sábado, 18 de fevereiro de 2017

Um Festival De Oportunidades E Umas Notas De Surrealismo [EDITADO e ACTUALIZADO]


Vou escrever este post nuns moldes um pouco diferentes dos normais, desculpem. Há muito que falar e nem tudo sobre o jogo. Mas vamos lá.

Sobre o jogo. Vitória natural de um FC Porto com muitas mexidas no meio campo, com as quais não concordei. Se Rúben Neves precisa de minutos e foi em crescendo durante o jogo - assinou um belíssimo golo - já Otávio estava nervoso e ansioso. Tem, obviamente, muita qualidade nos pés mas, assim como a equipa, precisa de afinar a finalização e não perder oportunidades cantadas. Ainda assim, mais uma assistência e um sorriso ao vê-lo de volta. Contrariamente à opinião que vou lendo, não acho mesmo nada que André André saiba entregar bem e possa ser construtor de jogo. Não gostei de o ver na primeira parte e só na segunda é que, voltando à posição de 8 mais recuado onde está confortável, é que rendeu bastante bem. Tivemos ocasiões mais do que suficientes na primeira parte e na segunda para dar uma goleada histórica, mas a perdularidade, especialmente de um desinspirado mas muito solidário André Silva, levou a que o resultado previsto por esse Merlin da bola que dá pelo nome de Xebeu se viesse a realizar. Vinte ocasiões de golo deram conta do desnível que se criou, e o único esboço de jogo do Tondela veio com o avançar da primeira parte e da perdualidade do FC Porto, que lhes deu alguma confiança. No entanto, não será sério quem disser que o Tondela alguma vez esteve por cima. Mas, antes de avançar para aí, queria só fazer referência ao extraordinário golo de Soares. Cada dia que passa, justifica mais a sua contratação. Mudou o FC Porto para muito, muito melhor.


Mas vamos à vaca fria. [EDIÇÃO] Tem toda a razão o Victor F. Depois de ver as imagens - não tinha visto - parece-me bastante claro que Osório agarra Soares e que este o sacode! (ADENDA: vídeo embaixo!) Quem é que não pode agarrar e desequilibrar quem na área?! E não falei da expulsão, mas falo: pela gravata feita a Otávio aos 45, era vermelho directo ao senhor Osório! Que choca ou não com o Soares, que ia direito à baliza? Santa paciência! Acho é lindo - surrealista, mesmo - que equipas a quem são dados penaltis por empurrões de X-Files e saltos para a piscina variados, estejam agora a dar uma de santinhos e a rasgar as vestes. Mais! Meus caros, isto tem sido assim, entendem? Enquanto o FC Porto sofreu dezanove penaltis por assinalar, estava tudo bem, a arbitragem era espectacular, uma maravilha e o que nos diziam era #joguemàbola. Pois que, de facto, jogamos. Não temos, claramente, a leitaria nem o permanente golden shower de alguns, por isso vai ao esforço e sacrifício, só para variar. E, se aqui e ali somos beneficiados, temos também muita da contabilidade de prejuízos para apresentar. E até parece que não tem nada em favor, como o penalti remontante contra o Boavista, que se pode ver aqui, só para dar um exemplo!

video

Estão revoltados com as "situações anómalas que estão a acontecer". Realmente, como vos compreendo! É realmente "anómalo" que o FC Porto não coma e cale, é realmente "anómalo" que não vos estenda a passadeira dessa vossa cor rumo a um objectivo que perseguem há décadas, e que começou a ser construído com a nossa anuência e passividade permissiva, no ano do #colinho, onde jogar dez vezes consecutivas contra dez, onde jogadores adversários vos faziam assistências primordiais e onde golos em fora de jogo, penaltis manhosos e condicionamentos vários eram o prato do dia! Temos pena, caros amigos! Esse FC Porto está morto e enterrado, e a brincadeira acabou! O tempo em que as equipas, grandes e pequenas, vinham ao Dragão com a certeza que poderiam fazer o que lhes desse na telha, dar porrada velha e fazer penaltis vários, passou! Agora digo eu: joguem à bola! Serão beneficiados, serão prejudicados, como todas as equipas. Sejam intelectualmente sérios e que ganhe o melhor! Mas jogar contra cones, isso nunca mais! O Dragões Diário deu a melhor resposta, que subscrevo em absoluto!

Por fim, ao senhor Pepa: Estavas cheio de moral, não estavas? Eras "grande", vinhas para "ganhar", não vinhas? Pois, pois é! Não te vi indignado assim no galinheiro, pá! Não te vi indignado assim quando a tua equipa foi varrida a amarelos e sofreste um penalti risível, pá! Pois, pois não, estavas a jogar contra o coração, verdade? Até estavas todo contente depois de levar 4, pá! Pois! A resposta para ti não sou eu que ta vou dar, vai ser o grande Rui Cerqueira, no pós-match do Porto Canal, e olhos nos olhos, aqui. É isto que resume um lacaio: submisso para com os mestres, de peito feito para os inimigos do mestre, mas, no fim, sempre irrelevante, sempre pequeno.

Somos líderes. Esperamos o desfecho do jogo deles contra os Bs. Curiosamente, nem assim estão confiantes. Estão, assim, a modos que mais para o borradinho. Como sempre. Porque a História aleija e traumatiza, e tende a repetir-se. Cá vos esperamos!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

A Armadilha Na Estrada, O Perigo Que Sempre Espreita

Não gosto dos jogos antes da Champions. Não gosto daquilo que trazem, da divisão de atenção, do deslumbre, do desgaste, da gestão. Não gosto, porque continuo a preferir o campeonato do que chegar a uma determinada fase da Champions League. Quem viu os jogos de ontem, por exemplo, ou mesmo o PSG-Barcelona, pode tirar conclusões. Há equipas cujo talento, rodagem e entrosamento, superam, e muito, uma noite de sorte. Sim, porque já todos sabemos que o mijinho dos coisinhos, elevados que foram a "super-heróis" de um jogo ridículo e paradoxal, certamente não acontece duas vezes.

Na verdade, lembremos-nos deste épico jogo. Neste jogo, em que efectivamente jogamos e que não fomos dominados, tive uma noite memorável no Dragão como não pensava que viria a ter. Só que a segunda mão trouxe um daqueles amargos como sentiu ontem o Arsenal. E a verdade é que, dois anos volvidos, praticamente tudo o que é bom continua lá, e ainda houve alguns acrescentos de qualidade - obviamente, não "o melhor em campo", que quase não joga.

Digo isto porque, como diz o nosso Capitão sem braçadeira,  "é bom poder sonhar, mas temos de ser realistas". E o realismo passa por concentrar-nos no título que, efectivamente, está ao nosso alcance e o que ele significa. O caminho para o título nacional. Não se esperem facilidades, amanhã. O polvo tem muitos braços, incluindo ex-jogadores doentes tornados treinadores que, contra nós, vão dar o litro para ajudar a equipa do coração.

É importante, por isso, relembrar aos jogadores que, nesta jornada, poderemos ficar à frente vencendo e, quem sabe - embora as esperanças não sejam muitas... - esperar que o rival possa perder pontos. Temos equipa para isso e mais, e nada ganhamos em jogar um jogo a pensar no seguinte. Fizemos a nossa parte na Champions, a partir daqui a sorte dita tanto como tudo o resto. 

O Tondela tem de ser a nossa Champions. O Tondela, que diz que vai jogar olhos nos olhos - não acredito - tem de ser a nossa prioridade. Então sim, a partir das 23 horas, pensar na vecchia signora. Se não for assim, poderemos comprometer, desnecessariamente, o objectivo principal, e entregar o desígnio nacional aos nossos rivais, ou desperdiçar uma excelente oportunidade de ser líderes isolados, com tudo o que isso significa. Dar tudo para ser Campeões tem sido o lema até aqui. Não pode deixar de ser por 180 minutos de um torneio. Porque aquilo que parece uma linda estrada, pode ter um buraco que nos afunde a qualquer altura. Atenção e foco totais exigem-se!

Já se esperava muita coisa baixinha, mas a alaranjada jornalista foi bem longe. Fica bem patente nesta imagem que, amor pelo nosso Clube, é coisa que ela não tem. Fica feita a exposição das motivações e verdadeira face da laranja. Mas um parágrafo chega. Não há que dar mais tempo a quem não o merece.

Mostremos dentro do campo que bem podem nos podem tentar desestabilizar, só nos tornaremos mais fortes!



terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Autofagia à Porto!


Não sou capaz de compreender, juro que não, esta impressionante tendência Portista de se chicotear e penitenciar até ao absurdo, quase que sendo o primeiro a duvidar de tudo o que de bom lhe acontece. É muito frequente ver o Portista a dizer "calma, é preciso saber não embandeirar em arco!" quando vê outro Portista a comemorar uma vitória importante - e esse número é TODAS! - e dizer coisas como "os outros estão muito fortes, é preciso desconfiar" e por aí em diante. 

Porquê, senhores?  Porquê? Porque podem os outros cavalgar "ondas verdes" e dizer "#rumoaotrocópasso" enquanto o Portista tem de estar sempre na retranca, sempre com hiper-realismo, sempre como que a olhar para a imaginária espada de Dâmocles pronta a trespassar-nos se ousarmos sequer estar minimamente confiantes, com o acto de Contrição ao virar da esquina se ousarmos deleitar-nos no gozo de uma vitória? Afinal, a exibição nunca é suficiente, o jogador nunca é bom que chegue, o que hoje é bom amanhã pode resvalar.

Falo com o à vontade de que diz, frontalmente, que não gosta do futebol apresentado por Nuno Espírito Santo e a sua ideia mais ou menos recente. Digo-o com o à vontade de quem diz que, no entanto, quem sabe, naturalmente, é ele. E digo-o com o à vontade de quem diz que quer é ganhar.

Tenho a certeza que, se Lopetegui tivesse tido metade do apoio dos adeptos e da Estrutura em defesa de si e do seu grupo de trabalho que tem NES, teríamos ganho o primeiro campeonato a brincar. E nunca, mas nunca, me vou esquecer do ridículo coro de assobios à entrada de Alberto Bueno em vez de André Silva, que agora até pode "ir de pinote", como diz Rodolfo Reis - curioso, não é verdade? Ganhávamos então 3-0 sobre a Académica e estávamos no primeiro lugar do campeonato. 

Mas, mais ainda do que a estupidez de assobiar alguém desde o seu jogo de apresentação, baseado no critério da nacionalidade, só mesmo a crítica autofágica às compras do Futebol Clube do Porto.

Qual é o crivo, senhores? Qual é a linha? Se um jogador for vendido pelo dobro do preço que custou - Danilo Luiz - será caro ou barato? O que ganha o FC Porto a ver um jogador que se entrega de corpo e Alma ao Azul e Branco ser criticado vilmente por "ter sido demasiado caro"? Sim, falo, evidentemente, de Óliver Torres, a última moda em termos de críticas autofágicas, desta vez na pena do senhor Breyner Andressen - via Dragão Até à Morte - que ignora, como muitos outros, que Óliver está a jogar completamente fora da sua posição natural e esperam os mesmos resultados ou melhores do que tinha em funções anteriores. De pouco adianta dizer o que está demonstrado em blogues de especialidade que Óliver não tem chegada à área, que está a jogar a 8 recuado, e não raras vezes, em duplo-pivot. 

Sou o primeiro a dizer que um FC Porto recuado, a dar bola ao adversário e a jogar no erro e no contragolpe, não precisa de Óliver. Para ser duplo-pivot, Rúben Neves é o ideal. Agora, num 4x3x3, a posição mais adiantada do meio campo, no meu entender, tem lugar cativo, Óliver tem um perfume de bola, uma leitura de jogo e uma capacidade de segurar e entregar com qualidade absolutamente ímpares. Mas "é caro". Mesmo que já tenha ouvido um rumor de que, para o ano, já não está cá, acertado que estaria por perto do triplo do seu custo. Mas como não dou crédito a rumores, digo, sem hesitar: se há alguém que sei que nunca dará prejuízo, esse será Óliver Torres!

Só que, como Danilo, Alex Sandro ou Hulk antes dele, veio com uma etiqueta que não é de saldo. Mas o único que dará prejuízo será Adrián. Quem quiser comparar o rendimento de Óliver ao de Adrián, não poderá estar a falar a sério! 

Mas, mais importante do que isso, quantas vezes se ouviu uma papoila falar dos mais de 22M pagos por Jiménez? Se este fosse do FC Porto, o que seria? E qual seria o escrutínio da prestação de Rafa Silva e do seu custo total efectivo de mais de 20M? E se nós tivéssemos gastou 14,4M num Cervi? Ou outros 14 já tivesse custado, entre salários e custas, um Taraabt desta vida?  As papoilas sabem que têm de defender os seus, sobretudo se dão tudo em campo e se entregam de corpo e Alma! Claro que, sem surpresa, as papoilas e os vendilhões de templo fazem "escândalos" sobre os 20M "pagos" - só serão pagos a partir de 2018 e a prestações - porque sabem que Óliver é o eixo da roda do FC Porto, como bem se pode comprovar quando ele está e não está em campo, e que lhes interessa e muito que este seja desacreditado e nem jogue! Eles sabem bem quem foi o melhor em campo no jogo contra eles!

Mas não se iludam! Não estou a falar de Óliver que, por este andar, para o ano está na Premier League a deliciar uma qualquer equipa que fará carburar! Estou a falar de uma tendência parva de sermos os nossos maiores críticos e de termos razões arbitrárias para nos prejudicarmos. 

Os outros agradecem! 

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Cabecinhas Bem Enfiadas Na Areia

Dia seguinte após a vitória do FC Porto sobre o Guimarães, e estas são as capas dos jornais do sul. Como o Luisão vai jogar terça feira, convém já dar todo o destaque merecidíssimo ao facto de, daqui a dois dias, ser o terceiro mais utilizado de sempre no verifique. É isto, uma azia que não tem fim, bem patente na expressão e nas palavras do reco-reco Guerra aqui, bem como na cara de enterro de tudo o que era paineleiro a analisar o jogo ontem antes, durante e depois do jogo e também nos comentários em directo do jogo.

É verdade, estavam todos de mãozinhas dadas a cantar o Kumbaya, à espera que o FC Porto escorregasse com o Vitória. Não aconteceu, e sente-se já o medinho. Não há pressão que esmoreça nem os nossos adeptos - em fantástico número em Guimarães - nem nos jogadores. Já se percebeu ao que vem a corja, o que quer fazer. Mas já aqui falei da resiliência desta equipa e como o foco está sempre posto no objectivo principal.

Como disse, e muito bem, a Joana Marques na TVI24 hoje - que desperdício o Porto Canal não aproveitar este extraordinário talento Portista! - toca a pôr que o FC Porto "pôs a quinta", como nota de rodapé quase ilegível, a ver se passa. Mas o problema é que nós, adeptos e jogadores, não precisamos de loas nem de egos afagados: sabemos quem somos e ao que vamos!


Jorge Coroado deu, sexta feira passada, uma interessantíssima entrevista ao Observador - um jornal não propriamente Portista - e a Rui Miguel Tovar - que todos sabemos que, de Portista, também tem zero - onde mostra muito bem quem foi quem, sempre, com ele. A intimidação, a coacção, a ameaça, o insulto, a provocação e mesmo as tentativas de agressão foram bastante mais ruborizadas! Por isso, vamos lembrar-nos desta pérola quando vierem dar uma de santinhos do pau oco e falar de apitos. A verdadeira face das papoilas está fácil de ver: não importam os meios para os fins que se querem atingir. Felizmente há pessoas de coragem. Eco na imprensa generalista, é coisa que está fácil de ver que não haverá.

Se outros calam, falemos nós!

Análise Vitória de Guimarães 0-2 FC Porto - Na Marra!!!

Fato de macaco, vitória daquilo que esta equipa tem como mais nenhuma - uma união que já não se via no Dragão há demasiado tempo! Mais de 6000 adeptos Portistas em Guimarães, a apoiar uma equipa que luta, se sacrifica e se esfalfa em cada bola, solidária e em que todos jogam para todos. Esse mérito, é de Nuno Espírito Santo. Mas ganhar desta forma, por muito que vá resultando, pode um dia não resultar. Esperemos que resulte sempre. Vamos a notas.


A grande muralha do Dragão - Sim, eu sei que não estavam no Dragão. Mas já não há palavras para Felipe e a sua capacidade de luta e potência física, mas, principalmente, estou absolutamente embasbacado com Marcano. Marcano vai a todas com uma excepcional qualidade e chega ao cúmulo de, nas poucas vezes que falha, ir ele próprio corrigir o seu erro! De uma segurança e uma qualidade absolutamente fascinantes! Se juntarmos a isto um Maxi que, apesar de não ter velocidade tem manha para dar e vender e um Alex Telles tão bom na defesa como no ataque... há muito pouco a dizer. E que dizer de um Iker que faz defesas impossíveis até quando os lances são inválidos? Ponha-se à frente o "ponta de lança" defensivo Danilão e tudo aquilo que ele é, e pronto... não falta nada. Mais! O resto da equipa participa, sem hesitar, na defesa, sacrificando o seu estilo de jogo e objectivos pessoais pelo bem da equipa! Este gesto de Brahimi fala por si. E isto, meus amigos, é ouro!

Soares - Luta, trabalho, entrega, determinação e classe. Quase roubar duas bolas a Douglas, aparecer em todo o lado no ataque, querer tanto marcar como oferecer... a mim já me conquistou! Num jogo que, emocionalmente, deve ter sido bem complicado, Soares foi um bicho imparável. E suspeito que será assim todo o resto do tempo. E vem aí dores de cabeça para os adversários. Passamos de um ataque de pólvora seca para um ataque de múltiplas soluções. E isso vai ser difícil de travar.

As substituições -  NES ainda foi a tempo de corrigir o problema criado por si mesmo - ver Faltas - porque, ao trocar um perdulário André Silva por Corona, restituiu o FC Porto à sua matriz mais confortável - o 4x3x3 - e deu os equilíbrios que foram importantes para que o FC Porto tivesse, finalmente, uma dinâmica consistente de ataque. Depois foi a gestão. Diogo Jota por Brahimi deu o descanso merecido a um Yacine combativo como nunca e muito, muito, fora do seu lugar natural, onde rende mais. Soube aproveitar os contra-ataques e, depois de ter ameaçado, soube concluir com classe um lance vertical de Alex Telles como mandam os livros e fechou com chave de ouro uma segunda parte onde finalmente se viu o FC Porto. Por fim, Óliver por André André deu uma qualidade maior ao centro do terreno, embora 7 minutos não tenham chegado para se ver nada de especial, a não ser que NES continua a pôr o Óli atrás de Herrera....


A confusão táctica - Ao melhor estilo Estoril, lá se foi uma primeira parte onde tudo era confuso e desligado, que se traduziu em não ter bola apesar de ter sido marcado o primeiro golo assim, neste confuso e imprivisado estilo de jogo. Herrera e André André atropelavam-se - outra vez! - nas mesmas missões e Brahimi a jogar pelo meio, naturalmente não rende tanto. Ter a humildade de saber reconhecer e mudar não significa que não se deva aprender com os erros. Esperemos que NES tenha aprendido a lição... É que tantas vezes o cântaro vai à fonte... que pode um dia quebrar. Esperemos que não.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

A Verdade Por Detrás Do Ruído


Não seria de esperar outra coisa. Depois de mandar os viscondes para dez pontos, a máquina de propaganda do verifique voltou-se para aquele que é o seu adversário mais temido: nós! Põe em causa as nossas contas, inventam necessidades astronómicas, põe em causa as condições de utilização dos nossos atletas, descobrem não-assuntos de compras divulgadas em Agosto para falar em "escândalos", chamam nomes aos nossos dirigentes e até falam em resultado combinado... no FC Porto - sportem! Não falta nada! É um fartote de riso!

A verdade é que tenacidade, estofo e uma carapaça dura é tudo o que os nossos inimigos não têm. Não estão habituados a penar, a ganhar as coisas na raça, contra o desígnio dominante e precisam de afagos constantes. Têm de ouvir, quais Narcisos, a toda a hora, que são os maiores e os melhores

É curioso, não é? Bastou aproximar-nos para tremerem, para abanarem como varas verdes, bastou sentir o bafo do Dragão para se começarem a trocar todos. Qual o remédio? Elevar à condição de "histórica" uma vitória absolutamente normal sobre uma equipa num estado anímico deplorável, em queda livre desde a saída do seu treinador. 

Temem-nos porque sabem de devem. Estávamos tão bem a ter meia dúzia de irredutíveis nos jogos fora, verdade? Estávamos tão bem quando assobiávamos vitórias, não é? Pois seremos, em Guimarães, mais de 5000, e estamos prontos para aquilo que não compreendeis: sabemos que o campeonato é uma maratona, que vai ter de ser ganha ao sprint e, provavelmente, em photo finish, e que todos vão ainda, certamente, perder pontos.

Medo, é o que têm as papoilas, pois sabem que não atiramos nunca a toalha e que daremos tudo de nós, sempre. Não garantiremos um título, mas não o damos de barato.

Vai ser preciso um bocado mais de stones para vencer o campeonato, amigas! A nenhum Portista que se preze, está o preço de um dos seus atletas, ainda para mais se sente o Clube como seu, o estado das contas ou qualquer outra inventona, à frente do desígnio maior: o Campeonato. Não andamos em pré-vendas de atletas - nem gostamos de saber do efectivo interesse nos atletas que gostávamos de ter por cá até serem velhos, não andamos a embandeirar em arco por cada traque.

Somos obstinados, somos duros, estamos habituados à pancada. Não precisamos que gostem de nós. Nem de ser populares. Sabemos que as conquistas são na marrana raça. Ála Arriba, carailhe!

Azul e Branco é o Coração!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Com Todas As Variáveis Controladas


Não haja dúvida, quando estamos frágeis, há sempre um conforto mágico em sentir-nos quentes e protegidos. Saber, ao enfrentar o mais pequeno desafio, que não importa qual o tamanho do salto, há sempre um trampolim em baixo, pronto a amparar a queda e nos impulsionar para o nosso destino, caso seja necessário.

É esta a realidade presente do polvo galináceo, cada vez mais agitado e ansioso. Para enfrentar o colosso Arouca, que está a um míseros vinte e um pontos de distância, nada melhor do que ter o amparo de uma Mota metalizadamente rubra. E, como o seguro morreu de velho, ganhar em duas frentes, preparando já o jogo da semana seguinte frente a esse corajoso colosso que é o verifique B, eternamente, frente a eles, uma meretriz gasta e cansada, uma verdadeira autoestrada cheia de Paixão que lhes garanta que chegam ao sítio onde nunca ninguém cheg... ah, espera! Nós já chegamos! Duas vezes! E outra, até passamos!

Já sabemos, espera-nos uma verdadeira contagem de montanha daquelas bem íngremes, nas próximas jornadas. Jogaremos, como sempre, contra 14. E sabemos que o ar é mais rarefeito quanto mais chegamos ao topo. Cabe aos nossos Dragões, apoiados por uma massa adepta que se sabe já que vai ser de qualidade e quantidade, ganhar, ganhar e ganhar.

O resto, mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo, mesmo que este não deixe nenhum espaço para a imaginação (aqui numa versão muito papoila). Pode ser que, quem está do outro lado, também se canse da sua eterna condição de meretriz e ganhe um pouco de vergonha na cara, sobretudo sabendo que está sempre a ser comido. É que os adeptos do dito clube podem não ter todos uma paixão tão rubra. 


NOTAS: Os nossos Heróis de Andebol não dão hipótese nenhuma. São tão bons e tão fortes que até gostam de dar assim um avançozinho aos adversários para dar um bocadinho mais de luta. Só que eles têm a poção mágica do Azul e Branco no Coração e... bem, é o que se sabe! Sem playoffs manhosos, vamos no bom caminho para reaver aquilo que é, naturalmente, nosso.

E, para terminar, ficaram as galinhas todas aos saltos com a "bombástica" revelação que o  FC Porto está "obrigado" a comprar Óliver. Cabe-me aqui escrever, pela última vez, espero, sobre esta muito estúpida questão, que me irrita sobejamente. Em primeiro lugar, como assim, obrigado? Não, O FC Porto comprou Óliver com um empréstimo prévio até Dezembro de 2017, situação nada incomum por esta Europa fora. Tal já tinha sido noticiado no Verão! Acordaram agora, foi? Em segundo lugar, talvez seja discutível se o FC Porto estivesse em condições para fazer esta aquisição, mas Óli vale 20M e valerá muito mais! Compare-se com os preços dos papoilos como Hélder Costa e diga-se alguma coisa. E até parece que não temos nenhumas contas a acertar com Mendes e companhia! Por fim, veja-se a diferença entre este Óliver e este. Ela é bem óbvia! São uns bons metros da chegada à área, que com NES pura e simplesmente não existe. Sendo um baterista ambidextro,  consigo tocar à esquerda e à direita. Mas à esquerda toco melhor. Como li num blog - e felizmente as reacções dos adeptos a esta "notícia" têm sido bem positivas e inteligentes - para Óli fazer mais golos e assistências, jogando onde joga, só se ele passar a bola e a for receber também! Mesmo assim, conte-se, no último vídeo, a quantidade de passes que seriam assistências se houvesse um pouco mais de engenho na finalização. O talento está, indubitavelmente, lá. Óli tem 22 anos feitos há três meses. Bem aproveitado - que não está a ser - é a força motriz da equipa! E é nosso! Chega de parvoíce! Por favor!