segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Análise FC Porto 3-0 Moreirense (17ª Jornada) - Jogos Que Fazem Campeonatos [ACTUALIZADO]


Jogo importante, vitória natural mas sensaborona cuja memória o tempo se encarregará de apagar. No entanto são estes jogos que fazem campeonatos, num jogo onde todos os destaques que vou dar são, apenas e só, mais ou menos. Evidentemente, o Rio Ave vai exigir deste Futebol Clube do Porto bem mais, mas o caminho faz-se caminhando, e o alento moral de uma vitória tranquila pode ser o click necessário para, de uma vez por todas, sair deste carrossel. Vamos a notas.


Óliver - Depois dos primeiros minutos em que, tal como o resto da equipa, esteve num estado de ansiedade sôfrega absolutamente incompreensível, quando afinou fez aquilo que é o seu apanágio e merece o natural destaque: ser o eixo da roda. Pelos seus pés passa, literalmente, todo o jogo Portista. Teve, também, o mérito de voltar a destapar o ketchup, num remate muito bem colocado e que espero que restitua a confiança de Óliver na sua capacidade de fazer golos. Nunca será um goleador, certamente, mas é bom saber que está no caminho certo.

Marcano - Cada vez mais forte, cada vez mais Capitão (ainda que agora não tenha a braçadeira, outra vez) e já com 4 golos marcados (3 na liga),  está cada vez mais completo e patrão. Curiosamente, está a assumir esse papel quando se esperava que fosse o seu companheiro a fazê-lo. Mas acho que é mais uma parceria do que uma relação de patronato. Que assim continue.

O copo meio cheio -  É sempre bom voltar às vitórias tranquilas, feitas com tempo e sem nenhum tipo de possibilidade de se perder num mau momento, como também é sempre excelente mais uma clean sheet, ou seja, a baliza inviolada novamente. Corona e Diogo Jota jogaram bem com os companheiros e ajudaram num esboço de ataque rápido que só precisa de ser mais afinado mas que vai lá e é justo dizer que Herrera fez um jogo bastantes furos acima dos que tem feito. Nota digna de registo a arbitragem, que o Tribunal d'O Jogo demonstra ter sido muito boa. Está visto que Fábio Veríssimo parece ser, até ao momento, o valor mais seguro da arbitragem-proveta. 


O copo meio vazio - Estranhamente, ambos os nossos normais esteios defensivos estiveram anormalmente aluados. Apesar de terem a raça habitual, quer Felipe quer Danilo não tiveram uma tarde-noite por aí além. Será que a Cila tem razão e os jogos às 18 deixam os jogadores meios taralhoucos? Tenho, no entanto, a certeza de que um Rio Ave os fará estar mais focados e atentos. 

O depois de Óliver é sempre uma confusão pegada. A implicância que NES tem com Óliver, não a entendo. Óliver é sempre o primeiro a sair, e sempre com o mesmo resultado. Por muito bom, assim-assim ou mau que o jogo esteja a ser, a saída do Maestrinho piora-o sempre, porque lá se vai o eixo da roda, e a sua alternativa tende a não conseguir produzir o mesmo. André André bem se esforçou, mas não tem a capacidade de ler o jogo como Óliver tem. Aliás, aproveito para explicar ao senhor Carlos Gouveira, que atribui as pontuações n'O Jogo, e que tem uma embirração parecida com a de NES com o nosso Maestrinho, que as "rotundas" de Óliver  servem para que este possa ler o jogo e enviar a bola para o sítio certo, sem ter que correr com ela. Como Óliver não é nenhum Aubemeyang, esta tende a chegar ao seu destino melhor e mais rapidamente do que se ele correr com bola para a entregar. Percebe? Além disso, às vezes, também serve para dar a volta à marcação de um adversário. Implicâncias!

Por fim, a questão Depoitre. Não consigo, juro que não, perceber a lógica de tudo isto. NES, supostamente, pede um avançado caro e sem provas dadas, porque conta com ele. Dito avançado é ultrapassado por um miúdo de 18 anos, voluntarioso e esforçado, mas cuja etapa natural de formação é jogar nos sub-19 dando umas perninhas na B. Evidentemente, ninguém lhe pede mais do que isto. O que está a fazer Rui Pedro na equipa principal? E que exemplo se dá a um ponta de lança ser ultrapassado por um miúdo dez anos seu júnior? Uma trapalhada com uma explicação certamente esotérica e de muito difícil compreensão. Depois dizem que Depoitre joga mal! Deve ter, a esta altura, a confiança de uma pulga!

ACTUALIZAÇÃO

Para que entendam o gesto de André Silva no festejo do golo. Achei absolutamente delicioso. E o facto dele não ter publicitado ainda o torna mais nobre. E o meu coração de Pai mais quente. Parabéns André. Essa humildade só te fica bem. E vai levar-te longe.


sábado, 14 de janeiro de 2017

Está Na Hora De Ser MESMO Porto [ACTUALIZADO]


Amanhã é um jogo importantíssimo. Amanhã  é altura de ver a fibra de que é feita esta equipa do Futebol Clube do Porto. É assim que se fazem os campeonatos - fazendo a nossa parte enquanto os outros vão encomendando faixas. Porque isto só acaba no fim.

A equipa provável é simples: Orgulho, Raça, Determinação, Concentração, Foco, Atitude, Eficácia, Intensidade, Pressão, União e Portismo! Se não formos capazes de fazer a nossa parte nestes momentos, não poderemos, de facto, ambicionar a ser campeões!

É tempo de mostrar personalidade e agressividade, é tempo de mostrar foco e estofo. Não haveria "Momento K" se não tivesse havido antes coração para estar sempre na luta. Se não houvesse crer para acreditar que era possível. Esses são os componentes de um ADN de Campeão.

Vamos provar que é possível. E que até à lavagem de cestos, é vindima. Porque um campeonato é uma maratona, não uma corrida de velocidade. E os campeões não se decidem à primeira volta. Mas para isso é preciso vencer.

Pra cima deles, carago!

NOTAS: 


É tão fácil ser santinho, carago! Tão simples! "Não queiram que eu fale de arbitragem. Há lances atípicos para vocês fazerem a análise" Vocês, diz Rui Vitória no fim do jogo. Não ele! Não é preciso!A armada rubra da imprensa vai já fazendo a sua parte à hora que escrevo estas linhas. Se o segundo golo do Boavista é falta, não há mais golos de bola parada. Se o terceiro é fora de jogo, bem, o FC Porto tem muito que se queixar. Se o penalti sobre Cervi é penalti... hoje ficaram aí uns 5 por marcar no jogo da equipa B. Enfim, aquilo que, para nós é "joguem à bola", para eles é um escândalo nacional.


E, já agora, vale a pena castigar treinadores se eles podem usar telefone à ninja e permitem ao assistente ter um auricular que se vê da Lua?


ACTUALIZAÇÃO


E cá está! Certinho como a seguir à noite ser dia, lá está a cavalaria a sair em defesa da dama! Rui Vitória, cínico e sonso como só ele sabe ser, lá disse, e pode ver-se aqui em cima: "Há coisas que merecem ser comentadas, mas eu não faço". Pois não, filho! Nem precisas! Se o FC Porto tivesse alguém que o defendesse assim - pelamordasanta, se isto é penalti, o FC Porto tinha 49 para reclamar, não 19! - nunca teria de abrir a boca! Sim, a verdade é que também reclamam, como os outros, mas com uma agravante: sempre E SÓ quando perdem pontos! Ou quando jogam com o Vizela. E uma atenção especial para Marco Ferreira, que já percebeu que 50 mil euros, ao fim do ano, dão um certo jeitinho, e toca ao beija-mão ao DDT para poder fazer o caminho de volta. Muito cuidado, quando este "convertido" voltar a apitar - e não deve demorar nadinha - vai ser o pior deles todos! Mas, lá está, como nos dizem: joguem à bola! Eu gosto, e aprecio, que nenhuma papoila se aperceba que o Rafa Silva é caríssimo, e que , sem o Fejsa, aquele meio campo é um passador. Vão ter tempo para perceber, porque o DDT sabe que tem de vender e a seguir... meu amigo. Sem inclinações é mais difícil.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Como Assim, Competir?!


A esta altura, ver uma qualquer conferência de imprensa - ou "mostra de redundância" - de Nuno Espírito Santo, é um um martírio. Repetem-se as mesmas frases inócuas, o mesmo conjunto vazio de diferenças, mesmo que, à volta, as circunstâncias vão mudando, mesmo que ele tenha, neste momento, o privilégio de ter o Clube com uma política de comunicação muito mais assertiva. 

Irrita, solenemente, o uso da palavra "competir". Como assim, "competir"? É o quê? Ver se, por ventura, se calhar, até conseguem vencer em casa ao poderoso Moreirense? É gravíssimo, para lá disso, o ar absolutamente temeroso, a voz quebrada, o discurso gaguejante de quem tem a confiança de um insecto. Nuno Espírito Santo vai, dia após dia, hora após hora, mostrando cada vez mais que não tem espírito ou garra para tornar o FC Porto num Clube obcecado por vencer.

Já tivemos esse problema no passado, por isso queríamos algo mais. É evidente que, nas antevisões, não se pode ser mais do que cordial e respeitoso para com o adversário, mas caramba, há coisas que nos tiram do sério. Como estar sempre a frisar que "a ideia de jogo é mais importante do que os jogadores". Em primeiro lugar, se assim fosse não era tão complicado a CANificação do Brahimi. Morre alguém se se tiver a decência de responder acerca do jogador X ou Y, especificamente?

No último jogo contra o Hull City - boa sorte Evandro, muito obrigado pelo teu serviço - José Mourinho disse, no pré-match, quem iria jogar. Sem medo, sem ansiedade. Não é quem estava convocado - NES deve ser caso único com esta parvoíce da "convocatória surpresa" - mas sim quem iria jogar. No final do jogo, em que o Hull chegou a pôr o United em sentido, Mourinho disse que a primeira parte tinha sido miserável, e que os jogadores, os adeptos e ele próprio teriam de fazer melhor. Perguntaram-lhe sobre Zlatan - respondeu. Perguntaram sobre Pogba - respondeu. Disse claramente que Depay estava de saída. E, perguntado porque ficara aborrecido ao ver os seus jogadores a festejar o 1-0, respondeu claramente que uma eliminatória decide-se em golos e que 1-0 não chegava. Não há comparação nenhuma entre Mourinho e NES - mas deveria haver! Ambos poderão dizer que treinaram o FC Porto! Se Rui Vitória e Jorge Jesus podem nomear jogadores e falar deles, que atitude medricas é esta?

Cada dia que passa fico mais aborrecido com a dualidade ad hominem de critérios de avaliação do desempenho, consoante são "dos nossos" ou não! A crónica de Pedro Marques Lopes  - via Dragão Até à Morteé, hoje, uma vergonha de alto a baixo. Esta apologia de que o coitado do NES não tem culpa alguma e que são os jogadores que não fazem a diferença, é surreal. Quem é suposto treinar os contragolpes? Os desequilíbrios no campo? Os cantos? As transições ofensivas? A chegada apoiada à área? São os jogadores? Não me lixem! A esta altura, NES já tem o mesmo número de empates que Lopetegui teve o ano inteiro. Não percebo que encanto tem este género de coisa. Está mais que provado que os defeitos de Lopetegui - que os tinha - não foram colmatados por NES. Está no caminho de quebrar recordes negativos. Esta diferença de exigência mostra a dualidade de critérios que há entre os "nossos" e os "outros". Não se compreende. A uns, assobia-se desde a chegada. A outros, perdoa-se tudo. Onde está a exigência?

Quando se soube do resultado negativo do R&C do FC Porto, por todo lado houve notícias de abertura, capas de jornais e demais euforias a falar da "hecatombe" Portista. Ontem soube-se que as papoilas têm a segunda maior dívida da Europa... e não se passa nada. Notas pequeninas, referências a meio dos noticiários, en passant. Por mim, tudo bem! Não sou hipócrita, não vou dizer que quero que os meus adversários estejam fortes e pujantes, com boas finanças. Se eles atiram areia para os olhos dos seus sócios, fine by me. Mas a dualidade de critérios não deixa de ser espectacular. E, já agora, que linda a lata do sportem a falar de "lucros", quando não paga a dívida à Doyen, e quando vê o seu passivo artificialmente reduzido a metade, por umas VMOCs às quais só teve acesso pelo protectorado daqueles que faliram um banco que nos vai custar, seriamente, a todos nós. Prefiro a difícil via da efectiva sustentabilidade.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Close, But No Cigar! (Ou, em tuga, Num Faltaí Qualquer Coisinha?) e Algumas Notas


Ontem, após épica reunião com os clubes, incluindo o Futebol Clube do Porto, representado por João Pinto, lá veio o Conselho de Arbitragem fazer o acto de contrição e admitir "erros de análise" em alguns lances, no nosso caso um penalti por marcar contra o Desportivo de Chaves, e falou também dos penaltis das papoilas contra os lagartos.

Irrita sempre ouvir o CA a dar uma da FMI e a dizer "oops!", quando ditos erros nos custaram um possível título de uma forma injusta. Além desse, há o que eles dizem aceitar a decisão de Capela, o que dá vontade de rir, e ainda falta um, absolutamente escandaloso, que não tem nada a ver com mão na bola.

Faltou analisar muitos outros lances, nomeadamente os golos anulados por mão na bola como o do André Silva e o do Felipe. Em quais das figuras se enquadram estes lances para terem sido anulados os seus golos? E onde está a análise do penalti do mesmo género, no remate de Herrera aos 39', contra o Feirense, que ninguém ligou sequer? Enquadra-se ou não no terceiro caso da figura acima?

Como faz questão de sublinhar o Dragões Diário, e quanto a mim muito bem, há muito, muito mais para lá de mãos para se arrepender e principalmente mudar. Mas tudo bem, sejamos magnânimos, até a viagem de 10 mil kms começa com um simples passo. Que se deixe de errar tanto, que haja uma mínima equidade nos erros contra e a favor do FC Porto, mas que estes tendam para zero, é tudo o que o Futebol Clube do Porto pede. Se assim for, voltaremos ao nosso neutro natural e respeitoso. Mas chega de brincar com a nossa cara. Está visto que o tempo de o aceitarmos calados já passou. 

NOTAS:

Não é surpresa nenhuma, esta notícia. Aliás, é uma forma bem fácil de explicar uma frente de ataque de perto de 90M e um plantel com um custo muito superior ao nosso. É fácil ter opções e soluções quando se joga ao Monopólio com o dinheiro do banca. É só mais um exemplo da pouca-vergonha que grassa o clube do regime. 

Mas tal escandaleira só poderia ser permitida num país onde o poder político, económico e judicial favorece alegremente a papoila, não raramente sendo visto em plena tribuna presidencial, sem pudor algum. Bastava que o Novo Banco fizesse a sua obrigação de cobrar os vergonhosos 107M de dívida exclusivamente benfas para que muita coisa mudasse para ambas as instituições. Mas como quem tem amigos nunca morre sozinho... vamos convivendo alegremente com o facto das papoilas terem, uma vez mais, regras assimétricas e favoráveis. Se juntarmos a isso as famosas VMOCs lagartas, facilmente vemos um caldinho onde o único que fica de fora é o FC Porto. 

Não importa. Já tivemos equipas que compensavam em atitude e raça o que sobrava a outras em orçamento. Ao FC Porto importa ter uma equipa competitiva sendo minimamente sustentável. É um desafio enorme mas não impossível. Havendo seriedade e entrega, é fazer de novo o que antes já se fez.

O Jogo decidiu fazer uma peça sobre Óliver onde, muito injustamente, fala da "diferença de desempenho" com a primeira passagem. Sim, claro, há diferenças. Há a diferença de estar a jogar mais atrás, de não ter tanta chegada à área, de constantemente o vermos a pisar zonas recuadas de terreno, de ir buscar o jogo a Danilo, ele próprio encostado aos centrais, não raras vezes. Mas há que não esquecer do número de passes para ocasião que ele faz por jogo. Sim, passes para ocasião, porque só são consideradas assistências aquelas que entram. A seca de golos depende de Óliver nas três vezes que esteve na cara do golo. Mas o seu default de tentar mais um passe em vez do remate é um problema da equipa toda. Não tenho a menor dúvida que será colmatado em breve. Ainda assim, quanto a mim, não há nenhuma comparação entre o jogo do FC Porto com e sem Óliver. Que não se massacre mais um jogador por estar a fazer aquilo que não deveria. E se se lembrarem de pô-lo a jogar no seu sítio... outra música tocará, conduzida pela batuta do Maestrinho.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

O Que É Demais É Moléstia

Basta, já! Bem sei que a liberdade da Imprensa assim o exige, que temos de ter a bolha e o rascord na sala de imprensa, mas é chegada a hora do Futebol Clube do Porto deixar de ter a posição parcimoniosa que vem tendo há anos com estes pasquins.

Se, dia após dia após dia, não há nada mais do que difamações, invenções, achincalhamentos e toda uma propaganda contra o FC Porto, porquê continuar a tratá-los como se do The Guardian ou do The Times se tratasse?

Se há o inalienável direito à pergunta, tem de haver o direito a uma reposta em respeitoso e adequado silêncio! A bolha promove cronistas, dá voz a dirigentes e a demais figuras contra o FC Porto, o rascord vai mais longe: chega ao absurdo de tentar provar intenção onde só há o movimento natural de um médio defensivo no aproximar à área que a sua posição exige! Isso é uma tentativa sem precedentes de tentar manipular decisões já de si ridículas ou de tentar inverter ónus da prova.

Mais a mais, se se dedicam a deitar cá para fora nomes de anedotário, acompanhados de textos deste calibre, para lançar confusão nos adeptos, mas resolvem não explicar tantos "ic" que até dá comichão, se falam de falta de dinheiro mas decidem não investigar que é feito de mais de 107M que as papoilas devem ao Novo Banco, estão a evidenciar que imprensa isenta é uma coisa que, definitivamente, não são! 

Se querem ser o que a Marca é para o Barcelona ou a Sport é para o Real Madrid, seja. Estão no vosso direito. Mas assumam-se! Sejam homens e mulheres! Do benfas ou do sportem, porque não? Mas não tentem pregar santidade. Com papas e bolos se enganam os tolos. E já nenhum adepto Portista cai na vossa armadilha.

Deixem de ser hipócritas!

domingo, 8 de janeiro de 2017

A Paciência E A Gratidão São Bens Finitos

O Futebol Clube do Porto é um Clube vencedor. Mas mais do que vencedor, é um Clube de gente com Alma e Sentir. É um Clube onde os adeptos querem sentir a dedicação que lhe oferecem, o Azul e Branco tatuado no seu Coração reciprocado na Direcção, na Equipa Técnica e nos Jogadores.

Quando tal não acontece, não se peça a alguém que é Apaixonado para ser calmo e ponderado. Não se peça a alguém que percorre quilómetros, que deixa os seus, a sua vida e a sua rotina, que dá (por vezes muitos) euros que ganha com esforço a um Clube, para aceitar displicência, ansiedade ou a conduta de alguém que se contente com menos do que procurar a vitória até à última gota de sangue.

É sempre dada uma certa latitude para que tal se passe - ou quase sempre, Lopetegui não teve o estado de graça dado a NES - para se descobrirem rotinas, para se encontrarem métodos, para se acomodar jogadas, para o entrosamento dos jogadores. No entanto, esse tempo é finito.

Quando essa paciência se esgota, a corda rompe. Porque quem dirige o Clube deve entender que não pode contar, no Futebol Clube do Porto, com um apoio cego, com uma atitude de permissividade com alguém que não se entregue de corpo e Alma ao Clube. Foi assim que Pinto da Costa levou o Futebol Clube do Porto a ser Campeão Europeu e do Mundo. 

Esse é o segredo do Futebol Clube do Porto. ALMA. Toda a gente tem o direito de se fartar. De querer menos. De desejar descansar, de se dar por satisfeito - até o maior dos Homens, aquele que levou o Clube ao Olimpo. Não se pode - não é minimamente digno - estar a exigir aquilo que já não está lá. Há que compreender, há que perceber a indelével marcha do Tempo, e aquilo que faz a todos os Homens do mundo. Por mais resistentes e Apaixonados que tenham sido.

A Gratidão é eterna. A Memória também. O espaço conquistado - provavelmente inigualável - idem. Mas não são carta branca. Não são um cheque em branco para se fazer o que se entenda, não é assinar de cruz.

Não tenho dúvidas que os Jogadores do FC Porto são capazes de mais. Todos - todos! - eles já fizeram coisas extraordinárias ou, pelo menos, muito mais do que deram ontem, por exemplo. Naturalmente, uma liderança de alguém com Alma, com o exemplo corporizado em si mesmo e na sua conduta move montanhas. Veja-se o quadro de AVB. Vê-lo de perto dá arrepios na pele. Ver o esquema de Mourinho dá um assincopado no Coração. Exemplos de Homens que tornaram maior aquilo que já era enorme. Mas o inverso também é verdadeiro. Um líder fraco, temeroso, que se contenta em fazer mínimos, que suspira de alívio por não perder, passa esse exemplo a quem comanda. Um líder fraco faz fraca a forte gente. É verdade na Equipa Técnica. É verdade também na Direcção.


Tinha razão Fernando Madureira. Hoje foi um exemplo perfeito disto. António Folha entrou na equipa B esta semana. Não deu tempo para grande coisa, mas deu para ver espelhada nela aquilo que Folha sempre foi - um tipo raçudo, de tez cerrada, com um ar de quem está pronto para partir para a porrada se for preciso. Chidozie foi um animal, fez cortes impressionantes, João Costa fez defesas "de highlight reel" como disse João Escudero no pós-match e toda a equipa foi um bloco sólido, vencendo por 2-1 uma Académica cheia de tarimba e de manha. Muitas vezes em contra-ataque, com uma simplicidade de processos de fazer corar de vergonha a equipa principal, foi capaz de dois golos que foram conseguidos com a ligeireza de quem dá tudo de si.

Mas no final Folha não estava satisfeito. Quer mais. Quer agressividade, domínio, mais cabeça. Não tenho dúvidas que vá conseguir. Não deixou de relevar a entrega, mas quer mais. Essa fome é o que significa mesmo Ser Porto! Não é uma #hashtag, não é uma frase de um livro de auto-ajuda. É um dobrar de língua, é aquilo que todo o adepto deseja de alto abaixo: 

Quem ostentar o Brasão Abençoado e o Manto Sagrado, tem de saber que menos do que TUDO DE SI PRÓPRIO o torna indigno de o usar. 

O adepto quer ver isso já. Ou então o que aconteceu esta semana não vai ser senão uma amostra daquilo que virá por aí. É bom que todos, da Direcção aos Jogadores, tenham disso consciência. Depois será tarde demais.

sábado, 7 de janeiro de 2017

E É Isto...

E é isto, meus amigos. Com a saída do agitador, sem nenhum agitador a entrar, com a juventude imberbe da parte da frente do onze... temos os nervos, a ansiedade e aquilo que, a bem da verdade, não têm os nossos rivais... a ineficácia.

As taças já voaram, a Champions é o que se vê, o campeonato está como está... e pronto, estamos com as dores de crescimento. Mais do que destacar um ou outro jogador, temos, como está neste momento a dizer, e bem, Cândido Costa, um jogo quadrado. Nomeadamente quando não há quem agite, e os que agitam até vão sendo substituídos. 

Enquanto tivemos extremos projectados, tivemos criação. O agitador foi embora, acabou. Isso é falta de plantel. E essa não é culpa de treinador. Mas é culpa do treinador tanto canto não ser aproveitado, por exemplo, e não haver uma alternativa de jogo. 

Mas que importa isto, agora? Importa, sim, que não se cumpriu o objectivo do futebol : marcar golos. Outra vez. E aqui não há #colinho. Nem polvo. Nem lampreia. Há o Futebol Clube do Porto. Curto, em todo o seu esplendor.

Este fim de ano, outro camião de jogadores vai sair. E é isto que temos. Há que pensar em simplificar e resolver. Podemos (talvez) ir a tempo. Mas tem de haver um plano a médio, longo prazo. E o caminho não é este.

Como nota final, deixem-me endereçar o elefante no meio da sala: depois de uma reacção à Porto para fazer valer os nossos interesses, depois da pressão que fizemos, depois de até termos, muito provavelmente, sido beneficiados num possível penalti... o jogo desautorizou o nosso discurso. Sem jogarmos à Porto no campo não teremos moral para nada mais.