quinta-feira, 31 de março de 2016

Auto-Flagelação [ACTUALIZADO COMUNICADO]


Considero o comissionamento de transferência uma coisa abjecta. Se há alguma acção real de intermediação, esforço e trabalho para se apresentar um atleta a um clube e o marketizat, acho que esse esforço deve ser recompensado. No entanto, não é isso que se passa, normalmente, em todo o futebol. Os montantes são exorbitantes, desfasados da realidade da própria média do ordenado per capita da massa adepta do próprio clube.

É exclusivo do Nosso Grande Clube? Não. Começou recentemente? Não. Mesmo o nepotismo que tanto nos choca existe, transversalmente, em grandes empresas e grupos económicos por toda a parte. O problema é que a situação financeira do FC Porto não se compadece com douto esbanjamento. De resto, se é fulano, sicrano ou beltrano o beneficiado, é-me positivamente indiferente. Não pode é ser desproporcionado e irrealista! 

Mas, principalmente, gostaria de alertar os meus caros colegas bloggers que é importante não dar tiros no próprio pé. Enfraquecer a imagem pública do FC Porto em nada o favorece. Porque não falar dos negócios milionários ficabenistas, como por exemplo os milhões de comissão para uma renovação, os jogadores a quem é uma e outra vez prometida a porta do Céu, mas que são despachados sem pôr os pés no Seixal, para lá da Porta 18 e vergonhas quejandas? Porque não falar daquilo que se conhece, que é a pré-falência de um sportem forçado a dar muito mais do que aquilo que tem, e da sua hipocrisia na questão dos fundos, quando apresenta propostas a jogadores com ajuda do mesmo sistema? 

Na AG foram levantadas questões pertinentes do género destas, foi exposto muito do descontentamento dos adeptos, foi feita a pressão positiva à direcção, que era necessária. Daqui a 17 dias poderemos todos, em consciência, dar voz ao nosso descontentamento. Os assuntos de casa devem ser, no meu entender, tratados intra portas, e não dar manchetes de jornais que fazem, diariamente, campanhas para nos destruir.

É necessário, no meu entender, lembrar-nos de uma verdade clara e quase de La Palice: o ficabenista vai falar e apontar ao dedo aos sportenguistas e Portistas, o sportenguista vai falar e apontar o dedo aos ficabenistas e Portistas, o Portista.... aponta o dedo e critica o FC Porto. 

Por muito que haja necessidade de fazer mudanças urgentes, é fundamental termos bem presentes, a cada momento, quem ajudamos com as nossas críticas e a quem acabam por servir. Por muito que tenham um bom propósito. Não duvido que cada Portista, à sua maneira, queira o bem do FC Porto. É preciso é ter atenção se não se está a armar o inimigo. Ainda que inadvertidamente.

quarta-feira, 30 de março de 2016

Master Of Puppets

Ontem jogou a selecção mais uma vez. Mais uma vez, entrou o Renatinho, esse predestinado jogador cheio de bênçãos dos céus, de Poder Divinal e de magia futebolística. Só que, na verdade, não. Foi uma sucessão épica de passes falhados, uns nervos que se notariam de Saturno e uma linha enorme de más decisões. Na verdade, nada mais natural. É um jovem, apenas na sua segunda internacionalização A e claramente sobrevalorizado e catapultado para a piscina onde ainda não tem estaleca para nadar. 

Não estou, evidentemente, a defender o "predestinado". Ele ganha tanto com esta mitificação como o seu clube. Aliás, ele saboreia a glória fajuta e os seus 15 minutos de fama com deleite. Mas, a mim, mais do que o "sabor do mês", interessa-me expor a manipulação das marionetas do grande puppeteer dos pneus. Já aqui tinha falado que o jovem Diogo fazia parte das escolas de formação do ficaben. Agora, é vê-lo, como bem mostra o site Super Portistas, em plena tribuna do estádio de Leiria, apenas uma fila abaixo das mais altas individualidades do nosso País. Um verdadeiro elemento da mais comum massa adepta, portanto! 

Não me aborrece, insisto, que se atire o Renatinho como homem bala. Aborrece-me que, no meio disto, se vá alimentando a falsa onda vermelha, em que tudo é lindo e colorido, em que todos são grandes jogadores e o futuro do futebol português. É, evidentemente, mentira. Basta comparar a quantidade de internacionais de cada uma das equipas, ficaben e FC Porto, e A RELEVÂNCIA da prestação dos seus atletas nos encontros jogados. Quantos golos foram marcados por jogadores do FC Porto? E quantos por jogadores do ficaben? E assistências? E relevância nos encontros?  Pois.

Bem sabemos que o a SAD do nosso Clube está ocupada numa contabilidade criativa e que nada faz para dar destaque a nada que é seu. Aliás, acho tristemente curioso ver que, após a fase de apresentação de candidaturas às eleições do Clube, tudo tenha voltado a ser, lamentavelmente, igual ao que era - o silêncio sepulcral voltou a instalar-se. Ontem foram feitas acusações pela parte do Football Leaks e... silêncio. Tenho pena que o silêncio lance o manto obscuro onde a palavra dita traria claridade. E assim se vai cavando mais e mais o buraco de onde se vai tornando cada vez mais complicado sair.

Agora, não basta Bernardino Barros falar da vergonha de um #colinho cada vez mais evidente e desavergonhado. Espero que o Dragões Diário, pelo menos, aflore este artigo de opinião n'O Jogo de Jorge Coroado, muito bem feito notar pelo meu caro Pedro Carmo. Embora ele sublinhe, sem dúvida por motivos legais, que isto que escreve é uma história, é fácil de constatar que não é. Não é preciso fazer grande esforço para perceber que Coroado está a falar dos novos internacionais à força da arbitragem. É gravíssimo que um clube e um puppeteer possa, além de promover jogadores seus para lá do que devia, também promover árbitros. Se juntarmos a esta lista os árbitros com "doenças súbitas", temos mais um campeonato roubado escandalosamente. Mas nada se diz e nada se faz

Quero acreditar que isto esteja a acontecer porque já se está a preparar uma época de arromba, cheia de Portismo e de Garra. E não, não é wishful thinking. É que, se mantiverem a política que têm tido, será cada vez mais complicado para os próprios.... É que o Clube ficará, mas as pessoas....

segunda-feira, 28 de março de 2016

Andebol - 1/2 Final Playoff - 1ª Mão - FC Porto 31 vs 32 Benfica (após 1 prolongamento)

Começámos da pior das formas esta 1/2 Final do Playoff do Campeonato Nacional de Andebol, com uma amarga mas justa derrota frente ao Benfica, em pleno Dragão Caixa. Uma derrota vem sempre numa péssima altura, mas ganha um peso especial por ser a primeira da temporada (para o Campeonato), por ser em casa, e por ser... contra o Benfica - pode não ser o rival mais complicado (ABC e Sporting são, a meu ver, equipas mais complicadas), mas é sempre o nosso maior rival, seja em que modalidade for.

Como costumo acompanhar os diversos jogos de andebol, confesso que não fiquei surpreendido com os problemas que sentimos, ainda que pensasse que seríamos capazes de vencer o jogo. Para quem viu os jogos da Fase Regular, ficou com a clara ideia de que há um degrau de qualidade entre FC Porto e Benfica, facto confirmado com a segurança das duas vitórias obtidas. Só que este FC Porto está um bocado afastado daquela máquina trituradora da Fase Regular, e o Benfica melhorou um bocado, especialmente agora que tem todos os jogadores a 100%.

No geral, foi um jogo de andebol interessante, pautado por muito equilíbrio, um bocado à imagem do que tem sido estas 1/2 Finais, nos jogos entre ABC e Sporting. Houve nervos, houve emoção, bons momentos de andebol, e no final aceita-se que a vitória tenha caído para o lado lisboeta - como se aceitaria uma vitória nossa. O andebol tem destas coisas... Jogos equilibrados, tanto podem terminar com margens curtíssimas, como com margens um pouco superiores. Tudo se baseia em pormenores, e no timing em que ocorrem. Um pouco à semelhança do último FC Porto - Benfica em basket, que quase me provocou um enfarte.

Vamos aos altos e baixos deste jogo:

POSITIVO:
- Atitude Competitiva: de novo, reforço esta questão. A equipa perdeu, o que foi péssimo, mas a forma como combateu bravamente para disputar o jogo deve ser realçado. Sendo certo que não há vitórias morais, é sempre bom perceber que não é por falta de combatividade que os nossos rapazes não chegam lá.

- Acredito que possam não concordar, mas tenho de destacar uma boa exibição de Laurentino. Defendeu o que pôde, e foi dos principais responsáveis por termos chegado ao intervalo apenas a dois golos do Benfica. Precisa de ser mais ajudado pela defesa organizada...



- Gilberto Duarte, continua a carregar a equipa ás costas, e ressentimo-nos muito com o seu estouro físico (falarei disso mais abaixo). Pena que o seu último remate não nos tenha possibilitado, pelo menos, chegar aos últimos 15 segundos do prolongamento em vantagem no marcador. Destaco também a qualidade de Miguel Martins, Rui Silva e de António Areia, três dos principais responsáveis pelo ponto negativo que dedico a Ricardo Costa mais abaixo.








NEGATIVO:



- Ficou bem patente que a nossa incapacidade defensiva é já bem conhecida dos nossos adversários, que exploram até à exaustão a falta de velocidade de Daymaro ou de Alexis (quando defendem), e as fragilidades de Cuni, Gustavo, Rui Silva ou Nuno Gonçalves, quando se posicionam como segundos defensores. Se o central contrário for rápido, forte no 1x1, temos meio caminho andado para que se abram buracos logo no centro da defesa. Geralmente, o objectivo dos adversários passa por abrir bem o jogo, deixando Alexis ou Daymaro com muito espaço para defender um jogador mais rápido do que eles. Obviamente que se o central atacar o homem, será muito semelhante a chocar contra uma parede com 5 metros de espessura. Mas se o atacante explorar o espaço, obrigando um dos nossos a sair do local (quase sempre fora de tempo), isso vai obrigar o outro defensor central ou um dos segundos a ajudar, abrindo brechas para finalizações dos 9 metros sem grande oposição. Se do outro lado tivermos Borragan, Wellinton ou Elledy Semedo, é certo que vamos sofrer muitos golos.

- O apagão na posição de lateral direito tem sido nefasto para o nosso jogo. Sem lateral direito à altura, ficamos muito dependentes de Gilberto, e de Rui Silva ou Miguel Martins. Sei que Gustavo Rodrigues tem jogado em claras limitações físicas, mas Cuni tem estado absolutamente desastroso. A quantidade de erros na leitura das jogadas, e de bolas que perde é a-ssus-ta-do-ra! E que tal apostar em Areia como lateral direito?

- Fisicamente, preocupa-me que tenhamos chegado ao prolongamento de rastos. Se havia coisa que nunca falhava com Obradovic era a questão física. Éramos capazes de chegar ao final da temporada, com jogadores a aguentar fazer 60, 70, ou 80 minutos sempre em alta rotação; era isso que nos distinguia dos rivais, e era sempre nos últimos 15 minutos que conseguíamos resolver jogos equilibrados. Preocupa-me ver Gilberto a chegar rebentado aos 40 minutos de jogo...

- Ricardo Costa leva um carregado cartão vermelho neste jogo. Continuo sem compreender o porquê de Rui Silva, Miguel Martins e António Areia serem retirados e recolocados em campo com tamanha frequência, quando constituem, a par de Gilberto, Quintana e Alexis, o conjunto mais talentoso do nosso plantel. Comparem o rendimento da equipa quando temos pelo menos 4 ou 5 destes 6 jogadores em campo (agora, não podemos contar com Quintana), com as alturas em que temos Nunos Gonçalves, Moreiras e Nunos Roques, e decerto encontrarão diferenças. Chegou a altura realmente a doer, e nesta altura devem jogar os melhores. Não consigo compreender que Miguel Martins tenha tão pouco tempo de jogo, por exemplo. Ou que Areia tenha que jogar apenas uma parte, para Moreira jogar a 2ª. Pretende-se provar o quê? Que temos mais jogadores? Isso já sabemos... Agora, precisamos dos melhores.


A única boa notícia que daqui poderemos retirar, é que ainda temos (pelo menos) mais 3 jogos para conseguir reverter a elimnatória a nosso favor, e que se for necessário ir ao 5º jogo, este será em nossa casa. Mas temos de ir a Lisboa ganhar um dos jogos... e convinha mesmo ser já o próximo. Porque se não for, ficamos numa posição extremamente delicada.

Já agora, no próximo dia 2 de Abril, depois do jogo para a 2ª mão da 1/2 final na Luz, teremos novo encontro contra o Benfica, desta feita em Leiria, para a Final Four da Taça de Portugal. O outro jogo oporá o Sporting CP ao Madeira SAD.

Um abraço,

Z

Por Toda A Parte Porto, Menos Aqui


No espírito da verdadeira Universalidade deste espaço, na altura das selecções dou mais importância aos jogadores Portistas espalhados pelo mundo do que esta coisa da "selecção das quinas". Confesso que tenho visto bom futebol. Vi o México dizimar o Canadá com 3-0, num recital do trio mexicano do FC Porto (uma assistência do inevitável Layún e um belo golo de Corona, com uma bola previamente salva in extremis - onde é que eu já vi isso - por Herrera), vi Suk marcar um golo fenomenal, vi Brahimi marcar um golo "à Brahimi" tirando 4 da frente, mas também falhar um penalti, e, principalmente, vi Casillas tornar-se o jogador espanhol mais internacional de sempre, coroando o feito com três excepcionais defesas. O relatador dizia, a certa altura, que ele estava com a frescura e a agilidade de um jovem com menos dez anos.

Mas aqui, por Portugal, destaca-se, obviamente retirando do contexto de que Casillas falava enquanto jogador de selecção, que este já esteve mais longe de se retirar. Não me digam! Ah, que surpresa! Curiosamente, Casillas tem menos quase três anos do que Júlio César do ficaben. Mas isso não interessa, é mais uma campanha para abafar o valor internacional do plantel do FC Porto. Não me canso de dizer, este é um blog de Portistas para Portistas e, se quem deve fazer estes sublinhados não os faz, fá-los-ei eu de bom grado. É vital que os meus caros consórcios vão entendendo as manobras de publicidade e venda de glória de alguns e a tentativa de subjugação de outros.

E sim, também nos subs tivemos boas exibições Portistas, Gonçalo Paciência (da Académica, dizia o relator) marcou e deu a marcar, Francisco Ramos, Ricardo Pereira jogaram metade do jogo contra o México, José Sá e Rúben um pouco mais e o nosso menino Rúben Neves marcou um belo golo de cabeça a Raúl Gudiño (do União da Madeira, diz o relatador).

Já agora, meu menino Rúben, se me lês ou algum teu familiar ou amigo por ti, não fiques triste. Estás a fazer o teu caminho muito bem, solidamente, estruturadamente, com cabeça tronco e membros, sem seres catapultado para o fogo fátuo de uma "glória" fajuta e que dura o tempo de uma efeméride. O teu ex colega de quarto é agora o mais melhor grande do mundo, com um cabelo cheiroso - como muito bem faz notar o meu caro Vila Pouca - e um perfume de rosas a cada passo que dá. Lá porque teve direito a "invasões de campo" não faz dele um melhor 6 ou 8 que tu. Aliás, talvez não saibas - foi um pormenorzinho que "escapou" à entrevista ao "invasor" - o pequeno Diogo que veio abraçar o teu amigo como se do Papa Francisco se tratasse, é na verdade um jogador dos infantis do ficaben! Que giro, não é?

Mas sabes, Rúben, eu gosto disso e tu também deverias gostar. Assim as expectativas irrealistas e exageradas estão nas costas de outro e tu tens tempo para ser o Pilro ou Lucho que sempre ambicionaste ser. Porque, sabes, lá porque a Verdade Portista está hermeticamente selada pelos marketeers do sul, não a faz ser menos Verdade. E assim cresces melhor. Vá, força, contamos contigo. Só o tempo e o trabalho faz a verdadeira grandeza. Talento já tu tens. E ainda bem que tens tempo.

quinta-feira, 24 de março de 2016

Ovos Da Páscoa


Em tempo de Páscoa, e uma vez que, a não ser que imperativo noticioso me "obrigue" a tal, só voltarei segunda feira, aqui vão uns ovinhos de bom chocolate que ofereço ao FC Porto e à Nação Portista.

Um Ovinho de Estratégia - Chega de andar à deriva e ao sabor da maré imposta pelos nossos inimigos. Esta divisão como a que foi escrita no Dragões Diário só favorece os nossos rivais. Se, por um lado, peço aos bloggers meus colegas que tenham em atenção se estão a criticar construtivamente ou não, por outro lado é gravíssimo poder-se pensar que cada um de nós não tem direito ao livre pensamento, crítica ou opinião. Se concordamos com ela ou não, se a achamos benéfica ou não, é uma questão subjectiva, e o respeito pela opinião dos outros, mesmo (e principalmente!) se contrária à nossa é, no meu entender, basilar. Lembrem-se que guerras entre Portistas só favorecem sempre os mesmos. E como o Norte diz, e muito bem, se isto persiste não se percebeu a mensagem da Assembleia Geral.

Um Ovinho de Hermetismo - Após as notícias de que Vítor Pereira poderá estar de regresso ao FC Porto (verdade ou mentira, é-me indiferente a esta altura) pude constatar que, na verdade, não há mesmo senão uma opinião difusa e oscilante em tudo o que é rede social e fórum público. Pensava eu que o último treinador bicampeão que tivemos fosse, a esta distância, mais consensual. Estava redondamente enganado. Assim, já agora, como no hipotético regresso a casa de proto-Capitães Portistas. Se alguma coisa isto nos ensina é que o Clube deve continuar a ser gerido de dentro para fora, embora com natural atenção para o retorno àquilo que sempre fomos. Se quisemos agradar ao vox populi, não agradaremos a rigorosamente ninguém.

Um Ovinho Sem Delay - Louvo muito o Universo Porto, do Porto Canal. Na minha humilde opinião, é o melhor dos conteúdos sobre o FC Porto, para lá das transmissões televisivas. Bem orientado, bem apresentado, com excelentes comentadores. Mas vou ter de insistir novamente: acho que tem o mesmo delay que o Aboubakar nas jogadas da área. Chega sempre um tantinho tarde. O episódio de terça feira, que pode ser visto aqui - obrigado por disponibilizarem os episódios - fala dos #colinhos arbitrais nas diferentes modalidades e analisa bem o bom e o mau do jogo do passado domingo. Só que o ciclo informativo é de 24h, quando muito 48h, e a atenção esvai-se naturalmente para lá desse tempo. A mensagem, que poderia ser forte, sai diluída. Sugiro que se adiante essa análise um dia. Assim como assim, seria uma excelente alternativa ao "comentário de segunda", entre o mau e o boçal. Fica aqui a sugestão. A mensagem deve passar com força.

Uma Boa Páscoa a todas e todos as(os) Portistas!

terça-feira, 22 de março de 2016

Prioridades E Porreirismo


Mais um dia passa, mais uma cabal demonstração de que o inimigo "interno" incomoda mais do que o externo. A resposta às declarações de Vítor Baía parece da escola primária, de menino a fazer birrinha e a dizer "tu és cócó". O Presidente também se engana em números e datas, não é por aí. 

Poderia ser, sim, por outro lado: poderia ser por perguntar onde estava o sócio Vítor Baía aquando da Assembleia Geral, se ele precisa do follow spot para brilhar e se ele acha que o "momento certo" é quando tudo for pelo ar. Também, já agora, e sem fazer ataques ad hominem, que não é o meu estilo fazer, perguntar às "glórias do passado" se sempre puseram o Clube à frente de tudo o resto.

É legítimo procurar uma vida melhor e melhores contratos. É legítimo querer assegura uma vida, numa carreira tendencialmente curta e cheia de vicissitudes possíveis e prováveis. O que não se pode querer é Sol na eira e chuva no nabal. O FC Porto precisa de contenção na política de compra e venda e não necessariamente de a mudar. A espinha dorsal da "Mística" também veio de contratar grandes jogadores - que não grandes nomes - com o dinheiro de vendas. Só foi possível contratar Jackson, Danilo, Deco, Lisandro, Lucho, etc, etc porque se abriu o caminho com outros. Deveria ter ficado uma coluna de Capitães. Sem sombra de dúvida. Agora querer que a equipa B seja uma A, santa paciência!


Há muito Portismo, e às vezes com sotaque, na Casa do Dragão. É preciso preservá-lo. Como em tudo na Mãe Natureza, demora o seu tempo a expandir-se e florescer. Mas, no Presente, estamos à deriva. No meu entender, é preciso ir buscar um ou dois Capitães. Que joguem. Que sejam. Que vibrem. Para fazer a transição. Mas há muito Porto a pulsar nas veias das camadas jovens. E até com sotaque. Há muito por onde ir buscar.

Os "Guardiões da Mística" são os novos "cinco violinos".  São os dos tempo cor de sépia lindo, onde cada jogo era um hino, cada jogada uma ode. Pelamordasanta! Não me lixem! Ninguém vos tira o lugar na História. Não sejam é sobranceiros. Apropriadamente motivados, já podemos ter dois capitães agora: o Danilo pela sua raça e o André pela linhagem. Não é, contudo, com dois dias de casa que se ganha autoridade e ascendente para o comando. É com tempo e casa. Mas de certeza que não é a olhar para trás, maravilhados no Museu, que traremos novos títulos para este.

E pronto, como seria de esperar, o porreirismo de Peseiro chegou às primeiras páginas dos jornais. Como não haveria de chegar? Um treinador que admite ainda não sentir ainda o que é o FC Porto, que os seus jogadores também não, que são frágeis donzelas que devem ser protegidos, que o Maicon é fraco... Não poderia ser senão aproveitado por quem nos quer prejudicar. Será mentira? Discutível. Será uma avaliação honesta? Certamente. É o local apropriado para ter essa reflexão, o espaço público? CERTAMENTE QUE NÃO! 

Lopetegui era estupidamente fechado com a imprensa nacional e os adeptos. Peseiro tem língua solta. Havia um tempo em que o FC Porto era uma muralha. Está na hora de retornar ao que de bom se teve. Porque roupa suja não se lava na rua.

Há muita coisa a mudar, e urgentemente. Aproveitar o que serve, mudar o que não serve. Porque o futuro é já agora. E o FC Porto tem de estar à frente de qualquer ego.

segunda-feira, 21 de março de 2016

Em Dia De Aniversário, Um Gajo Honesto


Faz hoje um ano, Marco Ferreira apitava um penalti contra o ficaben. Marco Ferreira era um árbitro promissor, muito bem cotado, com um futuro brilhante na arbitragem - não era de forma nenhuma azul, bem nos lixou muitas vezes - mas calhou no erro de enfrentar o poder. Pouco tempo depois, por ter tido nota negativa nesse jogo - apesar do penalti o ser mesmo - foi despromovido, não sem antes ter apitado a final da Taça de Portugal (NE: Obrigado João Santos). Hoje em dia, já nem é árbitro sequer. É este o alcance tentacular do #colinho. 

Ontem o ficaben fez um jogo miserável, a uma equipa que já goleamos este ano, ganha in extremis por um golo de pura sorte. Mas para a história do jogo fica mais um vermelho perdoado a Eliseu e para uma escaramuça com, adivinharam, Renatinho (ou Renatão, who knows) no meio, escaramuça essa que, pintada a azul e branco, dava um cartão vermelho. Assim, cada um se acalmou e siga para bingo. No entanto, pergunto: Como seria esse jogo se o ficaben tivesse menos um jogador de campo? Nunca saberemos.

Nunca soubemos, aliás, neste campeonato, nem saberemos. O ficaben tem zero vermelhos, zero duplos amarelos e zero penaltis contra. Vai a caminho de um recorde mundial. Mas como estas, muitas outras. Estamos desmotivados, é certo, a esta altura no ano passado já haveria esta contabilidade feita em muito sítio. Uma vez mais, de quem deve falar, silêncio. Mais uma desilusão. Passado o prazo de candidaturas, silêncio novamente.

Gosto de José Peseiro. Acho que é uma pessoa de carácter, honesta. Se calhar até demasiado, pelo menos em público. Afirmou ontem, no Fórum de Treinadores de Futebol e Futsal que "Ainda não está à [sua] imagem. Os jogadores precisam de tempo para conhecer o FC Porto. Basta ver que do onze titular em Setúbal, ninguém ganhou nada pelo clube. O capitão, o Herrera, está cá há ano e meio. Há que ir fazendo um caminho para perceber a história do clube. E o treinador também. Tenho de sentir e viver o Porto, conhecer as pessoas e eu próprio tenho um défice nesse aspeto. Também quero sentir o que é o FC Porto. Basta entrar no museu para ficar a tremer".

Já falei sobre a necessidade de Sentir o que é Ser e Jogar à Porto. É muito sério que não haja um Capitão e/ou treinador responsável por incutir essa Garra e esse Espírito de Sacrifício que representa o ADN Portista desde o tempo de Pedroto. Esta é a maior pecha do entreposto de jogadores. Não se construiu uma espinha dorsal de Portismo nesta equipa. Não é responsabilidade do treinador, mas que ele admita que ainda tem de perceber o que é, é grave.

Alguém tem de saber. É algo a corrigir urgentemente. Não podemos deixar de ser Quem Somos!

NOTA: Estou, mais uma vez, ao lado dos Super Dragões, na denúncia do tratamento desigual gritante a que somos votados.  Os SD são a única claque legalizada. Ser multados por acompanhar a equipa é escandaloso! Depois das vergonhas em Guimarães e no Marquês por parte dos ficabens, que ficaram absolutamente impunes, isto só pode parecer uma piada. Não tem é graça nenhuma! E depois perguntam-nos porque somos assim, sempre a denunciar a prevalência da capital! Se formos bons rapazes, seremos sempre comidos!

domingo, 20 de março de 2016

O Calvário


José Peseiro chegou ao FC Porto para ser a antítese do "passe para o lado, passe para trás". Chegou na segunda volta, com expectativas grandes de muitos. Não da minha parte. Já me preparei psicologicamente para um terceiro lugar, com um segundo como long shot, dependendo, e muito, daquilo que os outros, literalmente, deixarem de fazer.

Não creio que haja um Portista que pense, para lá de uma remota esperança, no título como possibilidade. Se assim é, concedo que é difícil motivar os jogadores para lá dos serviços mínimos. Mas um treinador que se quer de continuidade, tem de saber motivar os seus atletas para lá do óbvio. Venderam-nos futebol de ataque, pressionante e sufocante, intenso e alegre. Ao invés, vemos, sim, mais pessoas na área, mas o mesmo desnorte e desconexão de antes, com a agravante da posse ter descido drasticamente.

O jogo de ontem foi apenas o segundo da era Peseiro sem golos. É certo que a dupla de centrais muda quase todos os jogos, não há estabilidade no sector defensivo, mas a agressividade sem bola não depende de quem joga onde. Bem como o jogo simples e rápido, com que se começou a era Peseiro, e que foi abandonado. Eu sei que os índices físicos dos jogadores são baixos, e muito provavelmente é culpa de quem se sentou na cadeira de sonho antes de Peseiro.

Mas a verdade é que nenhum dos problemas está resolvido. Estamos praticamente na mesma, com a mesma ausência de ideias e de eficácia atacante. Atacamos mais, mas perdemos em apoio e ficamos ainda mais vulneráveis ao contragolpe. Nos últimos tempos, Peseiro tem tentado tratar desse aspecto, mas parece-me que imitar a táctica de jogo (mal) apoiado anterior não é o caminho. 

Eu sei, é uma espécie de pescadinha de rabo na boca, esta de tentar solidificar ideias sempre em rotação, e Peseiro tem aí a minha solidariedade. Mas confesso, estou desapontado. Estava à espera de uma atitude mais Guerreira, uma motivação mais à Porto. Não era isso que se dizia que faltava antes? Se calhar a minha expectativa filosófica estava nos antípodas da minha expectativa para o que resta do campeonato.

É possível que o problema seja meu. Mas tremo de pensar nesta ideia para o ano. E já agora, no drama do duplo-pivot que teima em não nos abandonar. O caminho para restituir a glória ao FC Porto não pode vir de alguém como medo de arriscar. Tem de ser com quem leva tudo ao limite. Menos do que isso, não serve. Não servia ontem, não serve hoje, e não servirá amanhã.

sábado, 19 de março de 2016

Análise Vitória de Setúbal 0-1 FC Porto - A Vitória Apesar Dos Des


Desnorteados. Desorganizados. Desconexos. Desalinhados. Tantos "des" se pode dar a este FC Porto, que parece piorar a cada dia. Bem sei que Peseiro joga com jogadores para um estilo de jogo que não é o dele - por exemplo, não tem extremos mas sim médios e segundos avançados - mas seria exigível um fio de jogo por esta altura, não?

Acabamos mais uma vez com o credo na boca, encostados na área, a jogar com a desorientação que... bem... temos. Não é isto que é vestir o fato de macaco. E não há equipa que não acredite contra nós.

Sejamos francos, vamos esperar até ao fim, tentar por milagre chegar ao segundo lugar e garantir matematicamente o terceiro. Não jogamos melhor do que nenhum dos nossos rivais. E só se estes tropeçarem poderemos fazer mais.


Sérgio Oliveira - Não só pelo golo de raiva, mas o facto de nunca ter desistido e tentar sido a ponta de criatividade do FC Porto, merece ser o MVP da partida. Pareceu ser dos poucos que quis sempre mais.

Casillas - Se a baliza ficou a limpo e isto não foi um completo desastre, deve-se também a um guarda-redes de classe mundial que aterrou de para-quedas neste pântano que se assemelha a uma equipa.


Tanto tempo para tão pouco - Peço desculpa, mas o que se anda a fazer nos treinos? Não há jogadas estudadas, não há transições, não há ligações, nada de nada? Agora a ideia é "tira a bola da área o mais depressa possível?" O que é isto, o "rebenta a bomba"? Estou muito desiludido com Peseiro. Já vi equipas dele a jogar bom futebol. Isto não é futebol sequer! Cada um por si, jogadores a atrapalharem-se uns aos outros... que é isto? Uma imagem pálida de um FC Porto que não se assemelha a nada nem nada é.

"Modelo" de jogo - Nós não mandamos um treinador embora porque estávamos fartos de jogo lateralizado? Não mandamos embora um treinador por falta de presença na área? Não mandamos um treinador embora porque não havia transições rápidas e jogadas ao primeiro toque? Mas afinal estamos melhor exactamente no quê?! Para melhor está bem, está bem, para pior já basta assim. Tenho a sensação que esta equipa, com o passar do tempo, em vez de progredir... regride! 

Há muito a pensar, muito a fazer. Que se aproveite este tempo para arrepiar caminho, se é que queremos acabar o ano com algo para mostrar. No caminho que vamos... tenho muitas dúvidas. Mas se for para jogar mal... pelo menos que se ganhe!

sexta-feira, 18 de março de 2016

Antevisão Vitória de Setúbal - FC Porto (27ª Jornada)


Jogo de dificuldade extrema, polvilhado com meia equipa no estaleiro e o sempre presente carrossel defensivo. Peseiro tem duas batalhas a vencer. A primeira é a da equipa não ter a sua filosofia - em duas semanas espero que já tenha cimentado algo na equipa - e a segunda é a de que 3/4 dos seus jogadores estão a pensar apanhar o avião para outra paragem, nas selecções respectivas. É sempre um sinal prestigiante que, desde uma ponta à outra, estejamos cravejados de internacionais. Ao mesmo tempo, aborrece porque interrompe um trabalho vital para quem quer chegar ao segundo lugar.

Seja como for, a vitória é essencial se queremos chegar ao final no segundo lugar. É para isso que temos de ir. Jogar para golear e para acabar o jogo sem sofrer golos!

Helton e Casillas (guarda-redes); Maxi Pereira, Indi, Rúben Neves, Brahimi, Aboubakar, Marega, Sérgio Oliveira, José Ángel, Herrera, Corona, Miguel Layún, Danilo, Suk, Víctor García, Francisco Ramos e Chidozie. 

(4x2x3x1): Casillas; Maxi, Chidozie, Indi, Layún; Danilo, Sérgio Oliveira; Corona, Herrera e Brahimi; Suk; 

Não é de estranhar que o NGP tenha sido desmentido n'A Bola. Seria estranho era que a lista de convidados da gala mais importante do FC Porto não tivesse autorização expressa da direcção. Sejamos claros, Pinto da Costa tentou salvar a face perante os adeptos. Serei polémico em dizer que pouco me importa. Não me importa nada, zero, nicles. Pinto da Costa terá de sair do buraco por si próprio cavado. Não teria custado nada admitir que tinha errado. Custaria, sim, ao ego de quem sabe que foi apanhado a tentar ser consensual.

Nada disto muda, no entanto, o optimismo com que saí da AG. O que me motivou a esperança não foram as palavras do NGP. Foi, sim, a força dos adeptos. As acções do FC Porto, desde terça feira, assim o demonstram cabalmente. O FC Porto é dos sócios e deve ser trabalhado para eles. Se alguém pensou o contrário, está na hora de arrepiar caminho.

Porque o Karma é uma coisa lixada, aqueles que nos gozaram o ano passado vão ter de provar do mesmo fel. No final faremos a comparação respectiva. 

quinta-feira, 17 de março de 2016

Telegrama: Os Raios De Sol Por Entre As Núvens Escuras


Hoje não me vou esticar muito. Não vale a pena, está à vista de todos. Por esta hora é público que se pediu mais Garra e Força à Porto ao FC Porto. Resultado?

Cada falsidade que se publicitou, desde o alegado "ferro e fogo da AG", às alegadas "agressões", aos jantares com mortos e às "críticas entre amigos a Casillas", tudo foi lidado com a maior classe, entre dois comunicados e um Presidente de qualidade vintage a reagir como sempre fez, no Porto Canal - afinal, aquilo para que a plataforma serve. 

Hoje foi a vez de mais um sinal. Ouvimos a voz de Rui Cerqueira na conferência de imprensa de antevisão - post a sair amanhã quando sair a convocatória. Mas ouvir Rui Cerqueira avisar que ainda nenhum jornalista, à excepção do Porto Canal, tinha feito qualquer pergunta sobre o Vitória de Setúbal, fez-me ficar com um sorriso nos lábios.

A capacidade de aceitar uma crítica construtiva e saber mudar comportamentos, através da mesma, deve ser aplaudido de pé. Ficou provado que basta dar um empurrãozinho. Ainda bem.

E afinal, onde está o mais maior grande? Aquele que carrega os outros às costas? Está tudo maluco... e daí talvez não. Na Europa ou ar deve ser mais limpo, deve haver menos Smoke & Mirrors.

quarta-feira, 16 de março de 2016

Virar A Página (ACTUALIZADO VINTAGE)


No rescaldo da AG, já se viu o FC Porto sair do casulo e responder à letra à manipulação jornalística e ao empolamento das situações pelas virgens ofendidas do Sindicato de Jornalistas. 

Quando me disse optimista em relação ao resultado prático da AG, era muito neste sentido que falava. Um FC Porto interventivo e forte é o que se deseja. Evidentemente que tal deve ser confirmado nos próximos tempos, mas tenho a certeza que um FC Porto forte, interventivo e sagaz é o que a grande maioria dos adeptos deseja no fundo.

O importante, quando se apontam erros, é que os responsáveis por estes os corrijam. Se tal se verifica, esta simbiose entre adeptos, responsáveis e o Clube torna-se cimento. Esta união, orientada por uma liderança forte e presente, é o que preenche o estofo daquilo que sempre fez o FC Porto ser o FC Porto.

Talvez por se perceber isto, os vermes sulistas já se tenham começado a mexer. Pena é que o pobre fact checking espanhol, num afã de querer arrancar Iker Casillas da Selecção Espanhola, tenha permitido que uma mentira grosseira se tenha tornado numa piada, ao tornar um suposto diálogo numa sessão espírita. É uma pena, mas o processo de copy paste é simples: inventar um diálogo entre amigos, polvilha-lo com a insatisfação pelo frangueiro Casillas e juntar-lhe o rumor de um interesse passado - o dos New York City, da Major League Soccer. O amigo estava, no entanto, morto. Entretanto, editaram a notícia para falar de uma família Guimarães de Mello - sportenguistas. Pior a emenda que o soneto.

Casillas está mais do que habituado a esta palhaçada. Não muda nada no seu interesse ou vontade. Quanto a nós, já sabemos perfeitamente quem tem interesse em baralhar. O facto de que se invente tanto e tão mal só é bom sinal. É sinal de precipitação, pressa, ansiedade. E tudo isso deriva sempre do mesmo sentimento - o medo. E este medo não está só no que somos, mas também naquilo que nos poderemos tornar.

Quanto a esta notícia, se se forem investigar as origens de certos empresários, nunca mais saímos daqui. Há, no entanto, um clube que tem um ex-dirigente a ser investigado por ligações destas, e a fazer negócios DENTRO DO ESTÁDIO. Extraordináriamente, não se fala muito nisso. É preciso varrer.. o pó ... para debaixo do tapete.

Acho curioso o desespero e a ânsia de quem vai na frente para arrumar uma competição, neste momento, tão fragilizada... devem saber algo mais que os atemoriza....

ADENDA: Para quem ache que ficou tudo na mesma, olhe que não, olhe que não, olhe que não! Pinto da Costa vintage!

terça-feira, 15 de março de 2016

O FC Porto Está Vivo E Recomenda-se


Diz-se que se entende o resultado de algo numa proporção entre o experienciado e aquilo que era esperado. Confesso, a expectativa era baixa. O resultado da Assembleia Geral superou, em muito, as minhas expectativas. Posso dizer que saí de lá com uma esperança renovada no futuro do Clube.

Cheguei, como é meu costume, bem dentro da hora marcada, muito bem acompanhado pelos meus amigos João e Ana. Fiquei surpreendido, já a essa hora, com a quantidade de sócios presentes - seriam umas 20:15. 

A sala da AG ficou rapidamente preenchida quando, por volta das 21:00, se discutiu o regulamento eleitoral das eleições. As 21:15 já não cabia mais ninguém na sala e, segundo apurei, Eram mais os que estavam do lado de fora do que os que estavam do lado de dentro. 

Num ambiente de Portismo a transbordar, foram colocadas, no final - numa extensão de tempo muito para lá da meia hora - todas as inquietações que grassam o Coração Azul e Branco, às quais o Presidente respondeu, uma a uma.

Mais do que tudo o resto, foi muito gratificante ver que a Nação Portista não dorme e que muitos tiveram a frontalidade e a coragem de expor as nossas angústias de uma forma bem directa e veemente ao Nosso Grande Presidente. E também é bom sentir que a mensagem passou, loud and clear.

É assim que o Portismo cresce e floresce, com a participação de todos. Fiquei muito feliz com esta a AG, com esperança no futuro e, principalmente, com a sensação de que os sócios só admitirão um FC Porto à Porto. No fundo, tudo o que nós queremos.

Já agora, senhores vendidos da comunicação social, não houve nada um ambiente "quente". Houve, sim, voz para o descontentamento e discurso bem directo, ouvido de uma forma clara e ordeira e respondido também de uma forma bastante clara. Se calhar isso é o que vos incomoda, porque já vi excertos de AGs de outros clubes onde o insulto é a ordem do dia...

Lamento a lesão de Alberto Bueno, que o pode impossibilitar de jogar o resto da época. Temos um bom jogador, que muito poderia ajudar a equipa, mas a quem o azar parece perseguir. Rápida recuperação, é o que se pede.

Senhores do Tribunal d'O Jogo, respondam: então o Lindelof não deu um murro num jogador do Tondela? Lance de somenos importância, certo? Continua o #colinho...

segunda-feira, 14 de março de 2016

Pensar O Clube


Hoje há a Assembleia Geral do FC Porto, onde estarei, com muito orgulho, presente, e onde a parte importante serão os trinta minutos finais, abertos à discussão com sócios sobre os problemas do Clube. Acredito que é uma obrigação, sempre que possível, fazer a crítica em sede própria e que esta é a mais válida de todas.

Sinto que, neste momento, para lá da natural reverberação do descontentamento, esta reflexão do nosso grande Capitão "Bicho" Jorge Costa, vai muito de encontro àquilo que penso. Acho que está na hora de parar a marcha do TGV orçamental, mas é uma faca de dois gumes: temos uma massa adepta exigente, que quer resultados imediatos, ao mesmo tempo de que uma desorçamentação, para lá de fazer bem ao nosso Clube, vai trazer ao Clube aqueles que queiram efectivamente jogar aqui. Creio que a ligação jogador caro-qualidade é uma falácia, demonstrada pelo ficaben durante anos. Deixar de ser um entreposto de jogadores e recuperar a Identidade Portista é tudo o que todos pedem.

Espero que haja a apresentação de novas listas enquanto for possível, assim como creio que todos temos a ganhar com a discussão de medidas concretas hoje à noite. Amanhã farei o devido rescaldo.

Para os interessados, e espero que muitos, a Assembleia Geral é às 20:30, no P1 do Estádio do Dragão.

Como nota final, fosse noutros clubes e este estilo de declarações, depois das de Norton "manguito" de Matos e consecutivamente, seria um escândalo. Como é o ficaben... no pasa nada.

domingo, 13 de março de 2016

Análise FC Porto 3-2 União da Madeira - Surrealista!


Vamos despachar os clichés de uma vez. O que importa são os três pontos, para a história fica o resultado e não a exibição e a Ópera é no S. João. É pena que é tudo mentira.

O que importava ontem era o boost de confiança depois de uma derrota róbada (Silva®), ter um jogo que agregasse adeptos, uma goleada tranquila que ensinasse a quem tivesse a veleidade de dizer que vinha "ao Dragão para ganhar", que pensasse duas vezes.

Nada disso aconteceu. A nossa defesa é miserável e parece que estamos a perder aquilo que vimos quando chegou Peseiro. Já se foram os processos simples, a pressão na área, o tiro rápido - foi Sol de pouca dura.

Houve muita gente na área, sim - a passar a bola uns aos outros, com medo daquele espaço em frente chamado baliza. E, defensivamente, é constrangedor ver a forma como somos comidos, como o União ganhou metros com bola aos nossos defesas, no contra-ataque, como tudo isto está tão, tão, tão mau. Em seis minutos, uma equipazinha como o União foi capaz de nos meter enfiar golos lá dentro, sempre da mesma maneira, pelo lado esquerdo, onde mora um defesa (?) esquerdo que não é capaz de tirar uma bola. 

Ainda há quem ache que merecíamos ser campeões? Pois. Vamos ver se este pesadelo acaba. Oito jogos de sofrimento a caminho. Vamos a notas.


Hector Miguel - Voltou o Super-Herrera, felizmente cada vez mais presente desde que pôs o seu talismã no braço. Rápido, intenso, batalhador e consciente, é pena que seja quando está perto da porta da saída que esteja a ficar no ponto. Que continue assim até ao fim.

Aqueles que tentaram - Sérgio Oliveira fez quase tudo bem, tentou o remate exterior, abriu espaço entre linhas, foi esclarecido no ataque. Não foi por ele que deixamos de ser aquilo que deveríamos. Brahimi também tentou e tentou e tentou. Não posso concordar com quem diz que se agarrou demais à bola, não tinha era a quem passar a bola. Se há alguém ansioso por fazer tabelas é Brahimi. Mas, principalmente, Maxi foi alguém que batalhou até ao fim, até ao limite das forças e ainda fez uma superior assistência para golo. Ele sabe o que tem de fazer. É fundamental que todos percebam também.


O passador - Não tenho memória de uma defesa do FC Porto tão má. E não estou a falar de centrais, estou a falar da defesa. O meus parabéns ao Rúben pelos seus 19 anos, mas não se pode ser tão macio para não fazer faltas e pressão a meio campo. Não se pode permitir que  se galguem metros na lateral ou que se esteja sem marcação na nossa área. Casillas não pode fazer nada sem linha defensiva a cobri-lo. E o que é preciso para alguém pôr o pé?

Não chega, gente! - Nem só de golos vive um homem, e o que Corona e Aboubakar foram uma sombra daquilo que já os vimos fazer. O primeiro ainda entrou com vontade, mas perdeu-se sempre no 1x1, não foi capaz de segurar uma bala, receber um passe, fazer um passe de rotura. Já Aboubakar parecia que estava a jogar no tempo da transmissão televisiva, sempre com um delay de 4 ou 5 segundos em relação ao tempo da acção. Muito fraquinho. Assim, não vamos lá.

Peseiro - Sempre soubemos que o estilo de jogo de Peseiro é balanceado para o ataque e, como tal, permeável a golos. Mas o que se está a passar é muito mau. Nem contundência atacante, nem domínio com posse de bola, nada. Estamos no pior de dois mundos. Com uma defesa cheia de buracos - por favor não me venham com a treta de que teve de mudar peças, teve uma semana inteira para os trabalhar - e um ataque trapalhão e medroso, a continuar neste passo não estou a ver caminho para ele no próximo ano.

Já agora, para terminar, noutros tempos a imagem aqui em baixo forraria o balneário Portista, para se lembrarem do estado das coisas neste Portugal, e o quanto somos amados por todos. Este discurso, de quem lhes tinha espetado 2 batatas, cheio de peito e moral - apesar de errado, na prática, os golos não foram sequer desse lado - seria um combustível para ganhar vegonha na cara. Penoso, muito penoso. E muito triste.


sábado, 12 de março de 2016

Antevisão FC Porto - CF União Da Madeira (26ª Jornada)


Curto e grosso - uma equipa que quer ser campeã, ou lutar por um acesso directo à Champions, no mínimo, não pode perder pontos com o União da Madeira, mesmo que esteja toda rota, mutilada e que o mundo esteja contra ela.

Ás vezes estamos tão perto de uma realidade que precisamos de um "abanão" externo para a ver correctamente. Confesso, esta crónica de Pedro Marques Lopes, via Tomo III, foi o meu despertar. Sempre combatemos adversidades arbitrais, pelo menos desde 2005, sempre tivemos tudo e todos contra nós, e nunca foi por isso que deixamos de ganhar títulos. E, quando foi, unimos-nos em volta disso, galvanizamos-nos, foi esse o nosso combustível para a luta.

No FC Porto não pode haver "frasquinhos de vidro", frágeis personalidades que se sintam melindradas porque têm de honrar o Brasão Abençoado. Também não há lugar no FC Porto para adeptos condicionais. No entanto, em ultima análise, terão de ser os primeiros a merecer o apoio dos segundos, ou pelo menos a demonstrar o seu erro.

Mais do que vencer, rebentar aqueles que ousam pensar que vêm ao Dragão para ganhar. Uma liçãozinha de humildade, um degustar de humble pie, não fará nenhum mal aos senhores do União, tão fofos e cobardes com uns, tão de peito feito com outros. Vamos mostrar que escolheram mal a acção e o discurso.

Já agora, Bueno está com falta de ritmo competitivo, normal derivado da lesão que teve. Espero contar com ele em breve. Saúda-se na convocatória o orgulho da minha terra, "Xicão" Ramos, Victor Garcia, Diogo Verdasca e o médio mais "moutinhesco" que temos, João Graça. Tudo jogadores nos quais confio a 100%.

Helton e Casillas (guarda-redes); Maxi Pereira, Rúben Neves, Brahimi, Aboubakar, Marega, Sérgio Oliveira, José Ángel, Herrera, Corona, Miguel Layún, Suk, Víctor García, Francisco Ramos, Graça, Chidozie e Verdasca.

(4x2x3x1): Casillas; Maxi, Chidozie, Layun, Ángel; Rúben, Sérgio; Marega, Herrera, Brahimi; Suk;

P.S.: Chamo, se me for possível, a atenção de quem nos dirige para os, cada vez mais sistematicamente, absurdos horários dos jogos, para fazer o jeito a uma empresa televisiva que nos humilha com comentários facciosos. Este é só mais um problema a juntar a outros. Mas talvez o FC Porto não esteja preocupado em ter casa cheia.... jogos às 16, 17 ou 18h são muito diferentes de jogos às 20:45!  

sexta-feira, 11 de março de 2016

O FC Porto É Uma Naçom (ACTUALIZADO)


"Eu, andrade, Dragão, mas sobretudo Portista me confesso.
 
Confesso que quando o meu FC PORTO perde também perco. Sobretudo as estribeiras e lanço impropérios a torto e a direito, a quem dá mais jeito.
 
Confesso que insulto o presidente, o treinador, os jogadores, o meu irmão que se senta a meu lado e, por uma razão qualquer, escapo ileso entre os pingos da chuva vernácula.
 
Confesso que muitas vezes me apetece assobiar a tribuna presidencial.

Mas também confesso que o FC PORTO já não é andrade. Confesso que foi um velhote que agora querem queimar numa fogueira inquisitorial histérica, que nos fez Dragões.
 
Confesso que no intimo de todos nós, Portistas, todos nós nascemos andrades! E só crescendo, lutando, sabendo que temos que fazer o triplo do que os outros fazem, é que nos tornamos Dragões.

Confesso que chorei baba e ranho quando em 1978 vi o meu FC PORTO ser campeão pela primeira vez!
 
Confesso que chorei quando o João Pinto se recusou largar a Taça. Eu também recusei largá-la!
 
Confesso que troquei a minha noite de núpcias por um jogo de frio e neve às 3 da manhã num longínquo Japão!
 
Confesso que me deu um gozo enorme ver o Mourinho ser despedido de um certo clube e tornar-se campeão europeu no meu!

Como também confesso que a cada derrota que me torna de novo em andrade, insultarei novamente o meu presidente.
 
Como também confesso que ando a insultar em demasia o treinador, os jogadores o médico, o preparador físico, a relva e os painéis publicitários!
 
Mas jamais acenderei o fósforo na pira do histerismo que alguns Portistas amontoam!

Também sei que não estou só. Sei que o dono deste estaminé é como eu, concordando discordando, sofrendo, cerrando os dentes, mas acreditando que acima de tudo que fazemos parte de um clube vencedor!

Não quero um tribunal de Dragões que se propõe curar uma dor de cabeça com a decapitação!
 
Não quero enlamear o nome de quem nos fez grande e depois hipocritamente dizer que merece o nome no estádio!
 
Não consigo ser ingrato para quem me fez levantar a cabeça e pronunciar com orgulho e altivez: SOU FC PORTO!!!!"

Este comentário, escrito pelo meu caro tertuliano Felisberto Costa, ilustra todo o meu sentimento: há que mudar, há que agir melhor, de outra forma mais consentânea com os tempos, mas não é por isso que abandonarei o Dragão, virarei as costas à equipa ou deixarei de ir com ela até ao fim.

Ser Portista é algo que não me - nos! - podem tirar. Já passamos por alturas difíceis antes mas havemos de dar a volta. É muito mais uma mera questão de vontade do que uma de possibilidade. Quem o tem de fazer, já o soube fazer, magistralmente, diga-se, antes. Basta ser o que sempre se foi e abandonar esta postura letárgica. O resto tomará forma, tenho a certeza.

Já agora, para quem gritou "Sois uma vergonha" a plenos pulmões, a uma equipa mutilada e desconexa, fica aqui a informação que o Tottenham, actual segundo classificado da Premier League, levou 3 do Dortmund. Fiquei feliz por termos ganho ao Bayern na primeira mão, estava lá, delirei, mas daí a achar que é o novo mínimo, vai uma distância de quilómetros. Não é só a SAD que tem de pôr os pés no chão....

E, por último, pessoas de imensa classe chegam aos adeptos, explicam-se, contactam, procuram esse contacto. Um exemplo a seguir, dentro e fora de campo, de quem nada tem a provar. Por mim, que esteja cá os muitos anos que diz querer estar.

 ADENDA: Quero partilhar uma imagenzinha para meditar. Tirem as vossas conclusões.


quinta-feira, 10 de março de 2016

A Desunião


Ver Peseiro a falar hoje foi penoso. Numa altura em que a maioria dos adeptos deveria perceber a pré-época em que estamos - Mourinho ficou em terceiro no ano em que chegou - vê-se um treinador, que até tem conseguido manter-nos à tona da água, a pedir a ajuda da massa adepta para que não prejudique.

Eu pergunto: é dos jogadores a culpa da mudança de treinadores? É dos jogadores a culpa da necessária adaptação a um modelo e dinâmicas completamente diferentes? É dos jogadores a culpa de que esse sistema os leve a uma inadequação natural em qualquer filosofia de jogo?

Era suposto o milagre da adaptação plena? Quem a fez? E, já agora, quem geriu o plantel? Foi Peseiro? Vendeu-se e deixou-se ir valores, entraram promessas. Que também elas levam tempo. Deixou-se sectores curtos. E a culpa é dos jogadores? De Peseiro? Porque recebem eles o assobio?

Agora é hora de apoiar, de incentivar, de ser paciente. Agora é a hora de deixar que se crie uma dinâmica para que se consigam os objectivos ainda realisticamente alcançáveis. E sem a união de todos tal não será possível.

Já agora, neste dia em que muito Portista acha que os outros, afinal, são os melhores do mundo, reflictamos na realidade destas imagens, via Papa Pinto da Costa. Depois digam-me que é tudo coincidência. Insisto e sublinho, ganhar quando se sabe que não se pode perder é muito motivador. E, para terminar, já que estamos em maré de perguntar coisas, perguntem a vós mesmos, se pensais que os outros são assim tão melhores: como é que é possível a vossa mente aceitar pacificamente que esta equipa que lidera a classificação não possa perder UM ponto sequer? Se calhar, a maior vitória é a lavagem cerebral de criar o mito da inevitabilidade. Se calhar esse é um problema ainda maior do que todos aqueles que, indubitavelmente, temos.
 


quarta-feira, 9 de março de 2016

Sofismas


Acho curiosa a lata ficaben, de fazer desta passagem aos quartos uma coisa inaudita, um milagre. uma espécie de second coming.

No ano passado, estávamos fora da Champions e chegamos aos quartos, vencendo a primeira mão desses quartos a uma das melhores equipas do mundo. Acabamos a fase de grupos em primeiro. O restante, os nossos amigos do ficaben passarão pelo mesmo.

O suposto "esforço de contenção" é uma descarada mentira. Não só o ficaben não mudou a espinha dorsal do ano passado, como não mudou a táctica, o sistema de jogo (Vitória abdicou do 4x3x3 por um 4x4x2 Jesuíta) e ainda foram forçados a reforçar-se. Venderam um jogador nuclear - Lima. Perderam o Maxi, mas ganharam zero por ele. Tudo o resto foi, é, e será, dinheiro gasto. Carcela, Taraabt, Jiménez, Mitroglou, Grimaldo, and so yon.

Por isso, a razia ficabenista fará de Vitória uma espécie de Lopetegui II. Sálvio, Jonas, Gaitán, Renato e, tenho a certeza, alguém mais. 

A diferença fundamental será que, a juntar ao Estorilgate, aos Túneis e ao #colinho, estará um #colinho 2.0. É facílimo estar motivado, confiante, quando se sabe que se vai bater um recorde do Guiness da única equipa que vai acabar o ano sem um penalti contra ou um jogador expulso. Que tem 9 jornadas pela frente sempre, garantidamente, a vencer.

Vieira tem o Conselho de Arbitragem na mão, que teve o seu apoio e o do Braga. Façam as contas, tirem as conclusões. Tudo resto é mentira. Sofisma. E disso, como diz este homem, quero lá saber. Não sou é parvo.

Contundência (ADENDA ABSURDO)


Ontem, o Universo Porto - o melhor programa do Porto Canal - teve, como habitualmente à terça feira, uma análise profunda e clara dos lances relevantes do desafio com o Braga. Bernardino Barros, Cândido Costa e a nova   - e muito incisiva - comentadora Rita Moreira fizeram uma excelente análise, forte e descomplexada e que durou cerca de cinquenta minutos. Ora, o problema está no timing da mesma. Dois dias depois do jogo, não muda nada. E não basta dizer, a mensagem tem de passar.

Após o roubo de igreja do senhor Ferreira, e após a visita dos Super Dragões à taberna, o NGP foi ouvido. Com a sua habitual ironia e contundência, bastou-lhe comentar a nomeação de Capela, de uma forma muito indirecta, para que este, apesar de cometer muitos erros contra nós, não inclinasse tanto o campo. 

Este é o timing correcto. Esta é a forma correcta. O star quality do NGP não é igualado por mais nenhum. Podia ter alguém ligado aos media e ao FC Porto a secundar as afirmações, naturalmente. E deveria. No entanto, se esta atitude fosse mais frequente o campo seria menos inclinado.

É fundamental que se entenda que não queremos inclinações favoráveis. Queremos, isso sim, deixar de jogar contra 15. Assim, sabemos que somos superiores.

Pouco importa que o Dragões Diário tenha extensas prosas, por muito acertadas que sejam, se elas chegam dois dias depois. Mais ainda, esta não pode ser a voz do Clube. Ou o NGP, de preferência, ou alguém que seja porta-voz e que fale com essa viva voz em nome dos superiores interesses do Clube. Chega de reagir, é tempo de agir.

NOTAS: Não gosto de processos instaurados a adeptos por opiniões. Mas também não gosto de oportunistas. Tal como antigas glórias a dizer disparates, também não aprecio que, quem nunca falou, vá falar agora como se alguma autoridade tivesse para o fazer.

Aos senhores d'O Jogo: se o FC Porto vendesse um jogador a correr que ainda nem comprou, estaríamos muito pior do que imaginava. Vamos com calma que não é por aí que morremos.


ADENDA: O Nuno Andrade escreve aqui em baixo uma coisa que, naturalmente, me passou, porque não leio o Rascord. Esta imagem acima mostra que a ratazana anda a tomar ácido. Não só não acha que não somos prejudicados, como que jjá fomos beneficiados em 4(!!!) pontos! Como assim, pá? Nacional e...? E em nosso prejuízo, nada?

Isto está cada dia mais ridículo. Se ouvirem esta conversa, não sei que raio de Portistas são!

(Já agora, para o Rui Santos, quem ia à frente? Surprise, surprise!)

terça-feira, 8 de março de 2016

Uma Imagem Vale Mais Que Mil Palavras

Via Papa Pinto da Costa

Continuem a achar que a culpa é do FC Porto, a fazer artigos a dizer que as arbitragens não contam e que se equilibra tudo no fim. Só há uma equipa em toda a Europa sem um penalti contra ou um vermelho. É tudo na boa. Tudo natural.

Ah, já agora...

segunda-feira, 7 de março de 2016

Agora, Está Melhor?


Quando Lopetegui saiu, o FC Porto tinha uma derrota para o campeonato, contra o sportem. Agora tem quatro, duas delas com Peseiro. Não culpo José Peseiro, acho um bom homem, com boas ideias mas com jogadores que não estão adequados ao seu modelo. Tenho dúvidas, e creio que legitimadas, se muitos dos jogadores do plantel teriam sido contratados, tivesse Peseiro uma palavra a dizer.

Com isto não estou a dizer o costumeiro "o plantel não vale a ponta de um corno". Vale. Vale muito mais do que mostra. Mas há ainda um desfasar entre as ideias do treinador, a sua filosofia, e o modo como são interpretadas as suas ideias pelos jogadores.

Para isso serve a pré-época. Sejamos francos, tenho bastantes dúvidas que Peseiro esteja cá em Agosto. Vai rolar mais uma cabeça, sempre pelo mesmo motivo: não se conseguiu o campeonato, salta fora o principal culpado - o treinador. Haverá a costumeira enxurrada de vendas, no carrossel que é a gestão de casino do plantel, mas haverá um pouco mais: a cada vez maior escassez de matéria-prima potenciada e vendável. 

O que duvido que haja, é a mudança de atitude de quem manda. E por uma razão simples: porque podem. Não há coragem de figuras notáveis enfrentarem um poder obcecado em manter saciado o monstro financeiro que criaram. O Portismo, que não duvido que exista, destas ditas figuras, que de ora em diante designarei como "presidenciáveis"- não querem ser vilões, por muito que possam ser, na verdade, heróis- aparentemente não chega para tanto. 

Claro que todos nós preferiríamos, a qualquer um deles, um NGP como já tivemos: forte, acutilante e acérrimo Portista, que punha o FC Porto à frente de, literalmente, tudo e todos. Não tenho muitas dúvidas que esse Pinto da Costa não seria amigo deste. Mas os Xistremas, os Costas, e por aí em diante, só sobrevivem connosco porque nós deixamos. Bem sei que a Dragões Diário pode, afinal, ser nossa contemporânea, mas não chega. Há que reformular a atitude, também para que a liderança cative a verdadeira força do FC Porto - os seus adeptos.


Adeptos esses que, diga-se, não se ensaiam nada em assobiar tudo e todos - menos, curiosamente, a administração! - que não dão tempo ao tempo, que não dão espaço para o crescimento e o erro natural daí consequente, que deixam estádios às moscas, mesmo em casa. Nunca se ouviu falar, se ouve ou ouvirá falar de uma onda azul. Parece que ganhar tem de ser uma coisa por decreto, instantânea e imediata, que a mudança de paradigma, por eles próprios pedida, deve ser de geração espontânea. Não é. Demora. 

Mudar, de cima a baixo, para se recuperar o que faz do FC Porto o FC Porto, é de vital importância. Está na SAD, sim, no treinador, sim, nos jogadores, sim, mas fundamentalmente, em nós. Saber onde está o inimigo, quem nos quer ver desaparecer. E deixar de lhes dar ouvidos, apoiar a nossa equipa, exigir as mudanças a quem pode mesmo mudar. Quem trabalha no e para o FC Porto deve pô-lo à frente de tudo. Se não for assim, seja quem for, seja porque for, deve ver o olho da rua. Mas o Dragão e os estádios devem estar repletos de Azul, a equipa deve sentir a nossa força onde quer vá. Só fazendo a nossa parte poderemos exigir. Senão, seremos inócuos. E uma massa adepta inócua não pode esperar uma direcção contundente. É a primeira que valida a última.

domingo, 6 de março de 2016

Análise SC Braga 3-1 FC Porto - Dar O Estouro Com Estrondo


Antes de falar do essencial, falemos do acessório. Fomos roubados indecentemente. A decisão de expulsar Peseiro é uma anedota. É tão arbitrária que até dói. Quando outros fazem o que querem, incluindo entrar dentro de campo, e nada lhes acontece, e o nosso é expulso por sair da área técnica, estamos conversados. Quando cada falta nossa dá amarelo e sobre nós se pode jogar rugby, estamos conversados. É que nem vale a pena falar. 3 penalties -TRÊS - por marcar a nosso favor.

Mas de quem é a culpa? NOSSA! Quem se recusou a jogar o mesmo jogo que todos os outros? Quem aceita, há anos, mudo e calado, ser atropelado pelo sistema? Agora é que falam? Patético! Aliás, basta ver o que aconteceu hoje no Porto Canal, com a análise ao jogo a ser apressada para passar o programa de seminal importância "Sem Rede", para ver o Clube Amigos Disney em que isto se tornou. Somos uma piada, vivemos uma piada, tivemos, como resultado, uma piada.

Vamos ao importante. O FC Porto perdeu, e perdeu bem. Teve toda a primeira parte a dominar, mas sem oportunidades claras, que não de bola parada e um remate do Suk. Onde é que eu já vi este filme? Temos um plantel num estado físico e anímico deplorável, a cometer falhas de principiantes e a delapidar em campo o bom nome de uma equipa que demorou décadas a ultrapassar o gozo a que foi votada durante gerações. E foi para isto?

Culpar José Peseiro é um absurdo. Mudar tudo durante a época é suicida. E assim foi. E assim é. Não há campeonato. Mas tem de haver vassourada. E ideias. E princípios. E Portismo. A começar pelo topo. Ou voltamos a ser o que já fomos ou vamos ser engolidos. Não há mais nenhum caminho além deste. Há que repensar bem tudo. Aconteceu o inevitável. Batemos com estrondo na parede. A alta velocidade. Este foi o corolário do laisser faire, laisser passer. A fuga para a frente vai tornar-nos no sportem, Temos de voltar a pôr os pés no chão. Já. Ainda bem que este suplício acabou. Para repensar a atitude e voltar a jogar à Porto. E que acabem os hashtags e os semiguais e as porcarias que nos tornam uma piada. Porque isso não é uma atitude à Porto!