sábado, 24 de outubro de 2015

Um Ano [ADENDA CRIME, DISSE ELE - ACTUALIZADO BURNS]

 
Há precisamente um ano atrás, por incentivo do Miguel Lima, decidi passar das caixas dos comentários e dos testamentos no Tomo II (agora III) e Dragão Até à Morte para um blogue meu.

Devo confessar que todo este ano superou largamente as minhas expectativas. Fico sempre agradavelmente surpreendido com a forma como me abordam os leitores deste espaço na rua ou no Dragão, da quantidade e qualidade das visitas a este espaço e das belíssimas amizades que criei a partir daqui. Não estava nada à espera disto, honestamente.

O Porto Universal tem sido uma enriquecedora experiência de Portismo, da noção clara da abnegação que tanta boa gente tem em prol de um Clube e do quanto se vive esta Paixão dentro e fora do campo. Já era bastante antes de escrever o blog, mas sou hoje ainda mais doente pelo meu Futebol Clube do Porto. O facto de escrever sobre este Grande Clube fez com que o sentisse ainda mais meu e que tenho um Clã, um grupo fantástico do qual faço ainda mais parte, muito orgulhosamente.

Já aqui o disse, mas mais que tudo, é para mim comovente a qualidade humana das pessoas com quem privo hoje em dia graças a este blog, nomeadamente os meus amigos co-bloguers: o genial Silva, o intermitentemente presente mas sempre fascinante Z, e dos referidos em cima, o generoso e caloroso Miguel Lima e o meu Yoda - que não verde nem pequeno - Vila Pouca, este último uma verdadeira enciclopédia de histórias de Portismo de quem o é, intrinsecamente, há tanto e tanto tempo.

Além destes, não esquecer a generosidade, carinho e disponibilidade - especialmente para com a minha filhota - dos Dragões de Ouro, João Santos e Ana Neves, e ainda um especial agradecimento ao meu compagnion de route Nuno Almeida.

De novo, muito obrigado pela vossa preferência, é para vós que escrevo e graças a vós, leitoras e leitores, que o faço, mesmo nalguma horas onde não me dava jeitinho nenhum fazê-lo, e são vocês que me incentivam, com o vosso carinho e presença, a continuar.

Muito obrigado e Viva o Futebol Clube do Porto!

ADENDA: Que fique claro, o que Marco Ferreira denuncia aqui é um crime. É o crime mais frequente em Portugal, o de abuso de poder. No caso do futebol é ainda mais preponderante. Não é detalhe. É inclinar sempre para o mesmo lado. Sobre o que Marco Ferreira disse, nenhuma novidade. Vitor "Nomeações" Pereira está só a ser ele mesmo. Com a conivência de todos os órgãos dirigentes. 

A mim espanta-me, apenas, e irrita-me, que ainda haja um Portista que não perceba que o campeonato nacional - e as taças - são sistematicamente roubadas a favor do mesmo. E que culpem Lopetegui. Hoje, como há um ano, sou admirador do trabalho do treinador basco.

Que, ao ser envergonhado mundialmente hoje, o Nomeações possa ter o mínimo de vergonha na cara. E que acabem os estupidamente injustos assobios.

ADENDA 2: Entretanto, a entrevista já agitou. Vitor "Nomeações" Pereira já apresentou uma queixa-crime por difamação e João "Mr. Burns" Gabriel enfiou a carapuça e soltou a verborreia do costume. A consciência (?) pesa...

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Análises Paralelas e a Dura Realidade

Das equipas que jogaram esta jornada europeia, apenas uma perdeu. No entanto, curiosamente, a julgar pelas capas, essa equipa que perdeu pareceu ter empatado. Mais, ontem, no Grande Área, parecia que apenas uma equipa teria jogado mal - o FC Porto.

É curioso. Rui "Dobby" Malheiro falou de apenas 7 remates à baliza do dito clube dos quais 5 fora da área e um golo. Mas a análise foi de fugida e resumida numa frase: "pouco jogo interior e muito relaxamento". Pronto, então está bem. Continuem a ignorar que o Atlético estava - erradamente - a poupar-se para o derby madrileno, que depois terão surpresas. Mas não é nada comigo.

Comigo é, sim, a lata de dizer que jogamos contra a equipa mais fraca da Champions - sim, o Astana é um colosso - e que, nós sim, jogamos mal. Meus senhores, continuem por favor. Na linha da meta veremos quem leva as vitórias para casa. Claro que os golos do Rei Bakar foram meras falhas defensivas, ele até nem foi votado o 9 do 11 da Champions da semana, nem nada. Tudo na mesma como a lesma.

Ficamos também a saber que iremos defrontar o Angrense nos Quartos da Taça de Portugal, enquanto a segunda circular se defrontará no Lumiar, deixando um dos dois pelo caminho. Este ano é #tudonossonadadeles, por isso, não acredito em facilitismos, temos meio caminho andado para ganhar o caneco, com a diminuição de rivais directos em prova. Mas atenção, não menosprezo a qualidade de muitas outras boas equipas.

Gosto de ver que os jogadores do FC Porto estão a encarar com o máximo de realismo e de importância o nosso Clássico nortenho de domingo, ainda que todos os olhos estejam em Carnide, este fim de semana. Seja como for, fazendo a nossa parte, e tendo a consciência de que teremos um Braga fortíssimo pela frente, estaremos sempre na frente, independentemente do resultado do outro grande jogo de domingo.

Para terminar, confesso que não entendo a necessidade orçamentada de mais de 72M para o próximo ano. Mesmo contando com Alex Sandro e os seus 26, sobra fazer 46M, o que faz com que o nosso Menino D' Oiro seja muito difícil de segurar. Creio que tem de um abrandamento urgente neste gasto desenfreado. Porque poderá não ser sempre possível corresponder a tal necessidade, e parece-me injusto que o treinador do FC Porto esteja constantemente a ter de refazer uma equipa inteira.


quinta-feira, 22 de outubro de 2015

O Sentimento Difuso


Numa altura em que hoje o NGP fala de que quer Rúben Neves aqui muitos anos e que ele seja a referência da Mística para gerações vindouras, que se estabelecem novos recordes de vitórias, que continuamos novamente invictos na Champions League, não deixa de ser um paradoxo absurdo que se oiçam assobios no Dragão quando o jogo é mais controlado, lento ou pausado.

Também é curioso dar uma olhada na marcha lenta que grassa a Bluegosfera, tão afoita a encher posts e caixas de comentários quando as coisas correm menos bem ou mesmo mal, e tão desertas quando tudo está bem. Compreendo o propósito catártico que podem cumprir este e outros espaços bluegosféricos, mas deviam também ser o eco da alegria e optimismo do Coração Azul e Branco.

O que faz pensar: existirá mesmo essa alegria? Existirá satisfação no adepto Portista? Ou será "menor" estar feliz e agradecido às alegrias que nos são oferecidas? Será vaidade e ego que impedem de reconhecer que, afinal, isto não está assim tudo perdido?

A estrada é larga e cheia de socalcos, não existe perfeição no futebol - Lopetegui dixit - mas será que temos que estar mesmo à espera que o céu nos caia em cima das cabeças?

Não contem comigo para esse peditório. estou satisfeito com o progresso da minha equipa, com a multiplicidade de soluções e competitividade no plantel, com as decisões técnicas, com o próprio técnico e até, pasme-se, com o rumo directivo.

Sou um orgulhoso surfista da crista da onda, neste momento, porque estive com a minha equipa na tempestade, contra tudo e contra todos. Nem a meio vamos, falta muita estrada, mas mantendo este nível de seriedade, a minha confiança é plena. Há sempre ciclos complicados, dificuldades à frente, até à obtenção do título, e este fim de semana temos de conseguir uma vitória bem especial contra uma muito boa equipa. Mas há razões para estar confiante nos nossos. E isso não é mau. É muito bom.

Convido-vos a navegar esta maré calma comigo, falando do bom e positivo na caixa de comentários em baixo. Ela, afinal, também serve para o contentamento.

No entanto, onde para uns há muitas vitórias morais, para outros há trabalho, esforço, dedicação, superação. Esse é o caminho do FC Porto. E alegra-me que assim seja. É sinal que não precisamos de mais ninguém. Que somos auto-suficientes. Que Somos o FC Porto!

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Análise FC Porto - Maccabi Tel Aviv (Fase de Grupos Champions League) [ADENDA RIDÍCULO]


Nem bom nem mau, antes pelo contrário. Se me pedissem para resumir este jogo, te-lo-ia feito desta forma. E isso bastaria para se perceber o "espírito da coisa" de ontem.

Em primeiro lugar, convenhamos, estávamos todos incapazes de saber o que tínhamos pela frente.  Por muitos vídeos que tivessem visto, sou capaz de apostar que a preparação de outros jogos é feita de uma forma diferente. E isso notou-se. Se entramos à Porto, à primeira reacção amarela notou-se a confusão das marcações, a falta de noção clara de quem tapava o quê, quem dobrava quem, quem pressionava este e aquele. O que, diga-se a bem da verdade, o Maccabi não fez. A forma como controlaram completamente Aboubakar e como punham sempre um enxame à volta de Brahimi mostrou que eles sabiam exactamente quem nós éramos.

Num dia histórico, em que Rúben Neves se tonou o mais jovem Capitão de sempre da Champions League, notou-se que o nosso menino acusou um pouco o peso disso e não esteve tão esclarecido como noutros jogos. Aliás, se há alguém a quem se podia colocar um balão de banda desenhada a dizer "???" sobre a cabeça, era mesmo a Rúben. Valeu Imbula, o Transportador, para salvar uma certa falta de "saber o que fazer" de Rúben neste jogo. É difícil estar a estudar um adversário no campo.

Mas, no pico da confusão, numa altura em que a "onda amarela" estava a subir, Layún faz um exímio cruzamento para a cabeça de Aboubakar (não, Queiroz, não foi um frango, experimenta levar com um adversário a rematar de cabeça a 50 cm da tua cara) que acalma os corações Portistas, e, pouco depois, o mesmo Rei Bakar faz uma assistência para a fantástica passada vertical de Brahimi que sentencia o jogo num excelente remate. 


E, honestamente, acabou. Daí para a frente - estávamos a caminhar para o fim da primeira parte - foi gerir o resultado, e pensar no jogo com o Braga, o próprio André André admitiu. E notou-se.

Na segunda parte, portanto, deu-se a vez ao Maccabi, baixou-se as linhas e jogou-se no típico "ok, pronto, já está" que, insisto, é uma característica do FC Porto de antes de Lopetegui. Quando Imbula sai, por troca com Danilo, vai-se o controle do jogo, a posse é dada ao Maccabi, mas também, e é facto, nunca se deixou de procurar o terceiro. Tivemos bons apontamentos, mas jogamos num claro modo de "tirar o pé" e isso notou-se, excepto Cristián Tello, que entro no lugar de Corona, e que por pouco não marcou - merece titularidade - André André e Maxi, sempre bons em tudo e todo o lado e Brahimi que, passe alguns exageros, foi o maestro deste jogo.
Tivemos uma vitória boa, esclarecedora e justa, sem nenhuma exibição de gala. Em Tel Aviv tenho a certeza absoluta que faremos bem melhor. Porque podemos. Mas, não deixo de sublinhar, com um sorriso nos lábios, que é a primeira vez que o FC Porto de Lopetegui tira o pé na Champions a pensar num jogo do campeonato. Fico feliz. Consciência de que, domingo, é para vencer ou vencer, e ficar ainda mais líderes.

Ah, e já agora, o "Lopatêgo" leva 20 jogos a vencer em casa - segundo melhor da História do FC Porto, atrás apenas de Artur Jorge. Impressionante. Pelo menos, para mim.




Brahimi - O nosso pequeno argelino parte os rins de tudo e todos! A intensidade que ele está a pôr nos jogos - e diga-se, não só da Champions - está uns furos bem acima daquilo que se viu, em média, no ano passado. Como este ano não há CAN, esperemos tê-lo assim até ao fim, e dar-lhe o título que faz por merecer. Foi a referência de um ataque algo perdulário, e pareceu sempre andar a uma velocidade mais rápida do que a dos demais.

As formigas atómicas - Maxi e André André são, neste momento, absolutamente indispensáveis no FC Porto. A forma como não desistem, como resistem a tudo que é ataque e como ainda se conseguem superar, é fantástica. São o estilo de jogadores que mais aprecio - não fazem exibições de encher o olho, jogadas fantásticas per si, mas são a "cola" de tudo isto. Absolutamene brilhantes, como sempre.

Imbula - Cada vez mais, a pedra angular do FC Porto. Muito se reclamou com Imbula, mas hoje em dia, é a primeira definição do ataque e a primeira linha da defesa. Lopetegui poupou-o para Braga. Fez bem. Mas que se notou, notou. 

Cristián Tello - Absolutamente impossível de marcar sem falta, é bom ver o nosso Tello de volta àquilo que nos faz sonhar. Um extremo de qualidade, bom a cruzar, difícil de defender, sempre à procura do golo. Merece titularidade, já. 

Casillas - 51 jogos da Champions sem sofrer golos. O guarda-redes que consegui esta marca impressionante foi Iker Casillas. E foi com a nossa camisola. E com aquilo que faz o nosso ser um dos melhores do mundo - todo o jogo a dormir, no final, uma defesa extraordinária a manter a nossa baliza inviolada e o nosso registo impecável. Bravo, San Iker.


Tremelique e desnorte defensivo - Bem sei que enfrentavam o escuro do desconhecido na frente, mas entregar a posse de bola, falhar dobras e permitir ao Maccabi entrar por ali dentro só não deu asneiras por milagre. E por San Iker. Mal Danilo, mal Layún, mal Rúben a defender - este último acho que a acusar a pressão da Capitania. Curiosamente, a posse de bola controlada só chegou com...Herrera. Estranho. A ver e rever e re-rever.

Corona - Nada. Zero de magia, zero de explosão, zero de interesse. Passou totalmente ao lado do jogo. Nos antípodas de Brahimi.

Ok, pronto, já está - Aplaudo que se pense no campeonato, mas caramba, menos, ok? Obrigado.

ADENDA: Ridículas as capas d'A Bola e do Record. Mas continuem, por favor. Quanto maior o ego, maior a queda. A mais melhor equipa deste e d'alem mundo vai precisar do vosso... colinho.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Antevisão FC Porto - Maccabi Tel Aviv (Fase de Grupos Champions League)


Antes de mais, dizer que hoje esta é a imagem que ilustra o post porque celebra(re)mos um facto que muito nos orgulha. Rúben Neves será o mais jovem capitão de equipa de sempre da Champions League. Isto não é nenhuma brincadeira. Um jovem de 18 anos feitos há pouquíssimo tempo vai estar à frente na fila de Iker Casillas, por exemplo. Como sou pai, devo dizer que aquela família nem deve dormir com tal felicidade. E é inteiramente merecida. Rúben Neves não é só superior na leitura de jogo e na capacidade do passe. É um miúdo (desculpem, tenho uma filha com 16, este rapaz para mim é um miúdo) com uma maturidade absolutamente excepcional. Já o vi, sem medo, a dar instruções, já o vi incentivar a equipa e o seu Portismo é, para mim, a toda a prova.

Posto isto, falemos de bola. Ainda bem que Lopetegui não é parvo e não veio - nunca vem! - com o discurso de facilitismos e companhia limitada. Nesta jornada dupla contra o Maccabi joga-se literalmente o apuramento - ao vencermos os dois, tê-mo-lo garantido e podemos até aspirar ao primeiro lugar, se vacilarmos, podemos deitar tudo a perder. O Maccabi é um ilustríssimo desconhecido, não acredito que haja alguém que me possa dizer qual é o seu estilo de jogo ou equipa provável sem consultar a net. No entanto, Lopetegui frisa bem que se preocupa com o seu próprio jogo e mais nenhum. Acho muitíssimo bem. Ser fortes, pressionantes, acutilantes e, principalmente, eficazes é fundamental. Tudo o resto será o sortilégio do jogo.

Estou curioso para ver se Lopetegui não pôe Cristian Tello na equipa principal, acho que merecia esse voto de confiança. Já foi importantíssimo na Champions League muitas vezes. E acho que está a regressar à sua forma mais interessante. Saúda-se o regresso previsível de Marcano para um M&Ms diferente, mas sempre necessário.


Helton e Casillas (guarda-redes); Maxi, Martins Indi, Marcano, Rúben Neves, Brahimi, Aboubakar, Dani Osvaldo, Tello, Evandro, Herrera, Jesús Corona, André André, Miguel Layún, Danilo Pereira, Alberto Bueno, Imbula e Cissokho.


Casillas; Maxi, Marcano, Indi, Layún; Rúben Neves, Imbula, André André; Brahimi, Aboubakar, Tello;


segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Zangam-se As Comadres, Sabem-se As Verdades


Antes de mais, quero dizer que vou fazer a antevisão do jogo da Champions amanhã, uma vez que só vou poder escrever a análise do jogo na quarta-feira.

Não podia no entanto deixar passar em claro a coisa extraordinária que aconteceu no Play-Off de ontem. A páginas tantas do programa, Inácio, a propósito da vergonha do caso dos vouchers, faz finalmente (alguém que o faça, porque nenhum dos "nossos" o fez) a ligação de causa-efeito entre a origem - desde o início da Eusébio Cup até ao dia corrente - dessa "oferta" e a sua Liga Real, demonstrando aquilo que já sabíamos: o FC Porto foi roubado de um campeonato. É óbvio que este estilo de coisa faz pender o tonus para o lado do benfica.

É um absurdo que se tente dizer que não é "por um jantar que lá vão", como fez Cláudia Lopes no Campeonato Nacional. Já agora, o que faz uma moderadora a confrontar um representativo - neste caso representante - de um clube a a dar opiniões?

Não é um jantar, são quatro. E não é a um árbitro. É a todos, mais observador e delegados. Um verdadeiro festival. Como diz, e bem, Rodolfo Reis, poderão não ser corrompidos - e eu acrescento activamente - mas inclinados a quem os trata bem, certamente. E assim também se influencia.

Mas, voltando atrás, apesar do nosso amigo Rui ter baixado violentamente o volume de voz ao dizer que, na Liga Real, o FC Porto ganharia destacado o campeonato. Foi assim a liga #colinho. E isso deixou Simões em fúria, por ter sido desmascarada uma parte da forma como isto foi tudo cozinhado. Depois, claro, pegou-se com o Rui Santos porque este disse que esta história dos vouchers não é nada normal. E não é. Simões acha que o silêncio do benfica é absolutamente normal.

Vai daí, Rui Santos dá uma de revolucionário e diz que a ele ninguém o cala e que é isento, numa clara alusão a Diamantino o ter exposto como sportinguista. Bem, portista é que ele não é. Mas esse não é o objectivo deste post.

Vamos para a 20ª vitória em casa. Estamos a jogar bem. Mas eu sublinho: convido-os a ver o quanto fomos roubados no ano passado. E agora, pergunto: Lopetegui é mau? Porque não ganhou nenhum título? Qual nos seria permitido? 

Vamos agora tendo, para já, um aliado improvável: o sporting. Mas é assustadora a forma como a nós nos passou tudo isto ao lado. Mas peguemos neste exemplo e não nos calemos mais. Até porque jogaremos com o sporting. E os canhões virar-se-ão para nós. Está na hora de sermos fortes. E, já agora, de aproveitarmos o resultado do derby de domingo, seja ele qual for. Para que depois tudo isto seja fait-divers. Demonstremos no campo que somos maiores que tudo isto.

domingo, 18 de outubro de 2015

Análise Varzim 0-2 FC Porto (Taça de Portugal)


Como orgulhoso poveiro de adopção, devo dizer sem contemplações que nunca esperei que os Varzinistas fossem vender barata a vitória. Entraram bem, como eu esperava, na expectativa de apanhar um FC Porto como apanharam - no início, completamente às aranhas com o seu posicionamento. 

Um Imbula quase a fazer de central,  a jogar muito para trás e uma troca de bola muito na zona defensiva,  iam permitindo ao Varzim subir no terreno e fazer o seu jogo, chegando a ameaçar um pouco Helton,  uma ou outra vez.


E assim seguiu a toada do jogo, muito à procura das explosões, até que Bueno lança um Tello que pareceu hoje jogar logo a seguir ao sporting. Tão bom ver Tello de novo de volta a si mesmo. O nosso extremo puro, pleno de velocidade e criatividade, que tão bem jogou.

Só que, à parte disso, foi-se sentido a disconexão entre ataque e defesa, e as pobres transições. E isso só viria a ser rectificado pela saída de um insipiente Varela - tu queres ver que vou ter de dar razão a Miguel Sousa Tavares... - e a entrada do muro Danilo Pereira, que permitiu Imbula reencontrar-se com o jogo e puxar a equipa lá para a frente.

Daí até ao fim, só deu FC Porto. Foi um festival de remates desperdiçados por Osvaldo e boas ocasiões que, com um pouco mais de entrosamento, teriam dado uma goleada que o "meu" Varzim não merecia.

O golpe de misericórdia foi dado pelo menino da Póvoa, André André - da Póvoa, quer dizer, daquela aldeia gaulesa entre a Póvoa e a Vila, as Caxinas - a terminar o encontro.


Não foi um massacre, acho que houve respeito, mas poderemos dizer que foi bonita a festa, pá!


Tello - Que bom poder voltar à coluna onde merece estar! Tello foi tudo aquilo que melhor sabe ser: acutilante, rápido, intenso, atento, bom a marcar, excelente a servir, será o regresso do Tello a carburar em pleno? Espero que sim!

Bueno - Pau para toda a obra, Alberto Bueno tentou sempre dar verticalidade e profundidade ao jogo, mesmo quando este parecia não ter. Muito promissor, quer pelo centro quer pela ala.

A entrega de Osvaldo -  Bom a receber, ainda a ter de melhorar muito a entrega do último passe, não foi por falta de entrega ao jogo que Osvaldo não trouxe a sua contagem pessoal dilatada. Valeu pelo esforço.

Varzim - Entrou com tudo, deixou tudo em campo, no início chegaram a ter ascendente sobre o jogo e a criar problemas na transição do FC Porto. Deixaram tudo em campo, foram verdadeiros Lobos do Mar e mereciam ter chegado mais longe na prova. Bravo.


Varela - Passou completamente ao lado do jogo. Em tudo. Não fez uma coisa que se lhe visse. Está claramente a mais.

A eficácia de Osvaldo - Por Keith Richards, meu caro Depp! Se fosse Lopetegui punha-te a treinar a finalização e o último passe até sexta feira! Não é assim que vais conseguir destronar o Rei Bakar....

Em considerações finais, dizer que nós não jogamos em campo neutro, nós jogamos com uma equipa de muito melhor valor dos que as adversárias dos outros e... vale a pena falar do árbitro? Foras de jogo mal tirados a Osvaldo, critério diferenciado... depois digam que sou eu que invento... artistas portugueses!

E parabéns ao Andebol do FC Porto, por uma merecidíssima vitória na Champions do Andebol! Bravo! Superação é o mote!