne toda no assador" é um sistema para vencer jogos, e arranjem nomes pomposos tipo "15 minutos à Vitória".

Continuem, por favor, a auto-agigantar-se a cada coisa menor. Funciona lindamente... para nós. A título de exemplo, quando o FC Porto recusou fazer a desastrosa pré-época que vocês fizeram, gozaram-nos indecentemente. O resultado está à vista.

Continuem, por favor, mas continuem mesmo, a carregar no ignore e a empurrar para a frente com a barriga, a ignorar a realidade e a não ver que, em 7 jogos, perderam 3. 

Mas principalmente, continuem por favor a chamar-nos burros. Façam isso. Depois de espalhar boatos, dizer inverdades, apelar em directo num canal à violência extrema sobre um adversário, chamem o nosso treinador de burro. E depois surpreendam-se com o lastro que isso nos dá, a Garra, o Querer e a Raça que nos transmite.

O que vocês ainda não perceberam é que essa vossa sobranceria, essa vossa impunidade, a forma como torcem os factos, para com vocês e com os outros, só nos alimenta, só nos incentiva, só nos faz Querer ser MAIS!

Por isso, força nisso! Continuem, por favor! Enquanto continuais a descender a cheirar o vosso próprio rabo, nós continuaremos a subir, até que nos percam de vista.

Mas, já agora, dr. Rui Gomes da Silva, saiba que deveria ter um amigo brasileiro para lhe explicar o que quer dizer a expressão "Você está cutucando a onça". É que depois não se queixe. Coisas deste género podem acontecer. Depois, aqui d' El Rei. Terão sido "cutucansos na onça". Culpa exclusiva de quem cutuca.

ADENDA: Bem queremos todos andar para a frente, mas ele não deixa. Ficou então a perceber-se que faz parte do clube Jesuíta abordado no post anterior, que seria "terceira ou quarta opção" - impossibilidade quase técnica, mas enfim - e foi à vida dele. No entanto ninguém lhe disse para sair. Agora, é uma questão de ego. Não seria nunca figura principal este ano. Por tudo e por tudo. Boa sorte, muitas felicidades. Chega de falar do FC Porto! Já sabemos, o Jesus é o maior. whoopty freakin' do.


terça-feira, 22 de setembro de 2015

O Portista Jesuíta E A Nova Mística

Já me vou habituando ao modelo táctico que parece encher as medidas dos adeptos Portistas - o de Jorge Jesus. Com Rodolfo Reis à cabeça, que domingo após domingo vai repetindo, directa e indirectamente, que o FC Porto ganha apesar de Lopetegui e que Jorge Jesus é "o melhor treinador a actuar em Portugal" (citado ipsis verbis anteontem), está visto o que lhes agrada: a vertigem de velocidade de um jogo completamente partido 90% do tempo, onde os seus jogadores são obrigados a correr durante todo o tempo de jogo, a fazer jogadas de absoluto delírio, fazendo da defesa ataque e sendo apanhado centenas de vezes com um espaço nas costas brutal. Mesmo a jogar contra 10, o que se viu foi o de sempre, em cada equipa de Jesus: depois de ataque à maluca sem tempo nem espaço para raciocínio, uma descompensação defensiva atroz. Um golo ao mesmo tempo do nosso, mas com uma diferença - o treinador esteve até  ao fim a olhar, desesperado, para o relógio.

E porquê? Porque quatro dias antes, tinha em casa levado um banho de bola dum Lokomotiv de Moscovo, num jogo em que tinha retirado bastantes jogadores porque claramente se está a borrifar na Europa. Já o disse, não me custa insistir: Daqui a dois meses o sporting não vai poder com a gata pelo rabo, vai ter a equipa estourada e vai estar apenas numa ou duas frentes. Atenção, se algum sportinguista me estiver a ler, não estou a criticar o vosso clube - estou apenas a fazer um sublinhado para quem quer este senhor a treinar o meu.

Lopetegui tinha de ganhar este clássico - que não era, com todo o respeito, contra o Nacional - foi jogar fora e mesmo assim não abdicou de nenhuma das frentes. Mas devo confessar, é uma coisa que acho curiosíssima na "exigência" Portista: não haveria "exigência" se JJ treinasse o FC Porto e deitasse a perder jogos da Champions para se "concentrar no campeonato"? Provavelmente não. Mas aconteceria o mesmo que está a acontecer em Alvalade - ninguém quer lá ficar. Não só os jogadores querem evoluir na carreira, como os Clubes são empresas, precisam de vender jogadores. Precisam de montra. Com Jesus a garantia disso é zero.

 

E a Mística do FC Porto, meus amigos, está perdida para sempre, está? Digam-me que aqueles 18 jogadores não estavam a sentir a vibrar FC Porto pelas veias! Digam-me que isto não é sentir genuinamente o FC Porto! Um dos melhores guarda-redes da história do futebol, meu senhores! Que fala do FC Porto assim, para todo o Mundo! (Via Tomo III) Digam-me que Layún, que Aboubakar, que Osvaldo, que Danilo, não sentiram na pele o que é ser FC Porto! Digam-me que não se entregaram com tudo o que tinham a ganhar a uma equipa que esteve totalmente à defesa! Não foram só os nossos meninos Rúben e André. Foram TODOS. Custa admitir que estamos em primeiro, contra tudo e contra todos, por mérito absolutamente próprio? Mais uma vez, foi uma aposta ganha investir em ter nas nossas fileiras quem galvanizasse o FC Porto, a maturidade e a exigência. Não diminuam a nossa vitória, foi absolutamente decisiva. Os melhores FC Porto dos últimos anos foram feitos assim - com a dinâmica de vitória e de união feita do aço que se vê este ano, sem desestabilizações e com todos a remar para o mesmo lado, guiados por alguém que, também ele, é sempre menosprezado, ridicularizado e vilipendiado até ao absurdo. No entanto, para mim é mesmo muito estranho que, ainda assim, se vá vendo por aí muito "livre pensador Portista" a achar que se ganhar apesar de Lopetegui! De onde acham que vem isto? De geração espontânea? Este ano temos um FC Porto à Porto, gostem ou não. Ainda vamos no início, há muito a melhorar, mas galvanizados pela união e pelo espírito de sacrifício, seremos sem dúvida mais fortes! Seremos, sem dúvida, vencedores!

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Análise FC Porto 1-0 benfica (5ª Jornada)


Em dia de aniversário (não era para dizer nada mas o senhor Lima deu com a língua nos dentes...), o Dragão deu-me uma prenda enorme. A justiça, não só do jogo, mas de tudo o que foi dito, escrito, dado a entender, pressionado, etc, veio através do meu jogador preferido de todo o plantel, André André, com um momento de entendimento fantástico com Varela e uma via aberta para a Glória. Mas vamos aos factos absolutamente desapaixonados, antes das notas:

- É um facto que o "benfica do rolo compressor" teve duas ocasiões de golo claras, durante todo o jogo. De bola parada. De resto, pese embora uma fraca primeira parte (ver "Faltas"), o FC Porto controlou o jogo e, na segunda parte, foi muito superior.

- É um facto que Maxi fez uma entrada para amarelo. Mas só fez uma. O primeiro amarelo deve ser porque o vento soprou de noroeste ou coisa assim. Sobretudo depois do festival de sarrefada de Samaris, Luisão, André Almeida e o puto Semedo, que já está cedinho a aprender com os melhores a arte de bem agredir quando ninguém está a ver.

- É um facto que a equipa teve pouco tempo de preparação, não jogou em casa contra a equipa de ciclismo, mas superou-se, especialmente na segunda parte, com Raça e Atitude. Não esperava que Rui Vitória viesse dar aquela conferência de imprensa ridícula depois do jogo, a queixar-se da arbitragem (é para rir, certo?) e a dizer, como um chorão, coisas como 'vocês vão ver, nós vamos mostrar-vos como é' e coisas do género. Não lhe fica bem. Eu sei que a imprensa não lhe vai malhar como malha em Lopetegui (para verem como pega esta conversa, ouvi a história de que "ele não sabe conduzir o Ferrari" como um disco riscado atrás de mim até ao golo, a lavagem cerebral passa) mas que é interessante a arte de bem deflectir, é. Continuem assim que vão bem.

- É um facto que todos estranhamos cada substituição, mas todas resultaram plenamente. Quando muitos pensávamos que seria Brahimi a sair pela horrível primeira parte, sai um não-também-melhor Corona para um melhor Varela, que foi, aliás, decisivo. Quando sai Rúben ficamos indignados, mas Danilo ajudou a suster uma hipotética reacção benfiquista, e o Rei Bakar estava mesmo, mesmo nas lonas.  Osvaldo assustou mais do que fez, mas a sua frescura sacudiu o ataque e isso foi o suficiente para dar justiça ao resultado.

Foto de José Lacerda

André André - Como não destacar o Júnior? Força, garra, Raça, não dar nenhum lance como perdido, fazer tudo o que é preciso, insisto, é o que melhor faz a família André. Mas o André segundo passa o primeiro. Joga muito à bola! "Marcar num clássico, pelo clube do coração, era tudo o que eu sonhava. Sinto-me realizado." Palavra do futuro Capitão do FC Porto.

San Iker Casillas - Um grande guarda-redes é isto: ser decisivo e mudar a história dos encontros, passar toda a segunda parte a ver um jogo no melhor lugar do Dragão. Mas ficou sempre a sensação que, caso necessário, outro grande voo aconteceria. E podemos respirar de alívio.

Rúben Neves - O maestro com a sua batuta põe o FC Porto a jogar para a frente ao invés de para trás. Vou repetir-me: leitura de jogo soberba, dinâmica, acutilância. Torna o 10 desnecessário, quando se tem um 6 assim. Aos 18 anos.

Imbula - Eu sei que estou sozinho, mas vou desde já fazer uma aposta: daqui a um mês vai andar nas bocas de todos os Portistas. Só falta uma coisa a Gianelli: que a equipa o perceba. Imbula pega na bola, tudo para a frente. Ninguém tira a bola a Imbula, faz sempre o passe final e as arrancadas e a protecção que dá à bola são soberbas. Grande jogo.

O Brahimi da segunda parte - Rápido, ágil e, então no fim, endiabrado, fez inclinar a balança e levou tudo na frente. Falta-lhe decidir melhor o tempo de passe, mas estava lá.

Lopetegui - Eu sei, eu sei. Ele deixa-nos de cabelos pé. As tácticas são estranhas, as substituições parecem palermas. Mas resultam e de que maneira. Mesmo com um coro de assobios. Não importa. 3 passos à frente. E é assim que tem de ser.

Dragão - As faixas, o apoio, o calar das claques benfiquistas, o sentir as injustiças como nossas... fantástico! Pode ser sempre assim?


A primeira parte - Espaços imensos, deixar o benfica a dominar na nossa casa, trocas de bola inconsequentes, falta de dinamismo e de ataque... temi o pior. Felizmente não aconteceu. E a segunda parte trouxe de volta o FC Porto ao FC Porto.

O Brahimi da primeira parte - Tanta asneira disse eu para o argelino! Então o Layún desmarca-se 4 vezes na linha e ele não tabela com ele? Depois lembrei-me... o Sandro fazia o interior e o Brahimi o exterior. A afinar aquela ligação rapidamente.

O anti-jogo de equipa pequena - O benfica a meter duas bolas para dentro do jogo, a atrasar reposições, a simular lesões... são artistas portugueses. Uma vergonha.

Já agora, duas breves notas:

- A justiça divina parece ter protegido o André Silva e, afinal, parece que a coisa não vai ser assim tão má. Subscrevo letra por letra o Dragão Diário neste particular.

- Até quando se vai andar a criticar o treinador e os jogadores e a dizer que "assim não vamos lá"? Querem ópera contra o benfica? O que é demais é moléstia! Vejam as estatísticas do jogo! (obrigado André Guimarães!) Mas isto só vai parar quando formos campeões? Querem mais Raça do que a da segunda parte? Falta alguma Mística aqui?!



sábado, 19 de setembro de 2015

Antevisão Clássico (5ª Jornada)


Não se joga amanhã apenas mais um Clássico. Não é, muito menos, um simples jogo. Representa tudo.

Representa três pontos que valem mais do que três pontos. São um tónico importante para deixar o principal rival - sim, para mim é o principal rival, a uma distância à qual já não depende só dele próprio. Representa a vantagem psicológica que lhe tentaram criar dando jogos caseiros desde o início do campeonato, casas emprestadas e adversários amigos para equilibrar. Representa vencer a manipulação mediática de cada exibição do Nosso Grande Clube, menorizando e desprezando cada exibição, inventado notícias e rumores para, propositadamente, tentar desestabilizar o NGC.

Vamos mostrar-lhes que não somos o que pensam que somos, vamos sufocá-los com a nossa fúria, vamos deixa-los nervosos com a nossa paixão! Como diz o nosso treinador, "o Dragão também joga" e nós seremos o decisivo 12º jogador.

Não tenho dúvidas que, este ano, os jogadores estão com a mentalidade certa (Veja-se Miguel Layún, acabadinho de chegar, a dizer "estes jogos não se jogam, ganham-se" ou Casillas, a fazer um Facebook Mentions especial em que diz que "teremos de conquistar estes importantíssimos três pontos para continuar em 1º"), e o treinador também, veja-se a antevisão lacónica de Julen Lopetegui, a dizer "é um FC Porto - benfica e isso diz tudo".

É verdade, diz tudo. Diz que teremos de derrotar o clube do regime. Teremos de derrotar os média. Teremos de derrotar o pensamento dominante. Teremos de derrotar o centralismo. Teremos de derrotar a forma como, sistematicamente, fazem do nosso treinador e jogadores uma anedota. 

Não se joga um jogo de futebol. Joga-se Honra. Joga-se Glória. Joga-se uma Batalha. Joga-se TUDO. Assim sendo é Ganhar, Ganhar ou Ganhar. No Dragão mandamos nós!

 Helton e Casillas, Maxi Pereira, Martins Indi, Maicon, Marcano, Rúben Neves, Varela, Brahimi, Aboubakar, Dani Osvaldo, Tello, Herrera, Jesús Corona, André André, Miguel Layún, Danilo e Imbula.

(4x3x3): Casillas; Maxi, Maicon, Marcano, Layún; Danilo, Imbula, André André; Brahimi, Aboubakar, Varela;

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Valorizar O Nosso


Como isto não é uma corrida, antes uma cooperação de mentes pensantes, uma parte do que ia dizer já o disse o meu Imbicto amigo. Mas gostaria de acrescentar mais uns pontos.

No que concerne a Jesus, é para mim cada vez mais evidente que foi, sim, ele quem se terá oferecido ao FC Porto e não, evidentemente, o contrário. No entanto, o Nosso Grande Presidente não é nenhum parvo - seja bem retornado NGP - e sabe que o FC Porto é feito, não só da dimensão interna, como da externa. O futebol de Jesus é curto, muito curto, assente num grupo pouco extenso mas escolhido por ele e sugado até ao tutano. O seu futebol de vertigem, muito apreciado por muitos, é totalmente desequilibrado, com crateras defensivas gigantes, e assim não é possível jogar na Europa do futebol.

Honra lhe seja feita, não é, de todo em todo, mentiroso. Na conferência de imprensa de antevisão do jogo de ontem, Jesus indicou que a sua prioridade é o campeonato. Assim, ipsis verbis. Ou seja, vamos novamente na senda do ano passado. Onde ontem era vermelho, agora é verde. O processo é o mesmo. Enquanto uns e outros clubes - não duvido que o benfica saiba exactamente que tem de o fazer este ano e que vá, pelo menos, tentar - se subdividem em múltiplas competições, Jesus centra-se em uma, no máximo duas. Se uns correm 200 metros e o outro 50, é natural que o de 50 chegue primeiro.


Só que tal não é, desta feita, este ano, verdade. Se é verdade que Vieira se sacrificou - e não duvido que tenha sido essa a fissura que fez partir o vaso - para que Jesus se borrifasse em tudo o que era internacional, o sporting necessita do dinheiro que daí advém. Para lá da desastrosa política de contratações e de gestão financeira, empurrando as naturais consequências de incumprimentos com a barriga, o sporting fez o grave erro de crer na mestria táctica tão propalada pelo canto da sereia mediático. Só que o sporting não tem Enzos e Rodrigos para vender, nem o Nomeações no bolso. E isso vai notar-se, quando se começar a ver que se aposta sempre no mesmo onze, ainda mais se importantes pedras forem sendo vendidas e não houver meios para as renovar.

Uma vez mais, aos sportinguistas que me lêem, entendam que estou a falar apenas para alguns Portistas que, na senda Olibeirinha, acham que com Jesus estaríamos sem perder nenhum ponto, a dizimar adversários e a ganhar de goleadas. O FC Porto tem a sua benção - que também é o seu Aquiles - que é de ser um bom vendedor, e para isso precisa de montra. Nunca poderia ter alguém concentrado no laguinho.

Tem de ser por aqui que tem de ser valorizado Julen Lopetegui. Na Europa do futebol, há uma claria ideia, uma vontade e um encarar de competições de frente. Há a valorização da matriz Portista enquanto um grande Europeu. Com ele, já chegamos aos Quartos de final da Champions League, coisa que não fazíamos há uma década. E há uma entrega e uma ideia de jogo, que não é um mero desvario atacante e desequilibrado. Uns gostam, outros, adeptos de jogatanas e goleadas, odeiam. 

Mas lembro-me de Mourinho quando, no ano passado, ganhou 5-4 num dos primeiros jogos com o Chelsea e depois declarou que "eu sei que os adeptos gostam destes jogos, mas eu não gosto mesmo nada". Nenhum treinador minimamente são quer não ter o controlo do jogo. Nenhum treinador com cabeça acha que basta ganhar por mais um do que o adversário. Mas esta vertigem dá ideia de força. Mas não. Um dia corre mal. E esse dia foi ontem.


Lopetegui faz crescer jogadores, potencia-os, dá-lhes dimensão. Veja-se o caso do Rei Bakar ou de Marcano. Há uma ideia clara, uma sistema que, quando carburado - já faltou mais, mas ainda não está lá - dá frutos, onde não fazem parte "chuverinhos", três pontas de lança e coisas maravilhosas de desequilíbrio parvo. Se Lopetegui não tivesse de mudar oito jogadores num onze de uma ano para o outro, talvez fosse mais fácil... mas eu confio que chegamos lá. Este ano temos mais Raça e maturidade.

Curiosamente, além de Jesus, há outro predestinado da táctica, por quem suspiram corações Portistas, que na Europa do futebol também, estranhamente, não consegue tirar a táctica do papel. Talvez seja melhor, então, um pouco mais de Fantasy Football... não sei...

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Portodoxo Abandonativo


São estes dias estranhos, estes em que tudo parece invertido, que me deixam futebolisticamente pensativo. Nestas horas fico contente de não trabalhar numa profissão ligada ao meu FC Porto, certamente me iria doer mais.

Ontem jogamos competentemente, com muita entrega e luta, com a Raça de não desistir e de dar a volta a um marcador desfavorável, em especial na segunda parte, e sofremos um golo irregular. Quem são os primeiros a insultar o nosso guarda-redes, os nossos atacantes, todos e mais alguns? Os Portistas.

No ano passado Johnatan Silva entrou, num salto, na área, braço esticado ao longo da cabeça, e recebeu uma bola no ombro. Foi erradamente sancionado um penalty contra o sporting. Abriram-se programas, fizeram-se especiais, discutiu-se e fez-se tratados, quase ao nível da jurisprudência, de um penalty "injusto" e de uma perseguição sem nome. Por todo o lado se falou de corrupção à mais alta esfera e de ódio aos tugas. 

Mas por estas bandas, nem pensar! A culpa é do Casillas, que mesmo tendo um armário que lhe dava mais 20 cms na frente, não saltou rumo ao infinito que não via. Esse tipo desnecessário é guarda-redes de baixa gama - indiferente a excelente defesa que salvou o 2-1 e que mataria o jogo contra nós, whatever - e a culpa é sempre do Lopetegui.

Por todo o lado se afiam facas, à espera do predestinado da cadeira de sonho, abrindo alas ao senhor Pedro Henriques, que se apressa a dizer que o golo é "totalmente legal" e que o FC Porto "não pode alegar uma regra que não existe". Pois não, tropa do arco-íris, está só ali em cima, olha.

Não se cansam de dizer como no tempo do Gomes, do Futre e do André pai, aquilo é que era, e nunca teria acontecido uma coisa destas, as Taças dos Campeões sucederam-se umas às outras, não foi? Cada jogo era uma festa de futebol, cada passe puro deleite, cada resultado uma banhada de 6 para cima!

Não? Pois, não sei que se passava! Devia ser culpa do Lopetegui! Não adianta, há dias em que me cobre de vergonha saber que não precisamos de inimigos. Precisamos, talvez, de uns anos sem ganhar nada. Para que abandone o barco quem pensa que cada jogo que não seja goleada é um desastre.

Marcamos dois golos fora, trouxemos um decisivo ponto connosco, contra uma equipa que tem o Shakhtar a cinco, que não foi fácil, antes de um clássico que queremos ganhar.

Queremos, não! Uns já foram convencidos pelos media de que se passa uma de três coisas: se ganharmos, era a nossa mais elementar obrigação, se empatarmos a culpa é da merda do espanhol, se perdemos, perdemos o campeonato, rua com o treinador, a equipa toda, a estrela espanhola (só podia ser!) e o Presidente gágá!

Parabéns, meus amigos! Enquanto assim agem, a segunda circular bate palmas de contente e agradece que a derrocada Portista tenha vindo... de dentro.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Análise Dinamo de Kiev 2 - 2 FC Porto (Fase de Grupos Liga Dos Campeões)


Ficamos com um sabor agridoce no final deste jogo. No meu entender, fizemos um bom jogo, especialmente na segunda parte e merecíamos a vitória pela entrega total que tivemos. O golo do empate do Dínamo é fora de jogo, mas não podemos queixar-nos.

Tínhamos um jogo naturalmente difícil com as ausências que tínhamos. Ivan Marcano, no meu entender, faz muita falta. As dobras e os apoios que dá a Maicon são de ouro. Layún começou mal - muitas culpas no primeiro golo - mas depois foi crescendo no jogo, por isso compensou bem. E Lopetegui faz falta no banco, a corrigir posicionamento e a ler o jogo.

A primeira parte foi confusa, mais para tapar do que para construir, a segunda foi de entrega total com um Porto à Porto. Os 50% de posse para cada lado mostram que o jogo foi equilibrado. 

No meu entender, não podemos criticar ninguém pelo segundo golo. É um claro fora de jogo de quem estorva propositadamente Casillas e de quem marca o golo, tanto que o jogador fica a olhar para o árbitro para ver se ele valida o golo. Mas já se sabe, contra o FC Porto não há roubos escandalosos nem exposições à UEFA.

Pontuamos, marcamos dois golos fora que podem fazer a diferença em caso de empate pontual, se pontuarmos com o Chelsea podemos ficar numa boa posição, temos tudo para seguir em frente.

Temos de estar agora focados no benfica, que vem a seguir e não vai ser nada fácil.


Aboubakar - Rei Bakar começou algo tímido, mas não deu 2 minutos de vantagem ao Dínamo. Na segunda parte teve uma intensidade brutalíssima, com pormenores de uma grande classe e fantástico entrosamento da equipa. Um claro sinal mais neste arranque de campeonato. Dá para lembrar, orgulhosamente: Gosto MUITO do Aboubakar.

André André - O FC Porto à Porto em 1,70 m. André André, como a família André, faz o que se pede que faça, entregando tudo, numa atitude que contagia o colectivo. Para mim, pega de estaca neste FC Porto, é um claro desequilibrador positivo, a Raça neste plantel.

Rúben Neves - Leitura de jogo superior, entrosamento e entrega, Rúben Neves está a conquistar o seu espaço, para mim, não como 6, mas como Lucho, um 8 com um passe mortal teleguiado. Ah, e 18 anos.


Herrera - Nem carne, nem peixe, fora de forma ou fora de jogo, Herrera é, neste momento, um peso morto e um jogador a mais. Esperamos um melhor Herrera no futuro.

Brahimi -  Completamente fora de tudo, o argelino. Tem de se ligar aos colegas e entregar a bola dois segundos antes do que pensa que tem de entregar. Senão vai estar a mais em 90% dos jogos.

Interlúdio Não Championico


Num dia tão cheio de bom desporto azul e branco, algumas pequenas notas, como um tira-gosto, entre dois manjares deliciosos.

Já chega disto, de uma vez por todas. O Nosso Grande Presidente faz bem em exigir que rolem cabeças por esta grotesca falta de respeito. É um jornal generalista, não é um pasquim desportivo tendencioso, os jornalistas têm de ser responsabilizados pelo que escrevem e dizem, não pode continuar a ser este pagode ofensivo. Não se suporta isso. Pivots televisivos a chamar-nos de porcos, gozos com o nome do nosso treinador, paineleiros à gargalhada quando falam do nosso Clube, erros na divulgação do resultado final das nossas contendas, tudo e mais um cento. Acabou-se. Há que agir e agir já. Cada Portista deve deixar de bater nos seus e passar a perceber o Controlo Mental que nos querem fazer. Inadmissível.

Não consigo ver os programas de Rui Santos, mas ontem, em casa, no meio de um zapping nocturno, lá bati com o senhor doutor ratazana a fazer das suas. Não tenho nada a ver com os assuntos ali explanados, com a excepção de um. Diz-se chocado por Soares Dias arbitrar o clássico, não cheguei a tempo de saber porquê. Eu sei que Rui Santos preferiria Xistra, mas temos pena. Mas, já agora, e olhando as coisas apenas da óptica FC Porto, então agora, contra o Astana, "o importante foi a vitória"? Onde estava o jogo "fácil" do grupo e a "obrigação" que o FC Porto tinha de ganhar ao - muito superior! - BATE Borisov?! Dois pesos, duas medidas, a disfarçar exibição medíocre do benfica ontem. Não vou ser hipócrita, para mim está bem que assim seja - quanto mais acharem que passam por entre os pingos da chuva melhor será para nós. E que bom que o Carrillo ser posto de lado seja uma "inevitabilidade natural" caso não renove. Onde estão as vozes bramindo contra a atitude "pressionante" e "desumana" do FC Porto para com Rolando? Mutatis Mutandis...

Não pode continuar esta lavagem cerebral, este discurso à lá carte, esta medição assimétrica. Acordem, Portistas. Direccionar as armas para quem nos tenta manipular contra os nossos, é preciso!

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Antevisão Dinamo de Kiev - FC Porto (1ª Jornada Fase de Grupos)


Voltamos então a entrar directamente naquele que é o nosso palco natural enquanto equipa. É na Champions League que o modelo de jogo de Lopetegui melhor respira, é aqui que ele cresce e ganha asas. Julen Lopetegui concebe o futebol como eu: um jogo onde cada um dos adversários tem um único fito - ganhar. Nesse sentido, o nosso modelo de posse e controle de bola, com um meio campo forte e soluções de profundidade e criação de fora para dentro expõe-se com alegria.

Na Champions League não há Matemática do Pontinho, há apenas suor e entrega. Na Champions League não há batatais, árbitros afectos ou campos inclinados - há futebol. Assim sendo, os jogos de casa são de apoio aos nossos - e não assobiativos - e os jogos fora são de raça, luta e querer.

Sabemos que o Dínamo de Kiev é, tradicionalmente, de boas memórias, mas não nos enganemos: amanhã é amanhã e ponto final, parágrafo. Aqui a estatística conta zero, e o habitat natural do adversário, mais fresco mas felizmente ainda não frio, será por eles aproveitado.

Espero um Futebol Clube do Porto mais musculado e de transporte no meio campo do que no caso do Arouca, e aposto num onze tradicional. Casillas será, junto com Xavi Hernandez, o jogador com mais presenças de sempre da Champions League, e com a camisola do nosso  Futebol Clube do Porto. Nestes palcos, estou certo que o nosso guardião fará uma diferença decisiva.

Muito se tem falado da não convocatória de Varela. Acho que as nossas soluções de ala estão encontradas e que não se deve fazer uma tempestade num copo de água, vide o caso de Rúben Neves. 

Sei que teremos um Clássico no domingo mas, ao contrário de certo paineleiro, não desejo que os nossos jogadores tirem o pé neste jogo. Uma vitória aqui seria meio caminho andado de um apuramento, um passo decisivo no bom sentido. Estar na fase final da Champions League é um feito que quero que comece a ser tido como normal, pelo nosso prestígio e pela saúde das nossas contas.

Lamento que o nosso melhor central tenha sido arredado pela segunda vez em 3 jogos de Champions e que o nosso treinador que tantos desprezam não possa estar com a sua imponência no banco. Mas tenho a certeza que Rui "Piccollo" Barros fará um excelente trabalho, ao ser a Mística viva do FC Porto condensada na área do treinador.

Da conferência de imprensa, nada de especial, a não ser uma pergunta inconveniente sobre... Sara Carbonero. O lado mais "cor-de-rosa" da vida de Casillas a chaga-lo até nas conferências de imprensa da Champions.


Helton, Casillas e João Costa (guarda-redes); Maxi Pereira, Martins Indi, Maicon, Rúben Neves, Brahimi, Aboubakar, Dani Osvaldo, Tello, Evandro, Herrera, Jesús Corona, André André, Miguel Layún, Danilo, Alberto Bueno, Imbula e Cissokho


(4x3x3): Casillas; Maxi, Maicon, Indi, Cissokho; Danilo, Imbula, Herrera; Brahimi, Aboubakar, Corona;

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Dois Pesos Duas Medidas


Não vi o Trio D' Ataque, senão a versão condensada. Mas vi o Campeonato Nacional e o Play Off. Mas devo dizer, vou escrever pouco sobre tanta coisa.

Devo admitir que Diamantino me tem surpreendido, ao ser cordato e analítico e também por saber reconhecer os méritos adversários e o momento da sua equipa. O Campeonato Nacional, mesmo com um José Eduardo mais caustico, é um programa elevado, onde o FC Porto é bem defendido com exactamente o mesmo tom pela parte de Bernardino Barros que tem noutros fóruns, mas também onde se fala de futebol com qualidade.

Curiosamente , no Play-Off, vimos um Augusto Inácio em fúria total. Inácio defende-se atacando, quer a Rodolfo Reis, quer a António Simões. O "sportinguista" Rui Santos vai acenando que sim com a cabeça. Mas Simões levantou esta lebre aqui, muito interessante, que interessa aprofundar, e à qual Inácio não soube dar resposta.

Então o clube anti-fundos só é anti-"os fundos que eu quero ser"? Então de onde vem mesmo o dinheiro do sporting, afinal? Esta precedência não cria um sentimento de profunda hipocrisia no discurso do sporting? E os 10 mil euros de ordenado do "impoluto sportinguista"? Surreal. Como já aqui disse, é fenomenal que aqueles que nos criticaram de uma forma concertada, bramindo a sua correcção e transparência, estejam agora a ser do mais opaco possível. Curiosamente, aliás, Inácio não parece saber exactamente o que está lá a fazer.

De fazer nota também que Rui Santos achou o benfica "fenomenal" e o FC Porto "tecnicamente interessante". Ah, e que isso do Capela dar amarelos a torto e a direito é "aceitável". Enfim, mais do mesmo. O anti-Portismo primário de Rui Santos é uma coisa a que temos de estar sempre atentos, sempre alerta, sempre vigilantes. De não esquecer que este rancoroso senhor tem um programa só seu, sem contraditório, em que nada o impede de torcer a realidade a favor da sua perspectiva.

Não comam a palha que vos servem. Estes dados estão todos viciados. O bom de tudo isto é que convence os nossos rivais da sua superioridade. O mau disto tudo é que confunde alguns Portistas.

domingo, 13 de setembro de 2015

Quod Erat Demonstratum


Ontem aconteceu em Arouca, além de um belíssimo jogo de futebol, a demonstração cabal da forma como o apoio dos adeptos é fundamental, o que me deixou um sentimento agridoce. Se, por um lado, me soube bem ouvir o Hino alto e bom som na televisão, se me soube bem que não tivesse ouvido um só assobio sequer, fiquei pensativo ao perceber que houve mais apoio ao FC Porto em Arouca do que na sua própria casa.

Para mim há sempre que combater os princípios da hipnose colectiva que os media desportivos portugueses espalham. Se, por exemplo, hoje oiço dizer que o Arouca é "fraquinho", só o oiço dizer agora. Deve ser um Arouca diferente daquele que venceu o benfica. Porque esse, esse era espectacular! 
 
Não me surpreende que a segunda circular coma a palha, afinal desde sempre que assim foi. E a verdadeira loucura é pensar que, de situações iguais e variáveis iguais, possam surgir resultados diferentes. Não surgem. São os mesmos. Nenhuma vitória do FC Porto é boa, e as boas são apenas normais, junto de adversários que, apenas e só contra nós, são "fracos" e "acessíveis".

Não se enganem, tivesse sido este jogo no Dragão e, depois da baixa de produção ofensiva após o primeiro golo, já haveria um coro de assobios brutal, porque o "exigente" adepto engole essa conversa de que cada jogo do FC Porto é um treino e que tem de ser ganho de goleada avassaladora, aos 6 minutos.

Não há vergonha? Ponham os olhos no Colectivo 95 e nos SuperDragões, como nunca desistiram e deixaram de apoiar a equipa. "Apoiar" é isso mesmo, servir de suporte e incentivo nos momentos menos bons, não pode ser um constante "julgamento" a cada minuto. Já temos inimigos que cheguem: o sistema, o Nomeações, a segunda circular, o preconceito, a injustiça. Não precisamos de que os adeptos deitem mais lenha na fogueira.

Vamos deixar de mostrar à equipa que é melhor, em termos de apoio e incentivo, jogar fora do que em casa.

É claro que, no meu entender, esse é um falso problema. Lá estarei, eu e muitos Portistas, no gelo como com o Setúbal, no frio com o Rio Ave ou no dilúvio contra o Boavista. No bom e no mau. Sempre. Mas os "exigentes" voltarão a criticar nos seus sofás, com a sua bebida quente e as suas pantufinhas. Não critico. São opções.

Peço apenas que no próximo dia 20 tenham bem presente que o inimigo está do outro lado, e que o silêncio que eu ouvi no Dragão não pode voltar a repetir-se, e que, aí sim, se deva assobiar e apupar intensamente a camisola certa - a vermelha.

E, já agora, curiosa e interessante a reacção à nota artística deste que bem sabe como se... fazem... as notas artísticas por aquelas bandas. Está na hora de acordar e saber em que lado estamos. Porque não podemos estar dos dois.

Análise Arouca 1 - 3 FC Porto (4ª Jornada)


 Que grande jogo de futebol! Não nos iludamos, tivemos um excelente adversário esta noite. O Arouca não se encolheu, defendeu muito bem, na primeira parte foi difícil, mas um FC Porto de ataque é muito diferente!

Não é um FC Porto vertiginoso - eu também não quero que seja. É um FC Porto solidário, mas que pende para o ataque, especialmente na segunda parte quando se superioriza no meio campo. Para isso foi fundamental a libertação de Imbula na segunda parte. Está na hora de Lopetegui perceber essa parte - Imbula não pode estar preso, nem a Ruben, nem a Danilo. Naturalmente, ainda não está bem, ainda não está livre. Mas quando estiver, vai ser autenticamente imbatível.

A alegria e o perfume que Rúben Neves traz naquela fantástica qualidade de passe (o terceiro golo é todo dele) e de Corona autenticamente endiabrado, dão uma força ao FC Porto impressionante. 

Lopetegui tem uma boa dor de cabeça neste plantel - todos são bons. Ainda bem que há soluções. Toca a encaixar as peças. Temos profundidade para atacar tudo de olhos nos olhos. Muito bem!

Aboubakar - Para mim, o Rei Bakar foi o melhor do jogo. Foi brindado com o golo que mereceu, mas antes distribuiu, fez crescer, avançou, passou, defendeu, rematou, procurou incessantemente a baliza, ao melhor estilo... Jackson. Mas há qualquer coisa de bonito na forma como Aboubakar joga. Muito gingão, mas sempre com o sentido no melhor para o colectivo. É assim mesmo, Rei Bakar. Bravo!

Corona - Não foram só os golos, foi a velocidade, a criatividade, a ligação, e tudo isto treinado em impressionantes quinze dias! Corona tem tudo para ser um jogador que desequilibre decisivamente cada jogo em prol do FC Porto. Com um meio campo sólido a servi-lo, Corona será, certamente, letal nos próximos jogos também.

Layún - Dois treinos, viagens longas, zero de conhecimento posicional e, à parte de um começo em falso - naturalíssimo - dá para ver que, a prazo, talvez Alex Sandro possa ter um sucessor à altura. Muito bem de fio a pavio, especialmente contundente no ataque, está visto que o tripé tinha perdido uma perna - e esta está encontrada.

O Meio Campo Tuga - Rúben Neves é, para mim, um Lucho Gonzáles a 6. Que passes e leitura de jogo inacreditáveis! Maravilha, miúdo! Mudou logo a questão ofensiva e tornou-a nula. Que bem André André a seguir o pai, a carregar o piano e a estar de fato-de-macaco a resolver o que fosse preciso 6-8-10-extremo... foi tudo. Solidário, forte, ligado, é daqueles jogadores que são Porto sempre. E Danilo, quando é necessário músculo e solidez, não é betão, é Titânio. Uma solução 100% portuguesa de uma qualidade total, a dar opções a Lopetegui. 

Maicon - Seguro, determinado, mandão, a cobrir todos os lances possíveis, a fazer peito aos árbitros, a motivar os colegas, com zero paragens cerebrais - o verdadeiro Capitão. Bravo, Air Strike, estás a chegar lá.

Zero Assobios - Os SuperDragões e o Colectivo 95 (mais as pessoas que esgotaram o estádio) deram uma lição aos "exigentes" do Dragão. Só foi possível à equipa superar-se pelo fantástico apoio que tiveram a cada lance, a cada roubo de bola, em cada investida. Obrigado pessoal, uma lição de classe a todos os Portistas reflexivos da treta do sofá.

Arouca - Deixemo-nos de porcarias, o Arouca foi um digno adversário, e antes do segundo golo chegou mesmo a estar olhos nos olhos connosco. Futebol assim é mais sério, tem mais piada e é um digno vencido. O golo de honra é merecido, Iker Casillas nada poderia fazer, e o irmão do Maicon mereceu que o Arouca pudesse levar para casa o seu prémio de consolação. Lito Vidigal é um óptimo treinador que ganhou completamente a aposta este ano, tenho a certeza que o Arouca não vai esmorecer e, jogando assim, quem sabe não poderá chegar a um lugar europeu? Cada vez mais se prova que Vidigal foi afastado por não se vergar à palhaçada que ainda ontem se pôde ver.

Lopetegui -  Ganhou no onze, ganhou no risco, ganhou na superior leitura do jogo, ganhou, ganhou, ganhou. Ganha sempre àqueles que insistem em dizer que não presta. Sem-pre.


Brahimi - Ai, Yacine, Yacine. Porque raio é que tu, quando os outros se elevam, desapareces como candeia sem luz? Que raio, homem! Fora do jogo, lento, complicativo, estranho. Hoje não foi o dia do Yacine.

Capela - Nas imortais palavras de Serafim Saudade, é um artista da radioteveidisco e da caaassetepirateee. Sete cartões amarelos-sete a jogadores nossos e um ao Arouca. Então o do Layún é qualquer coisa de fenomenal! Não logrou sair vitorioso e expulsar alguém, mas esteve lá perto. Uma vergonha, da qual já estávamos à espera. Campo inclinado FTW!