quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

O Caminho Faz-se Caminhando


Não sei se deriva do caso de lutar contra um impedimento físico há 36 anos, que me provoca dores lancinantes constantes para mexer, falange a falange, nervo a nervo, cada veia, cada membro, não sei se é porque o ritmo de tal me força a ter menos frenesim, se foi por ter sido forçado a ver, não só a espuma dos dias, mas também a marca que o bater dessa onda deixa na areia, que fui habituado pela minha vida a ter tendência a ver o médio/longo prazo em vez de me perder no curto. Se o curto era sofrimento e dor constante, o prémio de tal esforço era por demais saboroso no fim. Dessa forma, sempre soube que só há uma forma de evoluir consistentemente: com tempo, paciência, esforço, dedicação, degrau a degrau, de uma forma cimentada e coerente. Tudo o que é feito em cima do joelho, de uma forma abrupta, explosiva, não leva a lugar nenhum. Pode criar uma vertigem imediatista, um fogo fátuo, mas não passará de um momento.

Neste particular, ter o prazer de ler esta entrevista, via Tomo II,  que demonstra não só que o nosso treinador não é nenhum "flopetegui", mas sim um treinador de craveira internacional, e que tem uma ideia, um rumo, um processo e um propósito, deixa-me assaz confiante no futuro do meu Futebol Clube do Porto e também por isso vejo as rodas do relógio a mexer para mudar o paradigma filosófico do próprio Clube e do seu modus vivendi. Se antes já tínhamos um bom scouting para descobrir valores e fazê-los crescer, agora teremos todo um método para potenciar o valor dos jogadores, a sua percepção do jogo, a sua noção do propósito dentro do mesmo, que já demonstrou, neste curto espaço de tempo, uma valência e um crescimento incrível na potenciação do jogadores disponíveis e que está a aproxima-los, a passos largos, do aproveitamento do seu potencial. Todos os jogadores do plantel habitualmente convocados tem crescido exponencialmente nas suas valências e criado um sentimento de união e de prevalência do colectivo que, sabendo que é planeado e trabalhado, ainda dá mais prazer ver.


Se os media nacionais não vêem isso, pelo seu preconceito ou visão curta, importa-me sublinhar à massa adepta que me honra com a sua leitura que ainda estamos no início. Fica portanto bem patente que temos um projecto de médio/ longo prazo que torna vazia toda a conversa da "perda da hegemonia" por parte da propaganda aparatchik, que tenta fazer a cabeça de quem acompanha a equipa. Curiosamente, os tempos presentes vão começando a demonstrar aquilo que se vai sabendo: esta vertigem de chegar ao fim do ano bi-campeão, deixa o treinador  -vazio de projecto e de rumo - do clube rubro a recorrer a expedientes de equipa pequena, sem nenhum outro objectivo senão conseguir garantir margens mínimas para um sucesso pífio de constante matemática e jogo sujo, como se fosse possível, chegado a determinado patamar, ser irreversível o tonus do próximo trienio, tetraénico, decaénio. Este limitado senhor, porque alguém lhe disse que se chegar ao fim campeão muda tudo e passa a pertencer aos anais da História e garante anos de vitória benfas subsequentes, tenta ignorar a avalanche que vem atrás para o apanhar - a evidência que um projecto sólido e de futuro abalroará, mais tarde ou mais cedo, o seu castelo de cartas imediatista, que ruirá assim que a erosão do tempo o imponha.

Posto isto, cabe-me reafirmar publicamente o meu incondicional apoio ao projecto de Julen Lopetegui, que vejo frutuoso e com horizonte de vitórias e de um reforço hegemónico futuro. Algo pensado e planeado será sempre muito mais consistente do que a batota e a trapaça que só ilude quem a faz. Acredito que ainda será possível sermos campeões este ano. Mas não estou preocupado se não formos, será nesse caso o vale prévio à mais doce montanha, porque um futuro sólido vem a caminho. E o Caminho faz-se Caminhando. 

43 comentários:

  1. Imagino o que tu escreverias se não te doessem as mãos... Estou, estamos contigo. Força, Jorge!

    Abraço

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  2. «
    O nosso rival empatou num lance fortuito mas, ainda assim, pensado. Digo pensado porque confesso que é o primeiro ano que JJ me assusta. Está pela primeira vez "consciente" das limitações e isso é perigoso.
    Observei isso no Dragão. Pela primeira vez, "reduziu-se" à sua insignificância e resultado disso, venceu.
    Venceu com laivos de sorte dirão uns, com humildade direi eu. Percebeu que enquanto individualidades e coletivo éramos melhores e a única forma de nos ganhar seria a aposta em lances de contra ataque. Fê-lo, soube "cair em si" e saiu vitorioso do nosso reduto.

    Em Alvalade vi o mesmo. JJ ciente que o sporting jogava em casa e que, quer queiramos quer não, tem no miolo a sua força motriz, algo que ao benfica falta. Percebeu novamente que para passar mais esta tormenta teria que "recuar" sabia que tinha que dar a iniciativa de jogo ao adversário e sem falsos tendenciosismos fê-lo. JJ soube ser pequeno, e nesta pequenez levou a melhor porque, como é obvio, será sempre mais letal que um simples "ramaldense" na altura de atacar.

    Este facto assusta-me! JJ a ser humilde quando tem 6 pontos de avanço e se arrisca ser bicampeão? Algo vai mal.
    Isso é alterar o adn da lampionagem!

    »

    @ Jorge

    pensava eu que esta Quarta-feira seria pachorrenta e... b-u-m!, levo com o teu artigo nas bentas :D
    mais uma vez, brilhante.

    no entretanto, cito-te o "cativo das antas, no 'bibó FC Porto car@go!', numa parte do seu texto que concordo e que, em parte - repito: em parte - colide com a tua convicção - que é a nossa.
    no fundamental: aguardemos por Sexta :D

    abr@ço
    Miguel | Tomo II

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    1. O resto do artigo diz o que eu penso. Se os jogadores se pensam campeões e a imprensa ajuda... Vão ser apanhados despercebidos.

      Abraço

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  3. "Fica portanto bem patente que temos um projecto de médio/ longo prazo "...... ou seja mesmo com as equipas fraquíssimas que os adversários possuem, o importante é rodarmos e darmos tarimba a jogadores que nem sabemos se cá estarão para o ano. Deixar os rivais ganhar uns títulos e encherem a blusa com entradas directas na LC, com patrocinios que nós com este trabalho a médio longo prazo voltaremos a ter hegemonia!!!!??? Deixem-nos crescer, inflacionem-lhes o ego e depois diremos que o arroz tem formigas e que a imprensa do regime é muito injusta connosco.

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    1. Vista curta dá nisto. Não sei se já reparou mas a maioria está de empréstimo e vai para onde veio e teremos um sistema de jogo e uma base sólida... Mas que é que isso interessa.

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    2. O sistema de jogo é o lateraliza, atrasa e passe para o GR?!? Isso também tem a Académica e o Luis Castro na equipa B.

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    3. Ah é? Quando foi o ultimo jogo que viu do FC Porto? E espere, já sei, bom bom é o "sistema" de defender com onze e fazer um contra ataque no fim do jogo a festejar o pontinho! Muito bom!

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    4. Eu vejo-os todos desde 1971

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    5. Desde os 4 do Lemos, o unico jogo que não fui, foi o Porto-Barcelona do Archibald. Não sou portista de há dois dias como esse novos "Je suis internet". Com as armas que têm e perante a crise de abundância do Porto, se esses matrecos que fazem um unico ataque e ganham um jogo e o campeonato cometem realmente uma proeza. Mas só o conseguem aproveitando a nossa mediocridade.

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    6. Jorge, se a maioria está por empréstimo e vai para onde veio, onde é que fica o sistema de jogo e a base sólida?

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  4. Jorge 'isto' nem com imagens ou pictogramas lá vai...

    há quem teime em não entender que este projeto não se extingue esta época, em perceber que há um contrato de três anos assinado, que há muito mais para ganhar no Futuro do que no imediato - sendo que a realidade do Presente nem é assim tão má quanto a querem fazer passar...

    sabes, é também por estas que, comigo, comentários só de quem conheço e dá a cara, não se refugiando no anonimato.

    abr@ço
    Miguel | Tomo II

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  5. Quem me quiser insultar,
    Vai ter de assinar.

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  6. É por isso que digo nós, somos uma cambada de impacientes!!! Se não formos campeões este ano, mas isso fizer crescer uma equipa que para o ano se afirme na sua plenitude, qual o problema?

    P.S. Por falar em impaciência. O Arsenal já não é campeão há 10 anos. Tem um treinador que para mim não tem unhas para Ferraris, mas é uma equipa sempre presente na Champions, creio eu que logo a seguir ao Manchester United!!!! E Wenger já lá está desde... 1996!!!! Jorge, acha isso possivel em Portugal? No Porto???
    Eu acho que não, e ainda bem...

    O FC PORTO B acaba de empatar 2-2 com o Borussia de M'gladbach e com menos um jogador durante longos minutos...

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    1. O Arsenal é o Sporting da velha Albion. Também tem esquema de jogo e faz crescer jogadores para alimentar as restantes equipas (e continua a gastar pipas de massa).
      Mais um espectáculo deprimente da equipa de Luis Castro.

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    2. Temos cá cada Guardiola! Olhe lá, você já viu as últimas contratações do FC Porto? Parece-lhe gente de fora?!

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  7. Vi as ultimas contratações sim. Jogadores para emprestar na próxima época ao Arouca, ao Nacional e ao Estoril. É mesmo só Jesualdos

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    1. Ah é? Uau! Que informação privilegiada esta! MCFly onde puseste a Hoverboard? E o deLorean?

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    2. Carlos Castro está vivo?

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  8. cuidado com os assobios. à própria equipa, claro.

    Miguel | Tomo II

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  9. Boas jorge
    Só uma coisa me preocupa é se o Barcelona ou outro qualquer chegue cá e leve o nosso mister?
    Eu estou adorar este projecto só tenho medo que se estrague...


    Um abraço.

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    1. Contratos destes não se quebram assim :)

      Abraço

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  10. Está tudo dito Jorge, muito bem. E não era dificil de ver... Já tirar as mãos dos olhos, é cá uma complicação.
    Parabéns pelo post, tenho pena de não o ter assinado :)
    Abc.

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    1. Obrigado :) E acho que aqueles que tem os olhos tapados só tem de ver para crer :)

      Abraço

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  11. O caminho faz-se caminhando… e Roma e Pavia não se fizeram num dia.

    Há um projecto a médio prazo, que começa a ser melhor entendido. A entrevista de Lopetegui ao El País é muito bem-vinda, por ser esclarecedora e transmitir serenidade e confiança.

    Haja calma, malta. Há muito bom caminho pela frente.

    Abraço

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  12. O técnico do Manchester United, Louis Van Gaal, admitiu que ficou surpreendido com os assobios dos adeptos dos red devils no intervalo do jogo frente ao Burnley.

    «Foi a primeira vez que ouvi isso. Sim, estou preocupado porque nós jogamos para os adeptos. Eles são a parte mais importante do clube, eles mantêm o clube vivo. Eles aplaudiram depois do fim do jogo, que tem sempre 90 minutos e não apenas 45 minutos», afirmou Van Gaal.

    O problema tomou outras proporções porque o Manchester United até estava a ganhar ao intervalo e mesmo assim os adeptos não estavam satisfeitos com a exibição da sua equipa."

    Em Portugal já tinham apelidado os adeptos do Manchester de traidores, Quaresmistas e pipoqueiros por não comerem e calarem o prato que lhes servem.

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    1. «os assobios dos adeptos dos 'red devils' no intervalo do jogo»

      consegue o anónimo perceber a diferença do que se passa no Dragão?
      (e, atrevo-me a afirmá-lo, da sua inqualificável atitude para com o meu clube do coração?)

      é o que dá ler as notícias a correr, não compreender o(s) significado(s) que algumas delas encerram e vir a correr para a net lançar atoardas...

      Miguel | Tomo II

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    2. Passa-se exactamente a mesma coisa no estádio do Dragão e na equipa que diz que é proprietário. Fazem uma primeira parte aceitável, apenas com displicência na finalização e na 2ª parte foi o completo desrespeito por quem vai ao estádio e paga o seu bilhete.

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    3. «Não me dá gosto dizer que em certos momentos tenho de fazer um esforço para conseguir ver os jogos. Ganharam ao Guimarães na Sexta-feira mas foi o Guimarães a melhor equipa durante toda a segunda parte. Por vezes, o futebol do Porto é miserável. Para vencer é preciso jogar um futebol de ataque e para isso é preciso correr riscos. Nesta equipa, poucos são os jogadores que estão preparados para correr esses riscos» Paul Scholles

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  13. Para muitos uma equipa de futebol resume-se a 90 min. Para outros a uma temporada. Felizmente que para alguns elementos da nossa estrutura uma equipa é um projecto de vários anos. Foi essa abordagem que nos proporcionou as importantes conquistas que tanta inveja criam nos nossos adversários.

    Gosto do Lopetegui, e acima de tudo sou um apoiante do projecto que ele encabeça.
    Se continuarmos neste caminho, e se tivermos um pouco de felicidade, iremos conseguir novamente conquistas importantes. Se nos desviarmos deste caminho estaremos condenados ao insucesso pois toda a envolvente do futebol nacional é-nos adversa, e amigável para com os nossos adversários.

    Para mim este é o único caminho.

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  14. Era efectivamente um projecto de vários anos, quando a estrutura mantinha a espinha dorsal da equipa, retocava cirurgicamente no início de cada época, o sistema de jogo mantinha-se há vários anos e qualquer treinador que chegasse só tinha de interiorizar o que já estava feito e agilizar o processo. Não acha o Pyrokokus que houve uma mudança de paradigma total, que a estrutura delegou, que o sistema foi completamente alterado, a agressividade é quase inexistente, a faixa central foi desprezada, a rotação e posse inconsequente é a norma e pior do que isso, a tal espinha dorsal pode ser desfeita a qualquer oscilação de mercado ou transição de época?

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  15. Concordo com o anónimo das 11:36, mas o mundo mudou e as oscilações de mercado e os agentes é que comandam as vontades e os clubes não podem fazer muito. Acredito que a estrutura neste momento tem condições criadas para que essas oscilações possam ter efeitos minimizados no futebol praticado pela equipa.

    Concordo com o rumo tomado e considero que o futuro será risonho, e ainda acredito que no próximo mês de Maio iremos festejar.

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  16. @ anónimo das 11h36

    ok. apontou uma série de "defeitos". está no sou pleno direito e não o discuto.

    mas, agora, para algo completamente diferente, proponho-lhe que, para cada um desses "defeitos" aponte uma solução viável.

    até já.

    Miguel | Tomo II

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  17. A jogar com o sistema de Lopetegui, diria que teríamos de jogar e ter pulmão para 90 minutos como fizemos nos 1ºs 35 minutos com o Vitória de Guimarães. Linhas subidas, equipa mais compacta e muita pressão na perda. Há pouco espaço para o erro na posse e os jogadores têm que estar rotinados, confiantes e bem preparados. Sistema alternativo, por exº jogar em 4-4-2 aproveitando as faixas para os 2 melhores laterais que ainda estão em Portugal e jogar sempre com dois criativos no meio (Oliver mais curto e Brahimi/Quintero a arriscarem e a servirem os dois homens mais avançados). No sistema em que jogamos 1º pára-se, pensa-se e depois organizamos, quase sempre da mesma forma. São os jogadores que têm de obedecer ao sistema e não o sistema a tirar o melhor partido dos atletas que temos. Por exº. Quaresma, é único na recepção à distância e incomparável em colocar a bola redonda na zona de finalização. Tello, colocando-lhe a bola no espaço, não há ninguém capaz de o deter. Define muito mal e é péssimo na finalização. Porque não se tira partido das qualidades únicas que têm? Na minha opinião é no campo que critico Lopetegui, porque fora do campo acho que deveria ficar cá, não por 3 mas por mais 5 ou 10 anos.

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    1. @ anónimo

      antes de tudo, obrigado! pela resposta, com a qual não contava. de todo, confesso.

      1)
      «diria que teríamos de jogar e ter pulmão para 90 minutos, como fizemos nos primeiros 35 minutos com o Vitória de Guimarães»

      algo humanamente impossível, a não ser que não houvesse limite de substituições.
      (mas tal não justifica o "apagão" que houve naquela segunda parte, com muita certeza, devido ao efeito 'Champions' que Lopetegui pretendia "combater"...)

      2)
      «Há pouco espaço para o erro na posse e os jogadores têm que estar rotinados, confiantes e bem preparados.»

      no meu entendimento, tal já se verifica. a equipa tem vindo a sustentar as suas exibições, nalguns jogos, num "carrossel" que chega a ser vertiginoso.

      3)
      «Sistema alternativo, por exp., jogar em 4-4-2 aproveitando as faixas para os 2 melhores laterais que ainda estão em Portugal e jogar sempre com dois criativos no meio (Oliver mais curto e Brahimi/Quintero a arriscarem e a servirem os dois homens mais avançados)»

      se estou de acordo com a implementação de um sistema alternativo, com o devido respeito discordo da forma, pois estaríamos descobertos na defesa.
      bem sei que em 90% dos jogos jogamos contra "autocarros de 3 a 4 andares", mas 2 criativos com mais 2 atacantes obrigaria a uma maior compensação por parte dos outros dois médios, num esforço que, a médio prazo, numa mesma época, poderia custar caro.
      (e os nossos laterais aproveitam muito bem as suas faixas, independentemente dos nomes em causa. repare bem que há sempre um disponível para subir quando a equipa "bascula" o jogo)

      4)
      «No sistema em que jogamos 1º pára-se, pensa-se e depois organiza-se, quase sempre da mesma forma.»

      discordo. e muito do jogo praticado recorda-me os tempos de José Mourinho, com a bola sempre em movimento e os jogadores em trocas constantes. e, por exemplo, ao contrário da posse de bola no tempo de Vítor Pereira - que, confesso, cheguei a adormecer em mais do que um jogo -, com o modelod e Lopetegui, esta busca o golo. não de forma tão incisiva, mas de forma objectiva. se não dá pela esquerda, tenta-se pela direita. se não dá pela direita, tenta-se o espaço central e sempre com passes de ruptura.

      5)
      «São os jogadores que têm de obedecer ao sistema e não o sistema a tirar o melhor partido dos atletas que temos.»

      mais uma vez, discordo.
      acho que o sistema tem que ter em linha de conta os jogadores à disposição do treinador. veja-se o exemplo da época passada (de má memória, é certo), onde não havia jogadores capazes de interpretar o sistema que Paulo Fonseca quis implementar à viva força.

      como afirma o Jorge, há que dar tempo ao Tempo.
      eu acredito!

      abr@ço
      Miguel | Tomo II

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    2. Eu, fé só tenho no F. C. Porto e não me confesso a ninguém.

      "Algo humanamente impossível, a não ser que não houvesse limite de substituições."
      João Pinto sem ser um Briegel um Kaltz ou um Mathaus, fazia 90 minutos nesse ritmo e se fosse necessário ainda fazia mais 90. E como ele Costinha, Aloísio, Drulovic, Sérgio Conceição e até Edmilson com directas e "gasolina" da Unicer aditivada.

      "no meu entendimento, tal já se verifica. a equipa tem vindo a sustentar as suas exibições, nalguns jogos, num "carrossel" que chega a ser vertiginoso."

      Pois, estamos de acordo no carrossel, só que anda mais vezes para trás do que para a frente e a vertigem é para quem vê os constantes lapsos quer dos "adereços" quer do speaker de cabine.

      "com o devido respeito discordo da forma, pois estaríamos descobertos na defesa."
      Não me parece. Poderíamos até jogar com 3 centrais, visto que quer Indi com Van Gaal quer Maicon, sabem muito bem ocupar as faixas e daí para a frente dava para construir uma equipa à vontade do freguês e à medida do adversário (convinha era ter o Elton como GR e não um atarantado sempre em sobressalto na baliza).

      "Vítor Pereira - que, confesso, cheguei a adormecer em mais do que um jogo -, com o modelod e Lopetegui, esta busca o golo"

      Os jogos que tenho visto é realmente, esquerda, direita, centro, guarda-redes, Maicon, chutão. Oportunidades de golo são raras, temos jogos em que fazemos o 1º remate à baliza aos 38 minutos e quando os alas cruzam há falta de quorum na área de finalização.

      "mais uma vez, discordo.
      acho que o sistema tem que ter em linha de conta os jogadores à disposição do treinador"
      Aqui estamos de acordo, então. A frase tirada do contexto dá ideia contrária, só que anteriormente afirmo que "no sistema em que jogamos". Na época passada passou-se exactamente o mesmo. Paulo Fonseca tinha intérpretes e bons, só que fazia de Lucho um maratonista, quando deveria ser, pela idade, classe e inteligência o cérebro, dinamizador da organização daquele meio campo. Nunca soube tirar partido de Defour e até de Josué que tem pé esquerdo e categoria para integrar o plantel. Preferiu o inócuo Licá a jogadores de futebol como Iturbe e Quintero, não se sabe bem porquê.

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  18. Pyrokokus, na verdade os empresários e até os fundos têm uma importância primordial na constituição dum plantel. Isso eu compreendo, os compromissos da SAD e é o preço que temos de pagar por nos proporcionarem alguns atletas de nível mundial e outros...nem tanto, mas aí fazendo o balanço suponho que o mesmo nos é bastante favorável. É na área técnica que podemos criticar e ter opiniões divergentes. Se temos 16/17 jogadores dum nível muito acima dos nossos adversários temos forçosamente de termos um rendimento mais condizente com o valor dos atletas que dispomos. Eu não engulo que o Sporting tenha uma equipa jeitosinha e muito bem trabalhada. Para mim nem o Nani calçaria no Porto e a maioria nem na nossa equipa B. Fazer um jogo mau com eles, admite-se. Mais do que isso, não. Com o próprio Benfica e por aquilo que se tem visto, a mesma coisa. Claro que acredito que ainda podemos chegar lá, mas não poderemos dar as abébias que temos dado. Mas há mais jogos, mesmo alguns que ganhamos onde me senti triste ao sair do Estádio. Com o Setúbal, Belenenses e pela 2ª parte de ontem, tive sentimentos que me fizeram recordar tempos muito recentes e que gostaria que não se repetissem no Nosso Clube.

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